Fórum dos Leitores

'AJUSTE' MINISTERIAL

O Estado de S.Paulo

20 Janeiro 2012 | 03h07

O parto da montanha

Finalmente a montanha pariu um rato, como previsto. O que ficou mais claro é que Dilma Rousseff não tem autoridade para impor sua vontade aos partidos (PT e PMDB) e a Lula, tendo de "obedecer-lhes". Fica evidente quem realmente manda no País, o que também inclui o Congresso e o Judiciário, como os últimos fatos têm demonstrado. O que Dilma deveria exigir é a folha corrida "policial" e "cível" dos indicados a ministro e a outros cargos. É o mínimo! Assim evitaria muita corrupção e prejuízos para o País.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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Arrancada pífia

A reforma ministerial, que se aguardava como o marco inicial do governo autônomo de Dilma, liberto tanto da figura messiânica de seu antecessor como da prisão condominial em que está encarcerada, arranca de modo decepcionante ao conservar a essência da governança passada, como observou o Estado. É que o governo considera que está sendo vitorioso. Uma miragem extremamente perigosa. A propaganda convence o seu próprio autor. Analise-se o Brasil profundo - saúde, educação, infraestrutura. Não há vitória, mas desordem e derrota.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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Falta de quadros

A troca de ministros de uma pasta para outra demonstra claramente a falta de quadros do governo. Como pode um ministro escolhido para gerenciar determinado ministério por sua competência e afinidade com os procedimentos a programar ser simplesmente dirigido para outra pasta, com pauta diferente daquela que, supunha-se, entenderia com maestria? E como pode um ministro engajado em vários projetos em desenvolvimento, por sua gerência competente, sujeitar-se a tal mudança? É como contratar Pelé para dirigir um carro de Fórmula 1. Troca-troca simplesmente por interesse político é que faz o País estancar ou, mais precisamente, andar para trás.

GERALDO SIFFERT JUNIOR

siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

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Troca-troca

Além de se tornar mero ato de marketing político, o que se faz é mudar a iluminação de um prédio às escuras, trocando as lâmpadas de uma sala para outra.

ARIOVALDO BATISTA

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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Acomodação política

É fato que o socorro aos menos favorecidos, via bolsas, foi uma solução emergencial e indiscutível. Mas um país mais igual tem de ter uma população com bom nível de educação, pois sem isso muitos continuarão numa subvida. Porém, quando vejo o nome do novo ministro da Educação, vem enorme desânimo. Até quando essa acomodação política vai continuar? O que saiu é fraco e o que entra não tem competência.

ADEMAR MONTEIRO DE MORAES

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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Aloizio Mercadante

Sem querer questionar a "magnânima presidenta", mas o que realmente fez Mercadante pela educação enquanto esteve no Senado? O que fez para o desenvolvimento tecnológico no País quando na Ciência e Tecnologia? Ele nem sequer conseguiu implementar o sistema de monitoramento via satélite das áreas de risco!

ROBERTO SARAIVA ROMERA

robertosaraivabr@gmail.com

São Bernardo do Campo

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Fernando Haddad

Ridículos os elogios eleitoreiros de Dilma ao "grande ministro" da Educação, Fernando Haddad. A figura de Haddad é a incompetência escancarada, expressa pelo imenso fracasso que é o Enem. Desde 2009 estamos sendo insultados pela inépcia desse "grande ministro", com erro após erro, trapalhada após trapalhada. Haddad deixa o ministério já tendo assinado um atestado de incompetência. E pior: mandou uma cópia autenticada do atestado para cada um dos 4 milhões de estudantes.

DANIEL ARJONA DE A. HARA

haradaniel734@gmail.com

Cotia

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Ele não tem vez

Haddad sai para concorrer à Prefeitura paulistana glorificado como o "melhor ministro da Educação no período democrático". Nós, paulistanos, gostaríamos de saber por quais méritos ele recebe esse título: pelas sucessivas fracassadas edições do Enem, pelas universidades federais que não passam de simples imóveis ou pelo trágico rumo que a educação está seguindo neste país? O governador do Rio, Sérgio Cabral, deveria levá-lo a sair candidato em seu Estado, já que lá ele tem 16 milhões de seguidores. Aqui, em nossa cidade, Haddad não tem vez.

LUCIA HELENA FLAQUER

lucia.flaquer@gmail.com

São Paulo

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Pirâmides

O ministro Mário Negromonte não se emenda. Após passar incólume por essa pífia reforma ministerial feita por Dilma, e ainda mantido no cargo, sabe-se lá por quê, mesmo depois dos escândalos de corrupção em sua pasta, vem a público dizer que está mais firme que as pirâmides. Só se ele se referia às pirâmides financeiras, que eram um grande engodo e ruíam em pouco tempo.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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Governo Dilma

Vamos aguardar para que este ano comece de fato o governo Dilma. Até agora a nossa presidente tem sido tão só a gerente financeira dos partidos da coligação.

ARCANGELO SFORCIN FILHO

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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ELIANA CALMON

Personalidade do ano

Concordo plenamente com o leitor sr. Paulo Sérgio (19/1) quando afirma sua esperança ante as atitudes de Eliana Calmon. Para mim a ministra é a personalidade do ano. Siga assim, baiana arretada.

HEITOR SILVA SOBRINHO

tiamuru@gmail.com

Cruzeiro

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Pra frente, Brasil

Com Eliana Calmon, vamos todos juntos. Eliana presidente já!

WALTER MARCELINO CAMURI

wmcamuri@globo.com

Bariri

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MINISTROS DA EDUCAÇÃO

Agora é oficial: Aloizio Mercadante substitui Fernando Haddad no Ministério da Educação. É a triste constatação da pouquíssima importância que o governo do PT dá à educação, que é tão necessitada pelo povo brasileiro. Sai um trapalhão para entrar alguém completamente desconhecedor do assunto. 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

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TECENDO ELOGIOS

A "presidenta" Dilma Rousseff rasgou elogios para o ex-ministro da Educação Fernando Haddad. Ela disse que Haddad é um dos responsáveis pela qualidade do ensino em nosso país... Será que é isso mesmo que nossa mandatária pensa a respeito dele?

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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ALOPRADO POR ALOPRADO

Sai um aloprado (Haddad) e entra outro (Mercadante). Com essa troca de cadeiras, percebe-se o apreço que a presidente (mas ela teima em ser presidenta) tem pela pasta da Educação. Hoje na despedida de Haddad ela teceu loas  ao seu trabalho, dizendo que ele foi um grande ministro. Certamente ela referia-se a sua altura, porque sua administração foi desastrosa, basta ver os fiascos cometidos, aliás, imperdoáveis, que o digam os estudantes, testemunhas  que  foram das mazelas de seu ministério(  exames do Enem ), e suas maiores  vitimas.. Pobre Brasil!

Agnes Eckermann agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz

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EDUCAÇÃO NAS MÃOS DE QUEM?

Vejam a falta de compromisso com a educação neste país, ela é utilizada apenas como trampolim para voos mais altos na política. Agora no plano federal do PT, saí um incompetente do MEC e entra um aloprado (será que ele saiu da fila dos procurados?). No plano estadual, a cria do sr. Alckmim, volúvel e demagoga, que usou a educação de São Paulo, para se promover politicamente, não acrescentou nada (só fez interromper o bom trabalho iniciado pela Prof. Rose com Mario Covas), só houve regressão, assim como agora no novo mandato do governador, está imperando a falta de domínio sobre o assunto. Pior de tudo é que esta ‘trempa’ está babando para pegar a cidade de São Paulo, para se locupletar. Paulistas é hora de usar o cérebro nesta eleição e não se deixar envolver emocionalmente a favor de ninguém. Não vamos deixar esta cambada acabar com o Brasil, jogando nosso esforço na lata de lixo."

 

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Perguntar não ofende, mas o Raupp que assumirá o Ministério de Ciência e Tecnologia é parente do casal Raupp, que recentemente deu a volta ao mundo à custa do Congresso?

Roberto Saraiva Romera robertosaraivabr@gmail.com

São Bernardo do Campo

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ORGULHO?

O governo Dilma completou um ano e está às vésperas de promover reforma ministerial. Tudo firulas, pois o que se tem visto é a eterna dança das cadeiras, distribuindo as capitanias, de acordo com os interesses dos partidos e oligarcas. Dona Dilma foi tão ovacionada como a primeira mulher a ocupar o cargo de presidente do Brasil, chegando-se ao cúmulo de distorcer o português castiço – a presidenta – para enfatizar o evento, como se essa ênfase fosse ocultar a realidade: a presidenta nada mais é do que a criatura do criador, que não faz nada sem a bênção do patrão, haja vista as inúmeras reuniões a portas fechadas realizadas até mesmo com o dono do poder de resguardo pelo tratamento contra o câncer de laringe. Dá para ter orgulho dessa "presidenta"?

Aparecida Dileide Gaziolla rubishara@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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REFORMA MINISTERIAL

Um apelo imperativo à "presidenta" Dilma: "Vá a bordo, cazzo!"

 

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

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RATOS NO CONGRESSO

Uma funcionária do Congresso Nacional diz ter sido mordida no pé por um rato. Lá se encontram 81 senadores e 513 deputados, somando 594; mas, agora, com mais este episódio, o número de ratos sobe para 595!

Luiz Fabiano Alves Rosa fabiano_agt@hotmail.com

Curitiba

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INFESTADA

Só falta a presidente Dilma dizer que em Brasília não tem ratos... se procurar não são só 2, tem mais.

Jorge Peixoto Frisene jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo

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O BLEFE DA EMENDA 29

Ao sancionar a Emenda 29, a presidente Dilma não tem nada a comemorar! Ou seja, a saúde vai continuar um caos! Só para que o leitor entenda; se dividirmos pelos aproximadamente 100 milhões de brasileiros que são atendidos por ano pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a parte que cabe ao governo federal por esta Emenda 29, é per capita os irrisórios R$ 19,88, por paciente em 2012. Ou, um total de R$ 1,988 bilhão!  Porque, sobre o orçamento do ano anterior para saúde de R$ 71 bilhões, será acrescido o percentual do PIB de 2011, que será próximo a 2,8%. E assim sucessivamente a cada ano! É bom que se diga que, este projeto aprovado pelo Congresso no ano 2000, ou seja, no governo FHC, lá atrás se regulamentado deveria destinar a saúde 5% à mais sobre o orçamento do ano anterior. E o Lula desde o seu primeiro mandato desprezou sua regulamentação. A Dilma fez o que pôde para não ser votado! Não fosse a rara determinação da oposição no Parlamento em 2011, e com direito até uma briga entre o senador Demóstenes Torres e o José Sarney, não teria sido votado. O que cabe a nós, é continuar a não acreditar que essa gente que dirige o País, quer o bem-estar da população...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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SAÚDE PÚBLICA E CIDADÃOS PÚBLICOS

A sociedade existe em benefício das pessoas que a compõe. O oposto a isso é absolutamente rejeitável! O Estado também: existe em função do bem estar de seus integrantes; o poder público só se justifica por ser possibilidade de garantia de direitos e deveres sociais. Dentre estes, um direito básico, fundamentalíssimo, é o da Saúde! E um dever essencial, do cidadão politizado, é o de exigir seus direitos quando negligenciados.  Por isso, uma boa saúde pública exige bons cidadãos públicos! Não adianta ter voz e vez se você, leitor-consciente, fica calado sempre e não ocupa o seu espaço na sociedade. É preciso abrir a porta de nossa individualidade para exercermos nosso poder de co-criadores da sociedade que temos. O sujeito honesto, trabalhador e consciente não deve se esconder atrás do cobertor surrado do medo e atrás das máscaras da indiferença política. Isso, pois, nesse teatro social que vivemos, temos personagens protagonistas que são responsabilidade nossa. Ninguém (absolutamente ninguém!) atuará no lugar que compete a nós. Democracia é isso e se faz assim: é publicidade, é crítica, é postura atuante daquele que deve ser o verdadeiro homem público: você, cidadão de bem! Por isso, é preciso uma atitude assertiva. Sábia, e ousada. É preciso aprender a resolver nossos problemas onde os sentimos, ou seja, no nosso bairro, na nossa rua, na nossa casa! Sigamos o contundente aforismo do “pensar globalmente, agir localmente!”. Um tratamento de saúde qualificado é necessidade de toda humanidade, de todo o nosso país. Entretanto, é no posto público próximo à nossa casa que nós costumeiramente nos tratamos. Então, é ali que nossa ação de cidadãos públicos deve começar! Lembremos da clássica narrativa que diz que Tales de Mileto, o primeiro filósofo da história, andava tão preocupado com os enigmas do universo que não tirava os olhos das estrelas. Só ficava olhando para as coisas do alto, a todo tempo. Porém, certa noite, em uma de suas caminhadas de reflexão, o sábio caiu dentro de um poço e foi ajudado por uma escrava que passava ali por perto. Após tirá-lo do buraco, a escrava não perdeu a chance e declarou: “Tales, Tales! Que andas tão preocupado em enxergar o distante universo, mas te esqueces de ver o chão que vive sob teus pés!”. Precisamos clamar e reclamar nossos direitos aqui onde nossas dores nos consomem. Aqui, em nosso município, é o local perfeito para vivermos a tríade cidadã, os três deveres do munícipe pró-ativo: 1) protestar! 2) protestar! e 3) protestar! É assim que seremos vistos e ouvidos de verdade. É assim que usaremos nossa voz e vez para dar publicidade aos nossos direitos reais. Tal atitude se justifica, pois saúde é necessidade que urge! Não é a toa que identificamos os postos e hospitais com termos salientes como “urgência” e “emergência”. Saúde é coisa fundamental para que vivamos bem, sejamos felizes e possamos trabalhar na construção de nossa história, nosso legado pessoal.

Pessoas doentes não saem da cama, por isso não podem ir muito longe em sua história. Pessoas doentes vivem o seu momento de maior necessidade social, o momento em que o “outro” se torna essencial na vida, pois esta passa a depender daquele. Especialmente os mais idosos – que já escrevam grande parte de sua história – são dependentes da saúde pública no Brasil. Eles, que agora podem narrar sua vida, escrever suas experiências e deixar-nos um legado, têm dificuldade de fazê-lo por não possuírem, tantas e tantas vezes, a atenção básica à sua saúde que tanto precisa de cuidados. Cuidados, estes, que constituem uma obrigação capital do poder público brasileiro. Há estudos sociológicos que afirmam a ocorrência de maior busca religiosa por milagres divinos – curas – em regiões muito pobres. Quanto maior a miséria, maior o apego das pessoas a um Deus “médico de corpos”, que cura suas dores. Essa é a forma desses indivíduos clamar por uma necessidade tão básica como sua saúde. Muitos desses religiosos – inclusive de correntes teológicas católicas – veem a doença como uma “maldição”, uma consequência maléfica dos pecados. Muitos, destes mesmos, vêem a medicina como um dom, um presente divino para a humanidade. Por isso, se a natureza nos permite viver autenticamente a uma expectativa de 70 anos, por exemplo, como não chorar a fatalidade das mortes entre jovens de 30, 40 anos? Mortes, milhões dessas, ocorridas em filas de espera do setor de saúde pública. Tais fatos são profundamente inaceitáveis por serem inteiramente evitáveis: só não se evita inúmeras dessas mortes porque há a negligência estatal. Por isso, é preciso que vivenciemos uma postura de cidadãos não-manipuláveis, que lutam não pela superficialidade das modas consumistas, mas pela virtude inquestionável do viver e viver bem. Pois, ao contrário, do que defendem certos líderes tendenciosos: apenas sobreviver não basta! O ser humano é um animal diferenciado, que busca sua realização em sua própria criação cultural. O famoso biólogo Charles Darwin já demonstrava o quão natural é o instinto de preservação do homem. Sobreviver é sempre o passo inicial de uma caminhada humana que só pode ser bem terminada se em formas de realização. São filósofos como o grego Aristóteles que vão explicar o quanto que o ser humano é um ser para a felicidade. E esta, certamente, está entrelaçada a aspectos físicos e psicológicos. Por isso, saúde de qualidade não é mera discussão política, é uma necessidade básica para a peregrinação humana nesta vida. Assim, que cumpramos nosso papel dentro da sociedade: cobremos uma saúde pública qualificada, mas cobremos com uma postura pública também de qualidade. Se assim o fizermos, poderemos até sonhar não só com corpos saudáveis, mas, ainda, com uma política livre das doenças da má gestão pública, uma política livre das doenças mortais da corrupção.

Wellington Martins am.wellington@hotmail.com

Bauru

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DILMA E YOANI

Faço minha a pergunta de Demétrio Magnoli, em seu brilhante artigo publicado no Estadão Havel, cebolas e cenouras (19/1): presidenta Dilma, a senhora irá atender ao apelo que lhe fez a blogueria cubana  Yoani Sánchez,  para participar aqui no Brasil de um documentário sobre a conexão Cuba- Honduras do cineasta brasileiro, Dado Galvão? Convidada que foi, teve a permissão negada pelo governo cubano. Espero sinceramente não termos de testemunhar vê-la baixar a cabeça frente aquilo pelo que sempre alegou ter lutado: pela liberdade. Conforme sua resposta a esta situação, deduziremos qual foi a verdade que fundamentou seu passado de guerrilheira. Destaco uma observação do articulista que expressa o mesmo temor de que sou tomada e que permanecera como marca do período pós totalitário da URSS: sobre "as inclinações humanas à subserviência, à hipocrisia e à covardia".

 

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

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ILHAS ‘BEMVINAS’

Na minha opinião, não é bom negócio para o Brasil apoiar, abertamente, a Argentina na disputa, com a Grã-Bretanha, pelas Falkland. Estrategicamente, seria muito mais interessante que a disputa continuasse sine die para manter os “hermanos” distraídos. Uma vitória diplomática poderia incentivá-los, também, a reivindicar sua soberania sobre a outra metade das Cataratas do Iguaçu.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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MALVINAS X FALKLAND

David Cameron, premiê britânico, acusa a Argentina de colonialista, por este último país reivindicar território perdido para os ingleses, de forma definitiva, em 1833. A questão é irônica. País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte até hoje são protetorados da Inglaterra; este país possui colônias ao redor do mundo, que servem de bases militares para eles e americanos; sem esquecermos que retalhou a África durante o imperialismo do século 19 e da Índia Britânica. Por que será que a Rainha, parte de um grupo de privilegiados tal como na Idade Média, usa aquele portentoso chapéu? Para guardar sob suas asas o grande Império Britânico, ou, de forma pomposa, o Reino Unido.    

Luiz Fabiano Alves Rosa  www.fabiano_agt@hotmail.com

Curitiba (PR)

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‘ULTRAJE NO AFEGANISTÃO’

Parabéns ao Estado pelo editorial Ultraje no Afeganistão (16/1, A3), em que se denuncia o grotesco episódio de vilipêndio de cadáveres de afegãos por fuzileiros navais americanos. Sabemos que o povo dos Estados Unidos foi eleito por Deus para comandar o mundo e impor sua lei aos países subdesenvolvidos. É o seu destino manifesto, mas, dessa vez, os ianques exageraram e andaria bem o nosso governo em rever nossas relações com um país que assim despreza o direito internacional.

Arsonval Mazzucco Muniz arsonval.muniz@ig.com.br

São Paulo

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REPERCUSSÃO

O Estado criticou, em editorial, diga-se de passagem com razão, os atos abomináveis de soldados americanos no Afeganistão. No entanto, ainda não vi tal indignação do jornal frente o extermínio dos cristão nos países islâmicos. No Natal do ano passado do Egito, ainda na tal "primavera" árabe (inverno cristão), após a explosão de um carro bomba em uma igreja, os muçulmanos que estavam na mesquita que ficavam a frente saíram as ruas, e enquanto pisavam nos pedaços de cristãos espalhados pelo chão, gritavam Allahu Akbar (Alá é grande). Esse não é um ato extremamente abominável? O fato foi noticiado pela Aina, e reproduzido em alguns jornais do mundo, mas no Brasil, se não fosse os blogs, tal fato teria permanecido na penumbra da desinformação. Compartilho da revolta expressada, mas infelizmente é uma revolta tendenciosa, pois os mesmos que estão sendo ultrajados pelos soldados americanos, são os que prenderam e condenaram a cristã paquistanesa Asia Bibi a forca, são os que mataram Shabaz Batti, são os que tem estuprado centenas de meninas cristãs... O fato é que quando o assunto é os cristãos, o laicismo extremado faz com que sejam ignorados, e assim continuam sendo dizimados sem qualquer atenção internacional. Pergunto-me: Se fosse cristãos atacando os muçulmanos, isso seria ignorado?

Jefferson Nóbrega jeffersonnobrega@gmail.com  

Ceilândia (DF)

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URINA

O mundo “moralista” condenou a atitude dos soldados americanos que urinaram em cadáveres de guerrilheiros do Afeganistão (talibã).  Este mundo anda tudo muito insano mesmo. Ninguém questionou ou comentou porque aquelas pessoas foram mortas. O princípio ou razão de tudo se chama “vida”, e aqueles seres tiveram suas vidas ceifadas, foram mortos e ninguém se importou! Mas pelo xixi todos estão revoltados. Matar pode? Os conceitos do “certo e errado” no mundo atual são imorais! Mate, assassine, elimine, trucide, massacre, etc., mas não faça xixi! Aonde chegamos!

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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COSTA CONCORDIA

O comandante Francesco Schettino que jogou o transatlântico Costa Concordia contra as pedras e abandonou os passageiros à própria sorte, deve ser condenado e preso na Itália. Se ele quiser escapar da prisão, basta fugir para o Brasil e conversar com o hoje governador Tarso Genro. Com certeza ele terá toda a proteção para permanecer no Brasil, livre, como cidadão brasileiro. Terá até a companhia de outro criminoso italiano já vivendo aqui, feliz da vida. Se quiser, poderá, ainda, ter a companhia dos criminosos nacionais acomodados nos diversos poderes do Estado brasileiro.

  

Celso Battesini Ramalho leticialivros@hotmail.com

São Paulo      

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REFÚGIO

Justiça Italiana, não permita que o capitão  Francesco Schettino escape da prisão e venha se refugiar no Brasil. Lembrem-se de que Cesare Battisti já é cidadão brasileiro e goza de plena liberdade.

 

Wilson Lino wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

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DE BATTISTI PARA SCHETTINO

Vieni qui, Schettino!

 

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga

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TEMPOS DE PARCA NOBREZA

A julgar pelas informações convincentes que nos chegam, o Comandante do Costa Concordia, Francesco Schettino, pautou uma conduta ética esquálida, ao deixar a embarcação que soçobrava com ainda cerca de mil passageiros à sua própria sorte. Não cremos em determinismo histórico. O livre arbítrio sempre terá lugar nas opções humanas, que forjam o mecanismo ético: ou a coragem do sacrifício ou a pusilanimidade do autopreservação egoísta. No entanto, desde a dessacralização do capitalismo tido como imbatível e das condutas torpes (por exemplo, os altos salários dos céus enquanto o mundo falia), parece que vivemos sob um ethos mundial em que a nobreza é cada vez mais rara.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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OS PERIGOS NOS NAVIOS DE TURISMO ATUAIS

Surpreende-me que o naufrágio na costa italiana tenha sido causado por um comandante originário de uma maravilhosa região famosa pela beleza das costas, as canções românticas e a pizza, (porém inapta na formação do caráter), e não pelas peculiaridades dos novos mega navios e pelos donos dos mesmos.

Passaram-se os tempos de navios clássicos como o Eugenio "C", cujo casco em forma de "V" o fazia apto a sulcar os mares mais tempestuosos, suportando ventos laterais que hoje capotariam os modernos  navios, chamados no jargão da marinha  "Kombi do mar", mas cujo pecado capital era de não poder superar as 50 mil toneladas , sob  pena de  seu calado superar a profundidade da maioria dos portos do mundo , e não comportar mais de mil passageiros. Os novos navios de fundo chato necessitaram de algum avanço na engenharia naval para dobrar a relação passageiro - tonelada (1 para vinte, contra o 1 para quarenta de outrora), tais como poderosas hélices frontais, mas sobretudo a pratica eliminação do leme pois os motores são agora alimentados por geradores elétricos e posam em pivôs que rodando no eixo facilitam a manobrabilidade do navio, eliminando as antiga fastidiosas vibrações do eixo cardan e a pesadíssima  estrutura do leme. Nem a famosa roda do timão existe mais, substituída por um Joystick. Será por isso que o comandante do navio em naufrágio pensava estar num joguinho eletrônico? Mas o preço destas Kombi do mar é que não tem suficiente resistência a fortes ventos laterais pelos quais, por exemplo, o porto de Buenos Aires é considerado um dos mais difíceis e perigosos apesar da aparência pacífica.   Este perigo está mascarado pelas dimensões mastodôntica do navio. Seu tombamento lateral (raríssimo nos  velhos navios) inutiliza 50% do sistema de salvatagem  submergendo-o,  e outro  50% impossibilitando baixar os barcos salva-vida, além de não prever compartimentos de segurança contra a inundação. O Costa Concordia não afundou em tempo menor do que o Titanic, simplesmente por estar apoiado em rochas. Esvaneceu-ce o tão celebrado serviço de bordo, pois atender mais de 4 mil pessoas não  é como atender mil. sem falar do sofrimento no embarque. O prejuízo em faturamento global da perda de tal navio se traduz em cerca de U$ 500 dia por uma media de 3mil passageiros dias, rapidamente redistribuído entre outros barcos e outras companhias. Muito silêncio se faz sobre o navio em que se embarca, mas é bom que se saiba, pois outros perigos de natureza sutil  e política não são citados, é que a Costa Cruzeiros foi vendida em 1998 para a Carnaval empresa norte americana de proprietários judeus.  Alguém viajaria para Egito ou outro país muçulmano se soubesse disto? Ironia maior é que quando era da família Costa, a Bandeira dos navios era da Libéria, e agora que é Judeu americana, tem bandeira italiana... uma classica pizza, mas que lamentavelmente foi mortal

 

Arrigo Lenzi, ex-presidente Costa Cruzeiros linhas costeiras e diretor de 1994 a 1999 aalenzi@hotmail.com

São Roque

 

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BAFÔMETRO

A propósito do ocorrido com o desastre na Itália, por que não aplicar o teste do bafômetro nos comandantes de aeronaves, na saída e na chegada, antes que seja tarde?

 

Marisa Cardamone mcardam@terra.com.br

São Paulo

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DIÁLOGOS EXPOSTOS E DESCASO DO COMANDANTE

Mais que descaso, os diálogos mostram a má preparação do comandante. O aumento de números de navios de cruzeiro faz com que mais pessoas tenham que ser treinadas para assumir o posto de capitão. É difícil acreditar que em cinco anos um técnico de segurança possa ser treinado para comandar um navio com quase cinco mil pessoas a bordo.

Ronaldo José Neves de Carvalho rone@roneadm.com.br

São Paulo

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‘LOS HERMANOS’

Enquanto a Argentina estuda medidas para sobretaxar produtos brasileiros para dificultar nossas exportações, nós estamos correndo o risco de desabastecimento de gasolina, e continuamos vendendo a eles a R$ 0,65 por litro, enquanto para nós custa R$ 2,60 o preço médio do litro. Los hermanos sempre levando vantagens.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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ETANOL E POLÍTICA

O artigo do professor José Goldemberg (16/1, A2) indica com clareza a necessidade de aumentar a produção de etanol, para termos uma alternativa de mercado para abastecer o Brasil e outros países que deverão ser obrigados a ter um combustível verde. Indica, entretanto, como dificuldade ao etanol nacional o preço administrado da gasolina vendida pela Petrobras, sem alteração desde 2007. Essa afirmação me levou a pesquisar o preço de revenda da gasolina nos Estados Unidos. O site  http://gasbuddy.com/  procura a gasolina mais barata em cada cidade a tempo real. O preço indicado para Nova York, cidade cara, foi de US$ 3,55 por galão de gasolina normal (regular) talvez com melhor rendimento que a daqui, pois não contém álcool. Isso dá um custo de cerca de R$ 1,69 por litro a um cambio de R$ 1,80.  Pergunto: seriam os preços da Petrobras “administrados” para cima? Não sei de gasolina a venda por aqui por esse preço e ao que eu saiba não há subsidio a gasolina nos USA.  E se a Petrobras “administrar” o preço para cima (incluso impostos) como fica a nossa inflação? Não seria então o caso do governo “administrar” os impostos incidentes na cadeia do combustível (gasolina e álcool)?

Ruben Antonio Banks Leite ruben.banks@terra.com.br

São Paulo

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DESVARIOS DO ÁLCOOL

Que me desculpe o Sr. José Goldenberg, mas é muito pouco provável que outro país cometa a insensatez de usar álcool puro como combustível. Como mistura à gasolina talvez ainda por algum tempo.

 

Ulysses Fernandes Nunes Junior twitter: @Ulyssesfn

São Paulo

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A CHARADA DO ETANOL

Em países desenvolvidos produção se resolve com produção, aqui é com juros subsidiados para uns poucos e juros escorchantes para o resto. Há décadas se tinha o empréstimo rural para fazendeiros, que usavam o crédito barato para encher os "armazens" onde os empregados se abasteciam "fiado", trocar frotas de carros da família, barcos, casa na praia etc. etc. É isso mesmo que o BNDES vai "reinventar" empréstimo subsidiado para o fazendeiro plantar cana, e o usineiro vai transformar essa cana naquilo que lhe interessa, que se lixe o povo e o próprio país. É como o samba de João Gilberto, de uma nota só.

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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CUSTO BRASIL

Quanto ao alto custo do Brasil calculado em dólares (15/1, B3) é incrível como o tema foi abordado, elegendo os “demônios” câmbio valorizado, commodities, entrada de dinheiro especulativo. É claro que esses demônios afetam a nossa economia, mas o que foi solenemente ignorado, e a meu ver o mais importante, foi o quanto custa produzir no Brasil considerando a péssima infraestrutura “aeroporto rodoviária” os preços da energia elétrica, da água, do gás, do diesel, da gasolina, dos impostos diretos e “embutidos” (aqui pagamos impostos em intermináveis cascatas) sem falar no custo da nossa maquina publica. Só para ilustrar, imaginem o custo da energia elétrica sobre a produção de alumínio (produto que utiliza essa energia intensamente) por que preço serão vendidos os produtos que levam alumínio – da cadeira de praia a panela do povo. Outro exemplo é comparar o preço final de um litro de diesel ou de gasolina aqui e lá nos Estados Unidos e verificar o quanto pagamos a mais, e o quanto isso onera todos os nossos produtos. Por fim cabe lembrar a ganância dos nossos produtores e comerciantes cujas margens de lucro (em cascata) elevam ainda mais os preços para o pobre consumidor final, que quando começa a se dar bem com algum produto importado lá vem o governo em nome da desindustrialização erguer barreiras “imposto alfandegárias” para “proteger” a nossa indústria. A continuar com essa vista grossa e míope, vamos sim perder o bonde da história para ser um pais velho, desindustrializado e pobre.   

 

Gustavo Guimarães Da Veiga gjgveiga@hotmail.com 

São Paulo

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POUCA LUZ NAS CONTAS DE LUZ

Muito apropriado o editorial Pouca luz nas contas de luz (14/1, A3). Há, porém, um reparo a ser feito: o ICMS não é cobrado de forma transparente. A alíquota de 25% é aplicada por dentro, ou seja, ao total já tributado, resultando em 36% reais (ver, por exemplo, Radar Econômico, Estado, 27/4/2011). Por estas e outras estripulias tributárias aplicadas às contas de energia elétrica, presentes na composição de muitos preços que afetam toda a economia, o imposto total beira os 50%. Resultado, nossa energia é das mais caras do mundo (ver Radar Econômico, Estado, 27/4/2011), apesar de sermos privilegiados em termos de potencial hidrelétrico e até de combustíveis. É inadmissível que nossa energia custe 90% mais que nos Estados Unidos; 70% mais que na França, país que depende 80% de energia nuclear, sabidamente mais cara que hidrelétrica; 60% mais que na Noruega, país de conhecida carga tributária elevada, porém, esta sim, transparente. Pagamos até mais por nossa energia que na Inglaterra e Japão, este último carente de combustíveis e de potencial hidrelétrico.

Tarcísio Barreto Celestino tbcelest@usp.br

São Paulo

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QUEM DEVE À PREVIDÊNCIA?

A situação da Previdência Social brasileira é passada ao grande público através de meias verdades em sua maior parte não passa de uma orquestração a fazê-la deficitária, incapaz de dar sustento aos problemas naturais do envelhecimento da população, depauperada por atos de corrupção, sem recursos para aposentados, acidentes de trabalho etc. Em verdade durante os próximos 20/25 anos o Brasil estará atravessando um momento único em sua história chamado “bônus demográfico”, tal qual a China vive e soube tão bem aproveitar; e nós sequer estamos discutindo e implantando ações com este objetivo para aproveitar economicamente essa fase. Todas as nações passaram por esse estágio e concomitantemente tiverem nele o período de maior crescimento econômico. Lamentavelmente somos um país regido pela incompetência e dominado pela pequenez da politicalha e interesses escusos ao bem comum. Assim a Previdência, ou melhor, o RGPS não é visto como o maior regime distribuidor de renda e limitador de pobreza do mundo pelos próprios brasileiros. Para a maior parte dos quase 5,6 mil municípios brasileiros ele distribui mais em volume de recursos que o Fundo do Tesouro aos Municípios. Mesmo assim, não faz parte da campanha midiática do governo em seu discurso de “imenso desenvolvimento socioeconômico”, que ora começa ter a imagem desvanecida no exterior; e mui provavelmente porque o fundo previdenciário constituído para e pelos trabalhadores vem sofrendo desde FHC toda sorte de desvios que afrontam a moralidade da ordem constitucional. No RGPS está o efeito da crônica incompetência e do clientelismo que age no Estado, e como efeito disto vê-se, e veremos cada vez mais a miserabilização da terceira idade no país. São mais de 9 milhões de ex-contribuintes, ou famílias brasileiras e que delas arrecadaram acima do piso previdenciário durante décadas, e que desde FHC, que os chamou de “vagabundos”, e em política mantida por Lula, foram exclusos dos aumentos reais em seus reajustes tais quais os concedidos ao salário mínimo ou piso previdenciário (variação do PIB). Desde o Plano Real, perderam 46,9% do valor de seus benefícios em relação à paridade dada ao salário mínimo. O plano de estabilização econômica foi benéfico para a nação, e para estes que mais contribuíram para o RGPS?  O valor médio das aposentadorias por tempo de contribuição (12/2011) era de R$ 1. 263,87. Estes milhões de prejudicados são do subsistema urbano, o único superavitário, e os únicos dentre todos aposentados no Brasil, sejam públicos ou privados que não recebem aumentos reais, acima da inflação. Representam um em cada quatro brasileiros aposentados e que não possuem esse direito. Convivem no país dois regimes de previdência social: o dos funcionários públicos e o dos trabalhadores da iniciativa privada. Assim, a dita “Constituição Cidadã” criou categorias diferenciadas de aposentados e cidadãos, e transformou-se num mecanismo de concentração de renda em favor dos servidores, em especial os federais que são a minoria, e em detrimento aos demais. Esta minoria (já aposentada), 980 mil ex-servidores representa 0,5% da população brasileira e cujo déficit em 2011 é estimado em R$ 56 bilhões; ou seja, 3,5 vezes a renda per capita brasileira por ex-servidor/ano (além da cota patronal já paga pelo Tesouro),e que será arcada pelos demais 99,5% restantes da população. Estes recursos poderiam aumentar em mais de 80% o orçamento da saúde pública para os quase restantes 200 milhões de brasileiros em 2012. Em média, o benefício pago pelo Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores públicos federal é 8,9 vezes maior do que o benefício a que tem direito o aposentado por tempo de contribuição pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS), ou seja, do INSS. Para os aposentados do Legislativo, Judiciário e Ministério Público o benefício médio de algumas categorias específicas, pode chegar a é 30 vezes maior do que a média dos benefícios pagos pelo INSS, por tempo de contribuição que é a média mais alta. Vale ressaltar, que no mínimo, e segundo dados do IBGE em 2010, a aposentadoria média dos servidores federais foi o dobro da concedida pelo INSS ao setor privado; e em razão dos aumentos concedidos ao funcionalismo em 2010 e 2011 a tendência é de maior distanciamento.  Em matéria no jornal O Estado de S. Paulo (29/11/2011), a Previdência Social devia a cerca de 800 municípios, 18 Estados e ao Distrito Federal cerca de R$ 2,0 bilhões. Tal valor relaciona-se a repasses não realizados aos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) a cada um desses locais. Refere-se em fato, ao nexo das aposentadorias dos ex-servidores públicos que em parte de suas vidas laborais, atuaram e contribuíram pela iniciativa privada (INSS). A Associação dos Regimes de Previdências do funcionalismo oficiaram cobrança ao Ministro Garibaldi Alves! Vejamos esta realidade a luz de todos os números que envolvem a questão, e raramente vistos pela mídia e lamentavelmente nunca vistos por aqueles que se dizem opositores ao regime que ai está e nem mesmo pelos que se dizem defensores de aposentados e trabalhadores. De acordo com o Anuário Estatístico da Previdência Social – AEPS, exercício 2010, é dado a público que existiam em dezembro daquele ano R$ 123,3 bilhões em “cobranças administrativas” em aberto nas contas da Previdência. Somente aqui os órgãos do governo federal deviam aos cofres do INSS (previdência da iniciativa privada) cerca de R$ 15,3 bilhões, 12,4% do total (administrativas); os órgãos estaduais R$ 10,3 bilhões (8,4%); e os órgãos municipais R$ 0,2 bilhão. Nas inscritas na dívida ativa, os órgãos públicos, como um todo, deviam ainda mais R$ 12,6 bilhões. Total da dívida do setor público para com o RGPS – R$ 38,4 bilhões. Quando em debate as contas da Previdência, alguns “alquimistas em economia”, dizem ser tudo uma “questão de contabilidade”; neste caso, entre débitos e créditos o Ministério da Previdência deveria fazer o que comumente os contadores chamam de “encontro de contas”, mas não farão, mui provavelmente desfalcarão ainda mais o RGPS, para reduzir o déficit absurdo dos RPPS, o que prova mais uma vez que o Regime da iniciativa privada, em especial aquele de nexo contributivo - urbano não é deficitário. Nesta republiqueta de parca visão social, que vem desde FHC e que Lula sobejamente ilustrou, a Previdência da iniciativa privada é uma caixa de benefícios a toda sorte de delinquência. Os débitos administrativos quando comparados ao ano anterior, cresceram 29,1%. O valor relativo às empresas privadas cresceu 34,7%; aos órgãos federais o incremento foi de 20,7%; e de 33% para os órgãos municipais; aos órgãos estaduais houve uma redução de (10,4%). Os débitos inscritos na dívida ativa somavam no total R$ 194,8 bilhões, dos quais R$ 12,6 bilhões de órgãos do governo, os inscritos como administrativos apresentaram ainda a triste performance de uma redução de 40,2% nos pagamentos de débitos em relação a 2009. A dívida ativa total subiu 3,2%, sendo que em 2010, apenas R$ 3,2 bilhões foram parcelados entre devedores e a Previdência. Resultado: - nítida tendência de alta para 2011, cujos dados não foram divulgados ainda. Em suma, R$ 318,1 bilhões em aberto “no contas a receber do RGPS” em atraso - posição de dezembro de 2010; valor este capaz de fazer frente a 14 ou 15 meses de pagamentos aos 25 milhões de beneficiários do Regime. Em melhor análise, 30,5% desse fabuloso montante devido a trabalhadores e aposentados da iniciativa privada estava inscrito na esfera administrativa como sendo de empresas; 12,1% devidos por órgãos públicos, e o resto registrado na dívida ativa também sob a responsabilidade de empresas privadas. Esta deve ser uma das razões que levam o Ministro Garibaldi dizer que não há recursos aos aposentados-contribuintes que reivindicam justas melhorias em seus rendimentos. Não pode atender, senão deixará de conceder renúncias previdenciárias que na verdade são fiscais e beneficiam até times de futebol (FHC); incentivos a exportações do agronegócio (commoditties); isenções a ME’s; e ONG’s que sequer são filantrópicas, empresas de Tecnologia de Informação, como se essa atividade necessitasse de incentivos; obras da Copa, e agora até o colegiado dos RPPS, com 1.941 entes inscritos e que se apresentam cobrando o que lhes é devido, mas se isentam de pagar o que devem (!?). Que caras de pau!  Em dezembro de 2010, o Brasil tinha inscritos 5.215.798 servidores públicos ativos, 1.765.897 aposentados; e 645.983 pensionistas, numa relação de 2,1 ativos para cada inativo. Em outras palavras, o próprio gestor do fundo da iniciativa privada, “o governo”, caracteriza-se como irresponsável; incompetente e perdulário, pois é inadimplente em 12.1% do total da dívida (contas a receber do INSS) aos créditos de trabalhadores e aposentados da iniciativa privada. Neste quadro se apresenta como o maior devedor, e parte de seus entes vem cobrar uma dívida que é de apenas 5% do que o próprio governo, de forma geral, possui para com a Previdência, e que em justa medida está ali apenas para administrar e que o faz mal e porcamente pela ingerência da politicalha que se impõe ao INSS. Afinal trata-se de mais um Ministério na divisão da pilhagem, e este pertence ao PMDB de José Sarney. A condução das políticas públicas a cargo de tantos asnos e que dirigem homens capazes no governo nos faz pensar que a declaração dada pelo próprio Ministro da Educação, de que “escrever errado está certo”, é de que a burrice e a ignorância coletiva já é o alto teor de sabedoria neste país. Não fosse por essa involução a imoralidade não seria o delírio das manchetes nos jornais, e nem tão pouco meia dúzia de servidores públicos se reuniriam com tanta facilidade e pompas numa sala do Ministério das Cidades, que sequer razão de existir existe, e definiriam um golpe de R$ 700 milhões contra a nação brasileira com tanta facilidade, fato este que ninguém mais comenta. O atual regime gestor da Republica Clientelista de Brasília, que na verdade é o único Poder operante neste país, tendo como dirigente máximo José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, conhecido pela alcunha de Sarney, e onde imperam os capitalistas funestos, pendurados nas tetas do governo e os ditos esquerdistas e sindicalistas sócios dos privilégios, sequer se preocupam com a Saúde, “próxima da perfeição” e vilipendiada pela DRU tal qual a Previdência. Da mesma forma a Educação, que para quem sabe de fato interpretar o PNUD, traçando-se um benchmark com as demais nações, verá em verdade uma inexpressiva, ridícula, se é que se pode chamar de evolução na última década. Estamos cada vez mais atrás na caminhada do progresso e da prosperidade frente a outras nações.

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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APOSENTADORIA

Sou aposentado por tempo de serviço há bastante tempo, tendo o benefício sido fixado, quando da aposentadoria, em 9,78 salários mínimos. Hoje o meu benefício está reduzido a menos de 50% desse percentual em relação aos salários mínimos! Trabalhei durante 49 anos e contribui para nossa imprevidência durante todo esse tempo, sem uma única interrupção! E agora, na hora de reajustar os benefícios, ficam discutindo se um real a mais para cada aposentado vai derrubar o orçamento enquanto para os maiorais os aumentos são maravilhosos! Vejam o caso dos vereadores, do prefeito.... Sem contar adiantamentos para consertar coberturas, e outras facilidades que só para os amigos do rei...! E para quem nós vamos reclamar? Para o vizinho? Só nos resta torcer para que o senador Paim consiga recuperar para os aposentados um pouco do poder de compra que nos foi roubado nesses últimos anos!

Armindo Teixeira de Magalhães

São Paulo

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CORONÉIS DA PREFEITURA

Estamos vivendo um verdadeiro arbítrio na Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP). Justiça seja feita que o autor da proeza de nomear coronéis da PM aposentados é do ex José Serra mas que o Kassab manteve e piorou. Sob o argumento de que se aposentam muito cedo (45 a 50 anos - veja o absurdo da lei estadual e quem paga isso somos nós contribuintes) e possuem excelente formação, a PMSP os nomeou para comandar Sub Prefeituras, Autarquias e Empresas Municipais. Como trata-se de servidores quando são nomeados para estes postos perdem o direito de receber a aposentadoria ou será que a PMSP criou algum regime especial para driblar a LEI e os mesmos continuam recebendo aposentadoria e salários? Onde está o MP, meu Deus? Administrativamente realizam verdadeiros absurdos. Exemplificando, na CET os "experts" reduziram as velocidades máximas permitidas nos corredores da cidade para 60km/h (velocidade de rua residencial local de cidades americanas, ou seja, 35mph) sob argumento de reduzir o índice de acidentes. Obviamente conseguiram algo mais importante para eles: aumentar em 127% a quantidade de multas em 2011 sobre 2010. Já os acidentes... Ainda na jurisdição da CET, a polícia militar através de acordo pode agora fazer atuações de transito. Como recebem comissões, os policiais militares preferem estacionar seus carros e motos para fazer atuações ridículas em detrimento as rondas. Até infração de transitar em calçada os mesmos atuam sendo a tal calçada entrada de posto de gasolina. Mesmo constando do auto de infração o cidadão que recorrer terá seu recurso julgado improcedente. Por isso nunca param o motorista para verificar documentos do infrator e de seu veículo. Afinal São Paulo quase não tem meliantes andando de carro, correto? Para piorar, trazem velhos hábitos como o de receber presentinhos de fornecedores contratados sem licitação, vide denúncias de subprefeituras, serviço funerário e outros. Este relato é de indignar cidadãos de bem, nascidos ou que vivem na pobre cidade que completará 458 anos.

Leonardo Costantini leonardoc@pptecplas.com.br

São Paulo

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ELIS REGINA

Elis Regina/quem diz que a menina/feliz que nos fascina/partiu?

De Lis a flor/régia rainha da voz./ Sinto sua falta.

Adilson Roberto Gonçalves priadi@uol.com.br

Lorena

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ADRIANO IMPERADOR

Há 30 anos visitei Manaus e na portaria do hotel havia um aviso aos funcionários: "Não falte, pois podemos perceber que você não faz falta".

 

Luiz Bianchi luizbianchi@uol.com.br

São Paulo

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ADRIANO NO FLAMENGO?

Até ajudo a pagar a passagem de ida sem volta para o Rio.

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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BARRICHELLO

Para quem acompanhou a história de Rubens Barrichello na Fórmula 1 sabe que “não há fim de linha” no coração de um guerreiro. Na verdade, ele é tão “pé quente” que o título sempre o perseguiu até em situações, lugares ou na presença de pessoas indesejáveis. Como exemplo disso, temos as classificações e destaques em ocasiões diferenciadas – GP da Alemanha em 2000, os dois vices – campeonatos, as corridas sem interrupções que totalizaram dezenove, entre outros. Barrichello atinge marcas inesquecíveis para pilotos de Fórmula 1. E esses indicadores confere-lhe uma identidade que o torna um desportista com uma característica distinta – a sensatez do discernimento pela prudente conduta em sua carreira profissional. Esteve sempre “mordendo a isca” de campeão. Porém, jamais se fez intrépido ou presunçoso com os demais companheiros. Tal atributo consiste um valor raro no “espírito esportivo” de qualquer modalidade competitiva que, quase sempre, acaba se tornando verdadeiros “rounds” de lutas e acusações agressivas entre os disputantes. E o terreno da Fórmula 1 não é território isolado desses confrontos que se extremam. Porém, o nosso campeão de qualidade e elegância sempre trilhou o caminho do discernimento. Nos deixa, então, lições vitoriosas: a de ser impávido e colosso como a nação a que pertencemos. Ou seja, impelindo-nos a um futuro que espelha a grandeza de termos Rubinho no coração de nossa pátria amada. E com todas as qualidades que o torna um campeão verdadeiramente escrito na alma, estará o nosso querido Rubinho reverenciado na história da Fórmula 1 como um pedagogo das grandes curvas e dos desafios.

Inaugura, assim, um momento único na história da Fórmula 1, pois, demonstrou em suas atitudes e na maneira de atuar diante de conflitos como um profissional que ama e abraça sua profissão não como um campo de guerras e de “egos afoitos” limitados ao circulo vicioso de ganhadores e perdedores. Mas, antes, cultivando os novos valores do espírito esportivo que serão guias norteadores para novos pilotos e atitudes referenciais nas mais diversas ramificações das atividades humanas seja na cultura, na sociedade, no trabalho humano e na Natureza.

José Ribamar Pinheiro Filho  pinheirinhoma@hotmail.com

Brasília

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‘BBB’ 12

Num ciclo de palestras promovido pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) para abordar a situação da arte e da cultura no país, um roteirista da TV Globo que participava do evento como debatedor afirmou : “ Sempre que a cúpula televisiva vai começar uma reunião para tratar dos detalhes de uma programação, o encontro é iniciado com a seguinte frase : “Está na hora de emburrar. Está na hora de tornar os outros burros”, Não é difícil visualizar Bial e Boninho usando essa expressão ao iniciar uma reunião para tratar de detalhes do BBB. Disse mais, somente tem vez na televisão brasileira quem compactua com a disseminação da burrice. Quem não estiver disposto a participar não tem vez na TV. Esta é a nossa triste realidade. O começo é sempre o mesmo,  Está na hora de emburrar. Está na hora de tornar os outros burros. Com certeza essas palavras do roteirista serviram para reforçar ainda mais uma publicação que saiu em alguns dos nossos jornais – “Admitir ver o Big Brothers Brasil  significa cada vez mais confessar uma falha de escolaridade, passar recibo de fútil, solitário, imaturo. Fuja dessa gente viciada nisso.” Espero que entendam que meu objetivo é ajudar as famílias desses ávidos seguidores do BBB.

 

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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EFEITO BÜNDCHEN

Com o affair BBB ainda aquecido, a ministra Iriny pode até proibir a produção de edredons.

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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