Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

04 Janeiro 2012 | 03h06

A era da prosperidade

Nossa presidente Dilma Rousseff anunciou a chegada da era da prosperidade. Na realidade, esta época de felicidade coletiva chegou há muito tempo para os 20% dos brasileiros que possuem 80% da riqueza nacional, assim como para os investidores estrangeiros que especulam aproveitando os altos juros pagos no Brasil. Chegou a era da prosperidade também para as multinacionais que estão incorporando o pouco que resta da preguiçosa indústria nacional e para os exportadores das commodities minerais e agrícolas. Não podemos esquecer os corruptos e os favorecidos das várias panelinhas federais, estaduais, municipais. Assim, neste clima de alegria que confirma a lei de Pareto, 20% dos brasileiros estão aproveitando as benesses da conhecida era brasileira da prosperidade. Os restantes 80% ainda vivem tentando melhorar seu padrão de vida. Suas conquistas consistem em sair de um barraco de madeira para um caixote de concreto - Minha Casa, Minha (triste) Vida -, ter uma geladeira, uma televisão, conseguir para os filhos uma vaga na escola pública, esperar ser atendidos civilmente nas longas filas do sistema de saúde, ter meios de transporte coletivo civilizados (20% conseguem usufruir o metrô, os outros 80% devem se contentar com o que é oferecido na deficiente estrutura do transporte urbano). A infraestrutura nacional, incluindo portos, aeroportos, rodovias, está esperando que as vindouras Copa do Mundo e Olimpíada superem a incompetência e a corrupção e consigam em quatro anos tudo o que não foi realizado em 20, invertendo a já citada lei, que diz que 80% das consequências provêm de 20% das causas. Bem, que venha a era da prosperidade.

FRANCO MAGRINI

framagr@ig.com.br

Cachoeira Paulista

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Promessa

Dilma garante que 2012 'será ainda melhor' (3/1, B4). Só pode ser porque "ainda pior" é impossível.

CLÁUDIO MOSCHELLA

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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O mensalão continua

No encerramento de 2011, o Planalto liberou R$ 300 milhões para atender a emendas dos congressistas, visando a que seus interesses sejam aprovados pelas excelências, exatamente como fez o ex no esquema conhecido como mensalão, que o PT diz que não existiu. E nós pagamos a conta, como sempre.

MÁRIO A. DENTE

dente28@gmail.com

São Paulo

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Tolerância zero

Que 2012 seja o ano do cidadão "tolerância zero" para com todos os malfeitos governamentais, antigos e novos.

MARISA DA SILVEIRA CRUZ

marisa.s.cruz@gmail.com

Cotia

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ANIVERSÁRIO DO 'ESTADO'

Retrospectiva

Aniversário lembra retrospectiva. Quem nasceu em 1930 testemunhou três fases fundamentais na História do Brasil: a ditadura Vargas, a ditadura militar e a "Nova República". A corrupção e a impunidade campearam, crescentes, no período. Mas o País cresceu em importância, principalmente graças à sua agricultura e à demanda internacional por seus prodigiosos recursos naturais. Tendo a quinta maior população do mundo habitando o terceiro maior território, somos o sexto PIB, muito embora, lamentavelmente, ocupemos um ignominioso 84.º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano. Quem se mantém no alto e merece congratulações irrestritas nesta data é o nosso Estadão, sempre ético, coerente e fiel a seus princípios.

LEONARDO GIANNINI

leogann930@terra.com.br

São Paulo

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Aplausos efusivos

Os defensores da imprensa livre têm motivo para hoje se regozijarem, pois neste dia 4 de janeiro o Estadão comemora 137 anos de fundação e 132 de vida empresarial independente. Parabéns a esse mais que centenário veículo de comunicação, que desde o começo de suas atividades adotou como dogma o jornalismo sério, imparcial e combativo, em defesa da verdade, da transparência e da liberdade de expressão. Deve-se ressaltar que o Estadão enfrentou tempos difíceis durante longos anos em que a censura era aplicada por uma ditadura que não admitia ser contestada. Em 31/7/2009 o jornal sofreu nova censura - desta vez, uma nefasta censura judicial que já dura mais de dois anos -, imposta por um clã arcaico, coronelesco e retrógrado cuja dinastia há mais de 50 anos vive das benesses do poder público e se incomoda com a imprensa livre. Porém, sempre resistindo à censura, o Estadão mantém sua postura coerente em defesa da democracia, respaldada por sua competente diretoria e sua equipe de redação. Assim, neste aniversário, manifesto os meus efusivos aplausos ao Estadão, orgulho da imprensa brasileira.

SERGIO TANNURI

sergio@tannuri.com.br

São Caetano do Sul

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Longa vida!

4 de janeiro de 2012: a comemorar,137 anos de existência e 132 de vida independente; a lamentar, cada um dos 887 dias sob censura. Felicitações e votos de longa vida ao Estadão nosso de cada dia.

J. S. DECOL - Ðecol J.S. Marketing & Copyright Worldwide (SP)

decoljs@globo.com

São Paulo

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Cumprimentos

Expresso meus cumprimentos pelos 137 anos do jornal O Estado de S. Paulo, data que merece ser comemorada por todos em 4 de janeiro, até como símbolo da resistência. Afinal, são quase 900 dias sob inaceitável censura. Sinceros parabéns a toda a equipe do Estado, bem como da Rádio Eldorado ESPN, do Jornal da Tarde e da Agência Estado. Somados, temos nada menos que 279 anos de jornalismo independente e a serviço da opinião pública.

ROMEU CHAP CHAP, presidente do Conselho Consultivo do Secovi-SP

silvia.carneiro@secovi.com.br

São Paulo

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Parabéns

Nesta data tão especial, felicitamos o Estado, o Jornal da Tarde, a Eldorado e a Agência Estado. Uma imprensa livre, ética e comprometida com a verdade constitui pilar fundamental da democracia. Por isso, a festa do Grupo Estado é também uma celebração de todos os brasileiros.

JOÃO CRESTANA, presidente do Secovi-SP e da Comissão Nacional da Indústria Imobiliária da CBIC

shirley.valentin@secovi.com.br

São Paulo

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TUDO COMO DANTES

Mal começa o novo ano e as velhuscas maracutaias dessa gangue política já circulam na imprensa, dando prosseguimento à maior rapinagem já praticada nesta terra onde Eremildos e Madames Natachas sorriem de felicidade abraçados às suas bolsas-isso, bolsas-aquilo. Surge em cena mais um bucaneiro. Trata-se do ministro da Integração, Fernando Bezerra. Esse ministro, candidato nas eleições deste ano à prefeitura do Recife, destinou R$ 31,5 milhões ao Estado de Pernambuco, estando claro que está preparando um caminho mais fácil, e à custa do erário, para atingir seus objetivos políticos. Isso não configuraria uso de dinheiro público para alavancar uma campanha? E os tribunais eleitorais, ainda existem?

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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FEDERAÇÃO INÍQUA

Enquanto mineiros (de Minas Gerais) morrem soterrados, a lama toma conta das ruas, os cidadãos perdem seus parcos bens e não mais têm onde morar, rodoviária desaba, o Estadão noticia que o ministro Fernando Bezerra, da Integração Nacional, destinou 90% das verbas vinculadas às obras de prevenção dessas tragédias a seu próprio Estado, Pernambuco. O princípio da isonomia está distante de ser aplicado à nossa Federação, descaracterizando sua essência política.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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CORRA QUE A ÁGUA TÁ SUBINDO

Quantos pluviômetros e quantas sirenes, superfaturadas, foram comprados por prefeituras esparramadas por esse Brasil a fora, com verbas destinadas à prevenção de enchentes?

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL

O ministro Fernando Bezerra, aproveitando-se da “distração geral”, alocou 90% dos recursos da pasta destinado a obras contra enchentes ao seu estado de origem, Pernambuco. Ele está certo, pois está botando a sardinha na sua brasa. O que me deixa pasmo é que ninguém fiscaliza esse tipo de canalhice, que leva a fazer um questionamento: o que fazem os deputados e senadores (além de desfrutarem as mordomias mais indecentes do planeta), que permitem uma aberração dessas, deixando que um aproveitador de plantão pratique uma distorção na distribuição dos recursos? Que vergonha!

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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MEU PIRÃO PRIMEIRO

A denúncia de que o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho – cotado para disputar a prefeitura do Recife –, destinou, em 2011, 90% dos recursos de sua pasta para obras de prevenção de desastres naturais no Estado de Pernambuco, é bom exemplo da disfuncionalidade dos ministérios montados nos desgovernos petistas. Em 2009, ainda sob Lulla, o então ministro Geddel Vieira de Lima, baiano, destinou 90% (igual cifra) desses recursos da União ao seu Estado natal, como se as demais unidades federativas não tivessem carências eventualmente até maiores a serem amparadas. Na média dos três anos de sua gestão, o então ministro Geddel destinou à Bahia a escandalosa cifra de 65% das verbas destinadas à prevenção de acidentes! Hoje, o ministro Bezerra brinda Pernambuco com 90%! Ora, há algo de muito equivocado nessa política de destinação de verbas para “prevenção e preparação de desastres naturais” engendrada em Brasília, posto que virou moda o ministro da vez só ter olhos para enxergar os interesses paroquiais de sua base eleitoral, desconsiderando o resto da Federação, quando deveria ver a República como um todo – não é para isso que ele é ministro? Não estufam o peito e se dizem cinicamente “republicanos”? Esta aí mais um capítulo das distorções escandalosas de um país cuja bandeira, em vez da divisa “ordem e progresso”, deveria trazer o dístico “farinha pouca, meu pirão primeiro”.

Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

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FALAR O QUÊ?

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, destinou 90% da verba do Programa Prevenção e Preparação a Desastres ao seu Estado, Pernambuco. Será que isso não mereceria da presidenta Dilma uma chamada? O que uma pessoa pode ou deve ter na cabeça, sendo ministro: tomar uma atitude para lá de paternalista? Os outros Estados que se danem ou que se virem? Lamentável. Péssimo 2012 nesse típico, e ainda mais agora, na época das catástrofes

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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A ARTE DE REPARTIR

O ministro da Integração demonstrou ser mestre na arte de repartir, cumprindo à risca o dito popular “quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é bobo ou não tem arte”. Foram mais de R$ 30 milhões endereçados a Pernambuco por Fernando Bezerra, que é candidato, também, na sua terra. Não custa, no entanto, perguntar se não tem coelho nesse mato. Logo mais, como já virou costume, a imprensa descobre e os fatos virão a lume, estimulando os procedimentos da presidente!

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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FERNANDO BEZERRA

Fernando Bezerra não deveria ser chamado de ministro da Integração, mas de ministro da Entregação, título merecido por ele ter entregado 90% de toda a verba nacional destinada à prevenção de desastres naturais ao seu Pernambuco, como retribuição pela sua indicação ao cargo pelo governador do Estado, e já pensando da sua candidatura à prefeitura do Recife, na eleição deste ano. Estados com situações de risco gravíssimas como o Rio de Janeiro e Minas Gerais praticamente ficaram chupando o dedo. Aliás, esse ministério deveria mudar de nome de vez, pois seu antecessor, Geddel Vieira Lima, fez o mesmo malfeito em favor da sua Bahia. Se ocorrerem tragédias como as do ano passado, gostaria de saber como Fernando Bezerra vai conseguir se olhar no espelho.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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CONDIZ

Bezerra mandou 90% da verba para seu curral. Nada mais apropriado...

Gilberto Dib www.dib.com.br

São Paulo

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ACINTE!

Ao destinar cerca de 90% das verbas para Pernambuco, o ministro da Integração Social, Fernando Bezerra Coelho, agiu certo, pois resolveu o problema daquele Estado. Certamente não ouviremos mais falar em enchentes e, caso haja desmoronamentos, não faltará dinheiro ao povo pernambucano. Cabe agora ao MP, à AGU e aos demais órgãos fiscalizadores conferir se o dinheiro foi mesmo para as obras ou se pegou o caminho errado. Já estamos fartos de ler e ver o arrombamento dos cofres públicos e nenhum responsável punido pelo roubo. Até quando vamos tolerar tamanho acinte?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL

O ministro Fernando Bezerra (PSB-PE) dá 90% de verba antienchente para seu Estado? Onde está a Lei de Responsabilidade Fiscal para ministros? Essa tática está ficando corriqueira, ministros usam sua pasta como trampolim político em detrimento da responsabilidade de seus ministérios, deixando o resto do País ao deus-dará. Ou começam a cumprir sua responsabilidade como ministros ou a presidente Dillma precisa começar a ocupar os ministérios com gente competente e sem interesse político. Assim não dá mais!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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SÓ ILUSÕES

O ministro da Integração Nacional dá ao seu Estado 90% da verba antienchente disponível para tal finalidade. Ou seja, o Estado dele recebeu só 14 vezes mais do que o segundo colocado. É dessa forma que o atual governo quer nos mostrar “transparência” e “honestidade”? E Dilma ainda garante que 2012 será um ano ainda melhor. Só se for para a corja que o comanda e manipula o País, não é?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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VELHOS CORONÉIS

Nestes anos de governo petista, os poucos ministros que não são corruptos pecam por concentrar as verbas do ministério que dirigem em suas bases. O que não deixa de ser uma relação promíscua! É como o caso publicado pelo Estadão (3/1/12) em que Fernando Bezerra (PSB) entregou 90% das verbas contra desastres naturais em 2011 a seu Estado. Como se as enchentes, por exemplo, só acontecem em Pernambuco! E olhe que este ministro é da Integração Nacional... Ou seja, integração de conveniências, ou melhor, de amigos! Assim como é exclusivamente para os camaradas o governo federal. E Dilma fecha os olhos para estas indignações! A não ser que a imprensa apresente muitas, mas muitas outras falcatruas... O que deixa claro que, institucionalmente, estamos completamente órfãos!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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É DE ARREPIAR

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, do PSB de Pernambuco, além de destinar ao seu Estado 90% da verba nacional antienchentes, está solicitando ao Tribunal de Contas da União (TCU), para os valores dos contratos das obras paradas da transposição do Rio São Francisco, um reajuste acima dos 25% permitidos por lei. Nesse caso o seu Estado, Pernambuco, além de ser governado por Eduardo Campos, também do PSB, é também o maior beneficiário dessas obras. O mais arrepiante de tudo isso é que quem vai julgar se essa solicitação é pertinente ou não é a mãe do governador Eduardo Campos, a ministra do TCU Ana Arraes, também do Estado de Pernambuco.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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CHUVISQUEIRO

Recebendo 90% da verba ministerial antienchente, nenhum pernambucano poderá dizer que não choveu na sua horta.

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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PODER JUDICIÁRIO

Não consigo esquecer! Férias? Mais 60 dias ainda!

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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FÉRIAS MAGISTRAIS

Para preservar a “sanidade mental” do juiz, o desembargador Ivan Sartori justifica o direito a férias de 60 dias. Ainda que essa seja uma das razões, ela é tão – ou até mais – válida quanto para outras profissões, como a dos médicos que lidam diuturnamente com doenças geralmente incuráveis e que muitas vezes perdem (não conseguem salvar!) seus pacientes, os assistentes sociais que diuturnamente lidam com a miséria humana sob todos os aspectos, etc. Para estes, então, por que somente 30 dias?

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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PRIVILÉGIOS

Senhor Sartori, 60 dias de férias para preservar a “sanidade mental” dos nossos juízes? Que ironia, que absurdo de privilégios. Será por essa sanidade que todos os processos judiciais demoram anos para ser julgados? Os senhores têm ideia da carga horária de um executivo na indústria/comércio, que muitas vezes ultrapassam 60 horas semanais e com 30 dias de férias por ano? Que comparação, que “sanidade mental conservada”, e ainda com direito a salários milionários e aposentaria privilegiada!

Erhard F. A. Dotti e.dotti@sti.com.br

São Paulo

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DIREITO DOS JUÍZES. E O MEU?

Lendo a entrevista concedida pelo desembargador dr. Ivan Ricardo Sartori, presidente do TJSP, ao Estadão, pude ter certeza do abismo que existe entre a Justiça deste país e os anseios populares. Ele afirma que férias de dois meses são um direito da magistratura e que é capaz de enumerar casos de juízes que têm problemas psicossociais. Vamos ao outro lado da moeda e cito o meu caso como exemplo e que, digamos, não é nada grave comparado com outros que existem por aí. Prestei um concurso público e acabei ficando sub judice. Tenho uma demanda desde 2004. Fiquei desempregado. Tive problemas mais graves que tais magistrados citados, pois várias vezes pensei em dar um fim a este sofrimento. Além do problema psíquico, acumulei problemas físicos, como alteração de pressão arterial. Há quatro semanas fiquei internado dois dias na UTI de um hospital com suspeita de sangramento cerebral. Sabe por quê, excelentíssimo? Porque eu sofro com esta angústia a cada segundo de minha vida. Para se ter uma ideia do absurdo que é a Justiça deste país, simplesmente uma sentença demorou oito meses para ser publicada. Eu disse oito meses para ser publicada. E só para lembrar ao excelentíssimo doutor, eu também tenho um direito garantido não pela Lei da Magistratura, mas sim pela Constituição federal, que é o direito a uma justiça célere. Torço para que os senhores respeitem também a Constituição.

Sérgio Roberto da Costa sergiorobertocosta@ig.com.br

São Paulo

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CNJ X TJSP

Perguntar não ofende (Constituição, artigo 5.º, IV): férias de 60 dias não contribuem para a morosidade da Justiça e não prejudicam o alcance de metas de produtividade estabelecidas pelo CNJ e ditas como aceitas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP)? Quando o TJ determina a realização de uma correição extraordinária numa comarca de primeira instância, ele vincula esta correição a uma antecedente realizada pelo primeiro grau, ou – sempre lembrando que o Judiciário é uno – se ele necessita de uma autorização judicial para investigar a própria Justiça? Se a própria Constituição outorga ao CNJ – aliás, órgão da Justiça (artigo 92, I-A da Constituição) presidido pelo ministro presidente da mais alta Corte judiciária do País – poderes de controle da atuação “financeira do Poder Judiciário” (artigo 103-B, § 4.º), qual seria a razão de ele, CNJ, “ter que entrar na Justiça” para investigar movimentações financeiras dela própria? Fiscalização é fiscalização! Dentro de uma democracia, tem de se aplicar a todos, doa a quem doer! Caso um entendimento contrário seja definitivamente firmado pelo STF, e aí seria o caos da nossa frágil democracia, no dia em que um fiscal do Inmetro for fiscalizar o peso da comida de um cidadão ou de um ministro, certamente será recebido com a frase: vá primeiro buscar uma autorização judicial. O mesmo se diz em relação a um policial rodoviário exercendo seu mister de fiscalização, bem como a todos agentes fiscalizadores. Dentro deste repugnante quadro em que se objetiva enfraquecer o que de bom foi criado, percebe-se que uns se incomodam com o CNJ e outros, não! Por quê? A discussão que se travará no povo (a quem são dirigidas as leis) durante o julgamento do Supremo é exatamente esta: o que verdadeiramente está por trás das tentativas de retirar poderes do CNJ? Estou com o CNJ, com a transparência, e não abro! Cada um se posiciona de acordo com seu ponto de vista ou seu interesse – nobre ou não. No futuro, a História dirá de que lado cada qual ficou. Quando lá chegar, nossos netos dirão: Olha, em 2012 houve um grave problema na Justiça e meu avô foi do lado daqueles que... Excelentíssimos ministros, desembargadores e juízes, a frase aqui lançada será completada por seus descendentes. Nada escapa da História e, graças a Deus, nestes fatos nada vem escapando da imprensa. O Brasil está de olho e de orelhas em pé.

Sérgio Aranha da Silva Filho, advogado aranhafilho@aasp.org.br

Garça

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AFIRMAÇÃO DO SR. SARTORI

“Tudo o que aqui ocorre é investigado e nada passa”. Se a palavra dos desembargadores dos TJs é infalível e acima de qualquer suspeita ou cidadão, então tanto a Corregedoria como CNJ são desnecessários. Podemos economizar extinguindo esses órgãos.

Ulysses Fernandes Nunes Junior Twitter: @Ulyssesfn

São Paulo

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CIRCUITO FECHADO

O ano de 20l1 começa com uma novidade que nos surpreende. É a alegação do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ), Ivan Ricardo Sartori, afirmando que sofre patrulha ideológica pelo Estadão. Trata-se de uma afirmação estranha. Lembrar ao eminente desembargador que nós, pagadores de impostos, temos o direito sagrado de conhecer o caminho pelo qual é direcionado nosso rico dinheirinho. Quando não há transparência, o circuito é fechado. Sem informações fica evidente que os patrulhados somos nós.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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CONFIANÇA

Enquanto existirem pessoas como Eliana Calmon e José Renato Nalini, e com certeza a imensa maioria dos juízes, nós, cidadãos, estaremos confiantes na Justiça brasileira, mesmo com todas as dificuldades que eles todos enfrentam.

Ricardo Tannus odracir1947@yahoo.com.br

São Paulo

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MOTINS MILITARES

Uma vez mais assistimos a um motim militar, desta vez na PM do Ceará, e com a agravante do uso de armas e viaturas da corporação. Essa situação pode levar à quebra das instituições do País, quando parece que os amotinados têm certeza de que depois serão anistiados por uma lei do Congresso sancionada pela presidente. Problemas remuneratórios também atingem as Forças Armadas e tiveram a situação agravada quando o próprio governo federal concedeu avantajada remuneração à PM de Brasília.

Heitor Vianna P. Filho bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

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GUARAPIRANGA

Após deixar por décadas que a área fosse ocupada (área de manancial), agora SE gastam milhões para limpar a represa. Quem paga, como sempre, é o povo e a fatura política vai para os mesmos incompetentes de sempre.

Antonio Acorsi vendas2@belflex.com.br

Jundiaí

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AINDA O MEGATEMPLO

A igreja se desculpa por parar a Dutra (3/1, C3)? Quem autorizou a instalação desse megatemplo em local tão inadequado? O pior é que vai ficar como está, uma vez que se trata de um grande reduto eleitoral... (Teve elogio até do governador!). Preparem-se que outros “caos” virão.

José Millei elymillei@hotmail.com

São Paulo

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INTERDIÇÃO DA RODOVIA

Como pode o governador Geraldo Alckmin parabenizar um evento, independentemente de qual igreja seja, que travou a Rodovia Presidente Dutra, bloqueando o acesso ao Aeroporto de Cumbica, fazendo várias pessoas perderem seu voo para várias parte do mundo? O mais importante é saber como é que uma obra dessas teve permissão para ser construída num lugar que comprometeu o direito de ir e vir das pessoas, pondo em risco a segurança da estrada, onde passam milhares de pessoas, inclusive ambulâncias!

Reginaldo de Paula reg.paula@hotmail.com

Campinas

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ELOGIO ELEITOREIRO

Tenha a santa paciência, ilustríssimo governador Geraldo Alckmin! Elogiar o “apóstolo” da Igreja Mundial do Poder de Deus pelo belo evento... A que ponto as pessoas chegam para angariar votos, não é mesmo governador? Creio que ao elogiá-lo o senhor não teve noção do estrago e do prejuízo que esse distinto e sua igreja causaram no entorno do Aeroporto Internacional de Guarulhos, no próprio aeroporto, na Rodovia Presidente Dutra e adjacências, aos moradores das redondezas, às companhias aéreas e para os milhões de viajantes que utilizam o aeroporto. Ainda tiveram o desplante de culpar “a forte chuva que caiu no domingo”. Claro, tinha de crucificar alguém, nada menos que São Pedro. Governador, não se esqueça dos eleitores do lado de cá. Com votos de um feliz 2012 para o senhor.

Elizabeth Rocha da Silva minhatuca@proinfor.com.br

São Paulo

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EXPLICAÇÕES EM ANO ELEITORAL

Na reportagem do Estadão de ontem sobre o enorme transtorno causado pela inauguração de uma igreja evangélica em Guarulhos, muito se falou na responsabilidade da Policia Rodoviária Federal e até mesmo destacaram os parabéns do governador Geraldo Alckmin ao “apóstolo” pela inauguração pelo templo. Porém pouco se falou da maior responsável: a prefeitura de Guarulhos. Se a PRF alega ignorância, parece claro que o evento foi autorizado pela prefeitura, sem aviso prévio. Porém se pergunta: por que a PRF não mandou desocupar a via? Em ano de eleições municipais, é bom que as explicações, tanto da prefeitura petista de Guarulhos quanto da Policia Rodoviária Federal sejam muito boas.

M. Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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CONGESTIONAMENTO NA DUTRA

Respondendo ao sr. Daniel Druwe Araujo, de São José dos Campos (Responsabilidades, 3/1): caro Daniel, o que você pode esperar de um país que hoje tem nos seus postos de comando da administração pública pessoas sem nenhuma formação específica para os assuntos pertinentes? Num país onde o delegado de policia é exonerado porque mandou prender o juiz que dirigia seu carro com sinais de embriaguez, o que você pode esperar? Num país onde os desmandos são tantos que já nem conseguimos nos lembrar, autorizar a construção de um templo para 150 mil pessoas nas proximidades de sua principal estrada, que liga ao mais movimentado aeroporto, tudo isso somado à demanda de um final de feriado, isso não é nada. Num país onde seu povo desvalido, sem educação, transportes, saúde e segurança, mesmo assim cada um tem pelo menos um celular no bolso e cartões de crédito para gastar e se endividar a não mais poder, o que você pode esperar? Você disse tudo em sua carta ao Estadão, meu caro Daniel. Dá para perceber seu estado de quase revolta. Mas não se preocupe tanto, Daniel. Este povo ainda tem pela frente muitos motivos para ficar pensando que é feliz. Afinal, carnavais virão pela frente, Copa do Mundo, Olimpíada. Já imaginou, Daniel? Como encerraria padre Vieira em seus sermões, “Ave Maria”.

Roberto Cursino Benitez benitez.gimenez@hotmail.com

São José dos Campos

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COMPETIÇÃO DE DESAFOROS

Duas notícias publicadas no Estadão.com de ontem são de virar estômago de avestruz. Uma, a absurda e ridícula parabenização do governador Geraldo Alckmin ao pastor Waldemiro Santiago, péssimo exemplo de cidadão, responsável pela Igreja Mundial do Poder de Deus, pelo “belo evento” da inauguração do templo evangélico em Guarulhos, que paralisou a Rodovia Presidente Dutra na tarde de domingo, com reflexos na Ayrton Senna, e causou a perda dos voos de muitos passageiros que iam embarcar no Aeroporto de Cumbica. Outros caminharam por 2 km debaixo de chuva e com a sua bagagem para não perderem a viagem Até tripulantes das aeronaves se atrasaram para os voos. E tudo sob a inércia da Polícia Militar. Foi a primeira vez que soube de estacionamento irregular triplo numa rodovia. O governador colocou a mensagem no Twitter às 19 horas. Esse episódio não pode ser chamado de belo evento. A outra, mais escrachada, foi a do prefeito Gilberto Kassab, que se deu nota 10 à sua administração um dia depois do fiasco da demolição do prédio da Favela do Moinho e só ter cumprido totalmente 26% das metas prometidas da Agenda 2012, criada em 2009. E não vale dizer que metas não são cumpridas obrigatoriamente. Só se for no sistema de notas de zero a cem. Aliás, o prefeito vai ser tornando useiro e vezeiro em transformar fracassos em realizações subjetivas. É lógico que foram declarações puramente eleitoreiras, mas que paralelamente podem ser consideradas como uma competição imaginária de desaforos entre as duas autoridades aos cidadãos paulistas cumpridores de seus deveres. Ainda bem que temos eleições este ano e são sempre uma esperança para todos nós.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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MOINHO MATARAZZO

O insucesso e imperfeição da implosão improvisada revela incompetência impressionante e inacreditável. Incrível é a justificação do que é inexplicável. 2012 mal começou... “A gente somos inútil!”

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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CAIU PELA METADE

Se o cálculo para implodir um prédio sai errado e o prefeito Gilberto Kassab vem a público afirmar que a implosão do prédio ocorreu dentro do previsto, quando o período de chuva chegar e houver inundações, pressuponho que ele dirá que está tudo dentro dos conformes...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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KASSAB E OS DESABAMENTOS EM MINAS

Atenção, mineiros, se seus edifícios estão desabando por causa do excesso de chuvas, chamem Kassab, pois ele vem obtendo muito sucesso em manter de pé os edifícios em São Paulo!

Nélio Alves Gomes raytomonelio@hotmail.com

Curitiba

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CARICATURAS

A cada novo dia se confirma, pelas pantalonadas do alcaide da capital de São Paulo, a caricata figura dos seus eleitores.

Carlos Delphim Nogueira da Gama Neto carlosgama@croniquetas.com.br

Santos

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DANIEL PIZA

Lamentamos muito o falecimento do brilhante jornalista Daniel Piza. Que sua esposa e seus filhos saibam que o Daniel foi um grande e nunca será' substituído. Leremos para nossos filhos seus livros e crônicas, para que seu legado permaneça dentro de nossa família.

Marcio Calixto de Andrade e Claudia Krahenbuhl mandrade@san.rr.com

San Diego, Califórnia (EUA)

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GRANDE PERDA PARA O BRASIL

Com a perda de Daniel Piza, o Brasil ficou mais desigual e aumentou o fosso, inclusive no jornalismo, entre os livre-pensantes e aqueles que odeiam a cultura, o conhecimento e sua divulgação. A correlação de forças entre os que desejam o crescimento intelectual dos brasileiros e aqueles que lucram com a desinformação e o adesismo ficou bem pior. Poucos intelectuais, jornalistas, blogueiros e analistas tinham sua lucidez, coerência e independência. Agora, dominará ainda mais a "repercussão jornalística" dos replicadores chapa-branca, dos papagaios de "press releases" e bolsistas-"progressistas" e demais tipos de oportunistas e bajuladores do poder na grande mídia. Muitas lágrimas.

Roland Correa hrconsult@ig.com.br

São Paulo

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TRISTEZA

O Brasil perdeu precocemente o seu colunista campeão em cultura geral e com competência para mergulhar nas profundezas dos assuntos mais variados possíveis. Uma tristeza para nós, leitores do Estadão.

Roberto Hungria rosohu@bol.com.br

Itapetininga

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Tantas pessoas importantes deixaram palavras sobre ele, eu só posso dizer que estou triste. Como vou encarar o Caderno2 do próximo domingo?

Maria Isabel Brandão rimartil@yahoo.com

São Paulo

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PÊSAMES

Nossos sentimentos de pesar pelo falecimento do colaborador Daniel Piza. Mais que um colaborador, era como um amigo com o qual conversávamos todos os domingos e que enriquecia nossa vida. Não o esqueceremos. Peço que enviem esta mensagem à sua família, confortando-a, e que continuem amando o

Daniel, pois tudo está sob a vontade de Deus.

Otelo Rocha otelo.rocha@gmail.com

São Paulo

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Na qualidade de leitora assídua do Estadão, venho apresentar meus sentidos pêsames pela perda irreparável do jornalista, escritor e colaborador do jornal. Todos os domingos ficava esperando chegar o jornal para ler as crônicas e os comentários do Daniel Piza. O jornal não será mais o mesmo sem a colaboração dele. Eu apreciava também quando ele escrevia sobre futebol, um corintiano fiel.

Maria Apparecida Barranco cida.barranco@gmail.com

São Paulo

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CONSTERNAÇÃO

Estou consternada com a perda de Daniel Piza. Leitora assídua da sua coluna, sempre me maravilhei com sua cultura e erudição. É uma perda irreparável e insubstituível. Choro sua ausência.

Angela Grassi magrassi18@gmail.com

São Paulo

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Estou chocada e consternada pelo falecimento do jornalista Daniel Piza, cuja coluna eu acompanhava todos os domingos. Uma verdadeira promessa jovem do jornalismo sem receios. Um profissional admirável. Sinto muito, de todo o coração. Ele tinha a minha idade. Que todos os familiares, colegas e amigos possam receber conforto. Tenho certeza de que ele era uma boa pessoa.

Daniella V. de Souza dmvsouza@gmail.com

São Paulo

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