Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

23 Maio 2012 | 03h07

CPI do Cachoeira

Ontem foi armado de novo o circo em Brasília. Ridículo o papel de nossos representantes, insistindo em formular perguntas a quem afirmou que não responderia. Como se não bastasse, alguns parlamentares teceram elogios a seu advogado de defesa - outra imagem ridícula, a do sr. Fernando Collor cumprimentando amistosamente o advogado e seu cliente. Conclusão a que chegamos: parlamentares inexpressivos ocuparam a tribuna, o que não fazem no dia a dia, apenas querendo aparecer sob os holofotes.

JOSÉ GERALDO TAVARES

tavares.geraldo@hotmail.com

São Paulo

Palhaçada

Assisti a dez minutos da abertura da CPI para investigar as relações do sr. Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, com políticos. E desliguei a televisão. Uma palhaçada. Uma brincadeira. Acho que o ministro Celso de Mello, do STF, errou ao rejeitar o pedido dos advogados de Cachoeira para que o depoimento fosse adiado até terem conhecimento de todas as denúncias. Como o previsto, Cachoeira não respondeu a nenhuma pergunta.

OLYMPIO F. A. CINTRA NETTO

ofacnt@yahoo.com.br

São Paulo

Pre$$ão

Carlinhos Cachoeira apresentou-se à CPI e disse que nada iria falar. Então, por que não barrar todos os seus negócios e empresas até se ter o seu depoimento?

WAGNER MONTEIRO

wagnermon@ig.com.br

São Paulo

Silêncio

A principal e temática figura na investigação parlamentar resolveu silenciar. Preferiu abster-se de falar até porque, se abrisse a boca, teria de contar tanta coisa e envolver um mundo de pessoas, dando prioridade à blindagem dos mais fortes e à exposição do mais fraco, a sociedade. Por isso e tudo mais é que se desacredita da CPI - quando o mundo todo atravessa grave crise e o Congresso nada aprova, ao que se soma o recesso branco pelas eleições municipais.

YVETTE KFOURI ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

Blindagem?

É sabido que Cachoeira tem muito a explicar. E os outros? Cabral, Perillo, Agnelo, Siqueira, Demóstenes, etc., vão ser "esquecidos"?

JOSÉ ROBERTO MARFORIO

bobmarforio@gmail.com

São Paulo

Corruptos protegidos

Demagogicamente, deram a Lula o título de Cidadão Paulistano, que era considerado uma grande honra, mas hoje carece de qualquer significado a não ser o desejo de alimentar o ego de alguns escolhidos - ou outras razões impublicáveis. E o discurso do agraciado foi uma afronta aos brasileiros de bem. Lula disse, de novo, que o mensalão não existiu, foi uma conspiração da imprensa, um golpe para eliminá-lo. Assim, afirmou mais uma vez que o procurador-geral da República que apresentou a denúncia e o STF, que a acolheu, faziam parte da conspiração e todos os acusados são inocentes. Ora, trata-se de uma grande pressão para que o Supremo inocente os picaretas denunciados pela Procuradoria. Lula continua a falar de "elite" e "povo" e quer fazer crer que condenar os mensaleiros, entre eles o "chefe da quadrilha", como foi denominado seu então ministro da Casa Civil, seria um atentado ao povo. E a pressão continua na CPI do Cachoeira, para que não se investigue a Delta nacionalmente. Esse é o propósito de tantas manobras dos partidos da situação. Sem mencionar o esforço para colocar a imprensa e as instituições (Ministério Público e Supremo) no lixo. Está claro que essa construtora, se investigada, vai mostrar muita corrupção e Lula não quer que se saiba disso. Conclui-se que a corrupção, que não deixa que sobre dinheiro para o bem-estar do povo, para saúde, educação e saneamento, está sendo protegida. Quem ganha com isso? A resposta é óbvia, nunca é o povo.

MARIA TEREZA MURRAY

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

Desespero de causa

É tão claro o objetivo do sr. Lula quando discursa que não sei como não se vexa por suas palavras representarem um nada enorme diante da realidade. Aproveitou o espaço cedido pela Câmara Municipal, onde recebeu o título de Cidadão Paulistano - incompreensível, pois ataca a elite paulistana e joga o Brasil contra São Paulo o tempo todo, e se torna cidadão paulistano?! -, para, como tem feito incessantemente, tentar desmoralizar a Procuradoria-Geral da República, o STF e a mídia - em sua concepção, mancomunados para dar um golpe e tirá-lo da Presidência à época do mensalão. Sem falar que está fazendo de tudo para tirar das investigações da CPI do Cachoeira a Delta, que, com certeza, é um depósito de explosivos capaz de jogar aos céus, ou ao inferno, o governo federal, tamanha a sua cumplicidade com a empreiteira. Se investigada, ficará provado ser a Delta um canal largo de desvios incomensuráveis de dinheiro público. Senhores do STF, é mais do que hora de provar a existência do mensalão punindo os que roubaram a sociedade. Primeiro, para se fazer justiça e, depois, para acabar com o blá-blá-blá de Lula, que sempre se mostrou sem noção ao fazer ataques lunáticos às nossas instituições, com o objetivo de se inocentar, sobre as evidências dos fatos!

MYRIAN MACEDO

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

23 DE MAIO

Data cívica

A propósito da crise moral que o Brasil vem atravessando nos últimos tempos, em que os valores éticos são desprezados por nossas autoridades representativas, pondo em risco a credibilidade do Congresso Nacional, nada mais oportuno do que relembrarmos o 23 de Maio de 1932. Não só para servir de exemplo às novas gerações, como para ressaltar o patriotismo de quatro jovens, Miragaia, Martins, Drausio e Camargo (MMDC), mortos quando clamavam por liberdade no justo objetivo de restauração dos direitos constitucionais em nosso país - promessa não cumprida por Getúlio Vargas quando assumiu o governo em 1930. Com a morte deles eclodiu em 9 de julho de 1932 a Revolução Constitucionalista, que foi a maior luta armada que o Brasil teve em todos os tempos em prol de uma Constituição. São passados 80 anos e até hoje ela simboliza a grandeza, o brio e a dignidade de um povo que tem sede de liberdade e justiça!

PEDRO PAULO PENNA TRINDADE, membro do Conselho Cívico da Associação Comercial de São Paulo

pennatrindade@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

REDUÇÃO DO IPI

Com enorme pompa, foi anunciado o pacote de isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a venda de veículos nacionais 1.0, além de outras medidas. Muito bom para as fábricas, muito bom para os consumidores (desde que não venham a se atolar mais em dívidas). Só quem não deve estar gostando são os governos estaduais, municipais e do Distrito Federal (DF). Afinal, pelo artigo 159 da Constituição federal, sobre a arrecadação de IPI, 21,5% vai para o Fundo de Participação dos Estados e do DF e 22,5% para o Fundo de Participação dos Municípios. Em outras palavras, o governo federal está fazendo cortesia, em grande parte, com o dinheiro alheio.

Éllis A. Oliveira

elliscnh@estadao.com.br

Cunha

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PRECONCEITO E INTOLERÂNCIA

O único país do mundo que não tem subsídio para agricultura, pecuária e abastecimento é o Brasil. Existem incentivos para automóveis, tijolos, cimentos, máquinas de lavar, etc. E quem come esses produtos? Todos os citados para serem produzidos lançam milhões de toneladas de CO2 na atmosfera e até o seu desaparecimento continuarão queimando combustível fóssil, no caso dos veículos. O produtor rural brasileiro, além de não ter incentivo, é duramente penalizado pelo governo, pelo Código Florestal, por seus ministros e ex-ministros, como Carlos Minc, Marina Silva, José Carlos Carvalho, José Sarney Filho, Gustavo Krause, Henrique Brandão Cavalcanti, Rubens Recúpero, Fernando Coutinho Jorge, José Goldemberg e Paulo Nogueira Neto, assim como também muitos atores e atrizes, ecologistas de última hora, que desconhecem o assunto e jamais usaram enxada ou foice na vida. Para esses todos, recomendo que, para melhorarem sua vida e não poluírem mais, contribuindo para o bem do Brasil: 1) deixem de comer a partir de hoje qualquer tipo de alimento que seja produzido em terras brasileiras; 2) passem a se alimentar de tijolos, cimento, gasolina e derivados e, de sobremesa, areia com chantilly; 3) nunca mais na vida andem com veículos automotores, aviões a querosene ou navios poluidores; 4) não usem energia elétrica, que vem de usinas que devastaram para sua construção e de seus reservatórios; lanterna não deve ser usada, pois as baterias destruirão o meio ambiente; velas, lampiões e lamparinas destroem a natureza; 5) a presidenta, ao vetar o Código Florestal, dê exemplos para a nação voe somente com asas, viagens, somente a remo, locomoção, somente a pé. Daria exemplo, não somente aos brasileiros, mas também para a Rio + 20. O produtor rural transformou o Brasil no maior e mais moderno e complexo agronegócio do mundo em quantidade e produtividade de grãos, leite, carnes, tubérculos, algodão e outros, com qualidade, orgulhosamente ostentada por todos os produtores rurais desta grande Nação. O que eu queria entender, porque esta gente é contra? Contra o quê? Contra o País, contra o que produzimos? Contra o que exportamos? Por que o preconceito? Por que a intolerância? O Brasil todo deveria ter orgulho e respeito para quem da terra fornece a todos o alimento de cada dia.

Eugênio Iwankiw Junior, produtor rural

iwankiwjr@hotmail.com

Curitiba

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NÃO BASTA

O governo federal resolveu, novamente, baixar as alíquotas de imposto para ver se estimula a venda de veículos. Ainda implorou aos bancos para que concedam mais prazo para o pagamento dos mesmos. Estão novamente sonhando. Sabemos que a produção de veículos é importante para a economia, mas não é só isso que irá resolver o problema. Muitos outros itens, como a diminuição a carga tributária de tudo, no geral, ajudariam mais do que ficar somente no setor automobilístico. Diminuir o quadro de funcionários públicos e diminuir sensivelmente os salários dos privilegiados ajudaria, e muito, no aumento do nosso PIB. Combater ferozmente a corrupção também... e nada disso estamos vendo.

Carlos E. Barros Rodrigues

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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INCENTIVO AO CONSUMO

O governo, em vez de reduzir o IPI dos automóveis, aumentando ainda mais o congestionamento de nossas ruas e estradas, deveria incentivar o consumo por meio do aumento do poder de compra da população, extinguindo o fator previdenciário nas aposentadorias, por exemplo.

Flavio Freire

f1.freire@gmail.com

São Paulo

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ACABOU O GÁS

O livro Além da Euforia, dos brilhantes Giambiagi e Castelar, é um importante aviso à presidente. Acabou o gás. O modelo esgotou-se. A indústria está, sim, em declínio com crescimento médio anual de 2,4% nos últimos sete anos, quando o comércio vendeu 8,4% mais por ano, no período. Bom para os importadores. Enquanto a agenda de Dilma está lotada com o item eleições, as reformas não feitas deterioram nossa economia. Chegam notícias de investidores estrangeiros, que estão agora direcionados para Turquia, Austrália e México, em vez de Brasil, e de inúmeros empresários nacionais, paralisando projetos importantes. Montadoras aqui instaladas desistem de exportar por falta de competitividade da produção brasileira. Aparentemente, a agenda presidencial teve 2011 para transição e adaptações, terá 2012 para eleições, 2013 ainda livre e 2014 para eleições. Afortunadamente, sobrará 2013 no mandato da presidente Dilma para governar. Tomara lembre-se das reformas.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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FORA DE SINTONIA

No mesmo dia em que o ministro Guido Mantega vem a público anunciar medidas para reduzir o IPI para aquecer a venda de veículos, a "presidenta" Dilma diz que "estamos 300% preparados" contra a crise mundial. Pelo que entendi, está faltando sintonia nesses discursos, até porque, com 300% de confiabilidade, não seria necessário cortar juros, principalmente nesse momento em que a União necessita tanto de dinheiro para dar continuidade às obras do PAC, que estão em mais de 20% paradas.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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PESSIMISMO

Estou 100% preocupado, 200% preocupado, 300% preocupado com os novos dados do índice de atividade econômica, divulgados pelo Banco Central, que mantêm em tendência de queda as projeções do governo e do mercado para o crescimento da renda nacional neste ano.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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QUAL A PORCENTAGEM?

A nossa "presidenta" declarou que estamos 300% preparados para enfrentar os reflexos da crise do Mercado Comum Europeu. Qual seria sua avaliação quanto às crises internas que assolam os brasileiros: a falta de ética, corrupção, educação, saúde, segurança públicas lastimáveis, falta de investimentos em infraestrutura, altos gastos públicos, pesados impostos com pouco ou nenhum retorno para o contribuinte, juros dos mais altos do mundo, dívida interna enorme, baixíssimo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e crescimento do PIB dos mais baixos dos países em desenvolvimento, etc.? Infelizmente, seu governo, seguindo o padrão do de seu antecessor e mentor, tem apresentado muitos discursos, muitos sonhos e projetos populistas, mas tem sido incompetente para enfrentar e resolver nossos principais problemas. Assim, acho que a porcentagem aferida para resolver as muitas crises internas seria ínfima ou mesmo negativa. É uma lástima!

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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SOS BRASIL

Enquanto a presidente apregoa ao mundo que o Brasil está 300% preparado para enfrentar as contingências, irmãos nossos sofrem com as intempéries: seca ou enchentes desabrigam cidades inteiras e as colocam implorando soluções. É gratificante saber que há recursos e recursos abundantes para combater essas calamidades, não amanhã, mas hoje, agora! Só é preciso boa vontade para vencer esses desafios. SOS Brasil!

Ruth de Souza Lima e Hellmeister rutellme@terra.com.br

São Paulo

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MISE-EN-SCÊNE

Para a crise externa estamos preparados 300%, ótimo! E quanto à crise interna? Ética, corrupção (conluio entre banda podre e as ex-virgens alopradas), educação, saúde, segurança, investimentos, gastos públicos, impostos, juros e tarifas, dívida pública, IDH deplorável, etc., etc.

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho

albcc@ig.com.br

São Paulo

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'AEDIS-LULIS'

Li nos jornais que haviam declarado que o País está preparado 200% para enfrentar a crise mundial - ontem Dona Dilma disse que são 300%. O otimismo da "presidenta" superou sua equipe que até parece ter sido picada pelo Aedis-lulis megalomaníaco. É a irresponsabilidade de um governo que se julga o supra-sumo da eficiência. Cruzes!

João Roberto Gullino

jrgullino@oi.com.br

Petrópolis (RJ)

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CRISE

Estão falando muito de crise... Põe o Cachoeira para depor!

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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CONGRESSO DE SEGUNDA CLASSE

E muito triste presenciar um mafioso como o Carlinhos Cachoeira, convocado pelo nosso Parlamento para prestar esclarecimentos na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e, protegido pela nossa Constituição, simplesmente ficar calado, desmoralizando a já desmoralizada Casa. Muitos dos parlamentares durante este evento demonstraram estar indignados com relação ao silêncio do interrogado, como se idiotas fossem, mas esquecem esses mesmos eleitos pelo povo que deles, somente deles, depende a modificação do texto constitucional, para impedir essa contradição, em que um acusado que, mesmo oferecido a ele o direito de defesa, se negue a falar no Congresso. Porém, o que é necessário estabelecer, caso o Parlamento se preste, ou tenha a coragem de alterar esse item constitucional, é que o Parlamento não tenha a prerrogativa de polícia, em que o acusado (e já ocorreu essa situação em outras CPIs), ao término do seu interrogatório, autoritariamente seja preso, só porque um deputado ou senador assim entender... O que não é o caso do Cachoeira, que já está lotado numa prisão de Brasília!

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DESPERDÍCIO DE TEMPO E DINHEIRO

Pergunta imperiosa: se já era sabido que o Carlos Cachoeira ficaria em silêncio, por que convocá-lo para depor na CPI? O seu poderoso defensor já dera conhecimento público de que o seu constituído iria permanecer em silêncio, protegido por dispositivo constitucional. A remoção de presos dos estabelecimentos penais para depoimentos, custa caro ao erário, pois requer aparatos. Parece-nos que levar o indiciado a uma CPI para permanecer calado, soa como estratégia urdida para tumultuar os trabalhos da mesma. Os desdobramentos futuros da Comissão são incertos. Só esperamos não terminem naquele prato que é o preferido por um número considerável de brasileiros.

Francisco Zardetto

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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A FARSA DA CPI

Cachoeira diz que não responderá na CPI nem mesmo em sessão secreta, valendo-se da lei que lhe permite manter o silêncio para não criar provas contra si com suas explanações. Ora, se ele guarda o silêncio diante de uma pergunta é porque existe material comprobatório de sua culpabilidade numa eventual resposta. Portanto, conclui-se que seu silêncio diante de cada pergunta formulada é uma admissão de culpa . Realmente ninguém é obrigada a criar provas contra si... muito embora seja verdade que "quem cala, consente". Márcio Thomaz Bastos instruiu bem seu cliente... e diante disso os parlamentares são uns arrematados idiotas ao convocarem a presença de Cachoeira na CPI para ser ouvido! Ouvido? Que palhaçada...

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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VERGONHA ENTRE OS ADVOGADOS

Será que o fato de a grande maioria dos políticos serem bacharéis seria mera coincidência? Quando um expoente maior do Poder Judiciário, ex-presidente do STF - Márcio Thomaz Bastos - se arroga o direito de defender Cachoeira por R$ 10 milhões, mais os mensaleiros por outro tanto, mais aconselhar Lula a dizer que o mensalão foi só um outro caixa 2, mais a defender o médico sociopata Roger Abdelmassih (que abusou de mais de 50 pacientes anestesiadas, e que acabou fugindo para o Líbano por meio de um habeas corpus concedido por outro ex-presidente do STF, Gilmar Mendes), não sou só eu que tenho a criticar a classe dos advogados, mas todo e qualquer cidadão brasileiro, desde que não seja advogado, é claro

Iracema Palombello

cepalombello@yahoo.com.br

Bragança Paulista

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OTÁRIOS

Foi um escárnio, uma colossal pantomima, um cenário que humilha o Legislativo e, mais uma vez, deixa claro que as leis brasileiras protegem os marginais, sobretudo os que têm dinheiro para pagar advogados famosos e caros. Cachoeira entrou mudo e saiu calado. Completa e irritante perda de tempo. Deputados e senadores só não chamaram Cachoeira de Santo. Tudo inútil. Cachoeira manteve postura como se estivesse chamando todos os parlamentares de otários.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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COMO O MUNDO MUDOU!

Enquanto a "calcinha" esquecida num avião pela Rainha Elizabeth II, da Inglaterra, era vendida em leilão por US$18 mil, nos perguntamos como foi que a Majestade esqueceu a "dita cuja" no avião, estava limpa ou usada? Pegou mal, hein! Por aqui assistimos ao depoimento do "calado" Cachoeira, que só vai falar em frente ao juiz na audiência. A CPMI se transformou no "Circo do Palhaço Mudo para Idiotas", como somos idiotas... Tudo normal, a Constituição "manda", ou melhor permite, que o depoente fique calado, para não produzir provas contra si mesmo. E precisa? Precisa produzir provas contra todos aqueles que participaram das falcatruas e que são inúmeros os parlamentares envolvidos, é só o Cachoeira começar abrir a boca, sobrarão poucos que não meteram a "mão" no dinheiro público. Como o mundo mudou e, muito mais, como mudaram os seus representantes! É o fim do mundo!

Luiz Dias

lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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AI, SE EU TE PEGO, SENADOR!

O que se pode esperar de uma CPI que começa com o seu presidente, Vital do Rêgo (PMDB-PB), fazendo caridade ao beneficiar parentes dele e indicados de amigos políticos e desses - alguns são funcionários invisíveis que nem o dito cujo consegue lembrar quem são e o que fazem? Essa turma de folgados pode receber sem trabalhar, salários que ultrapassam R$ 12 mil! Eleitor que votou nele na eleição passada, não faça novamente papel de trouxa elegendo o cara e se procurado por ele nas próximas eleições. Dê-lhe um "cacete com gato morto até o bicho miar". Ah, faça isso cantando Ai, se eu te pego!

Laércio Zannini

arsene@uol.com.br

São Paulo

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MAIS FANTASMAS

Se ate o presidente da CPI do Cachoeira tem funcionário fantasma, que mais podemos esperar desse senhor? Realmente os nossos políticos são hour concour em trambiques e criações para se privilegiarem. Pela risada irônica do sr. Cachoeira ou Catarata (de tenta gente envolvida), ele sabe que muitos devem estar tremendo mais que vara verde, ou seja estão envolvidos ate os fios de cabelo dos transplantes feitos com o nosso rico dinheirinho. Na verdade, com o ex-ministro Marcio Thomaz Bastos envolvido, isso vai sair de foco logo, logo, e, com tantas brechas nas nossas fracas e ridículas leis para os ricos e abastados, nenhuma água vai rolar nessa cachoeira da impunidade e da vergonha, pois quem tem muito no Brasil está sempre protegido. Uma pessoa do povo ganhando R$ 5 mil/mês e com tantos rolos já teria sido chamada pela Receita Federal, mas o Cachoeira não. Por que será?

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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RELAÇÃO COM A BANDIDAGEM

Em seu artigo de ontem (22/5), Dora Kramer reproduz a declaração do deputado Cândido (?) Vaccarezza: "Não tenho nada a esconder, nenhuma relação com a bandidagem e zero compromisso com proteção ou condenações por antecipação". A pergunta que fica é: se Vaccarezza não tem nenhuma relação com a bandidagem, é porque são de "quadrilhas" diferentes e não se falam?

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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QUE É ISSO, COMPANHEIRO?!

Vergonhosa a atitude, em plena CPI, do deputado Cândido Vaccarezza (PT/SP), passando mensagem para governador Sergio Cabral (PMDB/RJ): "A relação com o PMDB vai azedar na CPI. Mas não se preocupe, você é nosso e nós somos teu", escreveu Vaccarezza a Cabral. É esse o PT da ética, a única reserva moral entre todos os partidos políticos deste nosso querido Brasil. O nosso país está um mar de lama de corrupção, as mentira do Dr. Lula, que nunca sabia de nada, e da Dra. Dilma, será que sabe de alguma coisa ou é também como seu antecessor? O PT mudou, não existe mais o PT da oposição, que brigava, agora é igual aos outros, mas continua um partido metido a ser o dono da verdade, da honestidade e que tem ao seu lado figuras como José Sarney, Renan Calheiros, Valdir Raupp e muitos outros. Não merece o menor respeito como instrumento a favor da democracia e do socialismo como sempre se pregou a cartilha do partido. O PT sempre pregou o que nunca chegou ser, sempre fez nas suas ações um teatro enganado o povo, principalmente as camadas menos informadas e favorecidas, aí o partido ataca e passa a ideia de estar melhorando a vida desta classe social, mas o custo disso é muito alto, pelo jogo feito na compra de seus aliados com polpudas verbas nas emendas eleitoreiras para se perpetuar no poder, como tem sido nos países em que o governo do PT sempre se espelha: é só ver o amor entre Lula e Hugo Chávez, os irmãos Castro e outros ditadores. Que democracia o PT segue? Na instalação da Comissão da Verdade, mais uma vez a presidenta Dilma fez um teatro, como acreditar numa comissão que teve em sua apresentação duas figurinhas carimbadas pela corrupção como os senadores José Sarney e Fernando Collor? Um é dono do Estado com o pior IDH do País o outro, do segundo. O senhor Collor avacalhou com Lula (e hoje são aliados) quando foi eleito e depois ferrou o povo brasileiro a ponto de ser cassado, tão grande foi a corrupção em seu governo. Será quem tem menos memória o povo ou os políticos? O povo tem de ser politizado, e isso só vai melhorar co melhoras no ensino, com cultura. É comum ouvir as pessoas dizerem "eu não gosto de política", mas ser político é uma coisa, politizado, outra, e temos de saber quem é quem. Quem segue a política sabe o histórico de Sarney, prestou serviços à ditadura, foi presidente do PDS, que era braço da ditadura e opositor ao MDB, hoje PMDB, do qual este senhor é um ícone! O PMDB é outro partido que sempre ficou em cima do muro, depois de o governo eleito, usou de sua grandeza como partido para barganhas por ministérios, assim aumentando a sua força de rolo compressor da política brasileira. É só analisar, em todos os governos, o PMDB esteve como aliado e, em troca, teve os melhores ministérios, os de mais verbas. O que teremos nestes dois grandes imbróglios da política brasileira, será que o povo verá uma varredura colocando no Congresso a moral, a ética, ou as pizzas estão já preparadas para o banquete final? Ahhh, ainda temos o terceiro escândalo, não nos vamos esquecer do mensalão, onde graúdos do PT, como o deputado João Paulo Cunha (PT/SP), o Zé Dirceu, Delúbio Soares e... com a palavra, o STF. Obs.: Parabéns ao cinegrafista do SBT, que flagrou a mensagem de Vaccarezza a Cabral, prestou um grande serviço à sociedade brasileira.

Di Magalhães

dimagalhaes_pr@hotmail.com

Curitiba

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TORPEDO AMIGO

Sobrou liggeirezza, mas faltou esppertezza (e vernáculo...) para o "Cândido" Vaccarezza, ao mostrar com que agilidade a corriola deles se protege para esconder malfeitos. E preparem-se para o processo, que vai sobrar para o grande bandido: o cinegrafista...

Ricardo Hanna ricardohanna@bol.com.br

São Paulo

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BURROS

O torpedo do Vaccarezza enviado a Cabral demonstrou muito bem o envolvimento em corrupções, conivências, conluios dos políticos brasileiros com os crimes no País. Porém Vaccarezza está sendo taxado de "burro", pelo seu erro crasso de português no recado que enviou. Contudo, gostaria de alertar a população em geral que de "burro" ele não tem absolutamente nada, pois, na verdade, "burros" somos nós, por continuar aceitando toda essa sujeira e maldição.

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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PTA

O PT deve acrescentar o A de ALLOPRADDO na sigla, não é, sr. Vaccarezza?

Carlos Roberto Gomes Fernandes

crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

*CHICAGO BRASILEIRA

A máfia política que se instalou no Brasil com o advento do governo petista supera em organização e corrupção todo o "staff" montado em Chicago, na década de 30 pelo mafioso Dom Vito Corlleoni, retratado na série O poderoso chefão,da obra de Mário Puzo; filme dirigido por Francis Ford Coppola. Instala-se uma CPI, com número de componentes jamais visto na história republicana; instala-se uma outra comissão, esta com o pomposo título de "da verdade". Ambas afrontam tudo o que concerne ao estado de direito. No Congresso, a CPI tem a maioria absoluta de gente do governo petista e aliados e na "Comichão na Inverdade", essa que pretende esclarecer os "crimes" do regime militar,já é consenso que somente os delitos dos militares serão investigados. O dos terroristas, guerrilheiros a serviço de Cuba, deve ficar impune. É indisfarçável o ânimo dessa CPI em blindar governo e aliados e de "ferrar" gente da oposição. A CPI já proporcionou até cenas de romantismo explícito, tipo Romeu e Julieta, entre o deputado Cândido Vaccarezza e o governador do Rio, Sérgio Cabral, que poderiam ser inseridos na imortal obra de William Shakespeare. A cena final que terá como palco o Supremo Tribunal Federal: o livramento da turma do mensalão. O que será de ti, Pindorama, o que será do seu povo?

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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'VOCÊ É NOSSO E NÓS SOMOS TEU'

Em poucas palavras Vaccarezza disse tudo: "Você é nosso e nós somos teu". O aspecto mafioso desta mensagem a Cabral deixa-nos perplexos e sem esperanças de que teremos de fato a apuração dos malfeitos. Neste momento o petista deixou bem claro que para os inimigos haverá o rigor da lei mas para os aliados, um jeito sempre haverá de ter para conseguirem se safar de qualquer punição, além da garantia de tranquilidade e de eterno sucesso eleitoral, pois o povo, preocupado com sua sobrevivência, quase nunca busca formar algum julgamento de valor. Acabam não se sentindo afetados por nuances que somente uma parcela da população é capaz de perceber e sentir. Além do mais, o cinismo tornou-se tão banal que acaba perdendo qualquer impacto. Quando uma nação chega a este ponto de indiferença frente a valores éticos, que esperança nos resta? Em que podemos ainda acreditar? Será que para darmos conta desse sentimento de impotência, seremos obrigados a desistir de lutar por um país mais sério e mais decente e nos contentarmos com nossa vidinha colocando uma trava nos olhos? É isso?

Eliana Franca Leme

efleme@terra.com.br

São Paulo

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PROMISCUIDADE

Passado o primeiro momento folclórico do torpedo de Vaccarezza a Cabral, vem a sensação de revolta ao constatar o nível de promiscuidade a que chegou a política nacional, após oito anos de lulopetismo. Ainda bem que Dilma está se libertando de seu antecessor, e provavelmente disputará com ele a indicação para o próximo mandato. Lula, nunca mais!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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ÉTICA NO PARLAMENTO

Numa escala de valores que deve presidir a atividade parlamentar, blindar de uma CPI um governador amigo, a nosso ver, é mais grave que falsear o mecanismo eletrônico do voto, muito embora ambas as condutas sejam execráveis. Pela manipulação do voto, ACM renunciou a seu cargo, para não ser condenado pela Comissão de Ética. E Vaccarezza, Cândido, será simplesmente afastado da Comissão?

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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LULA, VACCAREZZA, CACHOEIRA E MENSALÃO

Para tirar o foco sobre o mensalão, Lula fez de tudo para sair essa CPI do Cachoeira. Entretanto, pelo andamento que o ministro Ayres Brito, presidente do STF, está dando ao ritmo do julgamento - apesar da lentidão do "atarefado" revisor (19/5, A10) -, parece que a esperteza do ex-presidente desta vez não funcionou. Mas conseguiu, na prática, provar o que disse em Paris: roubar os cofres públicos e formar quadrilha não é exclusividade do PT. Os partidos ora envolvidos e a pressa do deputado Vaccarezza em mostrar serviço comprovaram a sua tese!

Nilson Otávio de Oliveira

noo@uol.com.br

São Paulo

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PEDRO SIMON

Como cidadão brasileiro, aposentado e com quase 64 anos, sinto pena dos meus compatriotas, e mais pena ainda da nossa democracia, que é alicerçada por não sei quantos legítimos e fantasmagóricos funcionários. O que falar dos nossos representantes dos Três Poderes? Todo mundo se afoga nesta Cachoeira de impostos e, por Deus ser brasileiro, somos a sexta potência do mundo. Um Código Penal capenga, que preso mesmo sem mãe consegue assaltar no dia Dela, bem por ai vai... O que eu sinto, na verdade, é que a medicina pura e sem artimanhas não tenha conseguido "clonar" vários Pedro Simon. Na verdade, um dos poucos que eu gostaria de cumprimentar, e cujo exemplo muitos políticos deveriam seguir.

Paulo de Tarso Meira Amaral Bogaciovas

tarsobogaciovas@globo.com

São Paulo

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DANÇANDO NA CPMI

Não há quem não se lembre da gloriosa Deputada Ângela Guadagmin (PT) dançando em plenário. Uma despudorada sem vergonhice onde sequer a sua breguice reconhecia o local em que estava e os motivos de ali estar representando um mandato popular. Agora, o ex-líder do Governo na Câmara, mais uma herança deixada por Lula, nos dá outra vigorosa demonstração de sua imprestabilidade à vida pública tal qual demonstrou Guadagmin. Cândido Vaccarezza (PT), providencialmente afastado por Dilma pelas evidentes besteiras que vive a solfejar, deu testemunho notório de que o Governador Cabral está piamente implicado no caso Cachoeira, e que o PT está a encobri-lo, pois assim afirma num flagrado SMS ao estilo mais equânime da cartilha de Haddad onde escrever "errado está certo"; "... você é nosso e nós somos teu". Em sua defesa saiu Jilmar Tatto (PT) que outro dia, diante de um mapa do Brasil, apontou num programa de TV o estado da Bahia como sendo Pernambuco. Tenho vergonha dos políticos do Brasil.

Oswaldo Colombo Filho

colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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LULA, 'CIDADÃO PAULISTANO'

Lulla foi "devidamente" agraciado anteontem na Câmara Municipal de São Paulo com o título de cidadão paulistano. Pergunto: o que elle fez pela cidade de São Paulo até hoje anão ser criticar suas administrações e sua "elite", como também o fez anteontem? Quais os motivos de tantas honrarias para uma pessoa que engana a população toda de um país a qual fez, durante sua gestão, assumir dívidas na compra de veículos e outros bens, hoje impagáveis e a inadimplência somente sobe a cada dia? Dona Dilma agora está repetindo a história e o resultado será exatamente o mesmo daqui a dois anos. Podem atestar este fato! Lulla ainda teve a petulância de afirmar em seu discurso de ontem que Haddad foi o "melhor" ministro da educação que o Brasil já teve, apesar de todos os escândalos seguidos do Enem, os quais prejudicaram milhares de alunos por todo o Brasil! Se Haddad foi o "melhor" imaginem caso ele tivesse sido o pior? Lulla, por que não te calas? Sua hora já passou há tempos, só você ainda não se apercebeu deste fato incontestável. Haddad não tem a menor chance em São Paulo e não adiante culpar a elite pois este seu discurso já cansou em muito!

Boris Becker

São Paulo

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LULA E SUA ELITE

Mais uma vez Lula acusa os que não são seus eleitores de São Paulo de "elite" de forma pejorativa. Embora ele tenha deixado, há muito tempo, de pertencer ao grupo dos pobres trabalhadores nordestinos fazendo parte da "elite" dos políticos abastados, se esquece de que há uma grande diferença entre uma elite esclarecida e uma que por falta de condições se deixa enganar pelas armadilhas dos populistas. Esse discurso está caduco e deveras ultrapassado. Conta outra senhor Lula.

Leila E. Leitão

São Paulo

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NOVAMENTE, CULPA DA ELITE

Sorte que a família Matarazzo não faz parte da elite paulista, né, sr. Lula?

Ricardo Marin s1estudio@ig.com.br

Osasco

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SALÁRIOS PÚBLICOS E PUBLICADOS

Há um lado curioso na determinação pela divulgação dos salários de servidores públicos (A ordem de divulgar salários, 22/5, A3). Os professores das universidades estaduais paulistas têm o salário publicado no Diário Oficial, nos sites institucionais e no Cruesp, que regula esses salários. O diferencial são os adicionais, que podem ser consultados também, referentes a tempo de serviço e exercício de funções gratificadas. Fica a minha dúvida: se chegar no âmbito estadual e for divulgado mais explicitamente ainda meu salário, com 20 anos de exercício de magistério e alguns títulos acadêmicos, terei também o direito de reivindicar isonomia com outros mais aquinhoados que aparecerem na lista?

Adilson Roberto Gonçalves priadi@uol.com.br

Lorena

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UTILIDADE E FOFOCA

Sinceramente, não sei qual a utilidade da divulgação dos salários dos servidores públicos. Por exemplo, a quem interessa saber qual o salário de um delegado da Polícia Federal? Entendo que a informação só será útil aos respectivos familiares e à Receita Federal ou para satisfazer à curiosidade de algum fofoqueiro.

Eraldo Bartolomeu Cidreira Rebouças

real742@yahoo.com.br

São Paulo

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NOSSOS FUNCIONÁRIOS

O excelente ministro Jorge Hage defende a divulgação nominal de salários dos servidores públicos e afirma, em síntese... "Se todos nós custeamos os salários, nós somos os seus patrões (grifo nosso) em última análise". É verdade, sempre li no dicionário, que " funcionário e empregado" são sinônimos. Está absolutamente certo o ministro Jorge Hage. A partir de agora, vamos aplicar a meritocracia e acabar com os tais "penduricalhos", como diz nossa presidente, destaque de 19/5 pelo Estadão, no seu editorial Uma fala exemplar. O Senado já se manifestou contra a divulgação. Embora os Poderes sejam independentes, o dinheiro continua sendo o mesmo, concedido através de verba pública (nosso dinheiro dos impostos imposto por leis geradas pelo parlamento), origem idêntica ao do Poder Executivo. Cabe-nos, junto com nossa presidente, exigir o enquadramento do Congresso, Estados e municípios.

Moyses Friedheim

m.friedheim@uol.com.br

São Paulo

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CUMPRA-SE A LEI

A grande resistência de alguns minoritários setores do Judiciário e Legislativo de obedecer a Lei de Acesso à Informação quanto a divulgação pela internet dos salários dos seus servidores, é emblemática. A profilática medida da citada Lei, visa dar transparência absoluta a todos os gastos governamentais da gestão pública - federal, estadual e municipal - e com isso, iniciarmos uma ética estratégia global de inibição da vergonhosa tragédia que é a corrupção endêmica que assola amplos setores das relações públicas e privadas entre nós. Por isso, cumpra-se a lei.

José de Anchieta Nobre de Almeida

glorianobre@globo.com

Rio de Janeiro

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A LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO

Sabemos que não pode haver vida republicana na integridade da expressão latina res (coisa) publica (do povo), sem a transparência das contas e dos atos das administrações públicas. Diante disso, podemos dizer que se não houver instrumentos que permitam ao cidadão a fiscalização das ações de seus governos ficariam notoriamente comprometida a vitalidade do denominado Estado Democrático de Direito. Na história deste país, em determinado momento em decorrência dos regimes ditatoriais que interromperam o amadurecimento de nossa democracia, noutro momento por conta da matriz patrimonialista de nossa cultura política, entulhos burocráticos de diversas naturezas serviram de biombo entre os brasileiros e o escrutínio público das informações de órgãos e agentes do Estado. Com advento da Lei de Acesso à Informação, qualquer cidadão pode solicitar informações de interesse público ao Governo, devendo seu pedido ser atendido em até vinte dias. Além do mais, os órgãos públicos de todos os Poderes ficaram obrigados a facilitarem a divulgação de suas informações à população por meio de seus sites na internet. As medidas adotadas corrigem, entre outras anomalias, o tom autoritário do decreto número 4553, de 27 de dezembro de 2002, proposto pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e que dispunha sobre a "salvaguarda de informações no âmbito da administração pública federal". Em síntese, tal decreto permitia a prorrogação indefinida do sigilo sobre informações detidas pela administração pública e se configurava como estratégia para se sonegar à sociedade, ad eternum, a verdade histórica. Convicto, entendo que foi uma vitória a aprovação desta lei, mas devemos avistar que os problemas em totalidade não. Apesar de meu otimismo, pelo conhecimento que todos nós temos de nosso Brasil, é necessário que fiquemos alerta e reivindicarmos a cada dia nossos direitos, exigindo fiscalização e cumprimento legal obrigatório da lei pelas autoridades competentes aplicando punições devidas, pois a Lei de Acesso à Informação é um instrumento de fortalecimento da democracia. Afinal, o Brasil, que se fortalece e avança no cenário econômico globalizado, também necessita apresentar-se à comunidade internacional em outros termos do ponto de vista político e a recente lei pode ser uma porta de entrada para a conversa nesse sentido.

André Marques andremarquesadv@hotmail.com

Goiânia

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A LEI DE ACESSO NO ESTADO

O governo do Estado editou o Decreto 58.052, de 16, D.O.E. de 17, definindo (2º considerando) "em legislação própria, regras específicas para cumprimento das determinações previstas na Lei Federal nº 12.527 (...) que regula o acesso a informações". Perfeito! Atendeu ao art. 45 dessa lei, que dispôs: "Cabe aos Estados ao Distrito Federal e aos Municípios, em legislação própria, obedecidas as normas gerais estabelecidas nesta Lei, definir regras específicas (...). Nenhuma invasão federal no âmbito das competências estaduais. Mas que erro na Ementa do Decreto de São Paulo: "Regulamenta a Lei Federal nº 12.527 (...)"! Onde e quando já se viu Estado "regulamentar" lei federal? Dispõe o artigo 84, IV da Constituição do Brasil, que é competência do Presidente "sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução". Simetricamente, como é do sistema federativo, a Constituição do Estado, art. 47, III, repete, "ipsis verbis" semelhante competência do Governador para expedir decretos e regulamentos para fiel execução das leis estaduais. É óbvio que a Lei federal 12.527 - e qualquer lei federal - não pode ser regulamentada por decreto estadual! Nem o Governo Federal pode "regulamentar" lei estadual. Devia ter constado algo como "Regulamenta, no âmbito da Administração Pública do Estado de São Paulo, o acesso a informações, de que trata a Lei Federal nº 12.527(...) e dá providências correlatas". Ou aproveitar a redação do 2º considerando. Custa crer que a Assessoria Jurídica do Governador e a Casa Civil tenham deixado passar o erro e os Secretários de Estado bacharéis ou doutores em Direito tenham referendado um importante Decreto com tal Ementa errada. Sem dúvida, a Ementa terá que ser republicada "por ter saído com incorreção". Reconheço que o Decreto foi elaborado cuidadosamente, tratando de matéria nova, altamente complexa, é bastante detalhado e resultou de trabalho de Comissão especializada, desde janeiro (demonstrando muito conhecimento e imaginação criativa para tratar de tantos aspectos). Mas não deixa de conter algumas incongruências, que apontarei em uma segunda carta, a título de colaboração, caso O Estado entenda publicar. Por ora, só mais: pode ser linguagem de Informática, mas "metadado" (art. 3º, XVIII e art. 26, II) não é palavra dicionarizada, ainda que vocábulos e expressões do Inglês sejam usados no Brasil, no original, na lei e no decreto.

Wallace de Oliveira Guirelli

rmagalhaes@tce.sp.gov.br

Campinas

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ACERVO 'ESTADÃO'

A Província de São Paulo e O Estado de S. Paulo, agora ambos online. Incalculável a importância que o acervo do jornal Estado, que nasceu com o nome de A Província de São Paulo, vai nos trazer em termo de fonte de informação que vai nos levar a ter conhecimentos de muitos fatos históricos que este jornal publicou nesses últimos 137 anos. Infelizmente nem todos os jornais deste país tem a independência que tem este jornal, uma vez que tem muitos meios de comunicação em mãos de políticos e com isso só colocam o que lhe convém. Parabéns à família Mesquita, que administra este histórico jornal desde (1891) e certamente lutaram muito para este ter a importância, reconhecimento e credibilidade que tem hoje.

Paulo Rodrigues de Moura

paulorodriguesmoura@hotmail.com

São Paulo

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MARCO

Acervo Estadão: 137 anos após sua fundação em 1875, a história do Brasil e do mundo disponível nas mais de 2 milhões de páginas do Estadão nosso de cada dia. Um marco que poucos jornais no mundo podem ostentar em seu currículo. Parabéns!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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TESTEMUNHA DA HISTÓRIA

Auspiciosa essa notícia de que o Estado coloca íntegra do seu acervo na internet. O Estado tem sido minha universidade ao longo da vida. Uma das minhas várias universidades, sem dúvidas a melhor de todas elas. A partir de hoje poderei percorrer seus corredores virtuais, um privilégio que a tecnologia da informação nos proporciona. Há entre as várias edições que tenho curiosidade de reencontrar aquela do dia 31 de dezembro de 1998, uma edição histórica, como tantas antes e depois. Na ocasião, com chamada de primeira página, uma longa e minuciosa reportagem escrupulosamente documentada, com aval inclusive de consultoria internacional endossando a legitimidade da documentação, denunciava o então ministro do esporte de corrupção passiva, evasão de divisas, sonegação de impostos, prevaricação e outros vários crimes. Na reportagem dessa edição dizia que o ministro havia sido procurado ao longo de dois meses para se pronunciar sobre as denuncias tendo se esquivado por todos os meios motivo pelo qual a matéria estava sendo publicada sem ouvir o outro lado, isto é, o lado do ministro do Esporte de então. E depois o Estado não voltou mais ao assunto. Não houve sequer um desmentido das acusações ao ministro do esporte de então. Silêncio que desde então sempre me preocupou, de certo modo me constrangeu. Seria o ministro inocente? Por que não se publicaram os desmentidos? Hoje voltarei a ler a tal reportagem. Há outras em expectativa, mas essa do ministro do Esporte tem prioridade. Desde então o então ministro do Esporte voltou a ser notícia no Estado. Antes o ministro do Esporte de então andou metido negócios escusos de lavagem de dinheiro do tráfico na baixada santista através do seu preposto e herdeiro. Esse mesmo herdeiro foi condenado por homicídio pela morte por atropelamento de um aposentado, com uma pena leve, e o "prestígio" do então ex-ministro do esporte pesou na hora de retirá-lo da penitenciária, tanto pela lavagem do dinheiro do tráfico quanto pela morte do aposentado. Não estaria na hora de o Estado mostrar a outra face desse sujeito? Alguém do Estado já viu por acaso o farisaísmo do tal ex-ministro numa campanha publicitária numa rede de farmácias da baixada? Legítimo caça níqueis da população desavisada essa campanha publicitária têm a cara do ex-ministro, não vejo diferença nenhuma com o crime organizado de Cachoeira, tão exposto no noticiário. Está na hora de mudar o foco sobre o ex-ministro do Esporte de então e mostrá-lo como é: um Macunaíma encarnado, com o seu muiraquitã fazendo suas mágicas e cangapés. É um péssimo exemplo para a juventude. Moeda falsa circulando impunemente. Chega de complacência!

Paulo Nascimento

paulo.actual@gmail.com

Santos

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'ESTADÃO'

Sem comissão, a verdade dos fatos.

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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MINHA HISTÓRIA

Neste momento que o Estadão toma uma iniciativa importante de abrir o seu acervo, gostaria de contar a minha história. Meu nome é Sergio Reis Alves Lazzari, 39 anos casado e pai do Inácio, 4 anos. Trabalho à 16 anos na Editora Vozes que tem 111 anos. Estudei história e biblioteconomia que devo finalizar nos próximos anos. Escrevi com alguns outros autores, o livros de todos, feito pela internet e impresso pela Imprensa Oficial de São Paulo (www.livrodetodos.com.br). Todo esse descritivo apenas para dizer que meu pai, Cosmo Alves, caseiro que criou e educou 6 filhos, trazia diariamente o jornal O Estado de S. Paulo do dia anterior lido pelos seus patrões. E foi através destes jornais que aprendi a ler e a conhecer o mundo. Meus pais foram chamado na escola para resolver o meu problema desempenho nas leituras. Repeti duas série (2ª e 7ª). Meu pai resolveu de forma simples, logo depois do jornal nacional, eu deveria ler alguns trechos do jornal para ele (este gesto marcou a minha vida...). Hoje quando leio que o jornal Estadão vai abri o seu acervo, fico muito feliz e acredito que muitas histórias como a minha vão se repetir... Que este acervo ajude a dar voz e a mudar a vida das pessoas!

Sergio Reis Alves Lazzari

sergiolazzari@gmail.com

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