Fórum dos Leitores

CRIMINALIDADE

O Estado de S.Paulo

30 Maio 2012 | 03h09

A cara do Brasil

O cartunista Art Spiegelman, ganhador do Prêmio Pulitzer em 1992, teve seu laptop Apple furtado antes da palestra que faria na segunda-feira, às 19 horas, no 4.º Congresso Internacional Cult de Jornalismo Cultural, no teatro da PUC, em São Paulo. Mais uma entre os milhares de vítimas estrangeiras! Não há mais esperança: o País está definitivamente dominado pelo crime e pelo medo. Estrangeiros, cuidado quando vierem ao "Brazil". Nós, aqui, já nos acostumamos.

ARI GIORGI

arigiorgi@hotmail.com

São Paulo

Art Spiegelman

Os governos federal, estaduais e municipais precisam urgentemente acabar com a criminalidade no Brasil. O roubo do computador de Art Spiegelman, dentro do teatro da PUC, é o auge da vergonha nacional. No mesmo dia ladrões invadiram uma pizzaria, armados. E ainda estudam "descriminalizar" as drogas... Chega de crimes! Não existe país como este. Indignação já!

MARCIO PITLIUK

pit@pitcom.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Lula x Gilmar Mendes

Acompanhando as notícias sobre o ex-presidente e o ministro do STF, Lula deixa entender em sua nota que a inverdade foi da Veja, mas quem sustenta a versão é Gilmar Mendes. A revista apenas relatou o encontro sob a ótica do último. O caso é de fazer uma acareação entre os três envolvidos na conversa (Lula, Gilmar e Nelson Jobim). Porque até agora alguém está mentindo. Independentemente de qual deles seja o Pinóquio da história, é muito grave saber que pode ser um ex-presidente, seu ex-ministro da Defesa ou um atual ministro do STF.

FLÁVIO BARCELOS

flavio.barcelos@ig.com.br

Porto Seguro (BA)

Pinóquio

Quem já mentiu uma vez - dizendo que o mensalão não existiu - pode muito bem mentir de novo e se declarar indignado, negando ter existido a tal conversa.

CARLOS ROBERTO G. FERNANDES

crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

Operação desmoralização

O presidente do PT, Rui Falcão, já reúne a sua tropa de escudeiros para proteger Lula. Claro, com o discurso de que ele é vítima de manobras com objetivos eleitoreiros. O senador Demóstenes Torres diz ser vítima de manobras também. Todos, quando apanhados em ilicitudes, são vítimas. Nós - a sociedade, a mídia, a Procuradoria-Geral da República, os ministros do Supremo e o Papai Noel - é que somos sempre os vilões. E há sempre conluios de todos com todos e de toda sorte para destruí-los... Gilmar Mendes foi desmentido por Nelson Jobim, que, ao que tudo indica, preferiu "apoiar" Lula. Se o ministro do STF não for mais enfático na comprovação do conteúdo da conversa com o ex-presidente, é ele que vai passar por mentiroso e, sem querer, Lula terá conseguido desmoralizar os membros da Suprema Corte - e provará que o mensalão foi uma farsa... Falcão convoca a militância para "desbaratar" o seu relato. A operação já está a caminho. Agora, ou vai ou racha de vez!

MYRIAN MACEDO

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

O velho despudor

A quem pode causar surpresa o ato indecoroso do ex-presidente? Suas agressões à ética estão registradas em diversos vídeos.

HELENA RODARTE C. VALENTE

helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

Devassidão

Constatada a triste e trágica devassidão política e moral que teve como porta-voz um ex-presidente, cabe perguntar o que teria ele aprontado no pleno exercício do cargo.

JOSÉ CARLOS V. FLEURY

zkfleury@uol.com.br

São Paulo

BANCO CENTRAL

Autonomia

Assinante, leitor e admirador (crítico) do Estadão há meio século, sinto-me obrigado a discordar do editorial Quem, afinal, manda no BC (26/5, A3). O jornal, seguindo uma linha de que discordo, entende que o Banco Central (BC) tem de ter autonomia para tomar suas decisões, sem se importar com as políticas públicas adotadas pelos governos eleitos democraticamente. Acontece que, como todos sabemos, a "autonomia" do BC, ao longo dos anos, acabou se transformando, na maioria das vezes, em submissão ao sistema financeiro, pois alguns de seus dirigentes, ressalvadas honrosas exceções, eram, foram ou ainda serão integrantes de entidades diretamente interessadas nas diretrizes traçadas pela instituição, principalmente no tocante à fixação da Selic e à fiscalização das exorbitantes taxas de juros e tarifas praticadas no mercado nacional. Exemplo dessa situação ocorreu por ocasião da alteração da periodicidade das reuniões do Copom, quando, em passado recente, a Selic começou a percorrer trajetória descendente e tais reuniões passaram a ser a cada 45 dias, e não mais 30, como era de costume, diminuindo assim, ao longo do ano, o impacto da redução das taxas no período (a tal respeito não me lembro de ter lido no Estadão nem em nenhum outro órgão da imprensa nacional qualquer comentário para esclarecer seus leitores sobre os efeitos dessa decisão ao longo do tempo). Para não me alongar, acrescento que a tão propalada "autonomia" do BC não passa de um "golpe" no sistema democrático que nos rege, pois, se ele não se submeter ao governo legitimamente eleito, continuará sendo presa fácil do sistema financeiro (nacional e internacional), que quase sempre não é coincidente com os interesses da sociedade. O que vem ocorrendo no mundo, principalmente na Europa, é um exemplo marcante do que acontece quando governos abdicam de suas prerrogativas e passam a obedecer cegamente às exigências dos assim chamados "mercados". A prevalecer o pensamento estampado no editorial, que Deus nos proteja! Finalmente, também não concordo com a liberação de recursos para financiamento da indústria automobilística, mas minha discordância é apenas quanto a essa circunstância ser utilizada para, mais uma vez, defender a tão propalada necessidade de "autonomia" do BC, sem as contrapartidas necessárias para garantir sua verdadeira "independência", tanto a respeito do governo de plantão quanto dos que se aproveitam dos humores do mercado financeiro.

ISMÁRIO BERNARDI

i_b@uol.com.br

Amparo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

LULA, JOBIM E GILMAR

Tratar o encontro entre Lula, Nelson Jobim e o ministro Gilmar Mendes em Brasília como mera casualidade nessa fase em que a pressão da opinião pública exige o julgamento imediato do mensalão, já em vias de prescrição, é o mesmo que crer que o único pecado de Al Capone foi o de sonegação fiscal. Se tiverem fundamento as denúncias da revista Veja, de que Lula está insinuando ou pressionando o ministro Gilmar, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que ajude a empurrar o julgamento do mensalão para 2013, aí, sim, estamos diante de uma evidente confissão de culpa, sobre um crime que o ex-presidente atribui a uma invenção da imprensa. Os perigos de não desencarnar do cargo que lhe assegurava toda segurança podem fazê-lo hoje despencar do alto da cachoeira, sem a boia que o salvará. Em 2006 o procurador-geral da República Antonio Fernando Barros e Silva de Souza denunciou o esquema com 40 ladrões, só ficou de fora o Sr. Ali Babá. Com a palavra, a oposição.

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

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VERDADE OU MENTIRA?

Alguém está mentindo para a nação brasileira e para o mundo: o ministro Gilmar Mendes, que falou à revista Veja; esta, que publicou o fato; o ministro Ayres Britto, que confirmou haver ouvido do ministro Mendes; o ex-ministro Nelson Jobim, que diz não ter ouvido nada; ou o ex-presidente Lula, que diz não haver dito o que o ministro Mendes diz ter dele ouvido. É estarrecedor, não nos estamos referindo a cidadãos quaisquer! São todos magistrados ou políticos que estão ou estiveram nos mais altos níveis dos Três Poderes e uma mídia de prestígio. Quem falou a verdade ou faltou com ela? E tudo isso aconteceu há quase dois meses! Todos mentindo, obviamente, não é possível. E a verdade? Vai aparecer? Vai ficar no esquecimento? É assim que se escreve a história deste país? Uma democracia não se sustenta dessa maneira.

Ennio Rezende enniocr@uol.com.br

Cotia

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CREDIBILIDADE

Quem merece maior credibilidade: o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes ou Lula?

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com

São Paulo

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BAIXARIA

Afinal, teria o ministro Gilmar Mendes descido ao nível do ex-presidente Lula? O ex nós já conhecemos, e bem!

Haroldo Rocha haroldoerocha@ig.com.br

São Paulo

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O CIRCO DE LULA E GILMAR MENDES

Mas ou menos isto: e o palhaço quem é? Nóis.

Celia Henriques Guercio Rodrigues celitar@hotmail.com

Avaré

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O ELO QUE FALTAVA

Eis o elo que faltava para completar a corrente de torpezas. Vejamos: Lula controla a CPI do Cachoeira, Thomaz Bastos foi seu ministro da Justiça e é muito próximo do ex-presidente e do PT; Jobim foi o alcoviteiro que promoveu o encontro em seu escritório entre Lula e Gilmar Mendes, ou seja, pode-se daí deduzir que Lula tem todos os dados na mão para chantagear quem quiser, já que Thomaz Bastos, como advogado do réu, deve estar em posse de todas as informações no que se refere ao bicheiro. Enfim, a corrente se fecha agora. Lula da Silva aprendeu no passado como se opera para comandar com mão de ferro um sindicato e transferiu para o governo exatamente o mesmo método. A questão é que, por ele ter surgido durante a ditadura militar, sua figura ficou no imaginário dos jovens estudantes e intelectuais da época como heroica, um simulacro à brasileira de Che Guevara, de que tanto a elite intelectual de esquerda, idealistas e culpados diante de tanta injustiça social que ocorria e ainda ocorre no País precisavam. Projetaram então em Lula o instrumento capaz de pôr em prática o sonho e o desejo de ver alguém originário do proletariado sendo capaz de mudar tudo neste país. E, por este sonho, colocaram uma trava nos olhos, pois abrir mão dele e ficar sem nenhum, sem um ser para acreditar e idealizar, já que símbolos religiosos não serviam, retiraria de certa forma, todo o sentido de sua vida; a esperança no futuro cheio de fraternidade, igualdade e solidariedade. Assim, tornaram-se cegos para todas as práticas de Lula e de outros que o seguiam e apoiavam. Execraram quem ousasse denunciar qualquer coisa em contrário, como fizeram alguns como Paulo de Tarso Venceslau que, não suportando, resolveu apontar atos condenáveis e ilícitos, falhas éticas e morais, como o episódio do menino do MEP, coisa pavorosa que passou batido ante os olhos dos adoradores, o assassinato de um sindicalista jogado pela janela na presença do "líder", a estranha morte de Celso Daniel, de Toninho de Campinas, do caso Bancoop, o mensalão e tantas outras coisas que ocorriam debaixo de suas barbas. Nem sequer a mídia condenava na proporção do absurdo como se Lula sempre tivesse de pairar acima do bem e do mal. Mas, agora, suas iniciativas despudoradas passaram do limite do tolerável, algo que não dá para esconder e deixar de balançar a crença nesse mito que sempre se serviu de tudo e de todos, da forma mais oportunista possível. Lula da Silva, longa vida a você, para que possa ser testemunha de sua própria desconstrução, já que você é e sempre foi uma fraude. Nada de bom restará de sua passagem pela história deste país, a não ser a sorte que teve de ter recebido do seu antecessor, um herança bendita que lhe permitiu surfar na onda da prosperidade que então ocorria no mundo até o momento em que essa prosperidade toda se mostrou não ser real até como uma metáfora de sua persona. Agora chega, Lula da Silva, caia fora. Retire-se e deixe sua sucessora governar em paz. Pare de querer contaminar as instituições com sua apoteose mental. Vá visitar favelas, vá ver a pobreza de perto pra valer, vá verificar in loco os hospitais das regiões pobres do Brasil, vá ver como vive o povo mais desassistido no sertão nordestino de onde você veio, mas jamais quis voltar a enxergar. Veja quanta exclusão ainda existe nesse país de IDH tão baixo e procure dar-se conta do quanto a corrupção retira dos que mais precisam e o sofrimento capaz de provocar quem só pensa no poder pelo poder e esqueceu que sua função é servir. Inspire-se em Gandhi, inspire-se em Mandela e outros grandes líderes que deram suas vidas por uma causa: a justiça, o respeito ao próximo, o uso correto de sua força política para promover a paz e a união e não o contrário, como faz sempre jogando brasileiros contra brasileiros. Espero que esse episódio de investir contra a mais alta corte do país, seja o último a que teremos o desprazer e desgosto e vergonha de testemunhar vindo de sua pessoa. Tenha um pouco de dignidade e salve o pouco que lhe resta de sua biografia.

Eliana França Leme eflem@terra.com.br

São Paulo

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‘SUPREMA INDECÊNCIA’

Primoroso o editorial no Estadão de ontem Suprema indecência. O Lula boquirroto não toma jeito mesmo. Depois de promover durante seus mandatos a compra do Legislativo - que se tornou vaquinha de presépio do Executivo petista -, agora tenta constranger o Judiciário para que este interceda a favor dos mensaleiros petralhas. Todavia, para a nossa sorte e da democracia, Lula encontrou resistência da ética e da vergonha na cara por parte daquele Poder.

Paulo Ribeiro de Carvalho Jr. paulorcc@uol.com.br

São Paulo

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MENSALADA!

Perfeitos o editorial do Estadão de 29/5 (Suprema indecência) e a crônica de Dora Kramer (Criação coletiva). Diante da gravidade do caso e da perplexidade geral com tudo o que acontece no País, Maquiavel é fichinha. Na indecência, estrategicamente planejada e praticada, quem é o lobo? Quem é o facilitador? Quem é bobo? Indignados ficam os brasileiros com tanta desfaçatez! São supremas indecências!

Luiz A. Bernardi luizbernardi@uol.com.br

São Paulo

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PERFEITA A ATUAÇÃO DO JUIZ

Perfeito o título do editorial do Estadão de ontem. Discordo parcialmente do conteúdo, pois penso ter sido perfeita a atuação do ministro Gilmar Mendes em todo o episódio. Como autoridade que é, não poderia ter se acovardado ante a evidente pressão que sofreria por parte de Lula, e foi ao encontro. Seguramente não esperava que o ex-presidente fosse ultrapassar de maneira tão grotesca os limites republicanos, ao pedir ainda mais demora no julgamento do mensalão e, pior ainda, sugerir que controla uma CPMI. A reação do ministro Gilmar foi a melhor possível: ignorou tanto a pressão como a indecente oferta de ajuda na CPI, certamente trazida à cena como instrumento de chantagem barata. Deu tapinhas casuais na perna de Lula e aconselhou-o a ir fundo com a CPI. Demonstrou tanto independência como destemor, atributos raríssimos aos homens em Brasília! Na sequência informou-se com seus colegas e, em tempo hábil, chamou a Veja para relatar a insólita ocasião. Não poderia ter nem saído às pressas do encontro nem ter relatado à revista na manhã seguinte: tinha de se certificar que as condições políticas para revelar esse gravíssimo episódio estavam asseguradas, junto de seus pares e também à imprensa, essa pedra que insiste em não sair dos coturnos petistas.

Júlio Cruz Lima juliocruzlima@uol.com.br

São Paulo

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CHANTAGEADOR BARATO

Em qualquer país sério do mundo, uma pessoa que tentasse chantagear um juiz seria imediatamente presa.

Ricardo Marin s1estudio@ig.com.br

Osasco

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INDIGNADO

O Sr. Luis Inácio diz que está indignado com a notícia de sua tentativa de chantagem contra um membro do Supremo Tribunal Federal (STF). Mas indignada está a nação brasileira, por ver um ex-presidente que se comporta como um crápula. Acho que alguém poderia avisar este senhor de que ele não precisa se esforçar mais. Ele já fez o suficiente para passar para a história como o Crápula de Garanhuns.

José Benedito Napoleone Silveira nenosilveira@aim.com

Campinas

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PELA CULATRA

Desta vez o tiro saiu pela culatra, expectativa que o senhor não esperava, não é, não, senhor ex-presidente?

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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MÚLTIPLA ESCOLHA

Qual a maior dúvida de um eleitor: A) o mensalão não existiu; B) tão cozinhando o julgamento; C) Jobim se fez de surdo; D) Mendes não prestou atenção; E) Lulla não disse nada; F) o eleitor é idiota

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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INTERFERÊNCIA INDEVIDA

O ex-presidente Lula continua a querer mandar nas instituições do País, agora querendo influenciar no julgamento do mensalão, sabendo que os seus apaniguados estão em maus lençóis e que o mesmo pode entrar num deste lençol, chegando em conversinhas ao pé de orelha com ministros do STF. Isso merece uma representação popular contra ele na Suprema Corte, pois é um agravante sem precedentes na história republicana. Esse é o modo de Lula tentar se safar do processo no qual o PT usou e abusou do dinheiro publico via Marcos Valério, para comprar votos no Congresso para aprovar projetos do governo. E tudo isso começou no governo do prefeito de Belo Horizonte Eduardo Azeredo (PSDB). Se tomarem as providências cabíveis, todos os envolvidos devem ser julgados e, se forem condenados, perderem seus cargos e cumprirem pena penal, não importando o nome ou cargo que ocupam. Assim teremos um país justo na essência da palavra, pois a justiça será feita e tanto os pobres quanto ricos, e principalmente os políticos, deverão ir para a cadeia. Lula, como disse o rei Juan Carlos (da Espanha) para Chávez, "por que não te calas?".

Walter Francisco Barros walterfbarros@yahoo.com.br

Araçatuba

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NOVO ATAQUE À DEMOCRACIA

Pelo que estamos vendo, sentindo, lendo e ouvindo, estamos novamente sob forte ataque às instituições democráticas deste país perpetradas por Lulla e sua turma do PT. Como citado por Dora Kramer em sua coluna de ontem (29/5), Lulla está cada vez mais seguro daquilo que faz, pois se julga inimputável de seus crimes Hediondos. Com o que foi devidamente publicado pela revista Veja, não há mais dúvidas a respeito de quem foi o mentor real do esquema do mensalão de 2005! Agora este ditador disfarçado de presidente do povo, a quem engana sempre com frases de efeito moral como gás lacrimogêneo, intromete-se diretamente na Suprema Corte no intuito de adiar o julgamento do mensalão lullopetista, que, sem dúvida alguma, é o escândalo de maior repercussão das últimas décadas no Brasil, tendo este gerado outros derivativos, como o sanguessuga, o Enem, etc. Toda a gestão petista está cercada de falcatruas, desmandos, lavagem de dinheiro, desvio de verbas, malversação do dinheiro público, escândalos atrás de escândalos, ministros, assessores corruptos, esquemas mil com o firme propósito de lesarem a população e se perpetuarem no poder. O que o "ex-presidente" quis com este adiamento no julgamento do mensalão lullista para depois das eleições foi dar um tempo a seus candidatos que se encontram pessimamente mal colocados em pesquisas eleitorais. E, caso o PT e seus mensaleiros sejam de fato condenados, como esperamos, o PT sairá totalmente derrotado nas eleições de 2012, porque Lulla et caterva não terão muitas mais chances de continuar enganando toda uma população com suas frases de efeito. Como também foi publicado pelo Estadão de ontem, a base aliada pretende focar em Marconi Perillo o atual processo de Cachoeira para que se tente desviar o foco de Lulla. A base aliada, se o fizer, estará mostrando, de fato, a que veio e por que existe: para nos enganar, nos iludir, criar armaduras para políticos notadamente corruptos de primeira linha, os quais já deveriam estar devidamente cassados e sentenciados à prisão por seus atos cometidos no passado recente, e a maioria continuando a cometer seus crimes do colarinho branco, pois se julgam acima das leis e da decência perante seus eleitores e a população como um todo.

Lulla, Sarney, Collor, Vaccarezza, Martha, Genoíno, Valdemar Costa Neto, Sérgio Cabral, Agnelo Queiroz, etc., deveriam estar fora de órbita faz tempo, porém insistem em se manterem na "ativa" para nos lesarem cada vez mais. O Brasil precisa urgentemente ser passado a limpo em vários níveis, com o intuito de, se não acabar, pelo menos diminuir substancialmente toda esta corrupção que corre solta há décadas e só nos cria problemas e nos gera gastos via impostos cada vez maiores e retorno cada vez menores. O que precisamos é de uma limpeza ampla total e irrestrita nos Três Poderes, através de uma renovação de quadros de políticos honestos que desejem de fato trabalhar pela população, e não em projetos de vida próprios.

Boris Becker borisbecker54@gmail.com

São Paulo

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ALOPRADOS

Oposição pedirá que Procuradoria-Geral da República investigue Lula por suposta reunião com Mendes. Segundo revista, ex-presidente teria ameaçado a atuação do STF no julgamento do mensalão (Estadão, capa, 28/5/2012). Sobre sua canalhice (que outro nome posso dar?!), é provável que Lula refira-se a si mesmo como "um malfeito", "turma de aloprados" e outras "pérolas" criadas pelos petistas, com o objetivo e desqualificar os crimes por eles cometidos. Lula não sabe e nunca saberá o que é moral, honestidade, probidade e outras qualidades das pessoas. Esperemos que, a partir desta, a sociedade civil constituída aja com mais força no expurgo desta quadrilha petista e de partidos asseclas que assola o Brasil. Ou vamos esperar pelos militares outra vez?

Vitório F. Massoni suporte@eam.com.br

Catanduva

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UNANIMIDADE

Dizem que a unanimidade é burra - exceto quando não o é. Entre os leitores do Estadão (vide Fórum dos Leitores), é verdade inconteste. E se estiverem todos errados - valha-me Deus! -, aquele cujo nome não se deve pronunciar (que me perdoe o Harry Potter) sempre mentiu e não vai, agora, passar a dizer a verdade em seu benefício, claro.

Flávia de Castro Lima lgcastrolima@uol.com.br

São João da Boa Vista

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TEMPOS PREOCUPANTES

O escândalo provocado pelo aliciamento do ex-presidente Lula ao ministro do STF Gilmar Mendes, em companhia do ex-ministro da Defesa Nelson Jobim, com todo o estardalhaço provocado, pode envolver nas entranhas do PT uma trama que, na verdade, visa a tumultuar os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, de forma que o efeito negativo repercuta no julgamento do mensalão, este, sim, o objetivo maior da escumalha. A presidente Dilma tem mostrado que pouco a pouco vai se livrando do carimbo de criatura, pondo em perigo as ambições de Lula para as eleições presidenciais de 2014. Dilma tomou gosto pelo poder e é evidente que não pretende mudar de endereço. A oposição pede à Procuradoria-Geral da República investigação contra Lula, enquanto o procurador afirma que o advogado Márcio Thomaz Bastos comete crime de lavagem de dinheiro de origem ilegal, se está sendo pago por Cachoeira. Se não, está recebendo do Partido dos Trabalhadores ou da empresa Delta. A inflação sobe, o PIB desce. É assim que começa.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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DEMÓSTENES NA COMISSÃO DE ÉTICA

O senador Demóstenes Torres comprovou durante seu depoimento ser um verdadeiro santo do pau oco que não quer ficar sozinho, esquecido no fundo do poço depois de todo o blábláblá. Deixou transparecer que os políticos e empresários comem no mesmo prato.

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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DUPLA PERSONALIDADE OU DISSIMULADO?

Em depoimento ao Conselho de Ética do Senado, Demóstenes Torres disse estar "passando os piores momentos de sua vida". Será que o senador pensou que ter vida dupla seria fácil e que sua vida escusa um dia poderia vir à tona e desencadearia este momento? Baseada nas gravações divulgadas, ou o senador tem dupla personalidade ou é muito dissimulado. Acho que fico com a última opção, porque, ao mesmo tempo que agia como se fosse a pessoa mais íntegra do Congresso, articulava por trás com um bandido e contraventor. Não tem desculpa. Sai daí senador, sai!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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VAMPIROS

É evidente que Demóstenes Torres foi uma enorme decepção, pois muitos brasileiros confiaram no seu discurso de homem íntegro. Mas que moral têm Humberto Costa, Jilmar Tatto, Fernando Collor e tantos outros para julgá-lo? Parece coisa de vampiro tomando conta do banco de sangue. Que horror!

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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GENTE SEM VERGONHA

O artigo do Dr. Ives Gandra Martins no Estadão de sábado (A Comissão da Verdade e a verdade histórica, A2) mostra um aspecto muito importante a ser considerado por quem quer a verdade verdadeira. O Dr. Gandra pagou um alto preço por ter se exposto em uma época conturbada de nossa historia, provocada por aventureiros que desejavam instaurar a ditadura do proletariado através da luta armada. Nem por isso o Dr. Gandra quer ser indenizado. Como ele, muita gente em maior ou menor escala pagou caro, às vezes por se expor ou pelo simples fato de ter vivido nesta época. Eu, por exemplo, em menor escala, também paguei um alto preço por ter me exposto, induzido por razões semelhantes. Mas também não desejo, e teria vergonha de, receber indenização. A História certamente colocará os pingos nos is, mas, no momento, grave mesmo é a farra que estão promovendo com o dinheiro público. Eles perderam a guerra e o certo é que os derrotados indenizem o país pelos danos causados, e não o contrário.

Carlos Eduardo Stamato dadostamato@hotmail.com

Bebedouro

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COMISSÃO DA VERDADE

Agradeço ao ilustre professor Ives Gandra Martins pelo esclarecedor artigo do dia 26/5 sobre a Comissão da Verdade. Lavou-me a alma! A mim, que também vivenciei esse período conturbado de nossa história, revolta-me verificar a tendência a criminalizar os militares como se fossem os únicos a matar e a torturar. É uma visão falsa e distorcida que querem transmitir aos nossos jovens sobre os chamados anos de chumbo. Foram, então, os guerrilheiros os heróis defensores de nossa democracia? Parece uma piada tamanha distorção. Foram os militares, então, que estiveram em Cuba aprendendo com o grande democrata Fidel Castro as eficientes técnicas de guerrilha? Que nos tire essa dúvida a ilustre presidente, ex-guerrilheira.

Ione Burmeister ionembecker@gmail.com

São Paulo

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REVANCHISTA

Parabéns ao professor Ives Gandra Martins por sua clareza e coragem em expor seu ponto de vista referente à Comissão da Verdade, recentemente instalada, publicada no Estadão de 26/5. Numa época em que é politicamente correto apoiar a vetusta e decadente esquerda, o professor Gandra discorreu com todas as letras, esclarecendo de maneira incontestável seu ponto de vista, do qual corroboro totalmente. A política que instituiu a tal Comissão classificou as vítimas produzidas pelos terroristas que tentavam implantar um regime totalitário de esquerda a indivíduos de segunda categoria (sem o direito de ter seus algozes punidos), e os que praticaram os atos de selvageria defendendo uma ideologia, promovidos a heróis, etc. Da maneira como foi instalada e deve ser conduzida, a Comissão indica um viés visivelmente tendencioso e revanchista.

Carlos Fernando Braga cafebraga@yahoo.com.br

São Paulo

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‘A COMISSÃO DA VERDADE E A VERDADE HISTÓRICA’

Muito objetiva e correta a explanação do Dr. Gandra a respeito do assunto. São pessoas esclarecidas e corajosas como ele que, aliadas a um jornal imparcial e com tradição democrática, ainda me fazem acreditar num futuro próspero para este país.

Tadeu Carlos Marques Curvo curvo_tadeu@hotmail.com

São Paulo

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MENTIRINHA

O grande jurista Ives se esquivou de dizer o "oitava" reparo, que essa comissão é mais uma mentirinha comunista, como todas que já se testemunhou no mundo e, em particular, no Brasil

Ariovaldo Batista ariob06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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A COMISSÃO DA ‘MEIA VERDADE’

A página 2 deste jornal de sábado (26/5) trouxe a matéria de título A Comissão da Verdade e a verdade histórica, de autoria do Doutor Ives Gandra da Silva Martins, que, pelo equilíbrio e sensatez ao tratar do assunto do momento, mostrou de forma inequívoca a inutilidade da criação de um grupo que em seu escopo original e acordado entre as partes conflitantes no período da ditadura, esperava dar aos parentes de desaparecidos algo que lhes pacificasse a alma nessa busca dos restos mortais de entes queridos e dar àqueles um sepultamento digno. Bastou a nomeação dos componentes dessa Comissão para que seu escopo perdesse a função inicial e pacificadora, para transformar-se em algo que poderíamos apelidar de "Comissão da Meia Verdade", porque pelos comentários de alguns dos participantes, o grupo se orientará na descoberta daqueles que torturaram e mataram mas visando apenas um lado, o dos militares e civis componentes do governo, sem implicar o daqueles que, autoapelidando-se guerrilheiros, que na busca de seu intento praticou roubos, saques, raptos e atentados com morte de inocentes. Melhor seria que os componentes dessa Comissão leiam o artigo e reflitam sobre o que ali o Doutor Ives colocou, para iniciar os trabalhos libertos do fel da vingança que corrói corações e mentes.

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

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VERBAS

De quanto é a verba para manter a Comissão da Verdade?

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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O STF E OS BENEFÍCIOS AOS JUÍZES

Deveria ser óbvia e fácil a aplicação da legislação que instituiu o teto constitucional, que deveria ser o parâmetro para a remuneração das carreiras da "elite" do funcionalismo público. No entanto, o que se observou é que o teto salarial, ao invés de se tornar o limite máximo para os salários do funcionalismo público, está se tornando o valor mínimo, elevando descontroladamente as despesas de custeio, as quais são sustentadas por impostos asfixiantes para a população. Diante dessa triste constatação - triste porque revela a falta de planos de carreira que guardem alguma relação com o restante da cadeia produtiva, a qual, afinal, mantém o Estado brasileiro -, têm sido cada vez mais comuns subterfúgios para burlar a legislação do teto salarial, com a criação de auxílios, vales, tickets, "jetons" pela participação em conselhos de administração de empresas estatais e etc. Nesse sentido, está correto o STF ao tentar estipular súmula vinculante que impeça os diferentes poderes e níveis de governo de continuar a distorcer o teto salarial, o qual, diga-se, representa a soma de salários, auxílios e demais vantagens recebidas por qualquer servidor público, sendo necessária a produção de efeitos imediatos, a fim de que cesse a desorganização das carreiras do funcionalismo público e os gastos já excessivos para os contribuintes. É preciso lembrar que há uma nova geração precisando de empregos e oportunidades, não havendo mais tantos jovens no Brasil que permitam o descontrole de gastos e a imprevidência, como na época em que os idosos eram absoluta minoria.

Airton Reis Júnior areisjr@uol.com.br

Guarulhos

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BENEFÍCIOS DOS JUÍZES

É uma vergonha os juízes receberem tantos auxílios sendo que seus salários são muito bem remunerados. Poderiam também incluir o auxílio-óleo de peroba, para os mais caras de pau!

Marco Antônio Martin adv.mmartin@yahoo.com.br

Campinas

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O SALÁRIO DOS PROFESSORES

Cumprimento vosso jornal por abordar a questão dos salários dos professores em editorial publicado em 28/6 (O salário dos professores). O texto aponta, corretamente, que os baixos salários são uma barreira à contratação de mais bons profissionais para os sistemas públicos de ensino. Assinalamos, entretanto, que apesar dos baixos salários muitos bons professores permanecem no serviço público pelo seu compromisso com a educação e enfrentam a falta de condições de trabalho, salas superlotadas, violência nas escolas e a inadequação de suas jornadas de trabalho. É necessário que a lei do piso (Lei n.º 11.738/08) seja cumprida em todo o Brasil, não apenas no que se refere a salários, mas também no tocante à jornada de trabalho, com a destinação de no mínimo 33% das aulas para atividades como preparação de aulas, elaboração e correção de provas e trabalhos, formação continuada no próprio local de trabalho, reuniões pedagógicas e outras.

Maria Izabel Azevedo Noronha, presidenta da Apeoesp, membro do Conselho Nacional de Educação, membro do Fórum Nacional de Educação rosana@apeoesp.org.br

São Paulo

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A EDUCAÇÃO DESFALECE

Quando um jornal de grande circulação como o Estadão dedica meia página de sua edição para comentar sobre o salário dos professores é porque a educação tem dado sinais de que aos poucos está morrendo. Bons tempos aqueles cujos salários dos professores eram equivalentes aos de um juiz ou médico, além do seu prestígio. Hoje o professor caiu em desgraça. Recebe um salário aviltante, trabalha em condições sub-humanas e ainda carrega o troféu da ineficiência. Na maioria das vezes os professores não dão conta de ensinar seus alunos, pois para transmitir o saber é preciso conhecimento e isso não se consegue do dia para a noite. É certo que não é somente um bom salário que faz um excelente professor, mas se fosse cobrado do professor empenho e resultados na aprendizagem dos alunos nós teríamos mais professores dispostos a enfrentar a difícil tarefa de ensinar. Não basta dar aos professores equipamentos de ultima geração, como os tablets e computadores se o professor não estiver preparado para usá-los. Enquanto a educação for tratada como um peso pelos governos, vamos acumular índices de reprovação e atrasos nos exames de avaliação nacionais e internacionais. É inaceitável que nossos alunos continuem a sair das escolas sem saber o básico em Português e Matemática. Um país atrasado na educação somente interessa à classe política que dá de ombros para o mais importante direito do cidadão, saber ler, escrever, interpretar, criticar e opinar nos diversos assuntos do cotidiano. Essa mesma classe política que desavergonhadamente aumenta seus salários em 70% e nega aos professores o aumento que lhes é devido. Um país se constrói com cidadãos leitores, e não com "burrinhos de presépio".

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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UM BOM PROJETO

Toda a comunidade sabe da importância do sistema básico de ensino na formação do cidadão, porém sempre deparamos com as eternas dificuldades de avançar nessa área, como melhores salários para os professores e, estímulo ao professor para se requalificar e buscar novas técnicas pedagógicas (26/5). Outro ponto importante que deve ser combatido é o alto grau de absenteísmo - uma verdadeira praga nacional - e de afastamento do docente por licença médica. E a notícia animadora vem do Estado de São Paulo, onde governador Geraldo Alckmin recentemente inaugurou na cidade de Indaiatuba a primeira escola pública com período integral de 8 horas, e o plano é construir outras 800 escolas em todo o Estado. O projeto paulista é ótimo, porém não nos devemos esquecer dos bons salários para os professores e - minha sugestão - é uma premiação anual aos alunos, professores e escolas que tiverem as melhores avaliações. Torço para que o projeto paulista dê certo e se espalhe pelo País afora.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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EXTREMA MISÉRIA

Levantamento oficial aponta que temos pelo menos 700 mil famílias em situação de extrema miséria. A primeira ação de Lula, em sua primeira posse, foi reunir seu exército brancaleone e percorrer a região árida do sertão prometendo fome zero até o final de seu mandato. Seu mandato passou, seu segundo mandato passou, da Dilma já se passaram quase dois anos e a fome ainda grassa. Existe a indústria da fome e ela não é tanta como se propaga, ou a fome existe de fato e nada foi feito nesses 12 anos? Entre tantas coisas que não têm retorno está a palavra proferida, e espero que a sociedade cobre isso.

João Menon joaomenon42@gmail.com

São Paulo

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VOTO SEM SAÚDE

O próprio desgoverno do PT faz uma péssima avaliação da saúde - de 0 a 10 é de 5,47, o que pensar da avaliação do eleitor? O PT está no poder há mais de dez anos, com slogans enganosos, mentirosos e eleitoreiros: "Brasil, país de todos (tolos)" e "Brasil, país rico é país sem pobreza (franqueza)", o que a própria ministra Tereza Campello confirma com números subestimados que 700 mil famílias vivem em "extrema pobreza" ou na miséria absoluta, cujos números não conferem com realidade que é de 16 milhões de brasileiros na pobreza, mais uma grande mentira... Claro é preciso enganar para continuar recebendo o "voto" do pobre e humilde cidadão que só é lembrado nas eleições com mais uma enxurrada de promessas, jamais cumpridas. A avaliação de 93,8% dos brasileiros sobre a saúde do País está abaixo da média, definida como 7, quando a média é pior nos Estados do Norte e Nordeste, redutos eleitorais dos petistas, que contrassenso.

Maria Teresa Amaral mteresa0409@estadao.com.br

São Paulo

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UMA NOVA ONU

Ao demonstrar-se frágil e incapaz de solucionar os conflitos mundiais, a Liga das Nações deu lugar à ONU, cujo sistema de equilíbrio de poderes foi eficaz para um momento histórico já superado. Os acontecimentos da Síria demonstram que as mudanças cogitadas para o processo decisório da ONU são urgentes. O descumprimento dos compromissos assumidos por Bassar Al Assad com Kofi Annam vem de Abril. 108 pessoas, incluindo 49 crianças, são mortas com insuportável vileza e o Conselho de Segurança emite uma condenação formal com expressões pesadas. O infortúnio dos sírios prosseguirá.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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MASSACRE NA SÍRIA

Após mais um massacre na Síria, com a morte de mais de 30 crianças, idosos e mulheres, será que os governos da China e da Rússia vão se sensibilizar e permitir que o Conselho de Segurança da ONU tome medidas mais enérgicas contra o ditador Bashar al Assad?

Antonio Augusto Barella aabarella@hotmail.com

Valinhos

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SÍRIOS VALEM MENOS?

Nenhuma morte, em qualquer conflito, pode ser aceita com frieza e resignação. Mas não entendo esse mundo. Quando um afegão, um palestino ou um turco perde sua vida, nada há a comemorar. Mas as reações da comunidade internacional é totalmente diferente quando já morreram em pouco tempo milhares de sírios, entre eles muitas crianças. Enquanto muitos países queimam bandeiras americanas e israelenses com ameaças de rompimento de relações e ameaças contra cidadãos dos EUA e Israel quando ocorrem mortes devido a conflitos, no caso da matança Síria, executada pelos lideres no poder, a gritaria se torna leves condenações. Só nesse fim de semana morreram 108 pessoas, entre elas 49 crianças. 9 mil mortes! É pouco?

David Volyk

São Paulo

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VALIOSA INICIATIVA

Ao longo da vida, sempre li e admirei o Estadão. A digitalização de seu acervo é um presente para o País, que agora terá a oportunidade de acessar com rapidez o conteúdo acumulado em 137 anos de existência desse importante jornal, que sempre contribuiu para a disseminação de informação de qualidade, para o debate livre de ideias e para a consolidação da democracia. Parabéns por essa valiosa iniciativa.

Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP silvia.lakatos@secovi.com.br

São Paulo

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UMA VIAGEM PELO ACERVO

Uma nova viagem pela história via Acervo do Estadão de 1/4/1964, página 32, reproduz pronunciamento de Magalhães Pinto, governador de Minas Gerais sobre a preparação de tropas para a revolução, que foi para "assegurar a legalidade ameaçada pelo próprio presidente da República". Em outra manifestação ele diz: "Foram inúteis todas as advertências que temos feito ao País. Contra a radicalização da posição e atitudes"... "inútil foi também nosso apelo ao governo da União"... Como essa, varias manifestações de desagrado por estar João Goulart preparando golpe para instalar um sistema comunista nos moldes de Cuba. Felizmente a revolução de Jango não ocorreu, motivo pelo qual o jornal não precisou noticiar o Brasil assistindo aos pelotões de fuzilamento, organizados em todos os países que precisaram o uso da força para introduzir o comunismo. Só no modelo que iríamos adotar, a pequena ilha de Cuba, registrou mais de 10.000 mortes e fuzilamentos (só Guevara foi autor de 144), mais de 1 milhão refugiados no exterior e algumas centenas de presos políticos.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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BOI BARRICA

Haveria uma brecha legal para incluir no Acervo Digital do Estadão o que não foi permitido publicar, por censura branca, sobre a Operação Boi Barrica e o envolvimento da "famiglia" Sarney em mais essa maracutaia? O Brasil precisa saber quem é quem e quem fez o quê, e não através de futuras Comissões de "Meias Verdades".

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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ENCONTRO COM A PRÓPRIA HISTÓRIA

Junto-me aos milhões de leitores do Estadão para cumprimentar o jornal pela inestimável iniciativa de transformar seu importantíssimo e histórico acervo em arquivo digital. É realmente impressionante buscar nomes ou fatos e em poucos segundos receber respostas tão detalhadas e com grifo no nome ou assunto buscado. Graças a esse árduo trabalho, consegui encontrar o nome do meu pai, assinante durante anos e anos do Estadão, como padrinho de casamento, dando parecer como conselheiro fiscal em 1966, entre outras. Como tenho o hábito de escrever algumas cartas, tive a fácil tarefa de localizá-las, graças a esta ferramenta fantástica. Pude até encontrar minha aprovação para meu curso superior na PUC. Simplesmente perfeito. Parabéns ao Estadão e a todos os envolvidos neste trabalho sem paralelos na impressa brasileira.

Renato Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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ARQUIVO PESSOAL

Repito o bordão: sou velho assinante do Estadão. Assinante de terceira geração! Meu avô italiano praticava o Português lendo o jornal! Meu saudoso pai, pela manhã, antes de sair de casa, para o trabalho, lia o Estadão! Eu, fiel ao dogma "ensine pelo exemplo", faço o mesmo! Tenho 87 anos e sou engenheiro civil, formado na Turma de 1948 da Escola Politécnica da USP, há 64 anos! Para conhecer o novo serviço do jornal aos seus milhares de leitores, entrei no site www.estadao.com.br/acervo e digitei meu nome. Tive uma agradável surpresa! Como resultado da busca, constatei que meu nome é citado, pelo querido Estadão, 608 vezes, ao longo de meus 87 anos e 64 anos de exercício ininterrupto da profissão! Agora, quando quero saber algo a meu respeito, ao invés de fazer uma cansativa pesquisa em meus arquivos, recorro ao acervo do Estadão! Graças ao jornal, sinto-me um cidadão de país do Primeiro Mundo!

Braz Juliano bjuliano@uol.com.br

São Paulo

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QUANDO VOCÊ NASCEU

Se você quer mesmo saber o que aconteceu no dia que você nasceu, leia no acervo do Estadão as notícias do jornal do dia seguinte!

Rogerio Belda rbelda@terra.com.br

São Paulo

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ARRASTÕES EM SÃO PAULO

Os jornais noticiaram a ocorrência de mais um arrastão em São Paulo, no fim de semana, agora na Pizzaria do Braz, em Higienópolis. Toda semana uma horda de bandidos invade um restaurante ou um prédio residencial, em plena luz do dia, penetra nos apartamentos e vai assaltando, estuprando e matando. Atacam em massa. Famílias são destruídas e lares, desfeitos. Os condomínios, verdadeiros "bunkers", apesar de guarnecidos com cercas de arame eletrificadas e com vigilantes permanentes, pouca resistência podem oferecer aos ataques, que se sucedem. Ninguém está mais seguro dentro de casa, em São Paulo. São atentados terroristas que, em qualquer país do Primeiro Mundo, provocariam a decretação de estado de calamidade pública e lei marcial. Diante da indiferença do poder público, proponho o rearmamento da população, para que cada cidadão possa reagir, a bala, em defesa de sua família e propriedade. Em tempo de muricí, cada um cuide de si!

Arsonval Mazzucco Muniz arsonval.muniz@superig.com.br

São Paulo

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MARCHA DA MACONHA

O regime democrático, que felizmente agasalha a liberdade de manifestação do pensamento, por vezes nos faz engolir sapos como o texto Engolindo a passeata da maconha (Estadão, 29/6/2012, página A2), permeado de chavões e argumentos sem maior respaldo científico e que, ademais, ignora a evolução da legislação de outros países, como, por exemplo, e cingindo-se a uma realidade próxima, Portugal. Lamentável.

Luciano Anderson de Souza luciano@souzavelludo.com.br

São Paulo

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O USO DE DROGAS

Em sua primeira página, o jornal publicou ontem chamada para notícia que apavora: "Comissão quer descriminalizar drogas para uso pessoal". Os membros dessa comissão deveriam ler e refletir sobre o artigo de Aloísio de Toledo César, publicada à página 2, Engolindo a passeata da maconha, que descreve muito bem como ocorre a deterioração do cérebro dos usuários dessa e outras drogas. O que surpreende, e muito, e de há muito, é que não se vê nenhum esforço dos Ministérios da Saúde e da Educação em mostrar à população essa deterioração de cérebro tão bem descrita na crônica. Campanhas nesse sentido serão tão valiosas quanto às de vacinações. Por que não são feitas? Será que esses ministérios também estão contaminados pelas drogas?

Wilson Scarpelli wiscar@estadao.com.br

Cotia

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DESCRIMINALIZAÇÃO DO PORTE DE DROGA

Falando abertamente, a descriminalização das drogas é só mais um dos meios utilizados pelo governo brasileiro para se conseguir o fim pretendido, que é, obedecendo as imposições da ONU para o Brasil, esvaziar as cadeias para que o direitos humanos dos presos não sejam aviltados pela superlotação carcerária. (Governo não constrói cadeias... só em último caso, pois não dá voto.) Daí eles, do governo, vêm com altas filosofias tentando nos provar que cadeia não educa ninguém, etc... Mas quem é que disse que esperávamos que educasse? A cadeia era o instrumento utilizado para nos manter longe dos criminosos, ter nossa vida preservada. Quanta insensibilidade a minha, dirão os politicamente corretos! Acontece que pelo fato de bandido dificilmente ir para a cadeia hoje, ou cumprir toda sua pena, eu acabei pagando um imposto muito mais caro do que a maioria dos brasileiros costuma pagar ao governo: paguei com o sangue de meu filho, porque bandido não fica mais preso, não é? Até hoje espero que alguém dos direitos humanos me procure para saber como está a minha família desfalcada para sempre por causa de um viciado que queria mais dinheiro para continuar se drogando. Tenho vontade de perguntar a esses sociólogos de meia pataca se eles já perderam um filho para um drogado... E me desculpem o desabafo!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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USUÁRIOS E CRIMINOSOS

Cumprimento a Comissão de Juristas que prepara a elaboração do novo Código Penal Brasileiro por aprovar a descriminalização do uso de drogas no Brasil. Demorou. O Brasil precisa se modernizar e seguir os bons exemplos de outros países neste campo - casos de Holanda, Dinamarca, Portugal, etc. - que tratam o uso de drogas como questão de saúde pública e não como caso de polícia. É claro que o uso de entorpecentes é nocivo, assim como são o consumo de álcool, tabaco, anfetaminas, remédios, fast food e de tantos outros produtos que fazem mal á saúde das pessoas e são legalizados. As pessoas devem ser tratadas como adultas e serem livres para fazerem suas próprias escolhas, mesmo que sejam escolhas erradas e prejudiciais para elas mesmas. O Estado não pode agir de forma paternalista e conservadora. É preciso investir na educação, conscientização e informação das pessoas e não castigar e punir nem tratar o usuário como se fosse um criminoso.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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REALIDADE BRASILEIRA

Enquanto vivemos num país onde filhos matam pais, pais matam filhos, mães abandonam e vendem filhos, assaltos com mortes nos semáforos, arrastões em prédios e restaurantes, sequestros-relâmpago, etc., a comissão de juristas do Senado discute um novo código de altíssima importância "descriminalizando" o porte de drogas para consumo próprio, sendo que o usuário poderá estar abastecido por até cinco dias. Também será liberado para seu consumo, ou seja, o usuário pego utilizando maconha não será mais considerado flagrante nem crime. Com mais uma vantagem: quem quiser, poderá plantar sua maconha no quintal de sua casa, e quem não quiser ter esse trabalho poderá comprar sementes no supermercado junto com as hortaliças.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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‘CÓDIGO PERMISSÓRIO’

Cigarro não pode, mas maconha pode?! Vale até plantar um canteirinho no quintal. É possível, também, fumar um cachimbo de crack sentado num banco de praça, de pernas cruzadas, apreciando o movimento. Ah! Pode, ainda, colocar uma carreirinha de cocaína sobre a mesa do bar e dar aquela inalada. Como é mesmo aquela frase? "Se Deus é por nós, quem será contra nós?" Aqueles que deveriam zelar pela sociedade? Estão refazendo o Código Penal, que vai virar "Código Permissório".

Ecilla Bezerra ecillabezerra@gmail.com

Peruíbe

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FIM

Nunca a sobrevivência da sociedade esteve tão ameaçada. Juntaram-se os interesses de políticos e de traficantes para descriminalizar o porte de drogas. Quem venderá o entorpecente para o portador? Com quem o bandido dividirá o dinheiro? Adivinhe. Não precisa nem ser burro para saber.

Moacyr Castro jequitis@uol.com.br

Ribeirão Preto

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