Fórum dos Leitores

COMÉRCIO EXTERIOR

O Estado de S.Paulo

10 Maio 2012 | 03h07

Argentina, de novo

Não poderia ser mais apropriado o título do editorial de 7/5 (A3): Pagando para apanhar. O governo brasileiro cada vez mais se esmera em encontrar ideias ridículas e vexatórias para tentar dissuadir o governo de Cristina Kirchner de prejudicar o Brasil. E mais uma vez o governo petista age com extremo amadorismo e ingenuidade ao propor financiar os argentinos para comprar do Brasil. Ora, presidente Dilma Rousseff, estamos cansados de ver o nosso país fazer o papel do grandão bobo que tudo aceita da Argentina sem esboçar a mínima reação! Lembre-se, sra. presidente, com esse famigerado Mercosul, nós oferecemos aos argentinos, sem nenhuma restrição, um gigantesco mercado de 200 milhões de consumidores e, em troca, eles só nos criam enormes dificuldades, mudando constantemente as regras para entrarmos no mercado deles, de 40 milhões de consumidores. O Brasil precisa assumir a sua posição de grande nação e se impor como país líder que dita regras, e não como país que tem medo de parecer imperialista e acaba fazendo eternamente o papel do grandão bobo. Os Kirchners sempre souberam tirar grandes vantagens do nacionalismo de seu povo, perseguindo as empresas estrangeiras e agindo invariavelmente como governo populista, de olho nos resultados das urnas. Confiar no governo argentino, investindo naquele país, é um atestado de burrice. Ora, nem mesmo os argentinos ousam deixar o dinheiro deles no seu país, pois é de conhecimento geral que eles possuem centenas de bilhões em outros países por não confiarem na própria Argentina.

WILSON SANCHES GOMES

sancheswil@hotmail.com

Curitiba

COPA DO MUNDO

'Chutes no traseiro'

O governo brasileiro tem levado, com esporádicas e tímidas reações, "chutes no traseiro" de seus parceiros latinos, em especial da Argentina, da Venezuela e da Bolívia. Agora, com a ida do ministro dos Esportes à sede da Fifa para apresentar justificativas ao sr. Jérôme Valcke, autor da recomendação para que o Brasil levasse "um chute no traseiro" pelo atraso na preparação do Mundial de 2014, parece que nossas autoridades assumiram escancaradamente a atitude de subserviência até mesmo a uma entidade privada.

SERGIO SARAIVA RIDEL

sergiosridel@ig.com.br

São Paulo

Com todas as letras

O governo diz que só agora assume os trabalhos da Copa porque não está satisfeito com o Comitê Organizador Local (COL), cujo presidente é José Maria Marin. Ou seja, com essa esperta e marota decisão, Dilma e seus comandados querem dizer a todo mundo que até aqui não tiveram culpa alguma, quando desde 2007 o Brasil foi escolhido como sede e praticamente nada foi feito, ou do pouco que já foi iniciado, como as obras dos estádios e de mobilidade urbana, está tudo atrasado. Mas quem libera verbas, aprova os projetos e autoriza as obras é o governo. Aliás, o PT buscou facilidades para tocar o evento, com a tal Lei Geral da Copa, muito provavelmente para fechar os olhos aos bilionários superfaturamentos... É impressionante como os "filhotes do Lula" usam de artimanhas para encobrir sua incompetência e chamar o povo de idiota.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Os custos do Mundial

Essa tal mobilidade emperrada - causada por aeroportos despreparados, sistema de transportes e viário inapropriados -, que pode transformar a Copa num vexame internacional, faz parte do jogo. Quanto mais em cima da hora vierem a desemperrar os investimentos programados, maiores serão os valores alcançados. Bom para ambas as partes, governo e empresas. Mas péssimo para nós, brasileiros, que estamos pagando essa conta! Mas isso já era esperado...

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

ASSALTOS

Em Ilhabela

A Polícia Militar não tem equipamento para perseguição no mar. E onde estarão as poderosas lanchas construídas para o Ministério da Pesca, que apodrecem no estaleiro da construtora, em Santa Catarina? Afinal, esses assaltos já datam de 2010!

BEATRIX NOGUEIRA BEHN

beatrixbehn@yahoo.com

Curitiba

Segurança pública

A cada dia as notícias são piores. O sr. governador precisa entender que é hora de parar de fazer campanha para si e seus pares e começar a trabalhar. A situação é caótica! Os bandidos estão à solta e os cidadãos, trancafiados em casa. Não temos segurança para andar nas ruas, passear, dormir tranquilos ou viajar para as praias. A ação em Ilhabela noticiada pelo Estadão é um verdadeiro ato de guerra que desafia a ordem e deve ser combatido com toda a força. A polícia precisa ter carta verde para reagir, com pessoal treinado, novos equipamentos, forças-tarefa, etc. Sem a ação enérgica e efetiva do Estado o crime continuará a aterrorizar os brasileiros, que pagam tantos impostos e não aguentam mais viver neste país, tão cheio de graça e de terror.

FABIO CURY

fcury@hotmail.com

São Paulo

DESCASO

No Guarujá

O descaso com o dinheiro público começou no Palácio do Planalto com Lulla e José Dirceu e chegou aos municípios. Estou a trabalho no Guarujá e percebo que não tem hospital público. O único que há é o Santo Amaro, que pertence à Igreja Católica e já está no limite. Mas os vereadores construíram uma sede faraônica para a Câmara Municipal, um sério descaso com a população menos favorecida, um abuso, um tapa na cara da população dessa cidade pessimamente administrada.

PAULO F. SIQUEIRA DOS SANTOS

paulof.santos@hotmail.com.br

Santa Rita do Passa Quatro

TRIBUNAL DE JUSTIÇA

Os 'pidões'

Ao dizer que "os juízes recebem de R$ 13 mil a R$ 14 mil de atrasados, o que dobra o salário deles" (8/5, A8), o desembargador Fábio Gouvêa falta à verdade. Ou, no mínimo, ao generalizar, põe no mesmo balaio dos "pidões" a que se referiu quem nele jamais esteve, cometendo leviandade indigna de um desembargador. Sou juiz vinculado ao mesmo tribunal que ele e não recebo de R$ 13 mil a R$ 14 mil de atrasados por mês, nem jamais pedi nada a ninguém. Simples assim.

DANILO MANSANO BARIONI

dmbarioni@hotmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DE MÃES E MÃEZONAS

No domingo, 13 de maio, será comemorado o Dia das Mães, e Dilma trabalha para atingir o inatingível patamar de 100% de aprovação popular à frente do governo. Mais uma jogada assistencialista em que se gasta dinheiro a tripa-forra. Dilma lançará um programa voltado para a primeira infância em que estarão empenhados os Ministérios da Saúde, da Educação e do Desenvolvimento Social. Será uma ampliação do Bolsa-Família: quem tem filhos de 0 a 5 anos terá uma renda adicional. Quando se trata de uns míseros reais de aumento dos salários dos aposentados, o Ministério da Fazenda apresenta consubstanciados relatórios de que não há orçamento para isso, enquanto há um achatamento que leva milhões de aposentados ao desespero. Se a intenção do governo não fosse o assistencialismo voltado para as eleições municipais deste ano, por que não cumpriu até hoje a promessa de campanha da construção de milhares de creches que dariam condições à mãe de trabalhar fora sem precisar receber o Bolsa-Família, mais o Primeira Infância, e se livrar do redil eleitoral do Partido dos Trabalhadores.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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MÃES DO BOLSA-FAMÍLIA

A presidente Dilma não terá nenhum problema para anunciar o seu pacote Mães do Bolsa-Família no Dia das Mães... Dinheiro, o governo arrecada a rodo, a corrupção leva parte desse dinheiro, que nunca volta aos cofres porque quase todos os que participam do governo recebem o Bolsa-Corrupção de Cachoeira, conforme estamos vendo na atuação do ator principal pelos vazamentos que a Polícia Federal deixa escapar. Dilma mexeu na poupança, sangrou o pequeno investidor, guerreou com os bancos, fez caras e bocas, tudo em público; no privado, o jogo é outro. Dentro em breve, a popularidade da presidente estará nas alturas, os juros, abaixando, e a inflação, ensaiando mostrar a sua cara. Cortar impostos, que foi uma promessa no seu discurso de posse, fica para depois. País rico é país sem miséria e o povão segue acreditando que a conta não virá. Basta ver o que está ocorrendo com quem financiou carro zero.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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PRESENTE DE GREGO

Parabéns, D. Dilma, por mais esse aumento no Bolsa-Família. A conta virá, como está vindo na Europa.

Jorge Manuel de Oliveira jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

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DELTA, DILMA E MEIRELLES

Como é possível que a empreiteira Delta, mesmo com um capital podre e, por causa das denúncias, ter sido obrigada a abandonar seguidas obras, já tenha um investidor disposto a comprá-la? É isso mesmo, o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles é presidente do conselho consultivo da J&F, controladora da holding que administra a Friboi S/A, um dos maiores frigoríficos do mundo, e que está em processo de compra da Delta Construções. Como se vê, os amigos do governo não falham nas horas de necessidade... Não importa que desde 2010 a Controladoria-Geral da União (CGU) tivesse informado Lula e sua ministra-mãe do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Dilma Rousseff de que o programa vinha sendo desvirtuado pela Delta através de fraudes em licitações, ofertas de propinas, hiperfaturamento e uso de materiais de qualidade inferior aos cotados nas obras do PAC e da Copa. Não importa que Dilma, mesmo com esses alertas da CGU que consideraram a Delta uma empresa inidônea, tenha insistido em fechar mais 31 novos contratos com a empreiteira que assim recebeu do seu governo quase R$ 1 bilhão, o que mostra um favorecimento que a lógica não explica. Não importa nem mesmo que essa empresa esteja ligada ao furacão provocado por Cachoeira... O importante é que as obras do PAC não parem. Mas deixo uma pergunta: mesmo aquelas obras com evidentes comprovações de superfaturamento vão prosseguir? Tudo cheira a negociata nessa compra, e é bom lembrar que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já aportou mais de R$ 10 bilhões no frigorífico JBS, aumentando sua participação no grupo para 31%. A maior parte via instrumentos de mercado, como compra de ações e debêntures, com condições menos favoráveis do que as tradicionais linhas de crédito ofertadas pelo banco. Dinheiro não falta nunca para sustentar a corrupção e para encher as burras dos envolvidos neste governo. Só falta mesmo para dar dignidade aos aposentados deste país!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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ESTRANHO...

Depois de todas as verbas já recebidas pela Delta Construções do governo e praticamente com tudo ainda por fazer, mesmo assim, ter um interessado - a holding da JBS - em adquirir a empresa é no mínimo estranho. Porém, podemos preparar nossos bolsos, pois de agora em diante teremos "aportes" em dinheiro destinados a eles com a finalidade de darem andamentos ao PAC, à Copa 2014, à Olimpíada 2016, etc., de grande vulto. Ainda mais sendo o ex-presidente do Banco Central o atual presidente do Conselho de Administração da J&F, tendo trânsito livre na administração federal.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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RAPOSAS E GALINHEIROS

Será que uma comissão mista parlamentar de inquérito é mais competente para apurar os atos corruptos cometidos pelo contraventor Carlinhos Cachoeira e os próprios parlamentares do que a Polícia Federal, que não tem nenhum implicado no caso? Evidentemente que não. É muito estranho, que nesta última terça feira, os parlamentares membros da CPI do Cachoeira, tenham determinado que os principais delegados envolvidos nas operações Vegas e Monte Carlo que culminaram com a prisão do bicheiro Carlinhos Cachoeira, serão ouvidos em sigilo. Fica quase que evidente também, que o parlamentar corrupto dessa maneira irá se inteirar sigilosamente do encaminhamento das investigações, e terá muito mais facilidade de escapar de uma eminente acusação do que se for pego de surpresa como foi o caso do senador Demóstenes Torres. É, portanto, muito mais lógico, honesto, ético e moral, que uma entidade idônea como a Polícia Federal continue com as investigações, do que entregar o galinheiro de mão beijada às raposas. Infelizmente neste país são as raposas que ainda dão as cartas...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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BARRAGEM

O PMDB barra o governador Cabral, o PSDB barra o governador Perillo, o PT (pau de galinheiro) barra o governador Agnelo, assim vamos deixar de ter a CPI do Cachoeira para termos a CPI da Barragem.

Hamilton Penalva hpenalva@uol.com.br

São Paulo

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TEMER DEFENDE CABRAL

Mais um "bombeiro" aparece, agora o vice-presidente da República, Michel Temer, para salvar a pele de um governador enredado até o pescoço com as falcatruas da construtora Delta. Se o Sérgio Cabral nada tivesse a temer, não precisaria correr da CPI do Cachoeira, onde até mesmo poderia defender quem lhe proporcionou tantos e felizes momentos parasienses. Ao afirmar que viajar com empreiteiro é pouco para Cabral ir a CPI, Temer tenta humilhar a nossa inteligência.

Leila E. Leitão

São Paulo

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CARA DE PAU

O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), disse na terça-feira (8) não haver motivos para que o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), seja convocado para depor na CPI do Cachoeira. "Chamar o Sérgio Cabral porque o Sérgio Cabral jantou com um empreiteiro no estrangeiro... Me parece que não há ilegalidade neste ponto, não é?", afirmou Temer. Os comentários do vice-presidente referem-se à revelação de imagens em que Sérgio Cabral aparece confraternizando com o empresário Fernando Cavendish, dono da Delta. Será que o nobríssimo Michel Temer, aquele que esconde a cunhada para não aparecer nas revista pelada, acha que para pegar o canalha Sergio Cabral, que sem dúvida privilegiou a Delta com tantas obras no Estado, precisa que ele seja pego roubando? Isso ninguém vai conseguir ver, porque o cara é canalha, mas não é burro.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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DECEPÇÃO

Se é um político que eu prestava atenção no seu discurso e respeitava pelo seu caráter era o governador Sérgio Cabral. Contudo, as imagens reveladas no blog do Garotinho de Cabral e Cavendish, que mostravam eles dançando com guardanapos na cabeça, chocaram o País. Não bastasse tudo isso, paira no ar a dúvida de quem pagou as contas destas viagens e dos restaurantes freqüentados em Mônaco e Paris. Cabral já se fendeu dizendo que pagou por suas despesas pessoais. Vamos acreditar na palavra de Cabral quanto ao pagamento de suas despesas, mas que ele explique o crescimento do faturamento da Delta em obras do governo como demonstra os números a seguir. Contratos da Delta com o governo do Rio: 2001, R$ 47 milhões; 2002, R$ 61,8 milhões; 2003, R$ 15,1 milhões; 2004, R$ 76,1 milhões; 2005, R$ 142,8 milhões; 2006, R$ 163,9 milhões; 2007, R$ 67,2 milhões; 2008, R$ 126,8 milhões; 2009, R$ 243,4 milhões; 2010, R$ 554,8 milhões; 2011, R$ 358,5 milhões; 2012, 138,4 milhões (valor empenhado até 11 de abril). O pior é que CPMI não tem a previsão de nenhum governador citado comparecer para depor. Está com cheiro de pizza. Enquanto o Brasil vive uma pororoca de corrupção, vejo uma matéria no Jornal Nacional que dá inveja a qualquer país e bem poderia ser aplicado aqui: em avião oficial do governo só viaja de graça o governante, parente pode embarcar desde que pague um valor equivalente à passagem na primeira classe de um voo de carreira. Segundo a matéria, nos chamados países nórdicos (Noruega, Finlândia, Suécia e Dinamarca) funciona assim também. Para completar, não é só o primeiro-ministro que está sujeito a essas regras. Nos países nórdicos e na Alemanha, nenhum filho, marido ou mulher de parlamentar tem direito a passagem aérea ou de trem paga pelos cofres públicos. Pegar carona em avião de empresários, então, nem pensar. A pena pode chegar a uma suspensão ou até a perda do mandato.

Marcelo do Vale Nunes mvn@portoweb.com.br

Porto Alegre

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COVARDIA

O governador Sergio Cabral, que tanto usava o termo "covardia", inclusive para se referir à nova distribuição dos royalties, acabou fazendo uma com o cidadão carioca, ao ser flagrado em vídeos e fotos com o presidente da Delta Construtora e seu secretariado no restaurante mais caro de Paris. O povo carioca agradece, governador.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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COINCIDÊNCIA

Coincidência corrosiva: Cavendish, Carlinhos Cachoeira, Cabral, contravenção, corrupção, caça-níqueis, cambalacho, criminalidade, caixa 2, chantagem, cara-de-pau, cadeia... Cruz-credo!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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PIZZA?

O que esperar desta CPI mista criada no Congresso para investigar o caso Cachoeira? Pois dos 32 membros (senadores/deputados) se formou um rolo compressor do governo, sendo do total de membros, a maioria está fachada com o Planalto, e como seria possível imaginar na década de 90 um parceria Color/PT?! São coisas da política, interesses exclusivamente deles, e não do povo que os elege. E com o sr. Collor a tiracolo o PT tenta blindar seus aliados, os governadores Agnelo Queiroz (PT-DF) e Sergio Cabral (PMDB-RJ) e outros políticos citados em gravações que revelam supostas ligações ao contraventor, a própria empresa Delta, grande parceira do governo federal no PAC está sendo colocada na berlinda, mais é bastante clara suas ligações com Cachoeira anunciado como um dos sócios da empresa. O absurdo de escândalos que tem acontecido nos últimos anos no Brasil é grande, como também a falta de punição aos acusados, se voltarmos no túnel do tempo, o que aconteceu com a turma acusada do mensalão? Aliás, o mensalão está nos STF prestes a prescrever. O senhor Anderson Adauto, ex-minsitro de Transportes (êita Ministério dos Tran$portes), hoje é prefeito de Uberaba, foi acusado de fazer parte da turma do mensalão, suspeitos de fazerem parte da famoso Valerioduto, estão todos a solta, desenvolvendo suas vidas, alguns na política ou em outras atividades. Só teremos governos honestos quando o povo entender a necessidade de fazer valer o seu voto, escolhendo melhor os seus governantes, para que seu suado salário seja bem aplicado em benefícios da sociedade, pois o que vemos é a falta de investimentos na educação, saúde, segurança, mesmo o governo pregando equilíbrio na economia, de melhoras na qualidade de vida do brasileiro, estamos muito aquém de uma qualidade de vida digna da riqueza de nosso país, e isso só virá com aplicação do nosso dinheiro nas necessidades básicas, com políticas públicas. Talvez no dia em que valer de fato a lei da Ficha Limpa tenhamos os políticos comprometidos com a vida do povo, com responsabilidade, aplicando verbas nas escolas, pensando nas gerações futuras e cuidando de nossos aposentados, a turma da melhor idade, aí seremos um país sério, que planeja e cuida de seu povo. Da maneira que está, fica difícil de acreditar em nossos políticos, pois o que pensar de um CPI onde velhas raposas como Collor são colocadas para vigiar o galinheiro ou julgar corruptos? E também é estranho ver um considerado réu no mensalão, como é citado o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), fazer parte desta CPI e mais ele é hoje simplesmente presidente da Comissão de Justiça da Câmara, e, segundo o site R7, da Record, João Paulo comentou que o caso Cachoeira é diferente: para ele, o processo no qual é réu é uma questão para o Código Eleitoral, enquanto o esquema envolvendo o contraventor Carlinhos Cachoeira e parlamentares como o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), membro da oposição, enquadra-se no Código Penal. Na opinião de Cunha, o erro cometido - e corrigido - pela direção do PT no mensalão foi um erro político já admitido pelo partido por causa do sistema de financiamento de campanha que existe no Brasil. O erro político foi utilizar recursos não contabilizados, ou "caixa dois", para fazer campanha eleitoral ou preparação de processos eleitorais. Para o deputado, outra diferença é que no mensalão não houve enriquecimento ilícito dos acusados. A verdade é que os políticos têm várias maneiras de analisar a imoralidade, e essa a do deputado João Paulo Cunha, eu acho que ele gosta de pizza.

Di Magalhães dimagalhaes_pr@hotmail.com

Curitiba

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TRANSPARÊNCIA NA CPI

Carlinhos Cachoeira e seus comparsas investiram sobre nosso dinheiro. Acho que seria obrigação dos deputados e senadores apresentarem a nós, pagantes, o teor do inquérito.

Jose Rubens Chagas jcrubens@terra.com.br

São Paulo

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RESPINGOS DE CACHOEIRA

O mensalão em 2005 e a CGU identificando em 2007, ao menos 60 obras da Delta no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) com falhas alcançando R$ 632 milhões, não foi tempo suficiente para o governo federal considerar inidônea a empreiteira e fazê-la perder contratos em execução. Nem ao menos providências drásticas contra funcionários da autarquia, regiamente propinados. Com a CPI do Cachoeira, caiu o pano que a situação tanto temia e agora, só agora, quer se proibir novos contratos com a "principal empresa" do PAC (Programa de Amigos do Cachoeira).

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

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DEPUTADO LERÉIA E CARLOS CACHOEIRA

Sem dúvida o Brasil chegou ao fundo do poço. Não bastasse o ex-presidente Fernando Collor posar de austero e, o deputado Tiririca integrar a Comissão de Educação do Congresso, agora, veja a que ponto chegou nosso país devido à apatia dos brasileiros e a impunidade da justiça contra a corrupção. O deputado Carlos Alberto Leréia utiliza o microfone do Parlamento Nacional para parabenizar o chefe de quadrilha Carlinhos Cachoeira, que "está preso na Papuda e é seu amigo". E nada acontece com ele. É ou não é o escracho total? Imaginem o que aconteceria se semelhante despautério ocorresse nos parlamentos dos EUA, da Alemanha ou da França. No mínimo o deputado seria repreendido por falta de decoro. Talvez até cassado seu mandato. Mas parece que, por aqui, nada mais estarrece.

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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A DELTA E O CACHOEIRA

A ligação entre a empresa Delta e o corretor zoológico Carlinhos Cachoeira, sem margem de dúvidas, foi estabelecida pela Polícia Federal, de tal sorte que a maior empreiteira do PAC tem seus tentáculos por todas as esferas governamentais, atuando de parceria com o contraventor. Assim, os malfeitos realizados por ambos precisam vir à tona na CPI mista em andamento, o que trará muitos desconfortos para os integrantes do governo atual. Não se pode tapar o sol com peneira nem esconder o óbvio, estando, pois, as apurações dentro da imprevisibilidade de fatos, que podem aparecer de forma inesperada, impedindo que os membros ocultem ou escamoteiem providências. Se a CPI realizar o seu trabalho de forma isenta e eficiente, trará para o país um saldo bastante positivo quanto ao aspecto da moralidade pública, porque muitas feridas serão expostas para o povo.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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ME ENGANA, QUE EU GOSTO

Sob pressão do PT, o procurador-geral da República abre inquérito contra o governador Marconi Perillo, de Goiás. Quer dizer, sob pressão do ex-presidente Lula, vamos combinar.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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LULA X PERILLO

Caso Charles Watter Falls: se os dois moram em residências que não são suas - por que não se investigam os dois?

João Francisco Moysés Pacheco Jpachecoadv@gmail.com

São Paulo

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A REPÚBLICA DAS BANANAS

Delegado diz que Gurgel não apurou Vegas (Estadão, A7, 9/5). É bom lembrar que a subprocuradora da República, Cláudia Sampaio, é casada com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Assim sendo, inacreditavelmente, decisões importantes, sobre suspeitos de formação de quadrilha com o objetivo de lesar os cofres públicos, cuja imparcialidade é condição sine qua non para uma apreciação neutra de qualquer influência, ficaram a critério do "aconchego do lar", em quatro paredes. E, o resultado foi esse, que, só agora, veio à tona para os poucos mas ainda honrados cidadãos brasileiros: "a subprocuradora, em nome do procurador, disse que não tinha elementos que indicassem - apesar dos áudios - crimes praticados por um senador e dois deputados envolvidos com a organização criminosa comandada por Carlinhos Cachoeira". Talvez, para o escritor norte-americano O. Henry (cognome de William Sydney Porter), o Brasil fosse a própria "República das Bananas".

Mirna Machado mirna.machado@hotmail.com

Guarulhos

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CACHOEIRA E A 'VEJA'

São estarrecedoras as revelações preliminares da Operação Monte Carlo da Polícia Federal que investigou as atividades do contraventor Carlinhos Cachoeira, o mesmo envolvido na gravação do vídeo de 2002 e divulgado em 2004 sobre corrupção nos Correios. Além das ligações diretas do esquema com deputados de diferentes partidos e, principalmente, com o senador Demóstenes Torres (DEM), três governadores (Marconi Perillo de Goiás (PSDB), Agnelo Queiroz do Distrito Federal (PT) e Sérgio Cabral do Rio de Janeiro (PMDB) são suspeitos de terem se envolvido com o contraventor das máquinas de caça-níqueis ou com Fernando Cavendish da Delta, empreiteira supostamente beneficiada em obras públicas. No entanto, mais assustadoras são as revelações das ligações de Cachoeira e seus arapongas com o chefe da sucursal da revista Veja em Brasília, jornalista Policarpo Júnior. Segundo informações vazadas do inquérito da PF foram registradas mais de 200 ligações telefônicas. Numa delas, Cachoeira se gaba de ser o pai dos furos de reportagem das denúncias veiculadas pela revista da Editora Abril nos últimos anos. Nesta semana, a revista Carta Capital dedicou boa parte de suas páginas ao assunto e questiona o silêncio da mídia sobre o relacionamento do jornalista com o contraventor. Na capa, Roberto Civita é comparado a Rupert Murdoch, o magnata australiano cujo jornal News of the World, esteve envolvido no esquema de escutas ilegais de políticos e artistas no Reino Unido para produzir matérias jornalísticas. Já no Brasil o propalado jornalismo investigativo da revista Veja não passava de um veículo a serviço da espionagem empresarial e política para favorecer ilegalmente ao contraventor e seus negócios. Além de atender a interesses de Cachoeira, a revista moldou a figura de Demóstenes Torres como paladino da luta contra a corrupção. Alguns jornalistas até da própria Editora Abril saíram em defesa de Poli como era tratado nas escutas da Polícia Federal. Argumentam que um bom jornalismo não dispensa nenhuma fonte. Essa parceria da revista Veja com o esquema rendeu muitas matérias arquitetadas como a acusação sem comprovação da conta secreta do presidente Lula no exterior, o grampo do áudio com o ministro do STF Gilmar Mendes que nunca apareceu e até o mensalão do PR que derrubou o ministro dos Transportes. Esse conluio do dito jornalismo investigativo tem que ser investigado pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) instaurada no Congresso Nacional. No Reino Unido a investigação conduzida pelos parlamentares obrigou Murdoch a encerrar seus negócios. Por aqui cabe um questionamento. O jornalismo investigativo da revista Veja não desconfiava das relações de um senador com o contraventor? Essa parceria com o jogo criminoso precisa ser explicada aos leitores e a sociedade.

Ricardo L. Carmo Ricardo@sindjorsp.org.br

São Paulo

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O DINHEIRO ROUBADO FAZ FALTA

A falta de dinheiro e o que se tenha sido desviado por vícios de conduta e dos cofres públicos, faz falta para a saúde e muitos outros programas, projetos e muito mais, nos municípios onde ocorreram as suspeitas de fraudes e roubos de dinheiro público, como por exemplo em Campinas. A falta não é só de dinheiro, o mais sério é a falta de respeito da administração pelo bem público, com tudo que é arrecadado do IPTU, dos impostos, das taxas e de toda a sorte do dinheiro recebido que eleva o custo de vida dos cidadãos. São muitas as justificativas, os discursos e a demagogia, as falsas estatísticas, as bravatas e a falta de vergonha na cara dos governantes, arrogantes e mentirosos. A Justiça tem sido conivente, quando é morosa, e não dá a resposta efetiva para as mazelas em curso. A Câmara Municipal em Campinas continua com os mesmos vereadores omissos e coniventes, também são suspeitos de participar do mesmo jogo. Quando cassaram o prefeito foi feito um acordo para que o sonho do atual Pedro Serafim se concretizasse e os vereadores continuassem agir em conluio com o Executivo, como acontecia na época do dr. Hélio de Oliveira Santos. Depois de tantas viagens do dr. Hélio para a China, Japão, França e outros lugares, o atual prefeito Serafim Junior acaba de empreender viagem na companhia de dois vereadores para Colômbia, em busca de um modelo de transporte rápido para a cidade. A brincadeira continua.

Sinésio Müzel de Moura sineisomdemoura@hotmail.com

Campinas

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A ARGENTINA E A COVARDIA BRASILEIRA

O Estado, em seu editorial de segunda-feira (Pagando para apanhar, 7/5, A3), põe em destaque a política de subserviência do Brasil às medidas protecionistas da Argentina, que detrimentam vários países exportadores àquele país, mas especialmente o Brasil. Com esse parceiro do Mercosul, o Brasil não precisa de inimigos. Essa vassalidade dos interesses nacionais a outros países da América Latina (com taxa de crescimento superior ao nosso) não se limita à Argentina. A Bolívia já foi tratada com liberalidade e a Venezuela é parceiro pobre e protegido em muitos contratos. Será que nossa geração tem algum "débito histórico" que justifique as benesses, algo parecido com os motivos das cotas raciais, em relação aos demais países da América Latina? Se houvesse um Tribunal Mundial de indenizações históricas, o débito latino-americano seria da Tríplice Aliança em face do Paraguai. Essa leniência do governo de Dilma Rousseff prejudica o resgate da dívida verdadeira e legítima - com os pobres do Brasil -, ainda muito distante de solução, ao contrário da propaganda oficial. E, ainda assim, somos hoje considerados por esses povos irmãos como coimperialistas da sofrida Latinoamérica.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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AJUDANDO LOS HERMANOS

Na edição de segunda-feira (7/5, pág. A3), o editorial Pagando para apanhar ressaltou o quanto nos custa a campanha governamental de proteção à economia argentina, paga pelo setor brasileiro que sempre foi considerado, pelo ParTido, como inimigo, ou seja, a indústria. A propósito, cumpre recordar a atitude -coerente - do nosso ministro de Minas e "Energia" que, energicamente (e sem ser consultado), declarou, à época da expropriação da Repsol pelos hermanos que, se a Argentina decidisse também expropriar a Petrobrás, isso seria um ato de soberania dos irmãos argentinos, e não deveria ser contestado. Um verdadeiro convite à intervenção. Não é à toa que, lá, ele é chamado de El Corderón...

Nelson Carvalho nscarv@gmail.com

São Paulo

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EM NOME DA IDEOLOLOGIA

Então é assim que as regras do Mercosul funcionam? Quando se trata de vizinhos dispostos a trazerem prejuízos ao Brasil com barreiras alfandegárias e todo tipo de desvantagens, aí a união aduaneira vale, mas quando é para se proteger os interesses do Brasil, tudo o que o PT faz é manter-se em silêncio e, pior, ainda se alinham aos que tentam nos prejudicar, oferecendo-lhes como prêmio um crédito de US$ 5,8 bilhões, como mencionou o editorial Pagando para apanhar (7/5, A3). Se é por covardia, ideologia ou incompetência, o que preocupa é que os atuais dirigentes, agora sob os olhos de Dilma, continuam em nome da ideologia causando seguidos prejuízos ao caixa da Nação desde 2002, época em que o PT entrou em cena. Se, como constatou o editorial, o PT paga para apanhar, o que o faria mudar? Uma cuspida na cara?

Peter Cázale Pcazale@uol.com.Br

São Paulo

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TERRA DE CAUDILHOS

Estamos assistindo ao repeteco da década de 30, quando emergiam na Europa duas forças "aliadas" que fascinavam caudilhos latinos, o fascismo que fascinava Vargas, e o "nazismo" que fascinava Peron. Vargas mais astuto, procurava "vantagens", Peron mais brucutu, procurava simplesmente "poder". A guerra deu no que deu, e o fascismo, bem como o nazismo, se tornou peça do passado, mas o getulismo e o peronismo continuam soltos por aí, tendo como ideologia da vez o comunismo falido soviético dos hermanos, ou o comunismo capitalista da China. Ambos sobre areia movediça de sistemas arcaicos e tribais, sequer ainda no nível feudal das nações mais desenvolvidas. E entre esses sistemas ancestrais, ainda encontramos outros mais rasteiros ainda, como o venezuelano, boliviano, paraguaio, cubano, equatoriano e vai por aí afora. A América Latina continua, como sempre foi, terra de caudilhos.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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O CUSTO DO TRABALHO

O artigo do professor José Pastore (Trabalho - e a dimensão econômica?, B2, 8/5), claro e oportuno, deveria resultar em conscientização dos legisladores demagogos, bem como alertá-los de que, em época de concorrência ferrenha com os produtos importados, especialmente asiáticos, qualquer aumento de custos pode resultar em desemprego. Outro ponto abordado, e aí entra também a parcialidade da Justiça do Trabalho, com absurdas sentenças favoráveis a evidentes malandros, gera inflação tanto em seus bens como, especialmente, serviços. Exemplos do resultado final, tipo Grécia, deveriam ser suficientes para o ministro Guido Mantega alertar os irresponsáveis. Ou se tomam providências realistas já ou pagaremos caro.

André C. Frohnknecht anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

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INCONSEQUENTES

José Pastore aborda com muita propriedade a importância da dimensão econômica do trabalho geralmente ignorada pelos três poderes da União que de maneira quase irresponsável "inventam" registradores eletrônicos de ponto, novas licenças remuneradas, novas estabilidades, novos pisos salariais, reduções de jornadas, adicional de 10% na indenização de dispensa e no prazo do aviso prévio, tudo isso agravado, muitas vezes, pela imposição de retroatividade, ocasionando aumentos de custos insuportáveis as empresas, que não têm outro recurso senão elevar os preços do que produzem, agravando a inflação.

Sergio S. De Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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ESCRAVIDÃO

Que tristeza. Que vergonha. Em pleno século 21 o Brasil ainda aguarda a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do trabalho escravo e uma legislação trabalhista moderna e justa.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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DOUTOR 'HONORIS CAUSA'

Com muita emoção, inclusive com a presidente Dilma chorando, o ex-presidente Lula recebeu cinco diplomas de doutor honoris causa em cerimônia dia 4/5 no Teatro João Caetano, no Rio. Declarou-se honrado com os títulos e afirmou: "Vocês não imaginam o que significa para alguém como eu, que não teve as oportunidades escolares que todo jovem deveria ter, mas que sempre acreditou no potencial libertador do conhecimento, tornar-se doutor honoris causa." Para quem um dia disse que não cursou universidade por não ter uma para presidente da República, e que ler livros é como usar esteira de exercício, faz bem, mas dá uma preguiça, é surpreendente agora valorizar a educação. Mas político é assim: o que pensava ontem não vale para hoje. Será esperteza, ou o efeito da vaidade e badalação que o cerca?

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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GENEROSIDADE

O título de doutor honoris causa concedido ao ex-presidente Lula apenas expressa uma generosidade das universidades fluminenses. Na prática, continua a economia patinando, e os créditos sociais são encargos que a classe média carrega, ostentando pesado fardo. Explica-se pela aliança política e diante das benesses do poder, porquanto nada de excepcional houve na gestão ao longo de oito anos. E o rescaldo está vindo a galope.

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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OS RURALISTAS E A MP DA POUPANÇA

A princípio a bancada ruralista no Congresso Nacional deveria regozijar-se com as alterações na caderneta de poupança, já que seus representados têm interesse na queda dos juros, objetivo da desindexação dos rendimentos daquela aplicação popular. Contudo, este possível apoio tem tudo para desandar, caso a presidente petista resolva aderir ao movimento ambientalista "Dilma, veta tudo" e não sancione o novo Código Florestal, nos termos aprovado pela Câmara dos Deputados. Talvez estejamos na iminência de assistir, democraticamente, um remake (ou reprise) da votação da CPMF, quando o Senado Federal rejeitou a prorrogação dessa malfada contribuição, a despeito das promessas e juras do governo petista - com isso, a sociedade brasileira se livrou de uma expropriação indevida. Agora, por vias transversas, o Congresso Nacional, particularmente a Câmara dos Deputados, onde a bancada ruralista se faz presente e com seus adeptos de ocasião poderá - ainda que atirando no próprio pé - fazer justiça ao pequeno aplicador, este sim injustiçado por uma medida imposta de cima para baixo, sem a devida discussão pelos representantes do povo. Esse prazo está se exaurindo. 15 dias contados a partir do recebimento do projeto de lei, já aprovado pelo Legislativo, pelo chefe do Poder Executivo, que poderá vetá-lo, parcial ou integralmente, ou sancioná-lo em iguais condições - observando que havendo consenso entre as duas casas, o Poder Legislativo poder rejeitar o veto e sancionar o projeto, desde que o faça no prazo de 30 dias. Aguardemos - o jogo é jogado e o desenrolar dos fatos indicará quem vai piscar primeiro!

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

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CÓDIGO FLORESTAL

Respeitável público, duas perguntas: Os brasileiros vão querer importar comida do exterior? O governo federal quer perder a galinha dos ovos de ouro, que é o agronegócio? Portanto, não vete, Dilma!

Maria Cecília Naclério Homem mcecilianh@gmail.com

São Paulo

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CAMILA PITANGA E O 'VETA, DILMA'

A atriz Camila Pitanga, caso tivesse o mínimo de civilidade democrática, teria se manifestado nas 60 audiências públicas e nos debates no Congresso Nacional a respeito do novo Código Florestal, como fizeram os produtores rurais, e não se aproveitando de trabalho pago por nós para quebrar o protocolo e fazer reivindicação. Existem meios legais para isso. Aprenda.

Marcos Cunha marcosrcunha@uol.com.br

São Paulo

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DESMATAMENTO

Não podemos deixar que a nossa Mata Cerrada se transforme em Mata Serrada

Wilson Brinkmann wsbrink@terra.com.br

Atibaia

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DAS EMISSÕES HISTÓRICAS DO PAÍS

Herton Escobar (A24, 6/5/2012) aborda balanço de emissão do carbono pela retirada das matas. Claro que no estudo foi considerada que a mata intacta é renovável e a mineralização das partes depositados no solo emitem gás carbônico durante a vida toda e de quando atinge o clímax produtivo o balaço de acumulo de carbono e emissão de carbono é anulado. Devem ter descontado das queimadas o uso da indústria madeireira. Devem ter calculado também que as atividades agropecuárias com espécies vegetais renováveis também acumulam carbono, sendo as pastagens adubadas apresentam renovação constante de biomassa, constituindo agente biológico importante para o meio ambiente em qualquer situação. Devem ter calculado no balanço, que esse acúmulo é superior ou inferior a vegetação de Cerrado. Deve ter considerado quando mencionam Mata Atlântica, não estão se referindo ao Domínio Ecológico Florestas e Campos Meridionais (Embrapa, ECO 92), onde se situa expressiva produção agropecuária. Ou estão incluindo o Parque do Iguaçu na Mata Atlântica. Quando menciona crédito de carbono, estão excluindo sistemas rurais produtivos ecologicamente bem conduzidos, colocando em xeque a pesquisa e os técnicos agropecuários.

Celso de Almeida Gaudencio celso.gaudencio@gmail.com

Curitiba

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ECOLOGIA X CAPITALISMO

As teses ecológicas são uma impossibilidade: é intrínseco ao capitalismo subordinar a natureza e o homem...

Carlos Jose Benatti cjbenatti@globo.com

São Paulo

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VÍTIMAS OU AGRESSORES?

O que a imprensa chama de Massacre do Eldorado dos Carajás eu diria que uma horda desproporcional de desocupados, erroneamente rotulados de trabalhadores rurais, armados de foices e facões, avançou sobre a diminuta força policial que, intimidada, recuou até onde pode e, num instinto de sobrevivência, defendeu-se atirando, o que ocasionou o óbito de 19 agressores. Foi assim que eu vi e interpretei as imagens divulgadas, reprisadas inúmeras vezes na TV. Se você fosse um daqueles policiais, honestamente, diga qual seria a sua reação?

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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INJUSTIÇA

O maior e verdadeiro responsável pelo "massacre" de Eldorado dos Carajás não são os coronéis da Polícia Militar, mas sim o líder dos sem terra que de dentro do acampamento, com um potente sistema de som, incitou os sem terra a partirem para cima dos policiais militares que estavam parados na estrada junto ao caminhão que os transportou. Este líder dos sem terra, com sua incitação, fez com que centenas de sem terra, portando foices, enxadas, facões e porretes partissem para cima de poucas dezenas de policiais militares que se encontravam junto ao caminhão. Quando os sem terra chegaram onde estavam os policiais, estes começaram a recuar e fugir para não serem atingidos pelos enfurecidos sem terra. A quantidade de sem terra era, no mínimo, dez vezes maior do que a de policiais. Os policiais reagiram em legítima defesa! Concordo que eram despreparados e sem equipamentos, mas o que a liderança dos sem terra queria era justamente o que foi obtido: cadáveres. No dia do episódio o Jornal Nacional da Globo levou ao ar imagens e som do acampamento onde se via e ouvia claramente o líder sem terra incitando os acampados a partirem para cima dos policiais, o momento que os mesmos partiram de dentro do acampamento para a estrada na direção dos policiais, os policiais recuando e o momento que os acampados chegaram em cima dos policiais e estes, em legítima defesa, reagiram atirando, pois eram no mínimo dez sem terra portando foices, enxadas, facões e porretes, para um policial. Tenho cobrado todos esses anos que se passaram a gravação da reportagem que foi levada ao ar pelo Jornal Nacional no dia do ocorrido, com todas as suas imagens e som. Só que a gravação completa... Sumiu! Só aparece a gravação editada onde mostram somente a partir do momento da reação em legítima defesa dos policiais. Antes disto, Nada! Este episódio é vergonhoso pelas mortes dos sem terra sim, mas mais vergonhoso ainda pela injustiça de estarem absolvendo o verdadeiro culpado do Massacre de Carajás: a liderança dos sem terra que os incitou a partirem para cima dos policias militares. Onde está esta liderança? Por que ela sumiu? Isto é uma... Vergonha!

José Luiz de Andrade Figueira jlafigueira@hotmail.com

São Paulo

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NEM TUDO ESTÁ PERDIDO NA VIRADA CULTURAL

A 8ª edição da virada cultural que reuniu quase 4 milhões de pessoas nas ruas do centro de São Paulo não vai deixar saudade, foi uma verdadeira galinhada. Brigas, arrastões, furtos e roubos. Oito pessoas presas em flagrante e 16 crianças e adolescentes apreendidos por participarem de furto e roubo. Uma jovem morta por overdose. Empurra-empurra, palavrão e pancadaria na abertura do evento, foi um verdadeiro caos. Chefs na rua, em que 5 mil pessoas disputaram 500 embalagens com galinha do chefs Alex Atila, ainda por cima foi servida fria. Teve também policial federal preso em flagrante após balear um adolescente e atirar contra á policia militar. Centenas de litros de vinho químico - há suspeitas de que seria produzido com etanol, groselha e adoçante - apreendidos. Drogas e bebidas sendo consumidas pelas pessoas sem constrangimento. Apesar de tudo efetivo - quase 5 mil homens, entre policiais militares, guarda civis metropolitanos e seguranças particulares trabalharam no evento -, esse foi o saldo da 8ª edição da virada cultural de 2012. Observando os acontecimentos tenho a impressão de que o que falta nas pessoas é educação. Os números mostram que, infelizmente apesar de todo apelo na mídia, e cultural do evento a população confunde lazer com baixaria. Entretanto, mesmo com todo o tumulto, as cercas de 4 milhões de pessoas puderam desfrutar bons momentos de distração. Porém, nem tudo foi decepcionante, os titãs com o repertório do disco Cabeça de Dinossauro foi a sensação do palco São João, Gilberto Gil e os lendários mutantes embalaram a virada cultural, que em 2013 deva ser aperfeiçoada para que não repita os mesmos erros desse ano. O lamentável em síntese, pouca comida pra muita gente, droga a dar com o pau e muita farra.

Turíbio Liberatto Gasparetto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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NÃO OS CONVIDE

Algumas pessoas são como aqueles convidados de festa de casamento que vão, se empanturram e saem falando mal da comida. A Virada Cultural de São Paulo reuniu 4 milhões de pessoas. É um evento de enorme magnitude e extremamente complexo, ainda mais pelas áreas em que ocorrem os eventos. Na madrugada, na primeiríssima edição de uma tal "galinhada", acontecem problemas típicos de uma "primeira vez".Eis que uma adolescente morre de overdose de drogas; um cidadão resolve dar tiros de outro, sendo baleado pela polícia. Alguns jovens foram detidos, provavelmente por causarem tumulto. São problemas minúsculos, diante do tamanho da festa. O município, infelizmente, ainda não podem contratar babás para os cidadãos que não conseguem se portar de forma civilizada em público. Pode apenas oferecer policiamento e atendimento médico, e o fez. Quem procurou os mais mesquinhos motivos para criticar a Virada Cultural, é porque já nasceu azedo. Não os convidem para a festa de seu casamento! Certamente, vão comer e beber bastante, dançar a noite inteira e sair falando mal de você.

M. Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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PÃO E CIRCO

Agora virou moda as tais Viradas Culturais, Gastronômicas e outros eventos do tipo, bancados pelo estado e pelas prefeituras. Por que esses prefeitos e governadores não pensam na educação, saúde e segurança, pois nem sequer podemos sair de casa? Ninguém fala dos resíduos sólidos (lixo mesmo), também nada é tratado. É chegada a hora de um basta!

Maria de Mello nina.7mello@uol.com.br

São Paulo

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FILME 'PARAÍSOS TROPICAIS'

Não sou crítica nem especialista em música. Mas sou artista. Marcos Prado, em Paraísos Tropicais, mostra com muita clareza a irresponsabilidade daqueles que se drogam, a historinha do filme não é tão importante, vem em segundo plano - o foco principal do drama é a droga. Roteiro com ótimo ritmo, tempo ambíguo, cortes contínuos, variações de filmagem, precisão de cenários (espetaculares), paleta de cores variadíssima. Música, colorido, ação - conjugação perfeita. A cena da moça drogada tentando apanhar o lagarto verde, os búfalos em caminho estreito - rica em variações simbólicas - espetacular!

Evangelina Miranda evamiranda@terra.com.br

Rio de Janeiro

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