Fórum dos Leitores

DIREITOS HUMANOS

O Estado de S.Paulo

02 Fevereiro 2012 | 03h08

Em Cuba

Interessante como nossa presidente e seu partido acendem uma vela para Deus e uma para o diabo. Aqui vociferam pelos direitos humanos, a começar pela tal "Comissão da Verdade", que, a meu ver, ouvirá só um dos lados, não permitindo que o outro se manifeste. Se houve exageros da direita, a esquerda não foi santa, cometendo seus crimes também. Agora, uma vez em Cuba, a "presidenta" relativizou a questão dos direitos humanos, assim como o seu antecessor demonstrou insensibilidade por ocasião da morte de um dissidente cubano. Aqui ela é uma fera intransigente em defesa de tais direitos, já lá a história é outra... E não falta quem acredite nesse governo!

HELEO POHLMANN BRAGA

heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto

Ideologia

A presidente Dilma, para "poupar Cuba", ou fugir das perguntas dos dissidentes, disse em Havana uma frase preocupante: "Direitos humanos e ideologia não se misturam". Portanto, lá, ideologicamente, o governo sendo comunista, esses direitos não são violados, porque não existem, livrando-se assim, metaforicamente falando, a nossa presidente de uma saia-justa. Que Deus livre o Brasil dessa interpretação capciosa.

ANTONIO BRANDILEONE

abrandileone@uol.com.br

Assis

Incoerência

Enquanto dona Dilma e comitiva babavam um ovo danado (quanto fetiche, hein!) para os irmãos Castro, ícones mundiais do desrespeito aos direitos humanos, por aqui o Planalto, via Secretaria dos Direitos Humanos, emitia nota (político-partidária?) denunciando violações de direitos humanos na reintegração do Pinheirinho. Quanta incoerência!

MAURÍCIO LIMA

mapeli@uol.com.br

São Paulo

Dilma e suas opiniões

De uma ex-revolucionária que sofreu prisão e tortura na ditadura por seus atos e opiniões, como sofrem os cubanos na ditadura cinquentenária castrista, não se esperava a aceitação que ela demonstrou em Havana do que ocorre em Cuba. Isso é que é mudar de opinião sem razão consistente. Ela deixou de ser revolucionária e passou a ser militante do lulopetismo. Por essas e outras, os esportistas cubanos foram deportados enquanto estavam no Brasil, mas a viagem da blogueira cubana "é responsabilidade de Cuba".

MÁRIO A. DENTE

dente28@gmail.com

São Paulo

Identificação

Não bastasse ter de escutar de nossa presidente que "os demais passos não são da competência do governo brasileiro", somos obrigados a ouvir uma esdrúxula comparação sobre violações de direitos humanos em Cuba com as cometidas pelos EUA e até pelo Brasil, países democráticos cujo povo - para desgosto dos ideólogos do PT - contam com liberdade de expressão e de ir e vir. Nenhum desses países viola os direitos de seu povo como Cuba, que trancafia seus cidadãos naquela miserável ilha e os faz apodrecer em masmorras quando desagradam ao governo. Subestimar as crueldades praticadas em Cuba só vem comprovar o quanto nossa presidente se identifica com o "fantástico" regime comunista ditatorial que lá vigora, a despeito da ingenuidade dos que vêm propalando a racionalidade e independência da presidente Dilma.

JOSÉ MARIO OLIVA FILHO

jmto@terra.com.br

São Paulo

Lição de democracia

Parabéns à nossa presidente, que deu uma verdadeira lição de democracia em Cuba, notadamente endereçada àqueles que se proclamam líderes mundiais no assunto, porém mantêm vergonhosamente uma base militar em Guantánamo, odiosa sob todos os aspectos e que fere todos os mais comezinhos direitos humanos. Aliás, é comum observar no Fórum dos Leitores a manifestação de cidadãos sobre a ferrenha ditadura dos irmãos Castro, com mortes de dissidentes nas masmorras, por greve de fome, etc. Porém nada de comentários a respeito daquele verdadeiro câncer implantado na ilha cubana e que até hoje nenhum presidente dos EUA, democraticamente eleito, seja republicano ou democrata, ousou banir do mapa do mundo.

CARLOS LAUÉ JUNIOR

bibalaue@volny.cz

São Paulo

Duas prisões

A sra. Dilma afirmou: "Se vamos falar dos direitos humanos, teremos que falar do Brasil, dos Estados Unidos, de Guantánamo". Ela se declara não preconceituosa, mas é suficientemente maliciosa para alfinetar os EUA com Guantánamo e omitir comentários sobre o outro lado da ilha-prisão chamada Cuba.

JEAN-LOUIS CAPOUILLEZ

jean-louis@fennec.com.br

Itapecerica da Serra

Telhados de vidro

Dona Dilma tem razão. A população norte-americana está há tempos tentando fugir dos EUA, não é mesmo? A qualidade de vida lá é um horror. Já Cuba é o paraíso da América Central, país democrático, desenvolvido, a população desfruta total liberdade e os direitos humanos são a cereja do bolo da família Castro. Será que somos todos uns bobos por aqui e ainda não sabemos?

ADEMAR MONTEIRO DE MORAES

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

Vidraçarias

Para "poupar Cuba" a nossa presidente invocou esta verdade indiscutível: "Todos têm telhado de vidro". Mas, cara presidenta, há, infelizmente, no planeta países que são verdadeiras vidraçarias.

GLALCO ÍTALO PIERI

colyacpieri@uol.com.br

Avaré

Desculpa de sempre...

... típica de petistas. Quando não têm como justificar o injustificável, dizem que todos têm "telhado de vidro". Deveriam patentear essa desculpa.

RICARDO MARIN

s1estudio@ig.com.br

Osasco

Uma mão lava a outra

Muita ingenuidade de quem esperava um discurso diferente da presidente na ilha dos irmãos Castro. Esqueceram-se das caixas de uísque enviadas por eles na campanha do Lula?

MÁRIO ALDO BARNABÉ

mariobarnabe@hotmail.com

Indaiatuba

Caridade começa em casa

As declarações da presidente Dilma em Cuba foram lastimáveis!

Comparar Estados Unidos com Cuba e falar do tal telhado de vidro, referindo-SE  a Guantánamo? Meu Jesusinho! Os Estados Unidos são uma democracia e Guantánamo é uma prisão militar onde estão terroristas ligados à Al-Qaeda e ao Taleban, e não soldados em tempo de guerra que foram presos. Esses terroristas não estão protegidos pela Convenção de Genebra, apesar de que o presidente Obama declarou, em 2009, que o EUA  não mais torturariam esses prisioneiros. A ONU, desacreditada e sem nenhuma força política,  deveria pedir que se fechasse essa prisão, mas também que Castro & Cia. libertassem todos os seus presos, ditos pelo regime cruel "políticos", pois esses tiveram a coragem de contestar seu cruel regime e, por esse motivo, estão há anos mofando nas pocilgas cubanas. Dilma precisa urgentemente estudar ou  revisar as aulas de História, ou se faz de idiota e, assim, quando seus neurônios se  juntam, ouvimos esses impropérios que disse em Cuba. Perdeu a grande oportunidade de mostrar ao mundo que o Brasil, com sua nova governante, evoluiu em política dos direitos humanos e está atento às barbaridades cometidas  em Cuba, no Irã, na Síria e nos demais regimes insanos. Mas covardemente preferiu seguir a cartilha petista de adular e  se calar diante do sangrento regime cubano. Foi lá para deixar a "caridade dos  petistas" feita com o nosso suado dinheiro e, sem pedir autorização ao Congresso, emprestar US$ 680 milhões. Aliás dar, pois nunca mais veremos  esses milhões de dólares, que saíram dos cofres do BNDES. É uma afronta! Barbárie, dona Dilma, é dar aos estrangeiros quando aqui existem milhões de brasileiros que não têm nem uma humilde casinha nem o que comer.

Agnes Eckermann agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz

A diversidade do Brasil

Torna-se difícil assimilar e entender determinadas matérias publicadas no dia a dia em nossos jornais e revistas, tal como parte do noticiário do “Estadão” de ontem na página A5, com o título “País vai financiar compra de alimentos para a ilha”. São apenas inicialmente US$ 350 milhões, como parte de um crédito de US$ 523 milhões, ofertados à ilha de Cuba, na primeira viagem oficial da presidente Dilma àquela região, grande parte destinada à compra de alimentos para os cubanos. Convivemos assim com dois países distintos, de um lado, um Brasil rico e poderoso, que se dá ao luxo de proporcionar alimentos para cubanos, construir estradas e pontes para a Bolívia, manter uma considerável tropa militar no Haiti, alterar o contrato ainda vigente da Hidrelétrica de Itaipu, alterando cláusulas que proporcionem maior remuneração ao Paraguai, que nos cedeu apenas parte insignificante de seu território para instalação da usina. De outro lado, temos um país pobre, que não dispõe de recursos para acabar com a fome e outras necessidades da população pobre do Nordeste e dos abandonados na imensidão da Amazônia, não dispõe de verbas para possibilitar uma aposentadoria condigna aos aposentados que contribuíram para a “Previdência Social” por 35 anos e até mais e no momento em que mais precisam não têm o retorno prometido, merecido e justo, nem sequer com  atendimento médico e remédios acessíveis.

Gostaria de pedir à sra. Presidente: olhai também pelos sem-teto ou sem-abrigo, vítimas de vendavais, enchentes e até tornados aqui mesmo, em nosso querido país. Em sua visita houve referência ao bloqueio imposto a Cuba, um castigo merecido, embora exagerado, que não precisava durar tanto, simplesmente porque, ao aderir ao regime comunista, tentou implantar na ilha uma base de foguetes fornecidos pela União Soviética, de alcance internacional, na divisa com os americanos, não sendo possível graças à intervenção determinante do presidente John Kennedy.

Sra. presidente, gostamos muito de sua atuação no primeiro ano de gestão, continue firme para que este nosso sofrido país possa se livrar de políticos corruptos e desonestos, que os convocados a colaborar em seu governo sejam pela competência e honestidade, deixando de lado os políticos aproveitadores.

Dilson Rocha Melo dilsonmelo1632@terra.com.br  

São Paulo

Direitos Humanos

Em Havana, ao tocar no tema essencial dos direitos humanos, a presidente Dilma Rousseff, para não ter de condenar a política cubana, fez uma comparação entre os EUA e Cuba, focalizando a absurda situação de Guantánamo. Mas esqueceu que em Cuba não há eleições livres, não existe liberdade de imprensa e há presos políticos sob ameaça de julgamentos sumários. Falou do telhado de vidro de todos. Porém Brasil e EUA vivem regimes democráticos. Cuba está sob uma ditadura de mais de 50 anos. Em 1959, a revolução de Sierra Maestra derrubou o poder cruel de Fulgência Batista para redemocratizar o país. Acabou substituindo aquele regime ditatorial pelo dos irmãos Fidel e Raúl Castro.

 

Francisco Pedro do Coutto pedrocoutto7@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

Cá e lá

Aqui, no Brasil do PT, em novembro de 2011 a presidente Dilma sancionou a lei  que instituiu a Comissão da Verdade. Para a presidente, que diz ter sido torturada durante o governo militar, a sanção dessa lei colocou o país num patamar em que o Estado deve subordinar-se aos direitos humanos,deixando claro, também, que tal lei garante o direito à memoria , à verdade e à cidadania, não se tratando de uma revanche histórica. Tudo muito lindo! Lá na Cuba de Fidel Castro, a presidente Dilma evitou encontrar-se com representantes das famosas Damas de Branco, que lutam para conseguir a liberdade ou um mínimo de respeito para os prisioneiros políticos, que suportam estoicamente um tratamento tão desumano que chegam a morrer para que o povo cubano consiga recuperar sua liberdade de consciência. Dilma não só evitou encontrar-se com as dissidentes, como ainda ignorou o terror imposto pelo governo na ilha de Fidel, dizendo que "problemas de direitos humanos todos os países tem". Ah...é?  Tanta complacência de Dilma para com o regime de Fidel faz com que fique desacreditada a sinceridade do PT na sua busca da verdade histórica em território brasileiro, ficando claro que o discurso petista nunca passou de um blá-blá-blá  ideológico a disfarçar um mero e sedento  desejo de vingança.

Observação: Se a ditadura militar tivesse tratado os terroristas como Fidel trata os seus presos... nenhum político que hoje ocupa altos cargos neste governo teria sobrevivido para os usufruir, inclusive a presidente Dilma. Que sorte a dela ...

Delcio da Silva delcio796@terra.com.br

Taubaté

Falha grave

A Sra Dilma vai a Cuba criticar Guantánamo, que mantém presos terroristas do mundo inteiro e sob os cuidados dos EUA,

enquanto se lixa para as centenas de dissidentes políticos presos pelos comunistas, donos da ilha. Esta postura se torna

completamente incoerente quando justamente "ela" prometeu, ao assumir a Presidência, não ser tolerante com tais

práticas, fosse onde fosse. Infelizmente, nossa presidente parece ser igual ao seu antecessor, diz uma coisa e faz outra.

Falha grave da diplomacia brasileira!

Ana Prudente ana_prudente@uol.com.br

São Paulo

Ditadura comunista pode bater

É indefensável quem não defende os direitos humanos. O Brasil perde outra oportunidade de postura humanizadora sobre esse assunto em Cuba. Previamente combinam o que pode ser dito. Qualquer que seja o país, o seu líder tem de ser livre nesse assunto, desvinculando-se de ideologia, comércio exterior, PIB, etc.

Gilberto Magnani gilmagnani@hotmail.com

São Paulo

A volta das asneiras

Pensávamos que com essa senhora na Presidência as asneiras ditas pelo “cara” já estavam acabadas. Mas, não! “Telhado de vidro” tem ela, não o povo brasileiro. Por que não atendeu os dissidentes? Teria ficado com medo de ser confundida com eles e ir para Guantánamo? Se ela quer discutir (para justificar) o empréstimo para a compra de alimentos destinados a um povo bloqueado economicamente, deveria ir a Miami para ouvir e sentir o povo da “Cuba libre”, e não a Havana.

Luiz Carlos Cunha luiz.cunha@terra.com.br

São Paulo

E o Oscar vai para...

A presidente soube muito bem interpretar um papel para se eleger, assim como seu criador! Dizia ela que sempre apoiaria o direito de cada um se manifestar, pois como presa pela revolução sabia bem o valor da liberdade. Que artista, merecedora do Oscar. Azar de quem não votou nela e é obrigado a aguentar. Bem que ela podia ficar para sempre em Cuba, já que gosta tanto da ilha dos sanguinários irmãos Castro.

Deborah Marques Zoppi dmzoppi@uol.com.br

São Paulo

Dúvida cruel

 Gostaria de saber da professora de História da USP, Maria Aparecida de Aquino, se não são dúbias as posições assumidas por Dilma Rousseff, em Havana, a respeito do tema dos direitos humanos.  A professora afirmou, endossando o comportamento de nossa mandatária, que a "presidenta" agiu assim por entender que, "como autoridade máxima de um país, (ela) não poderia interferir nos assuntos internos do governo que a recebe" (sic Estado, A5, 1º/2). Eis aqui a razão de minha dúvida: disponibilizar ao "cocodrilo verde" US$ 523 milhões (a maior parte pelo Proex) nesta sua primeira viagem à ilha; abrir uma outra linha de crédito de US$ 200 milhões para a compra de equipamentos e insumos agrícolas;  liberar, também, a última parcela de US$ 230 milhões, remanescente de um financiamento (este desde os malfadados tempos de Lula) para o Porto de Mariel; enfim, será que repassar aos irmãos Castro um montante de US$ 1,37 bilhão não seria, além de descarada "interferência nos assuntos do governo” que  recebeu a nossa "presidenta", uma explícita submissão a um governo de dois ditadores ultrapassados, no tempo e no espaço, somente para mostrar ao mundo que somos, o Brasil, como unha e carne dos  governantes daquilo que já foi, também, um... país?  Principalmente sabendo-se que Cuba "nada de braçadas" (sic Odorico Paraguaçu) nas águas internacionais do mar da inadimplência, principalmente como decorrência de suas intensas relações passadas com a União Soviética e agora com a Rússia, o Irã e Hugo Chavez (já nem digo Venezuela)? Que uma ilha que já foi um paraíso no paraíso do Caribe está quebrada e não paga mais ninguém? É e sempre foi muito fácil cumprimentar os outros com o chapéu alheio!

João Guilherme Ortolan guiortolan@gmail.com

Bauru

Pior que o de Hitler

Surpreendente a foto de Dilma com parte de sua comitiva, na capa do Estadão de ontem (1/2). Jorjão em camisa,  top-top   com um chapeuzinho na mão e o resto, sem comentários. Mas o pior foi dar mais dinheiro para um regime sanguinário, que nunca respeitou os direitos humanos e, mesmo assim, Dilma ainda falar da prisão de Guantánamo, onde nunca foram executados prisioneiros. Ah, que essa prisão deveria ser desativada, aliás, foi promessa de Obama. Mas o regime cubano, pelo amor de Deus,   foi tanto ou pior que o de Hitler.  Por sinal, o passo de ganso do militar cubano é uma das características ds desfiles de Hitler.

Carlos Eduardo Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Falta de honestidade

A presidente Dilma é desonesta ao não dar os devidos créditos aos ex-presidentes Itamar Franco e Fernando Henrique. A presidente Dilma é uma farsante, pois, assume o papel de durona, técnica e gerentona faxineira, quando, na verdade, apenas afasta obstáculos que possam atrapalhar um projeto de poder. A presidente Dilma é covarde perante Bolívia, Venezuela, Argentina, Equador e Cuba, quando se cala diante dos desmandos de diversas naturezas, principalmente com proibições do livre pensamento e expressão. A presidente Dilma perde a oportunidade de enterrar um passado de atentados com o objetivo de implantação de uma ditadura de esquerda e fazer nascer uma nova pessoa com a vida dedicada à verdade, à honestidade e ao respeito que um país precisa para prosperar.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

Da série perguntar não ofende

Se o comunismo é uma forma de poder tão boa e eficiente, por que Cuba está tão degradada e necessitando de ajuda? Por que tanta gente quer sair dessa ilha paradisíaca? Por que Dilma e sua turma paparicam tanto os ditadores de lá, enquanto lutavam contra os daqui? O poder é uma coisa linda e viciante. Todos querem é o poder, e o povo (nós) que se dane! Uma coisa é certa, prezo muito minha liberdade de ir e vir, não quero ninguém me dizendo o que ler, o que ver ou o que ouvir. Se depender de mim, pego uma panela e vou sozinha para a rua defendê-la.

Helena Majuri majuri.helena@gmail.com

São Paulo

FIDEL CASTRO

Após 50 anos, o embargo econômico americano a Cuba produz imagem, no mínimo, esdrúxula de Fidel Castro usando roupa esportiva com logo da americaníssima Nike (1.º/2, A7). Pode?

 

J. S. Decol  decoljs@globo.com

São Paulo

DUBIEDADE

 

Logo nos primeiros dias de seu mandato, a presidente Dilma enfatizou que a liberdade de imprensa era fundamental para o aprimoramento da democracia, e salutar para a boa convivência entre o poder e a população. Curiosamente, em sua visita a Cuba ela prestigia de forma explícita um regime totalitário que permanece no poder há 53 anos, uma das ditaduras mais longas da história. No empobrecido país, todos os postulados da democracia foram implacavelmente desmantelados pelos irmãos Castro e seus asseclas. Fazer uma visita ao sofrido povo cubano sem pôr em pauta a questão fundamental dos direitos humanos é um sinal evidente de contradição a tudo o que a presidente fez questão de apregoar no início de seu mandato.

 

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

RÉ CONFESSA

Em sua visita a Cuba a dona Dilma confessou que pratica crimes contra os direitos humanos. Senão, vejamos: primeiro ela fala que cumpriu a sua obrigação dando permissão à blogueira perseguida por Fidel para entrar no Brasil, mas em momento algum pediu para que permitissem que a jornalista saísse da ilha para visitar

o Brasil. Depois agiu covardemente mais uma vez quando disse que não iria tratar de assuntos relacionados com os direitos humanos já que até mesmo no Brasil o teto é de vidro. O que falta mais para cassar essa infeliz? Ela agora é ré confessa em não cumprir a Constituição brasileira e desrespeita os direitos de todas as pessoas que são agredidas e maltratadas. Com isso ela reconhece perante a imprensa mundial que persegue os aposentados, idosos, crianças e todas as pessoas fragilizadas por causa dos roubos que são praticados pela quadrilha de seu governo. De fato ela confirmou que é uma cópia de Lula para a prática do mal contra a população brasileira.

Antonio Ranauro Soares antonioranauro@bol.com.br

Sete Lagoas (MG)

VALORES IMORAIS

Sinto-me constrangido, como brasileiro, ao ver o mais importante representante da comitiva do governo no Fórum Econômico Mundial afirmar que a questão dos direitos humanos não é emergencial em Cuba. O que o ministro Antonio Patriota disse é um acinte. Colocar a sua ideologia à frente de assuntos tão importantes como esse é inaceitável para alguém em sua posição. É evidente que não é nada inédito. A própria presidente Dilma, em sua viagem à ilha caribenha, alicia docemente os ditadores cubanos com um cheque multimilionário e deixa falando sozinhos os dissidentes do país, que não podem sequer abrir a boca para pedir mais liberdades civis àquele regime totalitário. Esses são os valores imorais do PT. Não acho que sejam, porém, os valores da maioria da sociedade brasileira, que rejeita toda e qualquer forma de opressão política – como a que ocorre há décadas na terra dos irmãos Castro, responsáveis pelo desaparecimento de milhares de pessoas que cometeram o "crime" de pensar diferente.

 

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

DIREITOS HUMANOS E EMPRÉSTIMO A CUBA

 

Parece que Dona Dilma não quer ouvir, em Cuba, os representantes das vítimas da agressão aos seus direitos humanos, embora saiba muito bem a extensão desse tipo de dor. Mas vai com milhões para emprestar aos ditadores cubanos taparem os buracos da péssima administração comunista que realizaram durante mais de 50 anos. Temos tanto dinheiro assim para emprestar? E nossa péssima saúde, e a nossa horrível segurança, para não falar em nossa fraquíssima educação, podem dispensar tanto dinheiro? Na verdade, a ideologia nunca pode andar de mãos dadas com a eficiência administrativa nem com a omissão defensiva de mínimos direitos dos cidadãos.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

SEM SENTIDO

Um país onde falta saneamento básico; que não consegue atender a demanda de sua população na área de saúde; onde há lugares sem segurança e que ainda tem uma carência grande na área educacional poderia emprestar US$ 523 milhões a Cuba? Eu só queria entender...

 

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com

Bauru

GRATO

Parabéns, dona Dilma, Cuba agradece. A notícia segundo a qual o Brasil vai disponibilizar um crédito de US$ 523 milhões ao país de Dom Fidel, o maior facínora da América, nos deixa, otários brasileiros, deveras contentes. Isso prova que o Brasil está estufado de conforto e necessidades básicas. Nada mais falta, a não ser ajudar los hermanos. Aqui como se sabe, nada falta. As estradas brasileiras são um exemplo a qualquer país desenvolvido. As escolas, verdadeiro padrão de conforto aos alunos. O salário dos mestres, nem se fale. Os hospitais inaugurados na gestão petista podem abrigar pacientes de todo o globo. A segurança pública, equipada com o que existe de melhor, cultiva o crime e os criminosos para exportação. Nada falta, a não ser ensinar o eleitor a votar. Chega de tantas lambanças. Veja-se a alta rotatividade de ministros.

L. Dutra l.dutradvogado@uol.com.br

Avaré

*

PAC

PAC, Programa de Ajuda a Cuba, está a todo vapor. Já o noço...

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

DILMA COMO BOA GESTORA SÓ NA PROPAGANDA

Parece que existe uma ação orquestrada tentando emplacar que a presidente Dilma sabe administrar o País. Por enquanto nada indica esta versão!  Primeiro é bom lembrar que a presidente por mais de cinco anos como Ministra da Casa Cível, foi cúmplice dos fracassos de vários programas do Lula. Como: as PPPs, PAC, das novas universidades que não se concluem, concessão de estradas exigidas com tarifas baixas de pedágios, que     sequer os vencedores conseguem realizar as obras necessárias, etc.!  E ainda o Minha Casa Minha Vida, que foi lançado para privilegiar as camadas de menor renda, e até aqui pouco se fez para contemplar esta gente... E como esses investimentos patinam, e muitos nem iniciaram, incluindo as centenas de creches prometidas, o PIB do primeiro ano de gestão de Dilma, não deve ultrapassar os 2,7%, e o mesmo se repetir em 2012. Aliás, com toda bonança econômica internacional em boa parte destes nove anos do petismo no poder, o crescimento econômico brasileiro ficou em média no período nos pífios de 4,3%, e a inflação em torno dos indigeríveis 6,5%.   Ou seja, com os excessos de gastos públicos improdutivos que vem ocorrendo, baixíssimo nível de investimentos em infraestrutura, e inflação alta, dificilmente teremos um PIB próximo o da China... Por outro lado, Dilma pela onda incontrolável da corrupção alimentada nesta era do lulismo, teve por pressão da sociedade que trocar (com muito atraso) seis ministros suspeitos de incentivar desvios de recursos. E dois como Fernando Pimentel, e Fernando Bezerra, também denunciados por ilicitudes, que a presidente vacila em demiti-los... Longe de achar que a presidente tenha o mesmo caráter populista de Lula, sua comunicação com a sociedade pelo menos é mais respeitosa. Mas, isso não resolve as improrrogáveis prioridades, como a melhora na educação, saúde, estradas, portos aeroportos, ferrovias, etc. Isso posto; esta administração segue com os mesmo vícios da anterior, de ser incapaz de criar condições estruturais que assegurem um futuro promissor para o País.  E a dosagem das soluções até aqui apresentadas são paliativas, ou a mesma de um médico que dá um remédio para o seu paciente, que elimina apenas a dor, mas não cura!  Ou seja, dá a impressão equivocada que tudo está uma maravilha, quando somente resolve os problemas do dia a dia, mas não os do amanhã. Esta acomodação, ou ineficiência vai nos custar muito caro já nos próximos anos. A indústria brasileira está desprestigiada. Nada inovamos! Reformas estruturais como a política, tributária, etc., tão prometida não saiu do papel. E por uma questão de corporativismo, o governo tampouco demonstra interesse para regulamentar a já aprovada reforma da previdência, em que os novos funcionários públicos admitidos, passariam a ser regidos dentro das normas de aposentadoria do setor privado. Mas, com alguma consciência de que a máquina pública federal não produz, a presidente agora tenta impor aos seus ministros um comprometimento com metas, seguindo modelo utilizado no setor privado. Este programa deverá ser supervisionado pelo empresário Jorge Gerdau. Se vai dar certo, não sei!  Mas, o que também é de se perguntar; por que somente agora?!  Clara evidência de que a Dilma, não aprendeu nada com os erros do governo anterior! Por outro lado, o receio maior com todos esses fatos negativos na sua administração, é que a Dilma, segue bem avaliada nas pesquisas de opinião! E que este o apoio popular, leve a presidente a se acomodar, ou continuar refém do petismo arcaico de governar, como ávido pelo poder e privilégios!  Não tenho dúvida, a continuar como está, dificilmente Dilma receberá o diploma de boa gestora!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

CONTROLE

A "presidenta" Dilma Rousseff pretende implantar um sistema online para vigiar contratos da União. A ideia é excelente, porém com a habilidade que têm alguns dos nossos políticos, ao invés de sistema online, implantar tornozeleiras eletrônicas pressuponho que traria melhor resultado.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

CÂMARA DE GESTÃO

Quanto custará aos cofres públicos e ao bolso do contribuinte a "Câmara de Gestão, Desempenho e Competitividade", ou será um trabalho de voluntariado por parte de seus membros? Não é função da Casa Civil fazer essa gestão? Quantos são os membros dessa Câmara?

Arthur Biagioni Junior biagioni.jr@uol.com.br

Campinas

O BEM OU O MAL

Perguntar não ofende: Será que com o novo CEO Johanpeter a dona Dilma nos tirará deste inferno?

 

Mara Fonseca Chiarelli mara.chiarelli@ig.com.br

Mogi Guaçu

MAIS UMA DE HADDAD

Foi incluído no "kit PT" da campanha eleitoral de São Paulo o livreto impresso Brasil Alfabetizado, com páginas coloridas e chamativas, cuja finalidade é exaltar a gestão de Fernando Haddad no Ministério da Educação (MEC), porém com informações tão falsas que o próprio MEC acabou por  reconhecer os "erros". Por exemplo, consta no livreto que Haddad é o responsável pela alfabetização de 13 milhões de jovens e adultos, dado desmentido pelo IBGE, que aponta a redução do número de analfabetos em apenas 2,3 milhões, um porcentual muito alto para ser entendido como simples erro. O chefe da assessoria de imprensa do MEC assumiu o erro, mas enfatizou que foi apenas uma falha "pontual". Muita oportuna esta pontual falha num ano eleitoral em que Haddad concorre à Prefeitura de São Paulo. Pior ainda, os exemplares não foram recolhidos, continuam a rolar por aí fazendo a cabeça de pessoas simplórias, o que caracteriza má-fé e propaganda enganosa do PT. Talvez precisemos alertar o Tribunal Superior Eleitoral, que, parece, não vê nada de mal nesta atuação tão ardilosa da campanha petista, já que não se pronunciou!

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

ENGANAÇÃO

Mais um “milagre da multiplicação dos pães”, digo “dos alfabetizados” proporcionado pelo lulopetismo. Circula por São Paulo uma cartilha colorida exaltando os "grandes" feitos do Haddad no MEC, entre eles o número de jovens adultos que foram alfabetizados em torno de 13 milhões desde 2003, dado desmentido pelo IBGE, que contabiliza em apenas 2,3 milhões a redução de analfabetos entre 2000/2010. Para ganhar as eleições, como já é do conhecimento de todos, o PT usa e abusa de dados fictícios para enganar os trouxas.

Leila E. Leitão

São Paulo

PSICOGRAFANDO

Na cerimônia  de despedida de Fernando Haddad do Ministério da Educação, a presidente Dilma Rousseff se referiu ao  retirante como Paulo Haddad. Fácil de entender o ato falho da presidente,  visto que, até para ela, o referencial de ministro de Educação foi  Paulo Renato Souza, ex-ministro do governo FHC, que introduziu o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e que, apesar da gestão de Fernando Haddad, sobreviveu às sucessivas trapalhadas nos governos do PT.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

‘O DONO DO VOTO’

Dora Kramer (31/1, A6) sintetiza de maneira simples a volúpia do prefeito Gilberto Kassab em galgar poderes maiores dentro do nosso Estado, juntando suas pseudoforças com o PT. Quem decide somos nós, os eleitores, que somos o fiel da balança. Lembrando o famoso jogo de nossa seleção contra os russos, Garrincha perguntou ao técnico: vocês combinaram nossa tática com os "home"? A força que o PSD apregoa, não tem, nosso atual governador tem de ser "liso" e preparar o contra-ataque. Os tucanos têm de sair de seus ninhos e das zonas de conforto, senão quem vai sair perdendo somos nós, paulistas e paulistanos.

Aloisio Arruda De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

DEMOCRACIA PAULISTANA

Os leitores preocupados com as eleições municipais deveriam se preocupar com a dependência imobiliária das duas últimas administrações cujos principais expoentes foram José Serra, Andrea Matarazzo e Gilberto Kassab no executivo e por Police Neto no legislativo. Convém lembrar que Kassab continuará influindo na cidade no seu estilo nefasto na qualidade de presidente do Conselho Metropolitano. Será necessário que os leitores e eleitores tenham a sua casa, e o seu trabalho, desapropriados ainda nesse ano para eles entender a política paulistana atual e futura caso tal política que só beneficia aos agentes imobiliários continuar? Para que a nefasta política das duas últimas administrações não jogue os eleitores conscientes nos braços do PT, há necessidade de o PSDB lançar na cidade um nome que não tenha qualquer vinculação com as duas últimas administrações municipais e que se comprometa a acabar com a atual política do PSD/DEM/PSDB de ações voltadas para a especulação imobiliária lucrar. É hora de renovar o executivo e o legislativo e é hora de o PSDB aproveitar a sua última oportunidade de restabelecer a democracia na cidade em conformidade com os princípios desse partido – ultimamente esquecidos.

Suely Mandelbaum  suely.m@terra.com.br

São Paulo

CRACOLÂNDIA E PINHEIRINHO

Independentemente do mérito dos objetivos, o modus operandi do governo estadual, em ambos os episódios, resvalaram para despautérios procedimentais que dispensaram seus adversários partidários de utilizarem  marqueteiros nas próximas eleições. Provocaram um enfraquecimento do PSDB em São Paulo absolutamente desnecessário, simples fruto de inépcia administrativa, precipitação, falta de liderança e comando lúcido. Os objetivos poderiam ser alcançados sob o signo da inteligência e não com a tosca simplicidade e truculência de métodos policialescos primitivos.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

MENSALÃO

Desde os tempos da cassação de José Dirceu, só o ministro Lewandowski dava mostras de querer acabar com o mensalão. Alegava que faltavam provas, apesar da evidência de um montão delas, e do parecer do ministro Joaquim Barbosa. A mesma desculpa ele usou em relação a José Genoíno. Ele estava entusiasmadíssimo a defender os mensaleiros, desde que tomou posse no STF, nomeado por Lula. A esposa de Lula, Marisa Letícia, deu uma mãozinha, por escutar os elogios que a mãe de Lewandowski, sua vizinha de São Bernardo, fazia ao filho querido, influenciando Lula na escolha. Mas o que pesou de fato na escolha dele foi a opinião que tinha do mensalão. Ele sabia que Lula queria alguém que ajudasse a livrar os mensaleiro da cadeia. Ao mesmo tempo em que declarava que tinha autos demais para ler, o relator Joaquim Barbosa informava que: “Os autos do processo, há mais de quatro anos, estão digitalizados e disponíveis eletronicamente na base de da dos do Supremo Tribunal Federal”. Lewandowski, portanto, resolveu começar do zero porque quis. Com isso, desaba seu argumento de que o tempo é exíguo, antes que prescreva o mensalão, que é o que parece que ele mais quer.

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

A DANÇA DA PIZZA

Na verdade não se estará julgando o mensalão! Estará se julgando o País! Chegamos finalmente à grande decisão que pode qualificar ou desqualificar o Brasil como nação! Um fato político que gerará uma condição jurídica que esclarecerá se vivemos ou não vivemos em um Estado de Direito! Caso José Dirceu for absolvido sob as condições que os desembargadores reunidos em Teresina apontam, isto é, sob a ameaça de uma retaliação que revelará mais podridão, seremos lacaios dançando a dança da pizza, não seremos mais cidadãos!

Eugênio José Alati eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

MANDA QUEM PODE

Quem tem a chave do cofre manda. E, consequentemente, terá sempre, desde que distribua parte do dinheiro aos congressistas, sem apoio não tem porque exagerar, concedendo ministérios a incompetentes e irresponsáveis, cuja conta pagamos todos nós. Alias, com metade dos atuais 38 (?!), provavelmente o Brasil funcionaria melhor, com menor custo; ou a meta é 40, a exemplo do mensalão e da conta de ali Babá.

André C. Frohnknecht anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

‘CANALHAS’

Canalhas! Que alívio poder gritar junto com Jabor (31/1, D8) a palavra presa na garganta. São mesmo uns canalhas! E ainda se dizem brasileiros? Fora, corja de bandidos!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

JEITINHO CONSAGRADO

O artigo de Arnaldo Jabor no Estadão de 31/1 é o compêndio da destruição moral, física e psicológica de uma nação que se transformou literalmente  numa latrina. Lula sofisticou tanto o "jeitinho brasileiro" que agora tem outro nome: mensalão. Saudades de Fernando Henrique Cardoso já temos. O pior será quando começarmos a clamar por Geisel e seus colegas de farda, que certamente são melhores do que Lula e sua choldra.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

COMO DISCORDAR?

Verdade nua e crua  a crônica do Jabor Os canalhas nos ensinam mais. Mas esperar o que de um país onde seu maior ídolo político  é o Lula,  que na presidência  da República beijou a mão do Jader Barbalho. Foi a cena mais abjeta da política brasileira e que um escritor baiano disse ele ter "...beijado a mão que mexia na merda...). Como discordar? 

Laércio Zanini arsene@uol.com.br  

Garça

‘OS CANALHAS NOS ENSINAM MAIS’

Brasil “progredindo de lado”, “evoluindo em marcha ré”... Será que o Jabor saiu da quarentena?

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

MAIS JABORES

Parabéns, Sr. Arnaldo Jabor. Todo dia começo a ler meu Estadão na seguinte ordem: Esporte, Metrópole, Geral e por último o Caderno 2. Esta semana, ao ler na chamada o título da sua coluna, mudei a ordem da leitura e em 1.º lugar li Os canalhas. Mais uma vez, parabéns, Sr. Arnaldo. Qualquer político honesto (e temos poucos) lerá a coluna até o fim. Muitos lerão somente a chamada, e não terão coragem de lê-la até o fim. Precisaríamos ter muitos Jabores no nosso Congresso. Só assim poderíamos repetir “crianças não terão pais como este, orgulhe-se da terra em que nascestes”.

Paulo Corrêa Leite paulocleite@bol.com.br

São Bernardo do Campo 

 

FIFA VENCE O BRASIL

Anunciado na segunda-feira (30/1) pelo relator deputado Vicente Candido (PT) e com o aval do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), o Congresso Nacional deverá aprovar a exigência da Fifa na venda de bebidas alcoólicas em nossos estádios de futebol, contrariando as atuais leis brasileiras. Isso quer dizer que a Fifa e seus patrocinadores exercem maior poder no País, do que os poderes que fixaram as atuais leis sobre o assunto. Significa, também, que há “interesses maiores” envolvendo o tema. Muito se falou sobre os temores de brasileiros relativos à Copa do Mundo em nosso país na atual conjuntura. O que mais se temeu, sem dúvida, foi a ampliação desmesurada da corrupção envolvendo  obras, serviços, empreiteiras, ministérios, governantes e outros mas, nunca se imaginou que interesses fossem desabilitar as leis do país e “dobrar” o Congresso Nacional. O brasileiro deverá  estar  curioso em saber qual será o preço atual dos nossos  políticos?Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

INTERESSES DE QUEM?

O deputado Vicente Cândido (PT-SP), relator da Lei Geral da Copa, disse ontem ter acertado com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e CBF a volta das bebidas alcoólicas permanentemente aos estádios de futebol no País. Perguntas: 1) O povo vai aos estádios para beber ou ver futebol? 2) A função do ministro da Saúde não seria muito mais útil ele cuidar do SUS, em estado falimentar? 3) E a CBF fazer seu dever de casa no futebol? 4) E esse digníssimo deputado fazer leis importantes para o bem da população que é para isso que foi eleito e muito bem pago por nós? Portanto quais são os interesses obscuros para essa corja se preocupar na liberação das bebidas alcoólicas? Será um "lobby" financeiro? 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

INCOERÊNCIA

Difícil entender estes senhores "conservadores" da Fifa. Acredito que a violência nos estádios brasileiros diminuiu bastante com a proibição da venda de bebidas alcoólicas dentro e nos arredores dos estádios. Agora a impositora Fifa, diz que a bebida está liberada. São estes mesmos senhores que determinaram que tirar a camisa após um gol, deve ser punido com advertência e aplicação de cartão amarelo. Afinal, as pessoas podem extravasar ou não ? Será que se a Fifa administrasse o tênis, Novak Djokovic teria que tomar um amarelo, depois de sua explosão de alegria, após bater o bravo Rafael Nadal, em uma batalha épica de 6 horas ? Quanta incoerência! 

Renato Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

SACOLAS PLÁSTICAS

Em pesquisa realizada pelo Datafolha, a respeito do não fornecimento das sacolinhas plástica as consumidores pelos supermercados, a maioria dos brasileiros (57%) embarcaram nessa nau lucrativa dos barões imponentes dos supermercados que, certamente pagarão maiores dividendos para ajuda nas campanhas políticas, e os consumidores continuarão embarcados nesse pretexto salvador ecológico, agora pagando o que antes era fornecido pelos supermercados. Isto sim, em nome da defesa do meio ambiente – dão este golpe de mestre faixa preta. Só no Brasil os consumidores são tão ludibriados!

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

PÉSSIMO ACORDO

Vou fazer compra no supermercado, quitanda, farmácia etc. e recebo várias sacolinhas que depois uso para forrar os lixinhos (cozinha e banheiro) que semanalmente são recolhidas pelo caminhão. Acabou minha obrigação. Quem joga as sacolinhas na natureza não sou eu. Talvez a Prefeitura. E todos os outros plásticos jogados no lixo? Quem inventou o plástico para facilitar tem que achar a solução, que não é a venda de sacolinhas. Péssimo acordo do governador com os supermercados.

Reynaldo Carvalho Palma rcpalma@uol.com.br

São Manuel

COMPETITIVIDADE

Ainda bem que nossos problemas se resumem as sacolas plásticas que geraram protestos indignados sobre os grandes faturamentos dos supermercados, de fato devem acontecer com ou sem sacolas. O fato de brasileiros gastarem bilhões/ano no exterior porque lá os produtos são até 60% mais baratos e de melhor qualidade isto não deve ser problema, que nossa indústria não consegue competir globalmente, também não. Se temos pleno emprego é pelo serviços não por produção, mas enfim o problema é das sacolas. 

Francisco Xavier Fernandez fcoxav@gmail.com

São Paulo

MISTURA INTRAGÁVEL

Os comerciantes brasileiros perderam mesmo a vergonha, triste país. Quem vende alguma coisa tem o dever de embalar/embrulhar, nunca ser atribuição do cliente. Comerciante sem-vergonha e governo que toma medidas contra o interesse da população só poderia resultar numa mistura intragável.

Bob Sharp bobsharp@uol.com.br

São Paulo

MAIS COMEDIDA

Creio que o não fornecimento das sacolinhas nos supermercados pouco ajudará na limpeza do planeta, porque continuamos precisando dos plásticos para lixinhos de banheiro, pia, lixo reciclável, etc. Melhor seria se todos os plásticos do planeta fossem biodegradáveis. Mas estão me ajudando muito a fazer “economia”! Como me recuso a comprar as sacolinhas plásticas porque não vi na boca do caixa nenhuma redução de custo pelas sacolinhas que não mais nos fornecem, levo apenas duas sacolas retornáveis e se por acaso minha compra ultrapassa, deixo no supermercado o excedente. Resultado? Estou fazendo economia, pois compro apenas o necessário dispensando o supérfluo. Obrigada àqueles que forçaram o cumprimento da lei aprovada sem muita lógica, mas que estão me ajudando a ser mais comedida nas compras nos supermercados.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

QUE SACO!

Tenho lido tanta coisa sobre as sacolas plásticas, que só pelo comodismo e condicionamento que elas trouxeram a população é possível explicar argumentos tão pouco inteligentes. O cocô do cachorro é um destes, sabiam os donos de cachorrinhos, que estão a venda, há muito, sacolinhas para este fim em muitos locais e de vários tipos, vem em embalagens enroladas de vários tamanhos para vários cocôs. Será que é preciso usar as do supermercado e depois vermos aquele monte de sacolinhas que eram de "grátis" entupindo bueiros, porque, como a pessoas não "pagaram", fica fácil jogar fora. Comprar sacos de plásticos reciclado e barato para o lixo e o saquinhos do cocô não exige esforço algum, e dá mais consciência ao uso, pois pagamos de fato e diretamente por elas. Estes argumentos não parecem vir de pessoas com um mínimo de conhecimento, começar a fazer algo já é um passo para melhorar, acomodar-se é um atraso! PS: Há muito uso sacolas retornáveis para ir ao supermercado, e nunca deixei de recolher o que meu cachorro faz nas ruas. 

Francisco da Costa Oliveira fco.paco@uol.com.br

São Paulo

CONSUMIDOR SÓ PERDE

A discussão do momento é em torno da "sacola plástica" do supermercado. Gente estamos no Brasil! Aqui o consumidor não ganha uma. É só ver o que as operadoras de celular, empresas de TV a cabo, empresas aéreas e muitas outras fazem. A população está ao Deus dará, mas políticos e amigos, juízes e o pessoal da corte estão numa boa.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

BIO-HIPOCRISIA

A necessidade de reciclagem dos dejetos "biodegradáveis" ou bio-"desgraçáveis", é algo a ser levado a sério pelas autoridades que impõem mais custos ao consumidor. Haveria um projeto estadual ou municipal, para que a reciclagem pudesse ser levada a sério? Não existe. Recicla-se garrafas "pet" e latas (que são de alumínio); estas, por darem maior lucro aos catadores. E o resto?

E o lixo orgânico para compostagem? Que prefeitura, neste país, já tem uma usina eficiente e lucrativa de biocompostagem? Se já

existem, vamos divulgar e apresentar projetos nas câmaras municipais para uma tomada de consciência razoável. Ecologistas defendem a extinção das sacolinhas plásticas, mas não promovem política de reutilização de todos os demais tipos de lixo com o mesmo interesse. O que me parece , salvo melhor juízo, é que nada se fará de fato. Apenas palestrantes ganhando ao divulgar a hipócrita política ecológica deste país devastador de suas florestas e de seus recursos naturais; e não se diz a verdade sobre os problemas da reciclagem!

José Jorge Ribeiro da Silva  jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

LEVANDO VANTAGEM

Só não entendo uma coisa: se as tais sacolas plásticas são tão nocivas, por que continuam vendendo nos mercados? Quer dizer, quem não se importa em pagar, pode continuar “poluindo”? O correto não seria vender apenas sacolas reutilizáveis? Só no Brasil mesmo. Continua valendo o lema de levar vantagem em tudo.

Ricardo Marin s1estudio@ig.com.br

Osasco

ESTÍMULO

A proibição das sacolas plásticas é um estímulo à compra de jornais para fazer o lixinho “ensinado” no Fantástico ou é para aumentar o faturamento dos supermercados que agora cobram para quem quiser continuar utilizando? Se a ideia é para o bem da humanidade porque não deixar de vender fumo, álcool, etc.?

Cesare Morosini cesare@listasinternet.com.br

Guarulhos

LUZ

Sacolas plásticas, não pode; sacos plásticos para a carne, pode; sacos plásticos para o arroz, poode; sacos plásticos para o feijão, pooode; sacos plásticos para centenas de produtos, poooode; sacos plásticos para lixo, pooooode; será que algum "ecoiluminado de plantão" poderia explicar?

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

GRATO

Quero agradecer ao prefeito Gilberto Kassab e à Apas por restringir minhas idas ao supermercado e pelo desemprego de centenas de empacotadores na cidade de São Paulo. Não tenho mais como fazer compras e levá-las para minha casa, afinal os supermercados, sem nenhuma criatividade se limitam a passar as compras pelos caixas, cobrar do consumidor e dizer a ele que “se vire” para levá-las para casa. Este fato já me fez deixar as compras em cima do check-out e ir embora. Eu como milhares de cidadãos paulistanos não temos como levar as compras fora das sacolinhas descartáveis na mão e entrar em um transporte publico. A solução paliativa dos supermercados é oferecer caixas sujas, onde passam ratos e baratas nos depósitos, para colocar meus alimentos, meus perecíveis, junto com produtos de limpeza e frutas e legumes, amassando e estragando diversos produtos e colocando em risco minha saúde, fato que a vigilância sanitária deveria verificar. Enfim, esta lei absurda vai causar a queda nas vendas e esta restringindo o direito do consumidor de levar suas compras para casa, alem do desemprego dos empacotadores, do aumento de mais de 200% nos sacos de lixo e aumento de vendas em sacolas reutilizáveis e poluentes em mais de 5.000%. Obrigado, Kassab, vereadores  que aprovaram esta lei sem pensar na população e a Apas sem nos dar nenhuma alternativa de levar em embalagens aquilo que compramos nos mercados paulistanos!

Luiz Claudio Zabatiero zabasim@ig.com.br

São Paulo

ALTERNATIVAS

Sabemos que em todo planeta, diariamente, são lançadas e desperdiças inúmeras sacolas plásticas, poluindo o meio ambiente. Tamanha é a preocupação com o problema, que no Brasil, diversas leis estaduais e municipais têm sido elaboradas nos últimos anos, visando banir o fornecimento das sacolas plásticas nos estabelecimentos comerciais. Entretanto, algumas ilegalidades são praticadas visando coibir a utilização das sacolas plásticas. Dentre elas, à competência da União e dos estados para legislar sobre matéria ambiental, levaram associações e entidades a questionarem as leis na Justiça. Em São Paulo, desde a última semana os supermercados não fornecem mais as embalagens, mas a medida é resultado de um acordo assinado por associação que engloba diversas redes e não possui força de lei. Na cidade de Recife possui a novel Lei n° 17.733/2011 que estabelece a disponibilidade de sacolas retornáveis nos hipermercados, supermercados, mercados e estabelecimentos congêneres, além de caixas, atendimento preferencial, aos consumidores que utilizarem tais sacolas, não podendo ser utilizados os mesmos caixas já reservados para idosos, portadores de necessidades especiais, gestantes e pessoas com criança de colo. O descumprimento da lei municipal, pontua penalidades, aplicadas sucessivamente, como advertência, multa no valor de R$ 1.000,00 (hum mil reais), aplicada em dobro a cada reincidência, até o máximo de duas, interdição da atividade e fechamento do estabelecimento e até cassação do alvará de licença. Em nosso pensar, mesmo sabendo dos benefícios trazidos pelo acordo e pela Lei demonstrada, questão da competência nesses casos deve ser contestada, por questão de ilegalidade. A Carta Cidadã pontua que a competência da União ou dos estados para legislar sobre assuntos relacionados ao meio ambiente. Visualizando o texto das leis municipais, em sua maioria, podemos dizer que há flagrante violação da Constituição, tendo em vista a real possibilidade de reconhecimento de inconstitucionalidade das legislações, podendo ser ainda constatado, vício de iniciativa e de violação do pacto federativo. O autor dessas linhas desde o ano de 2008 escreve sobre alternativa para o fim das sacolas plásticas, com a utilização de sacolas reutilizáveis e trabalhos de conscientização ambiental a serem desenvolvidos pelo governo. E passados quase quatro anos, entendemos, que aqui no Brasil poderia ser criada taxa como na Dinamarca, que é cobrado sobre todas as embalagens, além de proibir utilização de outras embalagens, como latas de cervejas e refrigerantes, plásticos e tetrapak, resultando na queda de 66% no consumo de embalagens plásticas. Os indianos no Estado de Himachal é punido com prisão, de até 7 anos além de multa equivalente a R$ 3,5 mil, aqueles que desrespeitarem a lei que proibiu o uso de sacos plásticos. Australianos em diversas cidades declararam por lei livres de sacos plásticos e nos Estados Unidos, em São Francisco, já foram proibidos quase todos os tipos de sacos plásticos em farmácias e supermercados. O cenário brasileiro precisa, urgentemente, dentro da legalidade, utilizar de meios para substituição de sacos plásticos por fabricados através de materiais orgânicos, biodegradáveis e reutilizáveis, como algodão ou malva. Ocorre, que não devemos ser hipócritas ao ponto que o desuso as sacolas plásticas resolva o problema de poluição do plástico, apenas diminui quantidade de lixo plástico que é jogado no meio ambiente. Sem mais delongas, devemos observar os demais produtos industrializados que trazem embalagens altamente poluentes, especialmente as embalagens PET face ao seu considerável consumo, fazendo nós consumidores, boicote aos produtos que mais produzam substâncias que poluem o meio ambiente, não esquecendo que o plástico, demora aproximados 500 anos para se decompor. 

André Marques andremarquesadv@hotmail.com

Goiânia

QUE MEIO AMBIENTE, QUE NADA

Trata-se de uma mudança de hábitos forçada. Nos EUA e na Europa, as sacolinhas plásticas dos supermercados, são vendidas na saída de caixa. Como estamos chegando perto dos países desenvolvidos, pois somos a sexta economia do mundo, as três maiores redes de supermercados do país aproveitaram o “ecologicamente correto”, o momento verde por que passa o subdesenvolvimento tupiniquim, forçaram seus lobbies políticos e aprovaram a legislação que provoca o banimento das sacolas plásticas das suas lojas. Há de se frisar, que acabaram com as sacolas plásticas que eram oferecidas de graça, pois a rede Pão de Açúcar, por exemplo, já está vendendo por módicos dezenove centavos cada, sacolinhas plásticas “biodegradáveis e feitas a partir de fontes naturais”. Alguém acredita que a diminuição das despesas fixas dos supermercados (calcula-se por baixo, que esse gasto com as sacolas plásticas, era de 500 milhões de reais por ano) será compensada com um abatimento nos preços dos produtos das gôndolas? As novas sacolinhas plásticas biodegradáveis, vendidas por esse preço, deveriam vir acompanhadas daqueles apliques vermelhos para nariz (de plástico, é claro).

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

A AMAZÔNIA E AS SACOLINHAS DO SUPERMERCADO

Em apenas um ano o Brasil perdeu 26.130 km2 de floresta amazônica, uma área superior ao Estado de Sergipe (21.863 km2) e quase do tamanho do Estado de Alagoas (29.107 km2), conforme divulgou recentemente o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe. Na prática, 1,3 bilhão de árvores foram derrubadas e 46,5 milhões de aves e 1,5 milhão de primatas foram afetados, segundo uma estimativa feita por pesquisadores brasileiros e publicada na revista do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP). Com essa avaliação, os cientistas autores do estudo mostram que, por trás dos anúncios oficiais de índices e planos contra a ação dos desmatadores, existe um impacto na biodiversidade e na disponibilidade de recursos naturais difícil de ser recuperado.   Calcula-se que perdemos, no curto tempo de um ano, de 1,17 bilhão a 1,43 bilhão de árvores, que foram cortadas e queimadas e, se colocadas lado a lado, dariam mais de três voltas ao redor da Terra. O mesmo cálculo internacionalmente aceito dá como certo que o desmatamento afetou a vida de 43 a 50 milhões de aves e de 914 mil a 2,1 milhões de primatas. A solução é aparentemente simples, mas difícil de ser posta em prática: desmatamento zero e aproveitamento sustentável do território, conforme proposta apresentada pelo Museu Goeldi há alguns anos, mas para que essa proposta seja viabilizada seria necessário um grande pacto entre governos da região amazônica, o governo federal e o setor produtivo. E o aproveitamento de solos degradados pelo desmatamento já integra projetos na região amazônica, entre eles o da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em parceria com o Instituto Brasileiro de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O que falta para essa implementação é “vontade política”, como se costuma dizer no jargão partidário. A mesma “vontade política” que fez a prefeitura kassabiana, o governo alckiminiano e a entidade que reúne os mercadistas de São Paulo, a Apas, fecharem um acordo que repassou a conta das sacolinhas plásticas dos supermercados para o consumidor final, como se fosse do uso das sacolinhas “deixar o planeta no sufoco”, como demagogicamente afirma a campanha dos mercadistas, ignorando o transtorno que a falta dessas embalagens irá fazer na embalagem dos vários lixos domésticos, na limpeza do cocô deixado pelos “pets” nas ruas e outras utilizações. Enquanto isso, já que falamos em “pets”, as chamadas embalagens “pets” de refrigerantes e de produtos de limpeza continuam triunfalmente expostas nas gôndolas mercadistas trazendo, elas sim, poluição para as ruas e bueiros e para os rios, córregos e lagoas.  Os mercadistas agradecem aos governos municipal e estadual de São Paulo a diminuição de sua despesa com as embalagens plásticas, ao mesmo tempo em que engordam seus já gordos lucros com a venda de sacolas recicláveis. E o consumidor? Como dizia Justo Veríssimo, o genial personagem do genial Chico Anysio, “o consumidor que se exploda!”. Já no Paraná, o governador Beto Richa acaba de vetar projeto de lei similar aprovado pela Assembleia Legislativa daquele estado, demonstrando assim que nem tudo está vendido. Voltando à preservação da Amazônia, assim como do Pantanal e da Mata Atlântica, é vital para a saúde do planeta darmos a ele condições de sobrevivência, sem as quais a raça humana também não conseguirá sobreviver. E deixar de lado a ganância mercadista, por ser iníqua, demagógica e imoral.

Juvenal Azevedo adriejuva@uol.com.br

São Paulo

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