Fórum dos Leitores

CASSAÇÃO

O Estado de S.Paulo

12 Julho 2012 | 03h09

Demóstenes Torres

O Senado cassou ontem, em votação secreta, o mandato de Demóstenes Torres. Se verificarmos as figuras tristes que ainda permanecem no Senado, as grandes maracutaias com salários, a quantidade de servidores concursados e contratados, o sistema vigente de escolha do suplente, as aposentadorias milionárias e a própria votação secreta, vemos que existe muita sujeira a ser eliminada. A cassação do senador Demóstenes foi apenas uma pequena limpeza.

CELSO BATTESINI RAMALHO

leticialivros@hotmail.com

São Paulo

Votação em ano eleitoral

Se neste ano não houvesse eleição, o senador não teria sido cassado. Se com todo esse movimento da mídia e dos senadores ele teve praticamente 24 votos pela não cassação, em 80 votantes, imaginem num ano sem eleição. Com um pouco mais de votos ele seria absolvido.

OLYMPIO F. A. CINTRA NETTO

ofacnt@yahoo.com.br

São Paulo

Piada

A Constituição nos obriga a votar nessa gente aí. A cada biênio sou forçado a comparecer às urnas e escolher o menos ruim, como sempre fiz. Fico pensando nos eleitores de Goiás: elegeram Demóstenes, mas terão agora como senador o ex da atual mulher de Carlinhos Cachoeira. E depois nós insistimos em contar piadas do Manuel e do Joaquim...

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

E os outros?

Foi duro ouvir o ex-senador Demóstenes tentando negar as evidências. Mas duro mesmo foi ter de aguentar alguns senadores (José Sarney, Romero Jucá, Jader Barbalho, etc.) posando de bastiões da ética e da moral.

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Cara de pau

Não poderia ter tido outro desfecho o julgamento de Demóstenes Torres, feito pelos senadores. De matar de raiva, porém, foi ouvir o senador Humberto Costa (PT-PE) dizer em seu discurso que Demóstenes quebrou o decoro parlamentar e deixou de agir como um senador da República deveria. Falar em decoro e ética num Senado que tem como integrantes Sarney, Renan Calheiros, Fernando Collor e Jucá, dentre outros notórios, foi muita cara de pau.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

Metamorfoses

A cassação do mandato do senador Demóstenes Torres é uma demonstração de respeito à sociedade. Em casos como esse, o clamor público não é prejudicial, muito menos responsável pela bizarra transformação de lobos em falsos cordeiros, que ao serem desmascarados alegam ser ingênuos bodes, que de expiatórios nada têm.

RENAN WILLIAM CANDIDO

rcandido.adm@gmail.com

São Paulo

Boi de piranha

Como sói acontecer, enquanto o boi de piranha é deglutido, os outros bois passam incólumes pelo rio infestado. O senador Demóstenes Torres foi cassado porque feriu o decoro parlamentar por não conseguir justificar a sua amizade com o contraventor Carlinhos Cachoeira. E Cachoeira vai continuar mudo, sem precisar justificar a sua amizade com Demóstenes e o resto da boiada?

VICTOR GERMANO PEREIRA

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

Caso Cachoeira

Resumo da ópera-bufa, tragicômica: o único bode vai ser Demóstenes. Cachoeira pode ser que fique mais uns dias na prisão. O restolho do rebotalho envolvido será protegido pela CPI, incensada pelo Planalto. E c'ést fini!

CONRADO DE PAULO

conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

Geni da hora

Os ilícitos de Demóstenes Torres servem para que o ex-senador seja a Geni da hora. Aliviada, a maioria daquela mui "nobre" Casa vai tocar sua vidinha como guardiã da ética e da moral. Afinal, para o senador envolvido nessa lambança, como alguns outros políticos, não existe o providencial "você é nosso e nós somos teu". Demóstenes não faz parte da patota que brindou em Paris naqueles memoráveis momentos com Fernando Cavendish.

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@terra.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Prefeito de Palmas

Que saudade daquele partido que tinha razão em dizer-se honesto, com um programa político diferente, pensando no bem da Nação! Ao ler a manchete (10/7, A1) PT já pensa em expulsar prefeito de Palmas, por causa do vídeo em que Raul Filho negocia com Carlinhos Cachoeira, penso como podem os dirigentes do partido tomar atitudes tão contraditórias. Afinal, defendem com unhas e dentes a absolvição dos mensaleiros e, mesmo diante de uma mera suspeita, já querem o prefeito fora do partido. Mudaram os tempos ou mudou o PT? Oxalá também se manifestassem dessa forma em relação aos conhecidos petistas João Paulo Cunha, José Dirceu e outros. Seria bem mais coerente e honesto.

JOÃO BATISTA CHAMADOIRA

jobachama@uol.com.br

Bauru

De bagrinhos e tubarões

Os bagrinhos já estão sendo denunciados, quero ver a hora do tubarão. Será que chega?

JOSÉ ROBERTO PALMA

palmapai@ig.com.br

São Paulo

Quadro histórico

Nunca vi tanta hipocrisia! O PT vai alegar que Raul Filho não é do "quadro histórico" do partido para expulsá-lo. E o pessoal do mensalão é ou não é do quadro histórico? E o Palocci, que quebrou o sigilo de um humilde caseiro e agora vai receber uma grana preta? Quem era do quadro histórico do PT já caiu fora há muito tempo. Ficaram os dinossauros que se recusam a aceitar a verdade cristalina: o PT já deixou de existir há muito tempo. Resta apenas uma sigla para nos envergonhar. Podem guardar esta carta: os mensaleiros serão absolvidos e depois entrarão com ação por danos morais e receberão uma grande quantia, que será paga por nós. Mas, como bons comunistas, doarão o dinheiro a instituições de caridade... Me engana que eu gosto!

JOSÉ MILTON GALINDO

galindo52@hotmail.com

Eldorado

Patota

Quer dizer que se o prefeito fosse do "quadro histórico do PT" não seria expulso? Esses petralhas...

GUTO PACHECO

daniguto@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O BRASIL PRECISA SER PASSADO A LIMPO

Demóstenes Torres (ex-DEM, sem partido-GO) perdeu o mandato de senador, o que não é coisa pequena. Seu crime foi o envolvimento com o contraventor Carlinhos Cachoeira, que está sob pressão de uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI). Por 56 votos a favor, 19 contra e 5 abstenções, chega-se à fácil conclusão de que nem só a tropa de choque do governo votou pela cassação, mas também alguns senadores da oposição. Demóstenes poderia ter renunciado, imitando Renan Calheiros, mas acreditou na sua retórica para domar a sanha do petismo, determinada a abater um adversário político. Demóstenes só poderá candidatar-se a um cargo político em 2027. Note-se que compareceram todos os outros 80 senadores. Demóstenes foi punido por ser amigo de Cachoeira, prima-dona do espetáculo que se desenrola no Congresso. Chama a atenção que Cachoeira, pelo que se vê na CPMI, sairá ileso de todo esse processo, porque, se for condenado e abrir o bico, Babilônia vai ter o seu "Mene, Mene Tekel" e muitos figurões terão de acertar contas com a Justiça. Demóstenes foi condenado por um Senado composto por Sarney, Renan, Jucá, Collor e outras figuras menos carimbadas que resolveram por momentos vestir a toga de juízes. O Brasil precisa ser passado a limpo.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

*

FIM DA LINHA...

... para Demóstenes Torres. Merecidamente, seu mandato foi cassado pelo Senado, ontem. Depois de surgirem diversas evidências de envolvimento do senador goiano com os ilícitos cometidos pela gangue do contraventor Carlinhos Cachoeira e de ter mentido na ocasião em que disse manter somente relações de amizade com o bicheiro, não restava outra posição aos parlamentares que participaram da votação a não ser a de apoiar a exclusão do Congresso daquele que já foi chamado de líder da "bancada ética" da Casa. Todos aqueles que viam na figura de Demóstenes um exemplo de combatividade e resistência à degradação institucional que impera há tanto tempo no Brasil (com destacado vigor a partir da chegada do PT ao poder) se sentem ao menos justiçados pelo veredito. Ou melhor, parcialmente justiçados, não é? Afinal, naquela mesma Casa em que Demóstenes foi cassado ainda transitam com notável desenvoltura figuras do calibre de Collor, Calheiros, Sarney,...

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

*

CASSAÇÃO DE DEMÓSTENES

O político eleito já inicia o mandato com uma dívida ética com o eleitor. Demóstenes não só não pagou, como envergonhou seus credores.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

*

MANIFESTO

Demóstenes Torres, durante muito tempo, exercendo a senadoria da República, aparentava ser um dos melhores políticos deste país. Ledo engano! Coberto com pele de cordeiro, escondia-se ali um traidor da Pátria. Registro, apenas, que o impeachment do presidente Fernando Lugo deve servir de exemplo aos políticos brasileiros e sul-americanos. Sou a favor da imediata deposição de políticos corruptos que estejam no poder abocanhando o dinheiro público. O Paraguai, que é um país pobre, deu uma lição ao Brasil e à América. Em questão de horas o Congresso paraguaio depôs o presidente Lugo e, também em questão de horas, a Suprema Corte daquele país manteve a decisão congressual, sem nenhum trauma social. O escândalo do mensalão, milhões de vezes mais grave que o problema "Lugo", até hoje está sem solução. A sociedade brasileira não suporta mais os assaltantes do erário. Que pena que a maior parte da nossa sociedade fique passiva diante de tantos desmandos e roubalheiras que se perpetuam no Brasil.

Irineu Gehlen irineugehlen.adv@hotmail.com

Passo Fundo (RS)

*

MILHAR DA CASSAÇÃO

56 a 19. "5619". Muitos saíram do plenário pensando fazer uma "fezinha" no bicho...

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

*

ALGO VAI MUDAR?

Demóstenes caiu, ainda bem. O santo do pau oco, o canastrão, o reto torto. Mas não podemos ficar muito alegres, pois seu lugar vai ser assumido pelo ex-marido da atual esposa do Cachoeira, que, na verdade, já foi promovido a catarata, de tanta gente envolvida.

Agora só nos resta saber se o ex da atual esposa se separou porque era mais inteligente do que ela ou se ela não aguentou tanto rolo. Pelo andar da carruagem, aí tem. E logo vamos saber de alguma complicação do aparentemente sortudo, mas que, dependendo do que acontecer, pode ficar ou virar azarado. Espero que eu esteja errado, não aguento mais tanto rolo e tanta notícia do Cachoeira. Haja água para rolar debaixo dessa ponte da pouca-vergonha!

Asdrubal Gobenati asdrubal.gobenati@bol.com.br

Rio de Janeiro

*

MAIS UM QUE FOI PRA GUILHOTINA

Confesso que ontem foi um dia de perplexidade para milhões de brasileiros, assim como foi para mim, que sempre tive o senador Demóstenes Torres como exemplo de político ético e honesto. Porém hoje o caso Demóstenes já é página virada, resta saber agora quem será o próximo a ser levado para a guilhotina? Dos 80 senadores, 56 votaram favoravelmente à sua cassação, enquanto outros ficaram em cima do muro, talvez por estarem com consciência pesada! Demóstenes Torres veio de uma família de classe média alta, teve uma formação acadêmica e uma educação que poucos brasileiros possuem, porém nada disso fez com que o senador se tornasse uma pessoa honesta, ética e de caráter ilibado, como fez de conta por muitos anos, da tribuna do Senado, enganando a si próprio e aos seus eleitores. Sempre ouvi dizer que ladrões, assaltantes, corruptos e picaretas são pessoas que vêm de famílias pobres e humildes, mas, no caso de Demóstenes, fica mais uma vez demonstrado que ética não se aprende na escola nem na universidade: ou o cidadão tem ou não tem. Muitos já nascem sem caráter, mesmo vindo de uma família tradicional, como é o seu caso. Hoje é difícil a pessoa ser honesta, mesmo porque honestidade em nosso país não é sinônimo de caráter. A corrupção é uma praga que há 512 anos está embrenhada na mente de milhões de brasileiros, tendo eles uma boa formação acadêmica ou não, até porque temos como premissa levar vantagem em tudo o que fazemos. Por que na política seria diferente? Ou seja, para um bom entendedor, no Brasil a corrupção, a desonestidade e a cafajestice são a regra, enquanto a honestidade está virando exceção. Cabe a nós, brasileiros, em 7 de outubro, começar a mudar esse paradigma nefasto na política, e dos políticos brasileiros!

Turíbio Liberatto Gasparetto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

*

HÁ ALGO DE PODRE

O julgamento de Demóstenes Torres deixou claro que existem no Senado 24 parlamentares que compactuam com a pilantragem, com a ladroagem, ou melhor, com os atos ilícitos comprovados. A quantidade de abraços que Demóstenes recebeu após a votação nos deixou em dúvida sobre o resultado apresentado no painel. Esquisito, ele recebeu abraços da maioria dos senadores. Há algo de podre.

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

*

ATÉ QUE ENFIM

O Senado mandou Demóstenes Torres cachoeira abaixo.

Cícero Sonsim c-sonsim@bol.com.br

Nova Londrina (PR)

*

TUDO COMO DANTES

Muda-se o nome do saco. A farinha continua a mesma.

Tania Pinotti tkita@uol.com.br

Pompeia

*

PARA QUE SERVE, AFINAL?

O Senado espera que com a cassação do ex-senador Demóstenes Torres sua imagem melhore perante a opinião pública? Eles estão enganados. Os que votaram contra a cassação mais as abstenções são quase um terço do Senado. É muita coisa. Só vai melhorar a imagem se todos renunciarem. Aí, sim, podemos pensar em formar um Senado decente, ou talvez nem formar. Para que serve, afinal?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

*

MUDANÇA DE STATUS

Demóstenes Torres saiu da História e entrou para a escória.

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

*

QUANTA PUREZA!

Demóstenes e Cachoeira, Lula e Maluf. Como é belo o sentimento de pura e inocente amizade!

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

*

LIVRES ATÉ QUANDO?

É lamentável que tenham cassado o mandato do senador Demóstenes Torres. Tempos atrás, ele era tido como o paladino da moralidade. Seus discursos inflamados eram tidos como admiráveis para os amantes da probidade entre os políticos. Enfim, blasfemou tanto e fez conluio com quem não devia e acabou, muito justamente, perdendo o mandato. Pelo menos até 2026 estaremos livres dele. Será que não haverá outros à frente?

Sebastião Paschoal s_paschoal@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

REVISÃO DO SISTEMA

Depois da votação secreta, consumou-se a cassação do senador Demóstenes, cujo suplente foi marido da atual mulher de Cachoeira. Trocamos seis por meia dúzia. Sem uma reforma político-partidária as instituições ficam fragilizadas, há necessidade de uma revisão do sistema de representação para consolidação da democracia.

Carlos Henrique Abrão abraoc@uol.com.br

São Paulo

*

ESPÍRITO DE CORPO

Será que não existe corporativismo no Senado? Será que quebra de decoro é somente mentir? Infrações outras não seriam passíveis de cassação? Renan Calheiros, acusado de pagar despesas pessoais com recursos do lobista Cláudio Gontijo, funcionário da construtora Mendes Júnior, conseguiu evitar a perda do seu mandato de senador. O relatório que pedia sua cassação foi rejeitado pelo plenário da Casa por 40 votos pela absolvição, 35 pela cassação e 6 abstenções. Eram necessários 41 votos para que ele fosse cassado. José Sarney: as acusações na época foram de omissão, na declaração de bens à Justiça Eleitoral, de uma propriedade de R$ 4 milhões, desvio de R$ 500 mil da Fundação Sarney, nepotismo (por beneficiar parentes e afilhados políticos), transações indevidas de terras sem o pagamento de impostos, assim como teria recebido supostas informações exclusivas da Polícia Federal em inquérito que investigou seu filho, Fernando Sarney.

Flademir Ezaledo ezaledo@uol.com.br

São Paulo

*

INCOERÊNCIA

O senador Demóstenes Torres, por justiça, deveria ser julgado pelo Poder Judiciário, e não pelos seus pares que votaram pela sua cassação. Com exceção de alguns, esses 56 parlamentares que sentenciaram Demóstenes, se forem investigados, é possível que estejam comprometidos com falcatruas, corrupções e desvios de dinheiro público. Há até senadores que renunciaram a mandatos anteriores para fugirem da cassação e hoje votam para condenar um colega. Só no Senado brasileiro acontece esse disparate.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

*

LOBOS SÃO POUPADOS

Toda a sorte do denunciado está diretamente ligada à escolha de um bom advogado. Se tivesse Demóstenes Torres recorrido aos trabalhos do poderoso Márcio Thomaz Bastos, não estaria passando por todo esse constrangimento. De que adiantará cassar o senador Demóstenes, se o maior responsável por toda a corrupção é o sr. Carlos Cachoeira, flagrado em diversas conversas com todo tipo de autoridade e que logo mais estará livre, pelas mãos de seu competente advogado? E mais: se o papel da CPI é cortar a cabeça de um dos seus, o que dizer dos que hoje votam pela cassação do senador e foram perdoados por seus crimes? Teriam esses senhores isenção para condenar o seu próximo? O cidadão que é bem informado sabe que tudo não passa de um teatro onde se sacrifica a ovelha enquanto os lobos são poupados. Brasil, um país de tolos!

Izabel Avallone Izabel izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

COLHEMOS O QUE PLANTAMOS

Ufa! Aqui se faz aqui se paga. Colhemos o que plantamos, é apenas uma questão de tempo! Com alegria tomei conhecimento de que o Senado cassou os poderes políticos do pálido senador Demóstenes Torres (GO). Milhares de bacharéis em Direito (advogados), devidamente qualificados pelo Estado (MEC), aptos ao exercício a advocacia, estão rindo à toa. Isso porque em 2011 Demóstenes, um dos braços direitos da OAB no Senado, escreveu o prefácio de um livro lançado pelo presidente da Ordem sobre a Lei da Ficha Limpa e, atendendo a interesses dos mercenários da OAB, rejeitou a PEC 1/2010, do nobre senador Geovane Borges (PMDB-AP), que pretendia banir o cassino da OAB, o caça-níqueis Exame da Ordem. Demóstenes utilizou-se dos mais nefastos argumentos, não sabendo ele que pesquisa realizada pela Agência Senado - Fim do famigerado Exame da OAB - contou com apoio de 94,32 % dos internautas (a voz do povo é a voz de Deus). Esmagadora vitória! Assim como as máquinas caças-níqueis são programadas para os apostadores perderem, o caça-níqueis Exame da OAB se iguala, pois é feito para reprovação em massa: quanto maior a reprovação, maior o faturamento, sem prestar contas ao TCU. É de fazer inveja aos caças-níqueis de Carlinhos Cachoeira, dizimando sonhos, gerando fome, desemprego (num país de desempregados) e doenças psicossociais (bullying social). Isso é um abuso, é um assalto ao bolso.

VASCO VASCONCELOS, bacharel em Direito vasco.vasconcelos@brturbo.com.br

Brasília

*

O FLAGRADO INFELIZ

O prefeito de Palmas, Raul Filho (PT-TO), coitado, reclama da infelicidade de ter sido filmado durante sua negociação com Carlinhos Cachoeira. É realmente uma injustiça só ele ser filmado! Para evitar tais "injustiças" proponho que elles passem uma lei segundo a qual ninguém possa filmar, gravar ou registrar de nenhuma forma quaisquer negociações entre políticos e empreiteiros, lobistas ou representantes de empresas privadas, sob pena de altas multas e destruição dos meios usados. Para que tal lei não seja tão leonina, poderiam abrir uma exceção para os flagrantes realizados nos dias 29 de fevereiro ou 1.º de abril, desde que o suspeito seja focalizado de frente e esteja sorrindo. Todos os demais casos seriam considerados não justificados e munição de oposicionistas para um "julgamento político", um golpe contra os políticos que estão trabalhando pelo bem de seus bolsos, digo, do povo honesto e trabalhador. Assim, nenhum político poderá ter a "infelicidade" de ser apanhado com a boca na botija. E o contribuinte "que se exploda"!

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

*

CINISMO

Quanto cinismo! "Tive a infelicidade de ser filmado", disse cinicamente o prefeito Raul Filho, do PT de Palmas, à CPI do Cachoeira. Se foi uma infelicidade para ele, para o sofrido povo do Tocantins foi um alívio poder desmascará-lo em razão de negócios nebulosos com o sr. Carlinhos Cachoeira. Que não se frustre a expectativa do povo do Tocantins sobre a devida punição ao prefeito, que não merece mais estar no cargo.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

*

QUE PAÍS É ESTE?!

O prefeito de Palmas, justificando sua participação no esquema Cachoeira, afirmando na CPI que teve a "infelicidade" de ser filmado... Meu Deus, que país é este?!

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

*

PREFEITO HIPNOTIZADO

O que esperar de um depoimento nas CPIs de políticos, principalmente do clube dos petistas cara de pau, cujo mote é negar sempre? O prefeito de Palmas, Raul Filho, filmado e flagrado combinando os valores da propina, negar seu envolvimento com a Delta e Cachoeira só nos leva a concluir que ele estava em estado hipnótico durante o delito. Não há mais paciência por parte do povo diante de tanto caradurismo dos políticos brasileiros, é vergonhoso e nos dá engulhos.

Leila E. Leitão

São Paulo

*

ABDUÇÃO

Dá para esperar qualquer coisa depois da declaração na CPMI do prefeito de Palmas, Raul Filho, do PT, sobre seu envolvimento com Carlinhos Cachoeira e a Delta, mesmo filmado e flagrado combinando valores. De hoje em diante só falta declararem terem sido abduzidos, em estado hipnótico, em transe, incorporados pelo diabo, daí as gravações. Depois desse depoimento, mesmo flagrado por câmeras, tudo pode acontecer! É muita cara de pau!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

FAXINA TOTAL

Diante da reportagem do Estadão, esse prefeito Raul Filho não precisaria perder tempo e dinheiro apresentando-se à CPI do Cachoeira. Deveria ir direto para a cadeia, com todos os envolvidos. Seria um belo exemplo de um país, se fosse sério.

João Ricardo Silveira Jaluks jr.jaluks@estadao.com.br

São José dos Campos

*

LINDO EXEMPLO

Enquanto isso, os criminosos de colarinho branco devem ter ficado muito envergonhados - ou não - com o lindo exemplo dado por aqueles moradores de rua que acharam R$ 20 mil e os entregaram à polícia.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

*

POR QUE NÃO CORRIGEM A SITUAÇÃO?

A imprensa publicou esta semana uma notícia impressionante: Moradores de rua devolvem R$ 20 mil. Um casal encontrou R$ 20 mil na rua e devolveu o dinheiro, fruto de roubo a um restaurante japonês na zona leste de São Paulo. O casal poderia ter ficado com o achado, dizem que dinheiro achado não é roubado. Mas eles foram honestos e respeitáveis, devolveram-no a seu legítimo dono. Vejam quanta honestidade! Vale salientar que eram paupérrimos, moravam embaixo de um viaduto, viviam abaixo da linha da pobreza. Obviamente, não têm bom nível cultural e educacional. Conclui-se que nem sempre são necessários para caracterizar honestidade. Esta parece mais ser um fator ligado à índole de cada indivíduo. Com certeza nunca tiveram mordomias, como auxílio-paletó, 14.º e 15.º salários, passagens aéreas gratuitas, auxílio-moradia, alimentação paga pelos contribuintes, sítios, chácaras, fazendas, meios de comunicação, dinheiro no exterior, etc. Não tinham também apoio, tapinhas nas costas dados por bajuladores, seguranças pagas por nós, tampouco solidariedade humana, pois certamente muitos lhes viravam as costas pelo simples fato de serem pobres, carentes, desvalidos, seres comuns pertencentes ao andar de baixo da pirâmide social. No entanto, mesmo sofrendo as agruras de uma sociedade tacanha e mesquinha, que protege, acoberta, adora e até endeusa desonestos, delituosos, maus-caracteres, etc. (infelizmente, é o que vemos diariamente divulgado pela imprensa), o casal nos mostrou que possui grande virtude e excelente caráter, devolvendo o que não lhe pertencia. Exemplo que deveria ser seguido por todos nós, inclusive pelos poderosos, seres incomuns, que se consideram imortais, estando acima do bem e do mal (segundo alguns), chegando ao cúmulo de zombarem das leis. Mirem-se nesse exemplo de vida. Não compreendo por que a maioria da população é voraz, briga, discute e até agride pessoas no trânsito, nas filas, nos jogos esportivos e não mexe uma palha sequer (protestando), exigindo de forma pacífica (sem violência, terrorismo) o fim, com punição imediata dos envolvidos direta ou indiretamente, das ladroagens, dos enriquecimentos ilícitos, lavagens de dinheiro, formação de numerosas quadrilhas, que aniquilam o País. Não cobra declaração de bens de todos os políticos, sem exceção, ao TRE após o fim de seus mandatos. Não chia contra as terríveis inversões de valores (tão frequentes nestes últimos dez anos). Não luta pela prisão perpétua no Brasil (para aqueles que praticam crimes hediondos, pedofilia, ladroagem, roubo à Pátria, terrorismo, etc.) Interessante é vermos antes de cada partida de futebol, em alguns estádios, jogadores e plateia cantarem o Hino Nacional com a mão no peito, com sinais de grande respeito e admiração à Pátria (bonito, sem dúvida). Pergunta-se: é só isso democracia, amor ao País e ao próximo? Cadê a solidariedade com os pobres, desvalidos, necessitados, que sofrem ou morrem em hospitais em razão do péssimo atendimento médico-hospitalar e da falta de materiais, que alegam ser por falta de verbas. Será? Isso não faz parte do cardápio dos incomuns (ricos e poderosos), pois são atendidos em hospitais de classe A (Sírio-Libanês, Albert Einstein.). Certo? Cadê a defesa da sociedade no que diz respeito à moral, à ética, à compostura, à justiça social, ao fim das impunidades, à aplicação das leis para todos. Não vejo tal fato nem mesmo nos idealistas do passado, que diziam que lutavam por um País melhor, para o bem de todos. Muitos hoje não estão muito bem de vida? Por que não interferem e corrigem?

Ney Maciel Brabo ney.brabo@ig.com.br

Santos

*

HONESTIDADE DEBAIXO DA PONTE

No Brasil a honestidade está localizada literalmente embaixo da ponte. Por isso causa tanto espanto quando alguém tão pobre acha dinheiro e devolve, pois se ficasse com aquele dinheiro teria problemas com a consciência. Já aconteceu várias vezes com catadores de lixo e favelados. Infelizmente, o que deveria ser regra é apenas exceção. E nossos políticos, que são o pior exemplo de desonestidade, fazem acordos o mais absurdos possível somente para ficarem cada vez mais ricos, exatamente com dinheiro que não lhes pertence.

José Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim

*

RIQUEZA DE PRINCÍPIOS

Mãos e pés sujos, roupas gastas, olhar assustado, rostos sofridos e envelhecidos, corpos emagrecidos. Um casal até agora anônimo na cidade fria se revela com a alma limpa, sincera e honesta. Parabéns, Rejaniel e Sandra. Vocês dignificam o ser humano. Parabéns, Daniel, por ter oferecido treinamento, emprego e moradia.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

*

GENTE SÉRIA

Não é como se diz por aí, não. No Maranhão há gente muito séria. Um morador de rua e catador de papel que lá é nascido achou R$ 20 mil e os devolveu ao seu dono. Mora em São Paulo.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

*

ÉTICA

Qual dos dois comportamentos representa melhor o caráter nacional: o dos sem-teto que devolveram R$ 20 mil encontrados na rua ou o de dona Carolina Patrizi, que disse "achei muito lindo da parte deles, mas eu pegaria o dinheiro para mim"? Com quem ficamos, com os miseráveis ou com dona Carolina? É só um problema de ética e moral.

Mario Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

*

E AGORA?

Jean-Marie Faustin Godefroid de Havelange, mais conhecido como João Havelange, renunciou a um cargo no Comitê Olímpico Internacional (COI) em troca de imunidade. Parece que não funcionou. Agora, após decisão da Justiça suíça, ficamos sabendo que esse senhor e seu "simpático" genro receberam mais de R$ 40 milhões em contas pessoais. Isso no exterior. Não temos ideia de quanto mais esse Teixeira recebeu na Terra Brasilis. Depois que a cortina caiu, imagino que ambos descerão do pedestal em que se encontram, especialmente o arrogante Havelange. Parafraseando o poeta Carlos Drummond, e agora, João?

Renato Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

*

AUMENTO PARA OS HERÓIS DE 32

O governador Geraldo Alckmin enviou proposta à Assembleia Legislativa, segunda-feira, para aumentar a pensão dos participantes civis da Revolução Constitucionalista de 1932. Essa proposta, que depende da aprovação dos deputados estaduais, fixa em R$ 720 o valor pago aos pensionistas (que recebiam R$ 450) que ainda sobrevivem a esse grande ato de bravura, patriotismo e exemplar. É pena que nossas autoridades não usem a consciência para reconhecer e recompensar atos patrióticos como esse e estimular futuros defensores da Pátria, que certamente olharão para tão baixa remuneração dos que põem a própria vida em defesa do Brasil.

Benone Augusto de Paiva benone2006@bol.com.br

São Paulo

*

IDEIA GENIAL

Será que a Comissão da Verdade não poderia aproveitar a oportunidade para também reabrir o caso da censura que há 1.077 dias vem sofrendo o jornal que publicou as fotos inéditas do corpo de Berbert?

Walter Dias de Carvalho walterdc@uol.com.br

São Paulo

*

DOM EUGÊNIO SALES

Existem pessoas que vêm ao mundo com desígnios de Deus, são predestinadas, por onde passam deixam um rastro de luz e onde se fixam permanecem irradiando bondade e alegria. São pessoas despidas de vaidades e ambições superlativas de riqueza, caracterizam-se por serem obstinadas na consecução de seus ideais. Dom Eugênio Sales era um desses predestinados. Desde cedo ele cuidou de seu rebanho, mais ainda no Estado do Rio de Janeiro, mas nem por isso deixou de transmitir seus atos, até mais que suas palavras, de bondade por este Brasil tão carente de caridade e honestidade. Sua história está incrustada em nossas lembranças eternas, de maneira sempre verdadeira e respeitosa. Era sempre solícito, alegre, jovial, conseguia transmitir sua simpatia para o bem de seu rebanho. Vá com Deus, grande mestre da fé. Deus certamente estará de braços abertos, como o Cristo Redentor, a esperá-lo.

Júlio Jose de Melo julinho1952@hotmail.com

Sete Lagoas (MG)

*

HOMENAGENS MERECIDAS

A morte do jurista trabalhista Arnaldo Susseking e do cardeal dom Eugênio Sales, ambos ícones em suas respectivas áreas de atuação, merece as justas homenagens que eles estão recebendo. Os dois tiveram em sua longa existência atitudes voltadas para a paz entre os homens, um pregando a harmonia entre o capital e trabalho e o outro, utilizando a fé cristã no mesmo sentido. Que seus exemplos de dignidade e perseverança em tal missão civilizatória sirvam de inspiração às atuais e futuras lideranças entre nós.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.