Fórum dos Leitores

POLÍTICA ECONÔMICA

O Estado de S.Paulo

05 Maio 2012 | 03h06

Mudanças na poupança

A presidente Dilma Rousseff agiu corajosa e corretamente ao alterar as regras da caderneta. O essencial é reduzir os juros, a Selic e a especulação financeira, que sangra os cofres da Nação. O Brasil não pode ficar refém do mercado financeiro, da jogatina especulativa e da taxa de juros mais alta do planeta. Dilma mostrou saber o que faz e que defende o interesse nacional, ainda que isso não aumente a sua popularidade. Bem diferente de Lula, que sempre jogou pra galera e buscou soluções fáceis, mesmo prejudiciais ao País.

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

Dívida pública federal

A mudança nos rendimentos da caderneta de poupança, apesar dos argumentos oficiais serem aparentemente corretos, tem uma só finalidade: preservar o mercado de aplicações (outras) que sustentam a rolagem da dívida pública federal, que se está aproximando dos R$ 2 trilhões. Mas para isso bastaria recalibrar (para baixo) as alíquotas de Imposto de Renda (IR) que incidem sobre as demais aplicações. Mas... aí o governo federal teria de abdicar parcialmente da arrecadação do IR. Então, decidiram assim: vamos deixar "arder" nos trouxas. Parece que já esqueceram a infeliz "experiência" do Collor.

J. ANDRÉ BAGATIN

andré@bagatin.com.br

São Paulo

Reprise

A pretexto de diminuir os juros, Dilma resolveu diminuir o lucro das cadernetas de poupança. É bom ela se lembrar de que um senador de sua base, Collor de Mello, quando presidente, fez o mesmo, e deu no que todos vimos. Aliás, em todos os planos, esse governo do lulopetismo sempre faz o possível para que paguemos as contas. E desta vez vão fazer novamente. Se houvesse gente mais qualificada para gerir as coisas públicas, menos corrupção, menos construtoras Delta supervalorizando os contratos e o Brasil não tivesse de pagar tantos juros a organismos nacionais e internacionais, estaríamos muito melhor.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Maquiagem

É bem verdade que a poupança só era segura antes da era Collor. Depois dele, qualquer governo se acha no direito de alterar as regras no meio do jogo, com o intuito de livrar a sua cara e consertar os seus desmandos. Em se tratando de pessoas inteligentes, haveria, é claro, outros caminhos dentro da macroeconomia para impedir que os grandes investidores se libertem do Tesouro Direto e invadam a poupança. A aproximação das eleições para presidente deixa claro que outras medidas serão tomadas em curto prazo para maquiar uma economia que só anda a todo o vapor para as grandes riquezas deste país, onde um ministro tem a coragem de vir a público e dizer a um miserável que tem R$ 2 mil na poupança - dinheiro que ele gasta num gole de uísque - que para o povo não houve prejuízo.

JATIACY FRANCISCO DA SILVA

jatiacy@estadao.com.br

Guarulhos

Discurso e prática

Dando mostra de sua incapacidade de administrar o País, a presidente Dilma desta vez atacou a poupança dos brasileiros humildes, muitos deles dependendo dos juros para viver. Em 1.º de maio, Dia do Trabalho, ela atacou os banqueiros, pela baixa dos juros, mas só no discurso. Na prática, não tem coragem de tocar neles, pois foram os maiores doadores de sua campanha eleitoral- e também da do ex-presidente Lula. Pobres dos brasileiros, que terão uma redução de 30% nos seus rendimentos, enquanto os banqueiros, cujos balanços são publicados trimestralmente nos grandes jornais, vão continuar ganhando bilhões. Pobre País, que é explorado por bicheiros, banqueiros e agiotas internacionais. Pagamos R$ 220 bilhões de juros da dívida pública em 2011, muito disso com a poupança e a miséria do nosso povo. Com tristeza,

JOSÉ PEDRO NAISSER

jpnaisser@brturbo.com.br

Curitiba

Propaganda enganosa

Na campanha presidencial, a literatura transmitida pelo PT e coalizão ao povo brasileiro foi a de Alice no País das Maravilhas, Moby Dick, a Baleia Branca, Viajem ao Centro da Terra e outras ficções hedonistas, ancoradas no maravilhamento do longínquo pré-sal. Agora, ao cair a tarde umbrosa da Divina Comédia, o governo Dilma não hesita em tocar no ícone financeiro da caderneta de poupança. É perfeitamente válida a opção por uma política de redução de taxas de juros e medidas correlatas. Indigesto é o estelionato eleitoral da esquerda, que vendeu aos brasileiros o paraíso do Dr. Pangloss, e a tibieza ao enfrentar poupadores de renda média, mas temer os companheiros acomodados no Estado, o que provoca um gasto extraordinário em contas correntes, em contraposição à política financeira adotada.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Falta de compromisso

O que o PT fala não se escreve.

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

Aritmética ministerial

Deu no Estadão (4/5, B1): "Mantega mostrou uma comparação (...). Supondo que a Selic caia para 8%, o ganho da caderneta seria de 5,6%. Já um fundo que paga IR e cobra uma taxa (de administração) de 1,5% ofereceria um ganho de 3,5%". Depois desse cálculo, no mínimo, curioso, a conclusão: "O fundo vai ter de reduzir a taxa de administração para manter o cliente". Tal como apresentado, "para manter o cliente" o administrador do fundo deveria pagar ao cliente, quem sabe, seguindo iniciativas nesse sentido do BB e da Caixa. Há três explicações alternativas, ou uma combinação destas: o ministro errou, o repórter se equivocou ou este leitor precisa atualizar seus conhecimentos de aritmética - contando com uma cota para idoso, a ser criada.

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

Aumento da gasolina

"Com alta externa, Lobão diz que Dilma estuda ajuste de gasolina" (3/5). Ué, não entendo mais nada, pois em solenidade com a então ministra Dilma o ex Lula afirmou que o Brasil era autossuficiente em petróleo. Será que ele se enganou ou enganou todo mundo?

MAURÍCIO LIMA

mapeli@uol.com.br

São Paulo

 

 

"Agora a aplicação financeira mais popular do Brasil terá duplo indexador. Chique no último. Resta saber quem a entenderá"

TIAGO VILLAC ADDE / SÃO PAULO, SOBRE A NOVA POUPANÇA

villac@uol.com.br

"Demorou, mas o mentiroso-mor e sua trupe vão acabar também com a outrora ‘inviolável’ caderneta de poupança"

VICTOR GERMANO PEREIRA / SÃO PAULO, IDEM

victorgermano@uol.com.br

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TEMA DO DIA

BB anuncia a terceira redução de juros

Medida vale para pessoas físicas nas linhas de crédito pessoal, cheque especial e veículos

"Não gostei da decisão em relação aos carros, porque nossas ruas ainda não estão preparadas para o aumento de veículos."

DIEGO AQUINO

"É um bom caminho, mas ainda falta muito. Não adianta só cortar os juros; a carga tributária ainda é imensa."

ANDERSON SERRANO

"Essas medidas resultarão em uma bolha. Devemos estar preparados para uma recessão em breve."

SÉRGIO LISAN

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DILMA, COLLOR E A POUPANÇA

Com essa alteração na caderneta de poupança pretendida por Dilma Rousseff, diminuindo o rendimento dos sempre penalizados poupadores, e seu aliado Fernando Collor por perto, ficará mais seguro guardar meu salário embaixo do colchão.

Amâncio Lobo Amancio lobo@uol.com.br

São Paulo

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BALELA

Esse nosso governo é uma verdadeira farsa: a presidente vai à TV em rede nacional e ataca o problema dos juros cobrados pelos bancos particulares - fato com que todos concordamos -, mas sua atitude foi de pura balela, pois o fato acontece com o beneplácito e por culpa do governo, que cobra encargos extorsivos e, como sempre, o povo é quem paga. O que nos revolta é que o governo não toma providências sensatas e com reflexo mais importante para todos nós: importando produtos de higiene pessoal, principalmente da Argentina. Quantas pessoas poderiam atuar nesse nicho? Com certeza os encargos de nosso país são elevados e sem condições de concorrência. Este, sim, seria o procedimento que deveria tomar esse governo demagogo que, além de não assumir suas responsabilidades básicas, acusa terceiros e engana o povo ignorante de brasileiros. Basta...

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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GAROTA-PROPAGANDA

Até agora somente uma pessoa ganhou (dinheiro) com os tais "juros baixos": Camila Pitanga. Agora a atriz-propagandista da Caixa Econômica Federal, Camila Pitanga não precisa mais chorar as pitangas.

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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NÍVEIS CIVILIZADOS

Os juros no Brasil estão caminhando para serem compatíveis com os juros de países civilizados. Será que o Planalto também tem interesse em provocar um "tsunami", para colocar os impostos do País (36% a 37% do PIB) em níveis igualmente civilizados?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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QUEM É O VERDADEIRO VILÃO?

A quem Dona Dilma quer enganar com essa conversa de que os bancos são os únicos vilões dessa ciranda de juros altos? Todos sabemos que é o governo quem comanda o intricado setor financeiro do País através de diretrizes do Banco Central.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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A DEMAGOGIA DOS JUROS

O governo baixou em torno de 0,003% nos juros oficiais, que estava em torno de 10% ao ano. Os bancos cobram de 5% a 10% ou mais de juros ao mês, quer dizer, se usar a "pajelança econômica do governo", irão baixar 0,003% que significa cair de 10% ao mês para 9,997%, e estamos conversados! Antigamente, isso se resolvia com o padre mandando rezar um Pai Nosso, agora é só enganar mais uma vez o idiota do povo que elege essas bestas.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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CALOTEIROS

Em 2010, segundo relatório publicado em dezembro pelo Banco Central, a inadimplência correspondeu a 28,7% do spread bancário. Esse fato, por serem os juros brasileiros os maiores do mundo, torna os brasileiros os maiores caloteiros do mundo?

Pedro Choma Neto pedroneto@brturbo.com.br

Irati (PR)

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ATENÇÃO AO PRÓPRIO UMBIGO

Em seu pronunciamento no Dia do Trabalho, a presidente Dilma novamente tratou de se eximir de suas responsabilidades e voltou a tecer ásperas críticas a agentes externos ao seu governo, dessa vez devido aos altos juros cobrados pelos bancos comerciais. Em tom populista, conclamou a sociedade a exigir "melhores condições de financiamento" e qualificou o custo dos empréstimos como "inadmissível". A respeito da alta dos impostos sobre operações de realização de empréstimos a presidente não disse uma só palavra. Também não se prontificou a explicar o porquê de o depósito compulsório ao qual os bancos brasileiros se sujeitam ser um dos maiores do mundo. Esses dois fatores, que exercem, sim, um peso importante na explicação do elevado spread bancário, são problemas de alçada exclusiva do governo. Da mesma forma que pôs a culpa das dificuldades enfrentadas pelo setor exportador nos países desenvolvidos e no seu "tsunami monetário", evitando o exercício da autocrítica, Dilma agora parte para o embate contra o sistema financeiro - que, vale dizer, também tem parcela de culpa sobre os juros escorchantes. Já passou da hora de o governo petista tratar de desativar sua metralhadora retórica populista e de olhar mais para o próprio umbigo no exame das deficiências estruturais que impedem a economia brasileira de crescer de forma mais intensa e sustentada.

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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FARINHA POUCA...

A Dilma insiste em bater na tecla da alta taxa altos juros bancários, mas foge de falar em baixar os altos impostos. Para o cidadão, pagar juros é opcional, mas para o contribuinte pagar impostos é obrigação, queira ou não. Por isso se chama "imposto". Farinha pouca meu pirão primeiro, né, presidenta?

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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FARRA

Os bancos pagam pelo seu dinheiro 9% ao ano e emprestam a 70% ao ano. Dos 70% ao ano, 45% sustentam a dívida pública da União através da compra de títulos públicos. Portanto, desistam, os juros não caem, nós é que sustentamos a farra!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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JUROS ALTOS E POLÍTICA

Senhora presidente, louvável sua ação em tentar diminuir os juros bancários, um dos mais altos do mundo por muito tempo. O brasileiro normal vem sofrendo há muito com esta perniciosa prática dos bancos, todos eles (banqueiros) amigos muito íntimos de todo poder, tente continuar esta ação, o pouco que puder mudar será bom. Infelizmente o povo agora está com memória, lembra-se perfeitamente de casos como o mensalão, aquele da casa da moeda que o chefe de nada sabia, o Palocci, a troca exacerbada de ministros, as nomeações de agrado aos mantenedores de seu cargo, a violência descabida nas ruas, a inflação que não existe nos papéis oficiais, os navios caríssimos que não querem navegar, CPIs diversas que só fizeram barulho na imprensa e mais outras coisinhas que a senhora sabe muito bem. Presidente, em seu cargo é terminantemente proibido ficar doente e magoada, você está aí para resolver problemas da Nação, e não a vida particular de poucos. Faz bem, ao menos, em abaixar os juros.

Mauricio Villela mauricio@dialdata.com.br

São Paulo

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BANCOS

Dilma critica os bancos privados, mas a Caixa Federal comprou 51% das ações do Panamericano podre do Sr. Abravanel. Por quê?

Dionysio Vecchiatti dio.vecchiatti@terra.com.br

São Paulo

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DE LULA A DILMA

Diferentemente do ex-presidente Lula, a presidente Dilma Rousseff nunca havia criticado com tanta veemência as altas taxas dos juros praticados pelo os bancos inclusive os estatais, isso mostra de certo modo que a presidente tem ideia própria e o mais importante - as defende. Ao contrario do falastrão Lula que, ao invés de fazer a parte dele como (presidente), e não fez pelo menos com os juros, pois quando ainda candidato em 2001, o então Lula falava que era inadmissível num país como o Brasil ter banco com o lucro na casa de um bilhão, porém nos seus oito anos de governo os bancos tiveram aumento em media de um bi de lucros ano, pois em 2010 os lucros já ultrapassavam a casa dos 10 bilhões. Isso só mostra que o Sr Lula falava uma coisa e fazia outra, o seu partido o PT queria que toda equipe do governo fosse formada pelo o próprio PT daí quem tem boa memória lembra o que aconteceu nos primeiros quatros do governo Lula. Lembrando que os bancos privados têm seus méritos, pois trabalham com os critérios técnicos e não com indicação política, caso dos bancos estatais onde a corrupção tem seu lugar garantido.

Paulo Rodrigues de Moura paulorodriguesmoura@hotmail.com

São Paulo

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MAMATA

Santander, R$ 7,75 bilhões; Bradesco, mais de R$ 11,19 bilhões; Itaú, lucro recorde de R$ 14,6 bilhões; Banco do Brasil, R$ 12,1 bilhões, lucro no ano passado. Parodiando o "cara": nunca antes neste país os banqueiros lucraram tanto. Se soubessem que seria essa mamata, o lulinha teria sido eleito antes, agora a "cria" vem criticar... por que o governo não dá a sua parcela e diminui os impostos federais? E o serviço aos clientes, uma lástima.

Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

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A ARTE PETISTA DE GOVERNAR

Ao ver a "presidenta" bater na mesa e puxar as orelhas dos banqueiros privados em rede nacional, apercebeu-me de minha pouca inteligência e o motivo de ser uma mera pagadora de impostos, sem direito a retornos. Em minha ingenuidade, achava que os banqueiros, que negociam com dinheiro, pagam caro por sua mercadoria e assim como os políticos, não são Madres Teresas, o que os fazem revender seu produto mais caro, já que é acrescido de impostos e outros penduricalhos, como os riscos de inadimplência. Mas ouvindo a "presidenta", vi que não é assim. Para os banqueiros venderem barato o que pagam caro, basta deixar de ser mesquinhos, já que mantêm esta posição por falta de espírito público. Poderiam fazer como o BNDES, que adquire dinheiro caro no mercado e o empresta bem baratinho aos amigos financiadores de campanha ou aos países vizinhos, que nos odeiam e tripudiam sobre nós sob qualquer pretexto. E quando o dinheiro acaba, é só se dirigir ao Erário Público, sempre abarrotado pelos nossos impostos e repor o estoque. É tão simples. A mesma genial simplicidade tinha o antecessor. A saúde pública é um lixo, pela péssima gestão e pelos desvios contínuos de suas verbas. Como resolver estes problemas é muito complicado, uma fácil solução é criar um novo imposto, o CPMF. Assim todos ficam satisfeitos, sem necessidade de mexer em nada. De fato, ao ver o antecessor dizer que ser presidente é uma delícia e que não vê a hora de voltar, percebo que eu, por me preocupar tanto e procurar pelos em ovos, sou uma ignorante, que não sabe nada da refinada arte de governar. Governar é estrilar com os que não concordam com suas idéias e aumentar impostos, além é claro, de manter cheios os bolsos dos aliados. Maravilha! Vida longa ao modo petista de governar

Lizete Galves Maturana lizete.galves@terra.com.br

Jundiaí

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CU$TO BRA$IL

Presidente Dilma, para que a cruzada em busca de um país mais produtivo, moderno e de Primeiro Mundo tenha efeito de fato, vamos combinar: os bancos reduzem os juros e o governo, os impostos. Sem isso, o Brasil continuará sendo eternamente "o país do futuro" que nunca chega.

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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O MÊS DE MAIO

Quando chega o mês de maio fico, como muita gente, aguardando as declarações que as empresas públicas e concessionárias de serviços públicos têm que enviar para os clientes afirmando que (se for o caso, claro) pagaram todas as contas do ano anterior. Foi uma Lei que veio nos ajudar. Com ela livramo-nos de pilhas e pilhas de papéis. É preciso que os consumidores se lembrem dessa Lei. E também os órgãos fiscalizadores, porque tem empresa que não a vem cumprindo. (Particularmente penso que a Lei poderia ter vindo melhor. Por exemplo: a essa pública ou concessionária de serviços públicos, que não cobrar débitos em tantos meses, direi 6, perde o direito de receber. Ora, empresas são Organizações. E, Organizações, precisam ser organizadas... Se não são organizadas é problema delas. Em todo caso a Lei ora vigente veio em nosso favor.).

Osnir Geraldo Santa Rosa osnirsantarosa@bol.com.br

São Paulo

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AERODILMA

É quase proibido ao cidadão comum argentino comprar produtos importados, mas o vice-presidente Amado Boudou, conhecido playboy de lá, é colecionador de motos Harley-Davidson. Cristina Kirchner, tem mais de 50 bolsas da marca Louis Vuitton e seus sapatos são todos de um tal Christian Louboutin. O Brasil do PT vai pelo mesmo caminho. Lula decidiu que deveríamos fabricar um petroleiro que até hoje não saiu do estaleiro. A Petrobrás do PT exige que parte das sondas usadas na prospecção de petróleo sejam nacionais, embora, por incompetência, o Brasil importe gasolina e até álcool. Os governantes petistas querem prestigiar a indústria nacional, mas desde que isso não os afete diretamente. A discussão do momento é o AeroDilma. Nossos geniais governantes pretendem gastar mais de US$ 400 milhões na compra de um Boeing ou Airbus quando poderiam, aí sim, comprar um avião muito mais barato da Embraer. Esta questão de nacionalismo, de patriotismo e d e fortalecer a indústria nacional é puro marketing. É tudo propaganda e enganação. A ideia deles é: cachaça para o povo e Moët&Chandon para nós. Gostaria muitíssimo de saber se o automóvel que serve Dilma Rousseff é nacional. Infelizmente, parte da América Latina é governada por hipócritas.

Leão Machado Neto lneto@uol.com.br

São Paulo

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TRAPAÇAS BRASILIENSES

Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro, tem muito a explicar sobre suas saidinhas e farras com o dinheiro do contribuinte e seu amigo intimo Cavendish. Será de livre espontânea vontade, ou antes, de falar tentará a blindagem do partido? Garotinho está de olho e se for para pegar os corruptos que se faça um pente fino na picaretagem. Se gritar pega ladrão não fica um meu irmão. É o retrato do Brasil, políticos desonestos aos montes. Atenção membros da CPMI, a sociedade está de olho nas trapaças brasilienses.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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BLINDAGEM

O PMDB está querendo blindar o governador Sergio Cabral evitando a convocação para depor na CPMI. Blindar por quê? Tem que ser convocado sim, e dar explicações, pois as deve. Mas em se tratando do PMDB, que todos sabemos ser um balcão de negócios, e onde está a maior quantidade de corruptos, justifica-se a blindagem. Se não for convocado, estará provado, mais uma vez, que CPI neste país não serve para nada, a não ser servir de palanque para alguns. Mas espera-se que o povo seja o melhor juiz neste caso. Se não for convocado, as imagens em fotos e vídeos já foram vistas, e se o povo achar que não tem nada de mais, então se merecem. Em vez do governo do Estado do Rio ficar emitindo notas a imprensa com abobrinhas deveria explicar quem pagou a despesa dos integrantes da comitiva do governador Sergio Cabral a Paris. Se foi a Delta ou o governo, que neste caso seriam recursos públicos. Se foram a um evento da Michelin, como disseram, cabe a pergunta: a Michelin pagou as despesas da comitiva? Inclusive aquele jantar no restaurante mais caro de Paris? Aquela imagem é uma vergonha e afronta ao cidadão. Tem brasileiro que nem café da manhã toma, porque não tem dinheiro para isso, anda a pé, para economizar e comprar um pão, e o governador e seus secretários num banquete daquele. A custa de quem? Realmente se aquela imagem não choca ou desaponta o brasileiro e em particular o carioca, então, realmente, se merecem.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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CACHOEIRA

O efeito cascata que o Cachoeira está provocando é de fazer água nas pretensões de muitos políticos, notoriamente corruptos. É um autêntico mar de lama o que se passa no Congresso Nacional. Aquele local necessita urgentemente de um bom banho de dignidade a fim de que toda a classe política não se torne lavagem, comida de porcos.

Fernando Faruk Hamza botafogorio@bol.com.br

Rio de Janeiro

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'CAVENDISHES'

Enquanto lia mais uma reportagem no Estadão, mais uma vez indignado, sobre este escândalo envolvendo o bicheiro Carlinhos Cachoeira, o senador Demóstenes Torres e o Sr. Fernando Cavendish (dono da construtora Delta), além de outras tantas personalidades de nossa elite política, lembrei de outro ilustre Cavendish que andou por estas bandas no passado. Fiquei pensando nas semelhanças entre suas práticas e de como os princípios morais e a ética destes dois notórios Cavendishes poderiam ser comparados, embora os tempos em que viveram sejam tão diferentes. O outro Cavendish que me refiro é Thomas Cavendish, nascido em 19 de setembro de 1560, em Trimley, Inglaterra, numa família nobre. Thomas era rico, aventureiro, empreendedor, navegante e, portanto, um sujeito respeitável no seu tempo, assim como nosso Fernando Cavendish aparentava ser nos dias de hoje. Thomas protagonizou feitos notáveis como liderar a terceira expedição a dar a volta ao mundo e o saque do galeão espanhol Santa Anna, vindo das Filipinas, cuja carga rendeu uma das maiores fortunas em todos os tempos. Em reconhecimento de suas habilidades como explorador e corsário, foi nomeado cavaleiro pela rainha Elizabeth I aos 28 anos de idade. Ora, um corsário nada mais é do que um pirata autorizado por uma coroa a saquear os inimigos, dividindo o prêmio do roubo com o monarca que lhe concedeu a licença para pilhar, chamada de carta de corso. É um ladrão oficial que faz uma atividade de alto risco. Numa analogia aos dias atuais quando Fernando é empresário, é como se alguém recebesse do governo uma autorização para pilhar e assaltar pessoas em nome do estado, desde que divida o lucro do roubo com quem lhe deu a licença. Soa estranho? O nosso Fernando é, assim como Thomas era, um jovem e bem-sucedido empreendedor. Se Fernando não chega a ser um pirata caricato, obteve em varias oportunidades uma espécie de carta de corso com a ajuda de parte de nossos congressistas para pilhar nosso dinheiro, formalizada nos contratos superfaturados de obras do governo para a construtora Delta. Um negócio ideal: lucratividade de pirataria sem a desagradável e arriscada perspectiva de duelos de espadas, tiros de mosquetes ou naufrágios. Na época que Thomas andou por aqui aterrorizando nossos mares, ficou conhecido pela alcunha do "o pirata sombrio", enquanto que na Inglaterra era chamado pelo insuspeito epíteto de "o navegador" (The Navigator). Aliás, dizem que o Saco do Sombrio, em Ilhabela, é em homenagem ao Thomas. Já a construtora Delta de Fernando, envolvida em toda sorte de rapinagem do erário, ainda hoje tem contratos milionários com o Programa de Aceleração do Crescimento, Petrobras, governos de Goiás e Rio de Janeiro, etc., etc., e sabe lá Deus o quanto já nos pilhou até o momento. Entre os malfeitos de Thomas por aqui, destaca-se o saque, destruição e incêndio de Santos e São Vicente (SP) iniciados na noite de natal de 1591, além de ficar de tocaia pela costa para saquear comboios de carga que levavam bens produzidos por aqui, prejudicando enormemente a florescente indústria sucrocanavieira na época. Voltando pros dias de hoje com o Fernando e a Delta, nas escutas telefônicas da Polícia Federal divulgadas, fica claro que membros da sua quadrilha ficavam de tocaia nos corredores de Brasília a espera de contratos e obras para serem encampados (ou comprados) por sua construtora. Na ótica de hoje, a condenação aos atos de pirataria que Thomas fez por aqui é natural, clara, cristalina. É fácil tanto contabilizar o prejuízo que ficava pra nós quanto imaginar as cenas de pavor depois de um empreendimento de Thomas. Já com Fernando e os seus comparsas, por que não é assim? Qual o alcance deste tipo de pilhagem e a quem eles realmente prejudicam? A promiscuidade entre empresas e políticos não é novidade. Parte desta dinheirama que é reunida pelo governo com nossos impostos, some 'legalmente' via contratos de obras e serviços superfaturados e reaparece nos bolsos de políticos (que vendem os contratos), empresários neopiratas como Fernando (que compram os contratos) e lobistas (que fazem a ponte entre os criminosos). Este tesouro roubado faz muita falta num país com boa parte de sua infraestrutura precária. Não precisa andar muito pra ver que falta dinheiro para hospitais, escolas, universidades, habitação, saneamento, aeroportos, portos, estradas, etc., tudo aqui está precisando urgentemente ser melhorado. Mas apesar de tudo, o que é pior, mais nocivo, é a percepção que passa pra todos de que a regra para se ter sucesso neste país é essa, do vale-tudo. Qualquer meio justifica se o resultado for bom. Como alguém pode aceitar que empresários e políticos se apoderem do dinheiro que deveria financiar nosso futuro? Thomas é um amador, um ladrão de pirulitos perto do Fernando. Fernando e todos os outros empresários e políticos que agem como eles são muito piores que piratas. São predadores de seu próprio povo, incendeiam a própria sociedade que os abriga, ameaçam o futuro de sua própria gente. A única saída que temos será um dia pararmos de encarar estes indivíduos apenas como maus empresários e maus políticos e encará-los como criminosos sociopatas, que é o que eles realmente são. A ladainha de que é só assim que se faz negócio com o governo não diminui a gravidade do crime e a generalização embutida nesta afirmação é uma calúnia aos outros que são honestos. Eles existem sim, talvez sejam omissos as vezes, mas os honestos existem. O final de Thomas nós sabemos. Após tentar saquear a cidade de Vitória (ES) em 1592 ele foi ferido e tentando voltar a Inglaterra, morreu na ilha de Ascenção neste mesmo ano. Já o final de Fernando, temo que alguma excelentíssima autoridade do judiciário sente em cima do processo ou anule a montanha de provas obtidas até agora por algum detalhe técnico, dando aval a pilhagem e estimulando que novos piratas venham...

Orlando Parise Jr. oparise@uol.com.br

São Paulo

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'ESTAMOS TODOS NA AVENIDA BRASIL'

Discordo de Arnaldo Jabor (1/5, D8). Nem todos "estamos na Avenida Brasil"! Ainda existem muitos brasileiros que valorizam e lutam pelos bons costumes, pelos valores éticos e morais que fortalecem a família e a sociedade. Muitos que se preocupam com a herança que estamos deixando para filhos e netos. Muitos que gritam, indignados, contra as falcatruas cada vez mais comuns e toleradas pelo governo, que tanto depreciam a Nação. Não, sr. Jabor, nem todos nos inserimos nesse padrão desconstrutivo e destruidor da sociedade. Sonhamos com um Brasil mais honesto, mais focado nos princípios cristãos, com líderes mais responsáveis, leis mais simples, confiáveis e aplicadas seriamente. Será que Deus, sendo brasileiro, não nos ajudará a sair desse atoleiro de lama no qual tudo está acabando em "samba com pizza" numa avenida? Assim rezamos todos os dias.

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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AVENIDA BRASIL

Excelente o artigo de Arnaldo Jabor (Caderno 2, 1/5). Se fôssemos um país sério (ou a caminho de sê-lo), seria leitura obrigatória pelo menos em algumas "faculdades", mas interessa exatamente o contrário para controlar a galera, anestesiar com demagogias, com "malfeitos" impunes, vitoriosos invertendo os valores, deixando aqueles que estão em formação, reféns do chulo "nunca antes neste país", prevalecer sem contestações sérias, com raras e bem vindas exceções!

Paulo Vicente de Oliveira leoscavassa@yahoo.com.br

Águas de São Pedro

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'SÃO PAULO NO MUNDO'

Senti orgulho ao ler na página A3 do Estadão de quarta-feira o editorial sobre a posição ímpar que o Estado de São Paulo ocupa no cenário mundial. Vigésima potência econômica do mundo não é qualquer coisa, não. Mas, se buscamos este saudável tipo de comparações, vejo-me obrigado a pedir, implorar, impor que nossos governantes cuidem seriamente dos nossos rios e afluentes. Refiro-me especificamente ao nosso Rio Tietê, que deveria ser um modelo em comparação a tantos outros rios que correm dentro dessas 20 nações. Qual é minha queixa? Moro a 80 km da capital e sou obrigado a respirar o cheiro fétido que se prolonga pelo bucólico caminho percorrido por este rio. Que dizem nossos governantes? Como fica o caminho do desenvolvimento sustentável?

Eurizio Pallavidino eurizio@hotmail.com

Itu

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ORGULHO DO ESTADO

Ler o editorial São Paulo no mundo faz com que nós, paulistas e paulistanos, que adoramos nosso Estado, não deixemos, de forma alguma, que este maravilhoso Estado venha a cair nas mãos da quadrilha do PT, pois, se o deixarmos, as notícias passarão a ser totalmente desastrosas.

Roberto Bottini robertobottini@uol.com.br

Mogi das Cruzes

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A EFICIÊNCIA DO EXÉRCITO

Notícia que não foi divulgada - Após entregar a obra da reforma do Aeroporto de Guarulhos antes do prazo previsto, o Exército Brasileiro devolveu aos cofres públicos R$ 150 milhões, proveniente da redução do custo da obra. Tal fato, a ser verdade, é para petista nenhum e muito menos o povo criticar, enfiar a viola no saco e sair de fininho. Ótima notícia para Lula, Dona Dilma, Tarso Genro e todos políticos lerem na cama que é lugar quente para melhor refletir. Viver com dignidade, trabalhar com eficiência e não fazer por ouvir dizer.

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis (RJ)

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OBRAS DO EXÉRCITO

Sinto a impressão que o governo petista, os políticos e principalmente os grandes empreiteiros de obras públicas superfaturadas não estão gostando do resultado apresentado pelo Exército na execução das obras no Aeroporto de Cumbica, Guarulhos, SP. É incrível! A obra está sendo realizada com menor tempo e custo previsto no orçamento. R$ 150 milhões a menos. Assim, acabo entendendo porque, geralmente os políticos e grande parte da imprensa não gostam do Exército, esse pessoal com a mania de honestidade acaba estragando o pesqueiro dos superfaturamentos comuns na execução de obras públicas. Será que o Exército ainda continuará fazendo obras públicas visíveis ao povo, como essa? Pelo jeito, os corruptos não estão satisfeitos.

Benone Augusto de Paiva benone2006@bol.com.br

São Paulo

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ERA DE ESPERAR

Como noticiado no caderno de Economia de quinta-feira, a AES Eletropaulo foi considerada uma das dez piores empresas distribuidoras de energia elétrica do Brasil. Era de esperar este resultado de uma empresa pessimamente gerida que gera inúmeras faltas de luz, apagões constantes, queimas de aparelhos eletroeletrônicos e não nos ressarce destes prejuízos sempre alegando que o fornecimento é normal em sua nefasta rede de distribuição com constantes queimas de transformadores as quais geram os chamados "over-shoots" ou picos de tensão de alta intensidade e rápida duração os quais são os responsáveis diretos pelas queimas de equipamentos eletroeletrônicos que esta empresa sempre se nega ao pagamento de seus reparos ou reposição dos mesmos. Com a sua atual classificação neste ranking como uma das dez piores ficam evidentes seus péssimos serviços e sua culpa/responsabilidade em várias ocorrências de queimas/danos em equipamentos que nunca pagam.São sim responsáveis e têm que ser punidos exemplarmente pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para sofrerem na própria pele o que nos fazem sofrer com sua prepotência e negligência constantes.

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

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MEDICAMENTOS EM SUPERMERCADOS

A aprovação do projeto de lei pelo Senado que permite a comercialização de medicamentos isentos de prescrição médica em supermercados, armazéns, empórios e lojas de conveniência será ótima aos laboratórios, pois aumentará o faturamento e incentivará a automedicação. É contraditório as propagandas de remédios e o alerta para consultar o médico se os sintomas persistirem, logo o consumo desses medicamentos podem mascarar uma doença grave e até levar a pessoa morte. O Senado deveria votar a proibição de diversas substâncias danosas à saúde, amianto, agrotóxicos, já proibidas em outros países e permitidas somente no Brasil e em outros países que não se preocupam com a saúde dos seus cidadãos.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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DEMAGOGIA AMBIENTALISTA

Washington Novais estava indo muito bem em entrevista a um canal de TV, até que afirmou que, comparativamente ao Japão que perde apenas 1% na transmissão de energia elétrica, o Brasil perde quase 17%. Consciente ou inconscientemente, omitiu dados da U.S. Energy Information Administration que revelam uma interessante correlação entre as perdas globais e o PIB nominal, além de mostrarem que perdas abaixo de 4% só ocorrem em países territorialmente pequenos.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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RIO + 20

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento sustentável, a Rio+20, entre 13 e 22 de junho tem uma expectativa para receber 50 mil visitantes e há falta de quartos de hotel para acomodar essa gente. O prefeito Eduardo Paes e o secretário municipal de turismo, Antonio Pedro Figueira de Mello apostam na receptividade do povo carioca e que o problema será resolvido pela oportunidade de uma rendinha a mais. Os moradores poderão anunciar quartos em suas casas ou apartamentos, cujo aluguel não admite a presença dos anfitriões. Aqueles que estão esperando um faturamento extra, cuidado com o "olho grande" porque a BBC Brasil alertou para a exploração dos altos preços o que está levando delegações europeias a reduzirem o número de pessoas.Se o projeto da prefeitura tiver êxito teremos a reedição maquilada da chegada da corte de D. João VI no Rio de Janeiro, em 1808, em que a ocupação de imóveis pelo séquito real consistia em escrever na porta da casa as iniciais P.R. (Príncipe Regente) e que o carioca sempre irreverente traduziu para "Ponha-se na Rua". Segundo o secretário Antonio Pedro, o preço dos aluguéis deverá seguir a lei do mercado,mas que o carioca vai aproveitar a ocasião, isso vai.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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PSEUDOCOMITÊS

Ridículo o anúncio deste pseudocomitê, coagindo a presidenta Dilma a vetar o Código Florestal. Lembro aos mantenedores desse estranho organismo que, antes de mais nada, deveriam se identificar singularmente, em vez de se travestir por trás de roupagens e nomes "politicamente corretos e sustentáveis" e dizer que, caso a presidenta Dilma vete o Código Florestal, o Brasil experimentará a favelização do campo, nos mesmos moldes que ocorreu em Roraima dois anos e meio atrás. Quero saber também o que esses senhores irão comer e, principalmente, saber se se empenharão com o mesmo afinco que levantam recursos para prejudicar o produtor rural brasileiro, para garantir a renda dos mais novos neomiseráveis do campo. Esses comitês e ONGs metidos a bastiões da sustentabilidade são sustentados por recursos internacionais interessados em debilitar a produção agropecuária brasileira em favor de um modelo agrícola falido, baseado na ineficiência produtiva e em subsídios bilionários.

Frederico D'Avila f.davila@fdaagropower.com.br

Buri

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INTERESSE NACIONAL

Cumprimento o Estado pelos excelentes artigos de Fernando Veríssimo (Os resistentes, entre os quais me coloco), que me fez rir como há muito tempo não acontecia e vai constituir matéria de aula sobre a modernidade e a tecnologia; e de Eugênio Bucci (Por que matar jornalistas?), sobre a situação dos jornalistas no Brasil, realmente matéria de interesse nacional. Revendo material de trabalho caiu-me às mãos artigo do Estadão de 27/3/1983, pág. 29: "Em Rio Claro, o velho Paulínio espera justiça", e gostaria imensamente que o Estadão atualizasse essa reportagem para sabermos sobre esse processo que se iniciou, à época, 125 anos antes. Seria muito importante saber o final (?) desse caso, à vista da situação atual da Justiça brasileira.

Maria Garcia mariasaopaulo@bol.com.br

São Paulo

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APOSENTADOS DO SERVIÇO PÚBLICO

A lei que instituiu o Regime de Previdência Complementar para os servidores públicos federais, publicada no Diário Oficial de 2 de maio, ao contrário do que anunciou o presidente da Câmara Federal, Marco Maia, já está valendo para os funcionários admitidos antes dela, e não somente para os que ingressarem a partir de agora. Teto de R$ 3.900,00. Acima disso, só com a contribuição adicional de 8,5%. Basta ler o parágrafo único do artigo primeiro: "Os servidores que tenham ingressado no Serviço Público até a data anterior ao início da vigência do Regime de Previdência Complementar podem, mediante prévia e expressa opção, aderir ao regime de que trata este artigo". Assim, se a lei valesse só para os novos não teria sentido oferecer a opção aos antigos. Não iriam desembolsar mais para assegurar a integralidade da aposentadoria que já possuem.

Francisco Pedro do Coutto pedrocoutto7@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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PREVIDÊNCIA, A 'CASA DA MÃE JOANA'

Mais uma gracinha de nosso Congresso usando e abusando da Previdência, uma verdadeira "Casa de Mãe Joana" - onde todo mundo mete a mão, mas somente esperto e ladrão. O novo projeto de lei pretende isentar ex-drogado de contribuição social. É a marginalia que avança com privilégios para sugar verbas dos aposentados para depois declarem-na deficitária. Esta é a política social petista de Lula/Dilma - dá "status" ser ex-drogado. Hoje é destaque social ser ex-alguma coisa - ex-guerrilheiro, ex-ladrão, ex-corrupto, ex-assassino, ex-baderneiro, etc. É o eterno princípio - "similia similibus curantur".

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis (RJ)

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TINOCO

Morreu Tinoco, assim como morreu Tonico, e ficamos definitivamente órfãos dos pais da musica sertaneja no Brasil. Acabou-se o Chico Mineiro, caiu a Casinha de Páia, calou-se o Sabiá e nem cantarão mais o Chitão e o Xororó de penas no areião. Vai com ele a Moreninha Linda e finda o Baile do Arraiá. E assim vamos perdendo os grandes nomes de nossa música realmente brasileira. Vai ficando a saudades dos tempos em que ligávamos o rádio logo cedinho e enquanto se coava o café forte e cheiroso ouvia-se aquela dupla que tinha o cheiro da roça. Que mostrava a realidade para quem estava nos sertões e trazia a saudade para os vieram para a cidade. Mas com certeza milhões de brasileiros hoje choraram mais um pouquinho. Foi Tonico, e agora foi-se Tinoco. Mas o céu deve estar em festa e por lá vai recomeçar o Arraiá que havia sido interrompido em 1994. Descanse em paz, Tinoco, e dê um saudoso abraço ao Tonico.

Odair Picciolli odairpicciolli@moradadoscolibris.com.br

São Paulo

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VIOLA SEM CORDA

Morreu Tinoco, Tonico já tinha ido. A viola caipira perde uma de sua mais belas cordas. Vai minha chalana, bem longe vai/ Nas águas serenas do Rio Paraguai. Tinoco, abraça o Chico Mineiro por todos nós.

José Ivanil Saragiotto Mattédi jacynil@globo.com

São Paulo

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