Fórum dos Leitores

ELEIÇÕES E CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

03 Setembro 2012 | 03h07

Candidatos do Lula

"Já sou reconhecido como o candidato do Lula", disse Fernando Haddad. Convém lembrar que o sr. João Paulo Cunha também era candidato do Lulla, bem como todos os outros petralhas que disputam cargos de prefeito. A população não quer mais ser enganada. PT nunca mais!

CALOS ROLIM AFFONSO

profrolim@globo.com

São Paulo

Nem pensar!

Até criança percebe que o empenho do fogueteiro-mor na campanha de um despreparado para a Prefeitura paulistana não terá sucesso contando com a "boa vontade" da ex-prefeita. Aqui, candidato ruim a gente rechaça e glosa!

FLAVIO MARCUS JULIANO

opegapulhas@terra.com.br

Santos

Saudade do Cacareco...

Os novos ventos: se eleito, Haddad trará de brinde para os paulistanos os conselhos de Lula e o probo estilo petista de governar; vencedor Russomanno, do PRB (nome fantasia do PL), terá o arrimo do Crivella, o amparo da Universal e o suporte da Record.

HELENA RODARTE C. VALENTE

helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

Pesquisas em São Paulo

Todo cuidado é pouco em se tratando de pesquisas eleitorais, principalmente em São Paulo, berço do partido que patrocinou falcatruas como nunca antes neste país. Em eleição anterior, uma candidata tinha cerca de 80% nas pesquisas, veio a eleição e não passou de 15%. Portanto, lembrem-se: quem comprou votos a preço de ouro, como vimos no mensalão, pode muito mais comprar e direcionar pesquisas... A mudança foi rápida demais. Nós, mineiros, somos mais desconfiados.

JULIO JOSÉ DE MELO

julinho1952@hotmail.com

Sete lagoas (MG)

De rejeição

Não entendo o "raciocínio" dos que se manifestam nas pesquisas. Por que Serra tem 43% de rejeição? Estão decepcionados por que ele nunca roubou, mensalou, martaxou ou praticou malfeitos? Esqueceram que fez ótima administração e, quando ministro da Saúde, foi ele que criou os medicamentos genéricos, que custam só uma fração dos "de marca"? Que males ele fez à cidade?

MÁRIO A. DENTE

dente28@gmail.com

São Paulo

Hilário político

É hilariante o horário eleitoral gratuito - na verdade, pago por nós com a elevada carga tributária. Se pesquisarem, vão se surpreender com o número insignificante de ouvintes ou telespectadores interessados em perder seu precioso tempo, salvo para dar muitas risadas dos absurdos que esses "humoristas" falam e prometem.

MARIA TERESA AMARAL

mteresa0409@2m2.com.br

São Paulo

Liberdade de escolha

O que você decide de alguma maneira o afetará no futuro, por esse motivo a eleição é a grande oportunidade de o povo expressar sua opinião. Seu voto é soberano, por isso não venda sua dignidade e vote com convicção, sem ser levado pelo estouro da boiada, pois você pode perder seu voto, mas não deve perder sua liberdade de escolha. A democracia renova-se em cada eleição e no final do pleito fica a lição de que a maioria é soberana, que somos um só povo e patrão dos eleitos, os quais devemos fiscalizar. Voto é sagrado, portanto, escolha o melhor "santinho" para que sua vida não seja um inferno por quatro anos.

MANOEL JOSÉ RODRIGUES

manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

O voto certeiro

Temos este ano mais uma oportunidade de eleger para o cargo público de maior responsabilidade de uma cidade pessoas de caráter, honestas e, acima de tudo, sinceras. Temos também a chance de tentar exercer e usufruir uma política de verdade, com valores e democracia para toda a sociedade. Mas corremos o risco - por ingenuidade ou incapacidade - de parte do eleitorado votar em quem não vai agregar valor algum com seu poder e sem ter pelo menos algum conhecimento sobre o candidato, que muitas vezes mascara a sua verdade. Em Campinas, por exemplo, tivemos o caso, extremamente vergonhoso para a cidade, de um indivíduo inescrupuloso, sem ética, de caráter falsário, que, ante os protestos contra sua administração, acabou exonerado. Assim, fica o alerta de que muitos podres podem estar sendo encobertos, fazendo-nos acreditar em "homens poderosos"... Espero que todos os cidadãos votem com opinião formada e elejam os melhores candidatos.

JAMILE MATTAR DE LIMA

mattar_lima@hotmail.com

Campinas

MENSALÃO DO PT

Gato escaldado

Leio vários comentários projetando a expectativa de uma possível recuperação da ética e da moral, apesar da ausência do chefe da "quadrilha" no banco dos réus. Ética e moral que, desde os tempos de Rui Barbosa, vêm sendo tergiversadas de acordo com os critérios pessoais dos favorecidos, atitude que corrói a alma dos brasileiros, envergonhando-nos por tantos descalabros cometidos por aqueles que nos deveriam dar os exemplos de conduta proba. Também em mim esse sentimento brota. Mas, como gato escaldado, que tem medo de água fria, reservo-me o direito de aguardar o desenrolar das próximas sessões do STF para poder vislumbrar uma nova era que pensei tivéssemos iniciado com a deposição do presidente Collor de Mello.

ANTONIO CARLOS GOMES DA SILVA

acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

Por um Brasil melhor

Não podemos perder a esperança - a última que morre, diz o velho ditado. Cadeia para os que acreditaram na impunidade, para os que ainda acreditam na impunidade e continuam agindo como bandidos, para todos os que praticaram e ainda continuam a praticar improbidade administrativa, desvio de recursos públicos, falcatruas de toda espécie! Só assim as pessoas de bem e do bem se sentirão seguras e confiantes neste Brasil que cresce em ritmo assustador. Talvez a nossa geração ainda não visualize um País do jeito que gostaríamos, mas acredito que as novas gerações possam viver num Brasil diferente deste nosso. O start dessa mudança talvez esteja no julgamento do mensalão. Vamos passar definitivamente o País a limpo, doa a quem doer! Aquele sentimento de impunidade é um pouco amenizado pela sentença proferida pela maioria dos ministros do STF.

PEDRO SERGIO RONCO

sergioronco@uol.com.br

Ribeirão Bonito

Parabéns a Osasco

A primeira cidade brasileira a adotar a ficha limpa, ainda que por vias transversas.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

JOSÉ DIRCEU

Na fila de espera daqueles que terão seu destino modificado pela voz da justiça, pergunto: será que o mestre em disfarces José Dirceu já tem um plano de fuga, caso seja condenado à prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), como tudo leva a crer, já que a condenação de obreiros menores pode sinalizar o destino dos demais? Ou o chefe da organização irá acompanhar seu julgamento nas redondezas "Brasil", provando que seu desejo de ser julgado o mais depressa possível - como dizia pouco antes do início do julgamento - servirá como passaporte para a inocência?

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

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CARTAS MARCADAS

No julgamento do mensalão parece haver cartas marcadas, de antemão. Tudo combinado. Punição talvez para alguns, sem maior gravidade. Somente para dar satisfação à sociedade ansiosa com o desfecho do caso, porém sem afetar ou manchar o eixo do poder central, que, talvez, mantém as rédeas desta encenação sob controle.

Joao Rochael jrochael@ibest.com.br

São Paulo

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NOVO RUMO

O julgamento do mensalão está tomando um rumo bem diferente daquele que as pessoas estavam prevendo - qual seja, ninguém será condenado, o dinheiro surrupiado não voltará aos cofres públicos, vai ficar o dito por não dito. Felizmente estamos vendo que os réus terão, sim, de responder pelos crimes cometidos. Ouso dizer que a presença do ex-presidente Lula nos palanques pelo Brasil poderá ser um tiro no pé de seus protegidos. Parodiando Roberto Jefferson, eu diria: "Sai daí, Lula!".

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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AS PRIMEIRAS CONDENAÇÕES

O agente federal Eliot Ness, ao prender o guarda-livros da máfia italiana em Chicago, Illinois, falou para seus comandados: "Nós o pegamos". Este "o pegamos" se referia a Alfonso Capone. Na justiça e polícia estadunidenses, a expressão diz tudo: we got him!

Vicente Bezerra localtraining@yahoo.com

Campinas

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HÁ STF NO FIM DO TÚNEL

Frase de Neil Ferreira com a qual se presenteiam os brasileiros que clamam pela moralização dos costumes políticos . A postura da grande maioria dos ministros do STF adotada no julgamento do processo do mensalão é indiscutivelmente extraordinária! Não trato apenas do dever consciente de seguir o que vai nos autos para condenar, mas, da força de sua convicção de que existiram crimes que desmoralizam e enfraquecem nossas instituições, trazendo prejuízo enorme à sociedade brasileira, numa incessante e volumosa roubalheira do dinheiro público. Parecem iluminados na ideia de que é mais que hora de dar um basta a tanta desfaçatez de políticos e empresários que não se cansam de tirar do povo todas as possibilidades para uma vida digna. Não condenam por ódio, por prazer, mas por dever urgente de consertar, de medicar, de sanar tanta sordidez praticada por antipatriotas nesse chão chamado Brasil. Contra pressões, ameaças, deboches, desconfianças, lá estão eles, firmes, tranquilos no cumprimento de tão grandiosa missão. Hoje, "Há STF no fim do túnel". Um túnel escuro que, dentro de pesadelos que se repetiram por longos tempos, parecia nem ter fim.

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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UM IMPORTANTE VOTO

Brilhante a atuação do ministro Cezar Peluso na sessão em que deu seu voto no julgamento do mensalão, na semana passada. A contundência e clareza com que proferiu suas considerações, aliás, explicam bem o porquê de petistas terem se esforçado tanto para evitar que ele participasse do caso. Ricardo Lewandowski, que, a essa altura, vem cada vez mais evidenciando seu forte grau de sintonia com os anseios que Lula nutre sobre o julgamento, fez o possível para inviabilizar a presença de Peluso, quando postergou a entrega de sua revisão até não mais poder com vistas à aposentadoria compulsória do ministro. Felizmente, ainda sobrou tempo para que Peluso pudesse condenar parte dos envolvidos, dentre eles o deputado João Paulo Cunha, um graúdo do PT. É uma pena que a Suprema Corte perca um profissional desse naipe para a sequência do caso, afinal, é de magistrados independentes e comprometidos unicamente com a letra constitucional, como Peluso, que o Brasil precisa para poder constatar, pelo bem do nosso Estado de Direito, que ainda há juízes em Brasília.

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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NÃO EXISTIU

Se no julgamento do STF a quadrilha do mensalão desmorona, com os réus sendo finalmente condenados, a mesma satisfação infelizmente não se dá com as notícias sobre o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Pelos dados divulgados, seu desempenho no segundo trimestre deste ano alcança os medíocres 0,4%! E já se projeta para 2012, um crescimento (se é que se pode chamar de crescimento) de apenas 1,3%. O que esses números do PIB nesta gestão petista têm em comum com o mensalão é que as vítimas são as mesmas! Ou seja, os 194 milhões de habitantes! Isto posto, Dilma Rousseff de forma sincera poderá dizer em dezembro que o nosso PIB inexistiu, bem diferente do Lula, que a essa hora deve estar enfiando sua viola de mentiras no saco, de tanto embromar que a quadrilha do mensalão não existiu...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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O QUE FALTOU?

O Brasil fechará o ano de 2012 com crescimento do PIB menor do que 2011, cerca de 1,5%. A inflação estará distante da meta, algo acima de 5%. O que deu errado? O que faltou? Países com condições semelhantes às nossas como Chile, México e mais uma meia dúzia crescerão com inflação controlada. O que ocorreu para que, apesar da crise na economia internacional, alcançarem melhores resultados do que nós? Fizeram as reformas em vez de culparem a crise.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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MAIS INCENTIVO AO CONSUMO

O governo quer incentivar o consumo. Para isso não seria mais fácil as três esferas governamentais pagarem os precatórios, principalmente os de origem alimentar?

Victor Hugo

São Paulo

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'QUEBRA DE PARADIGMA'

Lá do seu cantinho, Tutty Vasques nos mandou na sexta-feira, 31/8 (página C8), mensagem relevante sobre a queda dos juros. Os grandes tomadores podem, sim, estar se beneficiando. Já, os trabalhadores que têm de recorrer a cartões de crédito são confrontados com taxas de, acreditem, 15% ao mês, no caso de atrasos no pagamento. Será que o ministro Mantega não poderia dar uma olhada nisso?

Silvestre Paiano Sobrinho spaiano@uol.com.br

Belo Horizonte

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NÃO FAZ SENTIDO

O governo brasileiro comemora a redução dos juros. Como não entendo absolutamente nada de economia, gostaria que o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, nos explicasse como é possível sobreviver num país com taxa de juro de 7,5% ao ano, se neste mesmo país os juros dos cartões de crédito ultrapassam 10% ao mês?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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MAIS UMA VEZ, O IPI

Quando vemos, mais uma vez, o governo prorrogar a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a indústria automobilística restam algumas perguntas: A indústria automobilística - aquela mesma que o Lulla, quando sindicalista, taxava de multinacional exploradora do proletariado - deu sua contribuição em redução efetiva do preço dos automóveis, ou apenas reduziu a parcela que a menor alíquota do IPI representa? Havia necessidade de estender esse benefício, visto que é noticiado que para certos modelos existem filas de espera de até dois meses para entrega dos veículos? Não seria melhor fazer essa renúncia fiscal em benefício de outros segmentos da economia que geram mais empregos e beneficiando a população como um todo, sem contribuir para o endividamento das pessoas, que já é mais do que preocupante? Logicamente, não vou fazer ilações de que a dilação do benefício por mais dois meses coincide com o período eleitoral e supor que tal benefício seja vinculado a doações de campanha.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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QUEBRADEIRA

O governo federal prorrogou por mais dois meses a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos carros novos. Mas o governo se esqueceu dos carros seminovos e usados. As lojas estão fechando por falta de capital de giro. É preciso que o governo tome alguma providência. Do contrário, a quebradeira será geral.

Olympio F. A. Cintra Netto ofacnt@yahoo.com.br

São Paulo

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CRESCIMENTO X INFERNO NAS CIDADES

O governo tem prorrogado o prazo cobrar o imposto sobre o preço dos carros no Brasil. O ministro Guido Mantega afirma que seria um estímulo ao crescimento do PIB no País. Seu valor é pífio e seria necessário uma atitude positiva por parte do Poder Executivo para reverter este status quo. Trata-se de um "tiro no pé" porque elevará o valor do PIB, porém o preço será pago pelo sofrimento da população urbana das cidades. As ruas estão entupidas de carros. Estão intransitáveis. É obvio que a qualidade de vida está em queda. O dilema é: crescimento econômico x inferno no trânsito das cidades.

Mario Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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PREÇOS ABUSIVOS

É revoltante o alto valor dos carros no Brasil. Nos EUA, por exemplo, um Chevrolet Camaro zero km custa pouco mais de US$ 23 mil, ou seja, menos do que custa um Fiat Palio Weekend, no Brasil, cerca de US$25 mil. Por aí se vê como os consumidores brasileiros são lesados pelos altos impostos que incidem sobre os carros e pelo cartel das montadoras de veículos conluiados com o governo, que fazem com que o preço dos carros seja abusivo no País, muito mais caros do que em outros países.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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RESERVA DE MERCADO

Em razão da reserva do mercado doméstico às indústrias instaladas no Brasil, nós, consumidores, pagamos preços mais elevados por inúmeros produtos. Prevalece a ênfase na criação de empregos fabris de baixos soldos, enquanto nos países ricos predominam os empregos melhor remunerados do setor de serviços e de gestão. As políticas de defesa industrial seriam justificáveis, por período limitado, para defender o nível de emprego em "indústrias nascentes", conforme a Organização Mundial do Comércio (OMC). No Brasil, onde vigoram desde 1930, causam a transferência de benefícios dos consumidores (que pagam altos preços) e dos trabalhadores (que recebem baixos salários) para as empresas que se privilegiam da proteção contra a concorrência global e seus controladores.

Thiago Antonio de Melo Oliveira thiagoov@gmail.com

Brasília

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É UM CRIME!

Enquanto o "lobby" da indústria automobilística "rola" solto e poderoso, o governo reduz a porcentagem do IPI sobre os automóveis, para que milhares de incautos seduzidos pelo "glamour" de possuir um carro se endividem acima das suas possibilidades ao cair nesse novo "conto do vigário". Comprar um carro não é uma necessidade vital, pois se pode sobreviver muito bem sem ser dono de um deles. E mesmo com toda essa "benesse" do governo, a maioria dos modelos de carros vendida no Brasil, custam duas ou três vezes mais que se fossem comprados nos EUA. Por que o governo não diminui ou elimina totalmente os impostos que incidem sobre os medicamentos, passando também a controlar as margens astronômicas de lucro das indústrias farmacêuticas, beneficiando a milhões de brasileiros? Ao contrário da compra de um carro, comprar remédios pode ser uma questão de vida ou morte, sendo que as pessoas afetadas têm de recorrer muitas vezes a empréstimos com juros escorchantes para comprar os medicamentos de que necessitam. Idosos aposentados são forçados a fazer "bicos" para aumentar um pouco o ridículo valor da aposentadoria que recebem mensalmente. Como exemplo, citarei que eu, que já estou vivendo, há tempo, nas "horas extras" da vida, há seis meses fui recomendado pelo meu médico a me injetar insulina para combater uma diabete nível 2. Passei a comprar canetas do produto receitado, que custam entre R$ 117,00 e R$ 121,00 a unidade. Três meses atrás durante uma viagem à Europa comprei na cidade de Barcelona exatamente a mesma caneta de insulina com a diferença que paguei R$ 38,00 a unidade. Repito R$ 38,00 a unidade, ou seja, 68,6% mais barata que a caneta que compro aqui no Brasil. Não há explicação coerente para tal diferença. O fabricante francês certamente teve o seu lucro. O atacadista que revende o produto também, sem esquecer a farmácia na qual comprei a insulina. Imitando um comentarista de TV muito conhecido, eu diria: Isso não é uma vergonha, isso é um crime!

Carlos Burgi carlos.burgi@terra.com.br

São Paulo

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EMPRESAS FECHANDO

Metade das empresas no Brasil fecha nos primeiros três anos e é evidente que isso ocorra, pois as mesmas não têm a menor possibilidade de atender às exigências impostas pela prefeitura, por exemplo, que cria "dificuldades" para vender "facilidades", na regularização do negócio em si. Ainda mais com as altas taxas de impostos "municipais", "estaduais", "federais", "encargos fiscais que oneram a folha de pagamento em mais de 100%", "ações trabalhistas, quando ocorrem, que sempre favorecem o empregado" e muito mais por aí afora, que só quem tem uma porta aberta sabe o que passa no seu dia a dia.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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A INDÚSTRIA TÊXTIL QUER AJUDA

Infundada a informação da Associação Brasileira do Varejo Têxtil em relação à falta de qualidade e quantidade das indústrias do vestuário no Brasil, pois nosso parque industrial está preparado para atender a todas as demandas do varejo. Os nossos problemas são preço, em decorrência da altíssima carga tributária que assola a atividade do setor, e a não isonomia com produtos asiáticos, que têm tributos ínfimos. No mais, nada justifica a colocação da entidade.

Pedro Eduardo Fortes pec.fortes@uol.com.br

São Paulo

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PORTAS FECHADAS

Está certo o ministro Guido Mantega e os industriais brasileiros do setor têxtil: quando o aumento significativo de importação de qualquer produto começa a trazer instabilidade para o setor, é preciso tomar medidas para assegurar a boa convivência no mercado de importados e nacionais.

Minoru Takahashi minorutakahashi@hotmail.com

Maringá (PR)

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SONHAR, UM DIREITO DOS POETAS

O momento idílico do atual governo ficou nas brumas do passado. São contundentes os dados expostos pelo Estado acerca da saúde debilitada de nossas exportações. Nossa produção industrial não foge à regra. Restam serviços, movimentos especulativos e estatais mastodônticas devidamente embrulhadas sob o aspecto ético. Um mínimo de patriotismo faria com que o atual governo abandonasse seu projeto megalomaníaco de poder, adotasse medidas possíveis para tentar salvar a lavoura e pegasse seus bonés vermelhos. É óbvio que também estamos a cogitar no campo do surrealismo.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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LUCROS DE EMPRESAS CHINESAS DESABAM

Quem são, na história e cultura milenares da China, os economistas que foram capazes de contestar os clássicos ocidentais, Adam Smith, Thomas Malthus, David Ricardo e John Stuart Mill? Se nunca existiram, com certeza os responsáveis pelo atual boom desenvolvimentista chinês não possuem nenhuma "receita mágica" que lhes permita ficar imunes a crises cíclicas que assolam a economia ocidental. Mais dia menos dia a coisa vai desandar. É só esperar.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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FÚRIA ARRECADATÓRIA

Sou proprietário de um veículo modelo recente, bem cuidado e fui viajar, me esquecendo de fazer a inspeção ambiental veicular do Controlar na data prevista. Tampouco recebi qualquer aviso ou lembrete. Entretanto, voluntariamente paguei (R$ 44,38) fiz a inspeção (aprovado) um pouco depois do prazo, e no período não fui abordado por nenhum agente policial. Estava tranquilo e com minha documentação de veículo em ordem. Mas agora me veio, pelo correio, uma multa - Notificação de Penalidade por Infração Inspeção Veicular Ambiental no valor de R$ 550,00. Imagina-se uma multa por atraso, de até 5% a 10% do serviço, mas jamais um absurdo deste porte por um erro menor. Um total desrespeito ao cidadão. Que se vá a administração Kassab e sua fúria arrecadatória e que o próximo prefeito reveja esta orientação.

Carlos Eduardo Cunha ccunha@uninet.com.br

São Paulo

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O DESCONTO VALE PARA TODOS?

IPVA atrasado terá desconto de 70% e nós, pobres mortais, que pagamos em dia, podemos considerar como um incentivo para não honramos o pagamento no dia do vencimento?

Alvrez Aguiar alvarez.atib@hotmail.com

São Paulo

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USINA DA CSA - FERRO À VISTA

Inaugurada há dois anos com toda a pompa e circunstância peculiares aos governantes petistas, a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), situada em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio, virou uma quimera, as intenções do governo eram das melhores, mas para não desmentir aquela máxima sobre a população do inferno. Os alemães da ThyssenKrupp estão estudando a possibilidade de fechar, de início um dos seus dois altos-fornos, reduzindo pela metade a sua capacidade de produção, já tendo recebido entre 2007 e 2010, R$ 695 milhões em benefícios fiscais, além de ter criado um histórico de conflitos ambientais e trabalhistas. Em janeiro de 2011, a CSA foi multada pelo Instituto Estadual do Meio Ambiente em R$ 2,8 milhões, além de compensar os danos ambientais em R$ 14 milhões. A indolência mental dos nossos governantes a ausência de autênticos estadistas, nos levam a negócios mal feitos, com o ocorreu com o gás da Bolívia, a energia elétrica do Paraguai, e, ao que parece, entraremos no ferro dos escorregadios alemães. De 1500 para cá passamos de colônia para semicolônia. Afinal, país rico é país o que mesmo?

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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SUSPENSÃO DE APLICAÇÃO DE LEI?

Isso é caso de impeachment. Onde está a oposição, se é que existe? O Ministério de Minas e Energia suspendeu unilateralmente o exame de proposições e concessões que o Código de Mineração prevê e o ministro Edison Lobão não diz o que será feito. Para os que não são do ramo terem uma ideia, pensem em o que aconteceria se os hospitais decidissem suspender atendimentos e cirurgias até que novas regras fossem estabelecidas, sem especificá-las? O ministro diz que agora querem leiloar. Mas leiloar o quê? Sob que legislação? Toda a mineração brasileira está sendo prejudicada, como já o foi a Petrobrás, a Vale, a Valec e tantas outras. É a mais absoluta incomPTência administrativa vista em atividade econômica tão importante. Por certo estão querendo mais $.

Wilson Scarpelli wiscar@estadao.com.br

Cotia

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A TRAGÉDIA DO BONDINHO

Fez um ano da tragédia com o bondinho de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, e até agora não há culpados e nem conclusões, apesar do acúmulo de indícios de omissão e falta de responsabilidade. Recentemente apareceu um relatório feito pela TTrans, responsável pelo serviço, estimando em apenas R$ 60 mil os investimentos necessários para melhorar a segurança do sistema de trânsito no bairro, que não foi autorizado pelo secretário de transportes Júlio Lopes. A viúva do motorneiro, morto no acidente, até agora não recebeu nada do Estado e nem do seguro. Este é o governo que foi reeleito, que não demonstra nenhum respeito ao cidadão. Como se vota mal neste país.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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PANE NO METRÔ - INFORMAÇÃO

Sobre o incidente ocorrido no metrô na tarde de quinta-feira (23/8), a situação foi agravada pela total falta de informações. Se o trem parou às 17:40 h na Luz, dez minutos após os técnicos deveriam ter pelo menos uma avaliação de quanto tempo se levaria para comboiar o trem até o desvio mais próximo, pois é inacreditável que a empresa não tenha uma estatística dos eventos similares. Avaliada a situação, deveria ser passada a informação para todas as estações afetadas para que se impedisse o acesso de mais passageiros. Entrei na estação Santa Cruz às 18 horas e não fui impedido de entrar, ou seja 20 minutos após a constatação do incidente! O pior é que por pelo menos dez minutos não houve nenhuma informação. O sistema de informação começou a divulgar a mensagem de que o acesso às plataformas estava bloqueado devido ao problema, mas dizendo que "os trens estavam circulando em velocidade reduzida e com maior tempo de parada nas estações", uma mentira evidente, pois qualquer um que estivesse na plataforma via que nenhum dos trens saia do lugar seja para Tucuruvi, seja para Jabaquara. Isso foi sendo divulgado até por volta das 18:25 h, quando o trem no sentido Jabaquara seguiu viagem. Pouco antes do trem sentido Tucuruvi sair, divulgou-se que o sistema seria restabelecido em 3 minutos. O trem partiu e outro que já estava parado no túnel encostou. Embarcou quem pode e ficamos por uns 30 minutos sem nenhuma informação, a não ser aquele mensagem de que os acessos estavam bloqueados. Víamos que trens para Jabaquara trafegavam, uns oito trens foram naquele sentido. De repente, o condutor do trem informou que o trem estava parado, porque havia pessoas andando pela passarela, ou seja, pessoas que saíram de algum trem que estava parado no túnel. Víamos um movimento estranho na plataforma da Santa Cruz e deduzimos que eram pessoas do trem seguinte que o haviam abandonado. Em seguida, as luzes se apagaram e o condutor informou que a linha férrea tinha sido desligada, pois pessoas estavam caminhando por ela. Saí do trem e da estação (recebi o bilhete de volta na catraca) e fui a pé até a estação Ana Rosa (centenas faziam o mesmo nos dois sentidos). Consegui entrar, porque quem pegaria a linha Verde tinha a permissão. Enfim, a informação é vital para que incidente que poderia ter resultado em vandalismo, ferimentos e até morte fosse evitado. É inadmissível que passageiros fiquem sem informação adequada por mais de cinco minutos. Deve-se dar a verdadeira dimensão do problema, isto é, falar a verdade (levantar estatísticas serve para isso). No caso, que os trens ficariam parados por 30, 40 minutos durante as manobras necessárias para tirar o trem avariado. Segundo, em, no máximo dez minutos após o incidente do tipo, os acessos às plataformas devem fechados, dando chance que as pessoas procurem outra alternativa (pessoas que fossem usar a linha Verde poderiam ir de ônibus até o Alto do Ipiranga ou Ana Rosa). Terceiro, evitar ao máximo deixar o trem entre estações.

Milton Akira Kiyotani Milton.Kiyotani@dnpm.gov.br

São Paulo

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DESINFORMAÇÃO

Quem é usuário do metrô "se habitua" (porém não deveria) a ouvir a seguinte frase, praticamente todos os dias: "Atenção, devido a falha em trem na estação X, o metrô está circulando com velocidade reduzida e maior intervalo de parada". Porém, na quinta-feira (23/8), o metrô nem sequer circulou, a linha azul do metrô "morreu", parou, ficou inoperante e sem previsão de retorno. Meu celular é cadastrado, e recebi apenas um torpedo, que também se recebe praticamente diariamente: "Linha azul, velocidade reduzida". Na situação daquele dia o que deveria ser dito seria: "Falha com linha azul. Sistema parado e sem previsão de retorno." Ao chegar à Sé, adivinhem o que se ouvia "nos autofalantes"? "Atenção, devido a falha em trem na estação Luz, o metrô está circulando com velocidade reduzida e maior intervalo de parada". Meu Deus, que haja falhas mecânicas nos nossos velhos trens é algo passível de compreensão. Que não tenha havido previsão de inserção de uma mensagem de texto antevendo uma pane tão grande, também (não devia, mas é possível). Porém, que haja tamanha falta de discernimento com as pessoas que estão gerindo o sistema junto aos usuários, isso é terrivelmente triste.

José Pedro Fonseca Guimarães jose.pedro@priductor.com.br

São Paulo

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ELEFANTÍASE ADMINISTRATIVA

O Estádio Municipal do Pacaembu é um patrimônio do paulistano, assim como o Teatro Municipal. O Pacaembu é um local para atividades esportivas e o Teatro Municipal é um local para eventos culturais; não há por que trocar suas funções. Ambos são equipamentos públicos dos tipos que devem ser fornecidos à população pela prefeitura; nenhum é equipamento visando ao lucro - assim como creches, escolas municipais, postos de saúde e praças não o são. Aliás, o Estádio do Pacaembu seria muito mais "lucrativo", em termos de desenvolvimento humano, se fosse destinado ao futebol infantil e feminino, que tem poucos patrocinadores - em lugar de ser alugado pela prefeitura por uma merreca a milionários clubes de futebol. Ainda mais, o Estádio do Pacaembu é um equipamento público já instalado ideal para escola de esportes municipal para inúmeras modalidades esportivas - tão em falta na cidade de São Paulo. Portanto, trata-se de nova incompetência - dos funcionários comissionados kassabistas - a proposta de PPP para o Pacaembu (Elefantes, D2, 25/8) visando a retorno financeiro do estádio para sabe-se lá quem.

Suely Mandelbaum, urbanista suely.m@terra.com.br

São Paulo

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PROBLEMAS NO TRÂNSITO

Há poucos dias o farol de pedestre fechou para mim e abriu para a passagem de carros. Uma senhora que estava num Fiat não arrancou como era de se esperar e fez sinal para eu atravessar, cedendo o seu direito de passar. Mesmo agradecido eu fiquei parado e não quis atravessar com o farol de pedestre fechado para mim. A senhora acabou perdendo a paciência e arrancou aborrecida por ter aparentemente perdido tempo à toa. Como engenheiro de transportes devo explicar que esta é uma situação de perigo que pode provocar atropelamento. Ela de boa vontade se manteve parada, mas quem me garantiria que outro carro que viesse no embalo na outra faixa também pararia em tempo de não me atropelar. O certo é cada um atravessar no seu farol verde, como foi estudado e previsto pela engenharia de tráfego. Outro problema de trânsito é nesta época do ano carros e motos com propaganda política ficarem circulando pelas ruas mais movimentadas com o som alto e numa velocidade reduzida. Esta é uma situação de perigo no trânsito e também que esgota a paciência das pessoas minimamente esclarecidas. Carros voluntariamente em baixa velocidade acabam atrapalhando o trânsito desnecessariamente e neste caso específico quando o outro carro consegue ultrapassar, o motorista já irritado e impaciente o faz fora do estado de ânimo normal que é tão importante para dirigir com segurança. O terceiro grande problema do nosso trânsito é sem dúvida os motoqueiros despreparados para dirigir um veículo tão versátil e útil quando bem conduzido e tão inconveniente e perigoso quando mal dirigido. Grande parte dos motoqueiros nunca dirigiu um carro e não tem consciência de como se comporta o motorista na direção deste carro e vice-versa: grande parte dos motoristas de carro nunca dirigiu uma moto e assim também não sabe como se comporta o seu condutor. Particularmente por esta razão seria tão importante o curso chamado de "direção defensiva", que deveria ser oferecido de graça pelo poder público, por conta especialmente da receita das multas e do seguro DPVAT. Com este curso sendo obrigatório todos saíram ganhando em todos os aspectos.

Luiz Antônio da Silva lastucchi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

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ALTERNATIVA ÀS COTAS NA UNIVERSIDADES

Já que o governo está engajado na luta para facilitar o acesso das classes menos abastadas às universidades de prestígio, uma boa alternativa seria incentivar projetos de apadrinhamento de estudante. O governo, via incentivo fiscais, juntamente com vários setores da sociedade poderia criar ou incentivar (se é que já existem) uma espécie de fundo para concessão de bolsas em colégios públicos de ponta, entre outros suportes, para alunos talentosos de baixa renda. Vão dizer que o poder público agindo assim, estaria reconhecendo sua incompetência em fornecer ensino público básico de qualidade. Mas na medida em que se tenta por meio da canetada aumentar a proporção de egressos dos colégios públicos nas universidades públicas não estaria acontecendo a mesma coisa? Já a alternativa em questão tem a vantagem de não ser um artifício. Ou seja, estaria se investindo na formação de um aluno com base sólida para ser aprovado nas grandes universidades pelos próprios méritos e para prosseguir nos estudos. Existem cursos, principalmente os da área de exatas, em que se o aluno não tiver uma boa base, ele terá bastante dificuldade para se formar.

Geraldo Magela da Silva Xavier beetolado@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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ALHOS E BUGALHOS

Na defesa das cotas para os candidatos às universidades, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em cerimônia na qual a presidente Dilma sancionou as polêmicas cotas, confundiu alhos com bugalhos, citando dados obtidos por 150 mil estudantes selecionados entre os melhores da rede pública e comparando-os com a totalidade dos obtidos por alunos do ensino fundamental da rede privada. Os da rede pública obtiveram 582,2 pontos acima. Certamente o resultado teria sido outro se a comparação tivesse sido feita entre alunos de mesmo nível. Fica patente que o ministro, ao avaliar a nata de alunos do ensino público, com a totalidade dos provenientes de escolas privadas incidiu em erro, posto que não obteve dados comparáveis. Com avaliações erradas do ensino público fundamental, que ao longo de alguns anos tem se demonstrado deficiente, será improvável "manter a excelência da universidade" que o ministro pretende alcançar. Conhecimento para vencer concursos e vestibulares não deve ser obtido por decreto.

Evaristo Ribeiro Filho evaldib@uol.com.br

Barueri

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A PREFEITURA E OS MAIS POBRES

O que dizer dessas ações da Prefeitura de São Paulo para com os mais pobres, numa pirambeira da zona norte (Emef Teotônio Vilela - Céu da Paz - Jardim Paraná) da cidade? Os pais não sabem como será o 'sorteio' de vagas para a 1ª série, mesmo os filhos sendo matriculados na Emei situada dentro do Céu da Paz e os pensadores da Educação na cidade de São Paulo. Não tem solução para tamanha falta de respeito e descomprometimento com a população que já tem tantos problemas. Na outra ponta da cidade, na zona sul, a Escola Básica de Mecânica Interlagos, conhecida há mais de 20 anos é fechada por relapso da Prefeitura, sob a alegação 'de que não foi possível renovar o contrato', deixando os alunos entregue ao descaso e omissão do poder publico. Por outro lado numa ação indecorosa os vereadores resolvem 'anistiar' o templo da Igreja Mundial em Santo Amaro, na zona sul. É a 'máfia dos alvarás' atuando na calada da noite! Um vexame!

Joana Melo melo.joana50@gmail.com

São Paulo

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MERENDA PARA OS PROFESSORES

Fui professora do Estado na década de 80 e adorava a merenda, principalmente canjica. Conversando com umas jovens que dão aula na rede municipal de São Paulo, elas me contaram que são proibidas de comer a merenda. Os demais funcionários também sofrem essa proibição. Achei desumano, agressivo negar um prato de comida a esses profissionais. Será que isso é orientação do senhor prefeito ou é iniciativa dos diretores? Seria possível fazer essa pergunta ao Sr. Gilberto Kassab?

Clarice de Andrade Silva e Castro capclarice@uol.com.br

São Paulo

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LUZ BRANCA X LUZ AMARELA

A Prefeitura de São Paulo está trocando as antigas luzes amarelas do centro da cidade por luzes brancas, sob a alegação de que são mais econômicas. O.k., economizar dinheiro público é uma atitude louvável, mas nesse caso outros fatores devem ser levados em consideração. Na minha opinião, a cor branca das luzes está subtraindo o aspecto "nostálgico", "clássico" e "romântico" da cidade, principalmente nas regiões do centro histórico. O Viaduto do Chá, as avenidas São João e Ipiranga, por exemplo, já perderam parte do seu charme com a iluminação branca. Não seria possível usar o mesmo sistema de iluminação, mais econômico, porém da cor amarela nas áreas mais antigas da cidade?

Ricardo Acedo Nabarro ricnab@gmail.com

São Paulo

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UMA PERFEIÇÃO

O superego de Kassab: Ele diz que na área da saúde o governo dele é exemplar, o que vocês acham? Ele está sempre dando nota 10 aos seus feitos, só ele vê tudo dessa forma, deve ter aprendido com um "guru" que também se acha o melhor em tudo o que fez e que faz, só que agora "sujou", recordando a ação penal 470... Uma perfeição, a humildade ainda é uma virtude!

Maria Teresa Amaral mteresa0409@2me.com.br

São Paulo

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HADDAD E A TAXA DO LIXO

Sim, candidato à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, você atendeu ('Taxa do lixo foi encomenda do gabinete de Marta', 31/8, A8) um pedido - criação de taxas e, em especial, do lixo, e não a questionou dizendo que iria prejudicar moradores de baixa ou sem renda de São Paulo, capital! A taxa do Controlar não tem nada de bom, mas quem tem carro é diferente dos que não tinham como pagar a taxa do lixo! Fala sério, candidato das taxas, do Enem, etc!

Edivelton Tadeu Mendes etm_mblm@hotmail.com

São Paulo

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ELEIÇÕES E ECONOMIA

A campanha eleitoral televisa e radiofônica iniciada não difere muito as anteriores da mesma natureza. Os candidatos à Câmara de Vereadores em rápidos flashes fornecem a sua identidade e duas ou três frases de efeito. Frases que normalmente expressam promessas muito além das atribuições de um vereador. Os aumentos dos gastos geralmente propostos não indicam quais aqueles que precisariam ser reduzidos. Ou então que de forma explícita proponham o aumento de algum tributo. No fundo existe uma identificação clara que querer dar individualmente ao eleitor algo em troca do seu voto. É comum imaginar que o eleitor não raciocina no todo, mas sim somente naquilo que lhe favoreça individualmente. Em resumo é muito pouco para que um eleitor escolha conscientemente um candidato. Tais fatos me levam a concluir com maior certeza de que é necessária a alteração do processo eleitoral para o Voto Distrital, em dois turnos. Para impedir a manipulação de indicados por uma eventual direção partidária autoritária, incluiria a condição da admissão de candidatos independentes. Claro que o processo não iria modificar o eleitor para ter a sua vantagem, mas levaria o candidato, se eleito, ficar na visão direta do eleitor. Já para a eleição dos prefeitos os seus candidatos também se prendem a dois focos. Um de criticar o grupo que se encontra no poder e o outro de promessas de obras e serviços sem também mencionar as fontes de recursos. No campo de serviços é ampliada a oferta de assistências sociais e grande é o apelo. Ainda no social são colocadas propostas ilusórias de criação de renda e emprego. Pouco se escuta sobre ideias à respeito do plano diretor que diga respeito às posturas e condição da sua distribuição habitacional e empresarial da cidade e da sua mobilidade. E para não deixar de mencionar a revisão dos valores que servem de base para a cobrança dos tributos municipais.

Hélio Mazzolli mazzolli@terra.com.br

Criciúma (SC)

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