Fórum dos Leitores

SACOLAS PLÁSTICAS

O Estado de S.Paulo

12 Março 2012 | 03h05

Conar entra em ação

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) decidiu que campanha publicitária da Associação Paulista de Supermercados (Apas) contra as sacolas plásticas deve ser suspensa. Por unanimidade, considerou que as informações sobre sustentabilidade da propaganda não são verdadeiras, contrariando o código de ética da área sobre apelos ambientais. Isso significa um bom começo. Resta ao Procon, à Prefeitura, ao governo do Estado, ao Ministério Público e ao Tribunal de Justiça de São Paulo exigirem a volta das sacolinhas aos supermercados. O consumidor não pode ser tratado como palhaço. A organização não governamental (ONG) Plastivida está de parabéns pela iniciativa. O consumidor, o mais prejudicado, continua sem apoio. Se o Conar entendeu que a propaganda da Apas é um engodo, os consumidores também já perceberam que a campanha contra as sacolinhas só vai ajudar a engordar o caixa de quem apoiou a campanha. É preciso falar mais?

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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ADMINISTRAÇÃO KASSAB

A diferença

Caminhando com o ex-prefeito Olavo Setubal pelo Parque do Ibirapuera, ele me chamou a atenção para um grupo de vendedores de redes. "São muitos pela cidade. Gente desinformada exige que eu os expulse de São Paulo. Se fizer isso, destruo a economia de uma cidadezinha do interior do Ceará, que vive de fazer essas redes para vendê-las aqui. Não incomodam ninguém, estão trabalhando e jamais se meteram em encrencas com a polícia." Com essa restrição demagógica, eleitoreira e sem planejamento dos caminhões, o atual prefeito encarece brutalmente a economia de outras cidades, com aumento de viagens, sobrecarga das vias e necessidade de reestruturação logística repentina. Olavo Setubal enxergava muito além da grande cidade, a visão de Gilberto Kassab não passa da escuridão de uma urna.

MOACYR CASTRO

jequitis@uol.com.br

Ribeirão Preto

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Restrições a caminhões

Atribuir a greve dos caminhoneiros a movimento político é pura balela da administração municipal. O grande problema da cidade de São Paulo é a falta de investimentos em infraestrutura viária. Não somente agora, mas há décadas. E isso prejudica não apenas a população que depende do carro para se movimentar, mas também os que respondem pelo abastecimento da cidade. O prefeito relacionou a conclusão do Rodoanel Sul como uma solução para os problemas levantados pelos caminhoneiros. Isso também não é verdade. Seria se na zona sul tivéssemos vias decentes para escoamento da produção e abastecimento e que elas tivessem ligação com o Rodoanel, o que não existe. Quem está na zona sul, principalmente em Santo Amaro e região, não tem por onde sair, mesmo estando fora da zona de restrição. Portanto, está mais do que na hora de parar de ficar apenas na propaganda, divulgando projetos de melhoria que nunca saem do papel. O que falta, realmente, é gente com competência e disposição para começar a resolver os problemas relacionados à mobilidade em nossa cidade.

ROGILDO GALLO

gallo.rogildo@gmail.com

São Paulo

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Congestionamentos

Segundo as notícias da imprensa, os veículos que transportam combustíveis, considerados causadores de congestionamentos na Marginal do Tietê, ficam proibidos de circular, em certas áreas, entre as 5 e as 9 horas e das 17 às 22 horas. Presumindo que o seu regime normal de trabalho fosse de 24 horas por dia, perdem-se, assim, 37,5% da capacidade de transporte. Esse transporte impedido terá de ser realizado apenas nas horas permitidas e corresponderá a um acréscimo de 60% no número de veículos. Dessa forma, o transporte adicional requererá, por consequência, uma frota 60% maior, com reflexos no trânsito, que poderá apresentar congestionamento em locais onde os engarrafamentos têm inexistido.

MARIO HELVIO MIOTTO

mhmiotto@ig.com.br

Piracicaba

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Investimento em transporte

Os serviços de transportes sempre estiveram associados a grandes investimentos públicos em infraestrutura, que reduzem distâncias e tempo de percursos. Também estão associados a danos à natureza. O caos urbano e suas consequências sobre nossa saúde e integridade física assumem características de um veneno em que o vetor de inoculação mais importante é o automóvel. A cidade de São Paulo é o exemplo maior disso. É possível disciplinar esses investimentos de forma a se conseguir mais acessibilidade com menos mobilidade sem afetar a liberdade de escolha do cidadão e dos empresários, de acordo com regras estáveis e sustentáveis que garantam a competição entre os diferentes tipos de serviços e de modalidades? Os atos de nossos governantes indicam, por suas escolhas e decisões, que não. As tecnologias e os instrumentos técnicos disponíveis, ao contrário, se bem utilizados, poderiam trazer-nos mais eficiência, com redução de custos para consumidores e produtores e melhorando a nossa saúde, a competitividade e a conservação do meio ambiente. E por que isso não é feito? Deixo ao leitor a resposta... Em tempo: deveria ser proibido contratar obra para ser executada na administração seguinte, cujo distrato seja inviável - exemplo, os túneis na Avenida Roberto Marinho -, bem como indicar para as agências reguladoras pessoas que estejam engajadas em projeto que anula as premissas de isonomia do governo no mercado competitivo do setor em que atuará - exemplo, a recondução do coordenador do projeto do trem-bala para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (8/3, A4).

EDUARDO JOSÉ DAROS

daros@transporte.org.br

São Paulo

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O sonho de Maluf

Dinheiro suficiente para fazer 2 km de metrô, Kassab preferiu enterrar R$ 2,4 bilhões num túnel de 400 metros para carros. É ou não é o filho que Maluf sonhou?

LÉO COUTINHO

leo.coutinho@uol.com.br

São Paulo

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Agora tem

A Secretaria de Obras tem um sem-número de técnicos e engenheiros ociosos, que foram transformados em fi$cai$ das obras licitadas. Enquanto isso pontes, viadutos e passarelas despencam aos pedaços. A limpeza pública ainda deixa a desejar, além do matagal crescendo. Antes tinha e agora tem mais, não é, sr. Kassab?

MARIA TERESA AMARAL

mteresa0409@estadao.com.br

São Paulo

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OBJETIVO FÚTIL

Como neste período de gestão petista investimentos capengam, sobrou carnaval, e desrespeito à autonomia do Banco Central, para alcançar uma Selic abaixo de um dígito. Se hoje finalmente temos essa taxa básica em 9,75% ao ano, pergunto: e daí?! Para o consumidor que alavanca a economia do País, nenhuma vantagem! O cheque especial, e compras com cartão de crédito vão continuar com juros vergonhosos acima de 100% ao ano! Talvez beneficie as grandes corporações amigas do governo, que conseguem até bilhões em verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), só para concretizar fusões sem a contrapartida de criar empregos... Ou, principalmente a turma do Planalto, que com a Selic mais baixa vai pagar menos juros sobre sua monstruosa dívida, e com a sobra continuar suas orgias dos gastos públicos improdutivos! E está mais do que na hora de a presidente Dilma objetivar obsessivamente a busca de gente competente no mercado para tocar os ministérios, e celeremente atender nossas prioridades já por demais conhecidas, e permitir a médio prazo um crescimento sustentável para nossa economia. O resto é balela populista que não cola mais! Festejar a queda da Selic é tão desprezível como achar que o nosso problema está no câmbio...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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SPREAD BANCÁRIO, O INTOCÁVEL

Leio no Estadão que até o presidente do Itaú já acha que a Selic pode cair abaixo dos atuais 9,75% sem problemas. Não faz nem três meses essa turma do mercado financeiro previa o fim do mundo quase isso acontecesse. Sr Setubal, se o senhor acha que a Selic pode baixar de 9,75%, e quanto aos juros do cartão e do cheque, que estão em 200%? O senhor acha que dá pra chegar pelo menos em 150% no curto prazo, ou não tem espaço?

Luiz Henrique Penchiari Jr. luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo

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CHINA REDUZ META DE CRESCIMENTO

Redução da meta de crescimento perfeitamente alinhada com o plano quinquenal anunciado no ano passado para o período 2011-2015, sem a influência de “tsunamis monetários”, Copas do Mundo, Jogos Olímpicos e de quaisquer outras variáveis que estimulam improvisações administrativas insensatas a curto prazo.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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DESENVOLVIMENTO TEMERÁRIO

Washington Novaes nos repassa judiciosas considerações dos mais conceituados cientistas do planeta acerca do desenvolvimento sustentável (É preciso correr, adverte a ciência, 9/3, A2). Acentua a seriedade do estudo, que não pode ser acoimado de produto leviano de xiitas ecológicos. Há um ponto especial a ser considerado num momento em que nos encontramos chafurdados num pântano de contradições para elaborar um Código Florestal: "A tese do documento é de que os custos ambientais e sociais deveriam ser internalizados em cada ação humana, cada projeto". Corolário lógico: o Código deveria traçar apenas regras gerais , obrigatórias e cujo descumprimento implicaria em punições graves. Os regramentos específicos distribuídos entre Estados e Municípios, sob normas não menos rigorosas, endereçadas a governantes e governados,  e exacerbação dos poderes do Ministério Público e do Judiciário. Em suma, uma mobilização de todas as instituições competentes em torno das hipóteses concretas, com o escopo de evitar que o planeta sofra um aquecimento de 5 graus Celsius, tornando a terra inabitável e estéril todo o esforço da história do homem até hoje.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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APENAS NEGÓCIOS

As ponderações de Washington Novaes nos mostram que, apesar dos alertas ponderados de conhecedores de causa e efeito, a humanidade nem sempre caminha pela lógica ou pelo que é óbvio (É preciso correr, adverte a ciência, Opinião, 9/3). No tocante ao aquecimento global, empresas se mobilizam não para eliminar suas causas, mas sim para desenvolver processos e sistemas que possam atenuar os efeitos da vida em um mundo mais quente. Ou seja, a doença se mantém e tratam-se apenas os sintomas. Nos últimos anos houve uma proliferação de avaliações ambientais – um progresso na área, sem dúvida. Concomitantemente surgiram inúmeros laboratórios de análise oferecendo serviços, não de mitigação da poluição, mas apenas sua avaliação e diagnóstico. Ganha-se dinheiro – esta é a lógica – independentemente  da fonte da desgraça e de quanto tempo durará esta galinha dos ovos de ouro.

Adilson Roberto Gonçalves priadi@uol.com.br

Lorena

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CONTAR ATÉ UM

Há 2.500 anos Buda  já pregava que para ir para o céu, todo ser humano devia plantar uma árvore. Pelo menos uma árvore! Como os nossos dirigentes querem implantar um complexo Código Florestal, se nem conseguem ensinar as nossas crianças a ler, escrever e contar? Muitas crianças, após quatro anos desse ensino deles, sequer aprenderam a contar até um!

 

Gerard Bannwart ggjb87@gmail.com

Avaré

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NA BASE DO QI

No nosso parlamento  seus  representantes não votam pensando em nossos interesses, em nossas necessidades. O Brasil está paralisado, não  se vota a Lei da Copa, o Código Florestal, pois suas excelências  unicamente lutam por suas  milionárias emendas, das quais não precisam prestar contas, é só gastar e pedir mais. Elas sempre nos lembram que estamos  livres da ditadura, mas nós achamos que só pagamos os gastos e mordomias de  novas ditaduras, a do legislativo, a do judiciário, a do sindicalismo, todas  insaciáveis por recursos públicos, pouco restando para  escolas, hospitais, educação de qualidade, em compensação  proliferam o narcotráfico, o peculato, a prostituição infantil, obras de nossa recente democracia. No antigo regime os ministros e os ocupantes de cargos públicos,  eram escolhidos em base suas competências, seus históricos profissionais, hoje é na base do QI ou em função da bajulação rasteira de militantes que beiram analfabetismo  funcional. Fiquei surpreso de existir uma ONG, a Puxasaco.org, numa evidência do descaso a que chegamos,  estamos num poço que não tem fundo, só lama onde flutuam a imoralidade, a indecência, a falta de compostura. Por aí podemos imaginar o que vai acontecer nas licitações  para construção de numerosos ginásios e arenas da Copa e Olimpíadas, para a construção da usina de Belo Monte, uma farra para empreiteiras, herança maldita a ser paga por  gerações. Depois disso é difícil supor que Deus ainda continue sendo brasileiro.

João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo

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MEIO AMBIENTE

O verde continua  maltratado porque os homo sapiens ainda não estão maduros.

 

Mara Fonseca Chiarelli mara.chiarelli@ig.com.br

Mogi Guaçu

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O CÓDIGO, A FLORESTA E A ÁREA PLANTADA

 

Devia entender-se que a discussão sobre o Código Florestal, também, tem implicações com o pouco desenvolvimento industrial do país, porque o nosso PIB está, então, na atualidade,sendo composto pela grande performance da área rural  e do agronegócio. Assim, diminuindo-se em aproximadamente 35 milhões de hectares a área plantada no país, quando, na atualidade, plantamos 43 milhões de hectares, teremos uma verdadeira hecatombe financeira, frente à crise mundial e prejuízo certo para o país. Teremos um tsunami na área rural, que será difícil de ser dominado. Assim, o texto do futuro Código Florestal, que veio do Senado, embora verdinho e bonitinho, não atende os interesses da economia nacional, donde a razão estar com os deputados não concordantes com recomposições de áreas degradadas, à forma encontrada pelo Senado, para satisfazer, simplesmente, os desejos de radicais ambientalistas, que, aliás, só contemplam, nada produzem, e na hora dos resultados negativos da economia ficam e ficarão no muro ou na moita, como tanto gostam!

José Carlos de C. Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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BENESSES DO NOVO CÓDIGO FLORESTAL

Qual a diferença entre um ruralista e um cidadão trabalhador comum? Segundo o Congresso nacional os ruralistas poderão dever o quanto quiserem ao governo que serão anistiados e o cidadão comum se dever será ferrado, literalmente.

Leila E. Leitão

São Paulo

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ANISTIA AOS RURALISTAS

Aviso à nova Classe C! De agora em diante vocês serão o alvo voraz da Receita Federal como a maioria dos trabalhadores brasileiros. No entanto ao contrário dos ruralistas que mantém seus fiéis escudeiros no Congresso para que votem tudo a seu favor, nós mantemos os Tiriricas da vida, que entram mudos e saem calados em plenário. A Bancada Ruralista conseguiu introduzir no novo Código Florestal anistia a todos os ruralistas que desmataram a revelia da lei e foram autuados. Nisso que dá não saber para que serve um deputado ou senador. Há muito que a classe trabalhadora brasileira, sem representação nenhuma, precisaria de anistia para colocar suas contas em dia. Pagar cartão de credito. Cheque especial. No entanto ai de quem optar por pagar suas dividas deixando de fora o Leão! Precisará vender sua casa para honrar com as multas e juros da Receita Federal. Que tal exigir anistia dos impostos para honrar dívidas também? Povo sem dívida é povo feliz.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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CÓDIGO FLORESTAL

 

A melhor explicação que me ocorre para 75% das multas milionárias serem anistiadas só pode ser esta: propina!

 

Iracema Palombello cepalombello@yahoo.com.br

Bragança Paulista

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DÚVIDAS

Ficam dúvidas sobre a definição dos rios que atravessam florestas, campos nativos e desertos, escoando naturalmente o excesso de água oriundo das fontes e das chuvas numa determinada área continental. Cabe ao produtor rural aproveitar o máximo o fluxo de água em seu quintal, antes que escoe pelos rios com destino ao mar. As florestas dependem das correntes úmidas vindas dos oceanos, os rios somente escoam o excesso.

Celso de Almeida Gaudencio celso.gaudencio@gmail.com

Londrina (PR)

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RIO +20

A conferência Rio +20, que irá acontecer no Brasil, precisa ser algo sério e concreto, não adianta fazer reuniões para cada país, principalmente os mais desenvolvidos olharem só para o seu quintal e não se preocuparem com o todo, ou seja, o mundo. Não adianta falar em sustentabilidade e não fazer nada, o que muito comum nas empresas. Tem regras, tem ISO, tem 5S, defeito zero, mas tudo enganation, pois no dia a dia nem copos plásticos são reciclados. Em prédios residenciais, hoje todos falam, mas pouca ou nenhuma ação, pois as pessoas se preocupam com visual e aparência. No meu prédio tentei implantar coleta de óleo de cozinha, mas como não tínhamos local específico, não deu em nada, pois dois moradores disseram “isso não vai ficar bonito” ou que não querem ter trabalho. Na minha rua, quem fazia coleta de reciclados era uma kombi velha, que não passa mais, e a Prefeitura não tem suficientes tambores para a coleta seletiva, ou seja, muita propaganda na TV para aparecer, mas atrás das câmeras a história é outra muito diferente. Temos de nos mexer e não falar, se quisermos um mundo melhor.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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ABRIL VERMELHO

O Movimento dos Sem Terra  (MST) , com reforço de outras organizações  do setor agrário, irão promover o “abril vermelho”, com invasão de terras,edifícios públicos e postos de pedágio por todo o País (4/3, A11). Em junho/2011 quando os bombeiros no Rio de Janeiro, invadiram  um prédio público, foram punidos com rigor. Se no próximo mês, o MST cumprir a programação, será que não acontecerá nada  outra vez?

Edgard Gobbi  edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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FÉRIAS GORDAS NO JUDICIÁRIO

É um absurdo a aprovação de uma lei estadual no Paraná concedendo a juízes, desembargadores e servidores da Justiça local um aumento de 50% sobre seus rendimentos para o gozo das férias. No Brasil, quem tem carteira assinada e não está no mercado informal de trabalho, já recebe 1/3 a mais nas férias. É o fim da picada que o Judiciário paranaense tenha esse privilégio, entre tantas outras benesses, em evidente desrespeito aos princípios da igualdade e da moralidade administrativa. O povo paranaense precisa se rebelar e essa lei deve ser prontamente revogada. São coisas típicas de uma 'república de bananas' e não de um país sério. 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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A RETIRADA DOS CRUCIFIXOS E O ESTADO LAICO

A decisão do dia 06 de março passado do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (1) que determinou a retirada dos crucifixos de seus prédios merece ser entendida mais pela consideração a quem professa outras religiões que não o adotam – e àqueles que não possuem religião – do que propriamente pela condição laica do Estado. Com efeito, deve-se perseguir uma sociedade pautada pela harmonia e paz, onde seja possível uma convivência respeitosa entre aqueles que possuem religiões diferentes (e a diversidade religiosa no Brasil é enorme), bem como na relação dos religiosos com ateus e agnósticos. No tocante à laicidade do Estado, o debate não é novo. Sabidamente existem Estados teocráticos como, por exemplo, alguns situados no Oriente Médio. O Brasil é um Estado laico. Não é um Estado religioso, mas também não é um Estado ateu, antireligioso. Muito pelo contrário. Nossa Constituição Federal que, diga-se de passagem, foi promulgada, nos termos de seu preâmbulo, sob a proteção de Deus, contém vários dispositivos que bem denotam a intenção constituinte. Vale lembrar, a título ilustrativo, da previsão de atuação conjunta do poder estatal com as entidades religiosas quando houver interesse público (art. 19, inciso I),do direito assegurado à liberdade de crença e ao culto religioso (art. 5º, inciso VI) e dos efeitos civis produzidos pelo casamento religioso ( art. 226, §2º). Quando assuntos de interesse coletivo encontram-se em discussão, constitui-se um equívoco alijar os valores e princípios decorrentes das religiões, em especial num país onde a grande maioria da população, mais de noventa por cento, professa alguma, sendo que não se pode olvidar que o Estado existe por causa dos homens, e não o contrário. Inconcebível imaginar-se a possibilidade de sermos duas pessoas diferentes. Como poderia, exemplificativamente, um magistrado, um parlamentar ou uma autoridade do Executivo que possui as suas convicções (não só as religiosas) no recesso de seu lar, no templo que frequenta e nas suas relações pessoais, delas despirem-se quando do exercício de suas funções? Por óbvio que devem sempre ter em mente que os seus atos podem alcançar todos, inclusive aqueles que não compartilham de seus pensamentos. O mesmo raciocínio vale para aqueles agentes do Estado que não têm religião. Também, na motivação de seus atos, não podem desconsiderar que vivem num país onde há um sincretismo religioso talvez impossível de ser encontrado em qualquer outro do planeta. A solução que se reveste de sabedoria é aquela que, ao serem sopesados os preceitos religiosos em questões de interesse geral, procura, efetivamente, dosá-los de uma maneira adequada, temperá-los, conciliá-los criteriosamente com outros valores norteadores da sociedade, evitando-se, dessa forma, o indesejado fundamentalismo que foge à razão.

Marcos Vinicius Severo da Silva marcosviniciusseverodasilva@yahoo.com.br

Porto Alegre

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DANOS MORAIS

O STF condenou a Editora Abril a pagar ao senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) por danos morais. Uma indenização de R$ 500 mil por um texto de 2006 em que a revista Veja chama o ex-presidente de "corrupto desvairado" e autor de "traficância". E ele que por sua vez arruinou a população quando presidente, com os confiscos realizados nos famigerados Planos Collor I e II. Dinheiro que estamos esperando até hoje nas mãos dos bancos e das instituições financeiras, não caberia a mesma ação contra ele em nosso benefício?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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REINÍCIO  DE UM GOLPE

A Telefônica, desde que me conheço por gente, foi publicada por este jornal O Estado, todos os anos,  como a pior empresa de prestação de serviços no País. Lutei durante oito anos como consumidor, tendo constatado sua piora a cada dia mesmo registrando dezenas de protocolos na Anatel, que teria a função de fiscalizar mas trata-se de um órgão apenas figurativo. Talvez apenas com a função de dar emprego a quem de interesse. Agora, comprada pela Vivo e considerando-se minhas primeiras experiências, nos contatos para a solução de problemas no Speedy, vê-se que mudaram-se apenas as moscas. E não adianta, não temos para quem reclamar. A moralidade no país acabou em todos os níveis. Minha última esperança é essa senhora de nome Eliana Calmon.

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos professortenorio@uol.com.br

Monte Alto

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PREÂMBULO DA COPA

Há poucos dias, a imprensa informou que o presidente da Fifa, Joseph Blatter pretendia ter uma audiência com a presidente Dilma. Esta proclamou que o assunto futebol deveria ser tratado com o ministro dos Esportes, Aldo Rabelo. Tendo o secretário-geral da Fifa feito declarações deselegantes, o ministro Rabelo anunciou que não trataria mais com o secretário Valcke. Uma carta de desculpas emitida pela Fifa, desanuviou o panorama. Valcke será recebido por Rabelo, e a presidente aceitou conceder a audiência a Blatter. O cachimbo da paz será fumado.

Mario Helvio Miotto mhmiotto@ig.com.br

Piracicaba

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IRMÃOS GÊMEOS

Marco Aurélio Top Top, Assessor Especial da presidente Dilma e Jerôme Valcke ponta-pé no traseiro, secretário-geral da Fifa, parecem irmãos gêmeos especialistas em atos impensados. Podem dar as mãos sem um mínimo de constrangimento. Já deveriam estar na geladeira há muito  tempo.  Alguém precisa acordar a presidente Dilma Rousseff e o presidente da Fifa, Joseph Blatter, antes que aconteça algo pior.

 

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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‘COPO DO MUNDO’

O Brasil  na verdade é o que se vê neste evento chamado "Copo  do Mundo". Sem o ufanismo de muitos brasileiros nosso país infelizmente abaixou a cabeça e se curvou perante a Federação Internacional de Futebol e Alcoólatras, a venda de bebidas alcoólicas vai ser liberada, mostrando que uma entidade tem mais força que uma nação, que de copo na mão permite que um gringo qualquer ameace chutar o traseiro velho e caído de nossos governantes. Que pena, Brasil, agora só resta tomar mais uma para esquecer que um dia você pensou que era um grande país de primeiro mundo. Como diz o refrão: "Todos juntos vamos, prá frente, Brasil, tomar mais uma com limão". Podemos perder a Copa, mas não perdemos a piada. Brasil: Um país sem miséria moral é um país com leis firmes.

 

Manoel José Rodrigues manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

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SOBERANIA E SOBERANIA

O “cara” deu guarida para um assassino italiano, dizendo que o Brasil é um país soberano e suas decisões tem que serem aceitas, agora os petracas (partido dos traidores e mensalão) aprova tudo que a Fifa quer inclusive  coisas de nossa constituição e do código do  torcedor, Cade a soberania do “cara”?

Delcio da Silva delcio796@terra.com.br

São Paulo

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OS PEQUENOS RIDÍCULOS PÁTRIOS

O consulado petista tem uma longa lista de ridículos, especialmente motivados pelo destempero do primeiro cônsul, o famigerado sr. Lula da Silva. Agora, no governo da delfina, feroz gerente com jeitão de fada má, as situações se repetem. Nem tanto pela titular, algo mais recatada que o antecessor, mas pela mediocridade de seus cortesãos, áulicos e aproveitadores que falam no vazio da liderança. Uma vez mais a nação brasileira passa por vexame vinculado à  delirante irresponsabilidade e megalomania do sr. Lula da Silva ( e não só isso, diga-se de passagem) que decidiu que devíamos sediar o campeonato mundial de futebol e a Olimpíada. Como seria de prever, frente à histórica incompetência de planejar e de fazer dos filhos desta Pátria mãe gentil,  estamos deixando que a Europa, em vez de se curvar diante da majestade do verde de nossas matas e do azul anil de nosso céu, ache que deve ministrar, solenemente, "un coup de pied aux fesses" no colosso. Para quê, meu Deus!  A Pátria irada se levanta contra o filisteu. O governo da delfina escolhe um comunista idiota para manifestar a indignação nacional. E o sr. Rebelo  o faz com a empolada e artificial prosopopéia de quem tem a cara de pau de ainda ser comunista e nacionalista de picadeiro. As hostes petolulistas, em litania com seus escribas engajados e neoidiotas internéticos, fazem barulho ensurdecedor com o fato. E o Brasil, onde fica?

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

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NOS BASTIDORES OU NO PALCO?

Apesar dos desmentidos, como das outras vezes em que esteve envolvido em “malfeito”, informa-se que o Sr. Palocci atuará como tesoureiro informal, como “porteiro” (abridor de portas) da campanha de Haddad em São Paulo (arrecadador de caixa 2?). Então mais cedo ou mais tarde, honrando a fama de useiro e vezeiro, coisa boa não virá.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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TIRIRICA AMEAÇA HADDAD

Eis para que serve a entrada de políticos como Tiririca no cenário eleitoral, para dar alto poder de barganha ao seu partido. Foi constatado que Tiririca na campanha eleitoral de São Paulo representa uma ameaça ao PT, pois constata  o professor de Ciências Políticas da Unicamp Valeriano Costa: "Pelo histórico, o Tiririca tem forte poder de atração na periferia, entre os mais humildes, que é justamente o voto que o PT pretende arrecadar". Os três principais nomes da disputa são Gabriel Chalita (PMDB), José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT). Fernando Haddad não decola por nada, a última pesquisa Datafolha acusou que ele continua grudado no patamar de 3% de intenção de votos, enquanto Serra , após se lançar candidato nas prévias, já subiu 9 pontos alcançando 30% dos votos. Portanto, nestas alturas do campeonato só resta ao PT fazer uma oferta boa, mas muito boa mesmo para o PR , para convencê-lo a retirar a candidatura de Tiririca deste pleito. Infelizmente a lição que fica, de que o eleitor tem que ser mais responsável quando vota para não ajudar a criar tiriricas  não será aprendida , pois este tipo de eleitor não tem massa crítica , é altamente manipulável e nem lê jornal.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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GOZAÇÃO E VINGANÇA

Em sendo candidato ao cargo de prefeito paulistano nas próximas eleições, o deputado federal Tiririca certamente tirará votos de candidatos como tidos eventuais vencedores. Isso pode torna lo um participante do segundo turno. Foi muito bem votado para deputado federal e a grande massa de eleitores tem consciência, verdadeira ou não, que suas vidas em pouco ou quase nada mudam com a vitória de um ou outro candidato. Aí é justamente onde reside a força de Tiririca, ou seja, um voto meio que misto de revolta, gozação, com uma ponta de vingança, onde a tônica é a de que de quatro em quatro anos ao menos, posso dar meu recado como eleitor.Se houver essa candidatura de fato, os marqueteiros do deputado federal Tiririca certamente se agarrarão com unhas e dentes nesse tema da indiferença de mudança de vida independentemente qual seja o vencedor.

 

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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CIRCO

O palhaço Tiririca, hoje deputado federal mais bem votado no último pleito, está empolgado em ser candidato a prefeito de São Paulo. Da maneira que as palhaçadas do senhor Kassab se apresentam  no circo instalado no Viaduto do Chá, é bem capaz que Tiririca não deixe nenhum caminhão trafegar nas ruas de São Paulo. No futuro teremos de volta os bondes de passageiros, cargas comuns e combustíveis. Afora os puxados por burros. Lamentável.

Roberto Stavale  bobstal@dglnet.com.br

São Paulo

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GUERRA É GUERRA

Os paulistanos, assim como os paulistas, tem uma luta maior que impedir o apedeuta Haddad à prefeitura. Têm o dever de impedir a fixação deste tal de instituto lula em nossas terras. É o mínimo que esta cidade e este estado devem ao cidadão, rejeitar esta estapafúrdia indecência proposta pelo amante Kassab que visa o colo do reizinho da safadeza. Nossa terra tem mais palmeiras, sabiás e gente decente que não aceitarão de mãos nos bolsos ou nas cuecas esta enorme mutreta do oportunismo chulo da alma petismo kassabista. É questão de honra que levanta dos túmulos nossos antepassados, arma nossos braços em fúria e deve ser palavra de ordem de nosso filhos, netos, vizinhos e amigos. Repito, é questão de honra não aceitar este outro golpelho safado que toma terreno e dinheiro nosso, caro de conseguir, fora a ofensa moral, impagável.

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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ARMADILHA

Será que essa repentina entrada de Zé Serra na próxima disputa pelo cargo de prefeito de São Paulo, não seria o resultado de mais uma das maquiavélicas artimanhas engendradas pelos petralhas, com o objetivo de fazer com que seu candidato enfrente aquele que o PT entende ser o adversário mais fácil de ser derrotado? Em 2010 a coisa funcionou exatamente assim! Para evitar a candidatura de Aécio Neves, o PT, por portas e travessas, “encheu a bola” de Serra, fazendo com que seu “oponente preferencial” fosse escolhido pelo PSDB, para enfrentar a “neófita” Dilma Rousseff. O resultado da disputa foi o “banho” que todo mundo viu, com Serra absolutamente “travado” durante toda a campanha eleitoral, como se soubesse que não passava de um “tarefeiro”, previamente escolhido para perder a eleição. Agora, na disputa pela Prefeitura de São Paulo, aparentemente o quadro está se repetindo. Diante do risco da formação de uma “frente partidária”, que pudesse, com candidaturas múltiplas ou com um “nome de consenso”, atrapalhar os planos de poder do PT, mais uma vez a petralhada apelou para a estratégia de “inflar” a candidatura de Serra, um adversário “já manjado”, verdadeiro “freguês de carteirinha”, sobre o qual acreditam ser mais fácil construir a vitória do ex-ministro Fernando Haddad. E não é que o PSDB, mais uma vez, está caindo na armadilha...

 

Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com

Recife

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PATRIOTAS

Os  militares são mais patriotas que os civis: quando ocorrem guerras entre países, quem vai para a frente de combate, quem dá sua vida para cumprir a missão, quem sai aleijado para o resto da vida são os militares, e não os políticos e sindicalistas. Para subir aos postos mais altos, são necessários cursos e capacitação e, na política, só conchavos, filiar-se a um partido – ou fundar um, como o Kassab –, ser bom de papo, falar convincentemente para enrolar os eleitores mentindo descaradamente – é só ver os programas políticos na propaganda obrigatória. Estou com os militares e contra os políticos, porque estes também são contra todos os outros.

Mário Alves Dente dente28@gmaisl.com

São Paulo

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ELEIÇÕES 2012 E REFORMA POLÍTICA

A informação que 38% dos políticos que concorreram nas eleições de 2010 no Rio, podem não poder disputar o pleito de 2012, porque tiveram suas contas rejeitadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é emblematicamente alvissareira. Tal realidade seja talvez o início da tão sonhada Reforma Política  a mãe de todas as reformas que necessitamos, para avançarmos rumo a um firme e consistente processo de desenvolvimento, que  o país está a merecer, rumo a construção da grande nação que tanto sonhamos.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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LISTA DE FICHAS SUJAS

Louvo a iniciativa dessa ONG que publicou em seu site uma lista de políticos que devem ser considerados inelegíveis nessas eleições com base na Lei da Ficha Limpa. Essa lista, entretanto, com apenas 30 nomes, está pra lá de incompleta, sem apresentar nomes de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os estados de maiores bancadas, dentre outros estados omitidos. Fico no aguardo da lista completa.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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RELAÇÕES COMPROMETEDORAS

Essas relações promíscuas entre o poder e os criminosos continuam, apesar de todos os escândalos de corrupção que acontecem desde o governo do senador José Sarney. Lembro perfeitamente da compra de alimentos que apodreceram nos porões do governo. De lá pra cá, foram tantos que seria preciso uma página inteira para numerá-los. Agora temos a notícia dos presentes recebidos pelo senador Demóstenes Torres, líder do DEM, do contraventor Carlinhos Cachoeira e pior, não quer devolvê-los. O senhores governantes e parlamentares também estão proibidos de receberem presentes tanto quanto os servidores públicos. Se querem manter suas amizades duvidosas fiquem fora dos órgãos públicos.

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com

Rio de Janeiro

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PRODUTOS SEM CONDIÇÃO E CONSUMO

O prefeito Kassab, o governador Alckmin e a Associação Paulista de Supermercados (Apas) continuam penalizando os clientes de supermercados não entregando sacolas descartáveis gratuitas e lucrando muito com a venda de sacolas, ditas reutilizáveis mas poluentes. Até quando o consumidor vai ter de pagar a conta de tudo, uma vez que tiraram as sacolas descartáveis mas não reduziram nada nos preços que já tinham embutido sacolas descartáveis? Até quando seremos obrigados a comprar e não ter como levar, sendo que muitas vezes nos empurram caixas de papelão sujas, com fezes de ratos e insetos. como entrar em um ônibus cheio ou metro com uma caixa desta? Qual a opção que governo, prefeito e APAS deram a estes consumidores. E se a sacola plástica e o consumidor é o responsável pela poluição, por que ainda não acabou com tudo que é plástico? Afinal no setor de legumes e verduras tem saquinhos plásticos, farmácias e outros comércios entregam sacolas plásticas. O saco de lixo é de plástico. Imobiliárias, cursos de idiomas, igrejas e faculdades panfletam nas ruas e estações do metro poluindo e sujando tudo. que lei é esta afinal e por que os vereadores e deputados nada fizeram até o momento?  Aguardo a resposta destes 3 responsáveis por esta mazela!

 

Luiz Claudio Zabatiero zabasim@ig.com.br

São Paulo

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GARIS DE SÃO PAULO

Impressionou-me uma pesquisa feita sobre profissões e o grau de satisfação que proporcionam, sendo uma das mais baixas a profissão de Gari – a justificativa principal: falta de reconhecimento pela sociedade. Como em tudo na vida, esta é uma questão de perspectiva. E acho que devo compartilhar aqui a minha visão dos Garis, que difere – e muito! – daquela divulgada pela pesquisa. Os Garis são os Guardiões das ruas da cidade. Em uma cidade grande e violenta como São Paulo, eles desempenham um papel importantíssimo: estão em toda parte, de dia, de noite, durante as perigosas horas da madrugada, limpando as ruas da cidade não apenas do lixo e da sujeira acumulada por uma população desinformada ou desinteressada, como evitando, com sua presença, que outro lixo mais podre contamine a sociedade – a violência de oportunidade. Eu mesma já presenciei um rapaz que se aproximava de maneira suspeita de um carro estacionado na rua, de madrugada, com dois jovens em seu interior, e que foi literalmente “espantado” pelos Garis que se aproximavam, evitando o que seria, sem qualquer dúvida, uma tentativa de assalto. Em outra oportunidade, dois garotos estavam abordando um terceiro que passeava com seu cãozinho, e os Garis intervieram para que nada violento se passasse. A população pode não conhecer os nomes desses verdadeiros heróis urbanos, mas devem reconhecer publicamente a importância de seu trabalho – tanto o oficial, como o de guardiões das ruas da cidade – e colocá-lo, por direito, no topo das atividades que concorrem para o bem da sociedade. Obrigada aos super-heróis anônimos, que dedicam sua vida ao bem-comum, enquanto camuflam este ato generoso sob um trabalho que não chama para si muita atenção.

Denise Rodrigues do Amaral denise@ramaral.adv.br

São Paulo

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MAREMOTO IMINENTE

A presidente Dilma Rousseff tem fortes motivos para se preocupar com a enxurrada de moeda estrangeira – tsunami, segundo ela – prejudicial ao Brasil e a outras economias em desenvolvimento (A3, 6/3). Em lugar de pregar no exterior, ela deveria impedir internamente o maremoto que o prefeito Gilberto Kassab está preparando em São Paulo; de fato, temos o planejamento estratégico SP2040 e o projeto Nova Luz que visam atrair o mesmo capital especulativo estrangeiro que a presidente justamente critica. Tal capital virá para se beneficiar de desapropriações na cidade inteira feitas no truculento método de Kassab e de Police Neto - contra os direitos da população à propriedade e ao trabalho, infelizmente já sancionado pelo Tribunal do estado. Ainda mais, tal capital virá para a especulação imobiliária, que recebe a vista, lucrar; quando estourar a bolha imobiliária, quem ficará com o prejuízo são todos os agentes brasileiros que investiram para produzir os materiais e que financiam o mercado imobiliário, alem dos futuros trabalhadores desempregados e compradores inadimplentes dos novos empreendimentos kassabistas. A presidente abrirá os olhos e deterá esse maremoto enquanto ainda é tempo?

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br

São Paulo

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PROPAGANDA

Já viram a propaganda enganosa da Prefeitura de SP na TV? Se não viram não perderam nada. Em ano eleitoral vale tudo, o prefeito Kassab, quer aproveitar o que não "presta" dos outros. Já viram as propagandas enganosas do SUS na TV, dá até a impressão que o SUS é ótimo, só que não atende o povo e nem serve para as nossas autoridades. Por que os filhos das autoridades não estudam em escolas públicas? Deduz-se que se antes não tinha, agora também não tem, e já decorreram mais de cinco anos de desgoverno Kassab e nove anos de desgoverno do PT, pior que o Haddad é candidato à prefeito de SP, ainda bem que o paulistano é o suficientemente inteligente para se ver livre do "nhô ruim" e não trocar pelo "nhô pior". Quando iniciarão investigações no ministério da educação? Até o momento o Enem não funcionou. É chegada a hora de mais uma vez passar a serra para acabar com a enganação do agora tem, que não tem... Que mentira, que lorota boa!

 

Luiz Dias lfd.silva@bol.com.br

São Paulo

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AGORA TEM

A secretaria de obras da Prefeitura tem um cem número de técnicos e engenheiros ociosos já que não executam obras, foram transformados em "fi$cai$" das obras licitadas, enquanto isso pontes, viadutos e passarelas estão despencando aos pedaços pondo em riscos pedestres e veículos. A limpeza pública ainda deixa a desejar, além do matagal crescendo na cidade, antes tinha e agora tem mais, como fica Sr. Kassab?

 

Maria Teresa Amaral mteresa0409@estadao.com.br

São Paulo

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COMERCIAIS DE CERVEJA

Desde criança que vejo comerciais idiotas de cerveja, hoje entendo porque são tão idiotas: porque são dirigidos aos idiotas que bebem e saem atropelando famílias, mas esse último comercial da cerveja Itaipava usando a música Only you, além de idiota ficou ridículo, usaram uma música cult para um produto vulgar.

Fernando de Andrade Barros astronauta2001@globo.com

São Paulo

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