Fórum dos Leitores

ESTADÃO ACERVO

O Estado de S.Paulo

25 Maio 2012 | 03h08

Um presente

O lançamento do Estadão Acervo é uma realização extraordinária. Um presente. O maior acontecimento cultural do século 21. Minhas congratulações!

JALI MEIRINHO

jalimeirinho@uol.com.br

Florianópolis

Parabéns

Parabéns ao meu querido Estadão pelo acervo digital. Será delicioso ler e reler tantos artigos, lembrar de fatos e, o mais importante de tudo: a História não poderá ser mudada, como querem alguns. Que orgulho de um jornal que faz jus ao lema de São Paulo: "Non ducor, duco".

DEBORAH MARQUES ZOPPI

dmzoppi@uol.com.br

São Paulo

Iniciativa de louvor

Simplesmente fantástica a criação do acervo digital do Estadão. É emocionante ler o caderno especial e ver tudo o que esse acervo possui, desde 1875 até agora. Passando pelos principais momentos do mundo e do Brasil, da política ao esporte. Como somos um país sem memória, essa louvável iniciativa tem seu valor maior ainda. Parabéns a todos os colaboradores e obrigado, como cidadão brasileiro, por ter acesso a esses momentos históricos.

OSCAR COLUCCI

oscar@colucci.com.br

São Paulo

Memória digital

A disponibilização, em meio virtual, do centenário acervo do Estadão ocorre numa feliz coincidência de efemérides em prol da democracia brasileira: 80 anos da Revolução Constitucionalista, 80 anos da nossa Justiça Eleitoral, 80 anos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e 120 anos de Plínio Barreto, lendário redator-chefe desse jornal, com decisiva participação na epopeia paulista e nas mencionadas instituições. Já se disse que não há cidadania sem memória e o Estadão, uma vez mais, vem reforçar essa máxima. Parabéns!

JOSÉ D'AMICO BAUAB, pesquisador do Centro de Memória Eleitoral do TRE-SP

cemel@tre-sp.gov.br

São Paulo

Resgate

Tive muitas histórias com o Estadão. Em 1961, quando da publicação do meu primeiro livro, houve uma crítica a respeito no jornal. Em 1968 dirigi o Grupo de Teatro Montagem com a peça O Noviço, de Martins Pena. Na época havia duas censuras, uma federal, que censurava os textos, e a outra estadual, que censurava o espetáculo. Por incrível que pareça, o censor cortou vários trechos da peça e proibiu a encenação por achar o texto subversivo. Quem me salvou da decepção de ter de abortar o espetáculo foi o diretor da sucursal de Brasília do Estadão. Troquei algumas cartas com ele. Guardava tudo isso com carinho, mas, ao me mudar para o litoral, perdi grande parte das minhas "memórias". Agora, com o arquivo digital posto à disposição na internet, vou poder acessar e me reencontrar com essa parte da minha história e lembrar o nome daquele diretor que teve papel importante na minha vida profissional. Parabéns, Estadão, por mais esse presente para os seus leitores.

ECILLA BEZERRA

ecillabezerra@gmail.com

Peruíbe

Emoção

Decidi ser jornalista motivado pela leitura desde a infância do Estadão, para o qual tive o privilégio e a honra de colaborar por cerca de 20 anos. É com emoção, portanto, que recebo o lançamento de seu acervo completo pela internet. Parabéns a todos.

JOSÉ ANTONIO PEDRIALI

jpedriali@hotmail.com

Londrina

Avanço histórico

Quando era ginasiano, no início dos anos 70, tive de fazer um trabalho em grupo sobre determinado assunto e precisei consultar o acervo do Estadão, no centro da cidade. Era uma grande dificuldade, pois a entrada era restrita a poucos, o acesso aos encartes era limitado, sempre por intermédio de um funcionário, e o tempo, curto. Hoje a disponibilidade pública e irrestrita do acervo em qualquer computador é um grande avanço histórico e democrático. Parabéns ao Estadão.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Leitor privilegiado

Há quase seis décadas leio o Estadão. E ao longo desse período o sempre excelente e diversificado nível de informação que o jornal diariamente publica nos vem tornando a cada dia cidadãos mais cônscios da nossa responsabilidade com os destinos da nossa sociedade. Se antes já era merecedor do nosso aplauso e respeito, agora o Estadão inova e ousa, inaugurando mais um ótimo serviço de utilidade pública para as atuais e as futuras gerações. Uma façanha! Além de poder reviver, por esse novo serviço, os grandes momentos da História deste país, porque parte dela a memória não alcança, tenho certeza que meu primeiro neto, recém-nascido - pelo adiantado da minha idade não terei tempo para lhe contar tudo -, seguramente não ficará órfão desse passado histórico, porque o Estadão põe, felizmente, à sua disposição o acervo dos 137 anos de publicação na internet. Parabéns à família Mesquita e a todos os seus colaboradores!

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

História paulista

Parabéns pelo lançamento do caderno especial de ontem Estadão Acervo. Na verdade, não se trata apenas de um simples caderno jornalístico, mas, sim, de uma publicação que relata um patrimônio, sintetizando os principais fatos históricos ocorridos desde o ano de 1875 até os dias de hoje. Muitos desses fatos, contidos no acervo digital de 2,4 milhões de páginas, constituem parte da História de São Paulo. Tais páginas não estão gravadas num livro esquecido na estante de uma biblioteca, corroídas pelo tempo, visto que o Estadão as coloca na íntegra na internet - caso raro no jornalismo internacional -, para consulta dos pósteros. Esse acervo não se devia chamar somente "memória digital", para mim, mais conviável seria chamar-se "memória digital de parte da História paulista".

ANTONIO BRANDILEONE

abrandileone@uol.com.br

Assis

Síntese

Uma palavra basta: inestimável!

BRENDA VERÔNICA CASTRO

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ACERVO 'ESTADÃO'

Parabéns ao Estadão pelo lançamento de seu acervo digital na internet. Será uma ferramenta poderosa para o resgate histórico, além do deleite de "folhear" o jornal de história secular. Fica apenas a solicitação de correção para grafarmos o nome de Euclydes da Cunha com y, assim como ele se assinava. Além de escritor maior, é o patrono da Academia de Letras de Lorena e inspirador do projeto Engenho e Arte de desenvolvimento da escrita não científica para engenheiros.

Adilson Roberto Gonçalves, presidente da Academia de Letras de Lorena e professor da Escola de Engenharia de Lorena (USP)

priadi@uol.com.br

Lorena

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COPA DO MUNDO NO PAPEL

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, revelou que apenas 5% das obras necessárias para a Copa do Mundo de 2014 foram concluídas e que 41% nem começaram. O ministro também afirmou que não admite atrasos. Mas como não admite atrasos, se 41% das obras nem saíram do papel? A população, que paga um "montão de impostos", pode ficar preparada para a aprovação das licitações sem as exigências legais - risco de superfaturamento - para a realização das obras atrasadas. Como a má administração corrói o dinheiro público! Uma loucura!

Edgard Gobbi

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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QUE JOGUEM A TOALHA

Apenas 5% das obras necessárias para a Copa estão prontas. Cinco por cento! Inconsequentes e irresponsáveis são as autoridades que insistem na manutenção da Copa no País! Há meses que essa situação, que só se agrava, já era evidente. E o treinamento para pessoal competente operar lugares que ainda não existem, como é que fica? 14 aeroportos, por exemplo; hotéis; e policiamento para os 120 mil km (!) de estradas. Movimento para Jogar a Toalha (MJT), já!

Antonio Carlos de Souza Queiroz Cardoso Filho

acardoso@acardoso.com

São Paulo

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GOLPE DE MESTRE

Incalculável, imprevisível, inimaginável, porém tenham a certeza absoluta de que muito do nosso dinheiro ainda rolará "cachoeira abaixo" nesse golpe do conto do vigário em que fomos envolvidos, mediante ao verdadeiro interesse do governo em trazer a Copa 2014 e a Olimpíada 2016 ao Brasil.

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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'PRISIONEIRO DO RESSENTIMENTO'

O título do editorial de 23/5/2012 (Prisioneiro do ressentimento, A3) é a síntese de uma vida. O ex-presidente da República Lula, por mais que se vanglorie de sua falta de escolaridade e receba títulos de "doutor honoris causa", não se livrou do complexo de vira-lata. No momento em que recebe uma premiação - se bem que ela perdeu todo o seu significado pela composição da Câmara de Vereadores que hoje temos em São Paulo -, ele ainda procura agredir a sociedade que, em tese, estaria a lhe premiar. Esqueceu-se ele de que os paulistanos já elegeram uma mulher nordestina - então de seu partido -, um homem negro e carioca. Não cabe, então, atacar a sociedade paulistana como defesa diante do julgamento próximo do maior escândalo desde a redemocratização do País. Escândalo do qual foi o ex-presidente o maior beneficiário. Como não aprendeu por si - confessou ter ojeriza à leitura -, fica a repetir coisas antigas que ouvia quando a intelectualidade queria usar a classe trabalhadora para seus fins políticos. Unido ao que de pior existe na política, que seu partido sempre combateu antes de chegar ao poder, no presente, para sustentar seu projeto de poder, como se fosse imortal, o seu governo atual trata de manter milhões e milhões de nordestinos, como ele, reféns do coronelismo de Estado, via programas assistencialistas que não abrem portas para que caminhem com autonomia. Só saiu impune porque falta oposição neste país.

Ana Lúcia Amaral

anamaral@uol.com.br

São Paulo

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LULA, CIDADÃO PAULISTANO?

Pelo jeito, os vários meses de recolhimento forçado para tratamento de grave doença não deram ao ex-presidente Lula tempo para reflexão de sua trajetória política e, por isso mesmo, ao receber o título de Cidadão Paulistano, vomitou ressentimento e ódio para com os cidadãos da cidade que lhe acolheu e permitiu chegar aonde chegou. Se tivesse refletido, teria entendido que os moradores de São Paulo têm conhecimento da forma nada ética que Lula usou para subir ao poder desde os áureos tempos de sindicalista. Até as pedras do ABC e de São Paulo sabem, mas seu grande pequeno ego fez questão de esquecer. Esse discurso deveria ter sido feito no Norte/Nordeste que desconhecem sua verdadeira história, porque em São Paulo não cola!

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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LAMENTAÇÕES ENFADONHAS

Em todas as oportunidades que lhe são dadas, Lula mostra seu ressentimento contra uma "sombra" que ele mesmo criou. Como um bom admirador dos dogmas esquerdistas, repete como uma monodia as mesas frases e palavras de efeito esperando que, de tanto escutá-las, o povo passe a acreditar que expressam verdades. O Estadão, em seu editorial de 23/5, retrata um Lula sofrido pela doença grave, mais envelhecido, mas com as mesmas lamentações enfadonhas em sua visita à Câmara de Vereadores de São Paulo.

Leila E. Leitão

São Paulo

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LULA

Diz o nosso Estadão, no seu editorial de 23/5, que Lula volta "prisioneiro do ressentimento" e "mais velho, mais sofrido - e nem por isso mais sábio". O Estado, como a mídia nacional não engajada, continua benevolente com o "abominável homem de Garanhuns". O sr. Lula da Silva será, até morrer, intrinsecamente, um péssimo exemplar do gênero humano. Mentiroso, aético, amoral, sem palavra, oportunista. Ia escrevendo outro termo, mas, certamente, a redação não iria deixar passar. Todos os meios de comunicação, não compreendo a razão, passam por cima do verdadeiro Lula e ajudaram a construir, e a consolidar, um mito falso que continua a alimentar um poder de liderança da maior desgraça da História do Brasil, o petelulismo. Quando alguém vai ter a coragem de - parafraseando Eça de Queirós - "rasgar o manto diáfano de fantasia" com que insistem em travestir tão deplorável ser humano? Para mim, o Lula da Silva é a encarnação do mal e seu "sistema de poder" que domina o País, uma praga bíblica. Lula, "prisioneiro do ressentimento"? Que me perdoe o nosso glorioso Estadão: não! Melhor seria dizer "Lula, prisioneiro do seu caráter e da sua ignorância".

Alexandre de Macedo Marques

ammarques@uol.com.br

São Paulo

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ELITES, ELITES, NEGÓCIOS À PARTE

A respeito do editorial Prisioneiro do ressentimento e das obsessões de Lula referente às elites, gostaria de perguntar a ele o motivo pelo qual escolheu o jurista Márcio Thomaz Bastos como ministro da Justiça, uma vez que o referido senhor quase sempre defendeu criminosos, contraventores, etc. das elites, e não fez nada para defender a população comum de bandidos de toda a espécie.

Roland Kremp

rolandkremp@yahoo.com.br

Mogi das Cruzes

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ESPERANÇA FINITA

A sessão de 22/5 da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), reunida para inquirir o bicheiro Carlinhos Cachoeira, foi de um ridículo poucas vezes visto numa comissão de inquérito. Dezenas de parlamentares que deveriam propor perguntas ao denunciado, encheram o seu tempo com firulas e salamaleques nada proveitosos, pois sabiam que o senhor Cachoeira estava protegido por dispositivo constitucional de não responder qualquer pergunta formulada. Assistido por um advogado de renome nacional, o ex-ministro da Justiça do governo Lula - cachê de R$ 15 milhões -, tanto o réu como o defensor se limitavam a sorrir diante de um quadro que ridicularizou a CPMI do Cachoeira numa tênue cascata. Restou à maioria dos oradores usar grande parte do tempo numa explícita bajulação ao advogado Márcio Thomaz Bastos, dando a impressão de que o advogado e o senhor Cachoeira é que estavam a inquirir, e os réus eram os parlamentares. Sabiam que Cachoeira não iria responder nada, mas havia câmeras, havia holofote, e isso é que importa. Sob a revolta de muitos parlamentares, já se anteviu o desfecho dessa CPMI. O País foi alçado à posição de sexta economia e o primeiro em corrupção e bandidagem impunes no mundo.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras

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O QUE PROVOU O SILÊNCIO

O grande responsável pelo silêncio de Cachoeira foi Márcio Thomaz Bastos, que não era obrigado, mas aceitou defendê-lo e com isso monitorá-lo na CPMI. Tanto é verdade que o ex-ministro da Justiça excluiu a hipótese da delação premiada que levaria ao esclarecimento dos fatos! Ou seja, revelou um conluio promíscuo entre um homem de confiança de Lula e um infame corruptor! O que resulta numa grande ofensa ao povo brasileiro em querer conhecer a realidade e é mais uma prova do envolvimento do PT com a corrupção.

Eugênio José Alati

eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

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QUEM FINANCIA A DEFESA DE CACHOEIRA?

Por que será que, em vez de ficar "conversando abobrinhas", insistindo em fazer caras e bocas para as câmeras de televisão, os membros da CPMI, ao perceberam que Carlinhos Cachoeira estava fazendo todos eles de palhaços, pois não pretendia responder a nenhuma das perguntas, não pediram o imediato encerramento da sessão, fazendo com que o "bicheiro" fosse levado de volta ao presídio, de onde não deveria ter saído? Outro questionamento que não aceito que não tenha sido levantado por nenhum dos parlamentares presentes diz respeito ao dinheiro com o qual o tal do Cachoeira está pagando seu caríssimo "corpo de assessoria jurídica". Afinal, se os bens e as contas bancárias do sujeito foram objetos de bloqueio, conforme fartamente divulgado pela imprensa, como o sujeito ainda tem "bala na agulha" para pagar, por exemplo, um advogado do "calibre" do Dr. Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça no primeiro mandato de Lula? Será que o dinheiro é proveniente dos seus cúmplices que ainda estão soltos, como forma de um acordo para garantir o seu silêncio? Na verdade, era esse o único questionamento, feito de forma absolutamente direta ("na lata"), que eu queria ver um daqueles parlamentares ter cojones para fazer, mesmo sabendo que o silêncio seria a resposta....

Júlio Ferreira

julioferreira.net@gmail.com

Recife

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PATRIMÔNIO ILÍCITO

O dinheiro de Cachoeira, de notória natureza ilícita, presta-se para pagar os honorários de seu brilhante advogado?

Ivan Pegado de Noronha

ip.noronha@uol.com.br

Vinhedo

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BASTOS E CACHOEIRA

Reconhecendo a nenhuma autoridade de nosso Congresso, Thomaz Bastos instruiu seu cliente: Pernachia para os idiotas!

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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SILÊNCIO E LONGEVIDADE

Se Carlinhos Cachoeira resolver contar o que sabe sobre suas ligações com partidos políticos, governadores e empresas suspeitas ligadas ao governo, talvez o lugar mais seguro para ele seja mesmo a cadeia, de preferência com seu advogado por perto 24 horas por dia. Na tentativa de mantê-lo em silêncio, talvez seu representante trouxe à memória o fim que teve o prefeito Celso Daniel e mais sete testemunhas ligadas ao caso, ajudando-o a compreender a íntima relação que o silêncio tem com a longevidade.

Amâncio Lobo Amancio

lobo@uol.com.br

São Paulo

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CACHOEIRA FÉRTIL

"Ele pode não falar nunca, se ele quiser. É um direito que o réu tem. Isso não vai prejudicá-lo, se ele não falar. A Constituição de 1988 é posterior ao Código de Processo Penal" - disse o criminalista. Palavras do advogado Thomaz Bastos sobre o silêncio de Cachoeira (Agência O Globo) Há muito que se pensar sobre tal frase. A palavra nunca, não será falada por Cachoeira. Ele pode tornar-se mudo por nunca mais falar, se ele quiser. E a lógica matemática ainda pode inferir que ele falará sempre... dupla negação resulta em afirmação (sempre também poderá ser entendida como a palavra a ser pronunciada e não a frequência com que ele falará, i.e. sempre). Portanto, a explicação para o silêncio do depoente não se explica nem se entende facilmente. E o seu defensor sabe que tudo, na lei, escrita em português, pode ter pelo menos dupla interpretação ou duplo sentido (substantivo e não adjetivo, ou verbo sentir). Portanto, aguardamos que a promotoria pública ou aqueles que querem ver a justiça acontecer de fato e de direito neste país, e conhecendo as divagações vernáculas a ponto de entender até o que diz o ex-presidente Collor, possam desviar as águas que não cessam nessa cachoeira de lucros escusos e cinismo, conduzindo-as às terras secas e calcinadas do sertão sedento de atitudes moralizantes em todos os cantos deste país. Que a podridão possa se tornar esterco fertilizante no solo desgastado dos bons princípios, do patriotismo e do respeito á cidadania. Esperamos antes que a cruz se torne suástica. Zé do Burro que o diga.

Jorge Ribeiro da Silva

jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

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O CRIME COMPENSA

A Agência Globo publicou uma foto de Carlos Cachoeira e seu advogado, Márcio Thomaz Bastos, por ocasião do comparecimento do bicheiro à CPI que é o retrato do escárnio. Nunca antes neste país se viu um prisioneiro ter tratamento tão vip. O que não faz o dinheiro? Esse senhor teve tempo de sobra para amealhar uma grande fortuna que agora a divide com o seu advogado. Pensando bem, neste país o crime compensa. Compensa o criminoso e compensa o advogado. Pobre Brasil!

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO

Felizmente, vivemos num Estado Democrático de Direito, onde todos têm o direito ao silêncio e ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo. Mas não deixa de ser constrangedor e desagradável vermos o perigoso bandido Cachoeira e seu caro advogado, Márcio Thomaz Bastos - ex-ministro da Justiça de Lula -, no seu não-depoimento perante a CPI no Congresso Nacional. Thomaz Bastos pode escolher livremente as causas e clientes que quiser, irá engordar sua conta bancária em alguns milhões de reais, mas certamente esse caso será uma mácula em sua biografia. Difícil imaginar que juristas imbuídos dos mais elevados princípios éticos e republicanos, como Fabio Konder Comparato, Dalmo de Abreu Dallari ou Hélio Bicudo, se prestariam a tal papel.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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OS INTERESSES DE LULA

Tá na cara que o advogado Márcio Thomaz Bastos, atuando na defesa do contraventor Carlinhos Cachoeira e outros, atende ao pedido do ex-presidente Lula. É do interesse do PT que essa gente seja inocentada a fim de proteger a imagem do ex-presidente. Afinal, tanto o partido do governo quanto aliados estão até o pescoço envolvidos nessas tramas escabrosas e escandalosas de corrupção que põem em risco as conquistas economicamente saudáveis do País. Os mais prejudicados, como sempre, são os honestos contribuintes. É preciso uma forte reação da classe trabalhadora para reverter essa situação, aproveitando a eleição, votando naqueles candidatos cujas fichas estejam limpas, sem antecedentes ou resíduos.

Odiléa Mignon

cardosomignon@gmail.com

Rio de Janeiro

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MÁRCIO THOMAZ BASTOS

Muito me comovi com a aparente invisibilidade do advogado e ex-ministro Márcio Thomaz Bastos ao lado do Cachoeira na ridícula sessão da CPI. É como se ele, doutor Bastos, não existisse, não estivesse lá. Ou estivesse acima do bem e do mal. Não estará, aliás? Ninguém nunca publica nada sobre o comovente empenho do ex-ministro na defesa dessa gente fina, de alto coturno, por coincidência sempre milionários ou de elevada envergadura política ou econômica. Ele está sempre lá, orientando seus defendidos a sobreviver limpa e gloriosamente. Alguns viram sombras por algum tempo, como o grande Palocci. O maravilhoso é que não grudam nele as hipotéticas, apenas hipotéticas, sujeiras espalhadas por seus representados. Sim, sim, todos têm direito a defesa. E é claro que não há nenhum impedimento legal para que o doutor Bastos defenda quem quiser. Nenhum impedimento legal. Nenhum, mesmo. Nenhum. Mas é curioso seu leque de defendidos. Talvez o ajude um pouco suas boas relações nas três esferas do governo. Ou não? Que tal publicar um rol com os nomes das simpáticas criaturas representadas pelo doutor Bastos em seus litígios com a Justiça? (Ou será justiça?) Nem será preciso fazer comentários. Basta o rol com as acusações sempre injustas contra tais figuras. Quanto o doutor Bastos terá ganhado de cada uma não interessa, claro. Coisa de foro íntimo, como se diz na gíria. Nem ficaria bem publicar uma coisa dessas, que só interessa às duas ou mais partes. O fato é que ninguém publica nada sobre esse empenho sacerdotal do doutor Bastos na defesa dos fortes e circunstancialmente oprimidos (mas não para sempre). Por que será?

Josué R. S. Machado

jrsmachado@terra.com.br

São Paulo

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ADVOGADO DA CORTE

Thomaz Bastos não é só advogado de Cachoeira, é, na prática, advogado da corte.

Francisco José Sidoti

fransidoti@gmail.com

São Paulo

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ATITUDE

Imagine que, num país imaginário, havia um ministro da Defesa. Este ministro, ao longo do mandato do presidente que o escolheu como ministro, nada fez de muito especial, mas certamente, em sendo ministro, conviveu com segredos de Estado, viu em primeira mão os pontos fortes e fracos de nossas defesas, descobriu vulnerabilidades, enfim, colheu informações por dever de ofício, que não poderiam jamais ser reveladas ou usadas fora do âmbito institucional. Um belo dia, este país imaginário é atacado por um país vizinho, governado por um ditador populista. Esse ataque se revela muito bem-sucedido, pois visa as nossas vulnerabilidades e antecipa os pontos fracos de nossas defesas. Alguns dias após o ataque se descobre que aquele ex-ministro da Defesa está assessorando o país atacante, vendendo a este seus conhecimentos colhidos enquanto era ministro da Defesa. Nada de errado nisso. Ninguém diz nada, afinal deixou o ministério há alguns anos e é um profissional que precisa ganhar o pão de cada dia. Mesmo que para isso entregue a pátria por uns dinheiros. Saindo do imaginário, e chegando às Margens Plácidas do Ipiranga, ao nosso Brasil, deitado eternamente em berço esplêndido, ao som do mar e à luz do céu profundo, um bicheiro, corrompedor de senadores, governadores e sabe-se lá o que mais, é pego pela Polícia Federal, e aí começa aquela rotina com a qual todos nós já nos acostumamos. Manchetes, Jornal Nacional, Veja, Isto é, quanto é, Isto é Dinheiro, revelações de gravações de conversas escabrosas e, depois de algum tempo, muito dinheiro e tempo gastos com CPMI, investigações, etc., etc., e mais etc. Ninguém é punido e o Brasil continua deitado em berço esplêndido, ao som do mar e à luz do céu profundo, continuando a fazer a coisas como sempre se fez, e esperando resultados diferentes. O bicheiro é defendido por ninguém menos do que o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos. Até se comenta por aí que, para prestar seus serviços, seus honorários serão de R$ 15.000.000,00 (quinze milhões de reais, por extenso para maior clareza). Não vi sequer um comentário em lugar algum, estranhando o fato de este advogado e ex-ministro da Justiça do Brasil estar defendendo o tal bicheiro, contraventor e corrompedor, mais um daqueles cânceres profundamente entranhados nas nossas nobres instituições governamentais. Nem mesmo a OAB se pronunciou. Afinal, deixou o ministério há alguns anos e é um profissional que precisa ganhar o pão de cada dia. Mesmo que para isso entregue a pátria por uns dinheiros. O problema do Brasil não é a farta abundância de bandidos, contraventores, bicheiros, traficantes, contrabandistas e corrompedores e corruptos. Estes estão mais ou menos igualmente distribuídos por toda a superfície da Terra, sendo certo que em alguns lugares muitos destes são mantidos em estado apenas latente, mas sob vigilância contínua, por leis e instituições verdadeiramente democráticas, pelo povo e para o povo, para que não saiam de suas caixas de pandora. O problema do Brasil é a incrível escassez de pessoas capazes de se indignar contra o fato de um ex-ministro da Justiça do Brasil, assim como centenas, talvez milhares de outros, se prestarem a tais papéis. Mesmo quando são eleitos e pagos especificamente para proteger a sociedade e suas instituições. Nosso problema tem nome: atitude. Ou, melhor, a falta desta.

Luis Eduardo R. Caracik

caracik@terra.com.br

Barueri

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'BABACAS' É O QUE SOMOS

Indignação é pouco no caso do "silêncio" de Cachoeira! Seu renomado advogado, Márcio Thomaz Bastos, e o próprio Carlinhos Cachoeira fizeram-nos sentir como perfeitos "babacas". Ora, todos os deputados e senadores sabiam que ele não iria falar! 48 vezes de negativas de respostas depois, decidiram adiar seu depoimento! A verdade é que não se quer apurar coisa alguma, não se quer comprometer políticos de "grande estirpe" (que estão muito emaranhados nessa teia) nem construtora que é ligada a um tal governador! Quem é que aguenta? Acorda, Brasil, antes que seja tarde demais, se já não o é!

Lígia Bittencourt

ligialbc@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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UM POUQUINHO DE BRASIL

Permaneça calado, sr. Cachoeira, a exemplo de seu colega italiano, tão bem acolhido pelos petralhas. Quem sabe o senhor não acabe, também, escrevendo um livro. Enquanto isso as misses embelezavam o cenário da CPI... "...é um pouquinho de Brasil..."

Guto Pacheco

daniguto@uol.com.br

São Paulo

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EM DEFESA DO BRASIL

O Brasil será um país muito melhor e mais justo quando os grandes advogados estiverem do seu lado, em sua defesa contra a bandidagem que grassa por todos os cantos. O que se vê nos tribunais é justamente o oposto, onde ilustres causídicos emprestam seu douto conhecimento e pensamento estratégico em prol do crime organizado, que pode pagar seus honorários de sete ou mais dígitos com o butim amealhado dos cofres públicos. Se já não fosse o bastante, a Constituição ainda protege os canalhas mafiosos com o benefício do silêncio para não se autoincriminarem. O crime, em quase todos os casos, compensa, e muito!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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QUEM CALA CONSENTE

Ao protagonizar o silêncio, o trambiqueiro do jogo do bicho demonstra seu envolvimento com a contravenção, com a corrupção e outras bandalheiras do submundo da politicagem e do crime no Brasil. A posição irredutível do suposto chefe da quadrilha de se manter calado e ficar mais de 2 horas repetindo o mesmo tom de sair pela tangente irritou os parlamentares. A senadora Kátia Abreu chegou a chamar Carlinhos Cachoeira de bandido (múmia e marginal também foram proferidos pelos integrantes da CPI) e propôs o encerramento do teatro. Não foi nada além disso a suposta oitiva. Porém, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que analisa o caso do contraventor mostrou que não tem poder algum para enquadrar cachoeira, e tira dele o que sabe. Por mais que os parlamentares insistissem em questioná-lo, o empresário afirmava que só prestaria esclarecimentos após comparecer às audiências na Justiça. Você acredita que ele irá falar alguma coisa e complicar ainda mais a vida de alguns políticos e empresários? Instruído que foi por seu advogado, que todos conhecemos de outros carnavais, o ex-ministro da Justiça Marcio Thomaz Bastos - que parece gostar de defender "os pobres de espírito" acusados de fraude, assassinato, corrupção, formação de quadrilha e afins, já que também advoga no caso de José Roberto Salgado, ex-diretor do Banco Rural acusado de integrar o esquema de um dos envolvidos no "mensalão" que dorme em berço esplêndido, o carequinha espertalhão Marcos Valério. Cá pra nós, é inocência achar que alguém acusado de esquema nefasto que envolve mais de 80 políticos e empresários fosse à comissão confessar seus crimes. De bobo Cachoeira não tem nada, senão não chegaria aonde chegou amealhando uma fortuna em poucos anos. Fica a questão: os parlamentares fizeram papel de palhaços ou fomos nós, meros mortais ígneos, que tivemos de acompanhar a encenação teatral? Até quando essa pouca vergonha vai perdurar em nosso país? Uma boa oportunidade de mudanças e avizinha: as eleições estão próximas, e aí é chegada a hora de darmos o troco no encontro solitário com a urna. O povo não é besta, como pensam os políticos picaretas.

Turíbio Liberatto Gasparetto

turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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UM HOMEM E SUA OBRA

Márcio Thomaz é um ótimo criminalista, que eu, se fizesse um assalto enorme ou matasse alguém, contrataria para "provar minha inocência". É isso que ele faz. Transforma notórios criminosos em gente inocente. E ganha muito dinheiro com isso. Um homem e sua obra!

Maria Cristina Rocha Azevedo

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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'OS BONS COMPANHEIROS'

O sociólogo Demétrio Magnoli é um sábio. Conhece todos os assuntos. O que seria de nós, pobres leitores e mortais, sem o mago Magnoli? Portanto, ainda bem que ele existe. Que viva por muitos anos. Contudo, Demétrio, no artigo Os bons companheiros (24/5), entra na surrada ladainha dos patrulheiros contra Collor de Mello. Cabe tudo no rosário de sandices contra o ex-presidente e senador. Os ferozes críticos de Collor parecem disputar o tacape de paladinos da verdade. A ordem é fuzilar Collor. O exército da fancaria destrambelhada não admite que Collor processou e venceu, na Justiça, a Editora Abril e a revista Veja. Mal sabem, por má-fé ou burrice, que Collor apenas combate a banda podre da imprensa. Quando Collor solicita a presença do jornalista Policarpo Júnior na CPI do Cachoeira, o mesmo Policarpo que já compareceu em outras Comissões de Inquérito, na Câmara Federal, e nem por isso o mundo acabou nem a Veja fechou, o senador simplesmente está defendendo o verdadeiro jornalismo do jornalismo viciado e manipulador. Demétrio mostra-se leviano e vassalo quando insulta Collor, chamando-o de caluniador e covarde. A pretexto de defender a Veja, Magnoli enfia o jornalista Mino Carta no balaio de asneiras contra Collor. Na Carta Capital Mino já traçou um perfil verdadeiro e irretrucável de Demétrio, que, matreiramente, colocou o rabo entre as pernas. Portanto, vale a pena recordar o que Mino Carta escreveu na revista que atualmente dirige, sobre a Veja: "Na sua patética edição desta semana Veja consegue demonstrar apenas que a lâmpada da capa é a enésima mentira. A série de textos pendurada no varal vejano estica-se na treva mais funda. Não se trata simplesmente de um manual de como o jornalismo pátrio atua, a inventar, omitir e mentir, mas também de mediocridade, parvoíce e ignorância".

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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GREVES, POLÍTICA E PUNIÇÃO

A irresponsabilidade dos grupos de esquerda que promoveram a greve desta semana no metrô de São Paulo nos faz concluir que esses grupos não se importam nem um pouco com os trabalhadores que necessitam utilizar diariamente esse meio de transporte. Transformando todo o trânsito num caos total, não só os usuários do metrô foram os atingidos, mas toda a população paulistana. Enquanto milhões de pessoas sofriam com congestionamentos enormes, a cúpula do sindicato festejava o sucesso da greve. Haverá punição exemplar para eles ou somente aqueles que trabalham honestamente serão os atingidos pela inconsequente doutrinação de grupelhos que não obedecem uma decisão judicial? E o que dizer de candidatos à Prefeitura e partidários da oposição no Estado que comemoraram o evento pondo a culpa na atual administração municipal e estadual? O que fará o Ministério Público, serão esses irresponsáveis todos atingidos e punidos?

Maria Tereza Murray

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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GREVE DO METRÔ

Para obter um mísero reajuste de 6,17% nos seus salários, os metroviários de São Paulo foram obrigados a causar enorme transtorno à maioria da população, enquanto os membros dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do País dão a si mesmos reajustes superiores a 100%, com uma simples penada, para o contribuinte pagar a conta. E eles ainda dizem que a greve foi política... Continuo votando em branco, sem peso na consciência.

Carlos Augusto Fernandes de Oliveira

cafofeioca@uol.com.br

São Paulo

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GREVE NO SETOR PÚBLICO E TRANSPARÊNCIA

Mais uma greve nos serviços públicos essenciais no Brasil, agora no Metrô de São Paulo. Mais uma vez num setor em que greve é proibida por lei. Mesmo com a Justiça do Trabalho exigindo operação 100% nas horas de pico, as linhas pararam segundo as conveniências dos grevistas sindicalistas. É uma provocação. E nenhuma punição concreta se vê no cenário. Se suas reivindicações são justas ou não, é um outro tema. Não se pode aceitar passivamente que a população indefesa nem o contribuinte usuário devam ser os punidos da história nem feitos reféns de irresponsáveis e intocáveis. É revoltante, para não dizer cômica, a forma como as instituições, e até parte da imprensa, reagem a esses fatos, para não dizer provocações. Informações da imprensa na noite da greve diziam de que "pesadas multas" iriam ser aplicadas aos sindicatos. Somente isso? E os dias parados de greve? Só serão descontados dos milhares de usuários que não conseguirem se justificar perante seus patrões/chefes? Mas, enfim, já que a punição pela infração à Justiça do Trabalho é multa, e só multa, caberia à sociedade investigar com rigor como, por quem, com que recursos, quando serão pagas essas supostas "pesadas multas" a esses sindicatos de grevistas desses setores públicos essenciais. Ou será como as várias multas recebidas por vários políticos, inclusive as do recente ex-presidente que as incentivava, com deboche às instituições? Tudo pela transparência.

Renato de Rezende Pierri

www.renato.pierri@cerp.com.br

São Paulo

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REPÚBLICA SINDICALISTA

É bom começar a prestar atenção, de maneira mais séria e profunda, nos recentes acontecimentos que tem paralisado os transportes em São Paulo, assim como as greves que começam a pipocar, gerando revolta e protestos da população. Pode estar havendo interesses ignominiosos por trás das falhas e das greves, com incitação à atos de vandalismo, com o objetivo de desmoralizar os governos municipal e estadual, em São Paulo, em ano de eleição. Se isso está acontecendo, é preciso lembrar que o maior prejudicado é o povo trabalhador e ordeiro, que nada mais quer do que cumprir as sua obrigações e prover a sua família de sustento. Os membros da República Sindicalista deveriam pensar nisso e ter um mínimo de respeito e bom senso. Sabemos, entretanto, que entre fanáticos isso é praticamente impossível.

Alvaro Salvi

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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APAGÃO DO HADDAD

Após a incomPTência demonstrada nos apagões da educação, agora o ex-ministro quer demonstrar a sua comPTência em organizar o apagão do transporte em São Paulo? Que os estudantes e os trabalhadores se danem!

Roberto Brodoloni

r.brodoloni@ig.com.br

Bragança Paulista

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PRIVATIZAR É A SOLUÇÃO

Para nos livrarmos do kit PT/ano eleitoral, que é utilizado em São Paulo a cada dois anos, composto, entre outros penduricalhos, de greves, vandalismo e sabotagens nos trens da CPTM e do Metrô, é muito fácil: basta fazermos aquilo que os petistas dizem odiar, que é privatizar. Odeiam muito, mas é a solução à qual acabam se rendendo quando, por incompetência absoluta de gestão, resolvem passar o "problema" adiante. Não por acaso, aconteceu a privatização de três dos principais aeroportos do País, entre eles o de Cumbica, em Guarulhos. Aqui, no caso do Metrô e da CPTM, não é por falência de gestão que indico a privatização, mas porque estas empresas viraram cabides de emprego de pelegos e militantes que não vão sossegar enquanto não virem o PT ganhar uma eleição em São Paulo, nem que para isso tenham de detonar com a empresa e transformar num inferno a vida de milhões de paulistanos. Como o PT não vai ganhar eleição alguma em São Paulo, é melhor privatizar urgentemente!

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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FISCALIZAÇÃO DE CAMELÔS

Por que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, quer retirar os camelôs da Rua 25 de Março? Por que não retira os camelôs que estão no entorno do Shopping Tatuapé e Boulevard na Rua Tuiuti e que pagam propinas a fiscais para ficarem ali? Por que não retira os camelôs que atuam na Rua Gomes de Carvalho, próximo da estação da CPTM, ou nas esquinas vendendo produtos piratas? Infelizmente, ele quer mostrar "serviço" apenas nos locais de maior visualização, e não atua da mesma forma em toda a cidade, afinal cada subprefeitura usa uma lei em sua região. Na Rua Tuiuti, por exemplo, açougues e bares fecham as calçadas com cadeiras e o pedestre tem de andar no meio da rua. Já em Itaquera, está proibido colocar cadeiras nas calçadas. Ainda em Guaianazes, no entrono da Estação Jose Bonifacio da CPTM os camelôs vendem alimentos impróprios livremente, e o mato e focos de dengue tomam conta do local, não há poda de árvores nem capinação de praças há mais de oito meses. Temos leis justas e iguais, ou elas só valem no centro?

Luiz Claudio Zabatiero

zabasim@ig.com.br

São Paulo

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AOS INIMIGOS, A LEI

Aos amigos, Kassab prestigia evento até sem alvará - mesmo alheio à polêmica que cercava a Mostra Black, visitou exposição em imóvel no Alto de Pinheiros. Será que o alvará saiu no dia às pressas ou abrirá sem o alvará mesmo? Confirmando que, para os inimigos, a lei, e para os amigos "vale tudo"..

Maria Teresa Amaral

mteresa0409@estadao.com.br

São Paulo

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KASSAB E O SHOPPING JK

O prefeito Gilberto Kassab não toma jeito mesmo. Depois de puxar o saco (sempre à custa dos contribuintes paulistanos) de um time de futebol de São Paulo e do ex-presidente Lula, respectivamente, concedendo alguns milhões de reais em incentivos fiscais para construção de estádio de futebol e "doando" terreno no centro da cidade para o Lula construir sua fundação, o prefeito agora busca "brecha jurídica" para aliviar a liberação do Shopping JK (caderno Metrópole de 19/5/2012). Isso, mesmo sabendo que seus construtores não finalizaram as obras de compensação viária previstas. Quanto ao monumental impacto que o já saturado trânsito daquela região sofrerá, que se dane! Afinal, o prefeito transita pela cidade de helicóptero.

Paulo Ribeiro de Carvalho Jr.

paulorcc@uol.com.br

São Paulo

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DEITADO ETERNAMENTE EM BERÇO ESPLÊNDIDO

Kassab "encontra" brecha jurídica para liberar shopping. Ex-diretor Hussain Aref, "suspeito" de irregularidades em sua gestão. CPI do esquema Cachoeira já aqueceu o forno para a pizza. O poeta (ou vidente?) Joaquim Osório Duque-Estrada conhecia muito bem o País ao compor o hino.

Pedro Loeb

pedro@l3p.com.br

São Paulo

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ÚLTIMA INSTÂNCIA

A corrida bancária já começou na Europa e chegou a hora das políticas de última instância: suspender, ou restringir, de imediato, as atividades bancárias, por um período de quatro meses, necessários a que um plano, nos moldes do Plano Real brasileiro, reestruturasse os preços relativos em torno de novas referencias salariais básicas, alinhadas à "produtividade-padrão" (a "moda da distribuição da produtividade) de cada economia nacional. Isso implicaria em aumentos reais, dos Estados Unidos à França e à Alemanha, da Grécia à China e ao Brasil, e traria a retomada do crescimento mundial dentro de um novo equilíbrio. É claro que, durante o período de ajuste (os quatro meses de implantação do plano), os Tesouros Nacionais bancariam, a fundo perdido, os impactos nas folhas de pagamento das empresas. Suponhamos que o salário mínimo brasileiro dobrasse (de R$ 600 para R$ 1.200), com a extensão do mesmo adicional a todos os 60 milhões de trabalhadores, de todos os níveis: 4 meses x R$ 600 x 60 milhões de trabalhadores = R$ 144 bilhões, menos de 20% de nossas reservas em dólares. Muito barato para evitar o caos.

Rogério Antonio Lagoeiro de Magalhães

lagorog@uol.com.br

Niterói (RJ)

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EUROBÔNUS

Por que François Hollande está apelando? Não deve ser pelo interesse da Itália, Espanha etc. Como se poderia imaginar um levantamento do impasse? Por que os países, cuja economia precisa crescer, não são instados a apresentar projetos que seriam financiados pelos bancos, inclusive os alemães, a prazos compatíveis com o tempo de maturação econômica? Gerariam ocupação e renda. Financiar os gastos públicos de consumo certamente não levará a uma solução.

Harald Hellmuth

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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MODELO BRASILEIRO NA GRÉCIA

Semelhante ao modelo brasileiro de bolsas e auxílios - como o auxílio defeso - na Grécia havia, ou há, um auxilio deficiência visual. Na necessidade urgente de apertar o cinto, entre as medidas adotadas, certamente com muita choradeira, foi a de reavaliar cerca de 700 cegos em certa cidade, que recebiam o "Bolsa Deficiência Visual", equivalente a módicos R$ 7 mil por mês. A auditoria realizada, encontrou 20 (vinte) cegos. O restante, como nossos milhares de falsos pescadores, eram falsos cegos.

Mario Helvio Miotto

mhmiotto@ig.com.br

Campinas

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ECONOMIA: TÉCNICA OU POLÍTICA?

A única pessoa ligada a economia no Brasil que acha que a crise da Grécia não nos vai deixar atingir o PIB de 4,5% em 2012 é o ministro Guido Mantega. Os petistas sempre buscam culpados por nossas mazelas. As dezenas de comentários nos últimos tempos sobre nossa economia, com previsões de PIB de 2,5% e 2,7% não mencionaram aquele país como motivo da queda do PIB brasileiro. A única explicação para essa discrepância de valores é que os analistas dão opiniões técnicas e o ministro opinião política eleitoreira. Mencionam os economistas a incompetência do governo em deter a desindustrialização, em melhorar nossa capacidade de competição, em reduzir os custos absurdos de nossos insumos básicos como energia e mão de obra, assim como, nos inacreditáveis custos de transportes. Sobre esses pontos mencionados por quase todos, não há qualquer manifestação do governo. Parece até que infelizmente estamos seguindo os passos da Grécia e não os da Alemanha como gostaríamos. Esse comentário é baseado no fato da Grécia ter, também, grande nível de corrupção e estatização.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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