Fórum dos Leitores

ENCHENTES E TRAGÉDIAS

O Estado de S.Paulo

10 Abril 2012 | 03h07

Catástrofe anunciada

Mais uma vez Teresópolis foi atingida por forte temporal e de novo vimos deslizamentos e mortes. Desde janeiro do ano passado, quando mais de 900 pessoas morreram, e muitas até hoje não foram encontradas, o governo federal e a presidente Dilma Rousseff nada fizeram para reconstruir a cidade. Sérgio Cabral, nem se fale, é um dos governadores mais ausentes e demagogos que o Rio de Janeiro elegeu: quando as tragédias acontecem, ou está no exterior gozando as benesses do cargo ou desaparece - foi assim em Angra dos Reis e também quando Teresópolis e Nova Friburgo foram destruídas pelas tempestades de 2011. Dilma, que foi à Região Serrana para ver pessoalmente a devastação, disse na ocasião que mandaria verbas e incluiria a região no programa Minha Casa, Minha Vida, para construir 6 mil moradias. As verbas para essas cidades foram desviadas e nada foi apurado, para saber quem as roubou, simplesmente tudo foi esquecido. E das 6 mil casas prometidas por dona Dilma, nenhuma foi construída até hoje. Esse é o governo da gerentona, que fala muito e age pouco, não cobrando de seus ministros das Cidades e dos Transportes as obras que deveriam ter sido feitas, e muito menos do incompetente Cabral.

AGNES ECKERMANN

agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz

Mentiras descaradas

Nenhuma casa foi entregue, conforme promessa das autoridades, aos desabrigados e vítimas das chuvas na Região Serrana do Rio em janeiro de 2011. Mentem descaradamente. O pior é que o povo acredita. Nas eleições municipais de outubro próximo, vocês vão ver, vão continuar os mesmos. E os governadores serão reeleitos ou eleitos para outros cargos no pleito de 2014. O povo leva na cara e não aprende.

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Reconstrução

As cidades serranas do Rio de Janeiro devastadas pelas chuvas em 2011 foram abandonadas pelos governos federal e estadual e as verbas destinadas à reconstrução foram desviadas pelos ladrões de carreira, eleitos pelo povo que roubam. E roubam o que poderia ser o recomeço das famílias que perderam tudo, inclusive pais, irmãos, filhos... Que condenação merece um bandido capaz de cometer tal crime? Em presídios comuns ele morreria nas mãos dos "menos" bandidos. Então, resta a condenação pela Justiça, de mão pesada, firme. Mas este lhe concede liberdade em troca de algumas cestas básicas cheias de caruncho. Antes de reconstruir cidades arrasadas, pontes, estradas, o Brasil precisa reconstruir o Código Penal, todo o Judiciário, fazer de algum modo a lei alcançar os Poderes Legislativo e Executivo. Mas como? Por que temos presos condenados por pequenos furtos nas cadeias, mesmo sendo primários, e bandidos profissionais, com dezenas de condenações, soltos nas ruas e chamados de doutor, excelência? Será que sendo apenas povo o cidadão brasileiro é de segunda categoria e qualquer indivíduo eleito vira doutor? É esse o caminho das pedras? É isso que a nossa Constituição ensina? Precisamos de uma reconstrução geral do País para que todos sejamos iguais perante a lei. Porque hoje, sendo apenas um cidadão filho da Pátria, sinto-me um nada!

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

Poderes criminosos

Deve ser difícil para a castigada e abandonada população da Região Serrana do Rio, vítima da força da natureza e da irresponsabilidade criminosa dos poderes municipal, estadual e federal, escolher o que criou as maiores expectativas de justiça e que restaram tão somente como falsas promessas, demagogia e hipocrisia oficiais.

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Só faltava essa

Na região de Teresópolis, onde neste ano as sirenes não funcionaram porque as chuvas não alcançaram nível de atenção, vão distribuir pluviômetros para que os moradores possam monitorá-las no ano que vem!

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

Faltou o anjo

Teresópolis instalou as sirenes, mas faltou um anjinho igual ao de Areal para funcionar e salvar todas as pessoas.

NELSON PEREIRA BIZERRA

nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

MATAS AMEAÇADAS

No litoral paulista

Excelente e oportuno o editorial Ameaças à mata no litoral (6/4, A3). É necessário que o poder público dê um basta à devastação do que resta das nossas matas. Pouco além do empreendimento imobiliário que se pretende implantar em Bertioga, existe na vizinha cidade de São Sebastião um local paradisíaco, a Praia do Engenho, com não mais de 300 metros, onde já existem seis condomínios, que ocupam toda a área onde é permitido legalmente construir. Acontece que no local subsiste uma reserva de Mata Atlântica com mais de 1 milhão de metros quadrados, onde, segundo se comenta, se pretende construir um condomínio imobiliário gigantesco, com mais algumas centenas de casas, com sacrifício do que resta desse bioma e sem os mínimos serviços básicos, como saneamento, segurança, limpeza urbana e rede de saúde.

NEY FIGUEIREDO

neyfigu@uol.com.br.

São Paulo

DILMA NOS EUA

Cuba e cachaça

Pelo que li no Estadão de ontem, Dilma foi aos EUA para tratar com Obama de uma pauta em que incluiu Cuba, país que nos dias correntes não tem expressão alguma, e da cachaça. Qual seria o item mais importante? Poderia incluir o carnaval também.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Avanço

A presidente Dilma aproveitaria melhor a viagem aos EUA se prestasse atenção aos conselhos do professor Peter Drucker (1909-2005) - guru em organização e métodos - para reduzir a um terço o número de seus ministérios. O que está aí representa roubo do dinheiro público e, portanto, é inaceitável. Faria um grande avanço em seu governo. DURVALDO GONÇALVES

lobatogoncalves@gmail.com

Cerquilho

SALÁRIOS TURBINADOS

Agora finalmente entendi a razão pela qual o ministro da Fazenda, Guido Mantega, só se dirige ao funcionalismo público federal com "sangue nos olhos" para pregar cortes de gastos no Orçamento. E também por que sua colega Miriam Belchior nega qualquer tipo de reajuste, principalmente aos servidores de carreira do Judiciário federal, categoria sem aumento há mais de seis anos. Na matéria publicada pelo Estadão no domingo de Páscoa (Com jetons das estatais, salários de 13 ministros extrapolam teto de R$ 26, 7 mil), nós, servidores federais, ficamos orgulhosos de saber que nossos governantes são os primeiros a darem o exemplo no que se refere à contenção de gastos e aperto fiscal, diante do "cenário de crise financeira mundial", jargão que eles adoram repetir como desculpa para arrochar os salários dos trabalhadores do setor público, que têm cada vez mais que recorrer a empréstimos bancários para conseguir pagar suas contas no fim do mês. E nós é que somos os marajás. Definitivamente, esse não é mesmo um país sério. Alexandre Assis assis1965@uol.com.br

São Vicente

SALÁRIOS ACIMA DO TETO
A notícia dando conta de que 13 ministros do governo Dilma recebem salário acima do teto permitido é um acinte. Um país cujo bordão é “país rico é país sem miséria” ignora a lei e subestima a capacidade do cidadão que vê, a cada dia, seu salário minguar, principalmente os aposentados, cuja miséria salarial é sempre lembrada pelos legisladores para prejudicá-los. Embora tenha ficado estabelecido que nenhum servidor público pode ganhar mais que um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), a medida ainda não foi regulamentada e o pagamento de jetons das estatais para complementar os salários de ministros não é uma medida irregular. É uma medida imoral, um deboche. No Brasil, os aposentados que contribuíram a vida toda com a Previdência não conseguem atingir o teto máximo, que são dez salários mínimos, e, pior, é lei e ninguém cumpre. Lamentável! Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

OS NOMES NOS CONSELHOS
A notícia de que integrantes do governo federal ocupam vagas nos Conselhos de Administrações de algumas estatais e empresas públicas mostra uma situação que não é irregular. Mas a repercussão na opinião pública tende a ser negativa. Há também um questionamento a ser feito, ou seja, qual era o critério nos governos anteriores? E mais, dá para divulgar a composição atual desses Conselhos em termos de estatais e empresas públicas estaduais? No caso de São Paulo, por exemplo, divulgou-se não faz muito tempo que um ex-governador do Estado e um senador pernambucano, entre outros, gozavam dessa vantagem. Se verdade, que se divulguem os nomes de todos esses conselheiros.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

NABABOS NO PLANALTO
A forma como o PT e sua gente que engrossa essa malta, a cada dia trás a tona mais uma excrescência, mais uma rapina, nos leva a crer que estamos a mercê da maior súcia já organizada no hemisfério ocidental. Rouba-se da forma mais grosseira, mais atrevida, sem que tal afronta sensibilize qualquer autoridade maior, todas elas parecendo estar abduzidas pelo ganho fácil e pela máxima do ''farinha pouca, meu pirão primeiro''. Um terço dos ministros, num total de 13 engorda seus salários além do teto de R$ 26 mil, sendo que esse adicional vem de jetons por participação em conselhos de empresas estatais. O campeão dessa prática é o ministro da Defesa, Celso Amorim, que acumula seu salário com o pró-labore de R$ 19,4 mil mensais pela participação no Conselho de Administração da Itaipu Binacional. São R$ 46,1 mil mensais brutos. Na segunda posição estão os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e a do Planejamento, Miriam Belchior, com renda mensal bruta de R$ 41,5 mil. Ambos são conselheiros da Petrobrás e da BR Distribuidora, com jetons que alcançam quase R$ 15 mil mensais. Essa extensa lista inclui ainda o ministro Fernando Pimentel, que usufrui de R$ 38,1 por mês de renda. É assim que os ministros se tornam autênticos nababos nesta República de Macunaímas. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que integra dois conselhos, da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e da Finesp, elevando sua renda mensal bruta para R$ 32,6 mil. Jacques Lambert, autor do livro Os dois Brasis, poderia acrescentar em sua obra: país que reúne bolsões de pobreza e indigência e uma casta de milionários que proliferam sob o sombreiro da impunidade.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

ACÚMULO DE CARGOS
É por isso que o nosso querido Brasil está andando para trás. Seus principais servidores (ministros) não têm tempo suficiente para cuidarem das suas gestões, pois os seus bolsos são maiores que o desgoverno dos seus Ministérios. Além disso, este acúmulo de atividades fere o artigo 37, item XVI da Constituição federal, que proíbe “a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto quando houver compatibilidade de horários”. Há compatibilidade de horário no trabalho entre as empresas aludidas com o dos ministros citados? Claro que não. É como diz o ditado popular: “Não é possível assobiar e chupar cana ao mesmo tempo!”.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

CARLINHOS CACHOEIRA
Ex-ministro Marcio Thomaz Bastos tenta pela segunda vez um habeas corpus para liberar Carlinhos Cachoeira do xilindró. Com as ultimas notícias divulgadas dos tentáculos que Cachoeira mantém entre políticos chantageados, quem garante que o alto escalão do PT não esteja entre, eles já que Thomaz Bastos é um deles? Cachoeira, conta tudo vai. Já que roubou tanto, infringiu tanto a lei, deixou de pagar tantos impostos devendo ao povo brasileiro, conte e derrube de vez essa republiqueta de sindicalistas aproveitadores, para começar tudo novamente. Desta vez uma real democracia com representantes de toda a população brasileira, não da ralé! Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

ADVOGADOS
Por que será que o advogado costuma ser visto sob suspeita pela população? É simplesmente inaceitável, para o cidadão comum, assistir a um ex-ministro, Márcio Thomaz Bastos, defender um renomado contraventor, o famigerado Carlinhos Cachoeira, por R$ 15 milhões. Também no caso do médico Roger Abdelmassih, que abusou de cerca de 60 pacientes anestesiadas, tendo sido condenado a 278 anos de prisão, em outubro de 2010, enquanto o Thomaz Bastos era advogado de defesa, paralelamente, do ex-presidente do Supremo Gilmar Mendes, concedia dois habeas corpus, que ensejaram a fuga do médico para o Líbano. Por essas e por tantas outras os advogados são malvistos pelo cidadão comum. Iracema Palombello cepalombello@yahoo.com.br

Bragança Paulista

MARACUTAIAS & MARACUTAIAS
Se Paulo César Farias tivesse o apoio jurídico de Márcio Thomaz Bastos e um Superblindex PT, este ano, com certeza, estaria um ano mais velho que José Dirceu de Oliveira e Silva. Helena Rodarte Costa Valente helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

OPOSIÇÃO ANÊMICA
Os partidos que não fazem parte da tal "base aliada" deveriam desempenhar o papel de oposição e dificultar as ações estapafúrdias desse governo. Mas está difícil! Agora até o sr. Marconi Perillo, governador de Goiás, parece estar com o rabo preso com o tal Cachoeira. Aí quem vai apurar o quê? Jamais se viu o Brasil tão empobrecido de políticos, por isso logo haverão de conseguir desmoralizar a democracia. Que coisa mais triste.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

PERILLO x CARLINHOS CACHOEIRA
Perillo defende sua chefe de gabinete envolvida na maracutaia; liga para cumprimentar o aniversariante bandido. Diz-me com quem te relacionas e eu direi quem tu és. Rogério Proença Ribeiro roger_fani@hotmail.com

Araras

ÁGUA SUJA
Agora todos os políticos querem ficar longe de Cachoeira, mas com certeza, muitos se banharam nas águas turvas da contravenção.

Pedro Sergio Ronco sergioronco@uol.com.br

Ribeirão Bonito   ENTROU AREIA Por que será que, com a cachoeira cheia, o senador Demóstenes Torres esqueceu as comportas abertas? 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)  

‘NO FUNDO DO POÇO’
Chocante e sintomático este artigo de Carlos Alberto Sardenberg (9/4, B2). Neste contexto, há muito tempo nós nos encontramos no fundo do poço. E vamos ficar. Pois é a mentalidade errada, são costumes errados, que impedem a indispensável ética. “Antes me chamem de ladrão que de trouxa!”, escutei de um parceiro comercial há muitos anos atrás, como se fosse o mais normal deste mundo. Trabalhei em e com diversos países do mundo. Tamanha sem cerimônia, só encontrei aqui. Lamentavelmente. O Brasil seria outro com um pouco de vergonha. Gerhard Fink gerhardfink@uol.com.br

Atibaia

EXEMPLO PRONTO
Ao comparar reações estrangeiras e brasileiras ao desperdício de recursos públicos e a mentiras, Carlos Alberto Sardenberg (No fundo do poço) poderia ter usado um exemplo pronto. As suspeitas de irregularidades na formação acadêmica do ministro da Defesa da Alemanha e do presidente da Hungria são bem menos graves do que o registro na Plataforma Lattes do CNPq e a divulgação nos websites do Ministério das Minas e Energia e da Casa Civil dos não concluídos mestrado e doutorado da então ministra Dilma Rousseff. O ministro e o presidente renunciaram, enquanto a ministra se tornou presidente e nunca assumiu sua responsabilidade. Carlos Eduardo Lessa Brandão celb@iname.com

São Paulo

MARACUTAIAS TRADE CENTER
Parece que certas "torres" de Brasília começaram a se esfarelar. Infiltrações são um perigo para edificações de alicerce duvidoso, que dirá quando viram cachoeiras. Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

A CHAVE DA CADEIA
Integrantes dos Conselhos de Ética da Câmara e do Senado estão sob investigação no STF. Dos 63, total que compõem os dois colegiados, 20 são alvos de inquérito ou ação penal. São eles quem terão a missão de encaminhar processos de cassação no caso do Demóstenes/Carlinhos Cachoeira. Ou seja, estão entregando a chave da cadeia para os detentos.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

DEMÓSTENES FALA... SOBRE A INDÚSTRIA

Após silêncio criticável de 17 dias, o senador Demóstenes Torres, enfim, manifesta-se, em seu blog na internet, para criticar a presidenta Dilma sobre o pacote dedicado à indústria brasileira. Antes de qualquer manifestação de ordem crítica, deveria o senador explicar ao povo brasileiro a sua situação junto ao bicheiro Carlinhos Cachoeira, porque, como o Catão do Senado, não poupou críticas sobre a moralidade do mundo político deste país. Assim, por questão de respeito, deveria, primeiramente, apresentar sua defesa a todos que nele acreditaram e que foram enganados, durante os longos anos de seu trabalho político. Ao réu resta a faculdade de calar-se. Mas a sua defesa, além de inexistir, foi substituída por novas críticas a atos presidenciais, como se nada tivesse acontecido com o seu presente e com o seu passado. José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

PAÍSES COMPETITIVOS
O governo federal anunciou novos incentivos para o setor industrial, com a finalidade dar maior competitividade à indústria brasileira diante da crescente importação, o que é um ponto positivo. Conforme pesquisa da Consultoria Internacional KPMG, o Brasil, entre os países emergentes, é o país menos competitivo em termos de custo para se investir (mais caro). Na pesquisa foram considerados 26 itens, como, educação, infraestrutura,           impostos... A reforma tributária, por sua complexidade – os governadores estaduais são contrários –, deveria ser elaborada e discutida em partes, e votada separadamente pelo Congresso Nacional. Edgard Gobbi  edgardgobbi@gmail.com

Campinas

PÁRIAS DA NAÇÃO

As medidas apresentadas pelo ministro Guido Mantega para desonerar as indústrias foram costuradas em cima de onde se poderia tirar mais dinheiro para não haver diminuição na arrecadação. Como sempre entre os escolhidos estavam os judeus brasileiros (fumantes e aposentados da indústria privada que ganham acima de um salário mínimo). Ao aumentar em 25% os preços (coisa de mais de R$ 8 bilhões ao ano para somar ao fabuloso montante de + de R$ 60 bilhões que são arrecadados com cigarros) e mobilizar o staff encabeçado pelo médico Arlindo Chinaglia (com cara de médico de campos de tristes memórias) para jogar qualquer discussão sobre aumento dos aposentados para o 2.º semestre, além do contínuo arrocho que os mesmos vem sofrendo nos últimos 15 anos, o governo terá um aporte de mais de R$ 42 bilhões para bancar a fala do ministro e todos ficarem felizes para sempre. Num regime de canalhas e governo cleptocrático o povão nunca passará de párias da nação. Vasile Yachimciuc vasile@estadao.com.br

Osasco

ESTIMULAR A INDUSTRIALIZAÇÃO
Em seu artigo no Estadão de 8/4 (B5), Amir Khair, engenheiro do ITA e mestre em finanças públicas pela Eaesp/FGV, credenciais respeitáveis, concorda que as medidas tomadas recentemente – uma espécie de Brasil Maior II – embora no rumo certo, não são suficientes, num ambiente dramaticamente descrito como sendo o “da maior guerra comercial da história”. É possível concordar ou não com a intensidade das tintas sombrias, afinal nem só de Caravaggio vive o tenebrismo, mais instigante é a passagem em revista das medidas destinadas a completar “o que falta”, na visão do autor. Reformas. Para Khair, as reformas são necessárias, porém sua aprovação não é fácil. Antes de jogar a toalhas nesse quesito, afinal o que é fatigoso não merece ser descartado sem mais, vejamos os argumentos. “Fato é que não são fáceis de serem aprovadas” por envolverem fortes interesses. Então? Prossegue o autor: “Essa reforma (trata-se da reforma tributária) só poderá ser aprovada se o governo bancar as perdas de arrecadação nas operações interestaduais que poderão ocorrer para oito estados”. Uma reedição de “mini-leis Kandir”.  Na pressa de enterrar esse assunto não são mencionados outros monstrengos que empurram o empresariado para soluções “criativas”, objeto de intermináveis litigâncias com um Poder, por vezes, Juridículo (opinião controvertida). Talvez seja o ICMS La bête noire (ou afrodescendente), mas não é a única. E os impostos em cascata (ou Cachoeira, com o perdão pelo trocadilho)? Ainda bem que não se menciona a falecida CPMF ou sua sucessora, em oportuna hibernação, a CSS. Para a reforma previdenciária, segundo o autor, não há nada que fazer. Ela “deixou de ser necessária”! ”O sistema urbano é e continuará sendo superavitário e o sistema rural que é deficitário, tende a sê-lo cada vez menos com a redução da população rural”. “E de qualquer maneira essa reforma nenhum impacto teria sobre a indústria”. Uaau, como dizia Paulo Francis... No mínimo, esse buraco – lamento informar que ele existe – não permite que haja mais investimentos! Assim como não te banharás duas vezes no mesmo rio, o mesmo ducado não servirá simultaneamente a dois propósitos. Ou não? Quanto à desoneração da folha de pagamentos, dificilmente se vê como a mudança no caso dos call centers reerguerá a indústria. Esperemos a noventena. De um modo geral, Amir Khair afirma que essas reformas – todas – são de difícil consecução por enfrentar resistências. Ah, bom! Se é difícil, vamos ao próximo item. Câmbio: seguindo o artigo esse é o segundo problema da tríade maléfica. Nesse caso há de tudo. O professor Bresser acha bom um dólar acima de R$ 2,6, Amir Khair considera que um valor acima de 2,00 seria recomendável. Messieurs, faites vos jeux (façam suas apostas). Não há nada de mal em apresentar números, mesmo por que com nosso complexo de cidade sitiada, tendemos a querer uma bandeira debaixo da qual marchar. Estranha a teoria de Khair segundo a qual um dólar mais alto não causará inflação, pois os preços “lá fora” estão estagnados e/ou cadentes. Naturalmente, ele não se refere aos preços de petróleo, já que a mão pesada do governo os endireita por aqui (a que custo, não interessa perguntar). Mesmo assim, os sinais de deflação não se fazem presentes “lá fora”, de sorte que à probabilidade de a desvalorização trazer alguma inflação não se deve associar automaticamente o valor zero. Vale a frase jocosa do Ministro Pimentel respondendo à pergunta se ele se sente confortável com o dólar a 1,80. “Quando a gente viaja, é muito bom”. O conselheiro Acácio teria acrescentado que a 1,70 era melhor ainda. Fechar parênteses. Mais interessante é a teoria de Khair que preconiza o combate ao excesso de moeda externa com a emissão do correspondente em reais, ampliando a base monetária. Os mal intencionados falarão em possível explosão inflacionária, mas (felizmente) não há como saber. Ficamos por enquanto com o tal carry trade lusitano (com todo o respeito) que consiste em emitir dívida com a taxa Selic ou parecida e adquirir reservas a serem aplicadas em T-bills (antes que algum gênio da lâmpada decida aplicar num projeto tipo Trembalabrás). Se o aumento de liquidez fosse uma solução, seriam eliminados/reduzidos os depósitos compulsórios, o que nos leva ao terceiro ponto da argumentação. Taxa de juros. A ideia é que através do corte de juros das instituições públicas, as demais tenham de acompanhar – follow suíte diria um esnobe, ou um bridgista, o que dá quase na mesma. Com isso, haveria um aumento da oferta (de dinheiro) que de acordo com a teoria de J.B Say, já na naftalina, criaria sua própria demanda de bens. Sem maiores digressões, vale lembrar que o endividamento das famílias está em quase 50%, fato inédito por essas bandas. Seria importante dispor de uma distribuição por faixas de renda desse endividamento, que obviamente não deve ser o mesmo para todos os estratos. Mesmo com corte de IPI e juro farto e barato, o apelo para a compra do segundo fogão não deve ser irresistível. Isso dificulta um pouco a ocorrência do círculo virtuoso ao qual se refere Amir Khair. É fato que em outras economias o endividamento das famílias é (muito) mais alto, razão pela qual, essas procuram “desalavancarem-se”, o que explica o marasmo da economia americana. Ainda segundo Khair seria risível o argumento dos bancos segundo o qual o spread se deve à elevada inadimplência. Ele argumenta – retomando a teoria do ovo e da galinha – que seria o spread a causa da inadimplência e não o contrário. Na verdade, trata-se de um ciclo, mas no caso das famílias super-endividadas, há muito de falta de educação financeira, que faz com que o raciocínio ingênuo “a prestação cabe no orçamento, vamos assumir mais essa” leve a modalidades tipo UTI – o cartão de crédito e o cheque especial, que mesmo com taxas cortadas ainda poderão ser letais. Encorajar o endividamento das famílias é, no mínimo, uma faca de dois gumes. (Abstenho-me a citar o folclórico Vicente Matheus.) O caso das pessoas jurídicas é mais complexo, mas como Khair passou ao largo, vale imitá-lo. Finalmente, premido pela falta de espaço, sem dúvida, Amir Khair não se deteve na análise de dois outros elementos recorrentes nos debates acerca do nível do spread: a assim chamada “cunha fiscal” e os depósitos compulsórios, sendo que esses últimos, a exemplo dos juros também são campeões mundiais. A sonhada reforma tributária, assunto do primeiro item, poderia aliviar a carga dos bancos que pagam IR, PIS, Cofins, IOF coisa que também não se vê alhures. Hoje, o governo é o maior sócio dos bancos através dos impostos que arrecada. Quanto à resistência dos bancos privados há um argumento que só se levanta em voz baixa: os bancos privados não dispõem do “funding” do caixa do Tesouro, o que os torna, compreensivelmente, mais prudentes, excessivamente prudentes na opinião do Sr. ministro Mantega, cuja longa vivência no setor lhe permite opinar com propriedade. Vale lembrar que tanto os bancos privados quanto os públicos dispõem de outras linhas de ganho. As autoridades monetárias sabem disso e tentam “vitaminar” as instituições públicas. Até bem pouco tempo o crédito consignado era um privilégio do BB até que o STF interveio. Obviamente, é desejável um nível mais baixo de juros, assim como é desejável que isso não ocorra por meio de “canetadas”. Como diz Amir Khair na conclusão do seu artigo: “vamos acompanhar”. Alexandru Solomon alex101243@gmail.com

São Paulo

ELETRICIDADE, CUSTOS E IMPOSTOS

Levantamentos revelam que, nos últimos dez anos, a eletricidade subiu 201%, isto é, mais que o dobro da inflação do período, e que a metade do valor da fatura é  impostos e encargos. Um pequeno exemplo da voracidade fiscal está na base de cálculo do ICMS. A alíquota de 25%, leonina por natureza, em vez de se aplicada sobre o consumo faturado, também incide sobre os valores do PIS/Pasep, do Cofins e até do próprio ICMS. Assim, os 25% legalmente estabelecidos transformam-se em mais de 35%. Ao implantar o setor elétrico, o governo criou impostos e contribuições para reinvestir na área, que cresceu vertiginosamente nos anos 50, 60 e 70 do século passado. Mais recentemente readmitiu-se o capital privado, mas o quadro de tributos e obrigações continuou praticamente o mesmo da época de implantação, repercutindo diretamente no valor das tarifas. O consumidor, especialmente a indústria, que embute o custo da eletricidade no preço dos seus produtos, perde competitividade perante os importados e o povo é espoliado na sua conta de luz, que está entre as mais caras do mundo. Chegou a hora da verdade de preços e tarifas. O Estado tem de cortar as suas gorduras, combater implacavelmente a corrupção e desonerar. Quem produz tem de poder usufruir do seu trabalho para poder reinvestir seu lucro e assim estabelecer o ciclo virtuoso da economia e do desenvolvimento. A população, por sua vez, não pode permanecer eternamente escrava dos impostos elevados. Desonerar é, também, redistribuir renda... Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                    

O FGTS NOS EVENTOS ESPORTIVOS
A presidente Dilma Rousseff vetou pela segunda vez a utilização de recursos do FGTS para financiar obras da Copa e Olimpíada afirmando que tratava-se de preservar o patrimônio do trabalhador. Se ela se preocupa de verdade com o patrimônio do trabalhador, a presidente Dilma, não teria permitido que no final de março, um dia de trabalho fosse descontado do trabalhador com carteira assinada (imposto ou roubo sindical), indo para os sindicatos que fazem o que bem entende, com os mais de R$ 2 bilhões arrecadados sem prestar contas à ninguém (6/11, A3). Há necessidade  de se fazer uma reforma sindical urgentemente, seguindo os padrões da Organização Internacional do Trabalho, que desvincula o sindicato do Estado. O governo federal é de muito blablablá e pouca eficiência administrativa. Márcio Rosário daril_old@hotmail.com

Leme

POLÍTICA CORRETA OU TEMERIDADE?
Depois de apropriar-se de R$ 3 bilhões das contas do FGTS e de a administradora do Fundo (Caixa Econômica Federal), remunerar em 2010 os depósitos em índice inferior ao minimo minimorum de 6% previsto em lei, a Caixa reduz os juros do cheque especial de mais de 8% para 1,75%, fato significativo para ter-se uma pálida idéia do "spread" a que se submete este povo de Deus. E a pretensa cortesia, com chapéu alheio, não traduz nenhum incômodo para a instituição. O que se pode aguardar é uma forte migração de correntistas dos bancos privados para os públicos, posto que o Banco do Brasil seguirá idêntica trilha; uma política que, se não for exitosa, será temerária sob o aspecto do sistema bancário nacional. Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

QUEDA DOS JUROS
Dilma manda bancos oficiais baixarem os juros... No governo Lula foi a Petrobrás, agora vão o BB e a CEF. É a ruptura, que demorou mas chegou... Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

MERCADO COMPETITIVO
O editorial de 7/4 sobre redução dos juros pelo BB e pela CEF é no mínimo estranho, pois critica a política desses bancos oficiais de disputar o mercado com os bancos privados usando como estratégia a diminuição das taxas de juros dos empréstimos. A alegação do editorial de que poderá haver prejuízos para os acionistas dos bancos oficiais não se sustenta em uma economia competitiva como é a de mercado – e o jornal sabe bem disso. Os bancos oficiais disputam esse mercado, e tem o mesmo direito que os privados de usar táticas legais de mercado para conquistar clientes, e é essa a motivação desses bancos: reduzir o spread para ganhar massa de mercado, aumentar seu faturamento, aproveitar melhor seus custos fixos, e daí remunerar melhor seus acionistas – tudo perfeitamente possível. Sergio Lopes sergio.lopes940@gmail.com

São Paulo

‘É O SPREAD, ESTÚPIDO!’
Nesse lobby promovido pelos fundos de investimentos e bancos, para derrubar a remuneração da poupança, só não vê quem não quer,  que o problema básico não são os juros de 6,17 % ao ano da poupança – visto que a TR o Banco Central já vem zerando há três meses consecutivos – e, sim, o absurdo spread cobrado pelos bancos. A Selic  caiu de 18% (dezembro de 2005)  para 10,25%  (fevereiro de 2011). No mesmo período, o spread bancário médio caiu de 28,6% para 28,4%. A margem líquida dos bancos, no mesmo período,  subiu de 29,64% para 32,73%. De dezembro de 2011 a março de 2012,  a Selic caiu 1,25 ponto porcentual, porém os juros médios passaram de 43,80% para 45,40% ao ano. Quanto ao lucro dos bancos,  dispensam qualquer comentário. Parafraseando  Bill Clinton: Não são os juros da poupança, mas sim o spread bancário, estúpido! Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

ALÉM DOS JUROS
Os bancos públicos iniciaram um processo sem volta de queda de juros nos empréstimos e contratos bancários, principalmente no cheque especial. Não há sinalização que os grandes bancos privados seguiram o exemplo e o receio que se tem é com relação ao aspecto do aumento explosivo do acesso ao crédito e a implosão da taxa de inadimplência. Não se combate a secura da economia somente em função dos juros, mas com medidas complementares e paralelas que assegurem o crescimento industrial, distribuição melhor da renda e redução do impacto negativo da tributação na cadeia produtiva. Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

OLHA SÓ QUEM DIZ...
O ministro o Fernando Pimentel, dando uma de moralista diz que os bancos privados são avarentos! E os bancos públicos são o quê?! Será que o colaborador da Dilma sabe o que significa avareza?! Ou está se fazendo de santo! Isto porque, o dito Pimentel quando era prefeito de Belo Horizonte, construiu apartamentos bem populares, em que o valor de mercado hoje não vale nem R$ 50 mil cada, mas na época o preço unitário custou para os cofres do município R$ 200 mil. Imaginem aonde foi parar esta monumental diferença! E não só isso: ainda lhe pesa nas costas denúncias de valores milionários que recebeu por duvidosas consultorias realizadas, mais ou menos iguais das ocorridas e não explicadas até aqui pelo Palocci.  Sendo que o ex-ministro da Fazenda de Lula caiu, e o Fernando Pimentel, como queridinho da Dilma, se segura como pode em algum cipó dos embromadores dentro do Planalto...  Este PT tem cada figura... Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

JUROS PRIVADOS
Sr Guido Mantega, me perdoe, mas não nasceu ainda no Brasil o homem público, seja de que esfera for, para conseguir a queda dos juros privados como o senhor pretende, depois dos sinais de recuo da inflação registrados pelo IPCA. Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

TRAGÉDIA EM TERESÓPOLIS
O secretário estadual da Defesa Civil do Rio de Janeiro, o coronel Sérgio Simões, havia confirmado no sábado (7/4) a quinta morte provocado pelos desabamentos nas encostas de Teresópolis pelas fortes chuvas na última sexta-feira. Isso não é novidade para o povo carioca e muito menos aos brasileiros, sabendo que o Rio tem um dos piores governo da sua história, da mesma forma, sincronizado com o federal, que até hoje, após quase dois anos, ainda não deram pleno atendimento as milhares de vítimas dos terríveis deslizamentos ocorridos nas encostas das cidades serranas do estado do Rio. Os fatos que presenciamos com esses fenômenos da natureza comprovam a total incompetências das autoridades constituídas responsáveis para solucionar tais ocorrências. Nem o exemplo maravilhoso vindo do Japão se recuperando de uma terrível catástrofe (terremoto seguido de tsunami) e pronto restabelecimento com menos de um ano serviu para despertar nossos maus políticos brasileiros que não respeitam a pátria e nem seu povo. Benone Augusto de Paiva benone2006@bol.com.br

São Paulo

PRESENTE DE PÁSCOA

Que belo presente de Páscoa recebemos da Prefeitura de São Paulo! Agora os motoristas serão multados por se aproximarem de bicicletas. É o cúmulo da ignorância, criar mais uma multa e desta vez, "usando" os ciclistas. Como saber quem se aproximou de quem? As bicicletas são ótimas, econômicas, não poluem o ambiente (já saturado), porém só deveriam ser usadas nos parques onde há condições para tal, como o Parque do Ibirapuera e outros. Por quê? Primeiro: não temos ciclovias como os países da Europa, para dar ao ciclista a segurança necessária. Segundo: a educação do brasileiro seja em bicicleta, motocicleta ou carro é bem diferente da educação européia ou americana, ou seja aqui não há educação. É salve-se quem puder! Terceiro: o motorista já paga bem caro por ter que enfrentar um trânsito infernal para ainda precisar pagar pelo erro que nem sempre é seu. Resumindo, qual o preparo do ciclista ou motociclista para dirigir em São Paulo, sem ter uma faixa onde transitar? O jeito é cortar no meio dos carros, gesticular, acabar com os espelhos retrovisores, amassar propositalmente as portas dos carros e agir como se o motorista fosse responsável por sua segurança, exigindo que este conduza seu carro proporcionando-lhe o espaço adequado. Ora essa, já pagamos bem caro pelo fato de termos que guiar em meio à bagunça estabelecida por motocas cruzando à nossa frente, sem o menor respeito, sem o menor cuidado. Já nos estressamos o suficiente para não parar nas faixas de pedestres, mesmo que muitas vezes não tenhamos outra opção. A multa vem sem dó nem piedade! É demais! Ser motorista em São Paulo está saindo muito caro, em todos os sentidos, seja para a saúde ou/e para os bolsos!

Eny da Rocha darocha@hydra.com.br

São Paulo

CICLOATIVISTAS
A máxima do Kassab e seus marronzinhos (e pensar que já votei neste crápula): aos motoristas, a lei; aos ciclistas, motoqueiros, ônibus, etc., a "lei(niencia)". João Athayde de Oliveira Neto jathayde@globo.com

São Paulo

CICLISMO MORTAL
Na edição de ontem, é descrito como Nova York está tornando a vida de seus ciclistas mais segura e prática, o que poderia servir de exemplo para São Paulo. Aqui, também, tem aumentado o número de ciclistas que se arriscam em nossas vias, mas o número de acidentes fatais é assustador. O que ocorre, a meu ver, é que ainda estamos, no Brasil, tentando civilizar o tráfego de veículos automotores, com resultados nada animadores, dado o número assustador de mortes nesse tipo de acidente. Se não conseguimos sequer educar os motoristas de tais veículos, que se destroem mutuamente todos os dias, para os cuidados com veículos iguais aos seus, o ingresso de ciclistas nessa arena, totalmente desprotegidos, é morte certa. Assim, as campanhas deveriam ser para retirar ciclistas das ruas, limitando-os às ciclovias. Para salvar vidas e evitar a leitura diária, na imprensa, de sua morte. O problema, aqui, é diferente. O subdesenvolvimento, neste caso, é fatal. Nelson Carvalho nscarv@gmail.com

São Paulo

MAIS UMA TAXA
A sanha arrecadatória do poder público exibiu um novo episódio em março último, quando os médicos do Município de São Paulo foram surpreendidos com a cobrança, pela Prefeitura, de uma nova taxa, chamada de “lixo branco”. A forma atrapalhada como foi feita esta cobrança já foi objeto de várias cartas a esta coluna, e só foi minimamente organizada após a intervenção das entidades médicas (Cremesp e APM) junto ao Sr. Prefeito. Porém, cabe uma discussão sobre seu mérito. Esta taxa é fruto do célebre “pacote de maldades” criado pela gestão de Marta Suplicy e aprovado por um plenário sonolento da Câmara de Vereadores na calada da noite de 30/12/2002. Rendeu à prefeita na época o apelido de “Martaxa”. Foi revogada na gestão seguinte, de José Serra, como promessa de campanha. Os médicos de São Paulo tiveram a oportunidade de verificar agora, quase dez anos depois, que o “pacote” foi revogado somente em parte. A Prefeitura está cobrando uma taxa por um serviço que não existe, e nem tem porque existir: coleta de lixo hospitalar em simples consultórios. Algo que equipara o descarte de lenços de papel usados por um paciente gripado enquanto é atendido (que o mesmo paciente pode descartar em sua casa, por enquanto sem qualquer taxação, graças a Deus) ao descarte de animais mortos, em biotérios, ou de material cirúrgico contaminado, em hospitais. Ora, Sr. Prefeito, Srs. Vereadores, Srs. Candidatos, essa legislação tem que ser refeita, com a participação de quem vive o problema, e não só por burocratas alheios à realidade. E enquanto não for refeita, não deve ser aplicada. Quando teremos governantes, legisladores e gestores públicos competentes e sintonizados com o “mundo real” da sociedade, que já não suporta mais ser extorquida em impostos para financiar tudo isto que aí está? Domingos Malerbi fanimalerbi@terra.com.br

São Paulo

NÃO AO CRESCIMENTO URBANO VERTICAL
Se Gilberto Kassab pretende entrar para a galeria dos prefeitos inesquecíveis, ao lado do Conselheiro Antônio da Silva Prado, Washington Luiz,  Prestes Maia e Faria Lima, deve embargar imediatamente o projeto do condomínio gigante, Jardim das Perdizes para desapropriar a mega área, a ele reservada, em benefício da população paulistana, especialmente a da Barra Funda. Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

ESTATÍSTICAS
Esta questão de usar a média para algumas estatísticas tem que ser usada com critério. Não é simplesmente assim sair usando. Acabo de ver na mídia que 117 pessoas morreram nas rodovias federais no feriado da Páscoa, e a nota acrescenta que dá 29,5 mortes por dia. Alto lá gente. Alguém pode me explicar como é 0,5 morte? Se não chegou a um número exato, divulgue o imediatamente inferior, que é um número redondo, neste caso, 29 mortes. É mais coerente, mais lógico. Realmente não sei como alguém pode ter 0,5 morte. A vítima está meio morta? É isso que querem dizer? O critério de média é tão enganoso que às vezes você pode ter como média um número que nem faz parte da série que você usou. Eu acho que cabe mais um pouco de critério e atenção nestas situações. Usar fração no caso de temperaturas, tudo bem, mas no caso de mortes? Ou é uma morte ou nenhuma. Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

VIOLÊNCIA NA SÍRIA
Homs cídio. E a matança continua, é evidente que o Assad aceitaria o plano de paz  da ONU, desta forma ele teve mais uma semana para matar sossegadamente mais uns 300. Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

SÍRIOS ABANDONADOS PELO MUNDO

Quando começou a onda de lutas por democracia nos países árabes, mereceu enaltecimento a resistência dos egípcios.  Multiplique-se por dez e essa será a média de tempo da luta dos sírios. Se existiu independência de país sem mortes foram em poucos, do mesmo modo com mudança de regime e de governo. Mas o mundo precisa intervir quando isso passa do razoável, se isso for possível quando se trata de vidas perdidas. Há mais de um ano o governo de Bashar al-Assad vem matando centenas de pessoas por dia sem uma interferência efetiva do mundo, das chamadas potências mundiais, em especial dos Estados Unidos e da França, que nos últimos episódios tem se destacado na liderança. Não há uma explicação na imprensa das razões de tanta omissão. Talvez seja por respeito à chamada autodeterminação dos povos, o que não foi observado nas invasões noutros países, especialmente no Iraque, invadido sob um pretexto mentiroso. Esse princípio não deve servir para justificar o abandono aos sírios, exatamente por não existir naquele país, onde o que reina é uma oligarquia ditatorial. Outra justificativa poderia ser o temor de interferência militar pelo presidente americano, por medo de uma grande reprovação que possa colocar em risco a sua reeleição. Nada deveria estar acima da preservação da vida, ainda que possa custar outras baixas. Ou ainda pode faltar à Síria o petróleo que sobra noutros países, e essa pode ser a razão principal de tamanho desinteresse dos países desenvolvidos. Há também a omissão da sociedade mundial. Não se vê manifestações em frente às embaixadas sírias mundo afora. Não existem pesquisas nem páginas em redes sociais de contra o genocídio sírio. Não se lê nem editoriais contrários ao massacre de civis. Como dito, há mais de um ano os sírios são massacrados diariamente, o que já resultou em mais de oito mil mortos, e nada acontece contra o governo sírio como se isso fosse a coisa mais normal do mundo. Não existe autodeterminação para quem só têm pescoços e cabeças para resistirem aos fuzis. Cada cidadão tem a obrigação de se manifestar e cobrar ação e a interferência que se fizer necessária de todos Estados, principalmente das potências mundiais. Como as medidas diplomáticas têm sido ignoradas pelo governo da Síria, torna-se necessária a interferência militar. Essa exigência não serve ao governo brasileiro, por já estar acostumado com sua guerra interna, com número anual de mortos cinco vezes maior do que na Síria. Pedro Cardoso da Costa pedro.costacardoso@gmail.com

São Paulo

PODERIO NUCLEAR A ONU
Estados Unidos e o mundo em geral estão preocupados com a Síria, enquanto a Coreia de Norte e o Irã estão desenvolvendo seu poderio militar nuclear de uma forma brutal e ameaçadora para a continuidade do bem da humanidade.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

PAZ
O pedido do Prêmio Nobel de Literatura, Günter Grass, de uma supervisão internacional em instalações nucleares israelenses e iranianas (Estado, 6/4, A11) é a coisa mais sensata referente à paz naquela região. Infelizmente, não há, no momento, estadistas de bom-senso e honestidade comparáveis ao do escritor alemão.

Tibor Rabóczkay trabocka@hotmail.com

São Paulo

SACOLINHAS DA DISCÓRDIA

Mesmo com toda divulgação que foi feito em relação ao fim das sacolinhas nos supermercados, o fato é que a medida esta gerando muita polêmica entre os consumidores. Eu mesmo presenciei uma discussão bem áspera entre um gerente e uma pessoa que havia feito uma despesa grande, e ao passar pelo caixa o cidadão ficou muito bravo e nervoso quando a moça do caixa avisou que o mercado não mais disponibilizava para os clientes as tais sacolinha. A pessoa deixou toda a mercadoria encima da esteira rolante do caixa, com a compra já registrada, enquanto isso foi chamado o gerente que já se apresentou com dois seguranças agredindo o rapaz com palavras de baixo calão e empurrando para uma sala ao lado, em seguida chegou a policia. Porém voltei para casa pensando naquela cena nada agradável numa sexta-feira da paixão. Tive a seguinte opinião: Porque não se fez o oposto? Ao invés de cobrar ou obrigar o cliente a comprar sacolinhas, porque a rede de supermercado não disponibiliza para seus clientes as sacolas retornáveis, não vi até agora nem um desconto de algum produto, já que o custo das sacolinhas está inserido no preço final que pagamos pelas mercadorias, ou então por que não dar desconto á aqueles que não a utilizam? A propósito, com a extinção das sacolinhas, alguém viu o preço dos produtos reduzirem em alguma rede de supermercado? Sou um consumidor consciente, concordo plenamente em preservar a natureza, mas gostaria de saber dos responsáveis por essa mudança e na distribuição das sacolinhas "que antes era grátis", porque só o consumidor está sendo penalizado. Por que os alimentos continuam com os saquinhos plásticos ainda mais forte que as sacolas distribuídas pelos supermercados? Não está havendo ai uma grande contradição? O mais estranho em tudo isso é que esse fato sempre ocorre perto de feriados é, claro, a população fica sabendo poucas horas de ser posto em prática o procedimento... Turíbio Liberatto Gasparetto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

IDIOTICE OU MAU-CARATISMO
A Associação Paulista de Supermercados (Apas) está debulhando idiotices ou mau-caratismo? A primeira foi suspender a distribuição gratuita de sacolas plásticas alegando uma contribuição ao ecologicamente correto. Pergunto, e as outras centenas de embalagens plásticas utilizadas pela nossa indústria, que levam os mesmos 400 anos para se decompor quando expostas à natureza?  Se a intenção é honesta, o que eu não acredito, que criem um sistema de coleta para as ditas sacolinhas e as enviem para reciclagem, tenho certeza de que a sociedade apoiaria essa iniciativa, "realmente honesta" e sem dúvidas daria sua contribuição. A segunda idiotice, é que agora pretendem implantar um programa de sacolas reutilizáveis que seriam alugadas temporariamente ao consumidor, o que na minha opinião de médico, se tornaria um verdadeiro meio de cultura para disseminação de uma enorme gama de fungos e bactérias. Em suma, se o sr. João Galassi está tentando promover um concurso de piadas eu também vou participar com a seguinte proposta. Que se construa uma esteira rolante da gôndola do supermercado até minha dispensa, prática ecológica e higiênica. Vamos nessa, sr. Galassi?

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

SACOLINHAS PLÁSTICAS DESCARTÁVEIS

Será que o Sr. Abílio Diniz e o deputado Bruno Covas, ao obrigarem o povo a levar suas compras em caixas de papelão sujas ou nas mãos, esquecem os benéficos da sacolinha plástica descartável? Como a higiene, a possibilidade de fornecerem sacolinhas a base de amido de milho e a praticidade do consumidor que não tem carro? Afinal como levar as compras nas mãos ou em caixas contaminadas de papelão em ônibus e trens? Será que estes 2 só pensaram nos altos lucros com a venda de sacolas poluentes e reutilizáveis? Por que o Sr. Abílio Diniz não aceita por exemplo documentação via arquivo digital para os promotores que trabalham em suas lojas e que para entrar tem de levar mais de 20 folhas de papel A4 de documentação? Isto não é antiecológico? Para que tanto papel? Quando teremos alguém que realmente represente o povo nesta ditadura disfarçada de democracia e vai legislar para o bem e conforto da população? Resta a população banir o Bruno Covas da política e parar de comprar na rede Pão de Açúcar e Extra! Luiz Claudio Zabatiero zabasim@ig.com.br

São Paulo

NA MARRA
Nós, consumidores, estamos a mercê de toda a conveniência de empresários e do poder público, pois impõem-se as regras e nos temos que aceitar ou engolir na marra. Concordo com que nós, consumidores, estejamos unidos e usar de todos os artifícios possíveis para combater essa atitude de não fornecer mais sacolas plásticas, além das já mencionadas, de passar a compra e deixar no caixa, usar carrinho ou cesto do supermercado até a sua casa e lá deixar e também fazer campanha de divulgação contra essa atitude. Wagner Monteiro wagnermon@ig.com.br

São Paulo

WILSON GORDON PARKER (1938-2012)
Leitores da seção de cartas deste jornal já leram nos últimos anos varias cartas do meu irmão Wilson Gordon Parker. É com muito pesar que eu comunico o falecimento do Wilson no dia 5 de abril passado em Nova Friburgo, Rio de Janeiro, devido a problemas respiratórios decorrentes de uma pneumonia que ele combatia há vários meses. Desde os anos 60, quando participava da União Nacional dos Estudantes (UNE) e frequentava os bares da zona sul nos tempos áureos da Bossa Nova, o Wilson sempre foi um cidadão engajado na vida cultural e política brasileira. Através de suas cartas ele expressava tanto o carinho pela beleza das notícias que o comoviam como a indignação pelas injustiças na sociedade. Tenho certeza de que, não só entre os seus familiares, a sua falta será sentida pelos leitores de suas frequentes cartas comentando a atualidade brasileira. Bruce Julian Parker parkerbj@rogers.com

Toronto, Canadá

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