Fórum dos Leitores

CRISE NO JUDICIÁRIO

O Estado de S.Paulo

12 Janeiro 2012 | 03h05

Eliana Calmon

Alvo de 9 entre 10 juízes, e do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, que não aceitam seu estilo e sua determinação, a ministra Eliana Calmon, corregedora nacional de Justiça, manda um recado aos que querem barrar seu caminho: "Eles não vão conseguir me desmoralizar". E avisa que não recuará: "Estou vendo a serpente nascer, não posso me calar". Só posso dizer que no meu time a dra. Eliana joga e quem mexer com ela está mexendo comigo. Já passou da hora de moralizarmos este país dos corporativistas.

ANIBAL VILARI

anibalvilari@bol.com.br

São Paulo

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Uma voz no deserto?

Sujeita a revides e perseguições, a corregedora nacional de Justiça afirma e confirma suas convicções e seus ataques apontados para a Justiça. Certamente não vai esmorecer enquanto puder falar. Incríveis sua determinação e a força do seu pronunciamento. Conseguiu mexer no vespeiro do Judiciário e sacudir as consciências... De quantas Elianas precisaríamos, em cada ministério, em cada órgão de governo? Exemplo de mulher e de profissional brilhante, merece nossos aplausos e votos para que, a despeito dos contrários, possa desempenhar o seu papel, com transparência e objetividade. Parabéns, dra. Eliana! E nosso eterno reconhecimento!

RUTH DE S. L. E HELLMEISTER

rutellme@terra.com.br

São Paulo

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Ninho de cobras

Há um ditado que diz que as cobras se matam no ninho. Então, fica a sugestão para Eliana Calmon: continue caçando os ovos da serpente que certamente a imprensa a ajudará a buscar a tão sonhada transparência no Judiciário e a sociedade baterá palmas!

ROGÉRIO PROENÇA RIBEIRO

roger_fani@hotmail.com

Araras

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Uma luz

A ministra Eliana Calmon não pode nem deve calar-se, pois tem o apoio de todos os brasileiros que trabalham e lutam por um Brasil melhor. E somos muitos, pode crer. Será Eliana uma pequena luz no fim do túnel? Assim desejo.

M. CARMEN DEL BEL T. GOULART

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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Para a História

Eliana Calmon será sempre lembrada por sua batalha vencedora na defesa de um Judiciário transparente, moderno, justo e arejado. Já o ministro Marco Aurélio Mello, com alguns colegas do STF e um séquito de seguidores, se vierem a ser lembrados, sê-lo-ão pelas ações infrutíferas em prol de um Judiciário blindado, corporativista e retrógrado, com togas cheirando a mofo.

LAZAR KRYM

lkrym@terra.com.br

São Paulo

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Caseira de toga

No Brasil do avesso, Eliana Calmon corre sério risco de se tornar a versão feminina do caseiro Francenildo Santos Costa. E ela, afinal, é dessas mulheres que nos orgulham os brios, em meio a tantas outras que, lamentavelmente, só fazem tremular a bandeira de um feminismo retrô tão inútil quanto inadequado e cínico.

DOCA RAMOS MELLO

ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

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Justiça?

Nosso Judiciário é, literalmente, um caso de polícia.

MARCOS OLIVEIRA

mate3266@gmail.com

São Paulo

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PAULO BERNARDO

Um caso de exceção

Quanta satisfação ao ver no Estadão a foto do ministro Paulo Bernardo, como qualquer indivíduo da sociedade civil, fazendo o cursinho do Detran para tentar recuperar a sua carteira de habilitação de motorista. Essa deveria ser a atitude de todos os "cinco-estrelas" dos três Poderes da Nação. O ministro errou, mas está consertando o erro como a regra manda. Parabéns, ministro!

MARA FONSECA CHIARELLI

mara.chiarelli@ig.com.br

Mogi-Guaçu

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INFRAESTRUTURA

Estatais do atraso

O editorial Descuidos bilionários (10/1, A3) nos evidencia o prejuízo que causa ao País a nomeação indiscriminada de incompetentes. O discurso a favor das estatais, dos atrasados de sempre, visa apenas a manter as fontes de arrecadação e enriquecimento ilícito, à custa de todos nós. O que foi privatizado - telecomunicações, minérios, estradas, etc. - está aí a mostrar eficiência, a pagar impostos e permitir investimentos públicos. Privatize-se tudo o que for possível, antes que a bezerra vá para o brejo.

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

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Subdesenvolvimento

Esse excelente editorial poderia ser complementado com a absurda construção de aeroportos sem os projetos incluírem metrô ou ligação ferroviária, como no mundo civilizado. É o preço do subdesenvolvimento, inerente a governos avessos à iniciativa privada.

NELSON CARVALHO

nscarv@gmail.com

São Paulo

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VIADUTO POMPEIA

Barracão

Estamos acompanhando as notícias sobre o incêndio no barracão da escola de samba Mocidade Alegre e os inconvenientes para a cidade. A pergunta que não quer calar: como esse barracão foi parar sob um viaduto, que se supõe seja um bem de uso público, abrigando uma entidade de natureza privada? Devemos presumir que alguém autorizou essa ocupação. Quem e a que título, ou sob qual justificativa? Até quando ou até que ponto nós, cidadãos e contribuintes, teremos de assistir aos "servidores públicos", eleitos ou não, se utilizarem do patrimônio público a seu bel-prazer e para finalidades que, para dizer o mínimo, são absolutamente incompreensíveis e injustificáveis?

WALDYR PILLI

pilli.waldyr@gmail.com

São Paulo

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ELEIÇÕES MUNICIPAIS

Reação petista

Curiosa a indignada reação do PT à proposta de Kassab a Lula de fazer dobradinha com Haddad. Com o PMDB de Sarney os petistas ficaram quietinhos até hoje.

FRANCISCO DA COSTA OLIVEIRA

fco.paco@uol.com.br

São Paulo

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DESESPERANÇA

As fortes chuvas que há  um ano  causaram  prejuízos  e mortes na região serrana do Rio agora arrasta casas e mata dezenas de pessoas na cidade de Sapucaia (RJ). Como nada foi  feito para  amenizar o sofrimento dos moradores da região serrana do Estado, os moradores se Sapucaia que não esperem nada  também...

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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A TRAGÉDIA DAS CHUVAS

Acabo de ler num jornal que as enchentes do ano passado no Estado do Rio de Janeiro resultaram em 905 mortos e 215 "desaparecidos". E este ano já há dezenas de vítimas. O que é isso, gente? Tragédias não podem ser tratadas como mera contabilidade. Parece que o pensamento das autoridades é semelhante ao de um proprietário de armazém: "no ano passado 905 kg de batatas apodreceram e 215 kg sumiram, mas neste ano só perdemos 18 kg até agora, portanto estamos no lucro". A conta da tragédia não pode ser fechada só porque o calendário caminhou. Trata-se do mesmíssimo descaso, mesclando ainda incompetência e conformismo com as chamadas "forças da natureza". Portanto, se é para fazer contabilidade, vamos fazer direito. Tragédias não obedecem ao ano fiscal, então até agora são 923 mortos e cerca de 230 desaparecidos.

 

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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RIO SEM VERBAS

Um ano após tragédia, moradores da região serrana do Rio reclamam de medo, abandono e desperdício de dinheiro público,por isso o nobre governador Sergio Cabral,deveria conclamar os cariocas da gema e de verdade a fazerem uma passeata igual aquela dos royalties invadindo o centro do Rio para demonstrarem todo seu sentimento a favor daqueles que estão sofrendo e muito alem de mortes,contra a falta de verbas e seu correto uso por parte dos Ministérios competentes na verdade incompetentes.Isso e uma prova de fato e de direito de cidadania e mostrar que no Brasil os mais pobres e sofridos não são contemplados com a devida atenção, nunca.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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A ESTRADA E O CAMINHO DAS ÁGUAS  

As grandes soluções não podem ser somente obtidas através dos grandes projetos. É importante, estratégica e necessária essa compreensão pela sociedade, organismos técnicos e gestão pública. Existem práticas e/ou técnicas simples e eficazes, comprovadas pela história e pelo tempo, que podem ser aplicadas para captar e armazenar água, permitindo uma inteligente convivência com a seca no Nordeste brasileiro. Evitar o flagelo é impossível, mas, utilizar a estrada, também, como o caminho das águas poderá ser uma prática de convivência possível. Em algumas zonas áridas da Austrália, as capas de rolamento impermeáveis das rodovias são utilizadas como implúvios, superfícies para captação das águas das chuvas. Daí, as águas pluviais são direcionadas para reservatórios ao longo dessas vias. Tal procedimento em um país inovador, moderno e desenvolvido é semelhante ao que já se utilizava, milhares de anos antes de Cristo, no deserto do Negev que ocupa mais de 60 % do atual território de Israel. Para inovar não é preciso inventar. Assim, como engenheiro e sertanejo, vislumbro uma maior utilização das extensas estradas nordestinas como fator importante para a captação e acumulação das águas pluviais. Além dos implúvios, outras práticas já consagradas, como a dos aterros-barragens, deveriam ser mais corriqueiras e não, apenas, eventualmente adotadas. Vale lembrar, também, as construções dos bueiros com os chamados "cachimbos" - caixas coletoras com entrada d’água em nível acima dos tubos de escoamento – que contribuiriam para a acumulação das reservas hídricas. Complementando tudo isso, a construção de pequenas barragens, em lugar dos pontilhões, nos córregos e riachos das estradas vicinais - técnica conhecida como “passagem molhada”- representaria, também, mais uma forma eficaz e de menor custo para disponibilizar água para o Nordeste Brasileiro. Vamos inovar, avançar e relembrar : água para o sertanejo é sempre milagrosa.

 

Paulo Cesar Bastos, engenheiro civil paulocbastos@bol.com.br

Salvador

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UM INSULTO

Depois dos Estados de Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro sofrerem, mais uma vez, enchentes catastróficas em suas cidades, com danos materiais enormes e vidas humanas de suas populações, o governo federal, também mais uma vez, finge socorrer as suas populações com a criação de uma “Força-Tarefa” de ministros para coordenar as medidas quixotescas, E quem foi escolhido para chefiar a tal comissão? Nada mais nada menos, que o ministro que está na ordem do dia, apontado pela imprensa como o safardana da vez. E não há que se duvidar das acusações, já que como ministro da Integração Nacional destinou 90% da verba federal ao seu Estado de Pernambuco, já que era candidato à prefeitura de Recife e o seu filho, de Petrolina. Agora que sujaram a sua candidatura, e por tabela, a de seu filho, pelo escandaloso gerenciamento da verba sob sua responsabilidade, foi à presidente (recuso-me falar o novo neologismo) dizer que gostaria de permanecer ministro. E o Estadão de hoje, em página A5, nos dá a explicação do porque tanta consideração para com um servidor público que não mereceria nada: “Por apoio do PSB, Dilma decide blindar ministro”. É muita safadeza desse governo fisiológico e a presidente vai perdendo a confiabilidade da população em troca da defesa de membros nada recomendáveis de seu governo. E o ministro continua cantando de galo sabedor que está por cima da carne seca, como diria o velho malandro. E como esperteza é a melhor das suas qualidades, solicitou ao senador Sarney, e foi atendido, a sua ida ao Congresso para prestar “os devidos esclarecimentos” sobre os fatos, perante a Comissão Representativa do Congresso durante o recesso, composta por um número reduzido de parlamentares, sendo apenas um da oposição. antecipando-se assim à convocação que a oposiçã o solitária no início dos trabalhos deste exercício.Vai ser sopa no mel. Ora Senhora Presidente, ministros de tal categoria, como outros já defenestrados, são os responsáveis pelas vítimas fatais de enchentes e desabamentos por malversação de verbas públicas e com essa atitude está encampando tais absurdos.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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MÁ ADMINISTRAÇÃO

Matéria publicada no Estadão no domingo (8/1) mostra muito bem o que é o governo dos PeTralhas. Lembro (matéria publicada pelo Estadão) que na última gestão desse mistério, e não Ministério, o Sr. Geddel destinou 60% para seu curral eleitoral (BA), menos de 2% para o Rio de Janeiro, 1,5% para Minas Gerais, 3% para São Paulo, 0% para Maranhão, etc., etc. Ao longo desses anos as imagens das catástrofes são muito mais evidentes no Rio, Minas, São Paulo, Santa Catarina etc., por coincidência os maiores arrecadadores de impostos federais. Como perguntar não ofende, a dona Dilma nunca soube dessas distribuições? A gestão petista, deputados e Senadores nunca demonstraram  vontade de fiscalizar e cobrar , daí, o atual ministro Fernando Bezerra Coelho aproveitou dessa “inadministração” e destinou logo 90% para seu estado   (PE). E os outros?

 

Wilson Lino wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

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EFICÁCIA

Mal-comparando, as providências de Dilma são como chover no molhado.

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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MINISTROS

Mais um ministro na gangorra e todos da geração Lula e ninguém menciona isso. Durante o governo Lula, todos estavam lá e nada se sabia, pensou ele que elegendo a Dilma, tudo ficaria abafado, mas o belo trabalho da imprensa, está pondo tudo a amostra, mas precisamos falar do responsável por todo esse ministério, o Lula.

Wagner Monteiro wagnermon@ig.com.br

São Paulo

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INTEGRAÇÃO NACIONAL

Tem dente de coelho roendo o ministério de Bezerra.                                     

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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JOGO ‘ZERADO’

A “base aliada” está exultante com o infortúnio do Partido Socialista Brasileiro -  PSB,  o último da coalizão a contribuir para o 'engrandecimento' de  nossa cultura política  com os “malfeitos” (novilíngua petista)  que ora afloram no âmbito do Ministério da Integração Social (sic), feudo do partido. Afinal, os socialistas (sic), estavam ‘por cima’, o que, até ontem, incomodava os demais, pegos nas suas próprias falcatruas: não haviam  causado dor de cabeça à “presidenta”, ao contrário de tantos, cujas estripulias somadas renderam a demissão de 6 ministros em poucos meses, acusados de nebulosas transações. Agora, com o “jogo zerado” – como, felizes, avaliam os amigos da rainha – , é ‘passar a régua’ e tocar o barco desta nau de insensatos, sem medo de ser feliz.

Silvio Natal    silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

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DILMA PERDE O CONTROLE

As más notícias indicam que a falta de experiência da presidente e do núcleo político do planalto fizeram com que Dilma perdesse o controle do governo. Se anteriormente os partidos a dificultavam na troca de ministros corruptos, dos quais ainda restam 3 suspeitos, agora, na reforma ministerial querem mais, ou seja, querem dirigir o governo em detrimento da vontade da Presidente. Pior. Está bastante claro que o governo não conseguiu aprovar no congresso o orçamento desejado que continha cortes necessários à proteção ao aumento da inflação. O Congresso aprovou, para o ano eleitoral que se inicia, um orçamento “inflado” e contendo um expressivo aumento de contratações de ONGs, aquelas que financiam os políticos e suas campanhas e deveriam estar proibidas. Essa atitude do parlamento e a indecisão e mesmo, fraqueza da Presidente na demissão de ministro “flagrado” desviando recursos para seu “curral” eleitoral  em Pernambuco, demonstram claramente que são os partidos que dirigem o país neste momento e não a presidente. O cenário fica pior ao verificarmos a acelerada deterioração de outro poder, o judiciário que, segundo a Constituição, deveria ser independente.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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BEIJA-MÃO

Quando se trata de infraestrutura e energia, o Brasil anda lentamente, como bem ressalta o editorial de (9/1, A3), esbarrando em questões básicas de processo, como: começo, meio e fim. As razões também são básicas; tornou-se incontrolável o beija mão que assola o País.

 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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MENSALÃO DAS ONGS

Está pintando o mensalão de Dilma Rousseff. O Congresso autoriza ONGs a receber R$ 1 bilhão,essa é uma modalidade de surrupiar o dinheiro público, incrementada por Lula, e, como no Brasil não existe oposição, só resta esperar um dos dois jornais de São Paulo descobrir e denunciar o novo escândalo.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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DESMISTIFICAÇÃO

O governo Dilma precisa ser desmistificado. E, para isso, basta apenas que se encarem os fatos. Não há nada mais simples do que encarar os fatos, não é mesmo? Há alguma coisa decorrente desses 12 meses de gestão da presidente que mereça algum destaque? Talvez a "faxina". Mas há mesmo uma faxina em curso? Se sim, por que ela não se aplicou aos enrolados Negromonte, Pimentel e Bezerra? Também não se observa qualquer avanço significativo no planejamento de obras de infra-estrutura – a privatização de terminais aeroportuários continua enroscada em problemas burocráticos, estradas federais permanecem em estado lamentável e a usina de Belo Monte caminha a passos de dromedário. A ação contra as drogas não sai do papel e o governo, marotamente, procura se envolver na ação perpetrada por Prefeitura e Estado de São Paulo na Cracolândia a fim de colher benefícios eleitorais para Fernando Haddad. E a despeito dessa coleção de absurdos, Dilma navega em mares de alta popularidade. Vai entender!

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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PORTEIRA FECHADA E CORRUPÇÃO

Na reforma ministerial, vem aí mais do mesmo, já que tudo será feito no sistema porteira fechada inventado pelo PT para montar a famosa base aliada. De todo modo, se o antigo sucesso "Fernando" do conjunto sueco Abba for relançado, vai bombar em Brasília.

Luiz Henrique Penchiari lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

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MAIS DO MESMO

Governo Dilma/Lula (ou Lula/Dilma): plus ça change plu c'est la même chose... (quanto mais muda, mais é a mesma coisa). Eu, pelo menos, já perdi todas as minhas esperanças. Nossa terra brasilis nada mais é, hoje, do que um extorquido "berço esplêndido", sem alma, sem sentimentos e sem coração.

 

João Guilherme Ortolan guiortolan@gmail.com

Bauru

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O GIRO DAS CADEIRAS

O PT partido dos trabalhadores, também conhecido como partido dos trambiqueiros, começa a fazer o giro das cadeiras, sai Haddad, entra o Mercadante, ou seja sai um que nada fez, entra outro que vai imitá-lo. São coisas do PT, partido hoje sem tanta bajulação, já corroídos pela incompetência daqueles que na década de oitenta diziam ser o PT um partido de conduta impoluta e, que acabaria com a maroteira da política brasileira porque um “trabalhador” metalúrgico, cujo macacão não tinha sujeira de graxa, e todos os dias na hora do almoço tomava seus goros, terminado a hora do almoço voltava com olhos vermelhos e as pernas bambas.  De repente ele percebeu que bom mesmo era ser sindicalista e podia ficar vagabundando, dia e noite, por que no sindicato quem não “vagabunda” é um puta trouxa. Com o apoio da mídia ficou o moço de São Bernardo do campo sendo o futuro salvador da pátria, ou melhor da classe trabalhadora. Tava na cara que ali estava nascendo um enganador que fez questão de ser preso como grevista do ABC.  Na época o futuro salvador da pátria, ficou 40 dias preso no DOPS, com muita gente com lagrimas pela prisão de um trabalhador, até que ficou-se sabendo que ele se distraia jogando xadrez com o delegado Romeu Tuma.  Mesmo assim se transformou no “grande mártir” do trabalhalhismo brasileiro, e a maioria do povo embarcou nessa historia, morrendo de dó da figura e, achou que estava nascendo o grande líder que tanto o trabalhador almejava, e mal sabíamos que estávamos sendo enganados, pois logo que pegou fama fundou um partido político colocando o nome de trabalhador, coisa que ele nunca foi. Ai, conseguiu aquilo que queria, foi eleito presidente do partido conseguindo continuar sem trabalhar agora com o respaldo de presidente de sindicato com um belo salário. Depois se meteu na política e se elegeu deputado federal e mesmo sendo semi analfabeto foi eleito como um dos candidatos mais votados e chegou à presidência da republica, sem ser vereador, prefeito ou deputado estadual, graças à idiotice dos eleitores paulistas.Como deputado federal não se tem noticia de ser ele autor de algum projeto. Não se sabe também se o gravador do congresso gravou pelo menos sua voz rouca. Como o brasileiro é um estúpido, ele apareceu como candidato e foi eleito presidente da republica, e o livro dos recordes registrou que o Brasil teve o primeiro presidente semianalfabeto a sentar-se na cadeira de presidente da republica. No Brasil acontecem coisas engraçadas, e ficam marcadas pelo resto da vida no anedotário do país. Por exemplo, o partido dos trabalhadores, era composto pela maioria que jamais pode ser considerado como trabalhador. Em sua maioria eram pessoas da aristocracia que teve como exemplo o casal Suplicy, que de trabalhador braçal mesmo não tinham nada na época, e na esteira deles, vieram outros aristocratas.  Daí para frente no partido surgiu pessoas que praticamente não trabalhavam e logo de inicio foi invadido por políticos, que pela historia jamais trabalharam. A seguir foi invadido por empresários de quem o trabalhador de araque e fundador do partido era um grande amigo. E teve mais, o partido recebeu inscrição de gente que mais se divertia do que trabalhava, os artistas de Teatro e Televisão, que iam a nos programas políticos da televisão defender o partido como se o partido fosse sua casa. Com o correr do tempo muitos artistas se decepcionaram e um daqueles artistas o, que mais bajulava o partido, apareceu criticando-o, em programas do noticiário normal, e quando o partido tinha o direito de aparecer na televisão, ficaram enclausurados em suas casas, quem sabe dando bofetadas na própria cara, “como eu fui burro!”, como aconteceu com um artista oriundo da cidade de Sorocaba, tido como um dos fundadores e, o que mais elogiava o PT, isso até cair na realidade.

São coisas corriqueiras da própria política brasileira que aglutina pessoas inocentes que são garimpadas por políticos que não tem vergonha na cara, como aqueles que compareciam em salões de bailes dos nordestinos da região de Santo Amaro, em véspera de eleições que depois que conseguiram o que queriam não se lembrava mais daqueles a quem recorreu. O mesmo aconteceu com certos programas de radio, como o programa “Balance”, que era visitado pelos políticos do PMDB, e depois da eleição nem mais se lembravam deles, como aconteceu Ulisses Guimarães que teve de ouvir a queixa e o arrependimento do dono do programa o radialista Osmar Santos, que no próprio programa, disse que na época das “diretas já” recebia a visita de Ulisses Guimarães até as cinco horas da manhã, passado aquela euforia, jamais recebeu um telefonema sequer de um dos maiores demagogos da política brasileira. E nessa balada é que muitas pessoas perceberam que entraram de gaiatos, sendo explorados por políticos profissionais.

E, pensar que um dia apareceu alguém dizendo que estava nascendo um partido que ia acabar com as mazelas da política brasileira, mas o partido dos trabalhadores aglutinou mais vagabundos do que trabalhadores que conseguiram desbotar o nome do partido. Não demorou muito para isso vir à tona, e foi ai, que vimos que o partido que tem esse nome é o que menos trabalhadores tem o que se vê mesmo, é uma corja de vagabundos. O que tem mesmo lá, é sindicalista que não pode ser chamado de trabalhador, porque depois que ele entra com algum cargo na diretoria, fica lá por anos e sua cadeira na firma assegurada por lei, caso ele fique muitos anos como diretor o que sempre acontece, se aposenta somando os anos de vagabundagem, digo sindicalista e como trabalhador registrado na firma, e sai com um polpudo salário, que quando ele entra no sindicato é o mesmo salário que recebia na firma, mas não se sabe como, e porque, o salário aumenta mais do, que se ele fosse apenas um trabalhador. Já que uma figura dessa não pode ser chamada de trabalhador, e sim vagabundo, que quando você vai ao sindicato requerer seus direitos, o sindicalista de plantão em vez de tentar resolver o problema diz, vamos meter a firma no pau? e indo pro pau, o trabalhador vai pro olho da  rua logo após o processo terminar. Agora se prepare para ver a cadeira do ministério da educação ficar sem alguém sentado e por pouco tempo, digamos minutos, pois ai vem o mensaleiro, Mercadante que como dono da cadeira vai mercadejar vagas para algum vagabundo do PT, que esta na fila de “emprego” muito bem remunerado sem precisar fazer força.   Quem diria que um dia íamos ter gente desse jaez, no partido que veio para mostrar a força dos trabalhadores que surgiu para dar respaldo a quem realmente trabalhava, mas teve o azar de ser fundado por um vagabundo, então deu nisso ai. Hoje o conselho que posso dar é, filie-se há um sindicato, esteja presente diariamente na sede, não deixe de comparecer as reuniões, puxe o saco do presidente do seu sindicato, e assim que ele não puder mais se candidatar seu dia chegará, e ai, seu bolso vai engordar. Ele que não pode concorrer por força do estatuto, e vai o apoiar com o compromisso de na eleição seguinte receber seu apoio para sucedê-lo. É a rotina dos dirigentes sindicais.    No caso de você não ter agradado a “gregos e baianos” com benesses será derrotado, e o giro das cadeiras e, continuará e sejam quantos giros a cadeira vier a dar, sua ausência será sentida. Para ser um bom sindicalista, basta puxar o saco do que está acima de você, mesmo não conseguindo uma vaga na diretoria, você será aquinhoado com um empreguinho qualquer, e o melhor emprego é o de motorista. Você vai circular por todas as ruas da grande São Paulo, do interior, ou das praias, para levar algo nas residências cujos nomes são sempre mantidos em sigilo, porque sindicalista tem cara de bobo e de bobo não tem nada, embora sua cara assim demonstre. O negocio é o seguinte: se você quiser ser um bom sindicalista e por consequência um grande vagabundo, terá seu emprego garantido no sindicato e, se sua diretoria vier a perder a eleição seu emprego estará garantido na firma que trabalhava, por força da lei. Isso porque você enquanto esteve no sindicato foi um bom “companhero” do patrão. E será chamado pelos colegas de pelego.

Mario Lopomo mlopomo@uol.com.br

São Paulo

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‘GENES POLITIZADOS’

Senhores, a coluna do Sr. José Roberto de Toledo (9/1, A6), muito boa,  deveria ter como título não genes, mas Memes Politizados, pois são os memes que transportam bagagem cultural (memética). Os genes se encarregam de aspectos físicos/fisiológicos (genética). Veja trabalho do biólogo Richard Dawkins no antigo livro O Gene Egoísta. Bom trabalho.

Fernando Nogueira de Oliveira fordinho18@uol.com.br

São Paulo

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MARKETING IMOBILIÁRIO

Anunciam e propagam a escassez de imóveis para alugar, informando ser a maior em dez anos. Como já se tornou praxe divulgar pesquisas encomendadas, estranharam a escassez, onde? É propaganda ou marketing em razão da queda nas locações? A partir de Agosto/2011 um amigo procurou casa para alugar enquanto aguardava desocupar o seu apartamento, que desocupou e mudou no final de Outubro/2011, acreditamos que haja algum engano quanto a escassez, os imóveis que estavam para alugar na época permanecem e continuam para alugar e surgiram muitos outros. O que se percebe é que notícias desse tipo forçam a elevação do valor dos aluguéis e consequentemente maior dificuldade de negociação. Nos dias de hoje é moderno fazer marketing do que não se consegue negociar e para se tentar manter os preços elevados, utiliza-se da "mitomania" que impera no país. Muito pior quando se fala em venda, vende-se caro e cria-se uma enorme inadimplência, é fácil de confirmar, alguma dúvida?

 

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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CRESCIMENTO E INFLAÇÃO

A presidente Dilma assumiu a presidência com crescimento de  7,5% e inflação de 5,91%. Após um ano de governo, o crescimento reduziu-se à metade e a inflação atingiu cirurgicamente o teto da meta, 6,5%, gerando os primeiros sinais de cautela nos investidores, atraídos pela propaganda de aparência, muito bem desenvolvida pelo governo anterior. A inquietação econômica que começa a surgir, o afastamento de vários ministros envolvidos em corrupção ou favorecimento, a repetição, sem que quase nada fosse sanado, de tragédias naturais esperadas  e a lentidão da Corte máxima para solucionar casos que envergonham a sociedade são algumas das questões que clamam por medidas urgentes, coordenadas pelo executivo - o regime é presidencialista – no sentido de fazer o País voltar a funcionar administrativa, moral e legalmente. Caso contrário, encerraremos 2012 mergulhados em perigosa frustração

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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INCOERÊNCIAS

Supondo que o índice informado da inflação anual tenha sido 6,5% como o governo quer nos fazer acreditar, porque permite aos bancos, instituições financeiras cobrar juros mensais entre 13% e 15% em determinadas operações. Gostaria de saber se na eventualidade que eles não estivessem no governo, o que o Lula e sua tropa de choque estaria fazendo de baderna pelo País na luta contra o governo e os banqueiros em geral pelos fatos.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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PARAÍSO DO CAPITAL ESTRANGEIRO

Sexta economia do mundo, 84º no IDH e país preferido de investidores estrangeiros. Precisa de explicação?

Ricardo Marin s1estudio@ig.com.br

Osasco

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MEGAENGANAÇÃO

O Procon deveria investigar mesmo a propaganda enganosa feita nas mega promoções. Basta uma rápida pesquisa na internet para descobrir que o preço dos produtos anunciados como os normais, sem os descontos, estão muito acima do mercado. Ou seja: os preços das Mega Liquidações são iguais ou pouco abaixo dos praticados normalmente. Um exemplo: uma lavadora Brastemp 8 kg anunciada de R$ 1.199 por R$ 799, é vendida normalmente por cerca de R$ 809 em outras lojas e em nenhuma delas se encontra esta máquina por mais de R$ 900. O consumidor está sendo ludibriado e induzido a fazer péssimas compras.

 

M. Cristina R. Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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ASSASSINATO NO IRÃ

O assassinato de cientistas vinculados ao enriquecimento de urânio no Irã jamais seria cogitado por órgãos internacionais ou pelos países que procuram impedir que os aiatolás dominem a bomba atômica, até porque seria o pior dos métodos para conjurar o mal. A humanidade se lembra do incêndio do Reichstag, atribuído aos comunistas, porém deflagrado pelos próprios nazistas para justificar seus atos. Tudo faz parte de um conflito sério, que se intensifica.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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IRÃ, A BOMBA E O OCIDENTE

Não há dúvida de que o regime teocrático do Irã com seu fundamentalismo xiita é retrógrado e intolerável. Ninguém nega também que as afirmações repetidas de Ahmadinejad de que o Holocausto judaico é mentira são patéticas e ridículas, assim como sua declaração numa universidade em NY, numa de suas visitas à ONU alguns anos atrás, de que não havia homossexuais em seu país. Concedo também que houve fraude em sua eleição em 2009 e nego que sua contestação pela oposição não tenha passado de meras rinhas entre torcidas futebolísticas, como nosso presidente anterior buscou caracterizá-la numa das suas habituais declarações levianas. Nada disso, porém, justifica a política  de intimidação militar e cerco econômico pela qual o Ocidente, e sobretudo os EUA e Israel, propugna em relação ao país persa. O Irã busca a bomba? Embora o relatório da AIEA do ano passado tenha sido justificadamente posto em dúvida na sua imparcialidade porque o diretor da agência da ONU teve um encontro com autoridades americanas antes da sua divulgação (e ninguém mais falou disso) e embora também em 2007 o governo americano, ainda sob a presidência do falcão Bush, tenha emitido uma declaração de que o Irã suspendera suas atividades na área nuclear desde alguns anos antes, não tenho dúvidas de que a nação dos aiatolás busca desenvolver a bomba, mas aqui vai meu ponto: 1) acho este desejo absolutamente compreensível e 2) não constitui ameaça para ninguém. Se se examinar com um mínimo de isenção o histórico das relações do Irã com o Ocidente e o mapa geopolítico-militar do Oriente Médio, não se pode senão chegar à conclusão de que é absolutamente natural que o país queira armar-se nuclearmente, porque várias das nações ao seu derredor têm a bomba: a Índia tem, o Paquistão tem e Israel e a 5ª frota americana postada ameaçadoramente ali nas suas barbas têm. Como então negar o seu direito de desenvolver armas atômicas para dissuadir eventuais agressores, sobretudo lembrando-se de que em 1953 a nação foi vítima do imperialismo anglo-saxão numa ação conjunta da CIA e do MI6 que levaram à derrubada e prisão de Mossadegh, o único dirigente iraniano democraticamente eleito? Como negar este direito se Israel, um inimigo declarado que não esconde seu desejo de atacar as instalações nucleares do Irã como fez com o Iraque em 1981 e com a Síria em 2007, possui a bomba além de armamentos e recursos militares de última geração que desenvolve e/ou recebe dos EUA e sequer é signatário do Tratado de Proscrição de Armas Nucleares e os EUA fingem que não sabem deste fato? Finalmente, se o Irã chegar a ter a bomba, que fundamento há para dizer que ela constituirá uma ameaça “existencial” insuportável às demais nações? Para mim é uma verdadeira piada sentirem-se os EUA a mais de 10 mil quilômetros ameaçados e procurarem construir um escudo de proteção na Europa à base de radares e antimísseis, atribuível somente à paranoia americana com segurança. Em relação a Israel sim, poderia ser uma ameaça, não maior, porém, do que a que Israel significa para o Irã, o que justifica sua pretensão de nivelar o jogo. Os iranianos têm apenas intenções dissuasórias com seu projeto de ter a bomba, dado o jogo de forças prevalecente no Oriente Médio, não serão estúpidos de usá-la porque sabem que imediatamente seriam riscados do mapa por uma represália devastadora dos EUA. Levando em conta este quadro, por que não adotar o único caminho razoável que é buscar a desnuclearização total do Oriente Médio, abrangendo Israel e a 5ª frota americana?

Paulo Afonso de Sampaio Amaral drpaulo@uol.com.br

São Paulo

                 

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O CONTRA-ATAQUE DO IMPÉRIO

Práticas e valores construídos ao longo de dois séculos, amparadas pela estabilidade das suas instituições, constituem o maior cacife dos EUA. Educação, produção de conhecimento e capacidade de inovação lhes permitiram, sempre, recuperações seguras. Apostar contra esse potencial é perder na certa. Aparentemente com a “bateria” fraca, os EUA têm duas opções no início deste século: Simplesmente recarregá-la ou substituí-la, porque o poderoso motor que movimenta a sua economia continua em perfeitas condições, pronto para ser acionado. Diferentemente dos motores de economias de muitos países, ditos emergentes que costumam bater pino quando exigidos.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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A CRISE IRANIANA SE ACIRRA

Parece que se avizinha novo conflito armado no Oriente. Se Obama não for um maritaca igual aos Bushes, deveria colocar Israel na linha de frente, e ficar na retaguarda dando suporte. Israel sozinho já poderia ter colocado o fundamentalismo iraquiano para correr ha muito tempo, ainda que pudesse colocar outro fundamentalismo no lugar. A questão é que o Oriente Médio vive de fundamentalismos há mais de 4.000 anos, até o vício do cigarro é difícil de banir. O problema não é o ranço religioso da região, mas o petróleo que jorra dali. Sem isso, os religiosos poderiam se matar sem problemas, que o Mundo estaria pouco se lixando.

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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TERRORISMO

A prática, deveras, vem ocorrendo deste o início da humanidade, de várias formas. Seja por tribos estuprando mulheres de outras aldeias, destruição de moradias e tomadas de alimento e território, com a total aniquilação do inimigo. Situações que ainda ocorrem na África. O próprio Deus judaico destruiu as cidades de Sodoma e Gomorra por estarem corrompidas. Um Deus impiedoso com os desviantes, sendo que antes já havia nos fadado à mortalidade com o conseqüente declínio do homem do paraíso. Durante a ocupação romana na palestina (Terra Santa), que remonta ao século I d.C., um punhado de assassinos, conhecidos como sicari, exímios assassinos judeus, aterrorizava os romanos, até que foram acuados e expulsos. E Roma também apresentou ao mundo suas crueldades e vícios, como os espetáculos de gladiadores, as crucificações de inimigos, as orgias dos patrícios, as loucuras de Nero, porém, era o Império que mantinha o mundo, então conhecido, equilibrado. Mergulhamos na obscura Idade Média, onde os cercos matavam de fome ou de doenças os habitantes dos feudos assediados. Com a aproximação da religião com a política, as ações, de caráter repressor, instituíram-se em nome da fé. Pessoas eram torturadas e mortas por contradizerem a Igreja; hereges e bruxas eram queimados vivos para sua purificação. Existiu também o Rei Vlad III, o Empalador, das estepes romenas, século 15, mais conhecido como Drácula. Outros tiranos o sucederam ininterruptamente. Sendo o termo Terror cunhado durante a Revolução Francesa, 1789, junto com milhares de cabeças que rolaram na guilhotina, inclusive de reis, durante a implantação do “Comitê da Salvação Pública” dos jacobinos. Com as transformações políticas ao longo do século 19, radicais anarquistas protagonizaram assassinatos com teor político. Eclodiu a I Guerra com suas carnificinas e a tomada do poder por comunistas na Rússia, resultando no assassinato de toda a família do czar Nicolau II. Em seguida, veio o Nazismo, com a teoria política radical e higienização da sociedade, que nos deu o holocausto, que teve como epílogo as bombas atômicas, usadas pelos democráticos EUA. E mais uma vez a situação se reverteu. Novamente grupos oprimidos radicalizaram e aderiram à luta contra potências colonialistas, governantes inaptos ou incompetentes. Temos os de caráter internacional, como a Al-Qaeda, separatistas como IRA (Irlanda do Norte) e ETA (Espanha); Chechenos, na região do Cáucaso, na Rússia; e nacionalistas como Hezbollah (Líbano) e Hamas (Faixa de Gaza), entre outros. IRA e ETA possuem representações políticas, como também Hezbollah e Hamas, ambos alcançados pela força das armas, ou como querem os falcões americanos, pelo terrorismo. Agora, chegamos ao ponto delicado. Não seria legítimo contra governos inaptos, corruptos, onde a democracia é falha, apelar para essas mesmas ações? Em lugares onde os métodos não mudam e não mudarão? Onde a impunidade e os privilégios são para uma pequena parcela da população, onde a riqueza se concentra nas mãos de latifundiários colonialistas e minoria? Quando vemos que o político que desviou verba pública, roubou a merenda destinada às crianças, que manipulou licitações, que mantém uma riqueza desproporcional frente à pobreza ao seu redor, através de, digamos, assessoria, como um recente admirador de Trotsky argumentou, ao passo de ganhar R$20 milhões em poucos anos, ou um velhusco nordestino chamado de rei pelos miseráveis que ele próprio mantém ser dono do Congresso, não seria racional e sensato puni-los sumariamente, já que os fatos são críveis e a justiça covarde? É de se pensar.

Luiz Fabiano Alves Rosa fabiano_agt@hotmail.com

Curitiba

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TRÁFICO DE COCAÍNA

Os governos norte-americano e inglês pretendem atribuir responsabilidade ao Brasil pelo escoamento da cocaína produzida na Colômbia – maior produtor – e Bolívia, através do  nosso território.  Será que eles desconhecem a imensidão da fronteira de nosso país com esses países, mais o Peru? Não seria mais lógico que os americanos atribuíssem às suas forças acantonadas na Colômbia, única base militar na América Latina, o combate à droga? E o Reino Unido, não seria crível vigiar mais seguramente seus portos, porta de entrada da coca? Seus sistemas de saúde, concomitantemente, poderiam tratar dos seus dependentes que tornam seus países mercados atraentes.

Antonio Carlos Guedes Chaves acegece@uol.com.br

Campinas

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O FIM DA CRACOLÂNDIA

Será que esse milagre vai acontecer de verdade, duvido? Nos últimos dias a imprensa não tem falado de outra coisa, se não da desocupação por parte da polícia de uma região chamada de cracolândia, no centro da maior cidade do país, São Paulo. O local é freqüentado há décadas por usuários de droga, traficantes e de fugitivos da justiça e, após tanto tempo de abandono, em ano eleitoral, só agora o governo do Estado em parceria com a prefeitura da capital decidiram tentar acabar com esse absurdo, com essa tremenda aberração da sociedade moderna. Convenhamos que a tentativa é válida apesar de tardia. Porém, só agora governador? Porém, mais que ações policiais, que prendem traficantes e dispersam os usuários usando bombas, balas de borracha é necessário um forte programa para recuperação dos dependentes que freqüentam o local. Caso contrário é como trocar seis por meia dúzia, ou tirar o bode da sala, teremos apenas uma modificação geográfica e a cracolândia vai renascer em outros locais da cidade, da grande São Paulo e da periferia como já vem acontecendo. Ninguém larga o vício por ser violentado e repreendido em seu direito de cidadão. É nesse ponto que mora a grande dificuldade do Brasil, não apenas de São Paulo. A terapia de choque dada pelo médico e governador na cracolândia parece mais um paliativo do que algo consistente. Dor e sofrimento é tudo que países civilizados, alinhados com a contemporaneidade dos princípios da OMS(Organização Mundial da Saúde), quer evitar para não causar sofrimento aos enfermos mentais - e o usuário de crack, ainda que cometa atos de delinqüência, antes de ser bandido é um dependente químico e, por tanto, enfermo mental a carecer de cuidados psiquiátricos. De certo é que não temos condições de cuidar de nossos dependentes químicos. Falta estrutura, competência, recursos. Enfim, pela quantidade de pessoas que sairão da cracolândia sem rumo, lenço ou documento, é de se duvidar que todos vão conseguir se livrar do vicio. Eles cheiram mal, eles incomodam, eles roubam, eles ferem,mas são doentes. Para o governo do Estado de São Paulo, no entanto, causar "dor e sofrimento" é a "estratégia" (expressão que lembra mais guerra do que questão médica) capaz de levar os dependentes da região paulistana da "cracolândia" (cerca de 20 ruas do centro) a procurar auxilio. O fato de estarmos em ano eleitoral também corrobora para que as dúvidas só aumentem. Será que mesmo após o pleito de outubro o projeto de recuperar a região do centro paulistano vai continuar? Só resta esperar! Porém, para o bem da reputação das autoridades e de São Paulo e do Brasil, que sejam apenas desconfiança. Essa é a mentalidade das autoridades sobre a desocupação da cracolândia "não é pela razão, mas sim pelo sofrimento que o usuário vai se tratar", precisa dizer mais alguma coisa? Como sabemos os políticos que estão aí são o reflexo do nível de consciência do povo de todas as camadas da sociedade, do rico, do pobre, do preto e do branco, do analfabeto e do mestrado. Esse é o Brasil, a sesta economia do planeta?

 

Turíbio Liberatto Gasparetto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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‘PM ESCOLTA PROCISSÃO DO CRACK’ (9/1, C1)

Enquanto leio, num misto de estarrecimento e indignação, que, sem conseguir conter o tráfico, a polícia escolta uma verdadeira procissão de craqueiros pelas ruas de São Paulo, fico a pensar se já não temos, a um mês do carnaval, o desfile - ou pelo menos o ensaio - dos "Acadêmicos do Crack". E no enredo desse "samba do cidadão doido" não poderiam faltar, é claro, as esdrúxulas explicações das autoridades, o descaso do poder público e, principalmente, a ausência de uma política antidrogas que realmente faça jus ao nome.

Flávio Guimarães De Luca flaviolucca@bol.com.br

Limeira

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BELA SOLUÇÃO

Parabéns à brilhante solução das autoridades Paulistas: enquanto a  PM escolta a “procissão do crack” ou  uma homenagem ao carnavalesco  Joãozinho 30 ou mesmo uma reencarnação do exército de Brancaleone,  pelo centro da cidade de São Paulo, nós  pagamos a conta...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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PROBLEMAS E SOLUÇÕES

1) Cracolândias: enquanto os usuários não forem penalizados, com multas pesadas e prisão com trabalhos forçados, o problema continuará. Considerar criminoso só o traficante é uma burrice.  Por que os não viciados têm de pagar os custos das internações internináveis? 2) Residências inundadas  e desmoronadas só ocorrem porque foram construídas em locais indevidos: ou muito baixos, em relação ao nível de córregos e rios ou em encostas. Outra burrice. As prefeituras não deveriam conceder a regularização dos terrenos e documentos de posse nem permitir essas construções.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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FUTEBOL

Gostaria que os comentaristas esportivos  do caderno de esportes como Luiz Zanin, Marcos Caetano, Antero Greco, Wagner Vilaron e outros, opinassem a respeito da nefasta ação do Ex Jogador Ronaldo, antes fenômeno  hoje conhecido por todas as torcidas de São Paulo como Ronalducho, que insiste em menosprezar o Brasil e seu  Futebol, dizendo que o Neymar devia sair do País, desrespeitando inclusive grandes empresas como o Banco Santander que contribuíram para tornar a estada do Neymar possível e felizmente tem em mãos contratos, assinados por homens sérios, incluindo o garoto Neymar, que felizmente tem se mostrado muito mais maduro que muitos que tentam mal influenciá-lo. Enquanto essa campanha contraria permanecer, será difícil o Santos sozinho acabar com o complexo de vira lata, comum aos times brasileiros, alias falando nisso, na minha opinião é uma afronta se publicar a  frase  de que não adianta ser “ rei em um cemitério “ atribuída a um jogador espanhol, sem identificar o personagem, afinal meu caro Jamil Chade quem é a Espanha e seus atletas, cujo melhor é um argentino, quando comparada ao Brasil ?  A história do futebol não se apaga, somos Pentacampeões do mundo e a Espanha ganhou um único título até hoje. Onde esta o cemitério, se o Brasil deve crescer perto de 5% ao ano em 2012 e a Espanha estará quase quebrada até 2013. Qual é Jamil, ou dá nome aos bois ou não publica este tipo de ofensa.

 

Mario Celso Fernandes Lacorte mclac@terra.com.br

Piracicaba

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NEYMAR

Quem diz que Neymar precisa ir para a Europa urgentemente está defendendo o interesse do futebol europeu e de investidores. O futebol brasileiro, pentacampeão mundial, foi o modelo do moderno futebol europeu. A exuberância de nosso futebol, especialmente nas copas de 1958, 1962 e 1970, encantou o mundo.  Se regredimos, no aspecto solidário do futebol,  não será exportando talentos, que vamos reconquistar nossa grandeza.  É hora de pensar grande: repensar o futebol brasileiro, valorizar os jogadores, fortalecer todos os clubes e eliminar  os atravessadores, como fez o Barcelona, é preciso.    

Oriowaldo Dias de Lima muvi@terra.com.br

Santos

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A ‘PACHECADA’ ESTÁ FELIZ

 

A "pachecada" está vibrando com o gol do Neymar  eleito  o mais bonito do mundo em 2011. Sou um "futebólatra" que assiste até a jogos do campeonato russo, mas, espero um dia poder vibrar com um cientista brasileiro ganhando um Prêmio Nobel em alguma modalidade como biologia,  química, física, matemática, medicina, enfim, ciências que fazem uma nação progredir. Desanimado, penso que  é esperar muito de um país que dá mais valor ao carnaval  e futebol que a educação.

 

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

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GOL DE NEYMAR

 

O gol de Neymar premiado pela Fifa foi a única forma de fazer média com o país sede da Copa do Mundo. Se analisado em super camêra lenta por especialistas em biomecânica do corpo humano o "fantástico" drible no adversário não teve o toque voluntário de Neymar, mas um movimento natural para reequilibrar o corpo em movimentação rápida (corrida) lateral. Não houve movimentação coordenada resultante de raciocínio. O toque final para o gol é  obrigação de qualquer jogador. O sonho do Brasil é surgir um outro Pelé, o da Argentina, outro Maradona. Nossos queridos vizinhos estão na frente...

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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FLAMENGO

A presidente do Flamengo resolveu entrar com sua autoridade nesta discussão envolvendo jogadores, técnico e o vice de finanças, dizendo que cada um fica na sua. Ora, isto é muito simplista, até porque os departamentos em questão, principalmente o de futebol, depende do departamento de finanças. Não são departamentos estanques, e quando o departamento de futebol não vê seus pedidos atendidos ou atrasos que influenciam o rendimento dos jogadores, aí é que a interdependência fica mais evidenciada. Se o clube não tem, e o vice de finanças já provou que não tem dinheiro suficiente para atender aos pedidos do técnico, que deixasse claro logo de cara e não anotar e depois esbarrar nas dificuldades que sabia de antemão que esbarraria. Isto não é profissionalismo. O elenco do Flamengo não é tão bom quanto fala o técnico não. No apagar das luzes conseguiu uma vaga na pré Libertadores porque os outros times não venceram, pois do contrário hoje estariam fazendo planos para disputar a Copa do Brasil. O time é sofrível. Jogadores que ainda não disseram ao que vieram. Ronaldinho, Thiago Neves, Alex Silva, ainda estão devendo aos torcedores. Então acho que a presidente deve mudar seu discurso, e como este anos é eleitoral ela deve resolver muita questão politicamente, ao invés de tecnicamente.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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‘BBB’

Infelizmente, anteontem começou o 12º Big Brother Brasil sem o sucesso que esperavam seus organizadores, mas com absoluta certeza de estar aborrecendo as famílias que ainda prezam por um comportamento decente, apresentando este programa de tão baixo nível e agressivo aos bons costumes que sempre norteou as famílias educadas. Na destruição da juventude brasileira ele já igualou ou ultrapassou a perniciosidade das novelas. Haja paciência! Ou então, desligue o televisor.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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PIORES PROGRAMAS

O cidadão brasileiro, conservador dos princípios éticos, morais e religiosos, gostaria de saber qual o preço do silêncio da censura para deixar  a TV Globo, mais uma vez, colocar no ar o Big Brother Brasil, programa direcionado única e exclusivamente  para ensinamentos sobre prostituição e outras imoralidades? Depois dos 11 programas que já foram apresentados sem uma só advertência da censura, nos resta dizer:  A fábrica de doentes mentais voltou. Para que o povo possa ter uma noção da qualidade negativa desse programa, transcrevo o bate papo que aconteceu entre Pedro Bial apresentador do BBB e José Bonifácio Sobrinho, pai do Boninho, produtor do programa: Pedro Bial “Eu gosto de ver coisa ruim em televisão. Os piores programas. É onde eu aprendo mais.”, José Bonifácio “Quer dizer que você assiste ao BBB?”.

 

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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ISTO É BRASIL

Nossa mentalidade imatura e longe da realidade faz com que deixemos de lado os cruciais problemas de um Brasil emergente.Vários Estados com graves problemas assolados pela enchente, dentre os quais o Rio de Janeiro, nele se realiza mais um espetáculo do big brother,extremamente danoso ao verdadeiro conteúdo da televisão e sua forma de informar.Enquanto não tivermos a coragem de mudarmos a nossa mentalidade e resolvermos os aspectos sociais,de conotação pública,sentiremos ainda o ranço do subdesenvolvimento.

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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