Fórum dos Leitores

SÃO PAULO

O Estado de S.Paulo

25 Janeiro 2012 | 03h08

Aniversário

Hoje nossa cidade, a mais rica da América Latina, faz 458 anos. Sinto orgulho de morar nesta megalópole, à qual devo tudo o que tenho na vida. Parabéns, São Paulo!

PAULO DIAS NEME

profpauloneme@terra.com.br

São Paulo

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Parabéns

São históricos 458 aninhos vividos com progresso impressionante! Além da pujança, seu calor humano, sempre recebendo todos de braços abertos e acolhendo-os sem distinção no seu solo querido. Não sou paulistano de nascimento, mas sou de coração, pois aqui encontrei tudo o que poderia esperar. Aqui me radiquei há mais de 60 anos, constituí minha família e hoje, comemorando o seu aniversário, estendo meus braços para cumprimentá-la: parabéns, São Paulo!

BENONE AUGUSTO DE PAIVA

benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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Berço de oportunidades

São Paulo, o berço das oportunidades, onde no final sempre vencem o trabalho, a criatividade, a inovação, a persistência, os ricos em ideias, o bem, o respeito e o amor. Beijos para ti.

NELSON PEREIRA BIZERRA

nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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Acolhedora

Obrigado, São Paulo, pela grandeza que é. Obrigado por ter recebido os italianos e outros povos que para aqui vieram. Obrigado por ter visto nascer meu pai, meu filho e eu. Parabéns, minha São Paulo, acolhedora do Brasil.

JORGE PEIXOTO FRISENE

jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo

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MUSEU DA PM

Memorial cívico

Sobre a instalação do museu da PM no quartel da Baixada do Glicério, o Centro de Memória Eleitoral (CME) do TRE-SP, por seu coordenador, o poeta Paulo Bomfim, vem desde 2001 levantando a ideia de que seja instalado naquele prédio histórico um Memorial Cívico de São Paulo, que reuniria, em salões temáticos, peças, documentos e imagens de episódios da História militar paulista e brasileira, como a Guerra do Paraguai, as Revoluções de 1924 e 1932 e a participação da FEB na 2.ª Guerra Mundial, além de oficinas de aprendizado de restauro para atender ao quesito de empregabilidade para as populações carentes que vivem no entorno. Ficamos agora na expectativa de que, finalmente, o projeto se torne realidade palpável a ser usufruída por nossa cidadania.

JOSÉ D'AMICO BAUAB, pesquisador do CME do TRE-SP

emel@tre-sp.jus.br

São Paulo

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GOVERNO DILMA

Insatisfação

A troca no comando da Petrobrás foi atribuída à insatisfação da presidente Dilma Rousseff com a atuação do seu presidente, José Sergio Gabrielli. Caso a presidente Dilma se preocupasse mais com os rumos do seu governo do que com os acordos políticos, demitiria seus incompetentes ministros. Insatisfação é que não falta!

JOSÉ CARLOS DEGASPARE

degaspare@uol.com.br

São Paulo

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Petrobrás festiva

Bela notícia a saída do sr. Gabrielli. A Petrobrás precisa ser dirigida com profissionalismo - não é possível o Brasil, com seu potencial, ficar refém da produção de combustível - e deixar de ser patrocinadora de festas e de tratar seus acionistas com ridículos dividendos. Entendemos agora a oposição ferrenha à sua privatização. Como perder essa mamata?

ODILON STEFANI

dilostefani@hotmail.com

São Paulo

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Salvo-conduto para Haddad

Oportuna e conveniente a suspensão do Enem adrede marcado para abril. Assim, Haddad ficará a salvo de mais um insucesso (leia-se: má gestão!) na sua longa e infeliz carreira de ministro. Por certo o governo petista quer assegurar que até novembro - portanto, garantida sua blindagem até as eleições de outubro - o sr. Haddad não seja exposto a mais um vexame, quase rotina em sua conturbada gestão na pasta da Educação - fruto de sua inapetência administrativa. Caberá aos paulistanos repudiá-lo - ou não.

NOEL GONÇALVES CERQUEIRA

noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

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DNA das estrelas

A indefinição do governo pode levar ao cancelamento do convite de adesão ao seleto grupo de astrônomos que utilizam o Observatório Europeu do Sul, um dos mais avançados do mundo, com sede no Chile (Estado, 22/1). Desde fim de 2010 esse acordo está emperrado no Ministério da Ciência e Tecnologia por questões orçamentárias: seu custo é de R$ 565 milhões para os primeiros dez anos. O assunto tramita no Congresso desde aquele ano e até agora não encontraram uma solução. Isso é de vital importância para a astronomia brasileira, se perdermos essa oportunidade ficaremos atrasados nessa área. O custo seria irrisório pelos ganhos infindáveis que obteríamos. Convém destacar que o Congresso aprovou recentemente R$ 3,4 bilhões para ONGs, com a incerteza de sua honesta aplicação. Uma pergunta: o que o sr. Mercadante fez a esse respeito durante sua passagem de um ano por esse ministério? É o blá-blá-blá de sempre do governo, fala-se muito e se faz muito pouco.

ANIBAL V. FILLIP

aniverofil@uol.com.br

Santos

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PODER JUDICIÁRIO

Esclarecimento

O meu artigo A quem interessa (21/1, A2) foi encaminhado ao Estado em 14/1, antes de divulgação de nomes beneficiados com a antecipação de créditos salariais. Só recebi a relação na semana passada e verifiquei que em alguns casos as verbas foram pagas em parcelas e durante vários anos. Não tinha notícia sobre circunstâncias pessoais que poderiam legitimar a antecipação, a critério da alta administração do Judiciário. Por isso o artigo reflete meu pensamento em tese e nada existe a ser alterado em substância. Não tem o intuito de contemplar pessoas ou hipóteses excepcionais. No mais, o Tribunal de Justiça de São Paulo nunca deixou de reconhecer créditos alimentares a magistrados e servidores e de tentar, junto ao governo, obter recursos que saldem a dívida e evitem episódios como os recentemente divulgados.

JOSÉ RENATO NALINI, corregedor-geral da Justiça de São Paulo

jrenatonalini@uol.com.br

São Paulo

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MUDANÇAS NA PETROBRÁS

A alta na cotação das ações da Petrobrás logo após notícia de que seu presidente irá se desligar da estatal reflete o grau de desagrado dos acionistas com a má gestão exercida pelo militante Sérgio Gabrielli, que não raro levou o balanço da estatal ao vermelho, chegando a pedir em 2008, empréstimo de R$ 2 bilhões à Caixa Econômica para encobrir o rombo deixado por sua administração. Isso sem contar a maquiagem aplicada ao balanço da empresa para mascarar o aparelhamento ideológico que estava em curso, para privilegiar a cumpanherada em detrimento dos concursados, fato que levou o Tribunal de Contas da União (TCU) na época a declarar como burla à legislação. Após alguns anos no comando, sai Gabrielli com seu currículo já conhecido e entra Maria das Graças Foster, uma novata que ao que parece já tem relações comerciais com a empresa da qual será a presidente, tendo a Colin Vaughan Foster, empresa de sua família como fornecedora de componentes eletrônicos para áreas de tecnologia da Petrobrás com vários contratos em andamento, o que é no mínimo não recomendável, ou até mesmo ilegal. A essas alturas me pergunto: será que Dilma Rousseff privilegiará a competência e a lucratividade, colocando gente qualificada para levantar o nome de nossa estatal, ultimamente em baixa, independentemente de partidos ou ideologias,  ou irá optar pelo velho aparelhamento e seus tradicionais prejuízos, com um bem que é de todos brasileiros?

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

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ENFIM

Finalmente caiu o presidente da Petrobrás, também conhecido como office boy do Zé Dirceu, agora falta uma auditoria completa, para descobrir as mazelas, que levaram a Petrobrás a tanto prejuízo. Espero que a empresa tenha uma gestão profissional a partir de agora, já que ela não é do PT, mas, sim, do Brasil.

 

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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ETANOL

Hoje está na moda dizer que o preço da gasolina “congelado” pela Petrobras impede a produção de etanol que só é viável se custar 70% do preço da gasolina. Portanto a solução seria aumentar o preço da gasolina certo? Não errado! Só para comparar, nos Estados Unidos se paga na bomba, que é o que interessa, US$3,70 por um galão (3,785 litros) considerando uma taxa dólar de 1,76 e fazendo as contas concluímos que lá o litro custa R$1,72 nós aqui pagamos R$2,70 pelo mesmo litro, e ainda por uma gasolina de qualidade inferior. A solução não é elevar ainda mais o preço da gasolina para viabilizar o etanol, a solução é baixar as taxas os impostos e as contribuições que incidem nos preços da nossa gasolina e no nosso etanol. Agora imaginem se não fossemos "autossufícientes" na produção de petróleo, não quero nem imaginar.

 

Gustavo Guimarães da Veiga gjgveiga@hotmail.com

São Paulo

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REINTEGRAÇÃO DE POSSE

O Sr. Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria-Geral da Presidência (para que serve este ministério?), considerou como "grave" o fato de o secretário Paulo Maldos ter sido atingido por uma bala de borracha (ou será que foi por uma bolinha de papel?) durante operação de reintegração de posse na área da comunidade do Pinheirinho. Os policiais apenas estavam cumprindo um mandado expedido por um juiz. Se o Sr. Paulo Maldos realmente estivesse preocupado com os invasores, deveria ter ido falar com o juiz, pois apenas ele poderia mudar sua decisão (sentença). O governo federal (PT) parece muito preocupado em aparecer no episódio ocorrido no Estado de São Paulo ("dominado pelo PSDB"): se realmente querem aparecer (para fazer campanha para o seu candidato: aquele que não consegue sequer realizar um Enem sem problemas), por que "Dilminha", a mãe do Minha Casa, Minha Vida, não doa casas para todos os invasores do Pinheirinho? Sr. ministro Gilberto Carvalho, se realmente quer justiça, por que não encontra os assassinos dos companheiros Toninho e Celso Daniel, assassinados no Estado de São Paulo? Aviso ao PT: os paulistas e paulistanos não são bobos.

 

Maria Carmen Del Bel Tunes Goulart carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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GUERRA

É público para os moradores de São José dos Campos que o terreno invadido denominado Pinheirinho serve de abrigo a traficantes, bandidos (inclusive do PCC), onde se armazenam drogas e armas. Apenas um terço dos invasores são realmente “sem teto”, mas acabaram dominados pelo tráfico e com promessas de partidos políticos que fornecem advogados e prometem benefícios. Na verdade eles querem mesmo é o voto dos infelizes que se submetem a uma guerra sem causa própria. A prefeitura, ao contrário de omissa, teve seu papel extremamente dedicada providenciando comida, abrigo e tentando alojar as famílias da melhor maneira possível. A que se atribui tamanha barbaridade? Depredou-se escolas recém construídas, creches, unidades de lazer, além de comércio privado que fica ao redor da área, bairros pobres. A população do próprio bairro está indignada com tanta destruição e é consciente de que o prejuízo é da população carente e trabalhadora. Todo esse desserviço serve apenas aos partidos, sindicatos e bandidos que não vão por a mão no bolso na hora de reconstruir os bens públicos, só lhes interessa o poder. Vale lembrar de que tal terreno é de propriedade privada não importando a quem pertença, trata-se de direito!  Sempre tive orgulho de morar em São José dos Campos e tenho certeza de que esse sentimento é de todos os que aqui vivem.Que Deus nos ajude a terminar logo com essa guerra.

Vera Lucia Canton guigafrau@uol.com.br

São José dos Campos

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PINHEIRINHO

Antes de garantir a reintegração de posse, eu mandaria prender o prefeito de São José dos Campos e todos o vereadores que há oito anos não impediram a invasão dos 1,3 milhão de metros quadrados dessa área urbana.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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CONTRADIÇÕES

Ler o Estado de segunda-feira mostra as contradições da Justiça brasileira: para os pobres, reintegração de posse e expulsão de 1.500 famílias para as ruas de São José dos Campos, tudo determinado pela Justiça (não existe mais desapropriação por interesse social, já que a ocupação é desde 2004?); para os ricos, indenização bilionária determinada pela Justiça para uma fazenda com floresta inexistente e depois de falcatruas nos laudos; e para os desembargadores, mudemos a lei que ela pode mostrar porque julgamos assim tão distintamente, nós distintos desembargadores.

João Wanderley Geraldi jwgeraldi@yahoo.com.br

Campinas

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SEGUNDA CATEGORIA

Os interessantes artigos de Ives Gandra e José Renato na edição de 21/1 do Estadão esclarecem com pormenores, importantes aspectos da crise no Judiciário e, ainda mais, dão ideia da profundidade e de sua importância no cenário nacional. No entanto, expressam uma complexidade exagerada para o entendimento da questão, por todos os que não são afeitos aos assuntos jurisdicionais. Ainda, fica a impressão de não há controle sobre o Judiciário, que este se encontra em um estado lastimável de desorganização e corrupção. Mostram os fatos recentes que, como em outros Poderes, há um só comando proveniente do Planalto e de seus aliados políticos, e que a intensidade desse comando será ampliada em 2012, passando para 8 dentre 11 ministros os indicados pelo chefe do Executivo  no poder. Fica na impressão geral, também, a incrível leniência e irresponsabilidade daqueles que deveriam exercer o controle desse importantíssimo poder. Esses fatos sobre serem decepcionantes, dão ao brasileiro motivo para imaginar seu país rebaixado à posição de nação de “segunda categoria” no cenário mundial, dado que o “jeitinho brasileiro” (essa infeliz habilidade que idiotamente envaidece a Nação) chegou à justiça para beneficiar “os mais espertos”, e lá ficou. Destaque-se ainda a atuação da Associação dos Magistrados do Brasil, agindo aparentemente como um escritório de advocacia criminal para juízes, pretendendo isentá-los de responsabilidade por improbidade e eliminar a fiscalização do Tribunal de Contas da União sobre esses funcionários.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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‘A QUEM INTERESSA?’

Finalmente, os brasileiros honestos podem respirar aliviados, esclarecidos e consolados, pela longa catilinária, que se pode entender, também, como razões de apelação, interpostas pelo Poder Judiciário, na letra do desembargador José Renato Nalini. Então, brasileiros, todos esses milhões carreados aos bolsos daqueles que outrora eram nominados de "excelências", e que já não mais o são, fruem da legitimidade, da legalidade e da justiça, no dizer do ilustre juiz. Mais, não lesam nem prejudicam o povo brasileiro e, assim, não tiram o pão da boca das crianças, nem as deixam sem educação e saúde. Longe disso. Como se não bastasse a pífia argumentação "forense, o descaramento do apelante nos atira numa mortal tristeza e no sentimento de vergonha de sermos brasileiros. Para não esquecer: todos os brasileiros são iguais perante a lei; se esta lei, mesmo que seja a lei  magna, a Constituição, permite, institui  e é conivente com a espoliação, a roubalheira, a desonestidade, a liberação de dinheiros em favor de alguns, ou de muitos, ligados ou próximos de qualquer um dos Três Poderes, em detrimento do povo, devem essas leis, especialmente a maior, sofrer saneamento para por fim aos procedimentos criminosos. Desgraçadamente, fui compelido a saber que "o Judiciário... pode não ser ainda o Poder ideal – e que o povo merece –, mas é, indiscutivelmente, o menos corrupto dentre os Poderes da República”. Sacrebleu, vejo que, aqui, há graus de honestidade, de corrupção e de falta de vergonha. E como se uma pobre prostituta só trabalhasse três dias por semana, para vir a ser chamada de mulher honesta!

 

Alcides Marques marques.al@terra.com.br

São Paulo

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A TOGA, A COROA E AS FORMIGAS

A se considerar os argumentos do desembargador José Renato Nalini, os magistrados deveriam descobrir-se da toga e abrigarem-se sob uma coroa imperial, recebendo o tratamento formal de Sua Alteza, ao invés do atual Meritíssimo (pelo seu grande mérito e dignidade!). Quanto a homogeneidade, ela não se restringe aos formigueiros (sic), fazendo-se obrigatoriamente exigida na eficiência e eficácia dos serviços prestados pelos servidores do Estado, aliás, princípio constitucional. Finalmente, peçamos bis à atuação da imprensa.

 

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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OBRIGAÇÃO, E NÃO MÉRITO

O respeitável magistrado José Renato Nalini, um exemplo a ser seguido pelos jovens juízes, faz uma pergunta como que a duvidar das boas intenções da imprensa a informar o que envolve o Poder Judiciário. Declarar que o Poder Judiciário é o menos corrupto, não responde e nem esclarece nada. Não ser o juiz corrupto é obrigação inerente ao cargo, e não mérito. Afirmar que os pares, que tiveram "adiantamentos" de verbas devidas, apenas foram egoístas, também não ajuda.É fundamental esclarecer como se formaram tais verbas. Férias não gozadas? Por que não foram gozadas? Se os magistrados deixassem de gozar suas férias, bem possivelmente o TJ-SP não teria tanta dificuldade em cumprir as metas do CNJ. E o pagamento "na frente dos demais", e nos montantes informados, não comprometeram o orçamento daqueles anos? É sabido quão resistente foi o TJ-SP em informatizar a Justiça Paulista. E por quê? Obviamente faltava orçamento para tanto. Podemos, agora, ter uma explicação... Por último, é necessário que todos os magistrados, sobretudo das Cortes Superiores, tenham consciência do momento crucial que vivem: ou se adéquam ao princípio da igualdade, de fato e de direito, ou perdem, de vez a legitimidade perante a sociedade, tal qual já perderam os outros dois Poderes de Estado.

Ana Lúcia Amaral, procuradora regional da República aposentada anamaral@uol.com.br

São Paulo

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A ÉTICA DOS JUÍZES

Causou-me espécie o artigo de desembargador José Renato Nalini. Em primeiro lugar, por dizer que "passar na frente" no recebimento de atrasados não prejudicaria ninguém, a não ser outros juízes e funcionários do judiciário. E o que dizer daqueles que estão na fila dos precatórios há anos, e não recebem um direito liquido e certo? São duas filas diferentes, uma dos magistrados e outra de pessoas comuns? Em segundo lugar, dizer que furar a fila é menos grave do que roubar, e por isso a repercussão deveria ser menor,  é típico de sociedades em que o patrimonialismo ainda dá o tom na relação entre as pessoas. Dos magistrados se espera um nível de ética que seja um guia para a sociedade. A julgar pelo que pensa o desembargador, podemos perder essa esperança.

Marcelo Guterman margutbr@gmail.com

São Paulo

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PRIVILÉGIO

Ao invés de retirarem o privilégio dos procuradores do Ministério Público Federal e da advocacia pública os juízes optaram por reinstituírem um privilégio na forma de "auxílio-alimentação" de R$ 710. Será que os nobres juízes têm noção que este valor é mais do que um salário-mínimo que muito pai de família ganha para sustentar seus filhos? Isso é justiça?

Roberto Saraiva Romera robertosaraivabr@gmail.com

São Bernardo do Campo

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FAZENDO AS CONTAS

Ressuscita o auxílio para alimentação, corrigindo uma distorção que desde 2004 privou a toga de R$ 710. O CNJ editou a Resolução 133. Cumpra-se. Causa espanto a falta de noção quanto aos valores envolvidos.Segundo fonte do Judiciário seriam R$ 82 milhões, informa o Estado em manchete (21/1, A4). A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) através de seu presidente julga esse valor um pouco exagerado, vai doer só um pouquinho, senhor contribuinte. Em vez de achar , que tal fazer uma continha elementar, opção superior, até segunda ordem, à “achologia”? Consideremos que nem todos os juízes ficaram sem o precioso auxílio por 7 anos. (há os  recém-chegados; imaginemos que em média o número de anos de privação seja 5, levando em conta um eventual prazo prescricional) e para não assustar o distinto público, deixemos de lado a correção monetária, da qual, com todo o direito, a toga não abrirá mão. Não estamos discutindo “o quê”, e sim, “quanto”. 4300 (juízes) * 5(anos) *12 (meses) * 710,00 (R$) = 183,18 milhões. Um errinho sem importância, considerando tratar-se de manter a atratividade da carreira. Ah, esses números! Com razão dizia Keynes que é melhor estar vagamente certo que rigorosamente errado. Ele não previu a possibilidade de se estar vagamente errado.

 

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com

São Paulo

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FAMÍLIA DE SORTE

Simplesmente vergonhosa e indecente a corrupção implantada no Ministério da Integração Nacional, comandado pelo não menos corrupto ministro Fernando Bezerra Coelho, mantido no poder da pasta pela atitude vergonhosa da Dilma Rousseff. Ele é responsável pelos "roubos", "desvios" e "vantagens em prol dos seus irmãos e familiares. Até 15 dias atrás um deles "vulgo" Clementino Coelho comandava a Cia. de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), e outro irmão, "vulgo" Caio Coelho, se beneficiou sem conhecimento e acidentalmente, tendo tido a sorte de que sua empresa UPA – Umbuzeiro Produtos Agrícolas Ltda. adquirisse uma fazenda onde, para sua surpresa, foi executado um canal exclusivo que leva água até ela e ainda dentro da mesma ter sido instalada uma das 39 estações de bombeamento do Nilo Coelho. Quanta sorte junto, não?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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BEZERRA

O Estadão mostrou as benesses de Bezerra em relação a sua família, em Pernambuco, ao irrigar a fazenda de seus familiares e paralisar esse trabalho que serviria para outros municípios e propriedades. Só essa denúncia, fotografada, seria suficiente para afastá-lo do Ministério. E daí, Dona Dilma, ele vai fazer mais um discursinho no Congresso para os aliados de seu governo o apoiarem? Fora com essa nefasta figura!

 

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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CAPITANIAS HEREDITÁRIAS

Ao ver a foto do quase imberbe Fernando Coelho Filho, já deputado federal e candidato a prefeito de Petrolina, ao lado do seu pai, o ministro Fernando Bezerra Coelho, faço a triste constatação que o nosso Brasil não evoluiu desde o tempo do Brasil Colônia. Ainda existem capitanias hereditárias por aqui.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

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A MORTE CHEGA AO GOVERNO

A morte do secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva, abre mais uma discussão sobre a Saúde, que segundo Lula estava chegando à perfeição. Perfeição é ter dinheiro e poder desfrutar do atendimento de ponta dos hospitais de luxo. A Agência Nacional de Saúde (ANS) tem sido ineficiente na fiscalização dos hospitais e convênios. Foi preciso morrer um funcionário do governo para acender a luz de emergência da Saúde? Obrigado a dar declarações, o órgão diz que o hospital deve primeiro atender e depois cobrar seja do convenio ou do SUS. Se verdade fosse, a morte do funcionário não teria ocorrido. O caso isolado teve repercussão porque chegou às portas do governo. Quantos brasileiros morrem nas mesmas condições e não tem o atendimento adequado?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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MERECE APURAÇÃO

Merece apuração rigorosa a morte do secretário do governo federal Duvanier Ferreira, morto após ter deixado se ser atendido em mais de um hospital privado, em Brasília, apenas porque não tinha o 'seguro caução' exigido pelos mesmos. É mais um retrato da cruel e bilionária indústria dos planos de saúde e da privatização e mercantilização da medicina no país. Assim como aconteceu com Duvanier, milhares de brasileiros passam pelo mesmo drama e perdem a vida ou sofrem graves sequelas devido ao não atendimento pelos hospitais particulares. Descaso médico e omissão de socorro acarretaram mais uma morte prematura e desnecessária. E se isso acontece com um Secretário de Governo, imagine o que se passa com os cidadãos comuns.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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LIÇÃO

Lamentável a morte do Sr. Duvanier Paiva Ferreira por falta de atendimento médico e típica omissão de socorro. Que ao menos sirva de lição para a situação precária da saúde no Brasil, quer no âmbito público quer no privado, escancarando a participação dos Planos de Saúde em que prevalece o “tudo por dinheiro”.

Carlos Gonçalves de Faria cgfaria@ajato.com.br

São Paulo

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ATENDIMENTO MÉDICO

Lamentável a morte do Secretário de Recursos Humanos do Planejamento, Duvavier Paiva Ferreira. Estranha a falta de atendimento médico em dois hospitais particulares de Brasília, mesmo porque dispunha de plano de saúde, o que teria ocorrido? Omissão de socorro? Com certeza se tivesse procurado a rede do SUS seria diferente, não é mesmo? O que nos faz lembrar o ditado: "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come". A saúde em nosso país, salvo raríssimas exceções, é um desastre, ou não?

 

Maria Teresa Amaral  mteresa0409@estadao.com.br

São Paulo

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FIM DE FEIRA

A situação no atendimento médico no País inteiro é de fim de feira. O secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva, o segundo homem na hierarquia (!) abaixo da ministra do Planejamento, morreu de infarto após ter sido negado o atendimento médico em dois hospitais em Brasília. Quando foi atendido, no terceiro, já nada pôde ser feito. Se isso acontece com alguém com status de ministro, imaginem com nós, pobres mortais...

Antonio Carlos Ciccone cicconeac@hotmail.com

Cotia

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ORÇAMENTO 2012

A presidente Dilma sancionou o orçamento do governo para 2012. R$ 650 bilhões estão destinados ao pagamento da dívida. Esta dívida foi contraída para quê? Não temos Saneamento, Transporte, Educação, Saúde, Moradia, etc. O que fizeram com este dinheiro? O valor representa algo em torno de 30% do PIB do país. Com esta dívida, esqueçam a redução da taxa Selic.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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QUE EDUCAÇÃO...

... Que nada, consta no Orçamento para 2012 que o (des)governo vai gastar nove vezes menos com educação e sete vezes menos com saúde, do que com o refinanciamento da dívida. Pior que a dívida se mantém por demais elevada, o que é direito do cidadão, como sempre, as verbas são reduzidas. De novo a Previdência Social terá a maior alta de gastos, dá pra entender?

 

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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BOLSO DO BRASILEIRO

Orçamento de R$ 2,257 trilhões vai ficar caro no bolso do brasileiro.

Cícero Sonsim c-sonsim@bol.com.br

Nova Londrina (PR)

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‘O VERDADEIRO PROBLEMA’

Em Notas e Informações (21/1, A3), é de fato assustador o déficit da previdência dos servidores públicos que este ano deverá superar os R$ 60 bilhões! Por outro lado o servidor após muitos anos de contribuição recebe a sua aposentadoria e se espanta ao descobrir que o governo continua descontando do salário recebido uma certa porcentagem como contribuição previdenciária! Para onde vai esse dinheiro e quem e quando o receberia? Seria para ajudar a diminuir esse déficit gigantesco? Apesar de legal esse desconto, é correto do ponto de vista ético e moral?

 

Nagib Curi nagibcuri@uol.com.br

São Paulo

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BRUTAL DIFERENÇA

O editorial O verdadeiro problema (21/1, A3) mostra a brutal diferença previdenciária do setor público com o setor privado. Enquanto um milhão de servidores públicos tem um déficit de mais de R$ 60 bilhões, os trinta milhões de aposentados do setor privado têm um déficit de R$ 36,5 bilhões. Até a presidente Dilma Rousseff ficou assustada com a enorme diferença e, já enviou ao Congresso projeto para instituir o fundo de previdência complementar do servidor público. Será que os "cumpanheiros" do Congresso irão cooperar sem pedir algo em troca?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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PREVIDÊNCIA SOCIAL

O nosso Estadão, no editorial de 21/1, abordou a bomba relógio do déficit do Sistema Previdenciário e o tratamento, ominosamente favorecido, dado aos aposentados/funcionários públicos em detrimento dos demais cidadãos. Infelizmente as palavras não mostram o quanto esta situação brada aos céus. Vou aproveitar os poucos dados numéricos inseridos no texto para mostrá-la. Os aposentados funcionários públicos são 1 milhão (3,3% do total) e geram um déficit de R$ 56 bilhões (60,5%) do déficit total. Os aposentados vindos do setor privado são 30 milhões de pessoas (96,7% do total) geram 36 bilhões de déficit (39% do total) do valor do déficit. É estarrecedor! Mais assustador, e vergonhoso, é verificarmos quanto déficit gera cada aposentado. Cada aposentado egresso do funcionalismo é responsável por R$ 56 mil de déficit ao ano. Cada um, repito. O infeliz egresso do setor privado R$ 1.200,00 per capita. Isto é, cada aposentado do setor público gera quase 50 vezes mais déficit que o vindo do setor privado. O editorial não aborda a média de aposentadoria do setor público e do privado. Mas, pelos números disponíveis, dá para ter uma ideia da injustiça infame. Como chamaremos a um regime político-socioeconômico que permite tamanho crime? Escravidão? Servidão? Onde estão os hipócritas defensores dos trabalhadores? Em que lupanar se escondem? Onde estão as consciências republicanas que troam aos ventos seus ideais republicanos? Onde está a isonomia da Constituição que os arroubos senis do Ulisses Guimarães chamava de Cidadã? Acho que é caso de apelarmos para a Sociedade Protetora dos Animais Aposentados. Vergonha. Uma nação cujo sistema permite tal descalabro não pode ser chamada de civilizada, democrática, republicana.

 

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo 

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MAIS UMA CHANCE

Metade do gasto previdenciário do Brasil é com 1,1 milhão de servidores públicos federais. Enquanto o déficit do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) do setor privado, que engloba 30 milhões de trabalhadores, é de R$ 36,5 bilhões e vem diminuindo ano a ano, o déficit dos servidores públicos é de R$ 56 bilhões e vem aumentado por volta de10% ao ano. A grande parcela deste déficit se deve aos servidores federais, pois os estados e os municípios têm criado seus próprio fundos de previdência. O governo Dilma que estava se destacando com a eliminação dos malfeitos dentro do seu ministério, perdeu o pique ou levou um pito e já deixou claro que a esperada reforma ministerial vai seguir o rumo das reformas dos governos petistas e não vai passar de uma pífia marolinha. A presidenta, porém, tem mais uma grande chance de passar para a história:  como o governo que deu fim à injustiça existente entre os benefícios previdenciários do setor privado e os do setor público, aprovando junto com a cumpanheirada, que é maioria no Congresso Nacional, o fundo de previdência complementar dos funcionários públicos federais (Funpresp) com isso, o sistema previdenciário brasileiro pode finalmente se tornar mais justo para o povo  brasileiro.

 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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PREVIDÊNCIA: ALHOS E BUGALHOS

Em 2011 o subsistema RURAL do RGPS arrecadou R$ 5,5 bilhões, e o gasto foi de R$ 62,8 bilhões – saldo negativo de R$ 57,3 bilhões ou deficitário em 91,3%, nem a Grécia conseguiu tamanha proeza. Porém, o Governo não faz a cobertura do saldo negativo em seu valor total (R$57,3 bilhões), e sim pela diferença, extraindo o saldo positivo dos trabalhadores do subsistema urbano (R$ 20,8 bilhões), e faz a cobertura de R$ 36,5 bilhões; “alegando” ser de um aporte provindo do Tesouro Nacional (comunicado da Previdência Social), para equilíbrio de contas. Porém, o que a Carta de 1988 diz, é que os recursos como a CSLL, e a COFINS, e que fazem a cobertura, são receitas do Orçamento da Seguridade e não do Orçamento Fiscal como até parece desconhecer o próprio Ministério da Previdência; portanto desde aqui o déficit alegado é uma falácia em essência. Vale notar que a receita anual do subsistema rural sequer paga o dispêndio de um único mês de seus próprios beneficiários. Frisa-se que o mesmo segmento goza no RGPS das chamadas “renúncias previdenciárias” pelas exportações do setor; trata-se de uma excrescência que apenas existe no Brasil. Afinal o que os aposentados têm a ver em subsidiar o agronegócio? As aprovadas na LDO montam estimativamente em R$ 2,7 bilhões; valor este bisonhamente subestimado, e não divulgado corretamente como dita a lei de responsabilidade fiscal, e facilmente constatável pelos números recordes auferidos pelas exportações no decorrer do ano.

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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ESTADO SANGUESSUGA

O Estado brasileiro, no caso o Senado federal, mais uma vez vai fazer o povo de palhaço. Vai abrir concursos pagando a profissionais de nível superior R$ 23.800,00 – que para se ganhar na iniciativa privada tem que ter muito preparo e dedicação, e R$ 13.833 a profissionais de nível médio, no caso a polícia do senado, que na iniciativa privada encontraríamos profissionais por no máximo R$ 3.500,00 sem 1/10 dos privilégios dos profissionais do senado. Apenas lembrando: O salário médio dos trabalhadores da iniciativa privada – que vai desde o presidente da empresa até o boy, e que deveria ser referência para os salários dos servidores públicos, pois estes deveriam ser da classe média e não da classe rica - está em míseros R$ 1.445,00 em sua última divulgação. Afinal temos um Estado que trabalha para o povo ou ao contrário? Pelo jeito o contrário, esta forma de governo pode ser aristocracia, plutocracia, etc., menos democracia onde as regras são feitas a favor do povo e não contra ele. O povo tem que ocupar seus espaços senão este Estado sanguessuga que nos tira quase 40% de tudo que produzimos tomará conta do resto – dos outros 60% – e continuará nos devolvendo quase nada, pois sua prioridade é ele mesmo (os trabalhadores do Estado sanguessuga), o povo que vá votando pelo bolsa família. Se acham que os salário não devem se nivelar por baixo, que  façam alguma coisa pelo salário do povo que não seja marketing. Os brasileiros ganham muito mal, somos a 6ª potência econômica – dado que depende do povo ordeiro e trabalhador e 84ª posição em IDH – dado que depende deste Estado mau caráter.

 

Artur Larangeira Filho artur_larangeira@uol.com.br

Rio de Janeiro

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CRITÉRIOS

Quase todo mundo no Brasil, agora, é “classe média”, segundo o governo. Já que qualquer família com renda acima de pouco mais de R$ 1 mil é considerada “classe média”, independente das condições de moradia, nível de educação, de emprego, etc, fica muito fácil chegar ao paraíso! O Brasil de verdade, senhores, é aquele onde Felipe, 28 anos, formado em duas boas faculdades, com vários cursos de especialização, fluente em inglês e espanhol, recebe proposta de trabalho com salário de R$815,00; onde Luciana, 29 anos, nível superior, pós-graduada, com curso de especialização em TI no exterior, fluente em inglês, recebe proposta de R$ 600,00, sem registro em carteira. Denise, curso primário, empregada doméstica, em regime de 24 horas semanais, moradora de uma casinha de madeira em rua sem calçamento e esgoto, recebe R$ 900,00. A classe média brasileira inclui o pipoqueiro, que tem curso primário e mora na favela e gente como estes dois jovens, que estudaram e se prepararam tanto para, ao fim e ao cabo, resvalarem para a classe D. Se o parâmetro de avaliação do governo é renda somente, Felipe e Luciana, cultos e preparados, fazem parte dela, sim. Que critério absurdo é esse?

 

M. Cristina R. Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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BRASIL SONHADO X BRASIL REAL

Ah! Como eu gostaria de viver no país das estatísticas e das pesquisas anunciadas pelo governo federal. A classe E é menor que 1%. A classe média aumenta a cada dia, mas só vejo a qualidade da educação, saúde, infra-estrutura, etc., cair à medida que se divulgam estes dados tão animadores, bem como subir a arrecadação dos impostos, privilegiando um bando de corruptos. 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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POUCO CASO

O roubo dos holofotes da Ponte Estaiada reflete o pouco caso e a falta de "carinho" que as autoridades municipais nutrem pela nossa capital. Nosso prefeito só pensa em como continuar na mídia-mesmo que seja a lá Lula, aliando-se ao PT. Resta agora aos paulistanos darem a resposta nas próximas eleições. As cartas estão sendo postas à mesa,cabe agora que os "jogadores" –eleitores – façam seus jogos ou batam asas em retirada. Os holofotes roubados,em vez de refletir as cores da Bandeira Paulista, vão sim, refletir o vermelho da estrela petista. Aí o "aparelhamento"será completo e irreversível.

Aloisio Arruda De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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ANIVERSÁRIO DE SÃO PAULO

Mesmo não recebendo de alguns políticos os cuidados que seriam necessários, a cidade de São Paulo continua sendo uma das cidades mais importante do planeta. Como paulista de nascença e paulistano de coração, não poderia deixar de parabenizá-la pela celebração dos 458 anos de sua fundação. Parabéns, São Paulo.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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SÃO PAULO

Muitos autores deixaram a marca de um intenso relacionamento com São Paulo. Mas, convenhamos, o paulistano que surpreendeu com as suas ideias na semana de 22, lá no início do século 20, talvez tenha sido o mais ousado em expressar a indefectível relação ambígua que temos com São Paulo. Amamos, mas temos raiva. Orgulhamo-nos, e muito. Mas, na mesma proporção, tem horas que morremos de vergonha dessa cidade. De qualquer forma, falar de Mário de Andrade e não se lembrar de São Paulo, seu grande amor, é praticamente impossível. E vice-versa. Em Pauliceia Desvairada, o poeta paulistano criou uma explosão de sentimentos, por vezes complexos, ao retratar o íntimo de São Paulo, tão cheia de paradoxos. Se por um lado a vê como uma cidade renovada, que rapidamente consegue se modificar e a declara como “a comoção de minha vida” - por outro, se assusta e a enxerga como a “grande boca de mil dentes...”, pronta a devorar as barreiras que possam dificultar a sua sagaz capacidade de aglutinar todas as etnias e classes sociais. Quase cem anos após a Semana de 22, o conceito que Mário de Andrade tinha de São Paulo continua inalterável. Pouco ou nada mudou. São Paulo permanece uma explosão de ideias. Uma forma genuinamente brasileira de criar um modelo próprio de inovar. Uma energia pulsante, capaz de renovar a própria vida. Essa é a cara de São Paulo. Para concluir, uma frase do apaixonado poeta paulistano:

“Não devemos servir de exemplo a ninguém. Mas podemos servir de lição”. A todos os que fazem parte deste inigualável sonho feliz de cidade – parabéns! Feliz aniversário, São Paulo!

José Maria Cancelliero monica@cpp.org.br

São Paulo

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RECADO A CAETANO

 

"Quando você chegou por aqui..." a paulistana já era considerada das mulheres mais elegantes do Brasil. Não me refiro à alta sociedade, nem às patricinhas zona-sul. Reveja os festivais da Record, onde as meninas elegantes vibravam e torciam por aquele garoto de olhos arregalados e caracóis nos cabelos, sem lenço, sem documento... Caetano, retire o "des" da sua música em homenagem a Sampa. "Elegância discreta de tuas meninas" fica muuuuito melhor!

 

Lutfia Bludene lutblu@uol.com.br

São Paulo

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AVENIDA SÃO JOÃO

1958.

Avenida São João,

esquina com a avenida Duque de Caxias.

Edifício Santa Branca.

Minha primeira moradia na Pauliceia.

Residência da minha conterrânea,

minha amiga.

Um ser humano raro

(daqueles que todas as manhãzinhas

vão lá no horizonte “apressar”

o Sol... para todos!).

Era a dona Laurinha.

Foi daí que eu

(jovem repleto de sonhos)

comecei a ver,

admirar

e amar você,

minha querida

Avenida São João!

Duas fileiras gigantes de prédios

enchiam os meus olhos!

Do lado direito e do lado esquerdo

havia prédios imponentes, suntuosos.

Alguns “transplantados” de Paris!

Eu caminhava levitando

Nas suas calçadas,

orgulhoso,

enfatuado de estar

na mais importante cidade

para meus estudos realizar!

Indubitável:

Nunca mais vai existir

Tanto cinema de luxo

como existia em você,

saudosa São João!

Um toque com lágrimas:

Os cinemas foram embora.

E levaram as moças bonitas

com os seus perfumes...

Os bondes não passam mais...

E a voz aveludada e romântica

de Nat King Cole

também silenciou em você...

Mas, adorada paulistana,

tenha certeza:

A sua grandiosidade

e a minha saudade

vão rimar eternamente!

E o “SÃO”

e o “JOÃO”

do seu nome sagrado

estarão sempre em mim,

rimando – duas vezes –

com o meu “CORAÇÃO”!

   

Gilson Verçosa gilsonvercosa@yahoo.com.br

São Paulo

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LENDÁRIO PAULISTANO

Marginais

O trânsito sobe-e-desce o Tietê, num vai-e-vem noite-dia como se corresse do frio, das enchentes, dos engarrafamentos, dos acidentes.

São bandeiras ultramodernas, carregando, buscando, levando sustento ou lazer, passa por caminhos onde dantes havia muitas pescarias. Não se enxerga mais nenhuma canoa no vai-e-vem diariamente.

Retomada

O sonho revolve as esperanças dos que moram nesses prédios, erguidos ao longo das ruas, outrora caminhos desertos. As luzes cintilam na noite, bordando a paisagem exótica do mosaico, insinuando milhões de luzes em um farol de mar onde não há porto, mas não se para de navegar. Esses habitantes, no curso diário, lá e cá, acelerados pelo ritmo alucinado, não param no semáforo, nem para dizer "Olá!”. As flores da cidade, quando adormecem, com suas pétalas intoxicadas, mesmo em caule tenro,

supõe-se com raiz profunda. E há o suor dramático dos garis... nos dias de sol escaldante. E as sereias que cantam, cruzam de norte a sul, de leste a oeste e fazem a vida desta cidade... Ah, sim! Quem melhor pode dizer da vida dessa gente sofrida que os habitantes das calçadas? E se preciso fosse resplandecer na arquitetura dos barões dessas alamedas devastadas (quase sem árvores), o passado e o presente desta gente, traria uma outra história para os que aqui repousam heróis.

Implosão

Num canto qualquer, um tijolo reflete sua nula existência, preso entre cimento, argamassa e areia. E lá pelas bandas da Paulista, em terra úmida e fértil, plantaram sementes-tijolos, nasceram plantas-prédios. Um deles pregou. Criou raízes e se engalhou. As flores não vingaram, foram arrancadas pelos parasitas. Numa manhã de primavera, não refloresceu o prédio. As pétalas murcharam em sinal de rebeldia. Empanzinado e drogado, sacudiu-se derrubando as folhas. Tremeu. Tremeu. Tremeu. Pobre prédio ex-plantado, rachado de cima pra baixo, sem galhos, folhas, flores, frutos. Entulhos restam... Não muito distante dali

as pedras se rebelam, mostrando à humanidade as cores e seus contrastes.

O concreto aparente

O novo já nasce cinzento, assemelhando-se ao velho e tudo parece igual!

Deusdedit Bento Mioto deusdedit@aepom.com.br

São Paulo

        

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‘COM GENTE É DIFERENTE’

Ao doutor Antonio Mourão Cavalcante (pág. A2 de 23/1/2012) devo dizer que nós, o povo de São Paulo, não necessitamos da lição que nos quis ministrar, qual seja, a de que "drogados não são lixo que se recolhe e joga num aterro sanitário para que lá apodreça"... e que "usuário de crack é um ser humano integral". Ora, doutor,  disso muito bem sabemos nós, como qualquer pessoa sensata deste mundo de meu Deus...! Para ministrar essa lição deveria o doutor marcar audiência urgente com os membros da Presidência da República, a fim de mostrar-lhes a necessidade premente da aplicação de verbas à fiscalização séria das fronteiras do país, à educação obrigatória de base e à saúde, setores que, como salta aos olhos, estão altamente ineficientes. O que não se pode é deixar os usuários da "cracolândia" apodrecerem  nas ruas de São Paulo ( e nem em rua nenhuma!)  à mercê do ataque de traficantes cruéis que os sustentam no vício e na miséria física e moral. Se o doutor assim não entende e não aprova as ações do Governo e da Polícia de São Paulo, sugiro como alternativa, que transfira esses infelizes para as ruas do bairro onde mora e convença seus vizinhos  a adotá-los e levá-los para suas casas, dando-lhes o devido tratamento (isto se o senhor não quiser adotá-los todos...). Que tal? 

                                                                                                     Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

São Paulo

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SEM ALTERNATIVA

Sr Antonio Mourão Cavalcanti, chamaram-me a atenção em seu artigo Com gente é diferente as colocações feitas. O Sr defende que drogados não são lixo. No entanto não ofereceu nenhuma alternativa à ação de recolhê-los da cracolandia e colocá-los em instituições. Que se prenda, enquadre e interne o Sr. não aprova.

Como as causas do vício são família desagregada, sem vínculos, sem escolaridade, sem profissionalização, o retorno ao vicio seria inevitável. Já os psiquiatras não são qualificados, segundo entendi, para conduzir essa viagem de volta. O Sr também é contra a internação, e sugere atendimento ambulatorial e casas protegidas, presume-se que por pessoas bem preparadas, que, presume-se não seriam os psiquiatras. Fiquei aqui ponderando quem seriam esses profissionais. O Sr afirma que a problemática do usuário decorre de uma historia, amores, frustrações e crimes como qualquer cidadão. Como o Sr é doutor, professor titular e autor de livro, essa afirmação com base em muito estudo, me alertou para o fato de que a problemática é de todo ser humano, mas a solução final de se viciar em crack, de alguns. Ao final o Sr sugere a prevenção, com o fortalecimento da família e melhoria da educação. Isso não é, digamos, o ovo de Colombo. Mas, sabe-se que não foi feita a prevenção que o Sr sugere durante as últimas décadas. Portanto os viciados que lá estão não têm saída nem alternativa, certo? Para solucionar o problema hoje, o Sr não aprova nenhuma das medidas tomadas, pois qualquer que seja a abordagem os resultados são decepcionantes.  Ao final não entendi o que o Sr sugere para eliminar a cracolândia hoje?

 

Tofema Pereira tofema@uol.com.br

São Paulo

        

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INTERNAÇÃO DOS VICIADOS

O psiquiatra Antonio Mourão Cavalcanti faz uma crítica demolitória à internação compulsória das vítimas das drogas e principalmente do crack. Como é usual, a crítica termina em si mesma, nada se propõe, nada se projeta, não se apontam caminhos. O que fazer? A resposta do ilustre articulista é: prevenção. Só que estamos a falar de rebotalhos humanos que já se encontram no fundo do poço. É melhor o administrador público errar por comissão do que por omissão.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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‘TRÁFICO E CLASSE MÉDIA’

O professor doutor Carlos Alberto di Franco  foi de uma clareza absoluta nesse seu artigo publicado no Estadão de 23 de janeiro deste corrente ano (Tráfico e Classe Média) tratando do assunto do tráfico e o envolvimento de gente da classe média brasileira. Seria de bom alvitre que todas as famílias brasileiras com filhos em idade de formação escolar e principalmente de, tomassem conhecimento do teor deste inteligente artigo. Parabéns ao professor di Franco.

 

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br     

Avanhandava

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SACOLAS PLÁSTICAS

A Associação dos Supermercados faz acordo com o governo e quem paga a conta é o povo. Quem não precisa, não imagina o tamanho do transtorno que é a falta das sacolas plásticas para carregar compras. Espantosa também é a passividade do povo em relação a esta imposição, enfiada goela abaixo, sem critérios, sem dó nem piedade. A oferta de sacolas ecológicas para carregar mercadorias deveria ser obrigação dos supermercados e não do povo. Transferir a responsabilidade para quem é vítima do problema é uma covardia e uma prova de incompetência dos nossos políticos, cuja tarefa é defender os interesses dos menos favorecidos. Eles votam leis e fazem acordos em nome do povo, mas não acompanham a  aplicações delas na prática. É importante defender o meio ambiente, mas para isso o pobre não pode ser punido com mais um ônus. Os defensores da proposta ainda não perceberam que a idéia vai contra os interesses de quem não pode pagar por este capricho: o pobre que usa o transporte coletivo e não tem outra alternativa. Esquecem que não saímos de casa com tudo programado como robôs. As vezes saímos correndo e nem lembramos de sacolas para carregar compras no final de um dia causticante de trabalho. Muitos nem sabem se terão dinheiro para comprar o pão do dia seguinte, quiçá para comprar sacolinhas ecológicas. A imposição fere o principio da razoabilidade. Alem de injusta a proposta de cobrar pela sacolinhas é desproporcional, uma vez que não dá opção para quem não concorda. Nas classes privilegiadas a compra costuma ser motivada por impulsos de ocasião, mas esses podem pagar por embalagens e não sofrem para carregar suas mercadorias no dia a dia.  Já para os pobres que ganham 620 reais, 0,19 centavos é valor a ser considerado. Com efeito, e para piorar, ninguém usa só uma sacolinha, mas várias. Como os autores da proposta não sabem o que é viajar em ônibus, metrôs e trens lotados, muitas vezes insalubres, acham que está tudo certo e que a população vai se adaptar. O que é um equívoco e uma prova de que tanto eles quanto os políticos que autorizaram esse absurdo vivem longe da realidade. Enquanto isso, os caixas de supermercados e o povão se descabela para encontrar meios e improvisar embalagens para as suas compras, quando o correto seria os supermercados assumirem esse ônus, que é da natureza do próprio negócio.

José Aparecido Ribeiro jaribeirobh@gmail.com

Belo Horizonte

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O FIM DAS SACOLINHAS

Não sei se vai resolver, o que penso é que quando temos que pagar por algo limitamos o consumo de acordo com nossas possibilidades ou interesses, e fazemos um uso mais racional, se comprarmos sacos específicos para lixo, os usaremos com mais cuidado. Agora há um fato que corre pelas ruas todos os verões, as sacolas plásticas dos supermercados que "não custaram" nada ao consumidor e as joga em qualquer lugar, entope bueiros e inunda ruas. Claro as inundações não acabarão, mas haverá menos sacolas nas ruas, pois o povo ainda não aprendeu a jogar o lixo no lixo e na hora certa!

 

Francisco da Costa Oliveira fco.paco@uol.com.br

São Paulo

              

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JÁ ENCHEU A SACOLA!

Não posso crer que consumidores sejam tão ingênuos, que se revoltem contra a "cobrança", a partir de hoje (25/1), das sacolas plásticas por parte dos supermercados. Por acaso achavam que até hoje elas eram "grátis"? O supermercado nos cobra tudo: o pacote de bolacha rasgado pela criança mal educada, o cacho de uva que o idoso ocioso "almoça" no local, a barra de chocolate que o jovem esconde sob o agasalho – já presenciei tudo isso. Anos atrás, alguém desenvolveu um filme plástico contendo amido, para as bactérias destruírem o produto e o plástico não se perpetuar no lixo. A indústria deu uma solene bobeada e, gananciosa, nada fez para favorecer a Natureza.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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PAPELÃO

Deixa eu ver se entendi bem: com a proibição dos saquinhos plásticos em São Paulo – da qual eu sou inteiramente favorável face aos benefícios ambientais proporcionados, os supermercados "oferecerão" como alternativa aos clientes, sobras de caixotes de papelão ou então venderão sacolas reutilizáveis. Ou seja, diminuem sua despesa com os saquinhos plásticos, aumentam a receita com venda de sacolas e jogam a conta para nós, os clientes otários! Por que, ao invés disso, não voltam a oferecer os sacos de papelão grosso que, até algumas décadas atrás, eram amplamente usados pelos supermercados?! Salvo lapso, o papelão não agride ao meio ambiente como os plásticos e se desmancham quando molhado.

Paulo Ribeiro de Carvalho Jr. paulorcc@uol.com.br

São Paulo

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SACOLAS PLÁSTICAS E SUBDESENVOLVIMENTO

Uma das características de países subdesenvolvidos é o "governo" decidir o que os cidadãos (?) devem consumir, pois tais pagadores de impostos, aparentemente, são também subdesenvolvidos na tarefa de decidir o que querem consumir. Foi assim no caso de remédios e agora no das sacolas plásticas de supermercados, só para ficar nos mais recentes. No caso das sacolas, pasmem, está em curso uma lei, para proibir os cidadãos de terem acesso às tais sacolas. Certamente, nossos "representantes" na Ilha da Fantasia, por não se dignarem a ter problemas domésticos, ignoram que o comum dos mortais não utiliza tais sacolas apenas para trazer as compras do supermercado. Elas servem, depois, para ensacar os depósitos nos lixinhos domésticos, que a seguir vão para os depósitos do prédio e aí, então, colocadas nos sacos corretos para a coleta. Mas isto é apenas um exemplo do uso das sacolas; servem para armazenamento de materiais e até para o cocô dos cachorros. O "cidadão", agora, vai ter que adquirir sacos plásticos, nos mesmos supermercados, a um custo alto, para os mesmos fins, e descartá-los igualmente. Da minha parte, vou passar a fazer minhas compras apenas nos estabelecimentos que me fornecerem as sacolas, pois estou certo que os outros não vão baixar um centavo nos produtos à venda, em virtude da economia com as sacolas. Uma ótima lei (para eles).

Nelson Carvalho nscarv@gmail.com

São Paulo

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COMEÇA ASSIM

Essa lei que proíbe as sacolas plásticas fornecidas pelos supermercados lembra a que permitiu a instalação de radares detectores de velocidade. Ninguém deu bola e hoje existem quase mais radares nas ruas das nossas cidades, do que postes ou árvores. Os acidentes não diminuíram, mas as prefeituras vão muito bem obrigado administrando a sua própria indústria de multas. Qualquer cidadezinha por menor que seja, tem como meta, a instalação do seu radar. Hoje somos capturados em verdadeiras emboscadas criadas pelo poder público para nos multar nas ruas e estradas do país. A lei das sacolas, não privilegia Municípios, mas com certeza foi criada para também nos arrancar dinheiro. Como vamos transportar as nossas compras? Teremos que adquirir algum apetrecho para fazê-lo. E os supermercados que não terão mais que fornecer sacolas plásticas de graça, é que vão nos vender sacolas biodegradáveis, carrinhos de feira ou sacos de lixo, igualmente plásticos.  A reciclagem das sacolas plásticas tem que ser feita pela coleta seletiva do lixo que é dever da prefeitura de cada Município deste país. Pensando dessa maneira, é só eliminar os veículos, que  acabamos com os atropelamentos... 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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BOM NEGÓCIO

Escudados na defesa do meio ambiente, os supermercados realizaram um dos melhores e suspeitos negócios dos últimos tempos, a proibição das sacolinhas plásticas. As vantagens seriam que essas sacolas que existem há menos de 100 anos, não seriam degradadas em menos de 400, segundo estimativas de “futurologia de materiais”. O acordo  não prevê o fato de que as sacolinhas poderiam voltar, já que a produção de biodegradáveis avança e seu uso tenderá a ter a intensidade das anteriores, pois ela cobre um grande número de necessidades domésticas e empresariais.  Os supermercados, em nome do ambientalismo, faturarão muito mais em sua “imagem” diante do público desavisado, na eliminação de fornecimento gratuito do material, na venda de outros tipos de sacolas e na compra, pelo consumidor, de mais sacos plásticos para os “lixinhos” domésticos, e que ficará sem uma peça para seus guardados e transportes diversos. O consumidor perdeu, outra vez, para os empresários e ambientalistas, sob grande suspeição.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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