Fórum dos Leitores

INSEGURANÇA PÚBLICA

O Estado de S.Paulo

28 Julho 2012 | 03h09

SP SOS

Às vésperas da eleição para prefeito, com a violência desmedida campeando por todos os lados, a qualquer hora do dia e da noite, a cidade de São Paulo está ao deus-dará, aterrorizada pela contundência da bandidagem e também pelo despreparo e ineficiência policial. Se nada for feito imediatamente nesta nossa "Chicago" tropical, as manchetes sobre assaltos, mortos e feridos tomarão conta dos noticiários, deixando a população em pânico total. A insegurança pública e privada é a marca da capital paulista nestes tempos em que o perigo anda à solta, sem medo e sem documento. A impunidade protege o crime e a violência barbariza e banaliza a vida dos paulistanos. A cidade, à deriva, naufraga num mar de sangue. Socorro!

J. S. DECOL

decoljs@globo.com

São Paulo

Novo filósofo

"Você sempre vai ter criminoso procurando o crime. O que não pode ter é impunidade." Não pense que são palavras de Karl Marx, um dos maiores filósofos que o mundo conheceu. Essa frase foi anunciada pelo nosso ilustríssimo governador Geraldo Alckmin, acerca do aumento de 47% do índice de homicídios em São Paulo (até junho). Pergunto aos paulistanos: já ouviram os novos candidatos a cargos políticos este ano falar algo sobre esta violência? O que vão fazer para combatê-la? Não acham que isso afeta o comércio, a população, a imagem do turismo, etc.?

NELSON DO NASCIMENTO CEPEDA

fazoka@terra.com.br

São Paulo

Estatísticas

Quando o governador Geraldo Alckmin vem a público para falar sobre a criminalidade que corre solta no nosso Estado, é para mencionar estatísticas, citar números, informações que não convencem, não tranquilizam nem satisfazem a população. De que adiantam as estatísticas? A uma família que perdeu um ente querido as estatísticas não interessam, elas querem é providências efetivas para resolver esse grave problema, de preferência preventivas, para que o infortúnio não tivesse acontecido. Depois da perda, não há o que console e nada apaga o sofrimento. Só falta dizer à esposa, aos pais, aos filhos que seu ente querido recebeu o protocolo número tal para consulta sobre o andamento das providências em curso. (Não é brincadeira com assunto sério, é pura indignação!) Não é isso que a população paulista deseja, e sim a garantia de ir e vir, a qualquer hora do dia, com a certeza de poder estar sempre junto de seus familiares.

ALVARO SALVI

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

MPF, governador e polícia

O Ministério Público Federal (MPF) quer o afastamento do comando da Polícia Militar (PM) paulista. O governador denuncia motivação política na ação e afirma que o MPF deveria, antes disso, investigar omissões na esfera federal, que permitem a chegada de cocaína e armamentos a São Paulo. A dura realidade, no entanto, é que vivemos uma grande crise social e moral. Na esteira das liberdades oferecidas à população depois do regime autoritário, veio também a liberdade que muitos se autoatribuem de desrespeitar as leis. Infelizmente, o Estado brasileiro, enquanto festejava a chegada da democracia, foi omisso e negligente no controle social que a própria democracia sugere. Na omissão cresceram os esquemas fraudulentos, as drogas e a criminalidade geral, a ponto de se estabelecer o poder paralelo que hoje ousa atacar o poder constituído e, por vezes, tenta subjugá-lo. Bom será o dia em que a polícia deixar de ser essa vilã com que procuram fantasiá-la. Isso, contudo, só ocorrerá quando outros filtros sociais também estiverem funcionando e impedindo que a população seja obrigada a conviver com as drogas, as armas, a fraude, os fugitivos, os menores abandonados e os párias da sociedade. Se não houver mais droga nem armas ilegais para apreender, assaltantes, sequestradores e outros criminosos para perseguir, a polícia poderá, finalmente, recolher-se a atividades menos violentas e mais técnicas. Quanto à desavença MPF-governador, melhor seria que cada um, na sua área de atribuição, tentasse fazer o máximo possível pela solução dos problemas, sem contendas, pois, enquanto brigam, o povo morre por causa da insegurança. E a conotação político-eleitoral da demanda, se existir, é de lamentar e reprovar.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES, tenente PM, dirigente da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

Violência policial

A proposta do MPF de intervenção no Estado de São Paulo por causa do desvio de conduta de alguns integrantes da PM é ultrajante, desonesta e de viés político inaceitável! A PM é formada por bombeiros, resgatistas e policiais que, em sua maioria, são homens e mulheres de bem, arriscando diuturnamente a vida contra a bandidagem que está à nossa espreita. Punam os maus policiais, mas preservem a grande maioria que luta para salvar vidas em troca de um salário degradante.

CESAR ARAUJO

cra01290@gmail.com

São Paulo

A coisa tá feia!

Estamos vivendo uma escalada da violência em todo o Brasil. E é de estranhar? Não! Somos roubados e usurpados, a começar por nossos representantes políticos. Vejam: o atual ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, do PT, produziu uma lei em 2010, com a sanção de Lula, para livrar de culpa seus companheiros mensaleiros que desviaram dinheiro público. Estarrecedor, não? Aí, na rua, vem o Zé Mané e rouba, tira uma vida sem o menor pudor, assim como aqueles lá em cima que nos roubam tanto tiram vidas pelo País afora. Sim, porque aquela dinheirama que eles têm por hábito embolsar faz falta na saúde, na seca que mata sem dó nem piedade, na educação, que, ausente como auxiliadora de perfis sociais mais equilibrados, permite o nascimento de novos bandidos, que vão fazer novas vítimas. Slagin Parakatil, da consultoria Mercer, diz que cidades com classificação baixa no ranking mundial de segurança para estrangeiros, como São Paulo, estão em países com altos índices de criminalidade e baixo cumprimento das leis. Em cena, agora, o Judiciário brasileiro. Temos, então, uma classe política que legisla em causa própria e tira da sociedade condições de vida dignas, promovendo seu atraso moral e social; uma parte da população que, entre outros aspectos, por má índole ou falta de educação - esta roubada pelos políticos -, sai às ruas para praticar roubos e muitas vezes mata; um Judiciário que não faz cumprir as leis, só manda prender bandido de rua, que logo volta ao exercício do crime graças a leis frouxas e inadequadas, deixando os de colarinho branco livres para viverem felizes para sempre, quaisquer que sejam seus crimes comprovados. Como pode a polícia dar conta da escalada da violência quando nem os políticos nem o Judiciário cumprem o papel para que são designados, ao contrário, acabam por ser os responsáveis em larga escala por esta caótica situação?!

MYRIAN MACEDO

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

 

NAÇÃO OLÍMPICA

Por meio de competições o mundo embarca novamente no ritual histórico olímpico, no qual a irmandade entre nações e o espírito esportivo tornam-se o entrelaçador de culturas, edificando não apenas países independentes, mas uma única nação, em que atritos econômicos e guerras passadas são esquecidos para ceder espaço na construção da tão aguardada nação olímpica. Esperamos que Londres seja mais um marco na História dos Jogos Olímpicos, tornando-se um exemplo para o Brasil, que apesar de estar incumbido de sediar a próxima, ainda não se deu conta disso.

Vinícius Bernardes Mondin Guidio vguidio@ig.com.br

São Paulo

*

CERIMÔNIA DE ABERTURA

Quanta história, quanta cultura, quanta riqueza! Temos quatro anos para preparar a nossa. O que vamos apresentar que seja em nível similar? Sugestões?

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

*

PASSEIO

A mãe do PAC está em Londres. Está parecendo seu antecessor, se bem que esse levou o aerolulla para tantos e variados lugares, como nunca antes na história deste país. Pois bem, a madrasta pediu vitórias aos atletas brasileiros. Eu, se fosse um deles, ao ouvir tal "pedido", retrucaria: presidenta, precisamos de verbas e incentivos. Ora, um país que acha um "luxo" pensar em investir 10% do seu PIB em educação, por que investir em esportes? É por isso que ao conquistar alguma medalha o atleta, ou melhor, o(s) herói(s) ou a(s) heroína(s), se debulham em lágrimas, afinal o esforço pessoal para alcançar tal fato é enorme e sem nenhum apoio oficial, diga-se de passagem. Enquanto isso a pizza gigante, mais conhecida como mensalão, aqueles recursos não contabilizados, obras de aloprados, etc. e tal, já começa a cheirar forte. O TCU revê uma opinião aqui, o outro diz que agiu sozinho. Pasmem, acolá, um diz que houve blindagem. Que surpresa! E assim caminha o tão esperado julgamento, que deveria encarcerar não só os réus envolvidos, mas todos que estão mais interessados em se locupletar, à custa de impostos, verbas, etc. e tal. Aliás, haja prisão para colocar tantos... Infelizmente, nos últimos quase dez anos, nosso pibinho está indo pelo ralo, ou melhor, para bolsos ávidos por mais e mais. Viva os Jogos Olímpicos!

Renato Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

*

TOUR EM LONDRES

Além de termos de pagar a ida de Dilma Rousseff com sua filha, sete ministros e uma comitiva de apoio enorme a Londres alegando ser para acompanhar a abertura da Olimpíada, tivemos de desembolsar para lhes proporcionar diversão também. Onde ela, com sua filha mais quatro ministros foram assistir a uma apresentação de Plácido Domingo na Royal Opera House londrina.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

DONA DILMA DITANDO REGRA

Cara presidente Dilma, acho que a senhora deveria olhar melhor para seu quintal em vez de ficar ditando regra pelo mundo a fora. Esteve na Alemanha e quis ensinar a senhora Merkel como se administra sua economia, agora vai à Inglaterra e repete com o primeiro ministro Cameron, tome cuidado se for visitar a Espanha e quiser fazer o mesmo e escutar do Rei, “ porque não te calas”. Enquanto isso, no seu país, greves e mais greves, senão vejamos: universidades federais, Polícia Federal, Anvisa, portos, auditores CGU, ameaça de greve geral dos Correios e por aí vai. PIB 0%, má administração das empresas do governo e de seus programas e projeções, aumento do desemprego, aumento da criminalidade, aumento da inadimplência e endividamento das famílias, etc., etc. Punto e basta!

L. A. B. Moraes labmoraes@uol.com.br

Santos

*

ECONOMÍSTICA

Dona Dilma, já que a senhora está se esforçando para explicar à comunidade Europeia, desde o ano passado, como resolver a crise econômica, que tal dar agora, uma olhadinha, na situação econômica no Brasil?

Ulysses Fernandes Nunes Junior ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

*

O OURO OLÍMPICO

Por acaso a descendente búlgara Dilma, a presitenta tupiniquim, faz parte da equipe de atletas que competem na Olimpíada? O que é que ela está fazendo na capital desse país, onde a coroa portuguesa "torrou" o ouro dsa Gerais, dobrando as burras que engrandeceram a expansão do capitalismo? Vai fritar o Cameron? Ou foi buscar conhecimento sobre como dispender dinheiro (sim, dinheiro, e não capital) para as nossas 2016 necessidades básicas, antes que a maior parcela corra cachoeiras abaixo? Vai perquirir no Financial Times quem são os responsáveis por "desinformações" que só o capitalismo não explica, mas o socialismo já as tem implícitas? Educação, esporte, música, literatura, ciência, tecnologia, teatro, artes, nada disso é tão importante quanto estar ao lado de ídolos como Neymar e... quem mais quem? Ah, sim, Romeu e Julieta, de um tal de Shakespeare. Please, my dear first woman at the Alvoradas's affair, as a president of this poor country, vê se presidenteais e desempacais!

Carlos Leonel Imenes climenes@ig.com.br

São Paulo

*

INTERVENÇÃO NA SÍRIA

A presidente Dilma afirmou em Londres que é contra a intervenção militar na Síria, porque "isso acarretaria na explosão dos preços do petróleo..." Para ela, a desgraça deve continuar àquele povo, afinal, precisamos do conforto do petróleo nos preços normais. Ela deveria entender que uma intervenção seria rápida e resolveria os problemas na Síria e a carnificina terminaria, como o preço do petróleo voltando aos níveis normais.

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

*

‘AGORA É HORA’

O pronunciamento olímpico em Londres da presidente Dilma - "Quando chegar a vez do Rio faremos a nossa parte" - é um alento para os organizadores do campeonato mundial de futebol e uma esperança de que o Brasil não decepcionará o mundo por incompetência de organização desportiva e de fraqueza econômica. Espero que a sigla "BRA" e o lema "agora é hora", que o Estadão publicou ontem no primeiro caderno, sejam repetidos, também, pela mesma empresa, antes do mencionado campeonato, como demonstração de espírito de brasilidade para com o nosso país.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

*

PODE COPIAR

Será que podemos copiar algo da abertura da Olimpíada de Londres? Temos quatro anos para nos prepararmos. Por exemplo, se orgulhar do sistema de saúde, que lá funciona, hospital de atendimento às crianças, onde não se roubam verbas (sanguessugas). Orgulhar-se da educação lá com a literatura infantil que percorre o mundo (os monstros que assustam as crianças) aqui monstros são nossos políticos que nos roubam. Enfim, quantas Mary Poppins precisaríamos para nos salvar daqueles que compõem "o comitê organizador" que ainda tem de prestar contas dos gastos com os jogos do Pan? Aguardemos.

José Geraldo Tavares tavares.geraldo@hotmail.com

São Paulo

*

TUDO TEM LIMITE

Palavras da presidenta Dilma em almoço com nossos atletas em Londres: "O Brasil não é uma ilha. Todos os países do Brics [Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul] estão sendo afetados pela crise econômica internacional”. Ora, ora! Não é nada absolutamente coincidente com o que dizia seu antecessor, o "sapo barbudo", quando do início da crise imobiliária norte-americana que começava a corromper, financeira e economicamente todo o mundo. O "cumpanhero" garantia que, para o Brasil, tudo seria apenas uma... "marolinha". Para o Obama e o resto do planeta seria diferente: seria um "tsunami". Será que durante suas frequentes tertúlias os dois não poderiam combinar melhor as estratégias que irão usar para convencimento de suas militâncias, deixando, assim, de encher o nosso picuá? Em bom latim, que burilassem melhor seus argumentum ad populum? Ou, para ser mais claro, que aprimorassem suas falácias? Tenham dó, porque assim não há mais possibilidade alguma! Afinal, tudo tem o seu limite.

João Guilherme Ortolan jortolan@uol.com.br

Bauru

*

ROMÁRIO EM LONDRES

Estampado nas páginas A21 e A22 do Estado de ontem, está uma propaganda da TV Record, onde ela mostra toda sua equipe jornalística, como a maior delegação que ficará em Londres até dia 12 de agosto. Nela faz parte o deputado federal Romário, ex-jogador de futebol, vestindo o uniforme da emissora. Pergunto: lugar de deputado federal não é em Brasília? Terá ele viajado com o passaporte diplomático? Quem será que irá bater seu cartão de presença na Câmara ou será que ele pediu afastamento para ir a Londres? Fazer propaganda de emissora de TV é função de deputado federal? Para todas essas minhas dúvidas e outras mais, existe uma só palavra – políticos.

Raul S. Moreira raulmoreira@mpc.com.br

Campinas

*

MORDOMIAS OLÍMPICAS

Ainda que mal lhe pergunte, ministro Mercadante, com a greve dos professores federais completando dois meses, justo nas suas reivindicações, porém, pondo em risco o ano letivo, os próximos vestibulares, a qualidade da formação e certamente interferindo nos projetos e sonhos de milhares de estudantes, que raios o senhor foi fazer na Olimpíada?

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

*

MINISTRO DA EDUCAÇÃO OU PAPAGAIO DE PIRATA?

Temos visto com frequência o sr. Mercadante acompanhando a presidente Dilma em suas viagens internacionais. Sempre ali, logo atrás do ombro direito ou esquerdo dela. Os professores das universidades federais podem esperar, certo? Os milhares de alunos também, certo? Afinal, ninguém é de ferro. Mercadante necessita de descanso. E la nave và!

José Gaspar de Oliveira gaspmary@hotmail.com

São Paulo

*

INDIGNAR COM PRAZER

Para alguns, infelizmente, é melhor estar mal acompanhado do que faltar dinheiro no bolso ou apoio político! E nesse contexto, o Lula, que dizem que é um gênio, mas que se sente incapaz de eleger o seu candidato Fernando Haddad, foi à casa do Paulo Maluf, com direito até a uma foto bem íntima, para de cócoras pedir apoio ao ex-prefeito. Já a Dilma, cria do ex-metalúrgico, não satisfeita em pisar em históricas terras londrinas, afunda mais ainda a imagem do Itamaraty (culpa da era petista), e se reúne à portas fechadas na terra dos Beatles, também com o suposto pastor Edir Macedo. Se ao amigo de Lula, o Maluf, pesa grave denúncia de desvios de recursos do erário quando prefeito de São Paulo, do bispo da Universal e dono da TV Record, as denúncias não são diferentes com relação aos recursos desviados, fruto dos dízimos dos seus milhares de fiéis. E a foto publicada no Estadão, “ombro a ombro” entre Dilma e Macedo, responde bem, do porque nestes últimos dez anos a senha para se aproximar da cúpula do Palácio do Planalto, é válida, principalmente, para contraventor, corrupto por natureza, fabricante de dossiês falsos, etc. Tudo em nome do poder... O mensalão que o diga!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

DILMA E EDIR MACEDO

É lindo, divino e maravilhoso ver a nobríssima e elegantérrima presidenta andar de vaqueiro cumprimentando o santo Edir Macedo, que gastou um bilhão para poder transmitir a Olimpíada superando a rival Globo. Mas, por outro lado, triste e preocupante, pois o pastor está vendendo e autorizando franquias da Universal que derem R$ 50 mil por mês, quando num passado não muito distante o mínimo de lucratividade nessa enganação usando Deus e seu maravilhoso poder e nome,era de R$ 150 mil por mês, ou seja, ganharam a prioridade da Olimpíada, mas o caixa regateou e reclamou, até alguns atores, então globais meia-boca, saíram e os bons claro voltaram a matriz,pois sem ser advogado da Globo, em matéria de televisão eles são o número um e está falado, gostem ou não. Os evangélicos que me perdoem, mas enganar é preciso e, nesse tópico, o Edir é imbatível. Concordo em gênero, número e grau.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

*

TÔ NEM AÍ

Enquanto a presidente e singela comitiva assistem à abertura da Olimpíada, nós ficamos assistindo ao fechamento das nossas indústrias. Cada um com suas prioridades, né?

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

*

SALVE A RAINHA!

A magnífica Dilma é mesmo danada. Conquistou a primeira medalha para o Brasil na Olimpíada de Londres. Segundo a imprensa internacional foi Dilma a autora da rara façanha: conversou com a rainha Elizabeth durante longos 40 segundos. É a glória para ela e para o Brasil. Graças ao feito, para tristeza dos pessimistas, acabarão os problemas brasileiros. O Brasil vai se tornar um mar de rosas. Ninguém sabe o que Sua Majestade disse à nossa Dilma, mas o proveitoso colóquio entre as duas damas acelerará inclusive as obras para a Copa do Mundo de 2014. A rainha, discreta e elegante, só não arriscou palpite sobre o mensalão.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

*

MANUAL DO MENSALÃO

Esse rumoroso caso denominado mensalão está ficando, mesmo antes do início de seu julgamento pelo STF, tão complicado, com acusações de todos e para todos, que seria de bom alvitre que ao menos tivéssemos um manual, denominado "Manual do Mensalão/Acompanhamento", para que os leigos, porém interessados em seu acompanhamento, pudessem entendê- lo.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

*

COISA DE MINEIRO?

O julgamento do mensalão tem uma peculiaridade, pelo menos quinze dos réus são oriundos de Minas Gerais, como vice-líder supremo do mensalão José Dirceu (o líder supremo é Lula), o "CEO" Marcos Valério, a banqueira Kátia Rabelo do Banco Rural, junto com o Banco BMG e outros magnatas das alterosas. Aliás, não podemos esquecer que tudo começou na gestão do governador mineiro do PSDB, Eduardo Azeredo, nos anos 90. Todos os políticos mineiros afirmam que as eleições presidenciais no Brasil são decididas em Minas. Agora afirmo que, em tudo que é corrupção no Brasil, Minas Gerais tem um papel preponderante.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

*

O PIOR CEGO É O QUE ENXERGA

O mensalão não existe. O coelhinho da Páscoa existe, o Papai Noel existe, Ovnis existem, duende existe, o Curupira existe, o Saci existe e até a mula sem cabeça existe também, mas mensalão é invenção de imaginação muito fértil. Eu acredito em muitas coisas, porém acreditar que existiu o mensalão seria muita inocência. Brasil sem miséria é um país sem pessoas inocentes.

Manoel José Rodrigues manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

*

ADVOGADO DIZ QUE LULA 'ORDENOU' O MENSALÃO

Ao ler a matéria de Luciana Nunes Reali veio de imediato a ligação do personagem destacado com o linguajar dos hermanos cocaleiros e a poesia dos latinos hispânicos nos versos de: "angústia de não te ter mais, angústia de não ouvir..." Fui pedir ajuda ao meu universitário, não o de hoje, de aprovação continuada, mas aqueles dos anos 60, 11.ª edição do Aurélio, e aí percebi que esse sou eu e muitos brasileiros no sentimento de total angústia, provocada pelo continuo poder do hexa doutor honoris causa, porque para ele os versos apropriados são de "Perfídia", constante no mesmo Aurélio que até o STF poderá usar como alavanca do mensalão, no seu adjetivo qualificativo de "pérfido". Que alguém leia para ele que tem problemas estomacais com leituras... Que o frei Beto consiga a conversão,e o Boff, dissociar o social/comunismo e cristianizar a teoria da libertação,enfatizando o serviço e deveres do bom pastor... e que os seguidores entendam e pratiquem. Dizem os ingleses: ‘Deus salve a Rainha e no nosso amém, junte- se a ela o povo brasileiro.

Livrai o povo brasileiro desse mal metastático! Metástase: figura pela qual o orador lança à conta de outrem a responsabilidade do que alega. Delúbio até então, não será estigmatizado como pérfido pelos “cumpanheiros” , ele, Delúbio...somente ele...

Felício José Contesini fjcontesini@hotmail.com

Vinhedo

*

TODOS CONFIRMAM

Concordo plenamente com o advogado do sr. Roberto Jefferson: a ordem foi dada pelo sr. Senha (totem do Brasil), para que o sr. Dirceu promovesse o que foi batizado de mensalão. Aliás, o próprio o confirmou, na época. Se o sr. Juscelino nos custou muito caro, ao iniciar o ciclo da descontrolada inflação, o sr. Lula talvez nos tenha apresentando conta impagável ao implantar a imoralidade. Afastadas as emoções, a História colocará os pingos que o sr. Dirceu omitiu.

André C. Frohnknecht anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

*

STF E CÁRMEN LÚCIA

"Julgamento do mensalão não terá interferência política", disse a ministra do STF, Carmen Lúcia. Procuradora de Estado de carreira, indicada para ser juíza ao cargo da mais alta Corte da Nação que julgará o maior escândalo de corrupção política jamais visto no Brasil por nada mais nada menos que Luiz Inácio Lula da Silva quando este era presidente (atualmente, dos 11 juízes da composição atual do STF, seis foram indicados por Lula) e a quem interessa muito a absolvição dos indiciados, todos eles, ligadíssimos á sua própria pessoa. Sei...

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

*

GOVERNO DILMA

Dilma acaba de comprar dois helicópteros: para 10 passageiros e para seu uso, ao custo módico de R$ 100 milhões cada. E assim, continua o nosso calvário.

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

*

A CRISE E O EQUILÍBRIO DA ECONOMIA NACIONAL

O desemprego volta a rondar a indústria automobilística. Mesmo com os incentivos do governo – baixa de impostos e expansão do crédito ao consumidor – a General Motors pode anunciar, a qualquer instante, a demissão de 1500 a 2 mil trabalhadores de sua fábrica de São José dos Campos. No discurso oficial, o Brasil tem sido uma ilha de prosperidade, apesar das demissões pontuais no mercado de trabalho. A grande dúvida é sobre o real acerto da opção de incentivar o consumo interno, via crédito fácil, para garantir o funcionamento da indústria e evitar o desemprego. Até que ponto haverá lastro para essa indução de mercado e, principalmente, a disponibilidade de compradores. A maioria dos compradores potenciais já se endividou por dois, três, quatro e até seis anos, e só poderá fazer novos compromissos depois de saldar os atuais. Se, mesmo assim, as empresas continuarem tendo a necessidade de reduzir a produção e demitir, há que se encontrar outra forma de enfrentamento da crise, pois esta não funcionou ou, pelo menos, não foi suficiente para garantir a estabilidade até a passagem da tormenta. Caso comecem as demissões em massa, não haverá quem segure as conseqüências e, finalmente, aquela “marolinha”, que os governantes previam ser a chegada da crise mundial ao Brasil, se revelará como um devastador “tsunami”. O momento é de crise. Seria impatriótico ignorar. O governo tem a responsabilidade de encontrar fórmulas de enfrentamento. O empresariado precisa demonstrar boa vontade e disposição e os trabalhadores (principalmente seus sindicatos) têm de defender a classe, mas sem intransigências nem xiitismo. O que está em jogo é a ponderabilidade da economia nacional e até a sua manutenção no invejável sexto lugar do mundo. A perda do equilíbrio seria ruim para todos nós, brasileiros...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

*

DIREITO DE GREVE

O governo federal vem enfrentando uma onda de greves - 350 mil funcionários parados -, porém o projeto de lei regulamentando o direito de greve do servidor público civil, foi "deixado de lado" pelo Senado por mais de 23 anos. O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), embora tenha apresentado o projeto de lei para a regulamentação do direito de greve do setor público em dezembro de 2011, não há interesse do Senado em analisar e aprovar esse projeto no curto prazo. Enquanto não tivermos regras claras sobre as greves do setor público, a sociedade brasileira deverá conviver com greves "remuneradas" e por tempo indeterminado por mais tempo. É uma vergonha inacreditável, e uma gozação sem limite para a população que paga 34,4% do PIB de impostos.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

*

TELEFONIA MÓVEL

As operadoras de celular podem voltar a vender novas linhas em 15 dias. Só pode ser piada. Por que então foi suspensa a venda? Só para apresentarem os planos de investimentos e as metas? Mas o serviço continuará ruim, não? Mas poderão vender o que não podem atender ou entregar. A liberação é uma palhaçada. Só deveriam liberar quando as atuais linhas estivessem sendo devidamente atendidas. Que brincadeira é essa? O serviço é péssimo, todos sabem, e só suspenderam para as operadoras apresentarem planos de investimentos e metas. Não muda nada. Continua o governo comendo na mão das operadoras. Todos sabem o que vai acontecer, menos os inocentes do governo Dilma. Na hora de cobrar a meta ou o investimento, as operadoras vão dar uma desculpa qualquer, vão ganhar mais um prazo e assim vão vendendo um serviço de 5.ª categoria. Governo frouxo.

Panayotis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

*

‘BRASILIA POR DENTRO’

Muito interessante o artigo de João Mellão Neto (27/7, A2). Neste ano vamos renovar as Câmaras Municipais, onde com certeza a visão é a mesma. Cuidemos para eleger somente vereadores responsáveis e comprometidos

Claret Freitas claretfreitas@gmail.com

São Paulo

*

ELES NÃO FAZEM NADA

O ex-deputado Mellão prova que já na sua época, nunca os políticos fizeram muito por ser mais do que o chiqueiro que é hoje. Quem convive com a raça conhece melhor. Carteirinha de deputado é o mesmo que "cheque sem fundo".

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

*

RODOVIAS GAÚCHAS

O ilustre governador Tarso Genro está adotando uma medida "populista" e que deverá ser desastrosa para aqueles que transitam pelas rodovias do Rio Grande do Sul. Anteriormente aos pedágios era lastimável a situação, além de buracos, a falta de sinalização era geral. Mas a finalidade maior é criar uma estatal para "administrar" os serviços, mas que na verdade será mais um grande gerador de cabides para a companheirada. Se existe exagero nas tarifas, que se convoquem os empresários e se exija uma reformulação nos preços, mas daí a romper tudo (bem ao hábito do seu partido) é um risco enorme do usuário de ter que pagar por um serviço(?) de qualidade questionável, como em tudo que o governo faz. Não precisa ir longe para ver o estado da saúde pública, da educação, dos presídios e muito mais.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

*

SEGURANÇA PÚBLICA

O Ministério Público Federal quer a cabeça da Segurança Pública paulista pelo "caos". Fazendo justiça, deveria pedir a da carioca, pela "pacificação"...

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

*

MEDO DO QUÊ?

Os paulistas estão com medo da criminalidade? Ora, eles são felizes e nem sabem! Vejamos: São Paulo tem aproximadamente 11,4 mortos por 100 mil habitantes. Para se ter uma ideia do que passa no resto do País, basta dizer que o Distrito Federal tem inacreditáveis 34,2 mortos por 100 mil; o Rio de Janeiro, 26, 2 mortos por 100 mil. São Paulo só perde para Santa Catarina, Estado muito menor. De resto, mata-se, em média, duas vezes mais no Brasil todo do que se mata em São Paulo. Medo? Medo temos nós que não moramos em São Paulo!

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

*

TROCA DA CÚPULA DA PM PAULISTA

Parabenizo o procurador da República Matheus Magnani pela corajosa ação movida para que o governo do Estado de São Paulo troque o comando da Polícia Militar (PM). Ele tem toda razão quando afirma que a cúpula da PM estimula a violência dos policiais contra a população e que há policiais que tem prazer em agredir civis de forma gratuita e desnecessária. A PM existe para proteger e dar segurança à sociedade. Deve ser uma PM cidadã e pautada pelos direitos humanos. Jamais poderia ser uma PM despreparada, sádica, arbitrária e violenta como a que temos em São Paulo no governo de Geraldo Alckmin (PSDB).

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

*

‘ESCALADA DA VIOLÊNCIA’

Venho por meio desta elogiar o editorial Escalada da violência (25/7, A3), demonstrando que o Estadão não defende somente a liberdade de imprensa, mas também todo o conjunto de direitos fundamentais. Apraz-me saber disso.

Andres Ueta kueta@uol.com.br

São Paulo

*

POLÍCIA FEDERAL

Em resposta a matéria publicada na quarta-feira, com o título Delegados federais paulistas saem em defesa do diretor-geral da PF, no site do Estadão, por questão de justiça, devemos esclarecer, especialmente a respeito da declaração que é atribuída ao senhor Amaury Portugal, representante sindical dos delegados de polícia federal do Estado de São Paulo: "No Estado de Direito que vivemos atualmente no País não se pode aceitar atos criminosos que ofendam autoridades e instituições, causando danos, inclusive desestabilizando a Instituição Polícia Federal e a Segurança Pública". Tal afirmação só denota o destempero e a “saudade” que esse tipo de representante tem dos tempos de ditadura e da censura. E ainda tem a insensatez de falar em “estado de direito”. Por sinal, nós vivemos sim, mas é num estado democrático de direito! E, provavelmente esse “sindicalista” não sabe disso. Dano, quem causa, não são policias probos que estão lutando para mudanças profundas nas instituições policiais. Danos, criminosos, são causados por quem ao defender o indefensável, no caso o modelo de segurança pública do Brasil, com uma investigação fadada ao fracasso, peremptoriamente, como é o inquérito policial, defende essa excrescência. Pior, causa um dano criminoso, não a “ofensa” de uma pretensa autoridade, mas a Nação brasileira! Não deveríamos “enterrar” apenas o delegado diretor-geral da Polícia Federal (PF), mas, tudo que ele representa na (in)segurança pública do País. Dano, criminosamente cometido, é de quem inviabiliza o trabalho efetivo de prevenção, da repressão imediata e mediata ao crime, tudo configurado numa organicidade de polícia de meia-função e, com uma investigação policial querendo ser ação penal. O que se protesta, como o enterro do diretor (quase) geral, é pela institucionalização e reestruturação da carreira e da própria PF, com ciclo completo de polícia, numa lei orgânica da PF que assim a estruture, e mude-se o processo penal, na parte da investigação, conformando ao modelo constitucional do principio acusatório e do contraditório. Esse é o caminho para um órgão policial federal eficiente e eficaz, e para o fim da impunidade brasileira! Crime é se defender a situação atual da segurança pública e agravado, quando se faz isso com o único propósito de se defender privilégios e situações descabidas de reles servidores públicos que pensam que ainda estamos numa ditadura.

Tercio Fagundes Caldas, advogado tfagundescaldas_adv@ymail.com

João Pessoa

*

ABUSO DE PODER

Em sua campanha para a reeleição à prefeitura do Rio, o prefeito Eduardo Paes prometeu pagar uma gratificação de R$250 aos cerca de 5.500 policiais militares, que já recebem R$500 para trabalhar nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Se o senhor prefeito reconhecesse o valoroso trabalho dos policiais militares, não proporia gratificação em época eleitoral, já as teria dado em outras oportunidades. A Procuradoria Regional Eleitoral está correta e o fato configura abuso de poder, que como é dos usos e costumes... deixa pra lá.Por sua vez o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), considerou legal a recepção,no Palácio da Cidade ao atleta Clarence Seedorf. Quantos atletas chegados a clubes do Rio foram recepcionados pelo prefeito? Quanto a morte da soldado Fabiana Aparecida de Sousa, de 30 anos, o prefeito disse apenas: "Isso é muito simbólico". “Só existe abuso de poder porque o poder é intocável.” Quosque tandem abutere?

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras

*

RECUSAR HOMENAGEM

Aproximando-se o dia do advogado (11 de Agosto), ultimam-se preparativos para homenagear causídicos por más administrações estaduais e municipais. Gostaria de sugerir aos dirigentes da OAB a recusa dessas homenagens no caso dos Estados e municípios que ignoram e não cumprem decisões judiciais, até que essas más administrações lhes deem cumprimento, quitando os precatórios pendentes, bem como insistissem junto ao Ministério Público para responsabilizar os governantes que, malgrado a arrecadação de receita sempre superior à orçada, têm desviado os recursos obrigatoriamente destinados ao pagamento, o que o vigente Código Penal define como crime. Seria uma luta oportuna pela instalação de verdadeiro estado democrático de direito.

Nevino Antonio Rocco nevino_a_rocco@yahoo.com

São Bernardo do Campo

*

POBRES DOS ALUNOS

O governo federal fez sua última proposta aos professores e servidores do segmento da educação federal, esperando o término da greve que já se prolonga por mais de dois meses, prejudicando, sobremaneira, milhares de alunos. Dobrou o conteúdo das ofertas até agora realizadas, alertando que já se atingiu o limite, sinalização que deve sensibilizar os sindicatos e os grevistas, porque, além dos seus, existem outros interesses que precisam ser preservados, em nome de um nacionalismo que as universidades sempre defenderam. Mas, simples ameaças de nada adiantam, porque o corte do ponto, na data marcada, deve ocorrer, sob pena de o governo ficar desautorizado e desrespeitado, posição inconveniente e que pode até ser desejada por alguns comandos de greve, como forma de abalar a autoridade do atual governo, ressaltando-se o anterior.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

*

ENSINO DE QUALIDADE

O artigo Para romper com o analfabetismo funcional (25/7, A2), de Priscila Cruz, deveria merecer a atenção de todos os brasileiros, em especial de nossos governantes. Ao mencionar que a deficiência em relação à educação tem início nos anos iniciais e que é nessa fase que a solução deve nascer, a articulista toca no cerne da questão. Da mesma forma, menciona outro ponto crucial ao lembrar a necessidade de aprimorar a qualidade dos professores do ensino básico como um fator determinante, bem como a importância de atrair os melhores profissionais para essa etapa do ensino. Exemplo expressivo dessa realidade é o fato de fundações sérias estarem dedicando parte considerável de seus recursos para a instrumentalização de professores do ensino básico da rede pública. Recursos aplicados para suprir deficiências graves de formação que não deveriam existir. Não basta garantir escola para todos, é vital para este país garantir ensino de qualidade para todos. Este é maior pecado que nós brasileiros estamos cometendo com as novas gerações, privando-as de uma educação de qualidade e condenando-as a um futuro de incertezas.

Ricardo Luiz dos Santos Carvalho ricardo.carvalho@centraloffices.com.br

São Paulo

*

DURA REALIDADE

Excelente artigo de Priscila Cruz referente ao assunto em pauta. Mostra com clareza e equilíbrio a situação deprimente do ensino fundamental brasileiro medida com o termômetro correto. E não os dados sempre positivos fabricados e festejados pelo marketing oficial. A falta de melhor preparo dos jovens e crianças vai se refletir dramaticamente no futuro deles. Fora as dificuldades enormes que enfrentarão em suas vidas profissionais por falta de maiores competências esses jovens e crianças não terão a mínima condição de desempenhar plena cidadania e melhor contribuir para a Nação. O artigo mostra que matérias básicas do ensino fundamental, Português e Matemática, apresentam, em grande parte dessas crianças e jovens, índices medíocres. Além disso, e tristemente, o artigo mostra que 38% dos universitários não aprenderam o que deveriam ter aprendido e dominado desde o ensino fundamental, estágio denominado analfabetismo pleno pelos especialistas. E toda essa situação dramática tem o beneplácito dessa filosofia de governo que já dura quase dez anos. Essa ditas autoridades, usando conveniente marketing e verbas públicas, constantemente festejam , anunciam com bravatas, iludindo o público em geral, em particular, muitos desses sofridos analfabetos funcionais.E , pior de tudo, na incompetência e falta de coragem para enfrentar os reais e sérios problemas de nosso país, apresentam-se agora, covardemente, a começar pela dita “presidenta” , dizendo alto e bom som , que o que importa para um país não é o crescimento do PIB, e, sim, o bem-estar de seus os jovens e adolescentes. Coitados deles! Não é novidade. A solução da educação fundamental não é construir escolas em quantidade, nem verbas. A questão é falta de determinação e competência de quem foi eleito para oferecer ensino de qualidade nas escolas já existentes. Como todos os países sérios fizeram e fazem. Chega de demagogia e enganação!

Renato de Rezende Pierri renato.pierri@cerp.com.br

São Paulo

*

EDUCAÇÃO

A quem possa interessar, a base de tudo é a educação, a alfabetização plena deveria ser a grande prioridade nacional (26/7, A2). Não dá para acreditar no que estamos vendo acontecer em nosso país. Deveria ser a principal notícia em todos os jornais. Deveria ser obrigação do Estado e dever para todos. Educação é coisa muito séria. Estão brincando com o futuro do nosso país. Não dá mais para aceitar essa piada. Estamos com vergonha. Chega!

Silvia Rezende silviapr54@hotmail.com

São Paulo

*

EXAME PARA FORMANDOS EM MEDICINA

Excelente ideia do Cremesp, para extorquir os bolsos dos formandos em medicina, tornando obrigatória a realização de prova para avaliar os formandos do 6.º ano do curso de Medicina, nos moldes do cassino e/ou caça-níqueis Exame da OAB. Qualidade de ensino se alcança com a melhoria das universidades, suas instalações, equipamentos, laboratórios, bibliotecas, capacitação dos seus professores e não com um exame medíocre, para manter reserva pútrida de mercado, feito para reprovação em massa (parque das enganações), quanto maior reprovação maior o faturamento R$ 72,6 milhões por ano, de fazer inveja Carlinhos Cachoeira, sem transparência, sem prestar contas ao TCU, para alimentar uma teia pantanosa e seus satélites. Não é da alçada dos órgãos de fiscalização da profissão avaliar ninguém, tomar o lugar do Estado (MEC). Art. 22 da CF: Compete privativamente a União legislar sobre (...) XVI – organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de profissões. Já imaginaram os prejuízos incomensuráveis que o Exame da OAB vem causando ao nosso país, com esse contingente de milhares de bacharéis em Direito (advogados), devidamente qualificados pelo Estado (MEC), desempregados, notadamente à Previdência Social, Receita Federal e ao Ministério da Saúde que no final acaba arcando com despesas com tratamento desse terror (bullying social), que vem gerando fome, desemprego (num país de desempregados), depressão, síndrome do pânico, doenças psicossomáticas, e outras comorbidades prognósticas? Segundo Martin Luther King “Na nossa sociedade, privar um homem de emprego ou de meios de vida equivale, psicologicamente, a assassiná-lo”.

Vasco Vasconcelos vasco.vasconcelos@brturbo.com.br

Brasília

*

MÉDICOS ABREM CLÍNICA EM HELIÓPOLIS

Lamentável a manchete do Estado e mais lamentável ainda é a defesa desses profissionais que montaram ali uma clínica com o único intuito de ganhar dinheiro. Dizer que esses médicos prestam um serviço a preços populares é, no mínimo, hilário, pois esse é o preço que os convênios pagam aos outros profissionais a eles credenciados e que recebem seus honorários 40 a 60 dias após a prestação de serviços e esses devem ganhar no ato e muitas vezes sem recibo de honorários. Se esses profissionais quisessem mesmo prestar um serviço para atender a pessoas mais necessitadas, eles deveriam atender a essa população gratuitamente como ocorre em vários outros locais espalhados pela cidade de São Paulo. É só vocês pesquisarem com interesse jornalístico e vão descobrir que, em São Paulo, muito médicos anônimos prestam esse mesmo tipo de serviço gratuitamente há muitos anos e não fazem essa propaganda como se fossem Deus e os salvadores dos mais necessitados. Interessante é vocês salientarem que os mesmos trabalham nessas duas instituições como se pertencer ao corpo clínico delas os tornasse melhores do que tantos outros profissionais. Espero sinceramente, como leitor do Estado, que a manchete seja revista e que os profissionais médicos voluntários sejam reconhecidos por seus atos.

Paulo Celso Frucci, médico drpaulocelsofrucci@hotmail.com

São Paulo

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.