Fórum dos Leitores

PIB E OUTROS RANKINGS

O Estado de S.Paulo

15 Julho 2012 | 03h05

Dilma e as uvas

Como na fábula da raposa e as uvas, a presidente Dilma desdenha do PIB. Mas em 2010 o PIB acima de 7%, anabolizado por gastos imensos para elegê-la, era importante. Agora não é mais. Então, presidente, qual é mesmo a medida que devemos usar? Nosso IDH, em que somos o 84.º colocado? Em competitividade, em que estamos além da 100.ª posição? Em educação? Em desenvolvimento tecnológico? Podem ser listados vários índices e nossa posição será sempre vergonhosa e abaixo de vários países africanos. Ou seja, se é bom, mérito de seu governo; se é ruim, não tem representatividade. Ah, mas a senhora não poderia culpar seu padrinho Lula, que viveu só de gastos durante os oito anos anteriores. Culpe Fernando Henrique Cardoso, que já deixou o governo há dez anos, e também todos os outros que vieram antes dele. Mas tenha o cuidado de ressalvar que não são culpados Sarney e Collor, porque, afinal, esses dois políticos são pessoas diferenciadas, pois já se ajoelharam ante o altar petista.

JOSÉ FERREIRA PRATA

ferre2@zipmail.com.br

Osasco

Mudança de padrão

Antes o que valia para os propagandistas do governo da dona Dilma era o PIB nominal do Brasil, maior que o da Inglaterra. Agora o que vale é o quesito "aquilo que se faz pelas crianças e adolescentes", menos que na Inglaterra...

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

Discurso da rainha

Ao minimizar a importância do pífio crescimento do PIB no último mês, a presidente Dillma, definitivamente, declara que o Brasil assumiu o modelo econômico de Cuba. As reformas necessárias para tirar o País da dependência externa de séculos ficaram para o segundo plano. Vamos consumir, se pudermos!

JOSÉ CARLOS DEGASPARE

degaspare@uol.com.br

São Paulo

Know-how

A presidente e o ministro da Fazenda entendem de economia? Pergunto porque semanas atrás o pavor do governo era a queda contínua do PIB, motivando pacotes e incentivos de toda ordem. Hoje o produto interno bruto deixou de ser importante...

JAMES F. SUNDERLAND COOK

sunderland2008@gmail.com

São Paulo

Marmelada

A presidente sabe, é economista: a equação não fecha. Sem educação não haverá crescimento sustentado. Mas se nem com PIBs mais robustos seu partido e sua ideologia, com seus pífios ministros do ramo, conseguiram avanços em educação, como prometer agora, quando um "pibinho" se avizinha? Ah, será para 2016... Mas sobrará alguma coisa depois dos bilhões a serem gastos com a Copa e a Olimpíada? Essa senhora deveria convencer-se de que seu discurso com voz empolada não nos convence. Como dizia vovô Elias, "é tudo marmelada"...

JOÃO ATHAYDE DE OLIVEIRA NETO

jathayde@globo.com

São Paulo

E a inflação...

Infelizmente, justificar PIB fraco com palavras não vai ser fácil, em especial quando sentimos na carne a inflação chegando cada vez que saímos às compras.

M. DO CARMO Z. LEME CARDOSO

mdokrmo@hotmail.com

Bauru

Tem razão a presidente

Eu concordo com a presidente Dillma, um país não deve ser medido pelo PIB. Na minha opinião, a riqueza de uma nação deve ser medida pela competência de seus governantes em implementar políticas de desenvolvimento, com especial atenção à educação e saúde, limitando o Estado a um papel meramente fiscalizatório, por amplo e transparente investimento em infraestrutura, máquina pública enxuta, honestidade e combate à corrupção! Assim, olhando as políticas desenvolvidas pelo governo federal nos últimos nove anos, resta uma triste conclusão: nunca na História deste país estivemos tão subdesenvolvidos!

JOSÉ MARIO PRADO VIEIRA

jm.vieira@acvadvogados.com.br

São Paulo

Outras medidas

Realmente, a Ilma. sra. presidenta Dilma tem razão: uma grande nação não é medida pelo PIB. Seria pelos oito mortos em uma única noite, em Osasco? Pela demissão de 7 mil funcionários da indústria paulista em junho? Pelo reajuste do preço do diesel em 6%? Pelo aumento dos juros para a pessoa física devido à inadimplência da crise internacional? Pelos 14% de nepotismo que atinge o Tribunal de Justiça de Brasília? Pela volta de um senador da República cassado ao cargo de procurador de Justiça de seu Estado, recebendo atrasados de R$ 200 mil e o pequeno salário de R$ 24 mil por mês? É, realmente esse tal de PIB tem de ser revisto.

NELSON DO NASCIMENTO CEPEDA

fazoka@me.com

São Paulo

Alternativas

Se o PIB não é importante para um país, como salientou a presidente Dilma, numa clara desculpa pelo pífio crescimento econômico que o Brasil vem tendo nos últimos anos, o que será importante a frisar: o PAC 1 e 2, a infraestrutura dos portos e aeroportos brasileiros, a segurança, a educação? Ou seria melhor falar na distribuição de renda?

MARCOS BARBOSA

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

Apelação

Lamentável a presidente não querer encarar a realidade e a falta de competência da área econômica de seu governo para encaminhar uma solução adequada para a economia. Mas não adianta tapar o sol com a peneira. Dizer que um país deve ser medido não por seu PIB, mas pelo que faz pelas suas crianças e jovens... sinceramente, é apelação! Quer dizer que os adultos e idosos devem ser deixados à deriva? Sem que os adultos tenham condições de trabalhar e produzir - gerar PIB! - não há como sustentar as crianças e os jovens. E o que dizer de uma nação que não respeita nem cuida de seus idosos? Sinceramente...

JORGE ALVES

jorgersalves@estadao.com.br

Jaú

Bloco dos submergentes

Após a constatação da redução de crescimento da China, do crescimento zero do PIB no Brasil, do endividamento do povo brasileiro, que impede a sustentação do mercado interno, do aumento dos gastos públicos, sempre crescentes, para sustentar as mordomias dos políticos, da redução da receita pela renúncia fiscal e pela baixa produção, devida ao sucateamento da indústria nacional, o País passa a compor com o grupo dos países submergentes denominado BEG, formado por Brasil, Espanha e Grécia. Nota: Beg em inglês significa suplicar, mendigar.

VAGNER RICCIARDI

vbricci@estadao.com.br

São Paulo

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

DISCURSO CONTRADITÓRIO

Finalmente o governo veio a público manifestar sua opinião a respeito do crescimento pífio do PIB. Disse a presidente Dilma que: "Uma grande nação deve ser medida por aquilo que faz pelas suas crianças e seus adolescentes. Não é o Produto Interno Bruto, é a capacidade de o país, do governo e da sociedade, de proteger o que é o seu presente e o seu futuro, que são suas crianças e seus adolescentes". Como não há muito que discutir sobre o PIB brasileiro, o governo resolveu ressuscitar o assunto que deveria ser a sua menina dos olhos "a educação". Da mesma forma que a presidente diz que país rico é país sem pobreza, Dilma deveria focar no PIB, pois se ele é o responsável por toda riqueza produzida no Brasil, o fato dele não ter crescido quase nada é sinal de mais miséria e consequentemente mais pobreza. Com esse discurso contraditório, o governo acredita que continuará hipnotizando as pessoas com suas propagandas demagógicas. O bom de toda essa história é que um dia as pessoas vão despertar, só espero que não seja tarde demais. A Educação desse governo é a pior de todos os tempos. O PT no poder conseguiu acabar com o pouco de bom que o país tinha, em Saúde, Segurança e Educação. Junto com o PIB esses serviços essenciais estão morrendo. Até ontem o PIB era o que mais se discutia nas reuniões do planalto. Agora ele também é discutido só que a portas fechadas. E quem será que engoliu que uma grande nação deve ser medida por aquilo que se faz por suas crianças e adolescentes? No caso do Brasil, ele nunca será grande, pois nada é feito pelas crianças e adolescentes. Basta ler o ranking dos jovens drogados e o total de crianças fora das escolas. Brasil, um país de tolos!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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MAROLINHA MALDITA

Já tivemos a inflação do chuchu, do feijão, do cigarro e não importa se comemos chuchu e feijão ou se fumamos ou não. Somos todos expostos e sofremos as consequências da alta da inflação. Já tivemos a deflação do tomate, e por mais que comamos deste fruto, não nos tornamos mais ricos. Já desprezar a importância do PIB, obviamente entre outros índices, na medida da qualidade de vida de cada cidadão é abusar da mentira e hipocrisia. O povo exige respeito à sua inteligência.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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PERGUNTAS À PRESIDENTE

A Presidente Dilma ao anunciar que não é o PIB que mede uma nação, mas o que é feito para crianças e jovens é que torna o País grande, desdenha de nossas inteligências. Será possível que a excelentíssima Presidente não tenha conhecimento das greves nas Universidades Federais, esteio para uma grande Nação? Será que acredita que o ensino brasileiro, em seus diversos níveis, seja de excelência, quando jovens saem do ensino médio mal interpretando um texto em sua própria língua? Será que o neto da presidente estudará em escola pública? Que Nação podemos esperar com potencial humano sendo desperdiçado? Talvez uma forma prática de melhorar o ensino e, consequentemente, o PIB, seja obrigar por Decreto, a que todo filho de político estude em escola pública.

Marcos Roberto da Silva vanmarcos@hotmail.com

Campinas

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PIB

Se para a presidenta Dilma Rousseff o PIB não vale nada, por que ela não tira o Guido Mantega e coloca uma criança em seu lugar. Não vai mudar nada mesmo.

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

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POBRE JOVEM NAÇÃO

É inacreditável. Um país onde o índice de criminalidade infantil é um dos mais elevados do mundo, onde os resultados de avaliação escolar estão entre os piores do mundo, onde o modelo educacional mantém os jovens no obscurantismo, os adolescentes cada vez mais envolvidos com drogas. Uma Presidente enfatizar que o desenvolvimento de um país não se mede pelo PIB, mas por tudo aquilo que faz para o futuro de suas crianças e adolescente, é uma afirmativa tão infeliz, que revela a real responsabilidade e a incapacidade de se governar uma nação.

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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DEIXA COMO ESTÁ

A presidenta Dilma disse que não é a grandeza do PIB que dá a dimensão de um país. É, no caso brasileiro até concordo e torço para que o PIB nem cresça. Considerando que a riqueza não alcança as camadas menos favorecidas, que a renda continua com os mesmos e, quanto maior o PIB, maior a corrupção e o roubo, é preferível que nem cresça. No caso de outros países, excluindo os sul-americanos, que fazem o mesmo que o Brasil, a afirmativa não é verdadeira. Demonstra despreparo e falta de conhecimento. QI baixo é um problema sério.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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MUDOU DE OPINIÃO?

Afirmar que o PIB - com previsão no início do ano, de crescimento de 4 a 5%, reduzido hoje para 2,08% - não mede a grandeza de uma nação e que esta é medida pela capacidade do país de cuidar de suas crianças e adolescentes, resume a retórica medíocre do governo e subestima a inteligência do cidadão consciente. O PIB, apesar de não ser o único, constitui um parâmetro importante do desempenho econômico. Basta dizer que a propaganda oficial nele se apoiou, desde o início do atual governo. As sucessivas previsões de queda, aceitáveis diante da crise global, deveriam ser enfrentadas com medidas coerentes e de grande alcance, mediante interação sincera com a sociedade e não com atos unilaterais e pontuais, visando a resultados eleitorais imediatos, baseados no aumento de consumo e na expansão do crédito, cujo único efeito foi aumentar o grau de endividamento da população. Virar o discurso para crianças e adolescentes é inócua manobra diversionista.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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FAZ-ME RIR

Dona Dilma, como é que se pode dizer que o principal são as crianças e os adolescentes se estamos carecas de saber que com este pibizinho eles não terão atendimentos qualificados ,nem em escolas, nem em saúde, nem em transportes,nem em perspectivas?

Por favor chame logo a equipe econômica do presidente Fernando Henrique para resolver essa catástrofe anunciada.

Ruth Penna Moreira ruthmoreira@uol.com.br

São Paulo

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A SUCESSORA DE MIDAS

Em oito anos de escola, nossa governante parece ter apreendido com seu mestre e criador a arte do ilusionismo. No governo Lula toda vez que a imprensa noticiava escândalos envolvendo corrupção e desvio de dinheiro publico em seguida a Petrobrás anunciava a descobertas de novos poços de petróleo. Se cada escândalo correspondesse a uma nova e real descoberta de jazida de petróleo, o Brasil sozinho produziria mais petróleo que a Arábia Saudita e a Venezuela juntas. Infelizmente o que se produziu aqui, em larga escala, desde 2003 foi uma aliança entre incompetência administrativa e uma sucessão interminável de escândalos com o dinheiro publico que drenaram as riquezas do Brasil , empobrecendo os brasileiros , além de afugentar investidores estrangeiros com o custo Brasil e uma carga tributaria extorsiva . Com a crise internacional batendo a porta e um desaquecimento econômico que já afeta nosso PIB e nossa capacidade de produzir riquezas nossa governante a semelhança de seu criador , tenta desviar a atenção do perigo que se agiganta Alguém precisa avisar à presidente que não se pode separar o inseparável. Governos que descuidam de um PIB com sintomas de enfraquecimento não terão dinheiro para cuidar de ninguém. Se esquecer a economia em perigo e deixar o PIB no orfanato para cuidar das crianças, Dilma terá feito a opção pela insensatez. Com o agravamento da crise, muitos pais das crianças de Dilma perderão o emprego, e aí quem cuidará das crianças do nosso Brasil?

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

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ESTAMOS PERDIDOS

Se a grandeza de um país é medida pela educação fornecida a população, então estamos perdidos, pois no Brasil apenas a saúde é pior que a educação.

Marco Antonio Martignoni mmartignoni@ig.com.b

São Paulo

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PIB VERGONHOSO

Se fosse um PIB de encher o peito de orgulho e satisfação,o discurso do governo obviamente seria outro.Como o resultado é apenas um pibinho decrescente,a presidente economista saiu-se com a desculpa esfarrapada de que não se mede uma grande nação pelas três letrinhas.Infelizmente,o governo Dilma apresenta um quadro desanimador:economia em desaceleração,desemprego e desindustrialização crescentes,desvalorização da moeda,desinvestimento em geral,desmotivação das lideranças empresariais e de trabalhadores,demissões em setores variados e decepção geral.O discurso,difícil de digerir,deve ser substituído por um arregaçar de mangas e urgente plano de incentivo às reformas básicas do 'custo Brasil'.Um País deste tamanho e riqueza faz jus a um robusto pibão!Mãos à obra!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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GRANDE NAÇÃO

Como não consegue dar um padrão de qualidade a saúde do Brasil por meio do SUS, o ministro Alexandre Padilha resolveu organizar os planos de saúde particular, suspendendo novos contratos, mas acho que sua obrigação como Ministro da Saúde, seria cuidar do SUS que está em situação de calamidade, pessoas morrendo nos corredores de Hospitais por falta de leitos e médicos, é muito fácil ser ministro desta forma, alias, neste governo para ser ministro basta ser da base aliada, competência é dispensada, o requisito é ser companheiro. A saúde do povo bem cuidada pelo governo, justiça social principalmente com idosos,segurança,e educação, também pode medir a grandeza de uma Nação!

José Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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E O FUTURO?

"Uma grande nação deve ser medida por aquilo que faz a uma criança e a um adolescente. Não é o Produto Interno Bruto, mas a capacidade do País, do governo e da sociedade de proteger o que é o seu presente e o seu futuro". Frase de uma grande estadista; estadista das crianças que vivem no Vale do Jequitinhonha; estadista das crianças que morrem no atendimento do SUS; É bom lembrar a presidente Dilma Rousseff que, sem um PIB forte não teremos capacidade para proteger os pequenos.

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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QUE PENA PARA O BRASIL!

A nossa líder e guia discursou para jovens que o crescimento do PIB de um país é irrelevante. Então tá. Vamos cuidar das crianças, dos jovens e adolescentes com o crescimento de discursos. Sra. Dilma, a senhora estava até indo bem, mas começou a escorregar. Que pena para o Brasil!

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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PARTES IGUAIS

A "presidenta" Dilma Rousseff disse,"Hoje o Brasil reparte o bolo" .Só faltou ela dizer com quem esse bolo é repartido,até por que, nós aposentados do INSS só ficamos com as migalhas.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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SITUAÇÃO DESESPERADORA

De acordo com a política salarial do governo, em médio prazo, todo aposentado que tem seu benefício acima de um salário mínimo, certamente estará ganhando um salário mínimo; o que representa uma das grandes, senão a maior injustiça e discriminação que há neste país, para com aqueles que sempre contribuíram com valores maiores para a Previdência Social. Quando a Previdência começou, seus contribuintes pagavam porcentuais, creio que devidamente estudados por técnicos atuariais, e nós tínhamos direito não só a aposentadoria, mas também ao plano de saúde - Inamps, auxílio funeral, etc. Hoje, além de perdermos parte dos nossos direitos, ainda somos usurpados nos nossos minguados proventos, o que é mais uma injustiça com aqueles que, pela idade, nada deveriam perder, pois que foram reais trabalhadores e contribuintes neste país. Sugiro que se faça uma revisão, procedendo-se, como ponto de partida, o que já foi feito em um dos governos anteriores, ou seja, dividindo-se o salário da época da aposentadoria pelo salário mínimo da mesma época encontrando-se daí, tantos mínimos e multiplicando pelo salário mínimo atual, estará sendo corrigido a sua aposentadoria. Essa revisão poderá ser feita pelo menos de cinco em cinco anos, a partir de um determinado mês, sem retroatividade e sem vínculo ao salário mínimo, evitando-se assim uma grande defasagem. Sugiro ainda, que ao fazer aquela revisão, existindo casos que porventura ultrapassem o teto da Previdência, que pelo menos sejam alçados aquele teto. Se a inflação não fosse manuseada pelo governo nada disso estaria acontecendo, estariam todos com os mesmos salários da época de sua aposentadoria. Alegar que não se tem dinheiro para tal é a maior mentira do planeta, pois dinheiro existe, e muito, para encher os bolsos daqueles que continuam a saquear o INSS, em detrimento de seus beneficiários. E como exemplo temos a CPMF, que sempre foi usada para outros fins que não os de sua origem. E dinheiro existindo, geri-lo é uma questão de competência, honestidade, boa vontade, civilidade, já que, como é sabido (para quem acompanha a política nacional e é realmente patriota) o INSS tem uma arrecadação fabulosa, talvez maior que 90% dos Municípios brasileiros e talvez alguns Estados. Chegar ao fim do ano e transferir dinheiro do Tesouro Nacional para cobrir o Déficit da Previdência é a mesma coisa que retirar do bolso de cada trabalhador dinheiro para cobrir aquele rombo, tornando-se um círculo vicioso sem fim. Senhores Legisladores, alerto para que Vs. Srs. atentem para o crime hediondo que estão permitindo acontecer em cima dos aposentados que ganham mais de um salário mínimo, pois os que ganham um salário mínimo já estão morrendo à míngua, melhor seria encostá-los num paredão e acabar com eles, do que matá-los lentamente de fome. Conheço casos de pessoas que ganhavam três ou quatro salários mínimos, moravam na baixada fluminense pagando seu aluguel numa casa simples, mas digna de se morar e hoje ganhando um salário mínimo foram alijados de suas casas, e estão morando em quitinetes alugados nas favelas, pois é o que mais cresce no Brasil, e vivendo à custa de filhos ou genros. Isto é muito triste. Presenciei caso em que a esposa de um aposentado fazia suas comprinhas em um super mercado e falava para outra senhora que para comprar comida e até mesmo remédio para dor de cabeça tinha que pedir dinheiro ao filho ou ao genro. É extremamente lamentável e triste chegar à velhice sem nenhuma chance de morrer dignamente. Porque será que nosso País, o nosso BRASIL, talvez um dos mais ricos do mundo, é tão perverso com seus filhos? Será que se tornará necessário ser devastado por uma guerra para melhorar seu padrão social, como aconteceu em quase toda a Europa, Japão e outros países? Creio não haver necessidade de chagarmos a tanto. O povo brasileiro precisa é de educação, saúde, trabalho e salários dignos e não de esmolas, como acontece atualmente, com Bolsa Família, Bolsa Amamentação, Bolsa Gestante e outras por aí afora através de Municípios e Estados. É uma indignação o povo se tornar mendigo em uma nação cuja terra dá de tudo, sendo, nesse sentido, um dos países mais ricos do mundo.O governo faz o maior alarde de que a renda do trabalhador está subindo. Tenho cá minhas dúvidas, e até posso crer nisso, todavia a verdade é que aqueles que são aposentados e pensionistas que estão com suas rendas caindo vertiginosamente, certamente não entram nas pesquisas realizadas, e essa compensação, provavelmente aparente, no final acaba mantendo todos no mesmo patamar de salários baixos e indignos. Senhores Legisladores, não permitam que passe a redução das futuras pensões, pois, estarão jogando mais uma vez, na rua da amargura, na lama e na total miséria aquelas viúvas e seus filhos, alguns até deficientes físicos, que já perderam seus entes queridos e que por força da Lei, serão mais uma vez obrigados a cumprir mais esta perversidade e indignação. Será que nesta Nação só se pensa em fazer economia em cima dos mais necessitados e pobres, deixando sempre de fora os corruptos, que continuam a surrupiar o dinheiro público. Acabem com essa vergonha, essa indignação, pois isto se tornou uma epidemia em nossa Nação, uma praga que precisa urgentemente ser extirpada da nossa sociedade.

Nilo Pires nilopires@globo.com

Rio de Janeiro

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AJUDA À ESPANHAS - AOS BANCOS É CLARO

Cogita-se de um "pacote de ajuda à Espanha. Pacote da formidável quantia de 100 bilhões de euros (Folha de São Paulo). Para quem? Para o quê? Para sanar dificuldades financeiras do setor bancário. Mesmo sendo dinheiro contábil, o custo é custoso: o sacrifício do povo que não vai ver nada desse dinheiro. Como sempre: a conta vai ser paga pelo mais fraco, o povo devedor em prol do credor...

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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HERANÇA DE QUEM?

Conforme matéria publicada no Estadão em 13/7, a presidente Dilma irá enviar ao Congresso um projeto de flexibilização da CLT, ampliando a autonomia de empresas e sindicatos nos dissídios coletivos, com o aval do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Ainda de acordo com a matéria, "a primeira proposta com o objetivo idêntico foi apresentada pelo governo Fernando Henrique, mas por causa da oposição do PT, a proposta foi arquivada". Atualmente, PT e Sindicato passaram de opositores para defensores da flexibilização da CLT. E graças a burrice do PT e dos sindicalistas, o Brasil perdeu aproximadamente dez anos em modernizar as leis trabalhistas. Gostaria que o ex-presidente Lulla me respondesse: quem realmente nos deixou uma herança maldita?

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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FINALMENTE

O governo Dilma depois de observar quase dois meses de uma greve que deverá atrasar o currículo escolar de milhares de estudantes brasileiros, finalmente conseguiu apresentar uma proposta que prevê mudanças no plano de carreira e nos salários dos professores. Historicamente petistas sempre entenderam de como fazer greves, nunca se importaram de como acabar com elas...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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SALÁRIO DOS PROFESSORES

O Brasil já figura como sexta economia do mundo, e estamos conseguindo, aos poucos, reduzir as desigualdades socioeconômicas que tanto nos envergonham. Entretanto, ainda não conseguimos avançar em uma questão crucial. A educação de qualidade, que é alicerce substancial a qualquer sociedade que se pretenda livre, justa e solidária. Graças a significativos esforços, o Estado brasileiro promoveu a universalização do ensino, garantindo o acesso à escola. Isso representa em parte a solução de um problema antigo, porque pretende assegurar o direito de todos à educação; por outro lado, expõe e maximiza outra mazela: a baixa qualidade da educação nacional, atestada em avaliações de nível interno e externo. Na verdade, a escola brasileira tem fracassado naquilo que é sua função primordial: possibilitar a construção efetiva do conhecimento, ou seja, ser o lócus da educação de qualidade. As razões para isso são várias, mas uma é indiscutível. Sem a valorização do professor, pouco adiantam investimentos, leis e a vontade política, embora tudo isso seja de importância indiscutível. Valorizar o professor envolve muitos fatores. Dentre eles, o acesso a bens culturais e a formação continuada; mas, principalmente, um salário compatível com o gigantismo da tarefa que cabe a esse profissional. Sabemos que há avanços indiscutíveis, como o piso nacional, mas a situação ainda é preocupante, especialmente com relação aos docentes da educação básica, que têm os salários mais baixos do país, entre os profissionais de nível superior. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), havia no Brasil no ano 2000 cerca de 2 milhões de docentes, educando mais de 50 milhões de crianças e jovens. De acordo com o estudo, a renda média de um professor do ensino fundamental equivalia, na ocasião, a 49% do que ganhavam os demais trabalhadores com nível superior. Em 2010, esse percentual subiu para 59%. No ensino médio, o índice subiu de 60% para 72% no mesmo período. Esse avanço é importante, mas é absolutamente insuficiente, e a situação é absurda. Quando comparamos a remuneração do professor com a de profissionais como médicos e engenheiros, por exemplo, a realidade salta aos olhos. Em média, um médico recebeu, na última década, R$ 7.150,00 mensais; um engenheiro civil, R$ 6.015,00, pelos serviços prestados ao longo de 30 dias. Ambos os ofícios tiveram a menor taxa de desemprego no período: 0,7% e 1,7%, respectivamente. Já o salário médio dos docentes da educação básica - onde a situação é mais assustadora - ficou em torno de R$ 1.878,00, e a taxa de desemprego foi de 3%, entre 2000 e 2010. Em outros níveis de ensino, a situação também não é das melhores, muito pelo contrário. Em matéria de vencimentos, os professores estão atrás de bacharéis em serviço social, enfermagem e atenção primária, da mesma forma que em situação de desvantagem com relação aos trabalhadores do setor de viagens, turismo e lazer. Isso é inaceitável! Estou certo de que não há como se falar em educação de qualidade, sem que se promova a valorização do professor. Faço, pois, um apelo a toda sociedade: juntemo-nos, em busca de soluções para a lamentável situação de nossos educadores. Temos de assumir a parte que nos cabe na empreita, e muito rapidamente, sob pena de deixarmos escapar a clara chance de sermos, além de uma grande potência econômica, uma nação livre, autônoma, justa e equânime.

Alex Canziani, presidente da Frente Parlamentar Mista da Educação do Congresso Nacional Márcia paravizzi@gmail.com

Brasília

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UNIVERSIDADES EM GREVE... E DAÍ?

A ex-senadora Marina Silva fez a seguinte declaração: "Quando a greve em 95% das universidades quase não é percebida, é porque o "foco" do País não está na formação dos jovens" e, fazendo uma reflexão, constato que ela tem toda a razão. É desalentadora a atual situação do quadro político do País que não dá o devido respeito a um direito básico do cidadão, que é a educação! Até quando vamos permitir?

José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo

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MUITA GREVE POR POUCO RESULTADO

Felizmente ou não para os professores, aparentemente a crise gerada pela greve na educação chega ao fim, ou próximo dele. A greve deixou um triste rastro de erros de autoria do governo e da classe dos professores. Fica confirmado que educação não é tema importante no Brasil. Essa greve e a forma negligente como foi tratada como também, a ausência de um eficiente plano de governo para a área de educação, mostra que o assunto não é prioridade. Safou-se o governo apenas do assunto salarial. Assim, nossos jovens estudantes continuarão mal preparados para atingirem graus mais avançados, incluindo e principalmente as universidades. Nossos operários, apesar da excelência de grande parte de nossas escolas técnicas, não serão tão bons técnicos quanto aqueles de países mais desenvolvidos, eis que a base educacional dos nossos é extremamente inferior. Fica, também, a impressão que os únicos beneficiados das entidades representativas dos professores, suas associações e sindicatos, são seus próprios dirigentes que obtém progressos em suas carreiras, cargos políticos e outras oportunidades que lhes trazem benefícios pessoais. Quanto à classe dos professores, e a atividade da educação no Brasil, continuam não sendo assuntos relevantes.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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DESAGRAVO

As pessoas censuradas pelo implacável Catão goiano, particularmente os controladores de voo por ocasião do acidente da GOL na selva, devem estar sentindo-se desagravados, principalmente porque o Brasil inteiro e até os Estados Unidos sabem que os verdadeiros culpados são os inconsequentes e irresponsáveis pilotos americanos. Os Controladores foram massacrados por Demóstenes na oitiva do Senado. Antes de condenar os rapazes brasileiros, faria bem o ex-senador denunciar as precárias condições de nossos serviços aeroportuários, isso sim merecendo a verve condenatória do senador, felizmente, hoje cassado.

Maria José Martins de Andrade Junqueira delued@hotmail.com

São José do Rio Pardo

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'DISSERTAÇÃO... E AGORA?'

O texto do sr. Alexandre Barros sobre a escrita de uma dissertação (13/7, A2) tangencia o patético. É primário no que se refere ao ensino da redação e preconceituoso em relação à atuação dos orientadores de pós-graduação. Examina uma questão relevante de modo simplificado e caricato. Não tem o nível que se espera no espaço da página 2. Esse senhor já cometera um descalabro ao falar sobre o que não entende - o ensino de Matemática -, em texto igualmente patético, em que credita sua limitação no tema a uma suposta doença de que padeceria, a discalculia. Agora, com a presente artigo, o referido senhor revela que seus problemas vão muito além da discalculia.

Nilson José Machado njmachad@usp.br

São Paulo

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PAULO MALUF

Sou assinante do Estadão há mais de 40 anos. No curso das minhas leituras deparei com inúmeras notícias, algumas em manchetes de primeira página, dando conta de denúncias de crimes envolvendo o famigerado Paulo Maluf. Na edição de 13/7 leio outra com acusação de crime envolvendo o seu nome. Do que tenho conhecimento, ele foi para a cadeia, em 10 de setembro de 2005, com o filho Flávio, por apenas 40 dias (foram soltos no dia 20 de outubro de 2005, por força de habeas-corpus concedido pelo STF), acusados de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e formação de quadrilha. Devo admitir que foi uma pena excessivamente leve para os delitos de que foram acusados. Li, também, que ele, Paulo Maluf, foi obrigado a devolver ao erário quantias que teriam sido desviadas de forma fraudulenta. Só que essas quantias, que suponho terem sido realmente devolvidas, são irrisórias, verdadeiras merrecas, se comparadas ao montante do que foi acusado de ter roubado. Isso me leva a duas vertentes de pensamento: ou a imprensa é leviana publicando essas acusações e até omitindo opinião sobre elas, ou a Justiça no Brasil não existe. Estou mais inclinado em aceitar a segunda dessas citadas vertentes e a acreditar que, aqui, o crime compensa.

Roberto Bruzadin bobbruza@terra.com.br

São Paulo

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CPI & JUSTIÇA - PENALIZAÇÃO

No Brasil, pena máxima para corrupção é cumprida na UTI do Sirio-Libanês...

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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MUITO FUTEBOL E POUCA REFLEXÃO

Acredito que nosso povo seria mais consciente, menos carneiro e mais reivindicativo se rádios, televisões, jornais e revistas em geral, dedicassem 10% mais em discutir nossa situação econômica e política e menos futebol e quejandos. Mas continua valendo a máxima dos imperadores romanos - ao povo deve-se dar pão e circo. Enfim, como disse Nelson Rodrigues - somos um povinho de otários!

Marize Carvalho Vilela marizecv@ig.com.br

São Paulo

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PARCERIA

Com a parceria Fifa & PT podemos esperar mais o que para a Copa 2014 ? Parceiros perfeitos : Fifa & PT, juntada fome com a vontade de comer. O sucesso (desvio) está perfeito com a parceria entre FIFA & PT. O principal (filosofia de ambos - desvio) atingirá a perfeição. A Fifa encontrou o parceiro perfeito no PT. E o Brasil vai pagar mais essa conta.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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SUBMISSOS ATÉ O FIM

A Fifa fala o que quer, manda seu recado seja qual for. Nós engolimos, aí pedem desculpas pelo dito e fica tudo certo. Isso sim é que é submissão. O resto é papo, ou melhor, um pé na ...

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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EDUCAÇÃO, SOLUÇÃO PARA VULNERABILIDADE

A informação de que mosquitos geneticamente modificados, criados por cientistas brasileiros, foram controladamente soltos no Nordeste , objetivando combater a epidemia de dengue, é emblemática. Prova tal experiência inédita nas Américas, a importância da ciência para combater os problemas que possuímos, realçando assim a fundamental necessidade da educação de qualidade, que formam e formarão as legiões de brasileiros que darão soluções definitivas a maioria das tragédias nacionais.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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PROPAGANDA GOVERNAMENTAL

Com o dinheiro gasto em publicidade, o governo poderia impedir as imagens dos hospitais superlotados e sem atendimento digno aos pacientes; assim como empregar em educação. Se assim agir, a sociedade reconhecerá a qualidade e será propagandista e defensora do governo. Quem faz não precisa falar.

João Ricardo Silveira Jaluks jr.jaluks@estadao.com.br

São José dos Campos

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COMBATE AO CÂNCER

A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) parabeniza o jornal, O Estado de S. Paulo, pela matéria do caderno Vida& publicada no dia 10/07, intitulada Pela 1ª vez Brasil faz teste clínico para câncer sem participação da indústria. Todas as iniciativas de divulgações de ações de prevenção e combate ao câncer são de extrema importância para a sociedade e de relevante interesse da SBOC. O referido estudo clínico de oncologia realizado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) em associação com outros oito centros de pesquisa clinica do Brasil demonstra que o país existe grande capacidade técnica com condições de se destacar em pesquisa clinica de qualidade, beneficiando toda a população. O estudo citado na matéria teve seu resultado apresentado no último Congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica e demonstrou aumento da expectativa de vida - em pacientes com câncer de pulmão - no tratamento com os medicamentos, pemetrexed e carboplatina. Esperamos que este resultado colabore para que este tratamento seja incorporado ao Sistema Único de Saúde para o acesso de toda a população que não tem condições de pagar um plano de saúde.

Anderson Silvestrini, presidente da SBOC valderez.caetano@cdn.com.br

Brasília

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GENTE HONESTA

Aposto mil contra um que se o casal que tivesse achado essa grana toda fosse rico, não teria devolvido, mas felizmente vemos todos os dias exemplos de gente pobre, lesada mesmo pela vida, mostrando que caráter e fazer o bem não precisam de dinheiro, nem poder precisam de educação e respeito ao próximo.

Se eu fosse esse empresário que acredito deve estar muito bem doaria esses vinte mil ao casal, para que possam durante um tempo ter uma vida digna e aproveitarem momentos que dificilmente devem ter, com todas as dificuldades do modo de vida que levam. Gente desse naipe precisa e merece toda a mídia falando todos os dias deles,pois infelizmente são uma exceção. Viva a que precisa ser mostrada, mostrada e mostrada. Parabéns a eles e que Deus lhes abra um caminho de progresso,trabalho e saúde,pois eles são merecedores de todos os elogios.

Antonio José G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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ÓDIO ÀS ELITES

A arrogância das elites brasileiras ficou evidente no comportamento da desembargadora Yara Ramirez da Silva de Castro e de sua filha frente aos policiais que cumpriam seu trabalho. Ainda resiste o vício colonial do "você sabe com quem está falando"? Ela chama até mesmo, aquele que protege sua vida e de outros brasileiros, de "policialzinho", o que aí já demonstra seu caráter depreciativo. Foi bom ela ter dito isso à TV para o Brasil ver quem são nossas autoridades, para termos o "senso de hierarquia", como ela mesma disse. Hierarquia, prezada desembargadora, acontece com disciplina, ética, respeito. Imagine só como é o trabalho desta brasileira no TRT. Coitado dos trabalhadores. Note na foto (C5, 13/7) a pose da arrogância eminência! Depois desconhecem de onde vem o ódio dos miseráveis e despossuídos contra as classes privilegiadas do Brasil. Está aí, meu povo!

Luiz Fabiano Alves Rosa fabiano_agt@hotmail.com

Curitiba

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FALTA DE ESCRÚPULOS

É lamentável vermos até que ponto pode chegar a falta de escrúpulos de organizações que se dizem beneficentes e sem fins lucrativos, constituídas com o suposto escopo de ajudar segmentos carentes, como o de pessoas com deficiência, e que se utilizam dos recursos públicos em benefício próprio. Este, segundo o Estadão (8/7 - A6), é o caso do Instituto Muito Especial, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), que, segundo seu site, visa "contribuir com a completa inclusão social e profissional das pessoas com deficiência e a preparar as organizações a lidarem com a diversidade" e que está sob investigação por fraude pela Controladoria-Geral da União (CGU). A referida instituição "beneficente", recebeu, com o beneplácito do governo federal, R$ 24,7 milhões em recursos públicos do Ministério da Ciência e Tecnologia e de "emendas parlamentares", através de mecanismos espúrios, como cotações de preços forjadas, contratação de empresas ligadas a seus dirigentes e empresas de fachada. É deprimente saber que ainda existam cidadãos que sob a égide do altruísmo têm coragem de se aproveitar das dificuldades de outras pessoas para se locupletarem. Pior ainda é ver a presidente dizer que não se pode medir o País pelo seu produto interno bruto (PIB). Teria razão se o índice de desenvolvimento humano (IDH) do País não estivesse na 84ª posição entre 187 países avaliados e se coisas venais como essas não estivessem acontecendo. Isso, sim!

José Carlos Saliba fogueira2@gmail.com

São Paulo

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