Fórum dos Leitores

CÓDIGO FLORESTAL

O Estado de S.Paulo

26 Maio 2012 | 03h05

Veto parcial

Era o que os brasileiros já esperavam da presidenta Dilma Rousseff: que vetasse parte do Código Florestal. Na batalha entre ruralistas e ambientalistas, o grande vencedor foi o Brasil. Precisamos urgentemente de mais mulheres do quilate da nossa presidenta.

ARNALDO LUIZ DE OLIVEIRA FILHO

arluolf@hotmail.com

Itapeva

Canetada arbitrária

Com os vetos ao novo Código Florestal, a presidenta Dilma desafia o Congresso Nacional e denigre o exímio trabalho iniciado pelo deputado Aldo Rebelo, seu atual ministro, e finalizado pelo deputado Paulo Piau. Vamos ver se os mesmos congressistas que levaram a plenário um texto atendendo aos anseios de suas bases terão coragem suficiente para derrubar esses vetos absurdos. Admira-me muito o fato de o Estado que acolheu a então perseguida política Dilma Rousseff, o Rio Grande do Sul, ser uma das maiores vítimas da sua canetada arbitrária. Nos moldes em que ficou o código depois dos vetos, Santa Catarina, o sul de Minas, a Serra Gaúcha e o Vale do São Francisco já estão condenados à "morte agrícola", o novo programa do governo federal.

DAVID BATISTA DO NASCIMENTO

davidbatistadonascimento@hotmail.com

Itapetininga

CONTAS-SUJAS

Projeto 'vira-lata'

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou o impedimento do registro de candidatura, para as eleições deste ano, dos políticos que tiveram as contas eleitorais do pleito passado desaprovadas. Rapidamente a Câmara dos Deputados deu o troco e aprovou projeto - já encaminhado ao Senado - que libera a candidatura dos chamados contas-sujas. Em suma, os legisladores não admitem a interferência do Judiciário em hipótese alguma, mas deverão enfrentar o TSE, pois o projeto "vira-lata" surgiu menos de 12 meses antes da disputa eleitoral no fim do ano. Que luta, hein?

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

O critério do interesse

O projeto que autoriza candidatos contas-sujas foi votado e aprovado pela Câmara em apenas nove dias (25/5, A3). Diligência semelhante tiveram somente as votações dos próprios salários. Mas o Projeto de Lei n.º 7.699, de 2006, que cria o Estatuto das Pessoas com Deficiência, está há mais de cinco anos rastejando no Congresso sem definição alguma! Esse é o conceito de prioridade e respeito pelos interesses do povo que tem a classe política brasileira.

JOSÉ CARLOS SALIBA

fogueira2@gmail.com

São Paulo

LÍDER MUNDIAL

Candidato

Lula diz que faltam líderes no mundo. Considerando sua megalomania, não é difícil candidatar-se ao cargo. Barack Obama e Angela Merkel que se cuidem.

JOÃO MENON

joaomenon42@gmail.com

São Paulo

ESTADÃO ACERVO

Censura

Não imaginei que as páginas mais procuradas do acervo do Estadão fossem as censuradas pelo governo militar, que também foram as mesmas que fui visualizar. Lembro-me muito bem das receitas e dos trechos de Camões publicados na época. Uma das receitas, com muito humor, foi denominada Lauto Pastel... Minha curiosidade pelo que foi censurado vem desde aquela época. Agora temos à mão, desde 1875, tudo o que foi publicado no mais importante jornal brasileiro. Duas guerras mundiais, conflitos internos, como a Revolução Constitucionalista de 1932, promovida contra o Estado Novo, e muitos outros fatos e episódios que poderemos enfocar por muito tempo para sabermos o que aconteceu no passado, desde o final do Império até as várias fases de nossa República. Meus cumprimentos ao jornal que assino por quase 50 anos.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Baluarte da democracia

Contra as tendências que assolam alguns países latinos que apostam na ignorância de seu povo, via censura, o Estado segue firme na sua missão de informar cada vez mais e melhor, renovando seu estilo e nos brindando com um acervo digital de 137 anos de História ao alcance dos dedos. Oferecer a verdade a um povo, permitindo-lhe conhecer a sua História, é a melhor vitamina que poderia receber a nossa democracia. Parabéns ao Estadão!

PAULO R. KHERLAKIAN

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

Verdade histórica

Parabéns e obrigado, Estadão, pelo acervo que nos oferece. Muito bom para a leitura da História do Brasil nesta fase de tanta deturpação feita por interessados em mudar a verdade histórica. Fornece-nos um magnífico registro do que realmente aconteceu, constituindo-se, provavelmente, no melhor registro que temos da vida nacional e internacional.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

Liberdade de expressão

Levar o acervo completo dos 137 anos de história do Estadão à era digital é mais que incentivar o conhecimento da História brasileira. Trata-se de uma iniciativa de referência que certamente vai influenciar a mídia, em seu conjunto, a trilhar o mesmo caminho, reafirmando o permanente compromisso com a liberdade de expressão, que forma e informa o cidadão. Pelo trabalho original, de largo alcance e significado, cumprimento a valorosa equipe do Estadão, em nome do Conselho do Instituto Palavra Aberta, na certeza de que esse partilhar da História cotidiana registrada pelo jornal se torna, desde já, um novo e crucial salto para afirmação dos valores democráticos.

PATRÍCIA BLANCO, presidente

patriciablanco@palavraaberta.org.br

São Paulo

Legado

Retornei ontem ao Brasil e recebi um presente: o Estadão Acervo, iniciativa histórica. Todos os fatos importantes, desde 1875, estão agora a um clique de quem sabe que conhecer o passado é fundamental para bem viver o presente e orientar o futuro. Um legado ao País e à humanidade, parabéns!

ROMEU CHAP CHAP, conselheiro do Secovi-SP e coordenador do Núcleo de Altos Temas (NAT)

silvia.carneiro@secovi.com.br

São Paulo

 

O STF E A TRANSPARÊNCIA NO SALÁRIO PÚBLICO

Quando publica os valores dos salários e demais benefícios recebidos pelos seus ministros, ex-ministros e servidores, o Supremo Tribunal Federal (STF) antecipa a apreciação sobre as dúvidas que os adversários da transparência já começam a levantar para protelar o cumprimento da Lei de Acesso à Informação. Se o STF age dessa forma, os governos e as instituições públicas federais, estaduais e municipais devem fazer o mesmo. E o povo, finalmente, ficará sabendo quanto ganham seus políticos, administradores e funcionários públicos. Prefeitos já publicam a relação dos cargos e salários praticados. Mas não os nomes dos beneficiários nem o montante das vantagens adicionais, que elevam os rendimentos às vezes astronomicamente. São cargos em comissão, tarefas delegadas mediante remuneração e até procuradores que recebem a sucumbência de ações que ganham em favor da administração. Conhecendo os ganhos integrais, o povo e suas instituições poderão cotejar a relação entre a importância das funções e a remuneração percebida. Poderá, também, identificar marajás, fantasmas e outros errantes, para promover a discussão do bom aproveitamento do dinheiro publico. A divulgação dos ganhos integrais de todos os que recebem do cofre público representará prova de amadurecimento político-administrativo. O procedimento poderá promover o respeito e grande reencontro da população com seus agentes e servidores públicos, com reais benefícios para toda a sociedade.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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PEIXINHOS E PEIXÕES

Engodo. Mal começou a vigorar a Lei de Acesso à Informação e já temos a primeira visão de como será tratada a transparência da presidente Dilma e dos governadores. Dado que as estatais e alguns órgãos não estão incluídos na lei, ficarão por fora os extras, honorários, pagamentos por reunião de conselhos que centenas de pessoas como ministros, secretários de Estados e também funcionários públicos de carreira recebem. É aí que são “acomodados” os amigos. Faltou um pequeno detalhe na lei, o que nos permitirá pegar os “peixinhos”, mas não os “peixões”. Pena!

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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QUESTÃO DE SEGURANÇA

O ministro do STF, Ricardo Lewandowski, foi voto vencido, mas foi o único que teve o bom senso e a sensibilidade de alertar os demais ministros da Suprema Corte de que a divulgação dos salários dos servidores é temerária e perigosa. Os bandidos estão vibrando com a decisão. Mesmo aqueles que estão presos. Escolherão com tranquilidade suas vítimas. Que poderão ser, inclusive, os próprios ministros e familiares. Acorda, Brasil.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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DIREITO LEGÍTIMO

A ministra Carmen Lúcia, cumprindo a Lei de Acesso à Informação, divulgou esta semana o total de seus vencimentos mensais como ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE): R$ 33,1mil. A soma supera o teto de R$ 26,7 mil, mas ela explica: a parcela de R$ 6,4 mil se refere à gratificação pelo exercício do TSE. Trata-se de parcela indenizatória prevista na Emenda 47 de 5 de julho de 2005, posterior à Emenda 41 de 19 de dezembro de 2003. A ministra tem razão. E razão têm também os que têm direito adquirido legítimo acima do limite de R$ 26,7 mil, caso de outros servidores públicos, como, por exemplo, viúvas(os) aposentadas(os) que são impedidas(os) de adicionar a suas aposentadorias as pensões que lhes cabem.

Francisco Pedro do Coutto pedrocoutto7@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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DISPARIDADE

Que belo contra-cheque aquele que foi mostrado no noticiário de 24/5/2012, referente aos recebimentos mensais da ministra Carmem Lúcia, algo parecido com R$ 33.000,00 (trinta e três mil reais). Não que ela não mereça. Mas, fazendo uma continha rápida, esse montante equivale a 55 salários mínimos, ou seja, a maioria esmagadora de um trabalhador brasileiro demoraria ao menos quatro anos para ganhar esse valor. É chocante!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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ALELUIA! SOLTEM OS FOGUETES!

Cumprimento-os pela reportagem de quinta-feira a exibir, finalmente, os salários líquidos do Poder Judiciário. O principal desta missiva é realmente felicitá-los por enfim renderem-se ao bom senso e à única maneira isenta de visualizar ou examinar o problema. A ministra Carmen Lucia Antunes Rocha leva para casa a quantia de R$ 23 mil por mês. Isto porque é integrante da máxima instância jurisdicional do País (STF), sem olvidar ainda que o valor citado inclui a gratificação de exercício da função eleitoral, já que S. Exa. integra o TSE. Agora, reflita-se: Se um ministro do STF leva para casa mensalmente R$ 18 mil reais líquidos por mês, depois dos descontos de Imposto de Renda (que são destinados à própria entidade tributante) mais 11% de contribuição previdenciária, qual seria pois a situação dos juízes federais e estaduais espalhados pelo país, a lutar contra péssimas condições de trabalho, volume de trabalho escravizante e líquidos que não chegam a R$ 15 mil por mês, no mais das vezes? Advogados, jornalistas, médicos, corretores de imóveis, todos não-titulares de poder, ganham bem mais do que tal cifra. Eles não estão errados. Quem está errada é a corrente de pensamento vencedora que instituiu o chamado teto de vencimentos sem considerar que este deveria ser implantado sobre os salários líquidos e não sobre os brutos (algo particularmente lusitano, valendo-me eu de figura de linguagem, todavia a preservar todo o respeito e todo o amor que sinto por nossos irmãos de aquém-mar). Por tratar-se este de tema intimamente afeto à estabilidade do Estado Democrático de Direito, os vencimentos dos magistrados e membros do Ministério Público deveriam ser tratados com a máxima seriedade, preservando-se ou tentando preservar maximamente o seu poder de compra bem como a qualidade de vida minimamente aceitável dos titulares de poder. Ou alguém por acaso acharia tolerável ver juízes a afundar-se em dívidas de consignados, cartões de crédito ou cheques especiais? Mas isso está longe de acontecer neste nosso demagógico e ignorante país. No Estado de São Paulo então, nem se diga! Os salários líquidos de todos os magistrados aqui citados deveriam ser hoje, no mínimo, 50% maiores do que atualmente são. Conclusão diferente desta ou misturar este tema com outros de exploração política ou publicitária é fomentar a injustiça e a falta de conhecimento de causa para avaliar tão delicada questão.

Flavio Capez flaviocapez@uol.com.br

São Paulo

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DISTRIBUIÇÃO DE RENDA

Câmara e Senado irão divulgar salários de todos os servidores. Mesmo que nos países de Primeiro Mundo essa divulgação já existe há muito tempo, na minha opinião a ordem dos fatores não altera o produto. Essa divulgação em nada irá contribuir, principalmente a milhares de trabalhadores que ganham seu minguado salário. Presumo que, em vez de divulgação dos salários, deveria haver uma melhor distribuição de renda para todos os trabalhadores.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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CPMI DO CACHOEIRA

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‘BRASÍLIA REALITY SHOW’

Os nossos representantes políticos ganham bem mais do que os participantes da babaquice do BBB para participarem do Brasília Reality Show na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira.

Luiz Antônio da Silva lastucchi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

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CACHOEIRA CALADO

Não foi nenhuma surpresa o contraventor Carlos Cachoeira ficar calado na CPI. A bola foi cantada por seu advogado dias antes. Ficar fazendo perguntas a uma múmia, como disse a senadora Kátia Abreu, só serviu de munição para o cliente e seu advogado para um próximo encontro. A amostra dessa CPI já serviu para entendermos como será o seu fim. Uma perda de tempo e de dinheiro, enquanto projetos importantes ficam engavetados. Brasil, um país de tolos!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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MUITAS PERGUNTAS, NENHUMA RESPOSTA

Os membros da CMPI não sabiam que é direito constitucional do réu permanecer calado para não produzir provas contra si próprio? Portanto, ao insistirem nas perguntas, para serem perfeitos burros, só lhes faltaram as asas. E não se fala mais nisso!

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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ELES SE ENTENDEM

Engana-se quem imagina ter criado constrangimento o silêncio do bicheiro. Salvo poucos congressistas, os demais são peças da mesma engrenagem. Aceitar o silêncio faz parte do jogo – até para usá-lo em causa própria algum dia, como não se considera deboche de igual modo a orientação jurídica, mesmo partindo de um ex-ministro da Justiça, que, apequenando a Pasta, contribui para a banalização do ilícito. Na verdade, muitos ali já são ou serão seus futuros clientes. Todos se merecem.

Lafayette Pondé Filho lpf41@hotmail.com

Salvador

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ESTRANHA PROFISSÃO

O mais intrigante é o superadvogado Márcio Thomaz Bastos, que já foi ministro da Justiça do governo Lula e disse que o bicheiro, seu cliente, não vai falar nunca na CPI do Congresso. Evidentemente, o ex-ministro está defendendo na mesma baciada o contraventor Carlinhos Cachoeira e todos os “cumpanheiros” com culpa no cartório. O que me intriga é como um ex-ministro da Justiça, que aconselha um conhecido criminoso a ficar calado para não produzir provas contra si e contra os maiores corruptos deste país, que ha décadas atravancam o nosso desenvolvimento, chega em casa, põe a cabeça no travesseiro e dorme tranquilo...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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BIOGRAFIA MANCHADA

Como pode um cidadão que foi ex-ministro da Justiça defender um criminoso que causou esse estrago na Nação?

Mário Aldo Barnabé mariobarnabe@hotmail.com

Indaiatuba

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PERGUNTA INOCENTE

O que será que leva um ex-ministro da Justiça, defender um contraventor contumaz? Só dinheiro?

Gustavo Guimarães da Veiga gjgveiga@hotmail.com

São Paulo

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HONORÁRIOS

Muito oportuna a pergunta do deputado Ruben Bueno (PR) ao depoente Carlos Cachoeira – que se negou a responder –, sobre como ele estaria conseguindo os recursos para contratar Márcio Thomaz Bastos. A pergunta do deputado procede, e é muito importante. Uma oportunidade para essa CPI investigar como o dinheiro público desviado está conseguindo financiar as despesas com processos judiciais de inúmeros personagens envolvidos em esquemas sofisticados de roubalheira e corrupção. E a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por sua vez, poderia aproveitar também para rever ou atualizar seu código de ética, para definir de forma mais clara , a diferença que há em se patrocinar uma causa com base em princípios éticos de conduta e a de se associar a quadrilhas ou mesmo a um partido político,disfarçados de cliente. Nesse sentido, é bem possível que certos “honorários” se enquadrariam melhor no tipo penal de receptação, que pagamento justo por bons serviços jurídicos prestados...

Gilberto Motta da Silva gmottas@yahoo.com.br

Curitiba

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LEGAL E MORAL?

Causa estranheza ver um homem renomado e que já foi público, criador de frases marcantes como “Não acreditar nas virtudes do homem, mas sim na força das instituições” defender, no exercício da sua profissão, o autêntico chefe de quadrilha Carlinhos Cachoeira. É legal, mas é moral?

Flavio Langer diretoria@spaal.com.br

São Paulo

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ESPECULAÇÃO INÓCUA

Discordo das críticas ao advogado Márcio Thomaz Bastos por estar defendendo o Carlinhos Cachoeira. Presumo que um motorista não deve escolher o veículo que irá dirigir, um médico não pode escolher o paciente que irá atender, bem como um advogado deve atender quem dele necessita. É de suma importância que a opinião pública cobre a apuração dos fatos e culpados, o que está além disso é especulação inócua.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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CPMI DO LULA

Um ex-ministro e tanto. Lula soube muito bem escolher um advogado, para o que der e vier. Esse ex-ministro do presidente Lula, traiu o país, ao defender o corruptor Cachoeira. Pobre Congresso. Feitos palhaços, numa CPMI sem sentido de existir. Basta apenas que a PF dê prosseguimento aos inquéritos com provas materiais penais contra os corruptores e corruptos titulares de cargos públicos e eletivos desse nosso grande Brasil. Chega de Vaccarezza e demais vaquinhas de presépio. Uma vergonha esse nosso Congresso. Que os eleitores atentem para suas candidaturas nas próximas eleições.

Roberto de Campos Fernandes rcfmrf@superig.com.br

São Paulo

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‘I NOSTRI’

O silêncio imposto ao Cachoeira revela de modo incontestável que PT e Lula estão muito bem defendidos na CPMI.

Ulisses Nutti Moreira, advogado ulissesnutti@uol.com.br

Jundiaí

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SUPERADOS

Esta semana, no Congresso brasileiro, Al Capone e sua trupe foram amplamente superados.

Jorge Zaven Kurkdjian zavida@uol.com.br

São Paulo

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NA EXPECTATIVA

Como somos otários, não? Já sabemos que tudo vai acabar em absolutamente nada, mas ficamos sempre na expectativa de que os bandidos deste país venham a ser exemplarmente punidos. Em sua carta, publicada no Fórum dos Leitores deste jornal, intitulada O circo da CPMI, a Sra. (Srta) Leila E. Leitão discorre com inigualável exatidão todo o embuste, e o que é o pior, que todos já sabiam.

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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MALFADADO HISTÓRICO DAS CPIs

As CPIs abertas desde 1998 não deram em nada, apenas muito buxixo e todas foram arquivadas, ou seja, o corporativismo amplo geral e irrestrito encobre toda a bandalha, e os malfeitos foram na verdade bem feitos, pois conseguiram enganar tudo e todos, e la nave va. Está na hora de isso mudar e a CPI do Cachoeira mostrar a que veio, além de mostrar a cara e os nomes daqueles que se encostaram nesse corrupto que sem nenhuma dúvida comprou todos, independentemente do preço.

Anibal Vilari anibalvilari@bol.com.br

São Paulo

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É A HORA, BRASIL

Num país em que um bicheiro praticamente manda em Brasília, manda aprovar isso ou aquilo com alguns senadores, muitos temerosos e bichados, tem um dos maiores criminalistas do País para defendê-lo ao vivo para o Brasil e o mundo assistir e ainda assim “tira sarro” da nossa cara é sinal de que tudo está bichado mesmo. É a hora, Brasil, “você é nosso e nós somos teu”, vamos cobrar punição para quem estiver envolvido nessa bicheira, ou a partir de amanhã vou ensinar meus descendentes a se envolver com esses jogos. É, mas na verdade, não sei se teria coragem, não foi isso que aprendi.

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

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CACHOEIRA DE ILUSÕES

Por que ainda mantemos ilusões com esta CPMI? Segundo escalão, escalado para depor, Delta só no Centro-Oeste,“somos teu!?”, tentativas de esconder mal maior, ex-presidente iluminado, governadores poupados, entre outras brincadeiras (de mau gosto).

A toxicidade é tão grande que o ruído supera o significado, e o cheiro é nada recomendável. A história nos ensina que já aconteceram eventos que acontecem de novo (já tivemos vários exemplos), ou que nunca aconteceram e acontecem (raros).

Luiz A Bernardi luizbernardi@uol.com.br

São Paulo

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A LUCIDEZ NECESSÁRIA

Essa conversa insistente e recorrente do governo sobre o depoimento do Cachoeira tornou-se ridícula (como também a tal Comissão da “Verdade” que só investigará um lado da moeda!). Nada mais é do que uma tentativa do governo federal de impor novamente (ou continuar...) o panis et circensis, tergiversando o cenário para tentar confundir a população. Temos a obrigação de sermos lúcidos a 300% (utilizando a medida “D. Dilma”) olhando para assuntos outros, aqueles que nossa presidente parece não querer chamar a atenção e/ou enxergar (igual a seu antecessor, que nada via e agora parece que está acordando, já que a água do mensalão está subindo), como segue: 1) Marcio Thomaz Bastos, ex-ministro, claramente do outro lado da cerca (e o governo nada faz, como se fosse absolutamente normal um homem com seu passado profissional em Brasília e sua articulação política estar defendendo um gangster declarado...); 2) Gastos com cartões corporativos (secretos) do governo federal: R$89,7 milhões! (e o governo declara haver transparência (!?) nos gastos públicos pois está abrindo ao público os contra-cheques de uma certa turma do funcionalismo...); 3) A Construtora Delta está abertamente ligada ao governo federal em várias obras e combinações, umbilicalmente conectada ao governador do Rio, ambos fingem que nada existe, porém o governo federal dá o “aval” para o grupo JBS comprá-la (negócio claramente condicionado a que a Delta gere lucro!), onde “por acaso” Henrique Meirelles (ex-Banco Central “independente” de Lula por oito anos) ocupa o cargo de presidente do conselho da holding do grupo. Se contar para um psiquiatra de outro país o diagnóstico será de mania de perseguição ou algo mais sério, talvez; só que tudo isso está acontecendo, ao vivo e em cores! Estamos em outro momento de amadurecimento político do país, alguns (sim, apenas alguns) setores da sociedade evoluíram muito, porém, há que se recordar que por muitíssimo menos já aconteceram revoltas armadas no país; e impeachments ocorreram devido a capas de revista sucessivamente denunciando absurdos muito menores...

Antonio Carlos de Souza Queiroz Cardoso Filho acardoso@acardoso.com

São Paulo

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PALHAÇO

A anunciada negativa de Carlinhos Cachoeira em falar indignou alguns integrantes da CPI, formada por nobres deputados e senadores. Fez com que estes se sentissem como palhaços. E nós, como devemos nos sentir, por experimentarmos este sentimento diariamente?

José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br

São Paulo

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HORA DE SERIEDADE

Que essa CPI não passa de uma Comissão Para Idiotas, já sabemos. Causa, porém, espanto o jornal da envergadura de um Estadão dar tanto espaço à tal “musa” da corrupção. Isso que ela é. Se querem dar uma nota, que seja no seu devido lugar, pela sua real desimportância. Essa coisa de “musa” cansou. Não é hora nem momento para noticinha chinfrim. Estamos passando momentos dolorosos de tanto acinte e descaso para com o eleitor e contribuinte. Tudo não passa de uma grande farsa, um desaforo, uma grande mentira! Que a prestigiosa imprensa, nossa última aliada, dê valor ao que importa e não misture as coisas sob risco de tornar o jornalismo sério em algo provinciano, bem caipira.

Gloria de Moraes Fernandes glorinhafernandes@uol.com.br

São Paulo

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ÀS AVESSAS

Diante dos descalabros dessas latitudes, Renato Russo, grande expoente de minha geração, bradava sua indignação em forma de poesia: “Que país é este?” Esse, Renato, é o país que deveria se mirar na figura da esposa de um bandido contraventor como paradigma de um modelo a ser evitado e execrado, mas que no entanto lhe concede a coroa de “musa da CPI”. Esse é o país das avessas.

Cristóvão N. Menezes Cristovao.meneazes@terra.com.br

São Paulo

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PIADINHA RIDÍCULA

Simplesmente ridícula a pergunta feita ao Carlinhos Cachoeira quando de sua ida à CPMI, feita por um parlamentar cujo nome nem sei, mas que perguntou ao contraventor “qual o bicho que tinha dado naquele dia”. O parlamentar, para minha surpresa, até que demonstrou conhecimento nesse jogo de azar. Uma piadinha para aparecer, seguramente foi isso.

Jose Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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COMISSÃO DA VERDADE

Na semana que passou, constatei que o Estadão, que tenho lido nos últimos 40 anos, deu extensa cobertura ao assunto Comissão da Verdade. Ao que foi apresentado no editorial principal, foram agregadas opiniões de um vasta gama de personagens importantes da intelligentsia brasileira. Tento modestamente colocar algumas questões que não foram mencionadas pelas pessoas notáveis que emprestaram seus talentos para abordar o problema. Quando se analisa qualquer país que, em algum momento da história, tenha desempenhado ou esteja desempenhando o papel de ator global, verifica-se a prevalência de três condicionantes: a ocorrência de trauma social, cultural, político e militar generalizado, caracterizador de ponto de inflexão da história da nação; a existência de intelectual ou conjunto de intelectuais, identificador e definidor dos rumos dos respectivos país e sociedade; e a existência de estadistas, capazes de catalisar as energias e sinergias à luz das indicações da intelectualidade – não raro, no aproveitamento do êxito resultante do mencionado trauma –, para empreender a transformação que leva o País à atuação global. Ao se enfocar as metas incluídas no contexto da Comissão da Verdade, vale a indagação: há ou houve trauma, intelectual e estadista na evolução brasileira? A amostra de cidadãos testemunhas da instalação da aludida Comissão é um bom indicador para se arguir, debater e exercer o pleno direito ao contraditório. Neste texto, restringirei minhas observações ao terceiro pilar, a questão dos estadistas. Tratarei do cenário e do contexto político brasileiro dos últimos trinta anos, sem citar nomes. Minha opção é tentar uma abordagem despersonalizada e, tanto quanto possível, conceitual e institucional. O Maranhão e outras capitanias da Federação são laboratórios adequados para as experiências sociais, políticas e culturais requeridas. Seus IDHs e como corolário o padrão de saúde, moradia, educação, funcionamento da justiça, ou vice-versa, tornam-nos contra-exemplos das práticas satisfatórias de gestão do bem público. Pois bem, a condução maranhense tem sido extrapolada para o Brasil todo, durante tanto tempo, não importando que alinhamento ocupe a liderança maior do País. Por que não instituir uma Comissão da Verdade para avaliar quantas crianças perecera –para ser mais realista, quantos milhares de crianças pereceram –, inicialmente no Maranhão, e depois no restante do País, como resultado das práticas políticas, algumas quase medievais, oriundas daquela capitania? Em face dos impulsos com gênese em Alagoas, o Parlamento brasileiro teve uma atuação exemplar em quadra recente de nossa evolução política. Quais as consequências, para a Nação, da falta de prosseguimento das ações saneadoras fomentadas pela sociedade e acolhidas pelo Poder Legislativo? Por que o exemplo maranhense no atinente a alinhamento de liderança regional com a liderança do País é imitado inequivocamente nessa outra capitania? Não seria razoável implantar uma Comissão da Verdade para avaliar as perdas do povo alagoano e as consequências para o País? É razoável esperar que um intelectual, quando em função pública executiva, tenha o dever imprescindível de transformar o cenário educacional em sua esfera de atuação. Não deve haver dúvida de que poucos intelectuais ocuparam o mais alto cargo da Nação brasileira. Lamentavelmente, nos anos recentes, o desempenho educacional da juventude brasileira se ombreia com o dos países com as piores classificações, dentre aqueles que são mundialmente avaliados – para dúvida não restar, a referência disponível é a do Pisa, conjunto de procedimentos consagrados, no concerto dos países com nível minimamente satisfatório de organização. Ora, os brasileiros devem pleitear uma Comissão da Verdade para identificar as perdas resultantes da inépcia de intelectual na liderança da Nação e na solução das questões educacionais patrícias, com ênfase para as consequências da indigência educacional em todas as demais esferas coletivas, a começar pela morte de criancinhas, o abandono aos idosos, a segregação em favelas e tantas outras constatações, podendo algumas serem consideradas hediondas. Essa Comissão teria que apurar também se a verdade tem apenas uma faceta, apenas um lado, ..., se a verdade é, recursivamente, uma meia verdade, conforme enunciado por notável integrante da intelectualidade. Para ele, os assassinatos do Toledo e da Elizabeth Mazza Nunes, perpetrados por seus próprios companheiros, com motivações e ações tipicamente nazicomunistas – para ficar apenas com dois exemplos – não podem ser objeto de apuração da verdade. Goethe, dando solavancos no túmulo, tem razões para estar berrando Lich, mehr licht! (“Faaaltaaa luuuzzz!”). Nossa evolução traz-nos para tempos mais recentes, onde a despeito da onda de otimismo generalizado, testemunhou-se um dos períodos de maior corrupção em nosso maltratado País. Por oportuno e por decência, deve-se asseverar que essa é também uma questão antiga. Basta lembrar Rui Barbosa e sua célebre Oração aos Moços – “De tanto ver triunfar as nulidades..., o homem chega rir-se da honra, a desdenhar da virtude, a ter vergonha de ser honesto...”. Entretanto, o que assombraria mestre Rui é a dimensão, é a escalada, é a violência da malversação do bem coletivo. Temos alguns poucos meses para conferir se, do episódio do “mensalão”, resultará a catarse requerida e para confirmar a celebrada metáfora de François Andrieux, que colocou na boca do moleiro de Sans Souci o verso: “Oui, si nous n’avions pas des juges à Berlin.” (“Sim, se não houvesse consciências em Brasília!”). O que se deve arguir é por que não implantar uma Comissão da Verdade para avaliar os destroços humanos resultantes do desvio de recursos públicos de hospitais, escolas e programas de moradia e saneamento, para as mãos de quadrilhas organizadas – ressalte-se, segundo avaliação da alta instância do Ministério Público. Bom, um doutor defende a tese de que a verdade é como a Lua, deve ter uma face visível e outra oculta; seu homônimo, o doutor HC nunca defendeu tese, ou melhor, defende a tese de que o “mensalão” não existiu, como se fosse possível não existirem a Lua e a verdade. São homônimos não pela coincidência de siglas, mas pela coincidência de exegese da práxis político-financeira para manutenção do poder. O presente, o que é o presente senão o esbarrar do passado com o futuro? A História ensina que, no passado, o nazismo foi um sistema de gestão que assassinou e torturou milhões de pessoas. Ensina também que o comunismo também assassinou e torturou outros milhões, quem sabe muito mais do que seu alter ego. O que significa defender, preconizar, lutar e matar pela implantação do nazismo ou do comunismo em um País como o Brasil? O que significa empreender essa luta, sofrer-lhe as conseqüências – enfatize-se: é perversidade matar ou torturar, mesmo quando a cidadã ou o cidadão peleja pelo nazicomunismo –, e depois mentir, asseverando que a luta era contra a ordem vigente? Que tal uma Comissão da Verdade, com o íntegro testemunho do Gustavo Gorender, para retirar a máscara que engana e agride? Inicialmente, esta missiva cogitou de três vertentes da construção de um país ator global, mas discorreu sobre generalidades de apenas uma delas: a indigência de líderes ou ausência de estadistas em um período recente de nossa história, inferência que pode ser extrapolada para o conjunto inteiro, ressalvadas exceções poucas. A revolução transformadora – que não precisa ser necessariamente armada –, a intelectualidade e também a liderança de Estado são temas a serem explorados em nosso País, devendo a última ser tratada, não com a minha indignação, mas com elevada qualificação. Os intelectuais da atualidade precisam gerar intelectuais melhores para indicar os rumos de nossa evolução. Poucas organizações ou instituições tem o potencial do Estadão para estimular os questionamentos, propor os desafios, elaborar as provocações para que brasileiros com a requerida condição intelectual, com coragem e integridade, e, sobretudo, isentos de associação com a malversação do interesse coletivo e com ideologias anestesiadoras, tratem da questão. Parece razoável nutrir a expectativa de que, a despeito da inequívoca simpatia do Estadão para com aqueles que defendem a Comissão da Verdade restrita, a parcialidade resultante dessa atitude possa ser atenuada para que continuemos a nos orgulhar do jornal e, sobretudo, para que haja um despertar em nosso País da omissão de parcelas ponderáveis de integrantes da política, da intelectualidade e da juventude, na construção de um caminho autônomo e com independência em relação aos países poderosos da atual conjuntura. E, especialmente, que faça germinar entre nós a decência, a ética e a generosidade no bem servir. Ou então conformemo-nos com o País que é um dos cinco ou seis maiores produtores de automóveis no mundo, mas é o único dentre os oito primeiros que não tem uma indústria de automóveis pertencente a nacionais e com capital majoritariamente nacional; ou conformemo-nos com um País cujos equipamentos fundamentais de suas Forças Armadas são majoritariamente de concepção e produção estrangeira – lembrando que não existe exemplo na História que contemple povos vitoriosos com equipamentos militares concebidos e fabricados fora das fronteiras nacionais; ou nos acovardemos diante da corrupção endêmica, sistêmica, desenfreada e incalculável; ou aceitemos com passividade um dos piores sistemas educacionais dos 60 países do mundo com melhor nível organizacional – a propósito, sou filho de família modesta, sou neto de negra e bisneto de índia e não precisei da malfadada política de cotas para ingressar em uma das melhores Faculdades de Engenharia do País, bastou apenas mérito e escolas públicas satisfatórias; adicionalmente, jamais faltei a um dia de aula, do ensino fundamental às três pós-graduações realizadas, em decorrência de greve, não raro, entre nós, o direito universal de punir os menos aquinhoados, com a bênção daqueles a quem não interessa um povo letrado – ou, entre tantas outras aceitações, conformemo-nos com o fato de que a lista de livros mais vendidos do Estadão, quando comparada com as suas congêneres no mundo, é a que contém a maior densidade de autores estrangeiros. Ou então vivamos em estado de catalepsia cerebral, imaginando Comissões da Verdade, que a rigor deveriam ser alcunhadas Comissões da Vergonha e Humilhação. Não tenho qualquer constrangimento em ser acusado de detentor de agenda negativa. Entendo que a faculdade de interpretar o todo é um atributo fundamental do ser humano. Entendo que a capacidade de indignação é essencial para que haja a prevalência da ética, da decência e da justiça. E, por último e principalmente importante, entendo que é fator evolutivo, com enorme relevância, a disposição e coragem para vasculhar as entranhas de qualquer organização, sociedade ou nação, para identificar-lhes as mazelas e construir uma agenda voltada para a realidade sem práticas medievais, sem corrupção, sem ausência de compromisso com Educação e sem meias verdades ou meias mentiras, não importando quão doloroso seja. Enfim, um País com harmonia, solidariedade, justiça e riqueza, com acesso assegurado a todos, à luz de irrepreensível prevalência do mérito. Diante de qualquer juízo contrário, entendo que não devo, como Galileu, retratar-me, mas vale lembrar sua frase emblemática: “E pur se muove” (“Não adianta me forçarem a mentir!”).

Aléssio Ribeiro Souto, militar da reserva souto49@yahoo.com

Brasília

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PICARETAGEM LEGALIZADA

O objetivo da Comissão da Verdade não é apurar coisa nenhuma, e, sim, inventar mais “vítimas da ditadura militar”, obviamente petistas e agregados, a fim de que possam receber polpudas indenizações, sem mensalões ou dinheiro nas cuecas; em síntese, picaretagem “legalizada”.

Eraldo Bartolomeu Cidreira Rebouças real742@yahoo.com.br

São Paulo

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ESPAÇO ABERTO

Simplesmente brilhante o artigo de Celso Lafer, Sobre a Comissão da Verdade (20/5, A2). Com a didática de um verdadeiro mestre, o texto explica com invejável clareza o precípuo objetivo da Comissão Nacional da Verdade, traçando a importante distinção, nem sempre observada, entre História e contribuição para a História. O papel da Comissão é o de registrar a "memória da verdade factual da violação dos direitos humanos no Brasil", no período da ditadura. Valeu a agradável e instrutiva leitura. Parabéns ao ilustre articulista e ao Estadão.

José Rogério Cruz e Tucci, professor titular da Faculdade de Direito da USP jrctucci@aasp.org.br

São Paulo

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VERDADE NA COMISSÃO

Lendo o editorial de Celso Lafer (20/5, A2), sobre a comissão da verdade em que ele cita que esta ajudará na “consolidação da vida democrática”; tenho a dizer que a democracia está implantada no Brasil faz tempo, o que temos agora é lutar pela consolidação da palavra honestidade, políticos mais honestos, acabar com a censura imposta a jornais, colocar o nome dos corruptos e corruptores a execração pública, isto sim, é lutar pela democracia e mais, guardar as lágrimas da Dilma sobre os tempos da ditadura para aguar o sertão nordestino, aí sim solidificaremos a democracia.

Jorge Peixoto Frisene jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo

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VÍTIMAS E FAMÍLIAS

Seria bom perguntar ao Sr. Orlando Lovecchio Filho e à família do capitão Mendes Júnior o que eles acham da composição da Comissão da Verdade.

Raquel Oliveira Amorim quel.amorim@uol.com.br

Belo Horizonte

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UM ALERTA À COMISSÃO

Carlos Lamarca, matou por um ideal! Alberto Mendes Junior, morto por um ideal! As indenizações pagas aos "idealistas" e seus familiares,hoje no poder, por fatalidade ou sadismo, estão sendo quitadas,com o resultado dos impostos pagos, inclusive pelos "torturadores" e seus familiares! Alberto Mendes Junior, então tenente, com 23 anos de idade, recebeu ordens superiores para diligenciar no Vale do Ribeira a busca de "terroristas/idealistas". Foi morto a coronhadas pelo, hoje, herói, Carlos Lamarca, então Capitão desertor do Exército brasileiro. Os familiares do,à época,jovem oficial da Força Pública paulista,não são lembrados pelos analistas das indenizações chapa branca. Por outro lado, excessos foram praticados pela ditadura militar, tão condenáveis quanto aos praticados por aqueles "terroristas/idealistas". Eis um emblemático exemplo do critério e da noção de justiça que prevalece no Brasil dos "idealistas/terroristas/heróis" de ontem, hoje no poder. Outras mortes ocorreram, de parte a parte, sob responsabilidade dos mesmos grupos ideológicos que se colocavam como adversários (militares e revolucionários) a partir da década de 60 até a Anistia. Pelo jeito teremos que aguardar o retorno dos militares ao poder para que sejam indenizadas as famílias dos mortos pelos "idealistas/terroristas/heróis" hoje no poder! O único caminho para estancarmos esse círculo vicioso é promovermos uma revolução no homem. O homem mudando, a sociedade mudará. A figura do herói não mais existirá,dando lugar a seres humanos equilibrados e felizes. Utopia ou possibilidade? Eis um sinal de alerta à Comissão da Verdade!

Paulo de Souza Alves Filho advocaciapauloalves@terra.com.br

Tietê

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PRÊMIO

Dilma Rousseff recebeu um prêmio por ter sido interrogada. Pergunta-se, agora: E a família do jovem soldado Mario Kozel executado covardemente com uma bomba atirada pelos atuais governantes na guarita do quartel no Ibirapuera, como é que fica?

Dionysio Vecchiatti dio.vecchiatti@terra.com.br

Valinhos

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TORTURADOR FULANO DE TAL

A entrevista de Roldão Arruda com o professor Oscar Vilhena Vieira, diretor da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (22 de maio), é particular e amplamente esclarecedora. Antes dele só vira dois outros advogados, Ayrton Soares e Rosa Maria Cardoso da Cunha, esta integrante da Comissão da Verdade, se lembrarem dessa questão óbvia, a de que a esquerda, armada ou não, foi caçada, presa, torturada, processada e que, se viva e não banida, cumpriu pena. É por esta razão, tão esquecida, digamos, por quase todos os que se manifestam a respeito da Comissão da Verdade neste Fórum, que é pífia a argumentação dos meios militares de que a esquerda deve ser investigada – está é na hora que reconheçam que praticaram a tortura protegidos pelo Estado em nome de seu anticomunismo. Não deve haver luar para tolerância quando se investigar a tortura no País durante a ditadura, e quem torturou tem que ser conhecido como torturador, como se título fosse: torturador fulano de tal.

Vicente Alessi Filho valessi@valessi.com.br

São Paulo

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FALÁCIA

A “Comissão da Verdade” é uma falácia.

Paulo Busko paulobusko@terra.com.br

São Paulo

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SOBRE COTAS RACIAIS

O professor José Goldemberg publicou um artigo, recentemente, no O Estado de S. Paulo de 21 de maio de 2012, sobre Cotas raciais quem ganha, quem perde? Facilitar, por meio de cotas raciais, o acesso às universidades a um grupo especifico de brasileiros, não deixa de ser demagógico, embora válido até certo ponto. Estabelecer cotas por lei, vagas no ingresso ás universidades, sem demonstrar mérito, prejudica aqueles que perderam essas vagas, apesar de terem méritos, devido a cotas. Se o governo, qualquer que seja este, tiver real interesse em incentivar o ingresso, não só por motivos raciais, mas, principalmente considerando aqueles que tem dificuldades financeiras, o caminho real a seguir consiste em no ensino médio, de alguma forma oferecer aqueles que, sendo de famílias carentes ou meio carentes e, tendo demonstrado aptidão intelectual acima da média, uma formação que lhes permitam concorrer nos exames vestibulares de igual para igual com outros candidatos. Transformar uma fração (a ser determinada com algum critério palpável) das escolas publicas (estaduais) do ensino médio, em escolas onde estudantes selecionados conforme sua aptidão intelectual, recebam formação, no sentido acima mencionado. A seleção pode ser feita, principalmente (não unicamente) por exames de Português e Matemática. É isso um processo discriminatório? É muito menos do que “cotas raciais”. Na realidade nem é discriminatório propriamente dito. Alias é muito menos do que os exames vestibulares, em Universidades como USP, ITA, Unicamp, etc. em que áreas como Medicina, Jornalismo, Engenharia, etc. estudantes muito capazes são eliminados por questão de vaga. Isto é mais discriminatório. A educação no País enfrenta o mesmo problema. Porque ano após ano exames como o Saresp e outros revelam muitos estudantes que chegam no ensino médio com formação abaixo da critica. Estes são discriminados em qualquer competição envolvendo estudantes preparados em escolas particulares de nível acima da média. Como resolver esse problema? Depende e muito da boa vontade política de nossos governantes.

Shigueo Watanabe etoledo@if.usp.br

São Paulo

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PEC DO TRABALHO ESCRAVO

Com a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do trabalho escravo o Estado do Maranhão será expropriado e devolvido ao Brasil?

Carlos Leonel Imenes climenes@ig.com.br

São Paulo

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MODELO SOCIALISTA DE TRABALHO ESCRAVO

É incrível a criatividade desses alienígenas. Os pretensos “socialistas” conseguem inventar novo regime econômico: o social/capitalista. Cuba é o modelo mais expressivo. Lá foi feita a seguinte divisão: socialismo para o povo e capitalismo para a casta governamental. Exemplo disso são as famigeradas empresas estatais que monopolizam todos os meios de produção e serviços às custas da população que para elas trabalham por um salário que mal lhes permite o sustento, muito menos de suas famílias. O descalabro ainda vai além, segundo o Grupo Internacional pela Responsabilidade Social Corporativa, utilizam força de trabalho a custo zero, ou seja, sem pagamento de salários, encargos sociais, despesas com equipamentos de segurança e ainda obrigam os trabalhadores reclusos nas 200 prisões e “campos de trabalho” existentes na Ilha a trabalharem em regime extenuante e desumano de 12 horas diárias. Assim, os governantes vão bem e o povo de mal a pior. Esse é o modelo ideológico que muitos ainda se esforçam em tentar defender. Vade retro!

José Carlos Saliba fogueira2@gmail.com

São Paulo

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O TURISMO E NELSON MOTTA

Às vésperas de sediar a Copa do Mundo (2014) e a Olimpíada (2016), o mercado de viagens e turismo no Brasil tem a oportunidade de aprender com os episódios inéditos que envolveram diferentes atores – privados e públicos – no processo de hospedagem para os participantes da Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20. Neste sentido, nada poderia ser mais oportuno do que a coluna do jornalista, compositor, escritor, roteirista, produtor musical e letrista brasileiro Nelson Motta, veiculada com o título Negócios do Brasil, publicada no dia 25/5/2012 em prestigiados jornais de circulação nacional. Ao declarar que “qualquer alfabetizado digital com um cartão de crédito pode fazer uma reserva no hotel que quiser pela internet, sem pagar comissão a ninguém”, Motta coloca em dúvida o papel das operadoras turísticas e agências de viagens, modernamente posicionadas como consultorias profissionais qualificadas. Para atender a demanda por viagens a lazer e negócios, em âmbito global, os consumidores, cada vez mês mais recorrem aos serviços de quem é do ramo. Um pacote turístico, fornecido por uma operadora, custa para o consumidor no mínimo 25% menos do que a compra direta da passagem aérea, da hospedagem e dos serviços receptivos incluídos. No caso de um evento, do mesmo modo, a prévia negociação realizada por uma operadora turística, investida da condição de operadora oficial, assegura, por exemplo, o bloqueio dos apartamentos em quantidade suficiente para garantir o atendimento aos participantes. Equivoca-se o colunista ao afirmar que “Como são esperados 30 mil visitantes para a Rio+20, o Itamaraty resolveu fazer uma licitação para uma só agência centralizar todas as reservas – e ganhar sozinha todas as comissões”. A rigor, são esperados cerca de 50 mil visitantes para o referido evento e a contratação da operadora oficial, que é a praxe do mercado em todo o mundo, garante cumprir exatamente o que havia sido estabelecido em edital de licitação promovida pelo Itamaraty. Ou seja: obter o bloqueio de mais de 10 mil quartos para o período do evento: de 12 a 23 de junho. Um feito profissional sem precedentes, que assegurou a oferta demandada e atendimento individual às delegações estrangeiras em tempo recorde. Em cinco meses de dedicação, de dezembro de 2011 a abril de 2012, a operadora Terramar garantiu as 100 mil room nights solicitadas, num mercado onde a ocupação média da hotelaria é estimada em 85%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH/RJ). Na prática, a operadora oficial conseguiu confirmar de maneira personalizada não apenas a vinda e a hospedagem para 160 delegações estrangeiras, mas também de 120 chefes de estado, além de jornalistas e de representantes da Organização das Nações Unidas – ONU. Coube à operadora Terramar a missão de atuar com devida observância aos critérios protocolares, diplomáticos, respeitando as peculiaridades culturais e empreendendo todos esses esforços profissionais conquistar o apoio da absoluta maioria dos hoteleiros cariocas, para oferta de uma diária média absolutamente dentro dos parâmetros de mercado. Aliás, tarifas inferiores àquelas praticados em eventos de porte equivalente, como Olimpíada em Londres ou Maratona de Manhattan em Nova York. Registre-se ainda que, a informação dada pelo colunista: “são cerca de 300 mil diárias durante 10 dias”, não condiz com a verdade dos fatos. Do mesmo modo, não procede a afirmação de que a Terramar estivesse “mordendo R$ 504 numa diária de hotel cinco estrelas vendida a R$ 1.560, e R$ 261 nos quatro estrelas, que vendiam a R$ 948”. Pior que isso, é imaginar que o trabalho desempenhado pela operadora oficial do evento pudesse ser resumido a “mandar um e-mail com a reserva e um número de cartão de crédito”. Se cada delegação estrangeira precisasse ligar diretamente aos hotéis um ou dois meses antes da Rio+20, não restam dúvidas: o evento não aconteceria, porque sem hospedagens para as delegações oficiais não teríamos a Conferência. Por isso a justa, necessária e única opção do governo brasileiro para garantir os apartamentos. A outra pergunta lançada por Motta, “Em que lugar do planeta agências ganham 25% do valor de uma diária para reservar um quarto?” e por ele mesmo respondida: “Só no Brasil, que não por acaso tem hoje os hotéis mais caros do mundo – e as agências mais espertas”, carece de embasamento. Quem trabalha com margem de 25% sobre o valor dos pacotes não são as agências de viagens, mas sim as operadoras turísticas. Confundir uma operadora turística com uma agência de viagens é um grande equívoco. Equivale a confundir as montadoras de automóveis com as concessionárias. Ambos os elos da complexa cadeia produtiva do setor cumprem papeis distintos e complementares, agregando serviços e proporcionando ganhos aos seus clientes e fornecedores. A ilusão de que a compra direta de um produto turístico via internet favorece o consumidor tende a ser desfeita facilmente, quando o viajante desinformado e desassistido se depara com algumas situações indesejadas. Por exemplo, o cancelamento de um voo, a cobrança de multas para remarcação do bilhete, cujo valor supera o preço da passagem aérea, ou ainda, a frustração de encontrar acomodações incompatíveis com as expectativas geradas a partir de fotos antigas e maquiadas exibidas na web. Muito pior que tudo isso ocorre quando o viajante “fica no chão”, jargão utilizado pelo trade turístico para indicar os males causados pelo overbooking. O prévio bloqueio negociado mediante pagamentos antecipados, como o que foi executado pela operadora Terramar, evitam que os viajantes sofram esses transtornos. Nelson Rodrigues, xará do simpático colunista que o menciona na referida coluna, ao resgatar expressões como “galinha morta” ou “negócio da china” e equipará-las à expressão “Negócio do Brasil”, em tom pejorativo, também dizia: “Toda unanimidade é burra”. Não é o caso do experiente colunista Nelson Motta, certamente, que apenas fez ecoar um alerta, temendo e condenando com razão explorações indevidas – postura combatida pela Terramar e por todas as empresas idôneas que atuam no setor. Compartilhando do mesmo objetivo e mantendo o compromisso de contribuir com a imagem do destino e o sucesso do evento, foram empenhados todos os recursos pertinentes para a excelência dos serviços requeridos em uma ação de operação turística com tais dimensões. Este é o legado que não pode ser desconsiderado, nem esquecido. Ao contrário, merece renovada repercussão midiática; uma vez que, sem revogar a lei da oferta e da procura, o governo e a iniciativa privada foram capazes de unir forças, demonstrando prontidão e coesão de propósitos ao impingir uma lição de cidadania no combate às distorções. Como demonstração de amadurecimento setorial, o episódio fortaleceu ainda mais o processo de negociação. Ao concordar em reduzir para patamares inferiores de mercado a sua margem de remuneração, pelos complexos serviços prestados, e com a total cooperação da hotelaria carioca, a operadora oficial já confirma a ocupação de 80 mil room nights para a Rio+20 e a redução do preço médio das diárias entre 15% e 35%. Agradecemos a oportunidade de rebater as críticas infundadas, esperando contribuir com a preservação da imagem do setor de viagens e turismo e do destino Brasil. Afinal, a atividade turística impacta 52 setores da economia, é líder mundial na geração de empregos e oferece ao nosso país grandes oportunidades de negócios. O real desenvolvimento socioeconômico nacional, resultante da nossa competitividade no acolhimento dos eventos internacionais, não pode ser ofuscado pela desinformação. O setor privado, aliado ao setor público e em plena sintonia com os anseios da sociedade civil organizada, revelaram competência operacional e agilidade para um objetivo comum, o sucesso da Rio+20.

Rogério Frizzi, diretor comercial da Terramar Eventos & Turismo redacao1@pressclub.com.br

São Paulo

 

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