Fórum dos Leitores

ELEIÇÕES MUNICIPAIS

O Estado de S.Paulo

11 Junho 2012 | 03h07

Empenho cívico

As eleições municipais, que se avizinham, são as mais importantes do processo político-eleitoral no Brasil, a base, o alicerce de toda a engenharia política nacional (a Prefeitura de São Paulo, por exemplo). Todo esse empenho cívico é sempre um esforço múltiplo e vigoroso na construção de uma sociedade livre e democrática. E são de importância fundamental porque os eleitores moram e votam em suas respectivas cidades. Então, esse é um processo de arquitetura política, mas uma arquitetura destinada a edificar um colossal País onde deve viver, mover-se, crescer e progredir socioeconomicamente toda a sua população. Sendo assim, a eleição para escolhermos o nosso prefeito e os nossos vereadores é a mais próxima que temos com os nossos representantes e a que permite uma melhor identificação com os nossos valores público-comunitários. Isso firma o caráter plural da nossa sociedade, a solidez das nossas instituições democráticas e a liberdade de construirmos de acordo com a nossa vontade uma cidade, um Estado e um País que espelhem o nosso retrato, a nossa cara.

AURÉLIO DA SILVA BRAGA

branco.braga033@gmail.com

Bauru

Voto consciente

Todos sabemos que as eleições municipais serão um palco de disputas para ver qual partido consegue fazer mais prefeitos. Uma pena que o embate eleitoral tenha essa preocupação e não esteja voltado para os reais problemas das cidades. São Paulo é um exemplo vivo da refrega eleitoral. O eleitor tem grande culpa nesse processo, pois se deixa seduzir por discursos mentirosos e fantasiosos e depois é punido com os maus serviços que o seu município oferece. Somente quando são atingidos por enchentes, quando o transporte não funciona a contento, quando o trânsito é um caos e o recolhimento do lixo não é feito é que as pessoas acordam. Vamos acordar antes de outubro e prestar muita atenção no que dizem os candidatos. Essa é a única forma de colocarmos na prefeitura um gestor competente e eficaz. Se os partidos têm donos, as urnas não têm.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

NOVA LUZ

Liminar justa e importante

A Justiça (6.ª Vara da Fazenda Pública) barrou novamente, na semana passada, o projeto Nova Luz, graças à ação da Defensoria Pública. De fato, o Comitê Gestor das Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis) foi "tratorado" pela Prefeitura quando a sociedade civil se recusou a votar a aprovação do projeto e a Municipalidade o aprovou sozinha, graças a seu voto de Minerva, mal usado. Parabéns aos juízes de primeira instância que são esclarecidos e concedem liminares como essa. Se a liminar for ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), espera-se que este já entenda que, além da Prefeitura, há outros entes na cidade, pessoas físicas e jurídicas, que justificam a sua existência. Ninguém participa junto à Prefeitura. Por exemplo, o Movimento Defenda São Paulo apresentou inúmeros ofícios não respondidos, as manifestações e os ofícios apresentados em audiências públicas foram parcialmente respondidos por meio do Diário Oficial - com respostas vagas repetindo a ladainha do projeto que originara as questões... -, formando assim um circulo vicioso de não respostas. Lembramos que a falta de seriedade dos estudos é confessada pelo próprio consórcio autor do projeto - que não se considera responsável pelo seu projeto! O Defenda São Paulo questionou, mas ainda não obteve da Prefeitura a necessária responsabilização dos autores de forma inequívoca. Há, portanto, necessidade de anular o projeto Nova Luz e as Leis 14.917 e 14.918, que o amparam, para a segurança jurídica de todos os paulistanos.

SUELY MANDELBAUM, urbanista

suely.m@terra.com.br

São Paulo

PRECATÓRIOS

Isenção e esperança

Lendo, como de hábito, o Fórum dos Leitores de 7/6, a carta do leitor sr. Gilberto Pacini (Ainda a inadimplência) fez-me acionar o advogado para o fato de também estar isenta de Imposto de Renda por doença grave (câncer) e continuar à espera de pagamento enviado pela Procuradoria-Geral do Estado à 2.ª Vara da Fazenda Pública em fevereiro de 2010 e, ato contínuo, informado à Receita Federal. Passei em 2011 por um desgaste emocional e físico muito grande: caí na malha fina. Sofri pressão até para declarar que havia recebido, o que me neguei a fazer. Só em fevereiro de 2012 consegui levantar a restituição referente a 2010. Até o momento aquele valor do precatório não saiu, apesar de eu contar 68 anos (prioridade, segundo a EC 62/09, § 2.º). Já a carta do presidente do TJSP, Ivan Sartori, me trouxe a esperança de receber o que me é devido, pois tenho acompanhado suas ações e sinto que podemos confiar nele.

EDNA MERENDI LOPES

tetemerendi@gmail.com

Campinas

Critérios para pagamento

Agradeço a resposta do desembargador Ivan Sartori, publicada no Fórum dos Leitores de 7/6, e questiono apenas os critérios adotados para pagamento dos precatórios. Se a PEC do Calote (claramente inconstitucional) determina o pagamento de 50% dos valores por ordem de antiguidade, dou um doce a quem achar esse valor na lista publicada em 30/5 no portal do TJSP para os pagamentos de precatórios da Fazenda e de autarquias estaduais. Não existe a mínima possibilidade de saber qual a ordem adotada. E pergunto: se o meu precatório é de 1999, como constam lá vários pagamentos de 2000, 2001, 2002, 2003? Realmente a Justiça no Brasil não funciona para pobres, a não ser para punir.

JOSÉ RENATO NASCIMENTO

jrns@estadao.com.br

São Paulo

ACIDENTE AÉREO

Voo AF 447

A respeito da declaração, a uma emissora de televisão, do diretor do Escritório de Investigação e Análise (cuja sigla em francês é BEA) de que esse órgão não está interessado na vida particular do piloto (que estaria descansando, acompanhado de uma mulher, fora da cabine de comando quando começou a pane), cabe lembrar que esse piloto não estava em viagem de caráter particular, e sim comandando (ou deveria estar) um Airbus A330, que deixou 228 mortos! Seria prudente que toda agência reguladora, tal como a Anac, por exemplo, adotasse como norma a instalação de câmeras nas cabines de comando para poder identificar os procedimentos da tripulação em voo.

MARISA CARDAMONE

mcardam@terra.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O QUE ESPERAR DA RIO+20?

Passadas as comemorações pelo dia mundial do meio ambiente há uma triste constatação: enquanto somos incentivados a preservar o meio ambiente, os governantes das nações não chegaram a consensos sobre as medidas a serem adotadas para reduzir os danos a natureza. Às vésperas da Rio+20 - que será realizada no Rio esta semana - na qual a cúpula internacional deve discutir sobre o desenvolvimento sustentável, o Brasil teve de desembolsar mais dinheiro público para contratar às pressas uma empresa para fazer o credenciamento dos participantes, fora o acompanhamento de autoridades que teve seu valor aumentado em R$25 milhões, da noite para o dia. O valor dos gastos aprovado pelo Congresso Nacional para organização da conferência sobre desenvolvimento sustentável das Nações Unidas foi de uma pequena fortuna, R$ 430 milhões. Dinheiro esse que não sabemos se trará algum retorno para o País, e o eminente risco de não atingir acordos efetivos. A própria ONU reconhece a possibilidade de o encontro não ter resultados relevantes. A sociedade em que vivemos busca a realização de suas necessidades, calçada basicamente no consumo de bens e serviços e que levam em conta somente o valor material agregado. E isto pode levar esta mesma sociedade ao fracasso econômico e a destruição do planeta em certo espaço temporal. A todo momento somos bombardeados pela urgência em tomarmos medidas efetivas em nosso dia a dia. Com isso, reciclamos, evitamos o consumo e temos sacolas retornáveis. Enquanto buscamos nos adequar à nova realidade mundial, na última rodada de negociações, em Nova York, houve consenso em relação a 70 parágrafos do documento que prevê os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS). Agora só falta aceitarem os outros 400. Há anos observamos reuniões entre lideranças mundiais que não chegam a lugar nenhum. A sociedade moderna somente superará seus problemas sociais, ambientais e de reservas de riquezas, quando de fato levar em conta que os bens e serviços que consomem, além do seu valor material agregado, contêm também valor ambiental e social embutidos, que levam ao desenvolvimento sustentável, como fática correta para a superação das necessidades do homem. Temos sempre que levar em consideração que o homem agride e a natureza responde, às vezes, com agressividade e muita destruição e morte de centenas de pessoas como vem ocorrendo. Há anos observamos reuniões entre líderes mundiais como essa que ocorrerá no Rio de Janeiro a partir de quarta-feira (13), que não chegam a lugar nenhum. Enquanto isso, vamos fazendo a nossa parte para o futuro do planeta. Essa conferência ocorrerá 20 anos depois da ECO-92. O que mudou nesses 20 anos que se passaram? Nada, só nos resta torcer para que na Rio+20 algo de efetivo seja feito para o bem do homem e do planeta !

Turíbio Liberatto Gasparetto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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UM NOVO FRACASSO

A tendência da Conferência Rio + 20 é um novo fracasso 20 anos depois. Deve fracassar porque os técnicos e cientistas que estudam um novo modelo de desenvolvimento sustentável para o nosso planeta não conseguiram, em 20 anos, conscientizar as pessoas de como é possível. Fora que é necessário que o modelo de desenvolvimento econômico existente seja radicalmente alterado. É justamente porque o assunto não está nítido e devidamente esclarecido para ninguém, que os empresários do ramo de supermercados no Estado de São Paulo, por exemplo, conseguiram convencer administradores, legisladores e uma grande parte da população de que a troca da distribuição gratuita de sacolinhas plásticas, pela venda de sacolas também plásticas, mas "reutilizáveis" poderiam ser o início da salvação do nosso planeta. A Rio + 20, antes de mais nada, tem que provar à humanidade, de uma forma convincente e uniforme, que se o modelo existente de desenvolvimento, não for alterado imediatamente, estaremos sujeitos em breve a não ter mais tempo de fazê-lo.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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A VOZ DA GERAÇÃO+20

Jovens dispostos a tomar banho frio, a trabalhar de graça para o governo em programas de reciclagem e, por incrível que pareça, engajados em seguir uma dieta alimentar baseada nos princípios da sustentabilidade, são exemplos lamentáveis de uma geração alienada. O objetivo da Rio+20 é outro, manter as colônias do século 21 na "coleira", e ninguém enxerga isso. E mais: a "nova ordem mundial" pró meio ambiente conseguiu fazer com que o ser humano, aos poucos, fosse sendo deixado de lado por si próprio, de modo que o antropocentrismo cedesse lugar ao "ecocentrismo". Por tudo isso, uma bananeira seca já é capaz de despertar mais indignação e revolta do que uma criança que morre de fome. Tanto empenho e sacrifícios para deixar um mundo melhor para nossos filhos e netos me faz surgir uma dúvida: Como podemos ter tanta certeza de que as gerações futuras preferirão um mundo ecologicamente correto a um mundo racional, que coloca o ser humano em primeiro lugar, e, portanto, altamente desenvolvido?

Fábio Rabello

São Carlos

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ECO 92

Discursando na sessão especial do senado pelo dia mundial do meio ambiente, o senador Fernando Collor recordou a Eco-92, a seu ver, "momentos de grandes sonhos, de grande generosidade e de intensa participação da sociedade, sempre em busca de um mundo melhor, e que marcou um divisor de águas na discussão ambiental". Collor salientou que com a Eco-92 "alcançamos o consenso em torno de questões essenciais para a sobrevivência do planeta". A seu ver, o mundo mudou dramaticamente desde 1992, e não necessariamente para melhor. "O desenvolvimento sustentável, princípio basilar lançado na Eco-92, foi sacrificado em vão no esforço de preservação de um modelo econômico em crise, como hoje dão triste testemunho os países da zona do euro, e antes deles, os Estados Unidos", lamentou o ex-presidente. Collor frisou que o atual sistema de desenvolvimento, baseado no uso intensivo de recursos naturais, está falido e enfrenta, como consequência, elevação de custos, queda da produtividade e danos irreversíveis á vida no planeta. Por fim, Fernando Collor lembrou que foi ele, através de requerimento, em 2007, que propôs, no senado, que o Brasil sediasse uma conferência em 2012, a Rio+20. A proposta foi aprovada pelos senadores e levada a sugestão pelo próprio Collor ao então presidente Lula que a acatou, determinando ao Ministério das Relações Exteriores que fizesse o oferecimento às Nações Unidas. O que foi aceito na Assembléia-geral da ONU, em 2009.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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LIXÃO

Às vésperas da Rio+20, o Aterro Metropolitano de Jardim Gramacho foi fechado, após 34 anos de atividade. Agora, o lixo recolhido pela Comlurb vai para a Central de Tratamento de Resíduos. O prefeito Eduardo Paes promete gastar R$ 2 bilhões em tratamento de lixo nos próximos 15 anos. O antigo aterro gerará energia, sob a concessão da empresa Nova Gramacho, que instalará uma usina de biogás. Enfim, muitos planos e altos investimentos. 1,7 mil catadores trabalhavam no local, alguns, como Geraldo Oliveira na foto de capa do Estadão, choraram sobre o "lixo derramado". Gostaria de ouvir de alguém qual será o destino dessas pessoas. Elas também serão "recicladas"?

Ecilla Bezerra ecillabezerra@gmail.com

Peruíbe

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NÃO PAROU

Uma correção. Ao contrário do noticiado, o maior lixão da América Latina não foi fechado. Continua operando a todo vapor na Ilha da Fantasia.

Nelson Carvalho nscarv@gmail.com

São Paulo

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O QUE CHOCA MAIS?

O que é mais triste? Ver nas fotos dos jornais um pai de família chorando pelo fechamento do maior LIXÃO da América Latina, no Rio de Janeiro, posto que era seu ganha pão, ou saber que para esse infeliz brasileiro a sua já quase inexistente perspectiva de vida acabou junto com o MONTURO ? Difícil!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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INFRAESTRUTURA

Fala-se muito da segurança da Rio+20, mas ninguém menciona nem a LIGHT ou a infraestrutura no entorno, como condução,bares ou restaurantes de nível,os banheiros do Rio Centro,a falta de papel higiênico,sabão,os camelos suprindo sem nenhuma higiene os menos favorecidos como seguranças,garis,além do péssimo sistema viário para se sair do local. Posso imaginar, se realmente 50 mil pessoas se instalarem por lá,vai ser uma vergonha,além do que se em plena Copacabana turistas são assaltados, pois a polícia fica nas casinhas com ar refrigerado no meio da Avenida Atlântica,o que pode acontecer aos menos desavisados.A última moda de assalto no Rio é de bicicleta. O Brasil precisa ser passado a limpo em todas as áreas, pois a propaganda é a alma do negócio, mas mentir e sonhar é para loucos, não para autoridades responsáveis.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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O METRÔ NOSSO DE CADA DIA

Durante dois dias acompanhei reportagem da TV Globo mostrando a dura vida daqueles que madrugam para trabalhar e se espremem nos vagões superlotados do Metrô. Entendo as críticas dos seus ocupantes, mas mesmo assim ainda é melhor agradecer por sua existência, porque basta imaginar como fariam para chegar aos seus destinos sem ele, que transporta milhões de pessoas diariamente, e dependessem apenas de transporte de superfície em vias cada vez mais congestionadas. Reclamar desse sufoco que passam nos horários de pico do metrô é um direito que de forma alguma pode descambar para depredações de estações, quando ocorre defeitos com paradas de linhas. O Metrô foi inaugurado no começo da década de 70 com uns cem anos de atraso quando comparado com outras metrópoles como New York e Londres, mas pelo menos em períodos cada vez mais curtos o governo tem inaugurado novas linhas e ainda assim levará um bom tempo para existir um sistema que possa dar mais conforto aos usuários.

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

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LÁ E CÁ

O Brasil superou a Inglaterra no BIP, mas o rio Tietê ainda não superou o rio Tâmisa em limpeza, nem a USP superou Oxford na classificação das melhores universidades do mundo e nem o metrô de São Paulo, com menos de 100km, conseguiu superar o London Underground com mais de400km.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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ESTAÇÕES FECHADAS

É um absurdo o fechamento das estações de metrô Itaquera e Morumbi em dias de jogos de futebol, como anunciado pelo diretor do metrô. Deveria ser exatamente o contrário. O metrô existe para facilitar o transporte, a locomoção e o lazer das pessoas. No Maracanã é assim. Por que só aqui em São Paulo seria diferente? É uma visão elitista, de quem pensa que transporte público é só para o trabalho e não para o lazer das pessoas. O metrô deve se estruturar em termos de segurança, mas não tem o menor cabimento fechar as estações em dias de jogos.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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O PEDESTRE, O CICLISTA E O TRÂNSITO

O direito de o pedestre atravessar sobre a faixa e o incentivo ao uso da bicicleta como meio de transporte viraram moda. As campanhas, no entanto, só falam em direitos, mas não educam ou alertam pedestres e ciclistas de que podem morrer se não adotarem as devidas cautelas. Resultado: ambos usam o próprio corpo para disputar espaço com os carros. As cidades brasileiras cresceram sob a ótica de prioridade ao automóvel, sonho de consumo da maioria da população. Andar à pé ou de bicicleta, meios largamente empregados na primeira metade do século passado, foi substituído pelo transporte automotor. Depois de décadas nesse sentido, redescobriu-se agora o pedestre e o ciclista e insiste-se em lançá-los como partícipes do sistema criado e desenvolvido para o carro. Antes de impor o "direito" de pedestres e ciclistas, os responsáveis pelo trânsito têm o dever de criar condições para que sejam integrados ao meio com relativa segurança. Não basta dizer aos motoristas que os têm de respeitar. Tem de, antes de tudo, orientar o pedestre e o ciclista a não expor a própria vida para fazer valer o seu direito de atravessar a rua ou nela também trafegar. Explicar-lhes de que nada adiantará o seu direito se não tiver a saúde e principalmente a vida para poder desfrutá-lo. A prioridade em toda ação de trânsito deve ser a educação dos envolvidos. Mas pouco se investe nesse segmento, pois o objetivo dos governos e governantes tem sido o espetáculo de mídia e, especialmente, a arrecadação de multas.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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TRÁFEGO

A lentidão do tráfego no Brasil causa um prejuízo anual de R$30 bilhões! Há necessidade de incentivar o transporte coletivo de boa qualidade.

Paulo Dias Neme profpauloneme@terra.com.br

São Paulo

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COME ME IRRITAR NO TRÂNSITO

Penso que se a seta, o farol e as lanternas fossem considerados itens opcionais, muita gente não iria adquiri-los no ato da compra de seu veículo. Devo ter cara de quem possui bola de cristal ou algum engraçadinho deve ter colocado um adesivo em meu carro (que todos podem ver menos eu) intitulado: "Madame Mim". As adivinhações a que sou submetida, vão desde descobrir qual a direção que o motorista à minha frente irá tomar, até detalhes como se este irá parar de maneira repentina sem que haja sinalização que o obrigue a fazê-lo. Na estrada, a situação fica um "pouquinho" pior, porque sempre tem aquele sujeito metido a "Tio Patinhas" que prefere economizar no lugar de trocar os faróis e lanternas queimadas. Aí, se você for uma pessoa intuitiva e com pretensão ao cargo de Sherlock Holmes, assim como eu, irá tirar conclusões de que o veículo que está indo ou voltando com apenas uma lanterna e farol acesos, trata-se de uma motocicleta! Fora os carros invisíveis, aos quais não posso enxergar pelo simples fato de transitarem com tudo apagado! Aí, meu caro, tudo depende do farol do meu carro para detectar suas presenças e uma dosezinha extra de oração a São Cristóvão! E os problemas não acabam por aí, não! A educação quase que me some, se transformando em uma bela expressão desenhada apenas com o dedo médio de uma de minhas mãos, quando aquele ser que não viu a seta que eu já estava sinalizando há um certo tempo, mete sua graciosa mão na buzina, vira o rosto em minha direção e me fuzila com seu olhar de reprovação! Como se a errada fosse eu!

Isso sem falar nos "Barrichellos" das ruas, que dirigem a uma incrível velocidade que beira os 10 km/h e quando resolvo ultrapassá-los, eis que descubro que ali se escondia um "Schumacher"! Eles pisam fundo no acelerador e se imaginam em uma pista de F1, onde o adversário sou eu! Outro tipo muito comum, é aquele que tira o bração para fora e o deixa apoiado na porta enquanto dirige. E sabe por que o faz? Para mostrar aos demais motoristas (principalmente às mulheres) o quanto é bom em dirigir com uma mão só! Mas para o seu governo, também sei fazer isso, mas não o faço porque além de arriscado, é brega! Isso mesmo, brega! E para finalizar meu texto de indignação, não poderia deixar de mencionar os "super ocupados" também conhecidos como "super requisitados", que não podem dirigir sem conversar ao celular e por causa disso, cometem diversos "deslizes" (para não usar uma palavra inapropriada) no trânsito, obrigando atenção redobrada de minha parte. Isso sem contar as manobras super radicais e muitas vezes perigosas que sou forçada a realizar, para não bater nesses "distraídos de plantão"! Não sei se vou direto para o céu, mas tenho bons argumentos para negociar minha transferência! Porque haja santa paciência para aturar esta turma e ainda salvar-lhes as vidas que eles próprios não dão a mínima. Você deve estar achando tudo isso muito engraçado, não é? Também acho que seria cômico se não fosse trágico. Mas me irrita!

Vivian Cristina Schlinz Rubio Baratto vivian_sbo@yahoo.com.br

Americana

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SEGURANÇA

A segurança pública que sempre foi deficiente praticamente não mais existe. Ninguém pode mais sair de casa despreocupado, sempre há alguém suspeito por perto, em qualquer lugar, seja no trânsito, nas calçadas, nos transportes públicos, e agora nos restaurantes. Para que tudo estivesse sob segurança seria necessário aumentar os efetivos policiais, construir mais prisões, ser mais rude com os assaltantes e criminosos, a começar com os

que foram eleitos e se tornaram corruptos, verdadeiras pústulas. Mas, o principal, acabar com a impunidade. Refazer o código penal ultrapassado e o povo ser um pouco mais sério com suas obrigações, especialmente ao votar. Votar mal é deixar os corruptos entrarem. Este Brasil tiririca, como diz um amigo, já cheira mal, e deve ser aniquilado. Chega de lulopetismo, merecemos coisa melhor.

Carlos Eduardo Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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ARRASTÕES

Os clientes de (alguns) restaurantes estão sofrendo com o perigo de duplo arrastão, um é garantido, quando chega a conta. O outro é possível, quando chegam os ladrões!

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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FUNÇÃO DO ESTADO

Perfeita a afirmação de Carla Pernambuco, proprietária do Carlota, vítima do segundo arrastão na Rua Sergipe, em entrevista ao Estadão (C3, 2/6), ao expressar "isso é função do Estado". Não resta qualquer dúvida, pois atribuir ao cidadão todos os ônus relacionados à segurança pública seria um retorno aos tempos da autodefesa, da defesa privada, inversão descabida, principalmente tendo em conta a pesada carga tributária suportada pelo cidadão, seja no papel de consumidor, ou de empresário.

Paulo Camassa paulocamassa@yahoo.com.br

São Paulo

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O DIA EM QUE A TERRA PAROU

Restaurantes cobram ação da PM contra arrastão. Lembram da música do Raul Seixas, O dia em que a Terra parou?

O ladrão saiu para o trabalho, porque a polícia não estava lá.

O político roubou o que podia, porque o judiciário não estava lá.

O ex-presidente continua mandando, porque a presidente não estava lá.

O doente morreu desatendido, porque o médico não estava lá.

O aluno fez o que quis, porque o professor não manda nada lá.

Refrão

O dia em que o Brasil parou.

O dia em que o Brasil parou.

Vitório F. Massoni suporte@eam.com.br

Catanduva

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3 PESOS E 3 MEDIDAS

Os polos geradores de tráfego, objetos da Lei n.º 15150 e do Decreto n.º 51771, têm aplicações diferenciadas pela prefeitura - sabe-se lá como e por que; portanto, cabe fazer uma análise comparada do que vemos acontecer em 3 grandes empreendimentos. Temos o shopping JK paralisado pela prefeitura; conforme a Vejinha de 30/5, o investimento já realizado em contrapartidas no entorno ultrapassa os 10% do valor do empreendimento e no total chegará a quase 20% do valor do complexo de cerca de 200 mil m² de área construída quando estiver finalizado. Temos o Shopping Cidade Jardim, autorizado e em funcionamento, cujo complexo de porte similar se responsabilizou por faixa adicional à Marginal com valor abaixo dos 5% do valor do empreendimento que é o limite atual de contrapartidas previsto em lei. Finalmente, temos o maior de todos, o projeto Nova Luz, com 300 mil m² de área central a ser reformada e com cerca de 2 milhões m² passíveis de serem construídos sem qualquer aplicação dessa lei de polo gerador de tráfego e sem previsão de quaisquer contrapartidas em seus estudos de impacto ambiental e de viabilidade econômica; isso significa que o felizardo concessionário urbanístico nada pagará pelas obras mitigadoras que serão necessárias no entorno para suportar o enorme acréscimo da população de moradores, trabalhadores e clientes prometido pela prefeitura - o qual gerará tráfego adicional que, sem mitigação, paralisaria o centro da cidade; esse projeto anda célere e a conta das contrapartidas ficará para o contribuinte pagar: por quê? A prefeitura pode escolher para qual empreendimento aplicará a lei? Há necessidade de abrir essa caixa preta do prefeito Gilberto Kassab, do secretario de transportes Marcelo Branco e da CET!

Suely Mandelbaum urbanista suely.m@terra.com.br

São Paulo

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PIB

Por não saber mais o que fazer para alavancar a economia, o governo libera o maior lote de restituições de IR da história, beneficiando quase dois milhões de contribuintes, num total de R$ 2,5 bilhões para tentar acelerar o consumo. Nada contra! Mas, esse dinheiro no bolso do trabalhador brasileiro é muito pouco para melhorar o PIB que cresceu apenas 0,2% no primeiro trimestre! Representa pífio 0,13% dos 49% da carteira de empréstimos anual do sistema financeiro do País... Se a Dilma está verdadeiramente preocupada com a possibilidade de um novo e raquítico crescimento econômico também em 2012, deveria lá atrás ter nomeado gente competente nos seus quase 40 ministérios, para tocar com celeridade os investimentos em infraestrutura! Esta hoje é a única receita para o País crescer de forma sustentada, o resto é paliativo e seus efeitos se esgotaram...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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TODOS PERDEM

O fraco desempenho de 0,2 % do PIB no primeiro trimestre deste ano, já sinalizou que a produção industrial brasileira não pode ficar dependendo somente de estímulos à setores industriais, oferta de crédito e juros menores. Diante desse cenário preocupante, a presidente Dilma em cerimônia do dia mundial do meio ambiente falou : "Quem apostar na crise, como há quatro anos, vai perder de novo". Perder o quê ? A presidente deveria saber que estamos num mesmo barco, e ninguém está torcendo no estilo do partido PT, de que "quanto pior melhor"! Nada disso d. Dilma ! A população brasileira está convicta é de que a base da economia é a produção e que o País investe pouco, - 19 % do PIB - em capacidade produtiva e em infraestrutura. Presidente Dilma, está na hora de dar os primeiros passos nessa direção, e deixar de fazer discursos no estilo do ex-presidente Lula que não levam a nada.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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NA LANTERNA

A equipe econômica da presidente Dilma, comandada pelo ministro Guido Mantega, conseguiu uma proeza deplorável, ao colocar o Brasil na lanterna do PIB entre os países do Brics (Brasil, Rússia,China e África do Sul) tendo no primeiro trimestre deste ano,o pífio crescimento de 0,2%, dez vezes menor que o da África do Sul. Parece que o único modelo encontrado pelo governo é o aumento do consumo, cuja superação está mostrada pela inadimplência e o comprometimento de 1/3 da renda familiar. As projeções apontam para um aumento do PIB para este ano, entre paupérrimos 1,5 e 2,5%. A equipe econômica tenta tirar um coelho da cartola, mas até agora só tem tirado anuros.Ou troca-se o mágico ou a cartola ou os "300% de segurança" ufanados pela presidente poderão ir para o ralo. Durante quase dez anos de bonança na economia mundial, o governo Lulo/Petista navegou em águas tranquilas em que tudo dava certo. Quando teve início a desaceleração mundial, com foco na Europa, o então presidente Lula tratou de identificá-la como "marola", e que o Brasil jamais seria atingido.De lá para cá a marola se transformou em tsunami.A economia vai mal, as instituições mais representativas se desgastam, e a corrupção passou de exceção a regra.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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SOLUÇÃO À VISTA

Durante toda a semana que passou, a imprensa nacional foi unânime em mostrar preocupação com a economia nacional. Baixo desempenho da indústria, queda na produção agrícola, inadimplência e uma inflação ascendente, foram os principais assuntos. Eu apesar de não ser economista não vejo motivo para tanto pessimismo, está havendo uma certa precipitação porque o governo já tem uma solução saindo do forno - a descriminalização das drogas. Sim, isso mesmo, dobraremos o nosso PIB. Haverá proteção à agricultura nacional, não vamos importar nada do amigo cocaleiro Evo Morales e denunciaremos o contrato existente com as FARC desde o ano de 2002. Os nossos campos ficarão verdes como "nunca antes nesse país" e nossas favelas serão verdadeiros jardins. O BNDES, banco de fomento, irá financiar a juros subsidiados laboratórios caseiros para o refino da coca. Seremos grande produtores, atenderemos ao consumo interno e à demanda mundial de dois trilhões de dólares. Precisa mais? Não ! Só se aumentarem o número de ministérios.

Humberto de Luna Freire hlffilho@gmail.com

São Paulo

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DOIS QUINTOS

Tiradentes revoltou-se contra o "quinto" (quinto dos infernos), impostos de 20% sobre os rendimentos, na época de sua morte, que eram enviados à corte portuguesa e não se revertiam em benefício do povo . Cadê os Tiradentes de hoje, quando os impostos já estão em dois quintos (40%) ? Nem o Lúcifer, dono do inferno, aguenta contar tantos impostos, que continuam sendo mal usados pela "corte brasileira" - como se acham os políticos de hoje (onde há até um que se julga rei ou um Deus todo poderoso) em vez de usados em benefício do povo.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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TRIBUTO ESPECIAL

A presidente Dilma anunciou que o ICMS sobre a energia elétrica precisa ser reduzido, para dar mais competitividade para a indústria nacional. Para mim, existe uma falha de origem. O ICMS é o imposto de maior arrecadação no Brasil e transformou-se num tributo muito especial depois que governos anteriores decidiram combater a sonegação de forma mais simples e objetiva. A opção foi a de ter uma alíquota maior de ICMS sobre produtos e serviços de difícil sonegação em face da pequena quantidade de ofertantes, facilitando a sua fiscalização. Em contra partida seriam reduzidas as alíquotas sobre alimentos e outras atividades primárias e com alta taxa de não conformidade. O articulador dos entendimentos foi o Germano Rigotto, se não me falha a memória. Desta forma foram autorizados aumentos das alíquotas sobre energia elétrica, telecomunicação, combustíveis, automóveis e fumo e bebidas. A alíquota original era igual para todos os produtos e serviços. A indústria brasileira consome cerca de 40% da energia elétrica ofertada. Está autorizada a se creditar do ICMS constantes nas faturas de compra para compensar com o devido nas vendas. Desta forma não vejo como a redução do ICMS sobre a energia elétrica irá beneficiar as exportações, através do aumento da competitividade. Uma situação diversa ocorre com as pequenas empresas industriais do sistema simples. A elas não é assegurado o direito ao crédito do ICMS, pois, operam com tributação presumida. Mas também a finalidade das empresas do sistema simples é vender para os consumidores finais. Assim poucos poderão fazer com a exportação. Se for do interesse do governo, poderá ser criado algo de crédito especialmente para as exportadoras que se enquadrarem no sistema simples. Sou a favor da manutenção dessas alíquotas elevadas, mas contrário ao exagero de alguns Estados.

Hélio Mazzolli mazzolli@terra.com.br

Criciúma (SC)

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SAÚDE E CPMF

Hospitais Públicos no Brasil, piora a cada dia. Muita gente morrendo por falta de atendimento médico e outras anomalias. Pior é quando dizem que a culpa é a falta do imposto CPMF?!

Antonio de Souza D Agrella antoniodagrella@yahoo.com.br

São Paulo

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APOSENTADOS

Enquanto permanecem trancados nas gavetas dos Poderes Legislativo e Executivo da República, os projetos de leis que devolvem aos aposentados e pensionistas do INSS seus verdadeiros salários, o País é acordado com uma notícia que vai

deixar pasmos os ex- trabalhadores que, por mais de 30 anos, deram suas vidas lutando para colocar o Brasil entre os melhores países do mundo que produzem qualidade, mesmo em locais de trabalho insalubre. A presidente Dilma Rousseff acaba de sancionar a lei que garante aos jogadores campeões de futebol do mundo o salário teto do INSS que é de R$ 3.691,74 e mais um prêmio de R$ 100 mil pelos bons serviços prestados por eles à Pátria. Até quando nós aposentados, pensionistas e ainda trabalhadores nas indústrias, vamos continuar engolindo os presidentes da República, os deputados e os senadores nos dizendo que a previdência está falida? Trabalhadores, desistam de seus outros empregos e passem a jogar e ensinar seus filhos e netos a jogar futebol. Esse é o melhor caminho.

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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ZONA DE ATRITO

Esquecendo de que o número de aposentados é maior que o dos "bolsistas",a presidente Dilma acaba de criar uma nova zona de atrito com a sociedade. No momento em que autorizou uma ajuda aos ex-jogadores,tão dependentes do INSS como todos os demais

pensionistas.

Caio Augusto Bastos cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

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CONSUMO INDUZIDO

Se o cidadão tem um bom salário, estabilidade empregatícia garantida, direito adquirido de aposentadoria integral, se tem perspectiva de receber herança polpuda, se já tem um patrimônio folgado, pode atender ao apelo governamental de aumentar seu consumo de bens e serviços. Não sendo o caso, tratando-se de um cidadão que faz parte da maioria assalariada da população, deve limitar seu consumo às suas reais possibilidades, sem endividar-se, e na medida do possível, poupando para a necessária complementação de sua futura aposentadoria, afastando o risco de mais tarde entrar para o pior dos mundos, o da velhice desassistida.É uma obviedade à vista de todos, talvez não tão evidente para os que ingressaram na fantasiosa nouveau classe-média inventada pelas estatísticas oficiais e que ainda não entraram para o grupo dos inadimplentes.

Leonardo Giannini leogann930@terra.com.br

São Paulo

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GUERRA DOS PORTOS

Sete meses de duração para a guerra dos portos é um absurdo, o que gerará, fatalmente, um surto de importações ilícitas, sujeitando a indústria brasileira e os importadores honestos à concorrência desleal. O senado, por meio da Resolução 72, demonstra mais uma vez sua incompetência para assuntos de interesse nacional. O mercado interno está inundado de produtos têxteis - cobertores, tapetes, jogos de cama - importados, seja por meio desse "estímulo" , seja por circunvenção, subfaturamento, conteúdo de contêineres não condizente com a documentação e não se nota nenhuma ação da Receita Federal para retirar esse excedente de circulação. As autoridades alfandegárias preocupam-se com as miudezas das pessoas nos aeroportos, enquanto toneladas de ilícitos, incluindo lixo da Espanha, entram no país mansamente.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

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