Fórum dos Leitores

CPMI DO CACHOEIRA

O Estado de S.Paulo

16 Junho 2012 | 03h05

Da sorte à zebra

No Rio de Janeiro a construtora Delta, empreiteira número um do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), cresceu 533% apenas no governo de Sérgio Cabral (PMDB), segundo o Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios (Siafem). Em 2011 a construtora recebeu do governo de Cabral R$ 358,5 milhões, e 20% desse valor não passou por concorrência pública - isso sem contar que os valores não incluem as obras do Maracanã, de cujo consórcio a Delta faz parte. Só por esses dados, somados à amizade umbilical que o governador tem ou teve com Fernando Cavendish, dono da Delta, era mais do que esperada a convocação de Cabral para se explicar na CPMI do Cachoeira. O que impede essa convocação? É evidente que a linha direta que liga a empresa Delta a Lula-Dilma-PAC-Cabral é que está garantindo que nenhuma investigação seja levada a sério sobre a empresa. No fim das contas, Lula ainda é inatingível. Sorte de Cabral, que está grudado no ex-presidente qual carrapato... Mas toda sorte muda, vira o jogo, dá uma zebra, um nó inesperado. É o que espero!

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

Dispensados

A CPMI do Cachoeira - leia-se a base aliada - impediu a convocação de Fernando Cavendish e do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antonio Pagot. Meus dotes de adivinho dizem que, como pagamento pelos serviços prestados, nos próximos dias o Planalto liberará um monte de emendas parlamentares - por isso e pela salvação de Agnelo Queiroz.

MARIO A. DENTE

dente28@gmail.com

São Paulo

'Cui bono?'

Cabral e, agora, Cavendish são vetados na CPI. Essa manifestação patológica da base do governo seria por medo de atos e fatos que o petismo e seus aliados querem encobrir? Cui bono (em benefício de quem)? Dos próprios?

MARIO COBUCCI JUNIOR

maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

A coisa é partidária

Ao vetar a convocação do presidente da Delta e do ex-diretor do Dnit, os partidos da base aliada que compõem a CPMI do Cachoeira deixam claro que a facciosidade norteará os trabalhos da comissão. Dois importantes personagens que poderiam contribuir em muito para o esclarecimento de fatos dos quais são conhecedores têm sua convocação postergada por proposta do relator Odair Cunha (PT-MG). Há sinais claros de que essa comissão está fadada ao fracasso, pois já se mostra arbitrária e se inclina a investigar somente o que interessa ao atual governo. Perda de tempo e mais dinheiro público que vai para o ralo.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

CPMI

CPMI = Comissão Petista Muito Indecorosa.

JOÃO PAULO HADDAD RIBAS

jpribas@terra.com.br

São Paulo

Contradição na base

De um lado, o Planalto, por meio de ato do ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, declara a construtora Delta inidônea. De outro lado, a base parlamentar do próprio governo bloqueia a convocação do empresário Fernando Cavendish à CPI. O bloco majoritário colocou-se, pois, acima da vontade da presidente Dilma Rousseff.

FRANCISCO PEDRO DO COUTTO

pedrocoutto7@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

Deu água

Quem tem medo de Fernando Cavendish ou de Luiz Antonio Pagot para não chamá-los a depor na CPI? Tenho a impressão de que são os políticos do baixo clero, paus-mandados do governo e do ex-presidente Lula, que comandam a comissão. Se desobedecem a seus chefes, periga que se desvendem as manobras nos contratos da construtora Delta com o PAC, entre outros programas, como o Minha Casa, Minha Vida, que estarão na mira do Ministério Público e da CGU. Sem esses depoimentos, a CPI se confirmará como mais uma que deu água.

LEILA E. LEITÃO

São Paulo

'Tropa do cheque'

Foi muito feliz o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) ao definir como "tropa do cheque" aqueles que bloquearam Cavendish, Pagot e Cabral na CPMI, além de outros tantos que devem estar com muito receio do que eles podem dizer, pois devem estar envolvidos nessa sujeira até o pescoço. O povo quer que eles deponham, mas a gangue petista quer apenas jogar o lixo para debaixo do tapete. Convenhamos, dá para acreditar nos congressistas dessa "base aliada"?

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Circo

Blindar a CPMI é tachar todos os brasileiros de palhaços.

MARIA DO C. Z. LEME CARDOSO

mdokrmo@hotmail.com

Bauru

Perillo e Agnelo

Ilustríssimo dr. procurador-geral da República, Roberto Gurgel, na qualidade de postulante na justiça como autor de uma ação contra a União, solicito encarecidamente que não dê prosseguimento à abertura de inquérito contra os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). Isso tudo toma tempo dos juízes, atrasa as ações dos cidadãos de bem e todos sabemos que não vai dar absolutamente em nada. Dessa forma, acredito que poderei receber ainda em vida a decisão de minha ação.

SÉRGIO ROBERTO DA COSTA

sergiorobertocosta@ig.com.br

São Paulo

Sigilo quebrado

Alguém realmente acredita que esse súbito desejo dos governadores Marconi Perillo e Agnelo Queiroz de liberar para a CPI do Cachoeira seus sigilos bancário, fiscal e telefônico irá revelar alguma coisa nessa altura do campeonato?

JOSÉ MARQUES

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

"Que briga pra quebrar sigilo bancário de alguém, hein, Francenildo?"

RICARDO MARIN / OSASCO, SOBRE A CPMI DO CACHOEIRA

s1estudio@ig.com.br

"Enquanto isso, a ‘tropa do cheque’: - ‘Pagot ou não Pagot?’"

FLÁVIO CESAR PIGARI / JALES, IDEM flavio.pigari@gmail.com

 

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TEMA DO DIA

Santos acredita em plano contra a equipe

Para presidente do time, seleção e Corinthians conspiraram para a convocação de três santistas

TOTAL DE COMENTÁRIOS NO PORTAL: 1.341

"Se o Santos quer mais gols, que tal contratar um centroavante de verdade? Isso é que dá o time depender só de um."

GUSTAVO BRUNSON

"Eu não duvido. A CBF deu um estádio e um campeonato brasileiro para o Corinthians."

MIKE FERRO

"O cara passa a maior parte do tempo em festas e gravando comercial e agora vem dizer que foi mal devido à convocação?"

RODRIGO VIANA

 

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

O DILEMA AMBIENTAL ANTE NATUREZA

Declarações difusas de governos e da ONU foram bem sintetizadas por Washington Novaes, ao pôr a Rio+20 no seio de uma contradição entre a complexidade e a urgência. A complexidade dos temas e, mais que isso, dos interesses políticos e econômicos em jogo, torna árdua a obtenção de um consenso; pelo menos a curto ou médio prazo. Daí posições, como a do governo brasileiro, que o evento é como um simples jogo amistoso, uma preparação para a decisão final em vinte anos. E a urgência indica que não teremos tempo para uma Rio+40, como sentenciou o economista indiano Pavan Sukdev, com o apontamento, pelo articulista, dos problemas cuja solução não pode ser postergada. Esperemos que, pelo menos, da Rio+20 surjam propostas que possam ser materializadas paulatinamente, antes de novos encontros entre as nações. Resta saber se, não sabendo cuidar de nossos países, conseguiremos dar conta do planeta.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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RIO +20, "UM ESPETÁCULO SUSTENTÁVEL"

O ser humano, particularmente o ser humano carioca, é poluído de contradições. Como é que pode realizar uma conferência planetária sobre meio ambiente, "sustentabilidade ambiental" ou seja lá o que for, numa cidade cercada de cocô. O que essa cidade tem para ensinar, para mostrar em termos ambientais a não ser cocô! Morei no Rio Janeiro-20 e no Rio+10. No Rio-20 as pessoas banhavam-se na praia de Ramos e na praia de Botafogo. Atletas treinavam e disputavam as provas de natação na Baía de Guanabara. Cansei de ver naquele tempo caminhões de fumaça borrifando a cidade de inseticidas contra mosquitos, nunca vi epidemias sanitárias. No Rio +10, me assustei ao ver que a praia de Botafogo era imprópria para banho. A praia de Ramos foi substituída pelo piscinão e o pessoal da zona norte perdeu a sua bela praia. Encontrei velhos amigos da época em que treinávamos na baía e soube que não era mais possível nadar lá porque o mar estava poluído. E tudo isso 10 anos após a Rio + 0 ! Esses eventos têm um viés sustentável comum, embora com exceções na vazão hídrica a montante e a jusante. Um monte de delegados onguistas e humanistas, de diversas matizes antropológicas, ávidos por discutir o sexo dos anjos, ou melhor, dos vermes que infestam a calota polar, derretendo o gelo, prejudicando a sobrevivência dos ursos polares, das focas e dos leões marinhos, mas poucos engajados objetivamente com as crianças que morrem de diarreia nas favelas do Brasil ou da África por beberem água contaminada, depois de fazerem cocô nos córregos em volta das palafitas que descem para os rios, infestando mares e baías. À noite, caem na farra nas boates e festas de congraçamento. No dia seguinte, cansados vão para as tendas plenárias dialogar sobre ecologia no mundo. Aí, de ressaca, bebendo muita água mineral, vão debater nas tendas da sustentabilidade, da "biodiversidade", das "fontes energéticas renováveis" e em outras tendas as soluções para deter a degradação das geleiras andinas ou o derretimento do gelo antártico. A dúvida que fica é se haverá na conferência a tenda dos esgotos, a tenda das fossas, a tenda dos riachos poluídos, a tenda da dengue ou o quiosque dos lixões. Será que alguém vai visitar o lixão de Niterói, ali do lado, pertinho, fechado às pressas pra não pegar mal diante das delegações estrangeiras presentes, passados 20 anos da Eco92 ? A internet noticiou que de última hora "apareceu" uma despesa suplementar de R$ 350 milhões a ser aplicada emergencialmente na organização da Rio+20. Recordo que em Rio+10 discutia-se acaloradamente a despoluição da Lagoa Rodrigo de Freitas, a um custo estimado na época de R$ 15 milhões, para resolver "definitivamente" a questão. Até hoje a Lagoa está do mesmo jeito, às vésperas de uma Olimpíada. Pelo visto essa verba não saiu, ou se saiu foi desviada. Agora R$ 350 milhões para a Rio+20 discutir o sexo dos germes, ah isso tem... Essa conferência, segundo foi noticiado, ocorrerá principalmente no pavilhão da Riocentro na Barra da Tijuca, pertinho da Lagoa de Marapendi. Que tal convidar os conferencistas a molhar as mãos nesse bonito lugar, ou mesmo dar um mergulhinho esperto na praia de São Conrado, aproveitando os intervalos dos debates. Para quem não sabe, Marapendi vem do Tupi "mbará-pindi " que significa "mar limpo", era assim por volta do Rio-512. Triste ironia. Reportando ao retrospecto prático do evento planetário anterior, espera-se que três deliberações importantes possam advir desse encontro, passados 20 anos: a primeira é a de que estaria de bom tamanho a meta do nível de poluição dos rios e praias cariocas voltar aos patamares sustentáveis no Rio - 20, ou quem sabe os ideais da Rio-512 , época da conferência patrocinada pelos Tupis-Guaranis. Segunda, a conclusão de que os verdadeiros lixões no Brasil não estão em Niterói, mas noutro lugar bastante conhecido e veiculado semanalmente na mídia. Terceira, seguindo a máxima de se espelhar nos bons exemplos, considerar a idéia de mudar temporariamente o nome do Rio de Janeiro para Nova Chicago ou New ChiCago, bem sugestivo, atual e chique, até a cidade se limpar quem sabe por volta da Rio+102.

Haroldo Amorim hbamor66@ibest.com.br

Curitiba

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'VEXAME AMBIENTAL'

No artigo Vexame Ambiental (A2,12/6), Xico Graziano só esqueceu-se de citar a vergonha que passamos. Afinal, passamos, aos olhos do mundo, como bravateiros profissionais. Luiz Inácio da Silva, quando presidente, não se cansava de cantar as glórias do etanol brasileiro e do biodiesel, chegando a afirmar que o Brasil seria um grande exportador de etanol para os Estados Unidos, não sem antes fazer pouco do etanol de milho, produzido por aquele país. Com a descoberta do petróleo no pré-sal, Lula mudou o discurso, esqueceu o discurso ecológico e passou a molhar as mãos no óleo, dizendo que o Brasil entraria para a OPEP. Não aconteceu nem uma coisa, nem outra! Hoje importamos gasolina e não produzimos álcool nem mesmo para o consumo interno. Os dias de glória ficaram para as calendas e não se fala mais nisso. Como provar ao mundo que os brasileiros não são todos bravateiros inconseqüentes, mas grande bravateiro é apenas um deles, que por azar, um dia, representou a todos? Vergonha.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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O ALUGUEL DO BRASIL

Estou sempre de olho no espaço reservado para o segundo artigo da página A2 do Estadão. Ali encontro sempre muita satisfação para meus poucos neurônios, que sempre vibram com o que ali encontro para ler. Rosenfield, Reale, Bucci, entre tantos outros excelem em elegância de estilo, clareza, e não raro, brilho e contundência. Jornalismo de altíssimo padrão. Quero comentar o artigo assinado por Eugênio Bucci (A2,14/6). Admiro e não perco um artigo do sr. Eugênio Bucci, mas dessa vez não entendi nada. Sou da opinião de que apoiar qualquer investida do governo nessa área das concessões de canais de rádio e televisão pode ser uma matreirice qualquer para atingir algum objetivo não declarado na justificativa do decreto. Acho que um jornalista não deve perder tempo buscando o lado bom e razoável de uma medida desta natureza, mas se empenhar em descobrir o que existe de insidioso a germinar por debaixo de tais e tais boas intenções. É verdade que todos os fatos irritantes e até mesmo exasperantes enumerados que podem desagradar a um cavalheiro de gostos simples, porém requintados, como presumo que o brilhante jornalista é, e suponho-me igual neste aspecto, - tais como bazar de miçangas, relógios e armários embutidos, facas Gitzu ,meias Vivarina, salvação da alma e cura milagrosa por pastores evangélicos ,mas também o horário político, a banalidade histérica e eroto-exibicionista das novelas chocam-se com o mérito constitucional que se encerra no espírito do art. 221 da Constituição Federal que condiciona as concessões dos canais de rádio e televisão a dar "preferência às finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas". E daí? Fazer o quê? Como regular isto sem restringir liberdades? Sou de convicção que dentre as desgraças enumeradas (uma desgraça nunca vem sozinha, desculpe, não resisti e citei um provérbio) a menor, e com mais potencial civilizatório, é o bazar de miçangas e tapetes, sim, o dos vendilhões do templo, com a sua missão civilizadora, criadora de bens e de cultura que só o comércio e a liberdade de iniciativa privada possui. Mas nem por isso as outras manifestações têm de ser coibidas sob essa ou aquela admoestação passada com o dedo em riste, ou, pior do que isto, seguir uma regulamentação atabalhoada, como quase toda a legislação produzida no Brasil, nos últimos anos, do totalitário Estatuto do Desarmamento ao sinistro Projeto n.º 209/03, que altera a Lei de Lavagem de Dinheiro, aprovado simbolicamente no Senado, sob a observação petilhante da Presidente da República. O Estado brasileiro está, a cada dia, se hipertrofiando, achando normal avançar, com seus tentáculos, no que não é dele. Ante cada movimento do legislador brasileiro contemporâneo, estremece a democracia.

Martim Afonso Palma de Haro martim.haro@terra.com.br

São Paulo

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ENTRELINHAS

No artigo publicado quinta-feira, na página A2 com o título A Solução É Alugar O Brasil, percebe-se nas entrelinhas que a preocupação do articulista não é com as tele-lojas de quinquilharia, mas, sim, demonstra claramente um preconceito contra os evangélicos. Não cita, por exemplo, que existem programas das Igrejas católicas. As mensagens são muito bem-vindas, trazendo aos jovens e às famílias, o respeito ao próximo e o amor a Deus. São programas que estão ajudando o povo a se aproximar de DEUS, transformando pessoas. Lamentável que o jornalista não faz referência ao baixo nível das telenovelas, que invadem os lares nos horários nobres, sem falar dos programas que são apresentados exatamente no período em que crianças e os adolescentes estão vendo. Os evangélicos estão servindo de pretexto para que haja censura da mídia? quem não quer assistir é só mudar de canal.

João Ricardo Silveira Jaluks jr.jaluks@estadao.com.br

São José dos Campos

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ATRASO DE VIDA

O editorial Problemas contínuos (10/6) traz a lume um dos principais gargalos a que está hoje submetido o Brasil, no plano do comércio internacional: o Mercosul. No começo do que seria uma alvissareira zona de livre comércio, tudo eram esperanças, mas, aos poucos, a dura realidade se impôs e a "boa vontade" reinante foi definhando e sendo substituída, sistematicamente, por entraves criados em Buenos Aires. Melhor seria que o Brasil deixasse o Mercosul, abrindo espaço para a formalização de acordos muito mais interessantes em outras latitudes. O mundo mudou completamente desde que o Mercosul foi criado e as oportunidades de bons negócios se multiplicaram. Afinal, de que adianta ficar martelando em ferro frio, negociando a cada dia no varejo para a Argentina remover sempre uma nova barreira? Se é assim; se não há condições objetivas de se prosseguir com a utopia de um mercado livre na América do Sul, melhor pular fora, e ficarmos livres das amarras que hoje nos impedem de formalizar acordos com outros países ou blocos. Sem o Mercosul, continuaríamos comprando e vendendo nesse mesmo mercado do cone sul, mas sem as limitações a que hoje, por força mesmo desse tratado, estamos submetidos. Falaram tanto da Alca - satanizada pela jurássica esquerda tupiniquim por razões ideológicas. Os tempos mudaram. Se os chineses (comunistas!), que já faziam comércio séculos antes do Brasil ser descoberto, elegeram os EUA como seu principal mercado (PIB americano de US$15 trilhões), por que temos nós aqui de ficar, eternamente, presos a esse atraso de vida ?

Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

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DOIS PESOS

Interessante o artigo no Caderno2, de Sérgio Telles, Klimt, nazismo, livros (9/6) sobre o projeto de devolver bens de judeus confiscados durante a Segunda Guerra Mundial na Áustria. Seria interessante ouvir que o mesmo interesse é exercido em restituir bens desapropriados dos Palestinos que foram expulsos a força de suas casas durante o período da formação do estado de Israel em 1948. Isso continua até hoje, pois frequentemente o governo de Israel efetua a demolição irrestrita e ilegal de casas no território palestino, assim como pomares, plantações centenárias de oliveiras, etc. Por que não se ouve falar de qualquer devolução e restituição para os palestinos? Isso tudo é ignorado pelo governo de Israel assim como pela Suprema Corte norte-americana e pelo Congresso norte-americano. Justiça não é sempre igual para todos.

Marina B. Brown marina@provide.net

Michigan, Estados Unidos

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DIREITOS IGUAIS

Elize Matsunaga cometeu um crime e deverá ser julgada pelo que fez. A maneira alarmista e sensacionalista com que a mídia quer divulgar isso nos deixa com duas possibilidades: 1- Está faltando notícias nesse momento ou 2- O Brasil é o país em que os homens são vítimas das mulheres. Vamos deixar de hipocrisia, afinal no Brasil são dez mulheres assassinadas por dia, portanto a cada dia que a imprensa está divulgando este caso, são dez mulheres que morrem, a maioria injustamente e anonimamente.

Manoel José Rodrigues manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

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O SERVIÇO DA IMPRENSA NA COBERTURA DE CRIMES

A farsa foi montada a fim de aliviar a pena da assassina Elize que matou seu marido, o empresário Marcos Matsunaga, de forma dantesca. Alegar que foi espancada e num momento de ira perdeu a cabeça, parecia garantir à moça um álibi perfeito. Como não existe o crime perfeito e, para isso, existem as perícias e exames específicos, o laudo revelou uma surpresa, o empresário teve seu pescoço decapitado ainda vivo, e morreu asfixiado respirando o próprio sangue. Precisa mais informação para classificar esse crime? Ficará difícil para seu advogado defender uma mulher que mentiu e cometeu um crime atroz e com requintes de perversidade. A falta de leis mais rígidas estimula crimes dessa natureza. Eles chocam a sociedade e caem no esquecimento, visto ser a nossa justiça lenta e leniente com o crime. A demora em julgar tais crimes faz com que os réus tenham tempo para contratar advogados e montar as estratégias, usando as brechas da lei. A mentira contada pela assassina confessa caiu por terra. Precisamos contar com o serviço da imprensa que é quem aviva e traz à tona fatos que não podem ser esquecidos rapidamente. Uma vida foi ceifada de forma atroz, a família e a sociedade esperam justiça rápida e punição exemplar. Não podemos tolerar que pessoas matem seus semelhantes e depois aleguem problemas mentais. É preciso ficar claro que a ré tinha outras tantas alternativas para resolver o problema da traição sem precisar cometer um crime tão violento.

Izabel Avallone Izabel izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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VALDÍVIA

Fico pensando: se a polícia foi capaz de encontrar, rapidamente, os assaltantes de Valdívia (um jogador de futebol muito conhecido), por que não localiza e prende todos os assaltantes que roubam, furtam e assassinam pessoas pouco conhecidas ? Minha filha foi assaltada, teve o seu carro roubado, num lugar onde é fácil localizar os ladrões, há um ano, e nem notícias, nada. Nossa polícia é mesmo ruim, ou sou o único que assim pensa? Eu fui assaltado três vezes por bandidos armados e nenhum foi preso, mas identifiquei um dos bandidos naquele grande álbum que a polícia tem, e de nada adiantou. Alguma autoridade pode me explicar esse pouco caso?

Carlos Eduardo Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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OU CELEBRIDADE OU MINORIA

Já foi preso o suspeito de sequestrar o jogador Valdívia e a sua esposa. Esse país é maravilhoso para as celebridades e para as minorias, não queira ficar no meio termo...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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SUMIÇO DE PASSAPORTES

Em matéria publicada em 14,na página C5, ficamos sabendo do desaparecimento de passaportes brasileiros no consulado dos EUA, em São Paulo. A Polícia Federal fala em 700 passaportes sumidos e o consulado diz que são menos de 400. Seja qual for o número correto, o assunto é sério e grave. Trata-se de um documento que envolve os dois países, um que emite para a saída do Brasil e outro que coloca um visto, autorizando a entrada nos EUA. Em mãos erradas, resultará em problemas ao verdadeiro dono, assim como poderá facilitar a entrada ilegal em outros países. A Polícia Federal e o consulado devem promover uma investigação profunda a respeito do assunto. Mesmo que fosse apenas um passaporte, já seria motivo de grande preocupação.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

 

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OS VERDADEIROS BANDIDOS

A coisa é muito pior do que a gente pensa. Assisti a uma entrevista do jogador Valdívia e o raciocínio conduziu-me a uma reflexão e consequente conclusão aterrorizante. Nesse país os bandidos é que estão certos. Mesmos flagrados em ação criminosas, são apenas suspeitos. Os de maior porte, jamais são condenados, enquanto os de menor envergadura, quando condenados, usufruem de regalias, recebem uma superproteção dos organismos de direitos humanos, recebem indultos, praticam novos crimes e fica tudo às mil maravilhas. Nós, os assaltados, os roubados, os agredidos, os atropelados, passamos por toda sorte de atributos. Somos dissimuladores do pânico, exagerados, simuladores de oportunismos, fraudulentos, usurpadores da verdade, impostores e demais classificações; além de ficarmos ameaçados de revezes. Não é que o pobre coitado do jogador, depois de viver junto com a esposa momentos de terror nas mãos de bandidos inescrupulosos está sendo acusado de simulador de uma situação irreal para justificar uma suposta saída do Palmeiras?! Diante isso, concluí que, correm menos riscos os "suspeitos" de corrupções, ações fraudulentas e outras maracutaias por este Brasil afora; e, no frigir dos ovos os maus-caracteres somos nós que insistimos com essa bobagem de honestidade, ética, moral e exercício irrepreensível da cidadania.

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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APAGÃO NA VILA

O presidente do Santos está tentando tirar o foco da discussão do apagão na Vila Belmiro com essa história de favorecimento ao Corinthians pela não convocação de atletas pela seleção. Tudo isso para não ter de explicar o vexame do antijogo praticado pelo Santos no corte de fornecimento de energia que profissionais que estavam cobrindo a partida, testemunharam: o apagão no segundo tempo, em um contra-ataque do Corinthians em que alguém na vila com o interruptor na mão achou que seria fatal para o Santos.Afinal o corte de energia só foi na Vila, vide informação da CPFL, da cidade de Santos. Claro que é interesse dele tirar o foco desse assunto. Eles já contam a classificação do Santos como fato consumado, basta lembrar os comentários anteriores do jogador Alan Kardec dizendo: "Tenho de resolver o meu contrato para poder jogar a final". O grande Santos, que já teve Pelé, usando um recurso de time de solteiros x casados, quem diria.

Lazaro Luiz Viana lazinho@netsite.com.br

São Paulo

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O PEIXE MORRE PELA BOCA

Lamentável o presidente do Santos, sr. Luís Álvaro, justificando a derrota do seu time e a má atuação de seu maior craque,frente ao Corinthians. Um Cartola que age assim, com certeza é capaz de apagar a luz do estádio num contra-ataque do time adversário para evitar a ampliação do placar.

Mário Aldo Barnabé mariobarnabe@hotmail.com

Indaiatuba

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LAMPARINA

Pra coisa não ficar preta de vez, apagaram a luz!

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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CONSPIRAÇÃO FUTEBOLÍSTICA

Não é dos meus princípios comentar sobre religião e futebol, mas o presidente santista acaba de descobrir a roda.

Aloisio Arruda De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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SANTOS X CORINTHIANS

Neymar diz que o Corinthians achou o gol. O Santos ainda está procurando o seu.

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR

A pergunta que milhões de brasileiros gostariam de fazer: até quando nós, admiradores do bom futebol, vamos ter de conviver com os fanáticos, doentes e teleguiados da TV Globo, Galvão Bueno, Arnaldo Cezar Coelho e Walter Casagrande transmitindo jogos do Brasil contra as demais seleções do mundo? Os blá-blá-blás desse trio estão insuportáveis. Sem outra opção, muitas das vezes diante de tantas baboseiras, temos de deixar nosso entretenimento de lado e desligar a TV. No jogo do Brasil contra a Argentina, mandei a Globo pro espaço. Os caras só sabiam criticar os jogadores argentinos, inclusive o Messi, até ele mostrar porque tinha recebido o titulo de melhor mundo. A todo instante diziam que o time argentino era um time de veteranos e o Brasil um time de garotos principiantes. Parecia que eles não sabiam que aqueles garotos mascarados, são titulares em grandes equipes no Brasil e no exterior e, provavelmente, serão os convocados para a Olimpíada. Os caras transmitem pensando aplicar uma lavagem cerebral nos torcedores. Ainda bem que a TV Record estará no comando das transmissões da próxima Olimpíada.

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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MANO MENEZES

O resultado do jogo contra a Argentina comprova que o técnico Mano Menezes deveria ser afastado de suas funções há muito tempo. Guindado para o cargo pela politicagem dos cartolas, os frutos colhidos são desanimadores e sempre tem a desculpa para cada derrota. Se o Messi(anico) pode sozinho vencer a seleção brasileira jogando poucos minutos, estaremos em maus lençóis para a Copa de 2014 se não fizermos transformações radicais agora.

Yvette Kfouri Abrão abraoc@uol.com.br

São Paulo

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MESSI DERROTOU O BRASIL

O Brasil perdeu para uma Argentina que tinha um só jogador, Messi. Não tivesse esse espanto de boleiro muito eficiente, que só dribla o necessário e sem preocupar-se em fazer graça para torcedores. O colunista Ugo Giorgetti descreveu bem o argentino, seu comportamento é diferente de muitos outros, se sair em uma rua será despercebido, porque não vive posando de estrela. Não gosto de boleiros argentinos, mas tenho de tirar o chapéu para esse, muito melhor que o conterrâneo o Maradona, craque excepcional, mas exibicionista e um "mala" pesado demais. Sem o Messi, talvez o Brasil até vencesse, porque temos de reconhecer que há muito não víamos uma seleção portenha tão fraquinha principalmente na defesa. Como a seleção olímpica jogará contra outras compostas de jovens e sem o argentino, creio que poderá até ser campeã. Um pedido aos boleiros: em vez de perderem tempo ensaiando "dancinhas" cheias de frescuras para quando marcarem tentos, melhor usar esse tempo treinando chutes ao gol.

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

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NEYMAR E MESSI

O técnico argentino disse que Neymar foi uma invenção dos brasileiros, e Messi, onde apareceu? Foi invenção de quem? O timinho da Argentina sem Messi (espanhol) não é de nada.

Carlos E. Barros ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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NEYMAR

Eu dou razão ao técnico argentino que disse que Neymar é invenção de brasileiro. Acontece que ninguém entendeu a prioridade do rapaz, primeiro: o cabeleireiro; segundo: os brincos de brilhante; terceiro: o barco, dá um trabalho que você não faz ideia; quarto: a tatuagem; quinto: pintar as unhas; sexto: gravar comerciais; sétimo: jogar um pouquinho de futebol.

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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ENTREVISTA

Para frustrar tão maquiavélica conspiração a solução era simples:

Neymar pede licença e não se apresenta, assim como fizeram Kaká, Marcelo, Julio Batista, etc., em convocações passadas...

Mas aí quem não iria gostar seriam as dezenas de patrocinadores!

Melhor ficar com o complô mesmo...

Luiz Carlos do Canto Pereira Jr. luiz.canto.jr@gmail.com

São Paulo

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APOSENTADOS E FUTEBOL

Enquanto permanecem trancados nas gavetas dos Poderes Legislativo e Executivo da República, os projetos de leis que devolvem aos aposentados e pensionistas do INSS seus verdadeiros salários, o País é acordado com uma notícia que vai

deixar pasmos os ex-trabalhadores que, por mais de 30 anos, deram suas vidas lutando para colocar o Brasil entre os melhores países do mundo que produzem qualidade, mesmo em locais de trabalho insalubre. A presidente Dilma Rousseff acaba de sancionar a lei que garante aos jogadores campeões de futebol do mundo o salário teto do INSS, que é de R$ 3.691,74, e mais um prêmio de R$ 100 mil pelos bons serviços prestados por eles à pátria. Até quando,nós aposentados, pensionistas e ainda trabalhadores nas indústrias, vamos continuar engolindo os presidentes da República, os deputados e os senadores nos dizendo que a Previdência está falida? Trabalhadores, desistam de seus outros empregos e passem a jogar e a ensinar os seus filhos e netos a jogar futebol. Esse é o melhor caminho.

Leônidas Marques - Aposentado

Volta Redonda (RJ)

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SÓ PODE SER BRINCADEIRA

Só pode ser demagógico o decreto assinado por da. Dilma concedendo um salário teto do INSS de R$ 3.691,74 aos jogadores de futebol e mais um prêmio de 100 mil reais pelos bons serviços prestados como campeões de futebol, quando sabemos que: primeiro, clube nenhum recolhe suas contribuições ao INSS; segundo para quem ganha milhões, o que farão com uma pensão de 3 mil e poucos reais? Enquanto isso, o desgraçado do aposentado que batalhou e contribuiu por 35 anos fica na miséria por "falta de recursos" da Previdência. Certamente, cada aposentado recebe esse decreto da presidente como uma bofetada na cara e uma cusparada em nossos esforços prestados à nação - aliás, comportamento próprio do "socialista" PT.

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis

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DEIXEM RONALDINHO EM PAZ!

Independente de quantos salários mínimos ganhe Ronaldinho, ele é um trabalhador, e como qualquer proletário, tem direito à folga e ao lazer. Os times que o contratam têm de deixar claro para a sociedade que ele, como qualquer operário, tem seus dias de folga. Ronaldinho foi perseguido na Itália e no Brasil (Rio e Minas) por torcedores fanáticos e que querem aparecer. Isso é bullying! Fred, do Fluminense, teve problemas com esse tipo de torcedor. Agora é moda: se você vir o Ronaldinho nas noites bata uma fotografia ou faça uma pequena filmagem que você vai ter seus 15 segundos de fama por meio das redes sociais ou da mídia escrita, falada ou televisionada. Já não bastam os paparazzi? Toda essa fama de indisciplinado e boêmio, muito se deve às diretorias que o contratam como no caso do Flamengo que montou uma baita festa na chegado do R-10 lotando a Gávea. E no afã de aparecer na chegada do jogador, a diretoria do Flamengo, a começar pela presidenta, nas inúmeras fotos e gravações para ser exibida ao mundo, já que Ronaldinho é uma celebridade mundial, permitiu um contrato diferenciado. Ao invés da "segunda sem lei", que é a tradicional e conhecida folga dos jogadores, deixou em aberto o restante da semana e Ronaldinho disso se aproveitou. Tanto é verdade isso, que o técnico Vanderlei Luxemburgo foi demitido porque quis endurecer com Ronaldinho. Como se diz na linguagem futebolística: vamos baixar a bola e deixar o Ronaldinho em paz!

Emanuel Cancella emanuelcancella@uol.com.br

Rio de Janeiro

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TATUAGENS

Gosto não se discute, mas assistindo aos jogos de futebol, fico impressionado com a enorme quantidade de tatuagens. Na maioria dos casos, vendo pela TV, parecem sequelas de graves queimaduras. Faz-me lembrar de quando era comum ouvir, "isso é coisa de índio".

Sérgio Barbosa sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

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CRÔNICAS LUÍS MARTINS

A disponibilização do acervo do Estadão em versão digital está permitindo que nos reencontremos com as crônicas de Luís Martins (1907-1981), carioca que se radicou em São Paulo. Muitas delas escritas entre 1946 e o ano de sua morte, são ainda hoje atualíssimas. Algumas saíram nos livros Futebol da madrugada (1957) e Noturno do Sumaré (1961), infelizmente esgotados e fora de circuito nas livrarias. Por essa razão, gostaria de sugerir que alguma editora, ou o próprio Estadão, publique um ou mais livros reunindo as melhores crônicas de Luís Martins, sem dúvida o mais prolífico cronista que o Brasil já teve (ele próprio afirmava ter escrito mais de cinco mil crônicas). Com certeza, muitos leitores, como eu, irão apreciar bastante uma possível reedição dessas crônicas em livro.

Samuel Machado Filho samafil@bol.com.br

Ribeirão Bonito

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VÔLEI DE PAI PARA FILHO

Bernardinho: E aí, moleque, quanto?

Bruno: Só se você me escalar.

Bernardinho: Não dá. Que desculpa eu iria dar para o Ricardinho?

Sergio S, de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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