Fórum dos Leitores

RIO+20

O Estado de S.Paulo

13 Junho 2012 | 03h09

Consumo e meio ambiente

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, ou é cínica ou é cega. A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para alavancar a indústria automobilística é importante para sustentar a economia, contudo, não admitir que o aumento substancioso da venda de veículos é incompatível com o debate sobre desenvolvimento sustentável é tapar o sol com peneira. Estamos, sim, na contramão do equilíbrio ambiental. Os poluentes liberados pela nossa (já saturada) frota automotiva têm causado sérios danos à saúde nos grandes centros urbanos, e a situação só vai piorar. Ainda se o valor sacrificado na arrecadação fiscal com a redução do IPI fosse aplicado na infraestrutura do País, haveria empregos de sobra, por exemplo, inclusive para quem tem deixado a combalida indústria nacional. Menos ideologia e mais eficácia é o que se espera de um governo probo.

JOÃO MENON

joaomenon42@gmail.com

São Paulo

'Miopia ambiental'

A ministra Izabella Teixeira fala de "miopia ambiental". Não será miopia ambiental privilegiar a gasolina, em detrimento do etanol, como denuncia Xico Graziano em seu artigo Vexame ambiental (12/6, A2)? Não será miopia ambiental conceder constantes incentivos fiscais à indústria automobilística, atravancando o trânsito das grandes cidades, enquanto os projetos ferroviários jazem adormecidos sobre seus papéis? Entende-se por que a ministra relega para 20 anos o que será deliberado na Rio+20 (+20 anos): é o tempo necessário para a exploração do pré-sal, projeto brasileiro irreversível, diante dos empenhos da Petrobrás e do BNDES que já se materializaram para a sua implementação.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Sem foco

Afinal, o que se discutirá na Rio+20? A sustentabilidade para os próximos 20 anos ou o que se fez (ou deixou de fazer) nos 20 anos após a Eco-92?

RUBENS Q. M. COSTA

rubensquintao@hotmal.com

Santos

Os preteridos

Em complemento à indignação dos três leitores que tiveram suas cartas publicadas ontem, sobre o absurdo da importação do feijão-preto chinês, digo que essa prática já é antiga e, quando o dólar estava na casa do R$ 1,60, a situação era muito pior. Agora, quem está passando pelo inferno do descaso do governo é o setor sucroalcooleiro, que assiste ao Brasil importando etanol de milho americano. Usinas e produtores passam por dificuldades em razão da artificialização do preço da gasolina e trabalhadores são demitidos todos os dias. E, para quem não sabe, o Brasil também poderia ser autossuficiente na produção de trigo, porém, graças à espetacular competência do governo em política agrícola e logística, importamos 50% do nosso consumo. Existem pessoas que ainda não descobriram que o Brasil virou uma republiqueta pelego-socialista, onde só os amigos, apadrinhados e escolhidos pelo governo federal é que saem ganhando. Algumas vezes ganham dinheiro, favores e contratos, outras vezes, apenas a tranquilidade de não serem importunados ou perseguidos, assim como faz a nossa vizinha Cristina Kirchner.

FREDERICO D'AVILA

fredericobdavila@hotmail.com

Buri

Futuro

Sempre acreditei que o futuro do Brasil estava na agricultura. Agora, sabendo que o feijão-preto chinês é importado com preço menor que o produzido aqui, não sei mais qual é o futuro do Brasil.

CARLOS R. DA SILVA CALDERON

crscalderon@hotmail.com

São Paulo

CPI DO CACHOEIRA

Brasil feudal

Depois da maratona que foi o depoimento de Marconi Perillo à CPI, não há mais o que discutir: ele é o rei de Goiás. Vamos ver agora se é possível Brasília (DF) ter também o seu rei. Se assim for, então o Brasil está se tornando feudal. É rei em todo lugar.

JOSÉ PIACSEK NETO

bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

Marconi Perillo

Nasce um novo presidenciável do PSDB, diferente do amargo Serra e de um fazedor de média e em cima do muro, como o Aécio.

FERDINANDO PERRELLA

fperrella@hotmail.com

São Paulo

Companheirismo

Como ficará o depoimento, hoje, do governador Agnelo Queiroz (PT-DF) na CPI, agora que surgiu um fato novo? Escutas telefônicas indicam que o laboratório Hipolabor, com sede em Minas Gerais, recorria ao atual secretário de Saúde do Distrito Federal e ex-diretor adjunto de Agnelo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Rafael de Aguiar Barbosa, para acelerar demandas na agência. Barbosa era braço direito de Agnelo, que dirigiu a Anvisa de 2007 a 2010, quando deixou o cargo para concorrer ao governo do DF. Apreendida durante a Operação Panaceia, da qual os grampos fazem parte, uma agenda com anotações da contabilidade da diretoria do grupo farmacêutico registra supostos pagamentos ao petista em 2010, ano eleitoral. E agora, Agnelo? Com certeza, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) e o machão Silvio Costa (PTB-PE) estão trocando mensagens via celular para proteger o companheiro... Sérgio Cabral escapou, mas será que o rolo compressor da CPI vai poupar Agnelo? "Nunca na história deste país se viu tanto companheirismo."

DI MAGALHÃES

dimagalhaes_pr@hotmail.com

Curitiba

EDUCAÇÃO

Ousadia

Publicada na página A15 do dia 9/6, a opinião do sr. Ângelo Vanhoni, deputado pelo PT e relator do Plano Nacional da Educação (PNE), sobre a necessidade de investimento em educação no País é de estarrecer: "7,5% do PIB é audacioso". Sem dúvida, o sr. Vanhoni deve achar que nossa educação é coisa maravilhosa. Para deixarmos de produzir semialfabetizados, precisamos de bem mais do que 7,5% do PIB. A ousadia não é chegar aos 7,5% do PIB, isso é necessidade. Ousadia, sim, é achar que os 7,5% do PIB sejam uma ousadia. Pobre Brasil.

ACHILLES ROMANATO PANDINI

pandini1@terra.com.br

Jundiaí

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CPI, UM PALCO MONTADO

Segundo o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) a CPI não prende, não solta. Mas é preciso esclarecer que a CPI também não investiga, não apura e não esclarece nada. A CPI é um palco montado para dar munição ao governo. No caso, os petistas hoje, quase todos com o rabo preso, morrendo de medo do mensalão, torcem para ver um tucano na lama, mas se esquecem de que nem o deputado Vaccarezza, nem o deputado Jilmar Tatto têm isenção para acusar quem quer que seja. Ambos estão a serviço do ex-presidente Lula que quer vingança. Para ser transparente, a CPI precisa investigar Agnelo Queiroz e Sérgio Cabral. O papel da CPI seria investigar a Delta, empresa de Cachoeira e a maior recebedora de verbas do governo federal. E por que nada se fala sobre a Delta? Porque ao mexer com a Delta os podres vão aparecer e esses podres levam junto o governo federal atrelado que está com as obras do PAC e com os bilhões que pagou à empresa Delta. O BNDES também tem muito a explicar. Querem saber? A CPI não passa de uma farsa que tenta incriminar um governador enquanto o que interessa mesmo fica esquecido. Carlos Cachoeira sairá desta lambança como Antonio Palocci, vítima da ira dos inimigos e salvo pelos governistas.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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PARA QUE NÃO REINE A IMPUNIDADE

Para quem tem o mínimo de experiência em instruções processuais, os esclarecimentos prestados pelo governador Marcondes Perillo, com firmeza e sem contradições, confirmaram que ele poderia terminar na vala das injustiças onde foi lançado de maneira irreversível Ibsen Pinheiro, jamais recuperado do esquartejamento moral a que o submeteram. Não podemos nos transformar em justiceiros radicais, ante a corrupção que afronta diariamente nossa cidadania. Porém, mais do que nunca, o momento exige respostas equilibradas. Para que não reine a impunidade, mas também que se preservem a imagem e a própria vida de inocentes; e os culpados sejam punidos na exata medida das previsões legais.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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AGOSTO

Agosto é mês de cachorro louco, e o julgamento do mensalão não poderia ter época mais apropriada. Talvez por isso, Lula e Zé Dirceu já estejam espumando...

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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MENSALULÃO

Quem foi mais beneficiado na compra de congressistas pelo mensalão? Lula. Querer direcionar para o Dirceu, Delúbio, Marcos Valério, etc., é jogada de marketing. Eles eram os "operadores" que obedeciam ao grande Mensalula. Os congressistas vendiam seus votos e recebiam aqui ou em paraísos fiscais. O empenho do dito cujo junto a membros do STF para melar o julgamento é prova de que ele quer se livrar do problema. Aliás, o mensalão nunca deixou de existir nos governos lulo/petistas: prova é que a Dilma continua o esquema, liberando emendas para obter o que quer (em) - os otários pagam, como sempre.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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PENCA DE TRÊS É ...

Aos srs. Dirceu, Thomaz Bastos e Lula: Não é só a Imprensa que quer acabar com a grande impunidade nos meios políticos, somos todos nós, os brasileiros decentes, mas, principalmente, o que consta nos autos e isto vocês não podem negar!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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UMA CAUSA PERDIDA

O ilustre advogado Márcio Thomaz Bastos deveria agradecer à democracia por ainda lhe garantir o direito de defender pessoas e organizações que atentam contra valores éticos e, principalmente, democráticos. Em regimes livres é assim que as engrenagens funcionam, com o trabalho da imprensa refletindo a temperatura da opinião pública, exceto em regimes como Cuba ou Venezuela onde juízes que julgam contra os interesses do governo são punidos com penas de até 30 anos, como denunciou a associação dos juízes do Pará. A afirmação em programa de TV do eminente dr. Márcio Thomaz Bastos de que a imprensa "tomou partido" contra os réus do mensalão deveria ser entendida como uma vitória do clamor público sobre a lentidão do Judiciário, já que o processo do mensalão se arrasta por sete anos em razão do esforço de um grupo que insiste em pagar a preço de ouro pela impunidade dos desvios milionários contra os cofres públicos. Como pregava um grande jurista, Sobral Pinto, não bastam amizades ou honorários polpudos para que um advogado se sinta justificado diante de sua consciência no patrocínio de uma causa. O bom advogado antes de tudo deve estar a serviço da democracia, sob risco de ter seu nome associado ao que há de pior na defesa do indefensável.

 

 

Amâncio Lobo amanciolobo@uol.com.br

São Paulo

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DOIS SENHORES

O grande Márcio Tomaz Bastos,ex-ministro da Justiça da era Lula deve ter concluído que não se pode servir a dois senhores.Ao Estado republicado e também à contrarrevelução baseada no cometimento de ilícitos.Este é o motivo pelo qual caiu a máscara e o mais ingênuo dos mortais já percebeu.

Yvette Kfouri Abrão abraoc@uol.com.br

São Paulo

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GILMAR E A CARTA CAPITAL

A meu ver é no mínimo estranho que a imprensa não tenha dado a menor repercussão à matéria de capa desta semana da revista Carta Capital. Diz o texto, ilustrado com foto do ministro do STF: "Fraude na escolinha do professor Gilmar". Diante deste tenebroso silêncio, omissão e manipulação, tenho de admitir que o ex-ministro da Justiça, advogado Márcio Thomaz Bastos, tem razão ao afirmar que "a imprensa tomou partido" contra os réus do mensalão e tenta influenciar o resultado do julgamento no STF fazendo "publicidade opressiva".

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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MAIS UMA CONTRA A LIBERDADE DE IMPRENSA

Nada mais constrangedor do que ouvir de um ex-ministro da Justiça ,uma figura estelar do Direito, um defensor da democracia na época da ditadura,e agora por motivos partidários, pois defende um dos principais acusados do "mensalão petista" se colocar contra a imprensa livre afirmando em programa de TV que "a imprensa tomou partido" contra os réus e tenta influenciar os votos dos ministros do Supremo com uma "publicidade opressiva" contra os mensaleiros. Com essas declarações o advogado Márcio Thomaz Bastos aderiu à campanha contra a imprensa promovida pelo PT há mais de oito anos. É realmente constrangedor!

Leila E. Leitão

São Paulo

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BATALHA FINAL

Um ex-presidente da República insensato capciosamente tentou chantagear um ministro da Suprema Corte, para minimizar os efeitos da trama do Ali babá e os 40..., no julgamento do calamitoso esquema do mensalão. Como se não bastasse, Zé Dirceu, chefe da quadrilha, segundo o Procurador Geral da República, em discurso no 16.º Congresso Nacional da União da Juventude Socialista (A9-11/06), conclamou os estudantes comunistas a irem às ruas para defendê-lo quando do julgamento previsto para o mês de agosto. Sua pretensão é por a juventude com suas bandeiras vermelhas e a bandeira nacional alterada à moda, com caras pintadas, arruaçando, agitando e gritando palavras de ordem, para pressionar o STF. Com essa, não paira mais dúvida quanto aos verdadeiros objetivos da luta armada, combatida pelos militares. Se a peçonha de Lula e de seus asseclas ainda não contaminou as autoridades sérias e as Forças Armadas, está na hora de dar um basta nessa prática subversiva, ou entraremos de cabeça na ditadura do proletariado, maior desejo da esquerda dominante, pois segundo Dirceu, a partir de agora, será a "batalha final".

Vicente Muniz Barreto dabmunizbarreto@hotmail.com

Cruzeiro

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DIRCEU

Aumentou consideravelmente a intensidade histriônica de José Dirceu, diante da decisão do STF de iniciar o julgamento, em 1.º de agosto, do mensalão, seguramente o maior esquema de corrupção de que se tem notícia. Ao afirmar que o julgamento será político, atinge a integridade da mais alta Corte que, estranhamente, não reagiu; ao apontar o "monopólio da mídia" como propulsor de um processo cuja conclusão todos anseiam, ataca a imprensa livre, um dos alicerces do processo democrático; ao conclamar estudantes para uma mobilização visando a pressionar os ministros em suas decisões, inaugura uma fase perigosa, ameaçadora do próprio Estado de Direito. Nesse momento histórico no qual nossas instituições consolidam-se, é absolutamente necessário que tais tentativas sejam identificadas e prontamente repelidas pela sociedade.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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O CANTO DO CISNE

Parece que estamos presenciando o verdadeiro "canto do cisne" do lulo-petismo, diante de tantas aberrações agidas e proferidas pelos "cabeças" do partido, além de outras figuras menos importantes, mas de peso para complementar "o derradeiro canto". Diante do próximo julgamento dos "mensaleiros" pelo STF, parece que espalharam raticida por todo o País para provocar tanto alvoroço. Lula pulou a cerca com seus disparates tresloucados e ficou recolhido à sua insignificância; Rui Falcão alçou vôo e mostrou suas garras, líderes, deputados e senadores petistas externaram toda sua revolta e indignação e agora vem o Sr. Dirceu incitar seus teleguiados juvenis "bad boys" para um movimento popular. Só nos resta esperar para ver qual vai ser a atitude do sr. José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça - apoiar ou coibir tal manifestação contra o STF. Mas que os gaúchos se cuidem e não permitam que seu governador, Tarso Genro, venha fazer novo papel ridículo para comandar a baderna que se avizinha como fez diante do Clube Militar.

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis

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JOSÉ DIRCEU: ¿POR QUÉ NO TE CALLAS?

Como sempre, perfeitas as conclusões de Dora Kramer no seu Toque de recorrer. Para o bem da democracia e do próprio PT, está mais do que na hora dos mensaleiros se calarem e aguardarem com serenidade o julgamento do STF. O José Dirceu e o ex- presidente Lula que se deem por satisfeito se suas recentes atitudes - chantagem e constrangimento de autoridades - resultarem apenas no apressamento do julgamento do mensalão. Por muito menos até um governador (de outro partido, claro) foi preso.

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo

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RIO+20

Não sou político, não sou ator, nem sou famoso. Sou apenas um cidadão do mundo como você. Apesar de amar minha Pátria, prefiro dizer que sou cidadão do Mundo. Não nasci rico em matéria, mas com as mesmas condições e aptidões que todo ser tem quando lhe é dada a oportunidade de viver e esse é meu maior tesouro. Nossa Terra não faz distinções entre continentes ou povos. Ela nos dá casa e sustento sem nada pedir em troca, além do respeito, porém ao longo dos séculos estamos transformando nossos mares em esgoto, nossas terras em ambientes estéreis e sem vida. Parecemos mais um tumor que em vez de viver em sinergia simbiótica com esse grande organismo que habitamos, tudo lhe tiramos. Dele extraímos vida para nossa subsistência, mas não o fazemos suficiente nem equânime a distribuição de seu alimento e recursos aos filhos da Terra. Deleitamo-nos com o desejo do luxo como sendo sinal de sucesso e felicidade, mas esses são tão peremptórios quanto à sensação fugaz de suas conquistas, deixando nosso mundo interno tão árido quando o deserto. Ao erro médico das ações equivocadas não existe cura material que corrija a remoção de um órgão sadio ou a perda de um ente querido, por isso compreendo hoje que as decisões dos dirigentes dos Estados, das corporações globalizadas, das famílias e nossas, são todas filhas de um mesmo desvio de pensamento. O saber pensar e realizar já são o acerto cirúrgico que promove a cura e estende a vida do enfermo. Não somos antes de nossas posições profissionais humanos? Não é a estirpe de nossos pensamentos transformada em ações que nos faz diferente de todas as demais espécies? Todos somos responsáveis pela vida de nosso orbe. Não cabe culpar um ou outro, por que a cada um de nós compete à mudança que queremos ver, seja para agora ou para as gerações futuras. Já dizia o grande pensador humanista Carlos Gonzalez Pecotche: "A vida é um espelho onde se reflete o que o ser pensa e faz, ou o que os pensamentos próprios ou alheios o levam a fazer". O mundo está externando o reflexo de nossos pensamentos que ora o estão transformando em um grande lixão. Não cabe mais postergarmos a reforma agrária em nossas terras mentais, nem a inércia e o temor que nos impedem a ação de capinar nossa mente, para remover toda erva daninha perniciosa que suga os melhores pensamentos e iniciativas que alimentam nossas ações. Já passamos do tempo e nossos filhos, netos e descendentes merecem herdar um planeta vivo e que lhes possa brindar um horizonte cheio de oportunidades e belezas, e, por isso faço um convite. Sejamos nós os construtores desse novo mundo, o mundo interno, pois da construção dele dependerá o futuro da nova humanidade.

Marco Querini marco@querini.com.br

São Paulo

 

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QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA

A Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, Rio + 20, é uma ótima ocasião para se começar a discutir a influência das religiões e dos governos no crescimento da quantidade de pessoas existentes no planeta. Nem um nem outro deveriam ter o direito de interferir na vontade de uma mulher ter ou não ter filhos. Porém esse assunto se transformou numa questão de sobrevivência para toda a humanidade. Um plano para o Desenvolvimento Sustentável está intrinsecamente ligado ao controle demográfico da população mundial. Não será possível estabelecer nenhuma fórmula mágica para a sustentabilidade, se não for discutido e regulamentado o controle da natalidade de todos os povos que habitam o nosso mundo. É imprescindível que as religiões concordem com a liberação do uso de preservativos e que os governos regulamentem o aborto em qualquer tipo de situação, antes que seja tarde.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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CONSUMISMO E A RIO+20

É de se permanecer perfeitamente de acordo com quantos pensam que o consumismo desenfreado irá levar o planeta a um futuro obscuro e incerto, porque, na verdade, o "ter" assumiu a total prioridade sobre o "ser", relegando valores éticos e espirituais para a lateral da vivência diuturna. Entretanto, combater o consumismo não significa combater os ruralistas ou o agronegócio, porque consumir alimentos é o destino da humanidade e o sentido fundamental de sua sobrevivência. Então, a tarefa dos ambientalistas de atacar o consumismo é nobre, mas a empreitada dar obstáculos à a atividade rural, especialmente dos pequenos e médios produtores rurais, não merece elogios e deve ser combatida por quantos, no Congresso Nacional, pensam no Brasil rural e no Brasil que se insere grandiosamente na produção mundial de alimentos. Eis que o Código Florestal não é diploma legal onde se pode punir consumistas e consumidores desavisados.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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ESPANHA E A RIO+20

A Espanha, em plena Rio+ 20 pede ajuda de 100 bilhões de euros para salvar bancos. Que se danem os espanhóis desempregados, os aposentados, os serviços públicos sucateados em função da crise, pois a prioridade é salvar os bancos! Tem sido assim na Europa e nos Estados Unidos. Mesmo com os governantes e seus partidos sendo reprovados nas urnas pelo povo, eles insistem com as teses capitalistas. E aí fica a pergunta que não quer calar: se não se preocupam com seu próprio povo vão se preocupar com o planeta, com a vida na terra? Se a Rio+20 é um encontro para buscar soluções para proteger a mãe terra e melhorar a qualidade de vida das populações, urge afastar do poder esses governantes e seus partidos. A prioridade da política a partir da Rio+20 tem de ser proteger o planeta e a vida. Pelo andar da carruagem vão ser necessários muitos encontros mundiais para conscientizar esses governantes ou, quem sabe, antes disso vão ser afastados pela vontade popular nas urnas!

Emanuel Cancella emanuelcancella@uol.com.br

Rio de Janeiro

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LIXO HUMANO

Um homem todos os dias saía logo cedo para comprar pão. Como uma rotina ele pegava sua bicicleta e usava uma sacolinha de pano, pois achava as sacolinhas de plástico prejudicial ao meio ambiente. Uma manhã o homem simplesmente esqueceu-se de levar a sacolinha de pano, lembrando dela somente quando lá chegou. Parou a bicicleta e ficou pensando: "O que eu faço? Se levar o pão na sacolinha de plástico vou agir errado, para voltar em casa buscar a sacolinha de pano é muito longe." Assim ele ficou pensando por alguns minutos. Neste dia ele não estava com tanta pressa, por isto resolveu esperar ali sentado. Coincidência ou não estava também sentado ali perto um menino de rua, todo sujo, foi então que o homem resolveu perguntar para ele, afinal mesmo sendo um menino de rua, o mundo também seria dele. Após o homem explicar tudo o menino respondeu: "Tio, eu tô querendo comer um pão com manteiga e o senhor quer saber de sacolinha de pano ou de plástico". O homem ficou em silêncio notando a mancada que havia dado. Depois daquela rápida conversa resolveu convidar o menino: "Você quer comer um pão com manteiga e tomar um copo de leite?". O menino com dentes brancos e sorriso largo respondeu: "Agora o tio falou uma coisa que eu queria ouvir". Naquele dia ele levou o pão na sacolinha de plástico e aproveitou para lavar a sacolinha de pano que estava bem suja. Nos outros dias sempre encontrava o menino ali, o esperando-lhe como um gato, para tomar o seu café da manhã. Após tudo isto, sua prioridade passou a ser o menino, mesmo ainda se preocupando com o meio ambiente em que vivia. Ele que pensava que estava deixando um mundo melhor para as futuras gerações mudou seu modo de ver a vida porque de nada adianta ver o lixo como prioridade e o ser humano como lixo. Moral da história: "Vamos reciclar primeiro nossos conceitos" .

Manoel José Rodrigues manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

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VALOR DO ETANOL

Xico Graziano faz uma radiografia bem-feita do momento do etanol no Brasil em Vexame ambiental (A2,12/6). Duas ressalvas apenas: o que chamamos de gasolina nas bombas é na verdade 25% etanol, lá fora chamado de E25, não de gasolina; e o etanol dos EUA é de uma fonte não competitiva, pois além de encarecer o preço do milho na alimentação, é fortemente subsidiado, pois o milho não arrasta seu "co-combustível", como é o caso do bagaço de cana. Creio que o fundamental não é apenas discutir o preço do etanol, e, sim, seu valor dentro das estratégias ambientais e econômicas de nosso país.

Adilson Roberto Gonçalves priadi@uol.com.br

Lorena

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ETANOL DE EMILHO E FEIJOADA À CHINESA

O sr. Lula não gosta de ler, mas, a sra. Dilma, apesar dos múltiplos encargos, culta como é, creio que pode dedicar algum tempo à leitura. Isto posto, ouso recomendar à presidente a leitura do artigo publicado na terça-feira , Vexame Ambiental, de autoria do agrônomo Xico Graziano. Trata-se de um texto muito pertinente com a Conferência que se inicia neta quarta-feira. Graziano afirma que "o grande fiasco brasileiro na Rio+20 se esconde no etanol. É hilário que o Brasil , inventor do Proálcool da cana de açúcar, vai abastecer seu veículo com álcool de milho importado dos Estados Unidos e, na feijoada de sábado, terá o feijão preto importado da China. Que vergonha!

Evaristo evaldib@uol.com.br

Barueri

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GREVE NAS UNIVERSIDADES

As universidades estão em greve e esse governo petralha nada faz, apenas dá títulos de doutor honoris causa ao petralha-mor, que nada fez para merecê-los, e a imprensa permanece calada. O que realmente ocorre ? A mídia não comenta por qual motivo ? O que desejam esconder ?

Carlos Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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FRAUDE EM AVALIAÇÃO DO MEC

A avaliação do Programa de Educação Tutorial, pela SESu/MEC, é tecnicamente ridícula. Cada Tutor escreve qualquer coisa no relatório e nunca é verificado se o trabalho relatado foi de verdade realizado. Se algum professor descrever problemas vivenciados, em vez de abrir uma reflexão, abre sua própria cova para ser eliminado e enterrado. Graduandos ganham bolsa para ler livrinho de autoajuda, tipo Mulheres fazem Amor e Homens fazem Sexo, por mim questionado quando avaliei o Grupo PET-Farmácia da UFPR. Em retaliação, ao avaliar meu relatório, sempre aprovado durante 20 anos, essa tutora da UFPR, em óbvia e grosseira retaliação, determinou minha exclusão. Como uma fraude, para se sustentar quando descoberta, depende de outra e depois de outra e depois de outra, sequencialmente, desde então o MEC e a pró - reitoria da UFRJ persistem criando criar novas fraudes e chicanas. Os relatórios estão disponíveis na internet (http://educacaotutorial.blogspot.com.br/). Não houve um segundo parecer, não foi respeitado o direito ao contraditório e o secretário da SESu não avaliou o recurso. A legislação é clara: "tenho direito a submeter um recurso e este deve ser analisado exclusivamente pelo secretário da SESu". Dos equívocos e fraudes operacionais nas provas do ENEM, o MEC agora progride para fraudes praticadas pelos avaliadores. Seria razoável o ministro Mercadante investigar o caso, não para fazer justiça a um professor, mas para melhor entender o que passa dentro do MEC e, então, avaliar a que riscos está submetida a sua gestão.

Luiz Eduardo R. de Carvalho, professor da UFRJ luizeduardo@infolink.com.br

Rio de Janeiro

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ICMS A SER RENOVADO

Imposto bom é imposto velho. E velho quer dizer que já sendo pago pela segunda geração de contribuintes. A vantagem é que fica bem conhecido. Os conflitos gerados entre o Estado e o contribuinte já estão pacificados pela jurisprudência administrativa e judicial. É o caso do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) -- de competência estadual. Como a sociedade evolui e se modifica existe sempre a necessidade de algum ajuste. Ocorre que os políticos brasileiros resistem em melhorar o ICMS. Ao contrário fazem emendas que dificultam a sua operacionalidade ou que provocam penosa injustiça aos contribuintes. Um dos casos é o confisco que os governadores fizeram, a partir de 1999, sobre parte dos investimentos em máquinas e equipamentos, através do ICMS para devolverem os créditos sobre aquelas compras durante 48 meses. O objetivo foi o de equilibrar as finanças estaduais. Com o crescimento da arrecadação deveriam revogar aquele obstáculo para novos investimentos. Sobre os créditos de ICMS sobre todos os insumos conseguiram pela Lei Complementar (LC) n.º 87, de 13 de setembro de 1996, prorrogar que a sua entrada em vigência a partir de janeiro de 2011. Em 2010 conseguiram nova LC prorrogando o início da vigência para 2020. Até 2007 a fazenda paulista e a mineira iniciaram a cobrança do ICMS por substituição tributária de uns poucos segmentos sob a justificativa do elevado nível de sonegação no varejo. De 2008 em diante o modelo foi sendo assumido pelos demais Estados e com a ampliação significativa dos segmentos. O ICMS passou a ser devido por estimativa e não mais sobre o preço de venda efetivo. Uma aberração no meu entendimento.

Além desse malefício o ICMS da substituição tributária passou a ser recolhido num prazo inferior ao giro de mercadorias nos lojistas. Outro defeito é a cobrança do ICMS interestadual, cuja eliminação os políticos estão protelando até hoje. A proposta razoável é de que a alíquota máxima atual de 12% seja reduzida em 1% em cada ano. Desta maneira em 12 anos todo o ICMS será pago pelos contribuintes no Estado em que ocorrer consumo. Faltam lideranças competentes para fazerem essas renovações.

Hélio Mazzolli mazzolli@terra.com.br

Florianópolis

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PAÍS SUCATEADO

Após oitos anos de governo Lula e mais dois de Dilma, o Brasil é uma nação/sucata, nada funciona,quando funciona é pela metade. O exemplo do ex-presidente de violar, as já frágeis leis brasileiras, e o apoio irrestrito a patuléia composta de companheiros, ex -inimigos, novos amigos, todos unidos num só mensalão, causou a certeza em grande parte da população, que a impunidade existe para o político corrupto, e dinheiro público, é para ser roubado mesmo. Esse é o legado de Luiz Inácio Lula da Silva.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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BRASIL UTÓPICO

É um sonho utópico a Tolerância Zero na política brasileira. Acabar com as abusivas mordomias, ganhos e quantidade, nos dois níveis políticos (Executivo e Legislativo), também do séquito de apadrinhados que agregam em suas posses. Sai caro a brincadeira e não há nenhuma pretensão em reduzir gastos, ao contrário só aumentar, além de, insaciáveis, pipocam "malfeitos", ganhos impunes a todo instante. O Executivo, além de um enorme quadro funcional, dispõe de um cartão corporativo ilimitado e secreto; o Legislativo federal, ineficiente e oneroso, com mil e um penduricalhos; a farra no Legislativo municipal com elevado número de edis e seus ganhos, quando não deveriam receber nenhum tipo de remuneração. Outro detalhe importante: com cerca de 200 milhões de habitantes bem que poderíamos peneirar; a classe política, cerca de 200 mil (0,1% da população), elegermos só honestos e voltados para o melhoramento/crescimento brasileiro, ou seja, banir definitivamente da área política e pública todo aquele que cometesse qualquer irregularidade, por menor que fosse. Seria a válida tentativa de acertar, a forma de punir exemplarmente, de dar oportunidade aos homens de bem alijados do processo.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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DERRADEIRA OPÇÃO

Resta ao governo da dona Dilma uma derradeira opção para dar jeito nessa bagunça organizada pelo senhor Guido Mantega, especializado em tapar buracos, que deveria estar atuando no Dnit e não no Ministério da Fazenda. Basta promover uma redução ampla, geral e irrestrita na carga tributária, sem contrapartidas compensatórias e sem isenções pontuais oportunistas.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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GATOS E RATOS NA CABEÇA

Participaram com raro brilhantismo no quadro "Meninas do JÔ", no Programa do JÔ , da Rede Globo, competentes e categorizadas jornalistas políticas, que levantaram questões da mais alta gravidade no que concerne à democracia brasileira , quando colocam que o Poder Judiciário estaria procrastinando o julgamento do Mensalão, uma novela que já dura sete anos ! Foi afirmado que o ministro Lewandowski é amigo pessoal da família da ex-primeira-dama, e que está demorando a dar seu parecer sobre o do relator ministro Joaquim Barbosa com estranha demora que só favorece os réus. Também foi dito que o ex-presidente da República, agora cidadão comum , teria que receber voz de prisão , ao pressionar e fazer pedidos ao presidente do STF! Por que o ministro Gilmar Mendes preferiu dar declarações à imprensa ?! Lula ainda é o Presidente de fato , embora não o seja de direito , e o ministro ficou intimidado?! Também foi colocado pelas jornalistas que os fatos favorecem os réus com a diminuição do tempo da pena daqueles que vierem a ser condenados , tais como a compulsória e aposentadoria do ministro Cesar Peluzzo , e depois a compulsória e aposentadoria do próprio presidente do Supremo, ministro Ayres de Brito, somados ao período das eleições municipais. Então, diante de tudo isso, por que se bate no cabra da peste ,senador Demóstenes Torres , um cachorro morto ? Só o bicheiro e sua tropa ? E os outros ? Quanta corrupção ! Por que políticos e imprensa mergulham na CPI do Cachoeira ? Que teatro ! Como sempre ...um palanque ! Um show de luz, câmeras e microfones ! Quais sãos bichos ? Sapos, tucanos ,galos de brigas ,cabras e cachorros ? Pode ser ... Mas na cabeça , com certeza , são gatos e ratos !

Luiz Fernando D'ávila lfd_avila@hotmail.com

Rio de Janeiro

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INDIGNAÇÂO

A corrupção em Países desenvolvidos é um crime grave com aplicação da pena de morte. Se a Comissão de Juristas do Senado, não incluem a corrupção como crime hediondo, com exceção de alguns juristas, concluo que essa comissão na sua maioria é conivente com tal prática.

João Ricardo Silveira Jaluks jr.jaluks@estadao.com.br

São José dos Campos

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ELEIÇÕES PROPORCIONAIS

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado irá analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de José Sarney (PMDB/ AP), que acaba com as coligações partidárias nas eleições proporcionais que envolvem deputado federal, deputado estadual e vereador. Pelo projeto serão mantidas as coligações partidárias nas eleições majoritárias para senador, prefeito, governador e presidente. Conforme o senador José Sarney as coligações nas eleições proporcionais, só servem para os partidos pequenos e nanicos, - sem nenhuma afinidade ideológica -, negociar tempo nas propagandas no rádio e televisão. Enfim, trata-se de um pequeno avanço para mudar a vergonha atual, na política brasileira com mais de 30 partidos políticos.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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CASO VALDÍVIA

O recente caso do sequestro relâmpago do jogador Valdívia mostrou novamente como os estrangeiros gostam de denegrir a imagem do Brasil, ele e a mulher fazendo todo esse estardalhaço, com entrevistas no Chile dizendo que não voltam mais para São Paulo e etc. Sofreram uma violência, sim, sofreram e violência existe em todo o mundo, mas o que me chama a atenção é quem mais denigre são os próprios brasileiros tão acostumados a chamar nosso País de lugar ruim. Nos países do primeiro mundo há também lugares feios e decadentes só que eles mostram o que tem de bom. Já aqui, como por exemplo, a indústria cinematográfica nacional, fazem questão de filmar nos lugares mais pobres e feios, como favelas, problema que deveria ser solucionado e não endeusado. Quem assistiu a filmes como: Central do Brasil, Cidade de Deus e etc., lógico que vai achar que aqui é pertinho do inferno. O Brasil, fazendo uma comparação com aviões, é um Airbus A380 com o tanque cheio ganhando alturas enquanto que muitos países de primeiro mundo são jatinhos, com meio tanque, pousando lentamente. E por que não mostram os belos recantos do nosso País? Se mostrassem toda essa natureza fantástica daqui aos turistas, não iriam para seus países. É apenas uma questão de negócios! O filme Velozes e furiosos 5 é tão ruim, como filme e para o Brasil, que quando vieram fazer o lançamento deveriam ter enxotado os atores e produtores medíocres desse filme. Quem assiste essa película e não se revolta não é brasileiro. E quanto ao Valdívia, se não voltar mais é um favor! O dia que tivermos realmente sangue nas veias e deixarmos de ser 190 milhões de cretinos, valorizarmos o que temos, que é simplesmente o melhor país do mundo, acabarmos com a corrupção deslavada que existe aqui, - o que começa com os síndicos de prédios e chega até Brasília - seremos finalmente uma nação.

Reinaldo Pires dos Anjos reinaldopian@terra.com.br

Campinas - SP

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SEGURANÇA

Imaginem como a população paulistana se sente ao ter de sair para ir a um shopping, restaurante, bar etc. O passo a passo da segurança em São Paulo: 1.°) Ao entrar ou sair de um estabelecimento desses, verifique se não há pessoas ou veículos suspeitos nas proximidades. 2.°) Durante um assalto não tente fugir. 3.°) Colabore com os bandidos. 4.°) Mantenha a calma. 5.°) Não olhe diretamente para os bandidos. 6.°) Não faça movimentos bruscos. São alguns dos mandamentos para dar andamento ao sucesso dos bandidos e evitar que sejamos mortos. Policiamento e segurança são obrigação em termos, pois a pagamos, mas não há,né?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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POR QUE TANTO CRIME?

Muito se fala da polícia, ou da falta dela, em cidades como São Paulo. O que se esquece é que a polícia não consegue estar em todos os lugares e, além disso, o que não falta são criminosos soltos. É preciso fazer muito para ser e permanecer preso, no Brasil. E, mesmo que isso ocorra, o marginal volta às ruas rapidamente, seja por redução de pena ou por indulto. A polícia não pode usar a força e, se um policial mata um ladrão, arruma para si uma boa encrenca! Não faltará gente para acusá-lo Já nós, estamos desarmados e instruídos a nunca reagirmos a uma abordagem de criminosos. Mesmo que o criminoso esteja dentro das nossas casas, armado; se reagirmos, pagaremos caro por isso. Que o diga a senhora de 87 anos que atirou no bandido que invadiu sua casa! Será indiciada por homicídio. Tudo colabora para que os criminosos tenham o total domínio da situação. Estamos impotentes, assim como as polícias que, diante deste quadro grotesco, pouco podem fazer. O que não se pode cobrar é que haja uma viatura por quarteirão da cidade. Não é por aí. O nosso problema está muito além disso. A pergunta é: por que temos tantos bandidos, tantos assaltos, tantos homicídios no Brasil inteiro e os seus números só fazem aumentar, ano a ano, década a década?

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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BELO GESTO

Uma octogenária gaúcha, dormindo calmamente, acordou com um ladrão no seu quarto. Conversa vai, conversa vem, puxou da gaveta uma arma guardada durante 35 anos e, com ela, deu fim no imbecil criminoso. Agora, ela está sendo indiciada por homicídio doloso, quando deveria ser condecorada, premiada e servir de exemplo. Será que um desses renomados causídicos, especializados em defender e absolver grandes criminosos, não poderiam, num "belo gesto", defender a idosa? Ou continuaremos a ter pena do Código Penal?

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

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JÁ QUE VOTAMOS MAL...

Concordo plenamente com o tenente coronel João Luiz Campos. Devemos procurar restaurantes mais seguros se não quisermos ser assaltados. O que o oficial não disse é que já que votamos mal, não temos melhor segurança, pois apesar da carga fiscal ser das maiores do mundo, nossa administração pública é muito precária. Já que votamos mal, os parlamentares que nos deveriam servir, mas pagam a seus motoristas R$ 20.000 e aos nossos policiais R$ 2.000, revelando o que acham mais importante para eles. Já que votamos mal temos de pagar médicos quando possível, em vez do Estado fornecer a saúde pela qual pagamos. Já que votamos mal temos que custear cursinhos para os nossos filhos, pois o ensino de base e o público não os levam às universidades. Vocês devem acrescentar que terão de comer em restaurantes com maior segurança porque muitos não ligam à mínima para os políticos corruptos e interesseiros que temos porque votamos mal, e, ainda, porque homens íntegros e competentes dificilmente se candidatam para não se misturarem à corja existente na política, porque votamos mal.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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ABUSO DE PODER

O Governo de Nova York cassou a licença de 26 empresas de ônibus que não davam segurança aos passageiros. Nosso governo

deve estar escandalizado com tamanho "abuso de poder".

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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DENÚNCIA

Venho tornar público um caso de violência policial que presenciei no dia 6/6/2012, às 21h51, em frente ao número 3.383 da Avenida Antônio Carlos Benjamim dos Santos - avenida situada no Jardim Myrna, extremo sul da capital paulistana, e habitada majoritariamente por pessoas humildes e de baixa escolaridade, as quais em boa parte sequer conhecem seus direitos como cidadãos. Estava entrando na padaria cujo número é exatamente o acima informado e, em frente ao estabelecimento, observei que havia um motoqueiro sentado no asfalto, sendo agredido a tapas fortes por dois policiais igualmente equipados com motocicletas, os quais não apenas agrediam tal motoqueiro como o insultavam com palavras ofensivas e até mesmo da baixo calão. A cena assustou-me tanto que sequer tive coragem de me aproximar para verificar as placas dos veículos, porém creio não ser difícil às autoridades verificarem quais pares de policiais motoqueiros estavam fazendo a ronda da região, em tal dia e horário. Desconheço os motivos da agressão, porém acredito que, a partir do momento que o motoqueiro estava caído no asfalto, inteiramente dominado, não havia motivos que a justificassem, nem tampouco as ofensas e insultos proferidos a altos brados; mesmo porque, poucos minutos depois, ao sair da padaria, constatei que os policiais já haviam se retirado e o motoqueiro agredido, humilhado, subia em sua motocicleta e se retirava do local. Ora, se o mesmo não foi detido, deduz-se facilmente que não estava cometendo nenhum delito que justificasse tal ato. Assim sendo, é de se indagar o porquê da agressão em uma via pública, à vista de diversas pessoas e lembrar que, o que quer que tenha ocorrido, agentes policiais têm, ou ao menos deveriam ter, a obrigação de manterem o sangue frio e não descambarem para agressões dessa natureza numa via pública, contra um cidadão a respeito do qual sequer encontraram motivos para detenção, perante os olhos da população presente ao local.

Carlos da Silva carlos_dunham@yahoo.com.br

São Paulo

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PAÍS DO FAZ DE CONTA

Temos a lei da faixa de pedestre, mas os carros só param se houver um fiscal da CET, senão jogam o carro em cima do pedestre. Avenida Celso Garcia, faixa exclusiva de ônibus sentido centro: mentira! Mais de 70 carros por dia circulam nessas faixas sem serem multados, principalmente fins de semana e à noite. Código do consumidor: mentira! Não temos direito à sacolas plásticas gratuitas descartáveis, produtos vencidos, frutas e legumes podres na área de venda, dezenas de produtos sem etiquetas de preço nas lojas, péssimo atendimento, desrespeito às leis. Escolas que não ensinam e não têm professores, camelôs em todas as esquinas, hospitais sem médicos e sem atendimento, transporte público de péssima qualidade, subprefeituras que não funcionam, mato alto e lixo em todas as regiões, camelôs invadem as calçadas e ruas, comércio sem alvará funcionando, prostíbulos em cada esquina, violência em alta, uso de drogas em plena luz do dia até nas estações de metrô, calçadas esburacadas, mensalão e corrupção correndo solta e nenhum político preso, carros de civis com sirenes e abrindo caminho de forma leviana, polícia corrupta, ou seja, nada, absolutamente nada funciona, exceto a arrecadação de impostos e os altos juros bancários contra o povo!

Luiz Claudio Zabatiero zabasim@ig.com.br

São Paulo

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AH, ANDA POR AÍ...

Com a palavra o governador Geraldo Alckmin: "E a segurança pessoal dos paulistanos e paulistas? "Onde anda? Anda por aí?

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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O CRIME CUIDA DE SÃO PAULO

Há seis anos tivemos o episódio do PCC em São Paulo, quando quem governava o Estado era o PSDB. Naquela ocasião dezenas de ônibus foram incendiados, agências bancárias e prédios públicos foram depredados, bases e batalhões da Polícia Militar sofreram atentados, delegacias da Polícia Civil metralhadas, policiais, bombeiros, guardas civis, agentes de trânsito e agentes penitenciários foram atacados, assassinados ou feridos, escolas foram fechadas, comerciantes amargaram enormes prejuízos e vidas foram ceifadas. Em vez de combater o problema de frente, o governo recuou! Mas ao final do ano, o PSDB se reelegeu no comando do Estado, em 2010, nova reeleição tucana. Agora em 2012, temos novos ataques do crime organizado, dessa vez não de uma única facção, mas de várias quadrilhas, primeiro transformaram o bairro sede do governo paulista num belo cenário de faroeste, agora exportaram para o restante da cidade a operação bem sucedida no Morumbi. Hoje estamos com arrastões por toda a cidade, Higienópolis, Moema, Pinheiros e Jardins, já tivemos até o sequestro relâmpago do jogador do Palmeiras, o Valdívia, na região da Avenida Sumaré. Com isso tiramos uma bela conclusão, se no Morumbi, que é onde fica o chefe da polícia não existe segurança, não é de se esperar que a encontraremos no resto da cidade. Agora estamos tomados pelo medo sem saber o que fazer e a quem recorrer!

Josh josuejfs@hotmail.com

São Paulo

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VIOLÊNCIA

Fiquei surpreso com o resultado da pesquisa recente da USP. PM não pode, na realidade, atirar, em hipótese alguma, numa pessoa por considerá-la apenas suspeita. Isso é ato fora da lei e insano. É ir frontalmente contra o Estado de Direito. Quem acha justificável esse procedimento está compactuando com a truculência policial. Está avalizando a violência. Se fosse permitido ao policial atirar no outro, movido pela mera desconfiança, estaríamos implantando, covardemente, uma espécie de regime de terror, pânico e muita injustiça no seio de uma sociedade, constituída, em sua imensa maioria, por pessoas indefesas, que trabalham e pagam seus impostos.

Marcelo de Lima Araujo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Mogi das Cruzes

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TRISTE RETRATO

Estudo revela que a Polícia Militar mata seis vezes mais que a Polícia Civil, no Estado de São Paulo. É um triste retrato da fracassada política de segurança pública do governo paulista do PSDB, já há quase 20 anos no poder. A Polícia - seja ela militar ou civil - deveria agir de forma preventiva, com investigação técnica e inteligência, sempre pautada pela cidadania e direitos humanos, na proteção dos cidadãos contra o crime e a violência. Não queremos uma polícia violenta, corrupta e autoritária, da qual as pessoas tenham medo e temor. Os policiais devem receber salários dignos e treinamento adequado, o que não existe hoje. O Brasil já foi condenado pela Comissão de Direitos Humanos da ONU devido aos inúmeros casos de violência e tortura policial no País e isso precisa mudar com urgência. A polícia deve estar a serviço do cidadão e agir dentro da lei e nunca o contrário.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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ALGUÉM TEM A RESPOSTA?

Que o ser humano anda meio louco por aí a fora isso eu não tenho duvidas. Porém, gostaria de saber, por exemplo, se nas principais capitais do mundo existem também quadrilhas que estouram caixas eletrônicos de bancos; ou se tem pai que atira filha pela janela, ou se tem filha que manda matar os pais; ou se há netos que matam avós; ou se tem pai que mata esposa e filhos; ou se tem esposa que esquarteja marido; ou se tem namorado que mata namorada; ou se há quadrilhas que invadem restaurantes ou se há arrastões em edifícios; ou se há bandos que invadem casas e matam para roubar e etc., etc. etc. Enfim, isso é atitude exclusiva de brasileiro ou acontece também em outros países? Alguém pode me responder ?

Julio Simi Neto j.simi@terra.com.br

São Bernardo do Campo

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AULA DE 3.º MUNDO

Domingo, com finalmente algum sol, peguei a bicicleta e fui comprar ingressos no cinema do Kinoplex (Itaim Bibi). Lá chegando, desci da magrela e a conduzi à mão em direção à bilheteria. Rapidamente aproximou-se um segurança informando que eu não era aceito por ali acompanhado de uma bicicleta. Até sugeri carregá-la, mas não teve acordo. Perdi a viagem. Restou-me apenas a alternativa de boicotar o lugar e de propor o mesmo aos que prezam pelo bom senso nessa cidade.

Rodrigo Amaral amaral-rodrigo@uol.comr

São Paulo

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CATRACAS NA USP

Alunos contra. Funcionários e professores, a favor (pois a atitude "obrigatória" é não discordar do chefe).Resultado: venceu a maioria esmagadora, que é de alunos? Não. O resultado divulgado foi: 2 a 1. As catracas serão instaladas. Como assim? Dois - funcionários e professores. Um - alunos. O método de "consulta" que o diretor inventou para fazer prevalecer o que ele já decidira sem ouvir os alunos, bem como o resultado em si dessa consulta, revelam que há perigo dentro da própria faculdade. Há um estado de coisas que, podemos sensatamente antecipar, favorece em muito a violência, não apenas explícita ,física e vindo do "exterior", mas a violência mais destrutiva e de efeitos mais duradouros: aquela que, sendo nutrida internamente, mina a moral dos envolvidos e, ao cabo, da sociedade; que enfraquece os valores pelos quais se deve lutar; aquela que enuvia a vontade última de ser e de ajudar a ser.

Mariângela Pedro mariangelapedro@yahoo.com

São Paulo

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REVOLTA

Fico estarrecido com comentários como o do sr. Alexandre Kaffer, igualando a criminalização da homofobia à incitação ao homossexualismo. Pergunto-me que tipo de pessoa deseja que não se criminalizem atos preconceituosos que têm gerado violência descabida e assassinatos. Ele tem direito a expressar sua opinião, mas prejudica a sociedade ao incentivar ações odiosas. Um simples livro de História lhe mostraria no que o ódio resulta.

Sérgio Silva sdjuliao@gmail.com

São Paulo

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CADEIA NELES!

A atuação dos pichadores em Mogi é muito forte e quase nada acontece. Um exemplo da fadada pichação é o estado em que se encontra a fachada da antiga sede da Eroles Turismo na Avenida Fernando Costa. Circulando pela cidade de Mogi, podemos observar fachadas de muitos prédios comerciais, públicos, residenciais e muros danificados pela sujeira provocada pelos pichadores. A nossa população e o poder público precisam reagir contra esses criminosos e malfeitores. Precisamos apoiar alguma entidade ou instituição que, por meio de doação ou colaboração financeira de pessoa física ou jurídica, viesse a criar uma caixa, gerando finanças de maneira legal; que se pudessem gratificar ou premiar financeiramente equipes da nossa guarda municipal, polícia civil e militar, a cada vez que um pichador fosse colocado atrás das grades, respondendo pelos prejuízos e danos ao patrimônio alheio. O pichador é altamente audacioso, quantas vezes se limpar, numa questão de tempo, está pichado de novo, principalmente, sobre paredes com pedras ou cerâmicas. Cadeia neles!

Mansueto de Castro monsuetodecastro@uol.com.br

Mogi das Cruzes

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