Fórum dos Leitores

PRIVATIZAÇÕES

O Estado de S.Paulo

15 Fevereiro 2012 | 03h08

Petrobrás sobreviveu...

Dilma disse que a Petrobrás "sobreviveu a todos os ventos privatistas". Exagero. Entretanto, pena! Por falta de dinheiro tivemos de esperar, infelizmente, mais de 50 anos para estarmos próximos da autossuficiência, ao contrário de muitos países que aceitaram a privatização da indústria. Enquanto isso, gastamos fortunas em petróleo importado, o que certamente atrasou nosso desenvolvimento e a redução das desigualdades sociais. Pobre esquerda brasileira, que não modernizou seu discurso e tenta induzir a "galera" semianalfabeta a acreditar nessas absurdas assertivas, se até países socialistas privatizaram o setor. Pelos mesmos motivos que acabamos de privatizar aeroportos.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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Disputa

Depois de anos de aprendizado, o PT, enfim, quer discutir com a sociedade quem privatiza melhor, PT ou PSDB. Grande debate esse! Será também muito bom para o País quando o PT quiser disputar o título da menor corrupção. A partir desse momento o Brasil estará pronto para o futuro.

CARLITO SAMPAIO GÓES

carlitosg@estadao.com.br

São Paulo

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No frigir dos ovos...

Costuma-se dizer que tudo é farinha do mesmo saco. Sem dúvida alguma, pois concessão é privatização, assim como o é também a tal terceirização. O que as diferencia é o instrumento jurídico utilizado, mas todos, tudo, significam o Estado transferir para outrem, o particular ou privado, uma atribuição que era sua. Então...

PEDRO LUÍS DE C. VERGUEIRO

pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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Feitos governamentais

Queria ver o PT governar o Brasil à época de Itamar Franco e FHC. Aproveitar o que já está pronto e mudar para se favorecer é fácil. Haveria, nesse caso, a publicação dos feitos? "Papagaio come milho e periquito leva a fama"...

TÂNIA PINOTTI

tkita@uol.com.br

Pompeia

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INDEFESOS

Respostas

O professor Denis L. Rosenfield pergunta, no artigo Os indefesos (13/2, A2): "Se uma família tem a sua casa saqueada, o que pode fazer? Telefonar para a polícia em greve? Deve, na falta de opção, simplesmente submeter-se aos invasores, ficando sujeita às piores arbitrariedades? Pode ela se defender?". Respostas a essas questões, estando a polícia em greve ou não, o caro professor encontrará entre os produtores rurais vítimas dos invasores sem-terra.

MOACYR CASTRO

jequitis@uol.com.br

Ribeirão Preto

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ELEIÇÃO MUNICIPAL

Ala 'burra'

A ala "burra" do PT não quer a aliança do partido com o PSD do prefeito Gilberto Kassab. É a mesma turma que não queria alianças quando o ex-presidente Lula perdeu três eleições. Depois que Lula resolveu compor com outros partidos, venceu duas eleições para presidente da República e ainda elegeu um "poste". Quem é que tem razão?

OLYMPIO F. A. CINTRA NETTO

ofacnt@yahoo.com.br

São Paulo

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Acordo político nefasto

O acordo lulopetismo-kassabismo é nefasto para a cidade de São Paulo. Ninguém merece.

SEVERINO NEVES BATISTA FILHO

bat.filho@hotmail.com

São Paulo

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Dois coelhos

Nas próximas eleições para a Prefeitura de São Paulo podemos matar dois coelhos com uma só cajadada ao desprezarmos a dupla Haddad-Kassab: um pelo partido que representa e o outro, como nunca antes esta cidade viu, por ter sido o pior prefeito.

JOSÉ FRANCISCO D'ANNIBALE

dannibale@uol.com.br

São Paulo

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Buracos

Nas administrações de Marta e de Kassab, a manutenção da pavimentação das vias públicas da cidade mereceu prioridade perto de zero. O resultado está à mostra: milhares de ruas e avenidas recheadas de buracos e crateras, como se tivessem sido bombardeadas. Supondo que as futuras autoridades municipais resolvam recuperar essas vias, quanto tempo será despendido e quanto dinheiro do contribuinte será gasto na consecução de tão hercúlea tarefa?

JOSÉ SEBASTIÃO DE PAIVA

j-paiva2@hotmail.com

São Paulo

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CONSERVAÇÃO PREDIAL

Incoerência de Kassab

Oportuno o editorial Vistorias nos prédios (12/2, A3), elucidando o público sobre a incoerência do prefeito Kassab ao pretender que proprietários e condôminos de edifícios com mais de 500 m2 apresentem laudos técnicos de cinco em cinco anos, elaborados por engenheiros especializados, atestando sua segurança estrutural. A legislação municipal já determina que obras de reformas devem ter licença da Prefeitura e, portanto, é seu dever fiscalizar. Jamais sobrecarregar o cidadão com o comércio de laudos que se estabelecerá na cidade. Além disso, a legislação federal atribui responsabilidades aos síndicos, que devem ficar atentos à boa conservação e manutenção dos prédios.

SERGIO MAUAD, conselheiro do Secovi-SP

contato@sergiomauad.com.br

São Paulo

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BARRADOS NA ESCOLA

Mães e alunos especiais

Triste, logo cedo, deparar com a reportagem (14/2, A18) sobre uma escola estadual que obriga crianças com necessidades especiais e suas heroicas mães a aguardar na rua para entrarem na escola, enquanto crianças ditas normais entram normalmente. Como a eficientíssima diretora, que pelo visto só obedece a ordens superiores, aceita uma situação dessas? Com certeza, nem ela nem o exmo. secretário de Educação, cujo nome desconheço, e muito menos nosso governador têm filhos, netos ou parentes próximos com algum tipo de deficiência e, portanto, desconhecem por quantos absurdos essas pessoas têm de passar no decorrer de sua vida. Esquecem que são pessoas, e não meros objetos. E esquecem que seus parentes também são eleitores! Essa reportagem estragou totalmente o meu dia. Obrigado, Estadão, por essa denúncia.

EDUARDO HABERLAND

ehaberland@hotmail.com

São Paulo

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AS SAÚVAS

A Petrobrás viu despencar seus lucros na Bovespa na sexta-feira (11/2), e, com a administração Gabrielli, desvalorizou-se. Sobre o seu desempenho no quarto trimestre de 2011, seus lucros despencaram 52%. E, em comparação com todo o ano passado, seu lucro foi quase 6% menor. Suas ações preferenciais tiveram queda de 8%, passando a valer apenas R$ 23,50. E, nos últimos 12 meses, os papéis da estatal acumularam uma desvalorização de 10,5%. Conclui-se, diante deste quadro catastrófico, que a administração petralha é, como as formigas saúvas, uma verdadeira praga.

Agnes Eckermann agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz

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ACHARAM O CULPADO

O ex-presidente da Petrobrás José Sergio Gabrielli creditou o mau desempenho da empresa no quarto trimestre de 2011 ao baixo preço dos combustíveis. Será que ele nunca ouviu falar que a nossa gasolina é a mais cara do mundo? O baixo desempenho é resultado de incompetência administrativa e corrupção. Hoje a empresa financia até forró em pé de serra no Estado da Bahia e mais de 400 ONGs que desviam dinheiro para os cofres dos partidos da base alugada do governo e para a conta corrente de bandidos. Isso para não falar de podres maiores que existem, mas só ficaremos sabendo quando a atual mega quadrilha que nos governa for desmontada.

 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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PETROBRÁS – QUEDA NOS RESULTADOS

Pronto! Já acharam o vilão para a queda de resultado da Petrobrás: os combustíveis mais caros do mundo precisam de reajuste! Nós sabíamos que pagaríamos a conta, mas a saída imaginada pelo ex-presidente Gabrielli, da PTrobrás, é minimamente indecente, quando estamos carecas de saber que a antiga Petrobrás virou cabide de emprego do PT e a folha de pagamento da empresa no último ano subiu 49%. Melhor contar outra, porque essa já deu.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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PETROBRÁS MANIPULADA

O que devem estar pensando os acionistas da Petrobrás, ao saber que nossa gasolina, apesar de ser uma das mais caras do mundo, teve seu preço mantido artificialmente baixo e terá de sofrer reajuste logo, conforme declarou seu ex-presidente Sérgio Gabrielli?  E qual a razão disso?  De um lado, o governo ter usado o preço da gasolina para controlar a pressão inflacionária; e de outro, por essa estatal ter se transformado num rico cabide de empregos para "companheiros", com folha de pagamento aumentando em 49%, só no último ano.  Nessa situação, dá para comprar ações da empresa?  Acho que só se arriscarão os incautos ou os que têm acesso a informações privilegiadas (inside information). Por essas e outras, nossa Bolsa de Valores se enfraquece cada vez mais, se tornando uma "banca de cassino", onde o acionista comum corre riscos, enquanto governo e "amigos do poder" ganham. Será essa a forma petista de enfraquecer o capitalismo de mercado? Parece que sim!

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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PETROBRÁS EM QUEDA LIVRE

Só espero que a mídia não engula calada e reaja à versão do ex-presidente da Petrobrás Gabrielli de que a queda no faturamento da empresa e a queda no preço das ações tenham como causa a necessidade de reajuste no preço dos derivados do petróleo em âmbito mundial. Segundo ele, "o Brasil mantém os preços dos derivados mais estáveis, enquanto a cotação internacional acompanha as oscilações do petróleo. No momento, os preços estão bem mais caros no exterior. Embora essa política ajude a controlar a inflação, prejudica a Petrobrás, que tem de comprar derivados no exterior para abastecer o mercado interno". Só queria entender por que vendemos à Argentina gasolina produzida no Brasil, e que esta consegue revendê-la em seu território por um preço muito mais barato que os praticados no Brasil, onde a gasolina é cara demais, justamente porque temos de comprar derivados no exterior para abastecer o mercado interno. Creio que só o uso inextrincável do idioma economês para explicar esta coisa ilógica, porque Sergio Gabrielli, em bom português, não o fará. Como também não admitirá que o inchaço da Petrobrás (ou já se pode chamar de PTrobras?) é que está pesando, e causando este voo em queda livre que a empresa está sofrendo.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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A PETROBRÁS E A CVM

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que é uma das poucas instituições do Poder Público que faz um bom trabalho, tem condenado muitos acionistas controladores que tenham prejudicado suas empresas em busca de seus interesses pessoais. Com freqüência, proíbe suas atividades empresariais por diversos anos, afastando-os da administração das empresas. No caso da Petrobrás, quando seu acionista controlador a obriga a comprar plataformas até 65% mais caras que as importadas, manda que congele seus preços (mesmo comprando petróleo a custos e câmbio mais elevados) para evitar ultrapassar a meta de inflação, em que momento será aberto o processo da CVM contra seus acionistas controladores?

Aldo Bertolucci accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

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NEURAS GOVERNAMENTAIS

A mágoa e a raiva mal disfarçada que possamos sentir pelo nosso próprio país, podem se tornar elementos norteadores das políticas que adotamos em determinados momentos. Contar com o patriotismo dos palanques eleitorais parece mera retórica e pirotecnia linguística, quando vemos o bom coração do/da governante ceder sempre em favor dos "de fora" em detrimento dos "de dentro". Assim foi com os bolivianos que herdaram refinaria montada pela Petrobrás e paga com dinheiro dos brasileiros; o compartilhar de investimentos em Cuba deixando nossos portos a ver navios, literalmente. Jamais me oporia apoiar quaisquer medidas benéficas em países depauperados por seus ladinos governantes, caso visse o melhor exemplo de empreendimento funcionando primeiramente em minha casa. Projetar a imagem de excelente governante(anta) aos de fora, sem antes fazer o dever de casa, pode soar uma vingança subliminar ao país que agora vai pagar pelo que fez a minha pessoa e aos meus "cumpanheros" em outra épocas. Humilhações e sofrimentos que nos são impostos em idade que não nos permite discernir claramente de qual lado habita o mal (político ou social) podem nos tornar cínicos e discretamente vingativos aos nossos compatriotas, ainda que disfarçados de pessoas de bem, altruístas e amantes do próximo, em nossas decisões governamentais. O divã bem que poderia ser aplicado, sem neuras!

José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

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CHEIA DE GRAÇA

Maria das Graças é a presidente ou "presidenta" da Petrobrás? Por sinal, não vi nela graça alguma. Antes a Bündchen.

 

Geert J. Prange vemap@sul.com.br

Paranaguá (PR)

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‘MENINOS DO CONTESTADO’

Cumprimento Leonêncio Nossa e Celso Júnior pelo excelente trabalho publicado no Estadão de domingo, dia 12/2/2012, caderno especial sobre a Guerra do Contestado. Foram publicadas 14 páginas, mas fiquei impressionada com todo o material jornalístico, entrevistas, fotos e análise do acervo militar que eles conseguiram quando acessei o site do Estadão e conferi o conteúdo multimídia que ali se encontra.  Um verdadeiro trabalho investigativo, que faz o leitor refletir sobre a opressão militar diante dos sertanejos revoltosos, a violência gratuita e desumana dos combatentes e a conseqüente estagnação do país na região do Contestado, apesar dos interesses econômicos envolvidos. A história do Brasil é repleta de lutas armadas e a derrota, na grande parte das vezes, ficou com o povo. Guardarei com carinho esse caderno especial por seu valioso conteúdo.

Ana Martha Lustosa Messias Barrense ambarrense@yahoo.com.br

São Paulo

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HISTÓRIA BRASILEIRA

Em Os Meninos do Contestado o Estado reconstrói a história brasileira profunda, de suas batalhas messiânicas do século 19 e 20. Neste, um nicho incrustado entre concentrações humanas de origem europeia em Santa Catarina, Santa Maria, é a terra santa de caboclos nativos, monges andarilhos que pregavam o fantástico medieval e o albergue de rebotalhos humanos, ex-prisioneiros e miseráveis aportados de Santos, São Paulo e Rio de Janeiro. Esfomeados, vão à luta precária contra o exército que representava um governo que concedeu à Lumber Company o direito de explorar pinhos e imbuias às margens da ferrovia que cortava as terras sulistas de São Paulo rumo ao Rio Grande do Sul. Na epopeia o sangue jorrado superou Canudos. Cumprimentos a todos os jornalistas, verdadeiros historiadores, que participaram desse trabalho de envergadura e que memorizou um episódio homérico, digno das grandes literaturas de Euclides e Borges,  encerrado nas brumas da mal contada história brasileira.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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REVIVENDO A HISTÓRIA

Mais uma vez o Estadão, num show de reportagem divulga em caderno especial (12/2/2012) a Guerra dos Contestados, ocorrida entre 1912 e 1916, no sul do País.  O brilhantismo desta edição está principalmente nos depoimentos de sobreviventes que presenciaram os horrores do massacre que incidiu entre os nativos e militares! E o que chamou também a atenção nesta matéria, e assim como na pratica infelizmente acontece nos dias de hoje nos ditos movimentos sociais, como MST, e recentemente policiais da Bahia, etc., foi o relato de Maria Trindade Martins, de 105 anos, afirmando que entre os participantes desta rebelião muitos eram verdadeiros bandidos. Ou seja, o tempo passa, mas os líderes pseudodefensores dos injustiçados continuam os mesmos... Parabéns aos jornalistas do Estadão!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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MEMÓRIA RESGATADA

Num país sem memória, parabéns ao Estadão pela reportagem especial Meninos do Contestado, dedicando páginas de sua edição dominical ao resgate de uma história ignorada pela maioria dos brasileiros. O trabalho de qualidade que nos brindou o repórter especial LeonÊncio Nossa e o fotógrafo Celso Junior, com fotos expressivas, boa escrita e depoimentos comoventes, traz a lume rincões brasileiros recheados de figuras humanas, por vezes míticas, esmaecidas na poeira dos tempos e a dura realidade enfrentada por seus descendentes.

 

Ricardo Luiz dos Santos Carvalho ricardo.carvalho@centraloffices.com.br

São Paulo

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CONTESTADO

Parabéns a Leonêncio Nossa e Celso Júnior pelo maiúsculo trabalho sobre o Contestado.

Aldo Dórea Mattos aldo@aldomattos.com

São Paulo

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SENSIBILIDADE

Excelente o trabalho do Estadão sobre o Contestado. Com tristeza lamentamos a falta de diálogo, os desmandos e as atrocidades ocorridos entre 1912 e 1916. Mas o que corta o nosso  coração é a desesperança  de crianças daquela região, sem perspectiva de vida melhor por falta de escola, o que ocorre em 2012 face ao notório descaso dos governos federal e estadual. Será que o Sr. ministro da Educação e as autoridades de Santa Catarina não se sensibilizam como nós?

Amauri Alonso Ielo amauriielo@gmail.com

Guarujá

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MUDANÇA DE PATAMAR

As lentes da ideologia e do preconceito, viradas para o passado, tiram a validade das análises na perspectiva do futuro. As greves ruidosas (e até criminosas) de policiais, o quebra-quebra dos trens no Rio, diante de uma paralisação técnica corriqueira, causam espanto. O difícil é ver, debaixo da bagunça e da grosseria, que o Brasil do passado passou, mudou de patamar. Ninguém se acomoda mais na marginalização resignada e respeitosa. Todos se sentem no direito de terem aspirações da mesma natureza, embora sejam aceitas as gradações: míngüem exige um jaguar, mas todos querem ter um carro. Não se trata da igualação socialista. Vale a diferenciação, o que não vale é a desigualdade. A diferenciação é uma virtude capitalista cuja busca leva ao enriquecimento geral; só vira desigualdade quando se faz à custa de não se dar ao debaixo o mínimo que lhe é devido. Acontece que, antes d e ser uma realidade de mercado (o que faz a festa dos empregadores numa economia de metade subempregada) ,para a economia constituída o salário mínimo é um parâmetro técnico, correspondente á “produtividade-padrão” da economia. É isso que faz com que não se tenha que escolher entre comer ou morar, no acesso modulado á cesta de bens de uma vida tão digna quanto a economia possa pagar. Conforme entrevista á época, o presidente FHC, em viagem à China depois de livre das amarras do cargo, disse ter visto “até nos rincões da China profunda, as pessoas satisfeitas e cômodas”. O salário mínimo chinês é bem menor do que o brasileiro, só que está muito mais próximo da produtividade-padrão chinesa, que é bem menor que a nossa. Em suma, percentuais já não resolvem nada. Em lugar do aumento de 14%, o salário mínimo tinha que ter sido refundado, em linha com a produtividade-padrão da economia brasileira atual, que se estima seja coisa de umas quatro vezes o vigente (545X4= R$ 2.180). E o acréscimo (2180-545= 1635) teria que ser adicionado, linearmente, a todos os salários superiores, para manter o direito aos “diferenciais de qualificação”. Para o desembargador podia ser pouco, mas para o soldado da Bahia e para os trabalhadores espremidos no trem, seria uma festa. E, principalmente, para a economia seria o salto para o pleno desenvolvimento. Os que dizem que isso “faliria o país” diziam o mesmo do fim da escravidão. O cavalo da crise mundial está passando selado à nossa porta; para montá-lo é preciso a audácia política, que, da última vez, Getúlio teve, quando comprou, para queimar, montanhas de café.

Rogerio Lagoeiro lagorog@uol.com.br

São Paulo

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PEC 300 E OUTRAS FEDERALIZAÇÕES SALARIAIS

Se o Brasil é uma Federação, o mínimo que se espera, é que cada Estado tem de ter arrecadação, sua renda e assim, e então fazer seu orçamento. Logo apenas os Estados deveriam decidir sobre os salários de seus funcionários, sejam professores, médicos, ou policiais. É dever do governo central, numa federação arrecadar o mínimo dos Estados para que estes possam ter a liberdade de usar seus recursos, e criar seus meios para se desenvolver. Não faz sentido criar salários iguais para todo o país (PEC 300 por exemplo), cada Estado tem seu próprio custo de vida. Não  dá para comparar os custos de se viver em São Paulo ou Rio, ou viver em Rio Branco, Macapá, ou outro local. A isonomia salarial não gera "igualdades" e sim desigualdades. Ou somos uma federação de fato, ou mudamos para um estado mais centralizador onde os burocratas de Brasília poderão decidir mais sem saber o que ocorre em cada canto deste país, gerando uma grande injustiça social, esta centralização como a divisão das policias é um dos entulhos da ditadura, que nenhum governo tentou alterar até hoje.

Francisco Xavier Fernandez fcoxav@gmail.com

São Paulo

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GREVES E SALÁRIOS

A edição de domingo (12/2) mostrou o quão aviltantes são os salários/ganhos dos policiais (civis e militares). Só o DF pode ser considerado exceção. Sou aposentado e nunca fui militar, policial ou professor. Sou totalmente contra greves nessa área, mas, francamente, acho um absurdo pagar tão mal a quem arrisca suas vidas para tentar dar-nos um pouco de segurança. Aqui vai uma sugestão aos governantes municipais, estaduais e federal: Durante 10 anos – no mínimo – cortar mordomias e vetar qualquer aumento aos vereadores, deputados estaduais, federais e senadores que ganham mais do que seus pares em nações do primeiro mundo e só nos causam vergonha por nada fazer de positivo e pela corrupção e atos em benefício próprio. A economia deveria ser revertida para aumentar salários de policiais e professores. Depois dos 10 anos, só permitir aos políticos reajustes – no máximo – idênticos ao concedidos aos aposentados. Além disso, que tal reduzir o número desses "parlamentares" e transformar Bolsa Família em "Bolsa Trabalho" para melhorar os parcos ganhos daqueles que trabalharam e trabalham em benefício da sociedade?

Carlos A. Taborda c1taborda@gmail.com

São Paulo

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MORTES E MAIS MORTES

O que se passou na Bahia, não é mais do que o legado dos nove anos de (des)governo do petismo.

 

Carlos Leonel Imenes climenes@ig.com.br

São Paulo

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GREVE NA BAHIA

Demorou pouco mais de dez anos para acontecer o que nós brasileiros que não somos do PT,  prevíamos. O hoje governador Jaques Wagner, a turma do PT e seus aliados em  outros Estados, que em 2001 apoiaram e financiaram a greve da PM da Bahia, começaram a provar  do próprio veneno. Com certeza,  desde aquela época o ex-deputado Jaques Wagner e os sindicalistas que inventaram o PT, estão procurando fio de cabelo em casca do ovo. Só não viu e não vê quem não quer.

 

Leônidas Marques  leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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‘BAHIA DE TODOS OS MEDOS’

Com relação ao artigo do jornalista, professor titular da USP e consultor político e de comunicação Gaudêncio Torquato, veiculada na página A2 da edição de domingo, 12/2/2012, devo esclarecer que, diferentemente do que é ali lecionado, aos membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, são proibidas a sindicalização e a greve, conforme inteligência da Constituição Federal, Arts. 42, §§ 1º e 2º e 142, § 3º, IV. A greve, a qual o ilustre mestre se referiu, deve ser a que defende parte dos corpos docente e discente da USP, como assistimos, recentemente, e que, em muitos aspectos, se identificaram com o motim da Bahia.

 

Pedro Vargas pv_pedrovargas@yahoo.com.br

Marília

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TRABALHO DE RISCO

Os policiais militares devem receber um salário à altura da sua importância para a sociedade e do risco que correm constantemente. Isso, em todo o território nacional, onde aumenta o número de latrocínios, sequestros e outros crimes, a olhos vistos: cerca de 157 pessoas são assassinadas por dia. Onde está o plano prometido pelo governo federal para melhorar a segurança pública? O sofrimento do povo brasileiro não comove as autoridades competentes, e sim os problemas de Cuba, Haiti, Síria, Egito, Bolívia, etc.

Maria Cecília Naclério Homem mcecilianh@gmail.com

São Paulo

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A LEI É IGUAL PRA TODOS?

 

Analisando a greve dos militares na Bahia e no Rio de Janeiro, cabe uma pergunta: existe o princípio de equidade entre os cidadãos brasileiros? A greve não é um direito constitucional? Por que alguns grevistas, que, aliás, estão reivindicando os seus direitos foram presos? Vivemos em um país democrático de direito, com liberdade de expressão, imprensa e pensamento, e mais, a Constituição Federal outorga direito de fazer greve, ou seja, reivindicar direitos usurpados pelos governantes. Contudo, o que se percebe, no Brasil é que a Lei é oportuna, pois, se a greve dos militares é considerada ilegal e ilegítima, como fica a situação dos políticos e vários Ministros afastados por estarem envolvidos em corrupção? Quantos desses Ministros estão presos? Além do mais, no pronunciamento do Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, a greve dos policiais militares foi classificada: “com a perspectiva de trazer insegurança para a população, com a perspectiva de atos de vandalismo, e atos criminosos [...]”. Contudo, fica difícil num país em que os políticos usurpam os cofres públicos e ficam impunes, conceituar o que é ato criminoso. Diga-se de passagem, os militares não estão sendo utilizados como bode expiatório, passando uma sensação de que a justiça funciona, e é igual pra todos? Considerações finais: Todo movimento grevistas tem os excessos, porém, conceber a essa uma visão simplista, é atentar contra a democracia, se é que existe no Brasil. Reflexão: Durante o período da Ditadura Militar (1964-1985), as greves eram consideradas subversivas, contra a ordem. Estamos voltando a uma ditadura? 

 

Alberto Alves Marques albertomarques1104@hotmail.com

Hortolândia

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A PM E OS DIREITOS HUMANOS

O texto de Luiz Felipe Pondé sobre a Polícia Indefesa mostra que neste País só defendem bandidos, sem terras, drogados e gays, é quando os direitos humanos se faz presente. Quando se trata da defesa de policiais militares é como se tratassem de meros robôs, sem alma, sem família, sem vida, sem sentimentos. São pessoas iguais a todos, com as mesmas necessidades, com filhos para criar. Nunca vi direitos humanos na defesa de policiais, cadê os políticos, os artistas, o povo? Uma categoria que ganha em média no Brasil R$ 2.000 para levar tiros, facadas, porretadas e provocações de sindicalistas ou sem terras da hora. Um país não pode viver sem educação, saúde e segurança, são serviços essenciais, verifique agora quem ganha mais: vereadores, prefeitos, deputados, senadores, cargos comissionados, assessores, estatais ou mistas. Garanto que não são policiais nem professores. Creio que como as instituições criadas para cuidar da Polícia não os defendem, somente o povo para defender, reconhecer e solicitar sejam atendidos em seus reclamos.

Eugênio Iwankiw Junior iwankiwjr@hotmail.com

Curitiba

 

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CATÁSTROFE NA CINELÂNDIA

O jornal O Globo edição de 3 do corrente mês (página 18) publicou de maneira detalhada e ilustrada com excelente fotografia, os efeitos causados pelo lamentável acidente do qual resultou o desabamento  total de três edifícios de condomínios localizados na avenida Treze de Maio e na Rua Manoel de Carvalho, no Centro da Cidade de Rio de Janeiro, pontuando, em particular, sobre a inexistência da contratação de seguro decorrente de tal modalidade de sinistro, pelo fato do mesmo não ser obrigatório, segundo informação prestada por uma condômina prejudicada e, sobretudo, pelo Diretor Executivo da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenaseg). Por outro lado, não obstante inexistir a garantia de desmoronamento nas apólices de seguros contratadas também pelos condomínios dos edifícios Liberdade e Colombo, informa que o ilustre advogado que os representa cogita pleitear das seguradoras a indenização decorrente daquele evento. Em que pese qualquer entendimento filosófico e/ou doutrinário em sentido contrário das antagônicas posições postas em discussão, face ao que dispõem os artigos 1.346 do atual Código Civil/2002 - tendo como subsidiário o art. 13, da Lei 4.591/64 - bem com os arts. 20, alínea 'g' ,do Decreto-Lei 73/66 - devidamente  regulamentado no art. 23, do Decreto 61.867/67, penso ser válida a pretensão dos condôminos inocentes em verem incluídas, via judicial, em suas apólices a cobertura de desmoronamento pelo valor de reposição, exatamente por ser este  um dos eventos de destruição conforme previsto nos antemencionados artigos 1.346 do Código Civil de 2002, combinado com o art.13 da Lei 4.591/64. É que na espécie, as seguradoras ao emitirem as apólices concedendo somente a cobertura tradicional contra incêndio, faltaram com o  dever anexo de conduta da boa-fé objetiva ao não esclarecerem adequadamente aos condomínios segurados sobre a existência da obrigatoriedade da contratação do seguro compreensivo, nele inserida a cobertura de desmoronamento e demais eventos externos possíveis de ocorrem,  que as seguradoras se obrigam a disponibilizarem para os condomínios edilícios. Caso V.Sas. entendam necessário obter melhores considerações a respeito do tema em comento, colocamos-nos ao inteiro dispor, bastando marcar entrevista através dos telefones (21) 2263-2202, em horário comercial.

 

Sandoval Alecrim  cristiane.cabral.adv@gmail.com

Rio de Janeiro

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PRECATÓRIOS

No País existem inúmeras situações que nos deixam extremamente indignados. Uma delas é a notícia que nos chega, informando que o débito em precatórios dos Estados e Municípios atingem a astronômica soma de R$ 84 bilhões. Tal disparate causa um prejuízo incalculável a quem é titular dos créditos, desesperados pela imobilidade sem fim do Estado devedor, que esbanja dinheiro sem conta em muitos outros setores da vida nacional. Felizmente, para minimizar o efeito dessa perversa situação, entrará em cena o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) empreendendo nova cruzada no sentido de apressar o pagamento desses precatórios, até então um absurdo jurídico que causa muitos danos a terceiros.

 

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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SUMIU!

Demonstrando cabalmente a falta total de justiça e transparência, o Tribunal de Justiça de São Paulo publicava mês a mês a relação de precatórios pagos em seu site. Agora este site: www.tj.sp.gov.br foi reformulado e onde estão as listas de precatórios, ninguém sabe, ninguém viu. É no mínimo ridículo.

José Renato Nascimento jrnasc@gmail.com

São Paulo

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O PRECATÓRIO DOS JUÍZES

O Estadão vem denunciando há dias, o pagamento de verbas aos senhores juízes e desembargadores referentes ao adiantamento de supostos créditos devidos, que chegam a ordem de 100, 200, 500 mil reais  por toga. Segundo ex-presidentes, trata-se de seguir praxe interna da Corte, para auxílio aos magistrados em dificuldades financeiras, empréstimos em bancos, reformas, tratamento de saúde etc. Ora bolas, são esses dignos juristas responsáveis pelo cumprimento das decisões que obrigam os Estados e as prefeituras ao pagamento dos precatórios alimentares de milhares de servidores que tiveram seus vencimentos tolhidos, seus direitos esbulhados e esperam como eu, há mais de l6 anos a liberação dos valores devidos, que sem o menor pudor, recebem milhares de reais para reforma de sua cobertura alagada por um temporal, outro para quitar dívidas com bancos e quando questionados bradam, mas foi parcelado. Não bastassem seus demonstrativos abastados, acima do teto e em cascatas que humilhão Foz do Iguaçu, agora vem também com parcelamento

da alegria. Quem de nós não tem dívidas,problemas de saúde e perdas com as enchentes. Podemos requerer adiantamento de nossos créditos. Não, somos simples mortais e devemos permanecer na fila, observando a nova ordem judiciária dos precatórios dos juízes. A lei, ora a lei.

 

Renato Queiroz Telles Arruda rqtarruda@hotmail.com

São Paulo

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DESMANCHA PRAZERES

 

Estadão domingo, primeira página: CNJ vai apertar a máfia dos precatórios (tenho um há 30 anos). Ótima notícia. Salve, Eliana Calmon (parabéns mais uma vez). Caderno 2, última página: Veríssimo As correntes corrompidas. Volta à realidade. Não desanime, excelência, também citando Hamlet: To be or not to be, essa é a questão.

José Alfredo Gherardi jgherardi@ig.com.br

Belo Horizonte

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STF E A TRAPAÇA NAS CADERNETAS DE POUPANÇA

Em 25/8/2010, o STJ, no julgamento do Rsp 1107201/DF e 1147595/RS, definiu a questão relativa aos índices de correção das cadernetas de poupanças afligidas pelos expurgos, impingidos “erroneamente” por instituições financeiras nos Planos Bresser (1987), Verão (1989), Collor I (1990) e Collor II (1991). Tal definição, além de produzir notável justiça a milhões de poupadores evidentemente vilipendiados, aliviaria o Judiciário pelas centenas de milhares de processo ali sobrestados. Contudo, em 26/8/2010, apenas um dia após a decisão do STJ, o ministro Dias Toffoli do STF, relator nos RE 591.797/SP e 626.307/SP, após acolher parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), considerou haver repercussão geral da matéria e determinou a suspensão de todos os processos em tramitação no país, em grau de recurso, e que discutem os depósitos em cadernetas de poupança afetados pelos Planos Econômicos Collor I, Bresser e Verão. A questão está “sub judice e sine die” para julgamento. A relevância social da questão autoriza e merece julgamento em caráter de “urgência urgentíssima”. Expressão esta ridícula, que somente pode pertencer a Poderes políticos a serviço do corporativismo e clientelismo cujo tramitar em prol dos interesses da nação é lento lentíssimo; dotados de funcionalidades obsoletas obsoletíssimas e de mentalidades medíocres mediocríssimas. Dias Toffoli, ex-assessor de José Dirceu à época do mensalão na Casa Civil, e depois indicado para AGU por Lula da Silva, havia se pronunciado na época a favor dos Bancos, o que contraria provavelmente mais de 98% das ações que já obtiveram sentenças em instâncias inferiores já transitadas. Por ter emitido anteriormente e publicamente seu parecer, e ao mínimo da ética, deveria declara-se impedido de ora emitir seu ponto de vista na questão. Atualmente, e em larga escala pelas manifestações da Ministra Eliana Calmon (CNJ), vê-se com este episódio, que a mais alta Corte, e salvo mais alguma circunstância inopinada que piore tal clamor, não se trata de um Fórum meramente político, mas sim é astuto na defesa do clientelismo e no corporativismo que envolve o próprio Judiciário. Agem contra a economia popular despudoradamente se o interesse for esse. Senão agem, pelo menos transparecem agir e neste caso das popanças produz-se o perfeito e pérfido efeito complementar da fraude, quando retarda o recebimento dos prejudicados, pois pela forma de correção aprovada (STJ), atrelada ao rendimento atuarial ora decurso nas cadernetas de poupanças, quão mais tarde desembolsarem os infratores, se desembolsarem (?), mais barato a eles em termos reais será; tal qual também menor em termos reais as famílias ex-poupadoras serão reparadas pelo absurdo e inconteste roubo. Dias Toffoli, ex-advogado do “partido da ética”, que retém o processo por mais de um ano e meio; nem pode alegar falta de tempo, pois largou o expediente do STF e foi a Capri – Itália, participar de uma festa de casamento, a expensas de um advogado que milita no STF.  A ministra Eliana Calmon, que me perdoe, apesar de ter se manifestado com veemência falou pouco! Tenho vergonha da Justiça do meu país, pois é notório que dela se valem os poderosos, nela agem astutos e verdadeiros solapadores da moral e interesses da nação, nela reina o pior e mais indecente corporativismo que existe e que se exalta em prol do que lhes roga ser legal, conquanto sequer liguem se for imoral. Nos seus porões, que já são mórbidas catacumbas reina o silêncio, que fomenta a negligência dos maus, e tenta a perseverança dos bons que certamente ali ainda militam. Somente estes últimos em espírito e altivez é que poderão salvar, e reconstruir o Poder Judiciário deste país.  

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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KASSAB EM DECADÊNCIA

Foi um constrangimento total para o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, a sonora vaia que recebeu dos petistas ao ser anunciado sua presença na festa de aniversário de 32 anos do PT em Brasília. Mas a platéia presente em sua maioria petista fez questão de deixar claro que o idealizador do mensalão e ex todo poderoso chefão da casa civil do governo Lula, José Dirceu continua com sua popularidade em alta junto aos petistas, foi o mais ovacionado quando seu nome foi citado entre os convidados. Já Gilberto Kassab que tem sua popularidade caindo verticalmente junto aos paulistanos anda numa decadência só comparável a do ex-prefeito de São Paulo Celso Pita e Janio Quadros, em fim de mandato. Antes a senadora Marta Suplicy já havia dito que precisa tomar cuidado para não acabar de mãos dadas com o chefe do executivo da capital Gilberto Kassab, o que visivelmente a contraria. Resiliência não é uma das características  da senadora petista e merece elogios de todas as partes, por ser um dos poucos políticos que mantêm resquícios de ideologia. Não pode esquecer que Marta Suplicy foi obrigada a abrir mão da disputa pela prefeitura da capital em prol do ex-ministro da educação Fernando Haddad, mesmo a senadora aparecendo nas pesquisas datafolha quando não em primeiro, em segundo lugar. A parlamentar se mantém afastada de quaisquer atividades relacionadas a campanha em São Paulo. Marta foi pressionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela atual, Dilma Rousseff, a desistir da prévias. Recebia como prêmio se manter na vice-presidência do senado. Com bom soldado do partido e ciente de que não seria bom bater de frente com a mais alta cúpula petista, resignou-se, mas não entregou os pontos, já que até agora não demonstrou que defenderá o postulante a prefeito homem do kit gay Fernando Haddad. Parafraseando o tucano Bruno Covas, que também é pré-candidato, o cenário político estão muito estranho, "tem até tatu querendo namorar aranha" e isso não vai dar certo. Depois da privatização dos três aeroportos feitas por um governo petista, essa gente é capaz de tudo para conquistar o poder.

Turíbio Liberatto Gasparetto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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EM BUSCA DE UM SONHO DESVAIRADO

O prefeito da nossa pobre cidade continua firme na sua busca incessante pelo poder aliando-se a tudo e a todos para alcançar seus objetivos. Fundador de um partido que não é de direita, nem de centro, nem de esquerda, muito pelo contrário, que adota a sugestiva sigla de PSD (partido sem definição), procura aliar-se agora ao PT de Lula, não aquele PT das suas origens, mas o atual no poder, totalmente pragmático. No governo Pitta foi o Secretário do Planejamento, depois filiou-se ao DEM e, nessa condição, elegeu-se vice-prefeito, na esteira de José Serra. Com a saída extemporânea de Serra da prefeitura, passou a ser o prefeito da maior cidade do país e pode reeleger-se ainda sob o prestígio político e as bênçãos de José Serra. Foi assim que tornou-se o pior prefeito que São Paulo já teve. E agora a direção pragmática do PT resolveu que ele seria importante para angariar votos para a campanha absurda de Haddad para ser o futuro prefeito da capital. Mas ontem, segundo reportagem do Estadão de hoje em A4, em dar uma de bicão no aniversário do PT foi recebido com uma sonora vaia dos militantes, aparentemente nada pragmáticos, mas fieis às origens do partido.  E o apupo representa fielmente a opinião da maioria da população sobre o prefeito.  Mas com certeza não arrefecerá o seu entusiasmo em busca de um sonho desvairado. O que está faltando nessa ópera bufa em que se transformaram as eleições da cidade é uma reação vigorosa de todos nós, paulistanos de nascença e por opção, contra os “caciques” que se acham donos do s cargos públicos e se arvoram no direito de virem se intrometer em eleições que não lhe dizem respeito, como é o caso do ex-presidente Lula apadrinhando um administrador medíocre para a nossa cidade. Também já passou a hora de renovarmos os vereadores da Câmara Municipal, pois chega de pagarmos polpudos salários para, produzirem leis medíocres como dar nomes de praças para simples esquinas ou para datas comemorativas ridículas. Nas horas vagas aprovam todas as leis encaminhadas pelo Executivo, sejam prejudiciais à população ou não, além de mudarem de partido como mudam a rouba de baixo.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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DISPUTA NA VENEZUELA

Caprilles Radonski, que disputará as eleições contra Chaves, diz inspirar-se no PT. O PT inspira-se em Chávez, Hugo Chávez inspira-se no Foro de São Paulo para levar a frente seu projeto totalitarista e o Foro de São Paulo é comandando pelo PT e outros aliados (entre eles as Farc). Ou seja, Caprilles é mais do mesmo, só mais um no projeto de triunfo do totalitarismo na América Latina sob o disfarce de democracia.

 

Jefferson Nóbrega jeffersonnobrega@gmail.com

Ceilândia (DF)

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O QUE É PIOR?

Se Caprilles for eleito, qual é o pior: o chavismo ou o petismo? Pobre Venezuela!

Ronald Martins da Cunha ronald.cunha@netsite.com.br

Monte Santo de Minas  (MG)

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PDVSA X PETROBRÁS

No editorial  PDVSA falha, outra vez (11/2, A3) fica claro que o objetivo da estatal venezuelana, é ir “empurrando com a barriga” a parceria com a Petrobrás, no projeto da construção da Refinaria Abreu e Lima em Pernambuco, pois até agora não cumpriu com os 40% do custo da obra no contrato estabelecido  em 2005. Será que o líder bolivariano, Hugo Chávez, não está retardando ao máximo a participação nessa sociedade, para ativar a conhecida complacência brasileira com os países sul-americanos, como no caso de Itaipu com o Paraguai?

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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O POVO SÍRIO

A Organização dos Não Unidos (ONU), em que o Brazil quer um acento no Conselho de Segurança é mesmo uma piada, pois quando ela vetou a invasão do Iraque, os Usa invadiram e pronto. Agora que Bashar Al Assad está matando o povo sírio como se mata barata vem a Rússia e a China para vetarem uma intervenção naquele país. Que serventia tem esta ONU além de servir para massagear o ego de pseudo líderes mundiais que são uma piada em seus países? Quando Rússia e China resolverem apoiar a intervenção na Síria milhares de vidas terão se perdido por capricho de um desequilibrado que pensa que o mundo é o mesmo de 40 anos atrás quando o povo engolia qualquer coisa. O Brasil deve condenar o atual governo sírio e se posicionar ao lado do povo sírio tão ligado ao nosso país.  Al Assad vai Bashar em outro centro antes que você fique igual ao Muammar Kadáver.

Manoel José Rodrigues manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR) 

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O QUE QUEREM?

Talvez um dos poucos ou o único país do mundo onde não se veem manifestações contra medidas impopulares do governo, é o Brasil. Vejam os países da zona do euro, a Grécia, por exemplo. Outro dia foram a Espanha e a Itália. Na Síria o povo está nas ruas contra o presidente do país. Até em países da América do Sul, como Venezuela, temos protestos. Aqui, bem aqui... deixa pra lá. O que este povo quer?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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TIRO NO PÉ

Lamentável a decisão do governo brasileiro que pretende dificultar a ingresso de espanhóis no País. Se as autoridades migratórias espanholas fazem o mesmo com nossos turistas que desembarcam nos portos de seu país, esse é um problema sério, sem dúvida, que deve ser abordado com rigor pela diplomacia brasileira - mas certamente a solução não virá pelo simples emprego de uma política de retaliação. Fechando nossas fronteiras para espanhóis de toda idade e origem - velhos, jovens, crianças, homens e mulheres; que simplesmente procuram o Brasil como destino para suas férias; ou que desejam vender seus produtos no nosso mercado; ou, então, que almejam trabalho no país, atraídos pela momentânea prosperidade da nossa economia - em nada, portanto, responsáveis pelo tratamento desumano de que nossos nacionais tem sido vitimas quando viajam à Espanha, não vai melhorar esse clima de embate que estamos testemunhando. Sem dúvida o Itamaraty teria outros meios para abordar o problema.  E se não logramos enfrentar um assunto tão diminuto, com dialogo e mediante compromisso assumidos lado a lado, seremos obrigados a reconhecer que nossa diplomacia já foi mais eficiente. O ingresso maciço de espanhóis no Brasil teve início na segunda metade do século 19. Era uma mão de obra rústica, que tinha como principal destino a Argentina e o Uruguai, mas diante da crise naqueles dois países acabou optando pelas fazenda de café no interior dos Estados do Sul e Sudeste. Já no inicio do século 20, com a I Grande Guerra, e logo em seguida, a Guerra Civil, deu-se inicio a um fluxo migratório de uma mão de obra mais qualificada, com foco na indústria brasileira, insipiente no inicio, porém sofisticado nas décadas seguintes. Foi sendo criando, assim, uma comunidade espanhola, não apenas no interior, mas também nos principais centros urbanos. Muito devemos a esses imigrantes, que contribuíram com suor e sacrifício para nosso crescimento e riqueza. Nos últimos 150 anos foram quase 800 mil espanhóis.  Gente brava, corajosa, destemida; uma grupo social que hoje representa aproximadamente 10 milhões de brasileiros de origem espanhola.  Estão em toda parte: nos bancos, nas empresas de engenharia, nas concessionárias, na geração de energia, no comércio, no serviço público, nas casernas, no congresso, na diplomacia... e também nos bares, no esporte, na música, nas artes, enfim, no nosso dia-a-dia. Já se misturaram; agora já não são mais galegos, andaluzes, catalões - são nossos tios, nosso primos, nossos sócios, nossos amigos, nossos patrões, nossos companheiros na luta diária pela sobrevivência. Que mal tem essa nova leva de espanhóis - gente simples e honesta - que em nada contribuíram para essa política obliqua, que impõe critérios rigorosos na seleção de quem pode e quem não pode desembarcar no aeroporto de Baracas, querer vir ao Brasil? São espanhóis agora seduzidos pelos nossos encantos, pela nossa hospitalidade, pela nossa musica, pelo Carnaval; outros, atraídos pela economia próspera, que decidiram partir para o Brasil à procura de uma nova vida. Não devemos esquecer que a Espanha figura entre os 5 países com maior investimentos no Brasil.  Perde apenas para os Estados Unidos, a Alemanha, a França e a Itália. Mas nossas autoridades, incapazes de encontrar uma solução, e reconhecendo o fracasso das negociações, diz que resolveu aplica  o que chama de "lei da reciprocidade".  Ora, não existe essa lei... Figura apenas no imaginário de quem, na falta de competência para mudar a política espanhola de imigração, que vem efetivamente endurecendo nos últimos anos em relação aos brasileiros, adota um comportamento igualmente selvagem e discricionário, que, se levado a cabo, só irá prejudicar pessoas comuns que pecaram por terem nos prestigiado com sua escolha de viajar para o Brasil. Até a data estabelecida (2 de abril) para a implementação dessa orientação esdrúxula que nossos agentes de imigração está orquestrando, conto com a lucidez do Governo, tanto na esfera do Itamaraty como na esfera do Ministério da Justiça para encontra uma solução que seja civil.

Heitor Bastos Tigre heitor@bastostigre.com.br

Rio de Janeiro

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ISRAEL X IRÃ

Sempre me preocupo com os assuntos relacionados ao Estado e ao povo de Israel. Nos últimos dias o ódio do presidente do Irã contra os Judeus tem chamado muito minha atenção e esse fato tem me feito orar ainda mais por Israel e seu povo. O presidente da antiga Pérsia tem se mostrado um homem muito cruel e determinado a riscar “Israel do mapa”. Deixando o sentimento do inicio de uma guerra muito perto, causando insegurança em todo o planeta. Nesse período meditando e orando pela situação procurei uma resposta na palavra de Deus. Qual não foi a minha surpresa quando li o livro de 2 Crônicas 30,31e32  e o livro do profeta Isaias 37:36, senti que ali relatava no passado uma situação igual a de hoje. Quando da celebração da Páscoa Ezequias enviou uma mensagem a todo o povo de Israel e Judá, convidando-os para virem ao Templo do Senhor em  Jerusalém  e “Celebrarem a Páscoa do Senhor “ o Deus de Israel. A carta dizia mais ou menos assim: “ Israelitas, voltem para o Senhor, o Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, para que ele se volte para vocês que restaram e escaparam das mãos dos reis da Assíria. Não sejam como seus pais e seus irmãos, que foram infiéis ao Senhor. “Em seguida o Templo foi reorganizado, Ezequias fez o que era bom e certo, e em tudo foi fiel diante do Senhor, do seu Deus. Agora vem o que eu acho ser a resposta para o povo Judeu. Pois assim como Deus foi no passado Ele é hoje e será eternamente. Ao ver que Senaqueribe queria guerrear e que ele já havia sitiado as cidades fortalecidas  não teve medo, muito ao contrário, ajuntando-se muitos homens, fecharam todas as fontes, repararam todos os trechos quebrados do muro e construíram torres sobre eles. Nomeou oficiais e os motivou dizendo: Sejam fortes e corajosos. Não tenham medo nem desanimem por causa do rei da Assíria e do seu enorme exercito, pois conosco esta um poder maior do que esta com ele. O poder deles é humano, mas conosco esta o Senhor, o nosso Deus, para nos ajudar e “Para travar as nossas batalhas”. Ezequias e o profeta Isaias, clamaram em orações. E o Senhor enviou um Anjo, que matou todos os homens de combate, lideres e oficiais. Foram cento e oitenta e cinco mil homens mortos no acampamento Assírio. É desta forma que eu acredito que Deus irá derrotar o presidente do Irã, quando o Estado de Israel orar igual Ezequias e Isaias orou: “Agora, Senhor nosso Deus, nos salva das mãos dele, para que todos os reinos da terra saibam que só tu, Senhor, és Deus”. Ele vai mandar um Anjo para acabar com os exércitos inimigos de Israel. O poder de Deus é tão grande que só um Anjo pode acabar com todo um exercito, entendo que o Povo Judeu já conhece o poder do seu Deus e é chegada a hora de estar mais próximo Dele e buscar a sua misericórdia. Pois assim como ele foi antigamente no tempo de Ezequias e Isaias Ele será hoje e sempre.O poder do presidente do Irã é humano , mas com os Israelitas esta o poder do Senhor.                                                                                                                           

Audinei Lopes Bonfanti lopesbonfanti@gmail.com

Bálsamo

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WHITNEY HOUSTON

Whitney Houston morreu, uma perda irreparável para o mundo da musica e dos amantes da mesma. Música de estilo, e com estilo, infelizmente por problemas pessoais sérios, ela entrou numa paranoia, e no  ostracismo da falta de shows, além de se tornar alcoólatra. O sucesso quando parado por problemas fora de controla gera depressão e isso em certas pessoas levam ao suicídio. Não ha duvidas que ela se matou por não aguentar mais a pressão da falta de sucesso e esquecimento. Paz a ela.

Jani Baruki janibaruki@bol.com.br

Belo Horizonte

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O SILÊNCIO DA VOZ

Com  a  ida de Whitney Houston, os ouvidos do mundo sentirão sua falta.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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DONA DO DESTINO

Fantástica cantora do pop "universal". Voz e interpretação inesquecíveis e jamais igualadas. Mas também dona de seu destino. E deu no que deu. Refiro-me à fantástica e única Whitney Elizabeth Houston.

 

José Piacsek Ento bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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MENOS UM

A música perde mais um de seus grandes talentos para as drogas. Que pena, que droga!

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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