Fórum dos Leitores

DIPLOMACIA

O Estado de S.Paulo

30 Janeiro 2012 | 03h06

Paladina da democracia

Dona Dilma vai incorrer no mesmo erro de Lula, que ao chegar a Cuba no início de 2010 perdeu a chance de ficar na História das democracias latino-americanas? Se ele tivesse ido ao velório de Orlando Zapata, que acabara de morrer por causa de uma greve de fome em protesto contra o regime da oligarquia dos Castros... Mas se dona Dilma, num arroubo de coragem, visitar a blogueira Yoani Sánchez, uma das principais vozes críticas ao governo cubano, ficará na História para sempre.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

marisanatali@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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Direitos humanos

Dona Dilma, "defensora dos direitos humanos", visitará a família daquele coitado que morreu vítima de greve de fome naquela ilha que está há mais de meio século em greve de fome sem piquete? E obedecerá à ordem de Havana para que a dissidente Yoani Sánchez venha ao Brasil?

MOACYR CASTRO

jequitis@uol.com.br

Ribeirão Preto

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PINHEIRINHO

Barbárie

A presidente Dilma definiu a ação da PM como "barbárie". Para mim, barbárie foi a da juíza que há oito anos indeferiu a desocupação do Pinheirinho, permitindo a milhares de famílias a esperança de um dia terem sua casa legalizada naquele local. Se não tivéssemos uma Justiça tão ineficiente e lenta, isso jamais teria acontecido. Juízes que julgam ações pela ideologia, em vez da lei, é que deveriam ser responsabilizados.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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Na forma da lei...

A comunidade do Pinheirinho existia desde 2004. O que fizeram os governos estadual e municipal nesse período? Primeiro, fizeram que não viram a invasão de uma área particular. Depois, foram lá cabalar votos: asfaltaram ruas, levaram água encanada e devem até ter-se incorporado ao bloco de defensores da população pobre. Quando a Justiça apontou as ilegalidades, preferiram se omitir ou fazer de conta que representavam a lei e a ordem. Então, para não serem responsabilizados mandaram bater e destruir: tudo na forma da lei. Quando a destruição estava completa e um bando de gente abrigada em igrejas, salões e quadras esportivas, apareceu novamente o governador, sorridente, oferecendo um "aluguel social" e cadastro para habitações populares que só ficarão prontas em um ano. Pergunta: um governante consequente e responsável não poderia (e deveria) ter começado a fazer tudo isso antes?

ILAN RUBINSTEINN

ilanrubi@uol.com.br

São Paulo

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Pajelança

A desocupação do Pinheirinho foi decorrente de um processo trabalhista contra Naji Nahas, aquele da lambança de anos atrás, e os sindicatos eram solidários aos operários lesados para que recebessem o que a Justiça determinara que tinha de ser pago. Algum sindicato veio a público mostrar a pajelança de governos, da Justiça e dos próprios sindicatos?

ARIOVALDO BATISTA

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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SEM SACOLINHA

Mais uma farsa

Impressionante como governos e empresários pensam que somos idiotas. Essa história das sacolas não passa de pura demagogia, é só dar uma olhada nos produtos que compramos para constatar: são quase todos embalados em materiais equivalentes aos das sacolinhas. Ninguém presta atenção a esse fato?! Não faz muito tempo, os supermercados nos forneciam sacos de papel Kraft para acondicionarmos as compras. Por que os retiraram? Simplesmente porque a sacola de plástico era mais barata e, com isso, os donos dos supermercados lucravam mais. Agora vão nos fazer pagar algo em torno de R$ 0,20 por cada saco que utilizarmos e, evidentemente, também vão lucrar com essa venda. Aposto que o custo dessas sacolas é bem menor. Afinal, praticar equitação em clubes sofisticados custa caro...

ALOÍSIO J. ANTUNES

alojantunes@gmail.com

Campinas

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Lucro extra

O motivo da proibição é puramente financeiro e, como sempre, a favor dos supermercados. Ingenuidade acreditar que as grandes redes estejam preocupadas com o meio ambiente. Estão preocupadas é em lucrar cada vez mais! Os supermercados gastavam muito na compra dessas sacolas, cujo custo sempre esteve embutido no preço dos produtos que compramos. Agora, com a proibição, tais grupos não terão mais esse custo adicional e lucrarão mais ainda, pois não baixarão os preços na ponta, sem falar que estão vendendo as tais sacolas feitas de amido de milho. É mais do que sabido que as sacolas plásticas são 100% recicláveis, e de forma indefinida. O correto não é a proibição, mas a educação do consumidor a esse respeito. Portanto, vamos continuar reciclando as sacolas plásticas.

LUIZ HENRIQUE F. C. PESTANA

cpestanadv@aasp.org.br

São Paulo

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Fiscalização de preços

É trágico o que ocorre cada vez mais com a massa que contribui para o PIB desta nação! Agora veio a lei do saco plástico. Ora, se nosso país está tão intensamente envolvido na proteção do meio ambiente, por que não se empenha em fazer um povo melhor, a começar pelos políticos? Serão fiscalizados os preços nos supermercados, que devem baixá-los, pois, afinal, não terão de embutir neles o valor das sacolas?

SOLANGE CUNHA

so.volpi@uol.com.br

São Paulo

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Mais despesa

Os grandes supermercados disseram que vão repassar aos clientes o porcentual economizado por não distribuírem as sacolas plásticas. É mais uma jogada "ecológica" para criar nova despesa e minguar ainda mais o salário do humilde trabalhador, que agora terá de comprar também sacos de lixo. Me engana que eu gosto!

JOSÉ ALBERTO DE PAIVA

alpai12@yahoo.com.br

São Paulo

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De volta ao passado

Pelo andar da carruagem, não falta muito para termos a carne dos açougues embrulhada em jornais e o lixo colocado na rua em latões. Eu só queria entender...

DINA DE CARVALHO PALMA

rcpalma@uol.com.br

São Manuel

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OPERAÇÃO PINHEIRINHO E A JUSTIÇA

São uma vergonha o funcionamento precário de nossa justiça e a “incompetência” de nossa legislação. E quanto a população sofre com isso. A primeira ordem da justiça para reintegração de posse da área denominada Pinheirinho, em São José dos Campos (SP),  foi dada em 2007, quando havia 200 pessoas morando na área. Depois de sucessivos  e infindáveis recursos e outros processos, a justiça deu, novamente, reintegração de posse. Só que agora são 6 mil moradores na área, o que torna o problema terrível e de muito mais difícil solução. Como estamos em ano de eleição, a coisa virou política, pois o atual governador do Estado e o prefeito de São José dos Campos são do PSDB. E a Polícia Militar (PM) de São Paulo também foi criticada por excessos comuns nesses casos. Imaginem-se quantos devem ter reagido para não deixarem suas casas, não tendo para onde ir. A questão que não foi abordada pela imprensa é como a justiça permitiu uma questão “social” chegar a esse ponto. O terreno era de Nagi Nahas que foi dado em pagamento de dívidas trabalhistas do grupo Selecta, que quebrou. E, outra vez, por conta da morosidade da justiça, só agora os trabalhadores vão receber suas indenizações. Vejam quantas pessoas são prejudicadas pela “inoperância” de justiça (ou “injustiça”) que temos. O governador de São Paulo anunciou o pagamento de R$ 500,00 como “aluguel social” às famílias desalojadas e a construção de 1.200 casas.  Irá negociar com o governo federal a construção de outras 3.400 casas.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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DESOCUPAÇÃO DO PINHEIRINHO

Qual a semelhança entre a retirada a força do Pinheirinho de milhares de famílias  que foram jogadas ao relento, incluindo mulheres, crianças e idosos, muitos sem terem tido ao menos o direito de apanharem seus documentos pessoais, e a chamada "farra" dos Tribunais com o dinheiro público, com pagamentos de salários milionários e o absurdo de "adiantar" 1 milhão de reais a um senhor desembargador para reformar seu apartamento de cobertura? É que ambas decorrem de decisões judiciais e são consideradas "legais". É o império da Lei. Obviamente, da Lei do Mais Forte.

Sérgio Iatchuk s_iatchuk@yahoo.com.br

Vinhedo

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POSSE E CONDENAÇÃO

A intensa cobertura da remoção do Pinheirinho gerou algumas dúvidas: Por que quando alguém rouba um carro, uma joia ou dinheiro, a sociedade toda, com raríssimas exceções, o condena, mas quando se trata de um terreno, acontece exatamente o oposto? Por que a única pena para quem se apossou de propriedade alheia, caso se trate de um terreno ou imóvel, é a devolução do bem? Por que quem se apossou de propriedade alheia, caso se trate de um terreno ou espera compensação quando tem de devolvê-lo? E pior, muito pior, tem apoio de pessoas e instituições para essa pretensão.

Mario Silvio Nusbaum mario_silvio@hotmail.com

São Paulo

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SOFRIMENTO

A justiça exibe neste, e em vários outros casos similares no passado,  uma  falta de sensibilidade social. Os juízes se atêm  às leis, mas se esquecem  do "espírito" das leis. É um caso típico de  miopia social do Judiciário. Parece que o diálogo não tem espaço no Judiciário. O conceito da lei acima de tudo tem conotações teológicas, compatível com nossos deuses do Judiciário. O sofrimento do povo brasileiro não precisa do Judiciário para agravá-lo!

 

Carlos José Benatti cjbenatti@globo.com

São Paulo

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VIOLÊNCIA E VERSÕES

Sinceramente eu queria entender. Lá no Pinheirinho, após tanta violência praticada por grupos alheios aos invasores, não ganharam tanto destaque como os dos policiais que deram cassetadas em uma pessoa. Será que perguntaram o porquê das mesmas? Seria algum dos baderneiros que  tenha corrido da Polícia e quando foi pego pela Polícia, alguém filmou? Não ouvi seu áudio, portanto não posso julgar os policiais, agora que a imprensa fará um carnaval sobre isso eu não tenho dúvidas, enquanto isso, esquecem o que os grupos alheios fizeram, como: atearam fogo em supermercado, carros, bombas, etc... E la nave va.

 

Mohamed Abdalla Kilsan kilsanabdalla@terra.com.br

São Paulo

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INVASÃO

A reintegração de posse em Pinheirinho é uma defesa do Estado de Direito. Os manifestantes que criticam a operação classificando-a como especulação imobiliária erram totalmente o alvo. Invasões e ocupações não podem ser toleradas e têm de ser combatidas em nome do direito constitucional à propriedade, base de uma Nação emergente, forte e democrática.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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FATO

A reintegração de posse é um fato concreto, quando a Justiça determina tal ação. Para que tal ocorra sem danos ou prejuízos a

ambos os lados – solicitante e desocupantes da área em questão – melhor seria que se averiguasse, antes de qualquer decisão, quem é o proprietário da área em demanda, quanto o cidadão deve ao Estado, e, só então, partir para reintegração; ou, caso o débito do "proprietário" fosse vultoso, desapropriar a área e beneficiar os posseiros, visando o exercício da justiça em seu real sentido, resolvendo problema social relevante. Não parece ter isso ocorrido em São José dos Campos (Pinheirinho). Pelo que posso depreender dos fatos, é que a Prefeitura, independentemente de partido político no poder Executivo, não contou com uma assessoria jurídica orientada em resolver o problema habitacional. E o Executivo, quando não toma a defesa do menos favorecido,

seja onde for, não merece ocupar o cargo que o eleitor lhe facultou nas urnas. Teria havido algum interesse imobiliário por parte do proprietário das terras, que justificasse a reintegração sem ressarcimento de antigos débitos aos cofres públicos? Atenção, Promotoria Pública de São José dos Campos. O povo merece a promoção da justiça, antes que governo estadual ou federal ainda tenha que comprar outro terreno para os ora "sem teto".

José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

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CARVALHO CRITICA OPERAÇÃO EM SJC

Sr. Gilberto Carvalho, praça de guerra – e o senhor muitíssimo bem o sabe – foi o vexaminoso assassinato de Celso Daniel. Não esqueceremos!

Klaus Reider vemakla@hotmail.com

Guarujá

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QUEM GANHOU COM O MASSACRE DO PINHEIRINHO?

 

Há poucos meses atrás, em setembro, as manchetes dos jornais de São José dos Campos estampavam a notícia de um acordo para regularizar o bairro do Pinheirinho. Após sete anos, as 1.600 famílias dessa comunidade teriam sua situação de moradia resolvida. O secretário estadual de habitação e representantes do Ministério das Cidades vistoriaram pessoalmente a área para fechar o acordo. Houve muita festa entre os moradores. Quatro meses depois, em 22 de janeiro, a polícia militar de São Paulo – a mando do governador e legitimada pelo Tribunal de Justiça – inicia uma operação de guerra, que terminou com o despejo da comunidade, dezenas de presos e feridos e 7 desaparecidos. Um massacre do Estado contra trabalhadores que queriam apenas o elementar direito de permanecer em suas casas. Quanto à dimensão e covardia das agressões nem é preciso insistir, pois as imagens que circularam nos jornais e na internet falam por si. A questão é: como se deu esta reviravolta? A movimentação que levou o Pinheirinho da regularização ao despejo teve três atores principais: o Judiciário paulista, a prefeitura do município e o Governador Geraldo Alckmin. A sintonia desta orquestra macabra varreu todas as tentativas de acordo e solução negociada ao problema dos moradores. E contou ainda com a silenciosa e discreta omissão do Governo Federal. “Em nome do pacto federativo”... Que pacto? Aquele que os tucanos e o TJ rasgaram ao desconsiderar a corajosa decisão da Justiça Federal, que impedia a desocupação? Pois é, porque havia uma decisão judicial do TRF a favor dos moradores do Pinheirinho. De fato, percebemos nossa ingenuidade em acreditar que decisões judiciais sejam cumpridas, quando favorecem os mais pobres e prejudicam gente como Naji Nahas, dono-grileiro do terreno do Pinheirinho.

Mas o que unia aqueles que trabalharam em favor do despejo? A juíza de São José, Marcia Loureiro, foi uma combatente incansável: validou e revalidou liminares, recusou-se a receber autoridades e representantes dos moradores, dentre outras proezas. Se houvesse um “Prêmio Naji Nahas” certamente seria ela a ganhadora deste ano. Tem lá os seus interesses, que infelizmente não temos provas suficientes para expô-los. Acusar sem provas? Pois é, o judiciário brasileiro é aquele em relação ao qual Paulo Maluf costuma orgulhar-se de não ter qualquer condenação. Bom bandido é aquele que não deixa rastro. A juíza Marcia Loureiro contou com a aprovação irrestrita do presidente do TJ, desembargador Ivo Sartori, que autorizou a PM a “reprimir força policial federal que eventualmente se opusesse à ação”. Ambos pertencem ao Tribunal que está assolado de denúncias de corrupção, super-salários e sonegação fiscal por parte de vários de seus desembargadores. Que moral e legitimidade têm eles para definir o destino de famílias trabalhadoras brasileiras? Encontraram, porém, ombro amigo no governador e no prefeito de São José, ambos do PSDB. Vale lembrar, o mesmo partido do então governador do Pará que, em 1996, ordenou o massacre de Eldorado dos Carajás. Articularam e autorizaram a operação de guerra que, na calada da noite, tomou de assalto o Pinheirinho. O que ganharam com isso? A resposta está na lista de seus financiadores de campanha, recheadas de empreiteiras, incorporadoras, especuladores imobiliários e das empresas de Naji Nahas – que, junto com Daniel Dantas, esteve na vanguarda das privatizações do governo tucano de FHC. Assim, o que uniu os agentes que trabalharam pelo despejo do Pinheirinho foi a prestação de um valioso serviço ao capital imobiliário. Essa ocupação representava uma verdadeira pedra no sapato, não apenas de Nahas, mas dos “empreendedores” imobiliários de São José dos Campos. Está localizada numa região de expansão imobiliária, onde ainda restam muitas áreas vazias, sob um forte assédio de construtoras e incorporadoras. Ora, nem é preciso dizer que pobres morando no entorno desvalorizam os futuros empreendimentos, em especial os condomínios para alta renda. Por isso, o despejo do Pinheirinho era uma reivindicação antiga do capital imobiliário daquela região. Permitiria não só liberar a própria área da ocupação, como também valorizar as áreas dos bairros vizinhos. E principalmente no atual momento, em que São José passa por um processo especulativo de valorização de terras inédito, por ter sido contemplado pelo “Pacote Copa-2014”, por meio do trem bala, que passará por esta cidade. Convenhamos então que nem o governador Alckmin, nem o prefeito Cury, nem mesmo os honoráveis magistrados do TJ-SP poderiam negar um pedido tão importante de amigos tão valiosos. A presidenta Dilma, que também teve sua campanha eleitoral fartamente financiada por construtoras, nada fez para impedir. Poderia ter desapropriado o terreno, mas não o fez. As cartas estavam marcadas. Os editoriais de grandes jornais se apressaram em condenar os invasores de terra alheia e atribuir o conflito a interesses de partidos radicais, que teriam contaminado os pobres moradores. É preciso recordar àqueles que concordam com estes argumentos que a imensa maioria das periferias urbanas brasileiras resultou de processos de ocupação. Pela inexistência de política pública para a moradia, parte expressiva dos trabalhadores brasileiros nunca tiveram outra alternativa. Pretendem então despejar dezenas de milhões de famílias que vivem em áreas ocupadas? Além disso, não é demais lembrar que a idéia dos “maus elementos radicais manipulando uma massa ingênua” foi o argumento preferido da ditadura militar para desqualificar os movimentos de resistência. Parte da tese conservadora de que o povo brasileiro é naturalmente pacato e resignado, só se movendo por influência externa. Suponhamos, porém, juntamente com a Secretária de Justiça de São Paulo, Heloísa Arruda, que declarou que “a legalidade está acima dos direitos humanos”, que os “invasores” tivessem mesmo que ser despejados. Mesmo neste cenário, a questão poderia ter sido conduzida de forma muito diferente. Basta tomarmos um exemplo recente, que ocorreu em Taboão da Serra, município da região metropolitana de São Paulo. No início de 2011, foi determinado o despejo de uma área ocupada por 900 famílias organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto. Encarregado de fazer a desocupação, o Coronel Adilson Paes exigiu simplesmente que a lei fosse cumprida para os dois lados: exigiu do Poder Público a garantia de um local de alojamento para as famílias despejadas, bem como todos os meios necessários para o tratamento humano daquelas pessoas. Logo após, por algum motivo obscuro, o Coronel Adilson foi afastado do comando do batalhão. Mesmo assim, sua postura foi suficiente para permitir que houvesse uma solução pacífica e negociada neste caso. Não estranharemos se o Coronel Messias, que comandou com mão de ferro e uma boa dose de sadismo, a operação de guerra do Pinheirinho receber – não um afastamento – mas alguma medalha ou promoção ao Comando Geral da polícia militar. É assim que as coisas funcionam. É triste constatar que o que ocorreu no Pinheirinho não foi um fato isolado. Trata-se de expressão de uma política, conduzida pela especulação imobiliária e seus amigos no Estado, que coloca a valorização das terras e os lucros com os empreendimentos bem acima da vida humana. Este processo, aliás, tem se tornado cada vez mais cruel com as obras da Copa do Mundo 2014. Infelizmente, outros Pinheirinhos virão.

 

Guilherme Boulos, membro da coordenação nacional do MTST, militante da Resistência Urbana – Frente Nacional de Movimentos e da CSP Conlutas, e Valdir Martins (Marrom), liderança da comunidade do Pinheirinho (MUST), militante da Resistência Urbana – Frente Nacional de Movimentos e da CSP Conlutas caiodeandrea@gmail.com

São Paulo

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‘PAPA-DEFUNTOS’

Sempre que uma eleição se aproxima, os esquerdistas, principalmente os petistas, se comportam tal como agentes funerários. Ou seja, ficam loucos para ter em suas mãos um defunto, ou, melhor ainda, vários defuntos, para imputar a culpa da morte na oposição, principalmente aos tucanos do PSDB. A morte, em si, pouco importa para esses “lobos em pele de cordeiro”, o que importa são os possíveis dividendos políticos que a sua exploração melodramática poderá render. Um eventual defunto será tão somente uma marionete macabra nas mãos dos esquerdistas. Os “papa-defuntos” da esquerda torceram para ele aparecer na desocupação da USP e, mais recentemente, na reintegração de posse na região do Pinheirinho, em São José dos Campos, já que tais ações foram perpetradas pela Polícia Militar de São Paulo, um estado governado pelo PSDB. Mas, tais ações, escudadas pelo Poder Judiciário paulista, não renderam o desejado defunto. Que a oposição fique atenta, pois estamos em ano eleitoral e os funéreos esquerdistas procuram desesperadamente por um defunto, e não hesitarão até mesmo em “fabricá-lo”, já que contam com o claro incentivo do governo da presidente Dilma Rousseff.

 

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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DEMOCRACIA MEDIEVAL

O governador Geraldo Alckmin disse que foi antidemocrática a violência cometida contra o prefeito Gilberto Kassab, quando uma multidão atirou-lhe ovos no dia 25/1. Por outro lado, o governador esqueceu-se da violência cometida contra cidadãos no Pinheirinho, quando da desapropriação sem chances de retirar seus pertences, agredidos como se fossem judeus no tempo do regime nazista na Alemanha. E por outro lado, vimos o consagrado comentarista José Nêumanne dizer que aqueles que foram violentos contra o Kassab deveriam ser presos, porém, nada disse sobre os que foram violentos contra o povo do Pinheirinho, se deveriam também ser presos... É o contraste e a contradição da democracia medieval. O prefeito não merece ovos, mas o povo merece cacetete?

 

Alberto Nunes Alberto albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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HOMENAGEM

O prefeito Kassab foi merecidamente “ovocionado”...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÃO EM MARCHA

Em muitas eleições, fui obrigado a votar no “menos pior”. Se Andrea Matarazzo for escolhido pelo seu partido, finalmente vou votar com a consciência de que ele será a melhor opção para São Paulo.

Celso da Costa celsodacosta@terra.com.br

São Paulo

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LULA E ALCKMIN

Lula foi fazer sua sessão diária de radioterapia no Hospital Sírio Libanês e aproveitou para visitar o presidente do Paraguai, Fernando Lugo. Daí, mais que de propósito, Alckmin também apareceu no Hospital para um bate papo particular com Lula de 20 minutos. Eitcha!  Kassab fazer tratativas com Lula é uma coisa, mas Alckmin? Isso é que é oposição "oposicinha"! Eu pergunto: afinal, o Hospital Sírio Libanês virou um ponto de encontro de celebridade políticas,  um ninho para conchavos politiqueiros?  Para os ilustres pacientes acima citados que devido aos tratamentos para combater o câncer estão com baixa resistência e necessitam de um certo isolamento, é muito estranho que os médicos tenham dado permissão para que se exponham a tantas visitinhas, viagens etc... A menos que...ah, sei lá!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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O MEU, O SEU E O DELES

O governo pronunciou que o momento é de corte de gastos no Orçamento, para pensarmos que o nosso dinheiro será tratado com responsabilidade e idoneidade, mas também haverá mais investimentos, como se fossem fiscalizados e bem empregados nossos recursos. Dois discursos difíceis de entender, depois da reforma ministerial e da demonstração de descontrole sobre os negócios entre seus ministérios e suas parcerias denunciadas pela imprensa, desvios de dinheiro e favorecimentos para os delles, esse (des)governo ainda diz que fiscalizará de perto seus contratos. Dá a impressão de que estão querendo nos enganar ou falam sem conhecimento de causa. Dilma, nossa comandante,  vada a bordo!

Flávio Cesar Pigari flavio.pigari@gmail.com

Jales

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JUROSTÔMETRO

Depois da criação do Impostômetro e do Importômetro, gostaria de sugerir que fosse criado o jurostômetro – para calcular e mostrar diariamente aos cidadãos quão altas são as taxas de juros pagas pelo povo brasileiro às instituições financeiras.

Alexandre Pontieri alexandrepontieri@gmail.com

Brasília

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PATRIMÔNIO PELO RALO

A Petrobrás valia, em 2007, R$ 429 bilhões! Depois das trapalhadas do Lula, anunciando mudanças nas regras para exploração do pré-sal, e ainda com a criação de uma nova estatal para cuidar deste novo marco regulatório, afugentou investidores e o valor da companhia despencou para R$ 291 bilhões. Isso sem falar que a Petrobrás patina no cronograma da exploração do pré-sal. Se juntarmos a esses prejuízos, a corrupção que nestes últimos anos consome R$ 85 bilhões por ano, e a infraestrutura que continua um caos dificultando o escoamento da nossa produção, nesta era do lulismo, estamos jogando pelo ralo mais de um trilhão de reais! Ou 25% do PIB.  E é assim que o petismo propaga que o petróleo é nosso...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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SERÁ QUE EXISTE ALGO?

A presidenta trocou o presidente da Petrobrás sem que a revista Veja tenha divulgado alguma coisa a respeito, como é normal no governo petista, difícil acreditar que não exista nada errado, se existe, a presidenta já sabe, por isso já tomou a iniciativa e a revista dormiu no ponto, a verdade sempre aparece.

Jose Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim 

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PETROBRÁS TEM GRAÇA

A reforma que Dilma Rousseff apregoa não passa de entretenimento verbal porque, por circunstâncias políticas e ordem de Lula, seu ''criador'',jamais será concebida. Mergulhada num Paranoá de areias movediças, cada vez mais submergindo diante da mais vergonhosa roubalheira envolvendo políticos e o judiciário, a presidente, que desde 2011 já não falava a língua de José Sérgio Gabrielli presidente da Petrobras. Na onda de uma falsa reforma, mexeu com Gabrielli e oi substituiu pela velha amiga, Maria da Graça Foster, até então Diretora de Gás e Energia da Petrobras. Graça, como gosta de ser chamada, tem como marido Colin Vaugham Foster ,que é dono da empresa C. Foster.Nos últimos 3 anos, a C. Foster assinou 42 contratos com a Petrobras, sendo que 20 deles sem qualquer licitação. Esse é mais um favorecimento explícito de um escandaloso aparelhamento em que as instituições se transformaram numa ação entre amigos. Até aqui os petistas acreditam que ganham nas urnas o direito de administrar como ditadores.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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CONFLITO DE INTERESSES

Toda vez que alguma mulher é nomeada para alto cargo no governo ou empresa pública, vem a mídia em uníssono elogiar suas qualidades de durona, rigidez na exigência de cumprimento de objetivos e metas gerenciais e certas características de autoritarismo. Tudo bem. Façamos de conta que as representantes do sexo feminino, que se caracterizam pela feminilidade, prestam-se mais às funções de dona de casa e cargos subalternos nas empresas públicas ou privadas. Entretanto, quanto à nomeação de Dona Maria das Graças Foster para presidência da Petrobrás, o que se quer saber é quando a empresa "A C Foster Serviços e Equipamentos", de propriedade de seu marido, deixará de fazer parte da lista de fornecedores da estatal.

Flávio José Rodrigues de Aguiar flavio.daguiar@gmail.com

Resende (RJ)

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DESEMPREGO

A propósito da notícia sobre a "queda pela metade" dos índices de desemprego nos últimos oito anos, esperamos que o assunto seja melhor explicado pela imprensa e que a notícia seja desvelada para além dos limites do discurso e estatísticas oficiais. Não é isso que observamos com os exércitos de homens-placa, de ambulantes e camelôs nas grandes e médias cidades. Cidadãos que, bem sabemos, jamais serão incorporados pelo mercado formal tão exigente de diplomas e títulos. Isso sem falar em outro exército, quase invisível mas muito numeroso, de "sem contratos" e "sem carteira assinada" que atendem nos grandes magazines, lojas e shoppings centers e trabalham pelas "comissões de venda. Ir além das aparências da robustez da economia nacional, cujas estatísticas quase sempre estão focadas na economia formal, consolidada, é o mínimo que se espera da Imprensa.

Paulo Antunes pauloantunes@uol.com.br

São Paulo

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FEITO NO BRASIL PARA O BRASIL

Se, para evitar ser afetado pela piora das condições globais, o País deve manter baixo o desemprego e ampliar o mercado de consumo, evitando maior demanda de importações, onde estará escondida a política industrial? Afinal, operários, tecelões, costureiras, são consumidores, têm famílias e podem produzir com orgulho, produtos nacionais para os brasileiros, em vez de ficar olhando orientais de barriguinha cheia. A "poderosa" Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e suas co-irmãs de outros Estados vão continuar caladinhas?

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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INJUSTIÇA OFICIAL

O governo brasileiro devia prestigiar multinacionais que fabricam seus próprios produtos e não aquelas que os terceirizam. Sito o exemplo positivo de empresas como a Motorola, IBM e Samsung que além de plantas estabelecidas em território nacional, participam de grandes programas de capacitação tecnológica incentivados pelo governo. Diferentemente da Apple que, interessada apenas na comercialização dos seus produtos (pretende inaugurar rede de lojas no país), terceiriza a fabricação dos mesmos, através da taiwanesa Foxconn, reconhecida globalmente como transgressora de direitos humanos e de leis trabalhistas.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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FERRAMENTAS CHINESAS

Eu estava lendo uma matéria a respeito da queda nas vendas de automóveis importados, e estou pensando no poder que essas indústrias "automobilísticas" têm junto ao governo, pois bastou um "soluço" para o governo elevar em 30% o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos autos importados. Eu trabalho como representante comercial no seguimento de materiais de construção e ferramentas, e estou vendo ano após ano várias pequenas e micro indústrias baixarem as portar pelo fato de não terem como concorrerem com os produtos chineses. Uma empresa que eu represento que esta em Minas Gerais que fabrica chaves de fenda e outras ferramentas manuais, esta prestes a baixar as portas por esse motivo, é impossível concorrer com as ferramentas chinesas, e ai ninguém faz nada, o governo não olha para essas empresas e elas estão condenadas ao fechamento. Dilma, de uma olhadinha nessa situação, afinal são essas empresas que geram empregos.

Waldir Vicentin baja1@terra.com.br

Bertioga

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‘SHING LING’

 

Atenção, isto não é uma piada: O governo brasileiro está considerando a possibilidade de criar barreiras que dificultem a importação de telefones celulares de baixa qualidade. A medida deve ser tomada pensando na saúde do usuário, que pode ser afetada, e nas consequências que a importação em larga escala trazem para a balança comercial do país. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) constatou que, de cada dez celulares, dois ou três não funcionam como deveriam. Os testes feitos pela agência também detectaram problemas graves em alguns modelos chineses, principalmente nas baterias mal fabricadas. A Agência afirma que os aparelhos podem dar choque nos usuários e correm o risco de explosão. Será que as operadoras de celulares vão permitir que estas barreiras sejam erguidas?

 

Jatiacy Francisco da Silva www.lettersofjatiacy.wordpress.com

Guarulhos

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SEM MOTIVO PARA COMEMORAR

A Anatel comemora a redução de tarifas de telefone fixo para celular como se fosse um grande  feito. As operadoras de telefones celulares são mestras em lucro. No Brasil há mais celulares do que habitantes, porém a  população usuária do sistema não sabe reivindicar seus direitos. Em outros países o valor  é de R$0,05 o minuto, enquanto que no Brasil daqui a três anos custará R$,042 o minuto, sem contar o tempo que o cliente fica fora do ar por falta de sinal. Se houvesse um boicote nos serviços de telefonia, as tarifas abaixariam sem que fosse necessária nenhuma intervenção da agência reguladora. Enquanto o cidadão for refém das companhias os serviços continuarão péssimos, os lucros compensadores e os governos fingindo que fiscalizam. Alguma esperança?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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PLANEJAMENTO E IMPROVISAÇÃO

O Executivo principal (G1) de uma organização tem como responsabilidade sincronizar as funções e atividades do sistema na direção do objetivo proposto. Pode coincidir que esse executivo também seja o principal investidor (capitalista). E como tal determine o objetivo. Mas pode não o ser e receber o objetivo definido por terceiros. Tanto pode ser uma organização econômica capitalista ou uma entidade de objetivos sociais. Um sistema em administração é a série de funções e atividades em um organismo que trabalha em conjunto em prol de um objetivo. O melhor exemplo de um sistema numa organização é uma orquestra. Ela será considerada boa se as músicas que executar for do agrado e do aplauso do público ouvinte. E sempre que se apresentar receberá cada vez mais público. Ela poderá ser considerada uma porcaria mesmo que entre os seus componentes existam músicos consagrados pela opinião. Nesse caso o destino da orquestra é a sua extinção. Um ponto me parece fazer a orquestra convergir para o sucesso ou ao fracasso..É o maestro que na administração denomino de G1 (executivo principal). A ele cabe ter o saber profundo. Além de dominar a partitura precisa estar atento à ação de cada músico e à reação do público ouvinte (mercado). Precisa ter domínio da teoria da variabilidade (fundamental para a compreensão das diferenças entre as pessoas. Necessariamente ele não precisa ser um solista. Mas precisa identificar um bom solista. Para chegar ao objetivo o G1 terá necessidade de fazer um plano que poderá ser uma simples previsão e dar conhecimento a todos os componentes do sistema. O seu maior inimigo irá ser a jurássica legislação trabalhista brasileira que impede a justa retribuição aos participantes. Existem grupos que conseguem sucesso, tocando “de ouvido”. É verdade. Mas também é verdade que têm número limitado de participantes (são pequenos) e não tem como crescer. Eu recomendo o planejamento e a avaliação no lugar do domínio da improvisação.

Hélio Mazzolli mazzolli@terra.com.br

Criciúma (SC)

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PÚBLICO X PRIVADO

No passado o funcionalismo público trazia poucas atrações em comparação com as oportunidades na iniciativa privada. Nos últimos anos, isso mudou radicalmente, bastando observar-se o elevado número de inscritos aos concursos públicos. Há diversas razões para isso, sendo uma das principais, o aumento significativo dos salários nos cargos públicos e outras vantagens adicionais. Em boa parte dos cargos a remuneração básica (mesmo sem as vantagens financeiras complementares) é muito superior à remuneração encontrada na iniciativa privada, para cargos equivalentes, e com menores riscos para o funcionário público. Há centenas de casos (talvez milhares se considerarmos todas as esferas) em que os vencimentos ultrapassam em muito o limite legal. Reportagem do Estado de São Paulo nesta semana apresenta casos em que os vencimentos chegaram a R$500 mil em um determinado mês. Devemos ter em conta que um dos fatores mais significativos na atual crise européia é o inchaço da máquina pública e os altos vencimentos da mesma, além dos elevados custos das aposentadorias. Infelizmente é o que vem acontecendo no Brasil, em particular no custo da aposentadoria do serviço público que hoje ultrapassa o da aposentadoria do serviço privado, embora com um total de beneficiários muitas vezes inferior. Assim, contém-se os reajustes da aposentadoria do serviço privado, reduzindo seu poder aquisitivo, particularmente para os que ganham mais de 1 salário mínimo, enquanto que os reajustes da aposentadoria do serviço público se fazem alinhados com os aumentos dos servidores ativos. Desta forma, o abismo e o déficit da Previdência ficam cada vez maiores. Enquanto isso, embora temos tido aumento de empregos no setor privado, o nível salarial médio vem decrescendo. Precisamos moderar os excessos do setor público e oferecer melhores condições para as empresas (inclusive reduzindo-se os encargos sociais) para que remunerem melhor seus empregados, particularmente os de menores salários. Acorda, Brasil!

 

Edison Roberto Morais ermorais@uol.com.br

São Paulo

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SÃO PAULO X SACOLAS PLÁSTICAS

Mais uma vez os governantes se utilizam das leis arbitrárias e sem nenhum tipo de consulta à população. Foi decretado por Lei o fim das sacolas plásticas nos supermercados de todo o Estado. O que vimos no primeiro dia foi uma enxurrada de caixas de papelão e sacolas de legumes sendo usadas para acomodar as compras nas grandes redes e, o que foi pior, as sacolas pagas encalharam nas gôndolas dos caixas. O que poucos sabem é que os grandes supermercados importaram diretamente da China e Vietnã milhões de sacolas de algodão tidas como retornáveis. O que eles não sabem é com relação à qualidade e à rastreabilidade na  produção e na sua origem, e isso pode vir a contaminar os alimentos que são acondicionados dentro delas, segundo especialistas no assunto. Poucos sabem, mas a sacolas oxi-biodegradaveis levam 2 anos para se degradarem no ambiente, e contêm elevado índice de material pesado na sua pigmentação para que possa se degradar rapidamente, e os alimentos ali acondicionados sofrem interferência deles. Pior que as sacolas plásticas que são utilizadas para o descarte do lixo doméstico utilizado por 95% da população será o descarte de caixas de papelão que com as chuvas irão se deteriorar imediatamente e entulhar as ruas, os ralos, manilhas, bocas de lobo de todas as cidades. Na reciclagem os atravessadores não pagam mais que R$ 0,10 por quilo, razão pela qual os catadores nem coletam mais. Nisso os governantes também não pensaram. No Brasil, que produz atualmente 262 mil toneladas de lixo doméstico diariamente, onde somente 4% são reciclados, os municípios gastam bilhões para coletarem, transportarem e depositarem em aterros sanitários já esgotados, e lixões a céu aberto cuja decomposição chega aos rios e nascentes de todo Brasil. Exemplo recente foi o documentário Lixo Extraordinário no aterro de Camacho no Rio de Janeiro, que virou notícia e documentário em todo mundo,   ao concorrer ao Oscar, quem ganhou com ele foi o artista plástico Vick Muniz, que em cima da dor dos pobres que catam os detritos não separados pela população  fazem deles o seu sustento e seu ganha pão. Oferecemos em abril de 2011 um Projeto “Educando para a Sustentabilidade”  onde reciclaríamos mais de 50% de todo lixo produzido nas cidades, já que 85% são embalagens que vem das grandes redes de Supermercados,  por um Selo Ecológico patrocinado pelas grandes Empresas Geradoras das Embalagens, faríamos uma parceria  com todas Escolas Brasileiras, onde anteciparíamos o projeto do Governo que entrará em vigor em 2014 pela Logística Reversa, se até lá tudo não estiver acabado. Nenhum dos governantes, presidente Dilma, governador de São Paulo Alckmin, prefeito de São Paulo Kassab, e governador do Paraná, Beto Richa, governador de Minas, Antonio Anastásia, ninguém nos respondeu, tinha toda  razão Michael Jackson  ao citar que “os governantes não ligam para nós.” Faço minhas as palavras do meu amigo e pai da luta contra as mudanças climáticas, Lorde Nicholas Stern, os governantes não investem 1% na prevenção, gastarão sempre além dos 25% na recuperação das enormes tragédias causadas pela poluição e inundação, como vimos neste mês de janeiro de 2012. Com tristeza  pela nossa biodiversidade e as gerações futuras.

Jose Pedro Naisser jpnaisser@hotmail.com

Curitiba

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OUTRO ASPECTO

O uso de sacolinhas de plásticos está proibido. Essa medida impede – diz-se este seria o seu objetivo – a deterioração do meio ambiente (o que é bom, é claro). Porém, um outro aspecto de poluição parece que não foi abordado pelos autores da medida. Daqui para a frente serão recolhidos os detritos (cocô) dos cachorros (infelizmente para o xixi ainda não há solução)? Afinal, essa limpeza das calçadas era uma das utilidades do saquinho vazio.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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POVO DE SÃO PAULO

Os supermercados aboliram as sacolas plásticas gratuitas para embalar as compras. Segundo os miseráveis, é para preservar o meio ambiente! Tudo isso é uma mentira! Teremos que comprar sacos de lixo, então nada vai mudar! Tudo ou quase tudo dentro de um supermercado é embalado ou contem material plástico. Porque não proíbem a Coca Cola ou a Ambev de acondicionar seus refrigerantes em garrafas pets, as quais são as que mais notamos nas enchentes? Por quê? Os maços de cigarros que só faz mal para a saúde e poluem, também usam plástico em sua embalagem, porque não proíbem a Souza Cruz, Philips Morris, etc.? Entristece-me quando vejo a população sendo manipulada e dizendo que a extinção é bom para o meio ambiente! Todo mundo reutiliza as sacolas de mercado, ninguém joga fora! Diferentemente todas as outras embalagens plásticas (arroz, feijão, macarrão, etc.) vão para o lixo! Diante dos fatos, temos que exigir nossos direitos, pois estamos sendo enganados e lesados!

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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SACOLAS RETORNÁVEIS

O supermercado é o único que vai sair lucrando com a retirada de sacos plásticos. Afinal, temos o hábito de usá-lo como lixo e agora, teremos que comprá-los para esse fim. Por que não colocar à disposição do cliente um outro, feito com material que polua menos?

 

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com

Bauru

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TODOS TEMOS DE DAR NOSSA COLABORAÇÃO

É indiscutível de que toda sociedade precisa cuidar mais do meio ambiente em que vivemos. Os impactos causados pelas atividades humanas sobre o meio ambiente são devastadores, em particular no Brasil, que concentra boa parte da riqueza ambiental do planeta. Alertar a sociedade sobre a escassez dos recursos naturais e levá-la a repensar o desenvolvimento são preocupações constantes. Pensando nisso o governo de São Paulo e a APAS (Associação Paulista de supermercados) e as grandes redes varejistas resolveram tirar de circulação milhões de sacolas plásticas não biodegradável no dia do aniversário da cidade de São Paulo. A intenção de preservação ambiental vai de encontro ao que pensam grande parte das pessoas, mas por outro lado o que não se previa era que o ônus da  iniciativa fosse toda jogada nas costas da população que terá que pagar pelas sacolas biodegradável que estão a venda nos supermercados em média por vinte centavos. Por que só o povo tem de pagar pela mudança das sacolas plásticas? Quando na verdade quase tudo que se compra nos supermercados vem embalado em material plástico não biodegradável. "Hoje em dia" nas cidades já são encontrados recipientes para separação do lixo, uma dessas exceções é a cidade de São Caetano do Sul no ABC paulista, mas ainda é muito pouco. Penso que os gestores públicos deveriam atuar e intervir na prevenção e no combate a problemas que envolvem as questões ambientais, com ações que controlem e fiscalizem a ocupação e expansão urbana de seu município. Assim também a sociedade deve atentar para importância da preservação do meio ambiente através de comportamentos que podem, inclusive, ser adotados no próprio cotidiano. Devemos atingir o ideal de desenvolvimento que atenda ás necessidades, sem comprometer o meio ambiente. Afinal, todos nós somos responsáveis por manter o planeta limpo. Não é fácil para mudar o comportamento e os costumes das pessoas, mas alguém tem que tomar as primeiras iniciativas para que todos se conscientizem do tamanho do problema que temos que enfrentar todos os dias sem descanso.

Turíbio Liberatto Gasparetto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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NOVIDADES 2012

As sacolas plásticas foram proibidas e acho correto. Para evitá-las comprei algumas de pano, mas a situação ficou chata, porque não me deixam entrar no supermercado com elas vazias e dentro do carrinho. Tenho que deixá-las no guarda-volumes. Que situação constrangedora com os caras achando que vou roubar alguma mercadoria. Não mais que de repente deixei de ser cidadão para ser suspeito de ser ladrão. Outra novidade é essa história de juízes que não gozam as merecidas férias. Acumulam enorme número e depois as vendem por uma grana preta. Pode? Que eu saiba não pode, porque a partir da segunda, empresas são obrigadas a fazerem o pagamento em dobro. Você conhece algum juiz que não sai de férias?  O estatuto dos funcionários públicos autoriza tal situação?

Sérgio Barbosa sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

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CONSELHO ÀS DONAS DE CASA

Minha senhora, quando for fazer compras do mês para sua casa, não encha o carrinho de mercadorias, pois, como já deve saber, as sacolinhas  plásticas não serão mais fornecidas pelos mercados, a senhora é quem terá de levar qualquer recipiente para trazer as compras. É um absurdo? É, infelizmente. Estão aconselhando levar sacolas de pano e até caixas de papelão. Se levar deste tipo, como elas não têm pegador de mão, aconselho levá-las para casa equilibradas na cabeça, para o que terá de fazer muito exercício. Este costume já foi consagrado pela canção popular Lata D'água na cabeça, lá vai Maria, lá vai Maria... Era só o  que faltava para o sofrido e embrulhado povo brasileiro!

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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CULPA NOSSA

Nesta questão das sacolas plásticas, abolidas em São Paulo, o consumidor não foi ouvido. Deveria, mas como está virando hábito neste país em algumas decisões o povo não ser ouvido ou levado em conta, vem a decisão de cima para baixo. E depois reclamam da ditadura militar. Tem sido feito, ultimamente, coisas neste país, em flagrante desrespeito ao povo, que chegamos a duvidar que tenham realmente feito, tamanho é o absurdo. No inicio do ano foi sancionada a lei, pela presidente Dilma, onde dão poder as prefeituras para cobrarem o pedágio urbano sem prévio aviso, ou seja, você passa por uma rua sem pagar nada e no dia seguinte tem que pagar. É o que está na lei. Voltando as sacolas, por que não se substituem as sacolas por sacos reforçados e resistentes de papel de alta gramatura? O papel leva menos anos para se de compor que a sacola plástica, ou então, que os supermercados oferecessem gratuitamente as sacolas biodegradáveis. No fundo a gente acaba recaindo na questão de sempre. Se você vota em m... seu retorno vai ser m..., ou seja, colhe-se o que se planta. É um detalhe, dirão alguns, entendo, mas extrapola isto para outras decisões ou medidas piores que essa. A corrupção estampada diariamente na mídia e em todos os níveis da estrutura dos governos é oriunda de quê? Claro que não votamos no diretor que desviou dinheiro público. Foi nomeado por quem votamos, logo votamos mal.

Panayotis Poulis  ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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EM PROTESTO

Fiquei feliz ao ver em pleno horário nobre da Globo a Plastivida, empresas de plástico,  falando que é para exigirmos as sacolas de plástico gratuitas, pois esta nova lei está mais que claro que algum parente de político tem a licitação do novo plástico permitido, pois estava impressionado com a pasmaceira ou falta de atitude de toda a população com este roubo que é impor as sacolas retornáveis e ainda nos obrigando a comprar os caríssimos plásticos ditos ecologicamente corretos, pois o governo sempre se aproveita de uma parcela da população, no caso os ecochatos para nos obrigar a gastar mais, e, como disse, a Plastivida em relação a poluição ambiental – caso seja aceita esta lei pela população – a única diferença que teremos é que estaremos pagando para poluir. Por isto vamos exigir ou que continue as sacolas de plástico normais nos mercados ou as ditas ecologicamente corretas na boca do caixa como eram as outras, de graça.

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

Cotia

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O LIXO E AS SACOLINHAS

Domingo estava no supermercado, quando ouvi uma consumidora comentar sobre as sacolinhas plásticas: "como vou fazer com o lixo do banheiro?". Já dá para imaginar o tipo de lixo que o povo sujeito às enchentes na época de verão encontrará, não?

Aparecida Dileide Gaziolla rubishara@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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DESENVOLVIMENTO: A FESTA DO INTERIOR

 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, em 15-07-2011, a pesquisa “Deslocamentos Populacionais no Brasil” mostrando que o fluxo migratório no país vem diminuindo nos últimos 15 anos. A migração inter-regional envolveu 2,8 milhões de pessoas de 1999 a 2004 contra 2,0 milhões entre 2004 e 2009. No quinquênio 1995-2000 esse número tinha sido de 3,3 milhões de pessoas. O tempo passou, o jogo mudou. Com o advento das novas oportunidades, que deixaram de estar concentradas nas grandes regiões metropolitanas, diminuiu o volume de migrantes para os grandes centros urbanos em busca de trabalho. As novas possibilidades para uma melhoria de vida, inclusive, veem fazendo com que as pessoas que migraram em períodos anteriores, retornem para suas origens. Visto isso, é preciso modificar o nosso mapa geoeconômico definido, ainda, no desenho colonial de uma industrialização predominante no litoral.

O processo de desenvolvimento interiorizado é a forma lógica para inibir o êxodo para as grandes cidades do litoral. Essa constatação independe de minuciosas teses urbanísticas e/ou elaborados estudos socioeconômicos. O remédio contra o mal do inchamento urbano nas capitais é a melhoria da qualidade de vida no interior, com infra-estrutura urbana e rural adequada, habitação, educação, saúde pública e lazer sempre acompanhadas da geração de trabalho e renda. O programa de geração de trabalho e renda precisa considerar todos os segmentos produtivos, visto que viver no interior não significa, apenas, viver da roça, das atividades agropecuárias. Industrializar, fomentar a construção civil e um mercado imobiliário, implantar serviços, incrementar o turismo rural e aprimorar as vocações regionais, também, são ações fundamentais para o desenvolvimento local integrado. A hora é agora para fazermos a coisa certa da forma certa, compreendendo o nosso Brasil como um todo, estabelecendo estratégias compartilhadas, incentivando a cooperação entre os estados e as regiões, acelerando o crescimento e levando o desenvolvimento aos rincões mais distantes do nosso continental país. Vale prosperar a competitividade sem propagar a rivalidade. O desenvolvimento é a verdadeira festa do interior. Assim, precisamos fomentar na administração pública e na cultura empresarial a inovação e o empreendedorismo , implementando a capacitação, a cooperação, a comunicação, o compromisso e a confiança que formam os 5C, os caracteres da competitividade, as modernas ferramentas que construirão o novo caminho do Brasil no rumo de um progresso interiorizado e de forma sustentável. Vamos acreditar e avançar, sem recessão e com produção suficiente para atender à crescente demanda, afastando de vez a volta do monstro da inflação. Vale aproveitar o momento e caminhar a favor do vento.

Paulo Cesar Bastos paulocbastos@bol.com.br

Salvador

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SERVIÇOS DE ÔNIBUS

Em relação ao editorial Melhorar o serviço de ônibus publicado no dia 22 de janeiro, é preciso entender que o que vai melhorar o sistema de transportes coletivos é a sua integração com outros modais, entre eles destaco o incentivo ao pedestre e a inclusão dos modais bicicleta e carros compartilhados no sistema de transportes da cidade. O que atrapalha a eficiência dos ônibus são os congestionamentos no centro expandido com maior quantidade de carros, porém é importante entender que  a criação de ações desestímulo ao uso do carro não pode causar transferência modal para o sistema coletivo, a cidade é limitada em termos de espaço viário e atendimento da demanda, é aí que entra o TNM, (transporte não motorizado) ou seja, para atender os 70% a 83% das pessoas que circulam no centro expandido de carro em distâncias curtas de até 6km, estas pessoas deveriam estar deixando o carro em casa e utilizando sistemas de CarSharing, Bicicletas e andando a pé, isso não é nenhuma novidade, é uma estratégia de baixo custo  mesmo para cidades com topografia acidentada como São Paulo,  altamente eficiente utilizada nas grandes  cidades como Londres, Paris, Munique entre outras.

Lincoln Paiva lincoln@greenmobility.com.br

São Paulo

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O TRANSPORTE POR ÔNIBUS

Raramente a excelência dos editoriais do Estado projeta proposta de ficção. No entanto, parece ser esse o caso do que propõe a melhora dos serviços de ônibus na capital. Ao aportar à nossa desvairada e amada paulicéia, o transporte por ônibus e bondes, a cargo da antiga CMTC, era um caos. Decorridos mais de 50 anos, em que pese a abertura de importantes espaços viários, nada mudou. O sistema está sobre o controle de uma máfia, portadora de uma tecnologia altamente desenvolvida para ludibriar o poder concedente e a população. Afirmo-o com a experiência pretérita de vinte e dois anos no cargo de assessor jurídico do Sindicato dos empregados no transporte de passageiros. O problema só terá solução quando for universalizada a rede metropolitana e o transporte por ônibus for um mero serviço auxiliar, como menciona o editorial.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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MAIS UM PROJETO DO PREFEITO

Na véspera de mais um aniversário de nossa cidade, o Estadão publicou no caderno Metrópole, mais um “presente” do atual prefeito, que receberá com méritos, hoje, o diploma de o pior prefeito da história de São Paulo, que lhe será entregue por um conjunto de entidades que realmente se preocupam com a melhoria da metrópole. Agora, o projeto prevê o aterramento das linhas de trens da região oeste a leste e a construção sobre elas de um parque linear e uma via paralela à Avenida Marques de São Vivente e, em paralelo, o desmonte da excrescência urbana que é o Minhocão. As obras deverão ocorrer por conta de uma Operação Urbana, através dos Cepacs, e o consórcio escolhido terá o direito de construir espigões residenciais na região. A prefeitura, leia-se o prefeito, espera atrair para a região da Operação Urbana Lapa- Brás, 40 0 mil moradores em 20 anos. Atualmente são 135.000 moradores. E ai que esse projeto começa a fazer água, pelo menos em minha opinião e visão de engenheiro. Se a linha do Metrô já não dá conta da demanda atual, como espera o alcaide que a Companhia do Metropolitano dará conta dessa nova demanda? Com a nova avenida, privilegiando mais uma vez o transporte automotivo? Se decidiu demolir o Minhocão, porque autorizou a linha elevada do Metrô sobre os bairros nobres da Zona Sul? Em todas essas questões não são explicitadas as soluções dessas questões, se bem que muitas serão objeto do planejamento ora contratado. Além disso, por que contratar uma empresa americana, se a prefeitura possui um grande corpo de engenheiros e arquitetos, que sei perfeitamente capacitados a realizarem o mesmo serviço? Não é o primeiro projeto, ao longo de todos esses anos, muitos já devidamente abandonados. E finalmente, não tem o mínimo sentido gastar tanto tempo e dinheiro nessas obras, enquanto moradores sofrem anualmente que com as enchentes há anos previsíveis, quase se afogam dentro de casa, os trabalhadores demoram quatro horas diárias no trânsito, apertados nas conduções como sardinhas em latas, só para irem trabalhar. Essas obras interessam muito mais às empreiteiras e construtoras de que para a população. E o jornal informou que o Ministério Público Estadual deu 10 dias para o prefeito Kassab justificar a contratação nos últimos seis anos de R$ 350,2 milhões de projetos que podem nem poderão jamais ser aplicados ou até cancelados depois do término da sua administração. E precisa mesmo.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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