Fórum dos Leitores

PETROBRÁS

O Estado de S.Paulo

27 Junho 2012 | 03h05

Nacionalismo retrógrado

O mercado não é burro! A incompetência dos petistas reflete negativamente nos resultados da Petrobrás. Na segunda-feira, as ações da empresa caíram 8,95% na Bolsa. O reajuste da gasolina e do diesel vendidos nas refinarias - de 7,83% e de 3,94%, respectivamente -, que deveria cobrir a defasem de preços e melhorar o caixa da empresa, ficou bem abaixo da expectativa. A direção da empresa, para piorar, anuncia a redução da produção de petróleo para os próximos anos e não define os investimentos (que na época da eleição de 2010 foram apresentados com toda pomba) do Complexo Petroquímico do Rio e a construção das refinarias no Maranhão e no Ceará. Ou seja, o petismo está acabando com a Petrobrás, e o pré-sal está indo para o saco. Eis o nacionalismo retrógrado do "o petróleo é nosso" de Lula e Dilma! Ah, se fosse no Paraguai...

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

A Petrobrás quer mais

Agora vamos ter novos reajustes nos preços dos combustíveis. Fiquem de olho nos arquitetos da manipulação examinando a inflação do próximo mês. E vamos que vamos, neste país do faz de conta!

PAULO MAIA COSTA JÚNIOR

paulomaiacjr@hotmail.com

São José dos Campos

Verdade x enganação

A presidente da Petrobrás, Graça Foster, declarou que sua primeira ação à frente da empresa foi revisar as metas de produção e que, agora, os objetivos são realistas. Disse isso pra justificar a redução de 1 milhão de barris nas metas de produção diária. Traduzindo: o que ela quis dizer é que as previsões anteriores não eram realistas e que o estardalhaço em torno das novas reservas nunca passou de propaganda enganosa. E que a imagem daquelas mãos sujas de petróleo foi mais uma das piadas de mau gosto infligidas ao povo brasileiro.

JOSÉ B. NAPOLEONE SILVEIRA

nenosilveira@aim.com

Campinas

Estragos

Graça Foster usou eufemismos para falar da administração do sr. Sérgio Gabrielli, ao dizer que eram "metas ousadas e não realistas", além de constatar que a refinaria a ser construída em Pernambuco está atrasada e com previsão de gastos muito superiores aos orçados. Pois é, o que aconteceu foi que nestes nove anos quem governou a PeTrobrás foi o partido do sr. Lula, que fez média com todos os servidores e interferiu na administração da petroleira, pouco se importando com o que é a Petrobrás no contexto mundial. Agora sobrou para dona Graça, funcionária de carreira, tentar conter os estragos.

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

Investimento furado

O governo nos incentivava a comprar ações da Petrobrás até com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Dizia que seria um ótimo investimento para a aposentadoria, etc., etc. Bem, eu comprei ações da empresa e, agora, depois de nove anos segurando o preço da gasolina - que hoje tem 20% de etanol, pelo qual pagamos preço de gasolina -, o governo queimou o último cartucho, zerando a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), com medo das consequências inflacionárias-eleitoreiras do aumento para os consumidores. Agora aprendi: nunca mais compro ações de empresas com controle estatal!

ROGÉRIO MESSENBERG

rogberg@terra.com.br

Piracicaba

Cide zerada

O governo zerou a Cide no intuito de evitar o aumento de preço do combustível nas bombas dos postos de serviço. Se ela pôde ser zerada, por que foi criada e vem sendo cobrada desde 2001? Além disso, os recursos da Cide deveriam ter sido aplicados obrigatoriamente no financiamento de programas de infraestrutura de transportes - que não foi melhorada e muito menos expandida no período de vigência da mencionada contribuição. Portanto, o fundo gerado com os recursos da Cide deve estar intacto e seu montante deveria ser devolvido aos contribuintes. Ou não?

FLAVIO BASSI

helena.bassi@uol.com.br

São Paulo

VIOLÊNCIA

Silêncio incômodo

O comandante-geral da Polícia Militar (PM) do Estado de São Paulo, coronel Roberval França, criticou o silêncio de ONGs e da Defensoria Pública a respeito das recentes mortes de policiais militares no Estado. E com razão. Na verdade, é um silêncio que incomoda muito. Será que apenas uma categoria de pessoas merece essa consideração? Tenho a impressão de que, em outros países, os agentes da segurança pública são mais respeitados. Por que no Brasil é diferente?

FRANCISCO A. BIANCO NETO

franciscoabianco@uol.com.br

São Paulo

Assistência e conforto

Por onde anda o pessoal dos direitos humanos, quando se trata de dar assistência e conforto aos familiares dos militares assassinados? Por onde andam os membros da Igreja, quando se trata de dar assistência e conforto aos familiares dos militares assassinados? Ou será que só os familiares dos bandidos merecem esse tratamento?

ROBERTO BOTTINI

robertobottini@uol.com.br

Mogi das Cruzes

Como em 2006

Em 2006, Cláudio Lembo substituiu Geraldo Alckmin no governo do Estado, já que Alckmin iria disputar a eleição presidencial. Houve muitos ataques de bandidos contra policiais de São Paulo naquela época. Agora, novamente época de eleições, voltam a ocorrer vários ataques a policiais no Estado. Será coincidência ou há política no meio, para prejudicar o governo do PSDB? Ficam dúvidas. Ou será coincidência?

EVERARDO MIQUELIN

everardo.miquelin@ig.com.br

São Paulo

Ingenuidade, não

A grandeza de São Paulo não deve permitir que suas autoridades, e o seu povo, continuem a olhar para esses atentados contra a PM como se fossem meros frutos da violência desenfreada que vivemos. Parece-me que são atos de outra índole, tamanha a coincidência com a época eleitoral que se inicia. É para pensar...

PEDRO PAULO SANTOS

santospedrop@hotmail.com

Sorocaba

ELEIÇÃO EM SP

Vale-tudo

O ex-presidente Lula disse que, para eleger o petista Fernando Haddad, está disposto até a "morder a canela dos adversários". Para isso, vai ter de ficar de novo de joelhos, como fez com Maluf.

JOSÉ E. BANDEIRA DE MELLO

jbandeiramello@bol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

COLEGUISMO DOS COMPANHEIROS

A gritaria que os governos de raízes bolivarianas estão aprontando, juntamente com o brasileiro, devido à queda de Fernando Lugo não encontra eco nem no próprio Paraguai! Vários países mundo afora já reconhecem Federico Franco como o novo presidente do país. A reação de algumas nações ao fato evidentemente tem caráter legalista, mas por aqui, na América do Sul, a questão é puramente ideológica. Tudo bem que o Chile ainda está avaliando a situação, mas diversos vizinhos nossos já avisaram, em tom estridente, que não reconhecerão o governo Franco com o mesmo (suposto) açodamento do processo de impeachment levado a cabo pelo parlamento do Paraguai. Tratava-se de um "companheiro"; logo, é forçoso, pra essa anacrônica esquerda latino-americana, sair em defesa do colega, ainda que os procedimentos tenham sido todos legais. Parabéns aos países que optaram pela posição de reconhecer o novo governo. Agora, que o Paraguai possa seguir em frente e realizar eleições normais no ano que vem.

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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PRESIDENTE PARAGUAIO

Com uma substituição ultrarrápida dos parlamentares paraguaios, não é que o Paraguai conseguiu falsificar até o presidente!

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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QUANTOS MESMO?

Será que o papai Tugo (Ah, a carne é fraca!), acreditava estar fazendo um bom governo? A soma dos congressistas, que legalmente o destruíram, não representou um número de votos bem maior? Fosse dado esse poder ao Congresso da Bolívia, Equador, Venezuela...

André C. Frohnknecht anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

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GOVERNO PARALELO

O ex-presidente Lugo declarou a instalação de um governo paralelo. Lembrando que no Brasil o Lula procurou fazer o mesmo, e a desistência ocorreu. Afinal, esse "governo" não permite acesso a dinheiro.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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PARLAMENTARISMO PARAGUAIO

As monarquias absolutistas evoluíram para o sistema parlamentarista no qual o monarca continua com seus poderes, mas delegados ao parlamento que elege um primeiro-ministro. O primeiro-ministro é quem governa, nomeando o ministério. O parlamento tem o poder de, a qualquer instante, dar um voto de desconfiança ao primeiro-ministro, destituindo-o e ao seu ministério, constituindo um novo primeiro-ministro. Nos países republicanos, o parlamentarismo se torna híbrido: há eleições para o presidente da República e o primeiro-ministro tanto pode ser também eleito com voto direto (sistema de "co-habitação") como indicado pelo presidente ao parlamento (eleição indireta). No presidencialismo, tal como nos EUA, o presidente é eleito diretamente para um período definido (mandato). Ou seja, tem uma condição mais estável, mais firme. Seu impedimento só é possível depois de se cumprirem normas com a devida tramitação no Congresso. No Paraguai, existe um sistema republicano, presidencialista. O presidente eleito não pode ser derrubado sumariamente, como se fosse num regime parlamentarista.

Roldão Simas rsimas@aos2.com.br

Brasília

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PERIGOSA INDEPENDÊNCIA DE PODERES

Dilma e Chávez estão temerosos. Já imaginou se a moda pega?

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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GOLPE BOLIVARIANO

Finalmente a facção bolivariana do Mercosul se manifesta e dá um "golpe", eliminando o Paraguai da próxima reunião. Os governos pertencentes ao grupo conseguiram uma forma de vingar-se da expulsão do poder, embora legítima, de um companheiro da esquerda do grupo da Unasul. Talvez seja apenas uma prevenção pelo fato do "impeachment" ter sido desfechado por alegada "corrupção", o que traz um temor aos demais governos sob as mesmas suspeitas, de que o fato possa repetir-se em outro país.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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'PARAGUAY - EXCLUSIVIDADE'

Chávez, Correa, Cristina, Dilma, Morales: sobre a "democracia cubana", nem um pio...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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CRITÉRIOS INDEFINIDOS

O Mercosul afasta Paraguai de reunião de cúpula por ver "ruptura democrática", naquele país. A Venezuela não é um país democrático, sofreu um golpe militar e Chávez mantém-se no poder até hoje e, no entanto, discute-se a sua entrada no Mercosul.

Quais são os critérios do Mercosul? São indefinidos, obscuros,

ou são ideológicos? Não tem valor nem poder. A Argentina, por exemplo, impõe restrições ao livre comércio e o governo brasileiro se dobra feito cordeirinho frente às suas exigências Melhor é acabar logo com algo inútil, que só serve para consumir recursos financeiros que poderiam ser melhor aproveitados em cada nação participante. Outra coisa, isso que estão fazendo, dará ao Paraguai um motivo para uma grande união nacionalista contra essas medidas, as críticas e as ingerências externas. Um país pequeno e pobre, mas merece respeito de seus vizinhos.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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BOICOTE

Os países do Mercosul são contrários aos boicotes dos Estados Unidos contra Cuba, mas, por sua vez, irão boicotar o Paraguai? Os Estados Unidos não podem, mas o Mercosul pode. Ora, ora.

Irene Sandke irene@frettes.com.br

Curitiba

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CHÁVEZ E O PETRÓLEO

A decisão de Chávez em não mais enviar petróleo ao Paraguai é no mínimo hilária. Logo o Chávez.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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PARAGUAI

Ideologias à parte, o Brasil não pode abandonar o Paraguai, porque dividiremos Itaipu para sempre com eles. O ministro do Desenvolvimento alemão não perdeu tempo, e de acordo com a Deutsche Welle, foi a Assunção no último sábado (23/06), aproveitando a proximidade por estar na Rio+20, e se reuniu com Federico Franco. Há que se pensar em comércio, principalmente soja e laranja, quando há falta aqui e em outros países. Por isso, não será surpresa se em breve receber visitas de Washington, Seul

Pequim ou Dubai. Termino com uma pergunta: e se fosse o contrário, com Federico Franco (de direita) sendo destituído, sendo substituído por Fernando Lugo (de esquerda), o tratamento teria sido o mesmo?

Paulo Mariano Marcondes pmmferraz@hotmail.com

São Paulo

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RIO+20

Afora os transtornos causados ao trânsito, infernizando o dia a dia dos cariocas e o protesto de diversos segmentos sociais, inclusive de peladões, que outros fatos mereceram destaque na Rio+20?

Odilon Otávio dos Santos

Marília

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POUCAS DECISÕES, MAS MUDANÇA DE PARADIGMA

Lembra-se da história dos ratos que, dado a ameaça de um novo gato que despontou na região, decidiram que a solução definitiva do problema seria colocar uma sineta no pescoço do gato? Devem lembrar, também, do desfecho: o plano infalível não deu certo, pois ninguém se ofereceu, entre os ratos, para colocar a sineta no gato. Reflitam um pouco em relação ao espaço histórico entre a Conferência de Estocolmo e a Rio+20. Qualquer semelhança deve ser motivo de uma saudável e profunda reflexão. Na realidade, ao longo do caminho, um conflito explícito ou não de inevitáveis interesses econômicos, entre os países desenvolvidos - que não querem parar de crescer - e os emergentes (que precisam crescer).

Em relação a Rio+20, entre novas frases recheadas de velhos temas, fica evidente uma mudança de paradigma: a necessidade da sociedade - não apenas os iniciados no assunto - ser inserida na discussão e decisões relativas ao cenário ambiental, local e global. O conceito do desenvolvimento sustentado - foco simultâneo da análise das variáveis econômicas, sociais e ambientais - agora passa a incorporar (não apenas na concepção, mas na prática) a necessidade de levar em conta o que a sociedade (quarto ponto de enfoque) "percebe", "deseja" e "está disposta a pagar" quando se procura aplicar o princípio do Desenvolvimento Sustentado. Da velha geometria sabemos que por três pontos não alinhados - focos econômico, ambiental e social - passa sempre um, e somente um, plano. As coisas mudam quanto aparece um quarto ponto - sociedade - onde, por consequência, necessariamente, não há um plano único que atenda aos quatro pontos. A procura da sustentabilidade é a conciliação dos muitos planos, tendo como pano de fundo a percepção ambiental, social e econômica da sociedade. Para alguns pode parecer que a mudança é de pouca importância; muito pelo contrário, se efetivamente adotada irá gerar condições mais favoráveis, decorrentes da pressão da sociedade consciente, frente ao segmento político, agente que comanda todo o processo. Claro que não será uma mudança brusca, uma vez que a sociedade precisa reconhecer o seu papel neste processo e, sobretudo, procurar se preparar para ocupar seu espaço de participação nas decisões. Será a sociedade que irá pagar a conta que terá de ser assumida na solução da problemática ambiental que vivenciamos. Isso, pois esta mesma sociedade ainda não se apercebeu que já está pagando a conta (sem saber) da fase de procura de quem irá "colocar a sineta no gato". Concluindo: com a participação da sociedade será possível afastar o gato e não apenas colocar a "sineta no pescoço do gato".

Alguém tem dúvida disso?

Roosevelt S. Fernandes, M. Sc. roosevelt@ebrnet.com.br

Vitória

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ONU É INCOMPATÍVEL COM DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

O que a Rio+20 deixou bem patente é a incompatibilidade da ONU com o desenvolvimento sustentável. Criada em 1945 com 51 nações atualmente reúne 192. Seu objetivo principal foi a segurança, ou melhor, impedir outro conflito mundial. Cinco nações detentoras de armas nucleares podem vetar qualquer resolução da ONU. É aí que reside o consenso, pois uma nação veta tudo. É também aí que reside a máxima de Garrincha: será que a natureza concorda com desse veto?

Antonio Negrão de Sá negraosa1@uol.com.br

Rio de Janeiro

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BELÍSSIMO TEXTO

Sobre o editorial de domingo (A3, 24/6), 'Rio +20 na hora errada,

muitíssimo lúcido o texto,parabéns ao Estadão mais uma vez. E quem sabe os ambientalistas mais "ongueiros" ao lerem se apercebam de algo muito simples. Não temos como investir numa melhora ambiental se não estivermos produzindo a todo o vapor!

Sem receita não teremos melhora ambiental e essa receita vem da produção! E isso serve para os países ricos e não ricos!

Joao Antonio Dohms dohmsj@hotmail.com

Fortaleza

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E ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE

Por mais que equilibrados que sejamos, não é fácil viver nesses tempos contemporâneos, onde acontecimentos inusitados ocorrem cotidianamente.Protestos femininos aqui e alhures com seios à mostra, índio de arco e flecha perseguindo seguranças de terno em pleno centro da cidade do Rio de Janeiro, alianças políticas entre adversários figadais e relatos escabrosos dos porões repressivos dos anos de chumbo, nos obrigam a reflexões que nos permitam a continuar a tocar nossas existências com normalidade. E assim caminha a humanidade.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com Rio de Janeiro

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BIS

O Banco Central dos Bancos Centrais (BIS), alerta que o Brasil está em desaceleração acentuada e que o modelo de expansão em créditos nos últimos três anos de 13 %, foi três vezes superior ao aumento do Produto Interno Bruto (PIB). Como o Banco Central "parece" independente, o Ministro da Fazenda Guido Mantega logo virá a público, para dar a sua versão de que o BIS não é confiável, que o País é a sexta potência econômica do planeta, e que o mundo tem que aprender com o Brasil - bem ao estilo PT -, e por aí vai. Em suma, o BIS alerta: se apostar somente no modelo de crédito sem outras fontes domésticas de expansão, o País corre o risco de enfrentar o mesmo drama da Europa. Ministro Guido, a luz "amarela" já está acesa ! (B1,25 /6)

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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PETROBRÁS

A Petrobrás há anos vem importando combustíveis por falta de capacidade de refino. Como isso lhe traz perdas de faturamento, nosso governo lhe dá uma mãozinha, diminui o IPI incidente sobre estes produtos. Maravilha, são as vantagens do monopólio, se gasta na movimentação de carros, em detrimento da saúde, educação, meio ambiente. Será que o governo do PT sabe construir refinarias, pois desde 2007 que a Petrobrás está construindo em Recife, o parque de refino da Abreu e Lima e pelo jeito a montagem vai ser 2007+10. Tem uma agravante, a refinaria vai produzir principalmente óleo diesel, por ser o derivado de maior consumo no País, a gasolina vai continuar sendo importada do hermano Chávez. A presidente Maria das Graças Foster vai ter que ter vida longa no cargo para inaugurar a primeira refinaria do PT. Os governos militares construíram 10 refinarias em 10 anos, uma por ano, os governos esquerdistas vão construir uma em 10 anos, o que significa dizer que a República dos sindicalistas tem um décimo da produtividade do regime militar.

João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo

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EXECUÇÕES DE PMs

Incrível o atrevimento do crime organizado nesse País e no Estado de São Paulo. Os meliantes empreendem ações e orquestram movimentos para matar policiais militares até mesmo em seus locais de trabalho. Os governos deixaram a criminalidade crescer a tal ponto que está ficando bastante difícil de controlá-la, porque deram muito tempo, para que ocorresse uma organização quase perfeita dos grupos de criminosos. Se os PMs são mortos, mesmo armados e com capacidade defensiva, o cidadão comum, que não pode ter armas, não pode nem reagir em legítima defesa, porque é morto tranquilamente pelos bandidos, dado que esses sabem que não encontrarão resistência. Praticamente, o legislador brasileiro exterminou o direito de defesa legítima, previsto em nosso Código Penal, servindo de exemplo, somente, alguns casos em que cidadãos armados mataram bandidos. Se estivessem desarmados e cumprindo a famigerada lei vigente, estariam mortos, deixando saudades às suas respectivas famílias. Os criminosos precisam ser combatidos e os cidadãos armados para opor defesa e resistência a eles.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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POLICIAIS E BANDIDOS

Novamente os nossos policiais estão sendo caçados pelos bandidos dessa metrópole e de uma maneira covarde, aproveitando-se da legislação capenga que temos aprovada por um legislativo que não merece nenhuma confiança da população, já que porcentagem representativa de seus membros tem contas a acertar com a Justiça. Ao ler a matéria de 25/06, do Estadão, é impossível não ficar indignado e solidário aos componentes da Policia Militar do Estado de São Paulo. Como bem afirmou o seu comandante-geral, Roberval França, a legislação penal tem que ser alterada com a redução da maioridade penal, saídas temporárias e outras regalias indevidas. Na verdade as tais datas especiais que propiciam as famigeradas saídas temporárias são, na realidade, datas criadas pelo comércio para incrementar as vendas, que não merecem ressalvas, mas jamais poderiam servir de argumento para um facínora dar uma saída e cometer outros crimes, ou escafeder-se e obrigar a polícia a efetuar nova captura. Um deles, que é acusado de apontar os policias fora do serviço para serem sacrificados, está em liberdade condicional, já que cumpria pena por ter assassinado um policial em 2000. Outro acusado de assassinar o soldado Osmar Ferreira saiu da prisão no dia dos pais e não voltou para a prisão. O soldado Osmar estaria vivo hoje se não fosse esse indulto absurdo. Aumentar o tempo de reclusão máxima para 50 anos também, em determinados casos, não seria nada mal. Os nossos administradores deveriam ter mais vergonha na cara e construir mais cadeias para tirar das ruas esses bandidos. Mas não para amontoá-los em celas superlotadas e mal cheirosas. Deveriam ser divididas em pavilhões para neles agrupar presos de acordo com os seus crimes, mas também em condições de respeitar a dignidade humana. Por exemplo, corruptos e estelionatários em um, estupradores e pedófilos em outros e assim sucessivamente. Os presos deveriam trabalhar no interior dessas cadeias não só para aprenderem uma profissão como para contribuir com o seu sustento. Acabar com as saídas temporárias, inclusive o Natal, pois se foi condenado como criminoso tem mais é que cumprir a pena na sua totalidade. Cuidar de verdade da Educação de nossas crianças para que não sejam cooptadas pelas quadrilhas existentes. Da maneira que está é muito tranquilo ser bandido nessa terra. Enquanto as coisas não mudam vamos vivendo atrás das grades das nossas casas e os policiais ganhando um salário ridículo para arriscarem a vida todos os dias.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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BANDIDAGEM

Em São Paulo, estamos reeditando a época de Al Capone com sua gang em Chicago, matando policiais na ocasião da lei seca. Aqui representado pelo "PCC", porém envolvido no tráfico de drogas, o qual está assassinando os policiais diariamente. Infelizmente nós falta um Eliot Ness para combatê-los, enquanto isso vão aterrorizando a cidade e fazendo arrastões.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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CRIMES RELACIONADOS

Discordo do leitor Nestor R. Pereira que duvida da organização e inteligência dos chefes do PCC. Eles (alguns) estão presos, porém dominam a maioria das prisões do Estado de São Paulo. Mandam recados, ordens, controlam o tráfico de drogas e impões terror à população e até à Polícia Militar. Nesses últimos atentados, não apareceu nenhuma testemunha para filmar os meliantes em ação, como aconteceu aos Policiais da Rota. Quem se propõe a filmar ações da Polícia, nesse dia, deveria estar com alguma ocupação.

Ademir Relva Câmara arelvacamara@uol.com.br

São Paulo

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IMPUNIDADE NO BRASIL

O que faz crescer a criminalidade no Brasil é a impunidade, tanto para os jovens, a partir de 15 anos, que praticam crimes hediondos, como para políticos corruptos, onde o nosso País tem o 2.º maior índice de corrupção no mundo, perdendo só para a Nigéria. Para acabar com essas duas pragas, é urgente que providências drásticas sejam tomadas pelos nossos governantes, com leis mais severas.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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DESARMAMENTO: UM PASSO A PASSO

1- Estatuto do Desarmamento: Tamanha era a certeza do governo que haveria plena aceitação por parte dos brasileiros ao impedimento de uso de armas de fogo no Brasil que o Estatuto do Desarmamento, lei federal, entrou em vigor no dia seguinte à sanção do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva no dia 23 de dezembro de 2003. 2- Qual não foi a surpresa quando em 2005, através do Plebiscito do Desarmamento, 60% da população decidiu que não gostaria de ser desarmada compulsoriamente, num país onde todos os direitos dos marginais são preservados, e nenhuma segurança é garantida à população. A turma dos "politicamente corretos" ficou de queixo caído... Oh como pode! Mas o Estatuto está aí e não condiz com a vontade expressa pelo povo! 3- O povo não se enganou em sua decisão no plebiscito: a facilitação da entrada de armas e drogas pelas fronteiras continuou , e escudada na desculpa do governo de que era impossível fiscalizá-las devido a sua imensidão. Lembro que o governo brasileiro por meio de financiamento do BNDES ajudou Evo Morales na construção de uma estrada que faz a ligação Bolívia-Brasil, estrada apelidada de "Transcoca". Evo Morales tratou de abrir no entorno das obras novos campos de produção da folha que serve de base para a produção da pasta da cocaína. É sabido que 80% do pó consumido no Brasil vêm da Bolívia, cujo governo nem pensa em conter o tráfico. Perguntem então ao Lula por que ele resolveu asfaltar a Transcoca. É sabido também que o narcotráfico faz chegar ao Brasil, além da cocaína...as armas. 4- Para completar a receita, Dilma Rousseff , pressionada pelo Conselho dos Direitos Humanos da ONU - muito preocupado com a superpopulação carcerária - sancionou em maio de 2011 a Lei n.º 12.403/11, que altera dispositivos importantes do Código de Processo Penal (CPP). Entre outras mudanças, a nova lei vai dificultar a prisão preventiva de pessoas acusadas da prática de crimes. Apesar de defendida pelo Executivo, a nova lei está na contramão da história porque enquanto no Brasil o governo relaxa as coisas para os bandidos, a maioria dos países, hoje, está adotando leis mais severas para combater a criminalidade. O objetivo é diminuir os gastos com o sistema prisional e acabar com a pressão para a construção de novas penitenciárias e cadeias, afinal, o governo de Dilma Rousseff já demonstrou que não quer saber de ser pressionado. Para não pressionar Dilma, cerca de 100 mil presos já ganharam as ruas em função dessa nova lei. Estão surpresos com os arrastões em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte? Eu não. 5- A cerejinha do bolo é a recomendação que delegados e comentaristas de programas policiais fazem: em caso de assalto, não reaja! Ou seja, do começo ao fim da história tudo foi feito para nos tornar cordeiros nas mãos dos matadores... e cordeiro bom não berra! Falta entender o porquê desta política sádica: a intenção é nos levar ao caos social, pois isso facilita bastante a construção posterior de uma sociedade socialista. Alguém duvida?

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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NOSSO DIREITO À VIDA

Contam-se aos milhares os casos em que o bandido, depois de fazer tudo o que quis, atira na vítima, sem o menor motivo. Hoje, o conselho de não reagir não serve de nada. Se todos tivessem direito à própria defesa e pudessem reagir diante de um criminoso, como fizeram alguns brasileiros nas últimas semanas, certamente os bandidos passariam a pensar duas vezes, antes de cometerem seus crimes. Já não seria tão fácil, tão seguro, tão sem consequências. Haveria um fator de risco a ser considerado pelos bandidos, coisa que hoje simplesmente não existe.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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POLÍCIA MILITAR

Como leigo, entendo que as atitude tomadas pela Polícia Militar, com bloqueios que impedem o ir e vir dos cidadãos, próximo às suas bases, são uma demonstração de medo e, acredito que o policial, como ser humano, deve e pode ter medo, que o levará a uma ação sempre cautelosa no exercício de suas perigosas funções. Mas, e esse é uma grande mas, o policial não pode demonstrar nunca que está com medo, quem tem que respeitar e temer o policial é o marginal e não o contrário. Este equívoco cometido pelo comando da PM com certeza levará ainda mais a uma sensação de insegurança para toda a comunidade, se a polícia, que é preparada está com medo? O que faço?

José Renato Nascimento jrnasc@gmail.com

RG 9 393 208 R Wilson Dupont, 150 Santana São Paulo

02019 040 F 2973 9882

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PROPOSTA INDECOROSA

A Associação Paulista de Supermercados (APAS) está tentando encontrar mais uma maneira de nos enganar. Uma verdadeira "aberração jurídica". A nova proposta indecorosa é de compensar ao consumidor o valor pago por sacolas reutilizáveis, devem estar "brincando" ou pensam que podem tudo. Querem impor regras absurdas sem qualquer embasamento legal, ao direito do consumidor. Pelo visto o importante é só resolver o "meio ambiente" dele$$$$s, pode?

Maria Teresa Amaral mteresa0409@estadao.com.br

São Paulo

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SACOLINHAS PLÁSTICAS

Em muitos países evoluídos as sacolinhas são cobradas e por uma mistura de interesses ecológicos e econômicos elas são biodegradáveis e utilizadas em número reduzido. Como do coro sai a correia, a lógica é muito simples para quem tem um mínimo de discernimento: cobra-se proporcionalmente menos pelas mercadorias e cobra-se um preço justo pelas sacolinhas. Aqui no Brasil estão querendo que volte o sistema irracional antigo, ou seja, embutir o preço das sacolinhas nas mercadorias e distribuí-las "gratuitamente" à vontade do freguês. Assim eu não dou conta!

Luiz Antônio da Silva lastucchi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

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O "AMBIENTALISTA" PAGANDO SACOLAS

No jornal da manhã da Globo de segunda-feira (25/06), o apresentador comentou a volta das sacolinhas por ordem do Ministério Publico, pois este considerou que houve prejuízo ao consumidor. Com muita razão, ele criticou os supermercados por não aceitarem a decisão da justiça e também porque não ajudam o meio ambiente recebendo de volta as embalagens de produtos comprados em seu estabelecimento e embalados em plásticos não recicláveis, como as garrafas pet e outros? Difícil é nosso País aprender a brigar por seus direitos, basta ver na mesma reportagem algumas pessoas posando de defensores do meio ambiente e "orgulhosamente" exibindo suas sacolas compradas e criticando aqueles que não agem igual a eles. No entanto, o trouxa, considero-os assim, porque em suas sacolas pagas carregam produtos com embalagens plásticas não recicláveis e não percebem isso. Porque em vez de gritar contra o elo mais fraco da corrente, nós consumidores, não agem assim contra os fabricantes que não estão nem aí para mudar as embalagens de seus produtos ? Essa de que são as sacolinhas que entopem bueiros e causam enchentes é de um primarismo de fazer dó, porque pôr qualquer material na rua para coleta de lixo se essa não funciona, não importa do que é feito, por ocasião de tempestades entupirá bueiros e ajudará a causar enchentes. A falha maior é a falta de uma coleta de lixo mais eficiente, junto com algumas áreas com predominância de favelas onde seus moradores jogam no meio ambiente não apenas só as "malditas sacolinhas não recicláveis" e sim tudo aquilo que não lhes servem mais, como sofás e móveis velhos, roupas sem uso, TVs quebradas enfim, tudo quando é traste. A questão de proteção ao meio ambiente não é só cobrar o consumidor e sim uma obrigação governamental de começar pelo elo maior, os fabricantes, exigindo desses a mudança para embalagens recicláveis de seus produtos, os supermercados e todo o comércio em geral deve ter a obrigação de fornecer sacolinhas ou qualquer embalagem reciclável para aquele que compra seus produtos, a educação para a deposição de lixo de qualquer espécie e os municípios oferecerem uma coleta de resíduos mais eficientes.

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

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METENDO A COLHER NA SACOLINHA

Felizmente, o governo e os supermercados de Santa Catarina não tiveram a infeliz ideia de cassar as sacolinhas. É bem verdade que, no Estado, há forte consciência ecológica e todos evitam jogar lixo nas ruas, além de vigiarmos para que os "forasteiros" não o façam. Ao ver a enorme celeuma criada em São Paulo, uma recordação me vem: há mais de dez anos, quando eu ainda trabalhava neste ramo de supermercado, as sacolinhas eram feitas de plástico reciclado. É isso mesmo! As sacolinhas de supermercado já eram "ecologicamente corretas". Parece-me óbvio que o problema não seja a "natureza", mas sim o bolso do supermercadista, que viu aí uma chance malandra de economizar alguns trocados. Sacolinhas, senhores? O que dizer de praticamente todas as embalagens de produtos? Refrigerantes, águas, margarinas, óleos, cereais, laticínios, detergentes, ceras, água sanitária, sabão, xampu, desodorante, tudo é embalado em plástico! E culpam as sacolinhas pela "destruição do planeta"? Ora, contem outra!

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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SOBRE AS SACOLINHAS

Cansei de mandar cartas para explicar que estamos sendo espoliados pelos supermercados. Escrevi à senhora Maria Del Carmen que se queixa da dor de coluna,pois a caixa é imprópria para carregar compras,dado o formato que sobrecarrega a coluna,os braços e todo o corpo. Escrevi ao Fórum de Leitores do Estadão, mas minha carta não foi publicada. Outro detalhe: se houvesse reciclagem em São Paulo,o plástico poderia ser transformado em petróleo.Tecnologia existe!Mas o nosso prefeito está mais preocupado em formar um novo partido do que governar. O Serra que se cuide,pois se coligar com Kassab,corre o risco de não ser eleito,pois o índice de aceitação dele não chega a 30%,pois a cidade esta abandonada e ele está jogando tudo o que deve ser feito pelo poder público como calçadas,iluminação,buracos,transportes,saúde,creches,educação, varrição e instrumentos outros como pontos de ônibus,placas,relógios,etc., deixando a cargo dos donos dos imóveis o que deve ser feito pela prefeitura.Detalhe: a tais caixas podem conter insetos,com pragas,baratas,cepas malignas,fezes de ratos,etc., ou seja, jamais aceitem caixas já usadas,pois não se sabe como são armazenadas!Só aqui no Brasil que a Vigilância Sanitária não funciona como muitas outras coisa!Temos que fazer uma Campanha não comprando em supermercado que não ofereça sacolas adequadas!

Maria de Mello Nina nina.7mello@uol.com.br

São Paulo

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MEIOS ADEQUADOS

Tomara que voltem as embalagens gratuitas fornecidas pelos supermercados (biodegradáveis, papel, lona, seja lá o que for). Não posso carregar peso. Tenho 28 sacolas retornáveis (que já foram roubadas do meu carrinho de compras e tive que recomprar). São necessárias tantas sacolas para poder retirar do meu carro em casa, aos poucos, com pouco peso! Agora, fazer compra com bolsa, caneta, lista de compras, pegar produtos no alto (prateleiras altas, onde tenho que subir na primeira prateleira, me segurar em outra para pegar o produto) ou na mais baixa, onde tenho que me agachar, e ainda manter 28 sacolas embaixo do braço é quase impossível. Deixar no carrinho é ser furtada na certa! Enquanto desisto de fazer compras nos supermercados e me mudo para o mercadão e pequenos mercados perto de casa, ou ao delivery (que usam muito mais plásticos do que eu na minhas compras diretas). E as embalagens dos produtos continuam sendo de plástico, como potes de requeijão, margarinas, algumas manteigas, bolachas que além do plástico de fora, vêm envoltas em plásticos internos, etc. Espero poder retornar em breve aos supermercados. Tentem acompanhar um idoso (com restrições de carregar peso) ou deficiente nas compras semanais ou mensais em um supermercado da cidade e não receber embalagem adequada para que consigam carregar as compras. Além de ofensa aos direitos do consumidor, é ofensa ao ser humano que apresenta restrições. Não quero saco de lixo mais barato (sou obrigada a colocar em sacos de lixo adequado conforme lei municipal que baniu as antigas latas de lixo, da minha época). Quero meios adequados para que possa carregar minhas compras, afinal deixo meu dinheiro com os supermercados.

Maria Adelaide Viana Palma Pereira Soares mavp@plugnet.com.br

São Paulo

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SOBRE EDUCAÇÃO E AS 'AULAS CHATAS'

Falemos das chamadas "aulas chatas". Precisamos encarar nossa realidade educacional: há muitas aulas que chegam a ser insuportáveis! Eu falo tanto como professor quanto como aluno.

Já se tornou costume as aulas serem entediantes. Em todos os níveis escolares! Do fundamental ao superior. A realidade é dura: de fato, as classes estão lotadas e barulhentas; de fato, os professores são muito mal pagos e desanimados; de fato, falta dinâmica, falta espaço, falta formação, falta investimento, etc. etc. etc. É uma pena, mas basta estagiar em escolas aqui na nossa região mesmo, para constatar a "chatice" que são as aulas. Pode escolher qualquer nível. Peça para assistir às aulas, e você verá alunos, professores e direção estressados e pouco produtivos! E se for mais longe, e chegar até a periferia, verá que as aulas são péssimas e o rendimento, em muitos casos, zero! Coitados dos alunos que aguentam aulas chatas; coitados dos professores que trabalham com aulas chatas; coitadas das escolas que são antros de aulas chatas; coitada da nossa sociedade que, por ser fruto dessas aulas chatas, não é uma sociedade apaixonada pelo conhecimento, não é uma sociedade que vê graça na cultura...

Enfim, ainda bem que existem exceções. Eu sou professor para ser essa exceção! Mas a regra, na realidade, tristemente, são aulas muitas vezes insuportáveis. Por isso, em incontáveis casos, a escola se tornou, para alunos e professores, um local estressante e até traumático. Basta ler mais os jornais para constatar essa realidade que grita por transformação!

Wellington Martins,docente universitário e mestrando em Filosofia am.wellington@hotmail.com

São Paulo

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CASINO

O empresário Jean Charles Naouri, presidente do gigante Casino, assumiu o comando do conglomerado sobre os objetivos no plano econômico dos negócios. Mas não se dirigiu aos empregados. Importante num momento de transição. Afinal, CPA, Casas Bahia e Ponto Frio possuem mais de 150 mil funcionários. Incluindo suas famílias são, pelo menos, 500 mil pessoas.

Francisco Pedro do Coutto pedrocoutto7@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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GARIBALDI ALVES

Essa noticia é para degolar sem pena e sem dó as famílias dos aposentados e pensionistas do INSS. O ministro da Previdência, Garibaldi Alves, tem quase que certo um acordo para fechar uma proposta de reforma que vai restringir benefícios para os aposentados e pensionistas. A pretensão do ministro é reduzir as pensões do INSS para quem ficar viúvo a partir de agora em até 50%. É ainda intenção do ministro extinguir o direito à pensão para aqueles que por ventura passem por um novo casamento. Afinal que quer o ministro? Castrar de um novo casamento o direito do cidadão aposentado ou condenar a nova esposa do dito cujo a morrer de fome após seu falecimento? Esse é o cara que "defende" o direito do cidadão desde 1966. Já foi prefeito, deputado, governador, senador. Que país é esse? Acorda gente.

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL

O Tribunal Penal Internacional, segundo narra o correspondente Jamil Chade, de Genebra (A19, 24/6), é uma sinecura. Dez anos de suposta judicatura internacional, gasto de 1 bilhão para mantê-lo em atividade nesse período e apenas uma condenação. Um tribunal sem equipes de execução para efetivar suas ordens e seus mandados de prisão; sujeito à soberania dos países comandados ou que abrigam os próprios réus. Eis a forte marca utópica do Direito Internacional Público, capaz de tornar fatos em direito, mas sem força para transformar os direitos em fato, salvo nos casos de tratados internacionais, máxime reguladores dos direitos humanos, em que as ordens jurídicas nacionais, por sua própria vontade, como no Brasil, os incorporam às suas Constituições. O que demonstra que são os tribunais de cada país que impõem as decisões, e não aquele órgão cuja existência alguns defendem como instituição para efeitos meramente psicológicos. A preço de ouro.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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GATO PRETO

O simpático piloto alemão, Sebastian Vettel, viu um gato preto alguns dias antes do GP de Valência. Afirmou em entrevista que não era bom sinal! No dia da corrida largou na primeira posição (pole-position) e se manteve à frente até perto do final da corrida, quando seu carro parou de funcionar! Será que foi o tal gato preto? Se as tais superstições fossem verdade, Felipe Massa deve ver um gato preto de Itu a cada corrida! Já são quatro anos sem vencer um GP! Já o parceiro de Massa, o espanhol Alonso, líder do mundial, além de competente, tem sorte como ninguém! Será o pé de coelho?

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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MILTOM HATOUM: ESTÁDIO NOVOS, MISÉRIA ANTIGA

O artigo do escritor Milton Hatoum Estádios novos, miséria antiga (22/6), ilustra, com o triste exemplo da história do estádio Vivaldo Lima, os vícios ainda presentes na história política do Brasil. O texto me faz refletir se a causa disso não estaria no perfil psicológico de um povo que não tem pressa em crescer.

Marcus Bastos marcusbbm@yahoo.com.br

Sao Paulo

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DORA KRAMER

Como quem rouba, artigo da jornalista Dora Kramer é sensacional, pois nos devolve a esperança de um país sem parlamentares ladrões. Ficaremos atentos pelas redes sociais.

Luiz de Gonzaga Santos lg.santos@terra.com.br

Paraibuna

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