Fórum dos Leitores

DILMA X FHC

O Estado de S.Paulo

05 Setembro 2012 | 03h09

'Herança pesada'

Li o brilhante artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicado no domingo. A nota da presidente Dilma Rousseff, claro, por dever de ofício e dependência política, só poderia ser como foi. Curiosa a afirmação de que FHC alterou a Constituição e se reelegeu. Ora, e o que fez Lula? Usou a mesma emenda e se reelegeu! Provavelmente Dilma tentará o mesmo. Mas quem leva a "culpa" é FHC... Todos sabemos que FHC tirou o Brasil do buraco, privatizou a telefonia, a Vale, a CSN - hoje grandes empresas, rentáveis, pagando impostos, gerando empregos. Infelizmente, não privatizou o atual "cabidão" do PT, a Petrobrás. E ainda aprovou a Lei de Responsabilidade Fiscal. Já a grande contribuição do governo Lula à política nacional ocupa o horário nobre das TVs e as manchetes de jornais e revistas: o mensalão! Sobre isso ela preferiu não se manifestar.

JAIRO SILVESTRE DOS SANTOS

jairo-silvestre@uol.com.br

Jundiaí

Águas da mesma fonte

Não sou partidário de Fernando Henrique e o culpo pela eleição de Lula, ao não apoiar José Serra, candidato de seu partido. Hoje sinto profundamente por ter sido um dos que votaram em Lula, traído pela propaganda enganosa. Li no Estadão o destempero da sra. Dilma em face das verdades contidas no artigo Herança pesada, a qual, por justiça, defende aquele que rasgou a Lei Eleitoral, a Constituição e a liturgia do cargo para fazê-la presidente do Brasil. Contraponho-me a seus argumentos ao discordar do conteúdo do texto em questão. O governo FHC transmitiu suas funções e ainda ensinou Lula a dar os primeiros passos como presidente, além de ter deixado tudo bem delineado. A Bolsa-Escola virou Bolsa-Família, responsabilidade fiscal virou mensalão, as estatais viraram cabides de empregos para derrotados nas eleições, os ministérios multiplicaram-se faraonicamente. O presidente da República virou ministro das Relações Exteriores, viajou pelo mundo com exuberantes trajes de pele de cordeiro, tudo custeado pelo erário, além da farra dos cartões de crédito, sem nunca prestar contas de seus gastos. Graças ao casuísmo da reeleição, FHC propiciou a Lula (des)governar por oito anos e certamente dará a ela também esse privilégio. Entretanto, exma. sra. presidente, são justificáveis suas reações: afinal, vós sois águas vertentes da mesma fonte.

VICENTE MUNIZ BARRETO

dabmunizbarreto@hotmail.com

Cruzeiro

Dever de ofício

Felizmente, FHC conseguiu aprovar a reeleição. Caso, na época, o PT estivesse no poder, teríamos perdido o Real, uma vez que os petistas eram contra e tudo fizeram para abortar o plano. Serra perdeu porque apareceu ao lado do Lulla, em vez de FHC e de mostrar o que ganhamos com o Real, com a explosão da telefonia e todo o resto, com as privatizações necessárias e as agências reguladoras para fiscalizar. Lulla, bem esperto, pôde assim surfar na fartura. Tem razão nosso grande estadista: a herança do Lulla foi pesada, sim, é só ler com atenção o artigo de FHC, refletir e concluir. Acho mesmo que a presidente sabe disso e só reagiu por obrigação, a prova é que ela passa ao largo do mensalão e dos candidatos às eleições municipais.

MARIA CECILIA CENTURION

ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

Estadista?

Primeiro Haddad e agora Dilma tiveram a audácia de chamar Lula de estadista. Que sacrilégio! Será que não queriam dizer estatista?

SILVÉRIO FAGÁ

silverfaga@hotmail.com

Jundiaí

Ingovernabilidade

Os sinais da ingovernabilidade do presente, como aponta FHC, sucedem pela pesada herança, cujos traços mais perversos estão sendo administrados pela crise e pelo desencontro da sociedade. O Brasil precisa sair da armadilha da pedagogia da demagogia e de combinações historicamente erradas que atrasam o crescimento e emperram o desenvolvimento.

CARLOS HENRIQUE ABRÃO

abraoc@terra.com.br

São Paulo

Inventário

"Recebi do (...) Lula uma herança bendita." Já Evo recebeu uma refinaria; Chávez, um metrô; Zelaya, um hotel... E nós, a conta!

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

Exorbitância

Dilma exorbitou ao usar a máquina pública, em tempo de eleições, emitindo uma nota oficial para defender o PT contra o artigo de FHC. E o pior é que "consultou" Lula para isso. Cuidado, presidenta, o STF está de olho!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Uma certeza e uma pergunta

Conforme noticiado, a nota oficial da presidente em resposta ao artigo de FHC foi mostrada antes a Lula. A certeza: não só a nota em si, como todos os atos de Dilma no governo certamente são mostrado antes a Lula, com o respectivo pedido de o.k. para execução. A pergunta: se Lula era radicalmente contra a reeleição, em vez da "amolação" de ter de se reeleger, por que não a revogou, já que dispunha de ampla maioria no Congre$$o? Faça-me o favor!

SANSÃO JOSÉ DA SILVA

sansao@sansaojsilva.com.br

Uberlândia (MG)

Terceiro mandato

Dilma submeteu à apreciação de Lula o teor da nota rebatendo críticas de FHC ao lulopetismo. Realmente, ela tem razão. Não foi necessária uma mudança constitucional para que ele continuasse governando, como diariamente se percebe pelos atos que pratica ou é solicitado a praticar.

NELSON PENTEADO DE CASTRO

pentecas@uol.com.br

São Paulo

De apagões

A presidente tem razão quando diz que não assumiu a Presidência com apagão de energia elétrica e dívida com o FMI, dando a entender que não se compara a gestão Lulla com a de FHC. Realmente, não dá para comparar os apagões, porque, como Dillma fez parte da gestão Lulla como ministra da Casa Civil, deve ter-se esquecido do apagão aéreo, das estradas federais, dos portos, da educação, da saúde, das linhas de retransmissão de energia sucateadas, da corrupção endêmica... Se esqueci algum apagão, por favor, me lembrem. São tantos que a memória também dá apagão!

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Mar sem-fim...

Prezada presidente Dilma, preferimos mil vezes o FMI e o risco de apagão a esse mar sem-fim de corrupção que corrói o nosso futuro!

PRISCILA SCATENA

priscilascatena@terra.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DILMA X FHC

A presidente Dilma Rousseff perdeu uma excelente oportunidade de ficar calada, ao rebater o artigo de Fernando Henrique Cardoso no Estadão de 2/9/2012 (Herança pesada, página A2). O assunto teria passado quase despercebido, já que FHC foi muito cavalheiro ao citar o moral do ex-presidente Lula e seu governo. O que Fernando Henrique não expôs foi o que as pessoas estão cansadas de saber: que Lula estabeleceu um governo de "bandidos" que se estendeu até o governo Dilma. Ministros e funcionários roubando do erário para si e seus partidos, assim como um Congresso movido a favores e verbas pessoais, no mínimo, para irrigar campanhas políticas. Todos assistimos a uma imensa degradação do moral público, atingindo os Três Poderes e culminando em questões sérias na justiça relativas à corrupção que uma corajosa ministra, Eliana Calmon, teve a bravura de enfrentar. Toda essa sujeira, atingindo seu ápice no esquema agora em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), é obra não de um "estadista", como pretende nossa presidente, mas de um verdadeiro homem público imoral, sem caráter, um verdadeiro sem escrúpulos diante dos bens e da dignidade que o poder requer. Dilma tentou defender o indefensável, agora claramente exposto pelos ministros do STF, numa competente lição do significado da moral pública, desconhecida pelos líderes do PT, incluindo seu atual presidente.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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POMBO-CORREIO DE LUXO

O ex-presidente Lula, outrora arrotador de discursos a cada esquina, agora que a tal da farsa do seu mensalão vai indo para o brejo, não tem coragem nem para rebater críticas (precisas, diga-se de passagem) de FHC no seu artigo publicado no Estadão em 2/9/2012. Dilma foi quem respondeu na marra ao tucano, porque a faca do petismo estava em seu pescoço... Ou seja, Lula, talvez depressivo com os resultados do julgamento no Supremo dos réus da quadrilha montada pelo PT, agora precisa de pombo-correio de luxo, como a presidente, para lhe defender. Que decadência!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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O ESPERNEIO DE DILMA

Simplesmente cínico e mentiroso o esperneio de Dilma Rousseff ao lúcido artigo do respeitado intelectual e ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O artigo esclarecedor expôs a lama da era Lula, alimentada pela corrupção e pelo populismo. Basta atentar ao escândalo do mensalão, do qual Lula tinha óbvio conhecimento, mas que tacha de "conspiração das elites". Basta observar as greves do funcionalismo federal, mimado pelos altos ganhos salariais concedidos por Lula para angariar votos. Ganhos, aliás, que foram possíveis apenas pelo "crescimento robusto e inflação sob controle", como escreveu a própria Dilma. Pois saibam, petistas de plantão, que a bonança econômica durante a era Lula é fruto do legado de FHC, o cabeça do Plano Real e da Lei de Responsabilidade Fiscal, esta última que o PT desprezou como "exploração do povo pelas elites". Triste saber que o esforço de FHC foi jogado na sarjeta, já que o aumento das receitas federais foram desperdiçadas pelos "cumpanheros" e não alocadas nos "investimentos consistentes em infraestrutura". Estes, é claro, estão emPACados pela imcomPTência da administração federal, marcada pelo aparelhamento e pelo patrimonialismo. Finalmente, a conclusão. É esse o legado de um estadista? É esse o legado de um Helmut Kohl, Winston Chirchill ou Abraham Lincoln? Lula é o estadista, isto sim, do Reino Mollusca.

Daniel Arjona de Andrade Hara haradaniel734@gmail.com

Cotia

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QUANTO MAIS MEXE...

A carta de desagravo, devidamente apresentada para aprovação prévia, é mais uma prova da carga pesada da herança. Quanto a reinventar a história, melhor nem tocar no assunto...

Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

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ESCREVENDO A HISTÓRIA

Data maxima venia, senhora presidenta, com todo o respeito que, mais que sua função, o seu cargo exige e impõe, vamos convir que o presidente Fernando Henrique Cardoso não "quer reescrever a história" deste país com "ressentimento" (sic), absolutamente. Ele já reescreveu a história moderna do Brasil sem ressentimento algum ao extirpar, com sua formidável equipe de economistas, uma inflação - o mais severo e cruel imposto que os mais humildes pagam sem nada dever - que grassou por esta nação por mais de 40 anos. História essa que a senhora e seu boquirroto antecessor, e somando-se a ambos o seu partido político, insistem em ignorar. Na verdade, a presidente finge ignorar, mas não consegue fazê-lo porque, em mais de uma oportunidade, elogiou FHC abertamente. Lembra-se de suas considerações quando de seus cumprimentos pelo 80.º aniversário de FHC? Entre várias outras considerações, a senhora asseverou que ele "é um democrata que deu importante contribuição" ao País. O que lhes revolta e perturba o ego e a autoestima, na verdade, é uma inveja enorme da competência extrema do homem FHC e de toda a sua equipe. Do presidente, então, nem se fala... Dói-lhes na carne, mais que na consciência, não terem no seu partido político - e nem sequer entre os que lhes bajulam e apoiam - quadros com a capacidade dos que se acercavam de FHC e foram por ele selecionados. Preste atenção, presidenta Dilma, por favor, na seguinte frase: "Fazer tábula rasa destas contribuições seria atentar conta a própria história do País". Seu autor referia-se, com ela, às contribuições gerais das duas gestões que o presidente cessante Fernando Henrique Cardoso deixava a seu sucessor (nem vou repetir seu nome ou seu apelido, pois isso a mim incomoda, e muito) e estão contidas no "Relatório Final" ao presidente então eleito e a todos os seus ministros já escolhidos, no estertores de 2002. O autor da elogiosa frase e do próprio relatório foi ninguém mais ninguém menos que Antônio Palocci, então nomeado ministro da Casa Civil, que depois foi eliminado do governo em decorrência de alguns/vários "malfeitos". Aliás, foi assim que a presidenta foi alçada para a Casa Civil, ocupando o lugar de Palocci. Mais que escrever ou reescrever a história, Fernando Henrique Cardoso foi o mentor da moderna História do Brasil em todos os sentidos, senhora presidenta! Não perca tempo, Excelência, defendendo o indefensável. Ainda há tempo, presidenta Dilma: pegue o telefone e peça ao melhor presidente que o Brasil já teve que desconsidere seu ato, antes que seja tarde!

João Guilherme Ortolan guiortolan@gmail.com

Bauru

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TELHADOS DE VIDRO

Na política existem telhados de vidro e de cristal, poucos dos que nela atuam podem se gabar de cobri-lo com algo mais sólido. Creio que a presidente tem encargos mais importantes do que qualificar heranças de ex-presidentes. A que lhe coube incluiu um crescimento significativo da dívida pública interna, não devido à investimentos, mas ao custeio, rolada a um custo muito maior do que os encargos do FMI. Herdou ainda um processo de corrupção política, justificado por um projeto de poder supostamente popular e certamente autoritário. Muitas vezes, o silêncio é o melhor conselheiro. Com sua reação desproporcional à opinião de alguém já ausente da vida pública, ela apenas deixa patente, mais uma vez, sua personalidade passional.

Paulo Campos Hartford pcamposharfod@gmail.com

São Paulo

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POLÍTICOS E ESTADISTAS

Mais uma vez tomo a liberdade de me dirigir à presidente Dilma Rousseff. Agora em razão de seus comentários sobre o artigo de domingo do ilustríssimo ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso. Dilma sabe lá no fundo que as apreciações do ex-presidente foram precisas. Sendo uma pessoa preparada, inteligente e de boa fé, Dilma entende bem aquilo que foi postado nos jornais. Pura verdade, nua e crua, que incomoda o PT, na medida em que o seu antecessor parece ungido de uma santidade que não pode ser maculada. Eu mesmo teci comentários similares em mensagens anteriores, repudiando a preguiça populista aliada a métodos não republicanos que seu antecessor nos brindou em oito anos. Perdemos uma oportunidade de ouro para corrigir os males do País que agora Dilma tem de encarar. Nunca antes neste país um presidente teve tamanho cacife político e mesmo momento econômico propício para corrigir os males da nossa infraestrutura, impostos, educação e segurança. Que me desculpe a presidenta Dilma, mas discordo dela, Lula nunca foi e jamais será um estadista, porque estadista pensa na próxima geração e político, na próxima eleição. Winston Churchill que me perdoe o plágio. Dilma me parece uma estadista, FHC, idem, presidentes que encaram seus problemas sem papagaiada, com seriedade, pensam no Estado como um todo, e não em salamaleques paroquiais menores que só objetivam o poder. Lula foi no máximo um grande político. Isso é aceitável de se afirmar. Se bem que ser político não me parece um elogio nos dias de hoje. Peço, portanto, e com muita humildade aconselho a presidenta a se abster de comentários nessa apreciação que ora faz FHC. Mantenha-se no prumo que adotou com toda habilidade e imparcialidade de uma estadista que é. Deixe que o ex-presidente Lula e FHC se digladiem democraticamente com suas visões e argumentos. Mantenha-se com olhos ao futuro, como comentou e vistas ao passado, que muito a ajudará a encontrar ou ao menos se afastar dos erros cometidos em gestões anteriores. Inclusive de FHC. Entrar nessa discussão só trará prejuízos à presidente.

Jose Carlos Bartholi jcbartholi@uol.com.br

São Paulo

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MEU ESTÁDIO, MINHA VIDA

"Lula é um exemplo de estadista". De fato, não saía lá do estádio de Vila Euclydes...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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MULHER DE MALANDRO

Receber um governo onde tantos escândalos pipocam a cada dia, agradecer ao antecessor, e dizer que recebeu uma herança bendita é como ser mulher de malandro que diz: Bate que eu gosto!

Darci Trabachin de Barros darci.trabachin@gmail.com

Limeira

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HERANÇA PESADA, SIM!

Todos aqueles ministros afastados por suspeita de corrupção foram escolhidos pelo Fernando Henrique?

Ricardo Marin s1estudio@ig.com.br

Osasco

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DEFESA APAIXONADA

Na apaixonada defesa que a presidente Dilma fez de seu antecessor, Lula, faltou agradecer a herança bendita de uma quadrilha criminosa completa compondo o quadro de ministros no começo de seu governo. A maioria já foi afastada, mas ninguém se esqueceu da Dona Erenice Guerra e companhia. Vamos ver se a presidente Dilma vai continuar a defender o Lula quando ele resolver sair da moita e começar de fato a campanha para o seu retorno triunfal em 2014.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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DESTEMPERO

A destemperada reação da presidente Dilma Rousseff ao importante artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicado no Estadão em 2/9/2012 (Herança pesada), em que FHC expõe as consequências das mazelas da administração Lula sobre os destinos deste país, faz lembrar a fábula do escorpião e do sapo. Não sabendo nadar, para atravessar um rio o escorpião pediu ao sapo que o levasse nas costas. No meio do rio, o escorpião pica o sapo, que, surpreso, diz: "Escorpião, morreremos os dois. Por que fez isso?". E o escorpião respondeu: "Não pude me controlar, é a minha natureza". Leitores, não se enganem. Lula, o maior mistificador da historia deste país, nunca foi comunista. A presidenta é comunista enrustida - é da natureza dela.

José Sebastião de Paiva j-paiva2@hotmail.com

São Paulo

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VAIDADE

Sobre a contenda entre FHC e Dilma/Lula, a verdade é que o País não vai ganhar nada com essa discussão. É apenas vaidade. É verdade que FHC e Lula foram melhores que seus antecessores, que, cá prá nós, foram medíocres, mas nem de perto foram ou poderiam ser chamados de estadistas. Sem dúvida, FHC iniciou ainda no governo Itamar o processo de estabilidade econômica que Lula conseguiu manter graças ao Henrique Meirelles (que não tem nada que ver com PT). No mais, a nação brasileira ainda espera ter na sua presidência alguém de quem possamos nos orgulhar e que servirá de exemplo para gerações.

André Luis de Oliveira Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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A COLHER DE FHC

No affaire do momento - a abrupta, desmesurada e hipócrita reação da "presidenta" aos reparos de FHC à herança mais que maldita do delírio lulista -, há que se fazer uma crítica ao digno ex-presidente FHC. Como eminente sociólogo, reconhecido mundialmente, não poderia ter esquecido a existência da solidariedade tribal. A solidariedade de bando. No exercício de sua honestidade intelectual tentou desculpar as agruras dilmistas como fruto da ilimitada incompetência, má-fé e, ça va sans dire, burrice do "nosso líder". Recebeu em troca uma saraivada delirante de meias verdades e mentiras totais. Caro FHC, escute! Não há diferença entre a "presidenta" e seu criador. Não chegam a formar um casal, apenas uma dupla. Talvez não caiba totalmente, caro ex-presidente, o ditado popular, mas atrevo-me a citá-lo: "Em problema de marido e mulher não se mete a colher".

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

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IRMÃOS DE SANGUE

Por essa o sábio Fernando Henrique Cardoso não esperava nem contava: escreveu sandices em mais um artigo bolorento e recebeu o merecido repúdio da presidente Dilma. FHC não perde a mania de querer dar aulas de erudição. Há quem goste e até pendure na parede as lorotas do ex-presidente, incontestavelmente um dos homens mais capazes e preparados do mundo. Mas com a vigorosa e sincera Dilma não cola. Talvez porque, como ensina a sabedoria popular, na escola onde FHC se formou Dilma só ia comer a merenda. FHC deveria saber que Dilma e Lula são como dois irmãos de sangue. Entendem-se por música. Quem resolver criticar um deles, que aguente o tranco. Afinal, não é à toa que Lula, como FHC, também é honoris causa de diversas universidades e Dilma permanece, segundo a revista Forbes, a terceira mulher mais influente do mundo. O jeito é FHC comprar um espelho e se conformar.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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DIFERENTES 'ISTAS'

Defendendo Lula do artigo de FHC no Estadão, Dilma parece confundir as palavras "populista" com "estadista", pela lógica esses conceitos nunca se encontram na arte de governar.

Leila E. Leitão

São Paulo

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DICIONÁRIO

Sugiro à presidente Dilma que consulte um dicionário para se atualizar sobre o significado da palavra "estadista", quando se refere ao ex-presidente Lula.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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HERANÇA

O primeiro ano da gestão Dilma foi para faxinar seu Ministério. Afastou um monte de ministros por causa dos "malfeitos" (corrupção). No segundo ano, começou com Cachoeira e afins, mensalão (embora queira dele manter distância) e, agora, para terminar o ano, greve do funcionalismo. Como governar esta herança, presidente(a)?

Luiz Carlos Tiessi tiessilc@hotmail.com

Jacarezinho (PR)

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DILMA INDIGNADA?

Creio que todos os países de Primeiro Mundo e os seus respectivos governantes e políticos, de modo geral, têm alguma visão do que representa um apedeuta no comando do posto principal de governança. Um país tido como emergente tem, por sua vez, necessidades maiores e mais abrangentes, tais como a renovação dos equipamentos de suas Forças Armadas e, por isso mesmo, se não tiver meios próprios de efetuar aquela renovação, torna-se um cliente potencial de outros países com os conhecimentos tecnológicos para atender a tais necessidades, e - aqui o simplório entendimento -, apesar de um apedeuta no comando geral, ele, o apedeuta, torna-se o "chalerável, o lisongeavél e adulável" cuja bolsa deverá ser objeto de carinho e cuidada para que esteja financeiramente em bom estado de recheio. Essas atitudes, a meu ver, explicariam toda a atenção emprestada ao mentor e padrinho da comandante de turno. Em Português bem mais claro: é preciso puxar-lhe o saco e estar preparado para a propina. Só isso já explicaria a exagerada atenção que emprestaram ao ex-presidente em todo o seu período de governo. Todos os governantes em exercício têm o péssimo hábito de criticar as circunstâncias de governos anteriores e usar dos confetes para uma autoconsagração, mesmo quando suas realizações sejam tão inexpressivas quanto aquelas de seus desafetos políticos ou, ainda, mal intencionadas - o que parece ser no caso do Brasil. Quais são os critérios para determinar o que constitui uma classe social? Faixas de renda determinadas por decisões subjetivas? Ora, ora, torna-se imensamente fácil manobrar critérios para incluir multidões pessimamente assalariadas na classe média; é só baixar o limite inferior da renda tida como a da classe média! É de se notar que nesses últimos dez anos de governo não houve a inclusão de 40 milhões de novos assalariados e, portanto, é impossível acreditar que houve tal inclusão na classe média. Realmente é criticável uma emenda constitucional permitindo a reeleição, como logrou obter o governo do FHC. Mas tenha-se em mente que, logo ao assumir a Presidência do Brasil em 2003, já no seu primeiro mês estava aprovado o esquema do mensalão com a "tecnologia" desenvolvida em Minas Gerais e, com o instituto da reeleição, o ex-presidente pôde aproveitar-se por quatro anos mais do que, por seu turno, poderá aproveitar-se também a cria. E terá mais quatro anos para mostrar-se com toda a sua incompetência e, certamente, com os mesmos favorecimentos à companheirada. É muito engraçado aquele Sr. dizer que quem se "f" foi ele, com a herança que recebeu em 2003. E nós, viventes no Brasil? Quanto nos "f" com a vergonha do mensalão que ele nos lega e que só faz aumentar o desprestígio que sofre o brasileiro quando viaja ao exterior? Torna-se cada vez mais difícil nos redimir dessa vergonhosa tradição. E a nossa esperança não vale nada? Punam-se todos os de agora - inclua-se o dito cujo -, os de antes e não se deixe de prestar a atenção naqueles que ora governam.

Régis D. C. Fusaro rxfusaro@hotmail.com

São Paulo

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FHC ATRASADO

Achei muito bom o artigo de FHC Herança pesada, que dissecou o governo Lula com maestria. Só não entendo por que nosso ex-presidente demorou tanto para ter esta visão, haja vista que nós, que não somos intelectuais renomados, já percebíamos cada uma das mazelas do governo Lula apontadas por FHC e denunciamos as mesmas pontualmente através das seções de cartas dos leitores de jornais durante todos estes anos. Só que não passamos de leitores sem prestígio e peso, que a oposição sequer aproveita para utilizar como militância sua - voluntária gratuita. Tivesse FHC feito esta análise quando Lula se candidatou à reeleição, a conversa teria sido outra e nossa História também, pois já havia ocorrido as mortes dos prefeitos petistas de Campinas e de Santo André, cujas causas - se sabe - estão nas raízes do que hoje conhecemos como mensalão. Por que demorou tanto, Sr. Fernando Henrique Cardoso? Este é o mal do PSDB, por excesso de análise, pudores, vínculos e afinidades anteriores, acabamos que não temos oposição! E quando ela, afinal, se manifesta, "hora mais Inês é morta"...

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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O PT, ONTEM E HOJE

A atual presidente da República tem muito para fazer um melhor governo do que o seu antecessor, até por ser sóbria. O propósito de evitar a contam inação do seu mandato pelo escândalo do mensalão é louvável, mas, ao pular, ela mesma para dentro do lamaçal, foi um erro. A gratidão é uma virtude que tem seus limites, além dos quais pode ser conivência e cumplicidade. A defesa do que é indefensável fica ridícula, mesmo para profissionais, vejam-se as caras de advogados que "ganhavam todas". O Brasil se beneficiará e reconhecerá se algum governo o tornar mais próspero, mais justo, mais digno e isso independerá do partido ou partidos que o apoiem. Governar um país tão rico, tão belo quanto o nosso é diferente do que torcer por um time, mas ainda que houvesse alguma semelhança não obrigaria o torcedor defender incondicionalmente João Havelange e Ricardo Teixeira. Deixemos o que for público na esfera pública e a intimidade, na privada.

Oswaldo de Toledo de Carvalho otcarvalho@gmail.com

São Paulo

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'ATOS DE OFÍCIO'

Em meio ao histórico julgamento do mensalão em curso, julgo mais do que infeliz e inoportuna essa defesa que a presidente Dilma fez do ex-presidente Lula. Ela sabe que ele está longe de se constituir num esteio de moral e ética, que o Brasil inteiro vê, com o coração cheio de esperança, a oportunidade de resgate. Um estadista - ela sabe disso - não zomba das instituições do seu País nem se despede do palácio presidencial inescrupulosamente transportando caminhões e caminhões de presentes que, vistos hoje sob a nova ótica de valor do Supremo, não passariam de "atos de ofício".

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo

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A VERDADEIRA FACE

Dilma ataca FHC nos jornais de ontem, em defesa do (des)governo Lulla. Já não é sem tempo mostrar sua verdadeira face. Foi obrigada a engolir diversos ministros do governo anterior, alguns, verdadeiras catástrofes. O que ocorreu com a aparelhada Petrobrás? Quase quebrou pelos desmandos e demagogias do governo Lula. O que está ocorrendo com a dívida pública? Beira os R$ 2 trilhões. Isso mesmo. É o dois seguido de 12 zeros! E as privatizações rodoviárias do governo anterior? As estradas federais estão em piores condições que antes. E os portos, aeroportos, companhias do sistema Eletrobrás? E o empreguismo da "cumpanheirada"? Com esses governos lulopetistas, rezemos para que o Brasil não venha a ser a Grécia de amanhã.

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmaisl.com

Cunha

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O TERCEIRO MANDATO

A presidente Dilma criticou em nota oficial o artigo do ex-presidente Fernando Henrique publicado no Estadão de domingo, em que ele ataca a herança deixada pelo Lula. Ao defender o seu grande guia, a presidente afirma que, diferentemente do FHC, o Lula não interveio para prolongar o seu mandato em mais quatro anos. Ora, ora, ora, o que o FHC fez foi adequar o mandato presidencial brasileiro ao que existe em quase todo mundo. Já o Lula implantar um terceiro mandato seria um golpe sem pretendentes (para o Brasil). Sugiro à presidente Dilma que, no lugar de ficar criticando, envie um projeto de alteração da Constituição acabando com o exercício da reeleição e não ficar se aproveitando da medida aprovada pelo ex-presidente.

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

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NA MOLEIRA DO PT

Parabéns, FHC! Mostrou novamente que é o único político que sabe fazer oposição neste país. Acertou no conteúdo e no momento da publicação do artigo. Acossado pelos golpes do STF no julgamento do mensalão e pelos reveses da sucessão municipal, o PT não resistiu ao ataque e resolveu mobilizar a própria presidente que, numa atitude que não honra a sua condição de primeira mandatária da Nação, consentiu em descer da sua posição que deve sempre pairar acima dos entrechoques da luta política e sair a público para defender seu antecessor. E o fez de forma pífia, pouco convincente e novamente rebaixando sua condição de presidente, ao submeter antes a nota à aprovação do ex-presidente. Hipócrita sua alusão crítica à emenda da reeleição, se o Lula se valeu dela e o mesmo ela fará em 2014, se as circunstâncias a favorecerem. Também injusta e infiel aos fatos a menção à "intervenção" do FMI, se todos sabemos que o recurso ao órgão em 2002 foi consequência direta do temor e do pânico dos mercados diante da perspectiva de vitória do candidato petista nas eleições que se avizinhavam, tanto que o próprio Lula acabou aceitando dirigir a Carta ao Povo Brasileiro. Demonstrou também ter um conceito muito pouco exigente de estadista ao dizer que seu antecessor foi um "exemplo de estadista"(!!!). Para desconstruir essa ideia absurda de Lula como grande estadista, basta ver o estado do seu legado como presidente, passado pouco mais de um ano e meio da sua saída da cadeira presidencial: autossuficiência em petróleo que se transformou em importação de gasolina e diesel que vai custar dezenas de bilhões de dólares ao Brasil; refinaria de petróleo Abreu e Lima no Recife, anunciada com fanfarras como fruto de uma parceria com a Venezuela (existe desatino maior do que confiar num acordo com o caudilho bolivariano?) atrasada e custando o absurdo de várias vezes a sua estimativa inicial; Banco do Brasil transformado numa "balbúrdia" (palavras do próprio ministro Lewandowski) e tendo de digerir a compra de metade do Banco Votorantim para continuar sendo o maior banco do País e amargar prejuízo por causa da situação financeira da instituição da família Ermírio de Moraes; o aparelhamento nunca visto da administração direta e indireta da União que pesa insuportavelmente no orçamento federal; o Prouni que não tem aluno e, quando não tem, não oferece curso por causa de greve. Este é um quadro pálido do que é o Brasil depois dos oito malfadados anos do governo do "estadista" Lula.

Paulo Afonso de Sampaio Amaral drpaulo@uol.com.br

São Paulo

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SEM RESSENTIMENTO

Dilma rebateu o artigo de FHC e viu ressentimento nele. O pior é que disse que Lula é um "exemplo de estadista". Que me desculpe Dilma, mas estadista, para mim, tem outro sentido. Estadista mesmo não faria o que ele fez, acolhendo criminosos como Battisti, expulsando atletas cubanos e fazendo a "democracia" que lhe convém. O artigo de FHC é impecável, e não senti ressentimento nele, pois apenas disse a verdade da qual os petistas se escondem, como Lula, ao negar o mensalão.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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O ESTADISTA DOS COMPANHEIROS

Dilma rebate FHC e diz que Lula é um exemplo de estadista. Mas, segundo o dicionário, estadista é uma pessoa que exerce liderança política com sabedoria e sem limitações partidárias. Em seus dois mandatos, Lula sempre protegeu os companheiros e nunca foi presidente um presidente igualitário.

Luiz Bianchi luizbianchi@uol.com.br

São Paulo

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HERANÇA MALDITA

A verdadeira herança maldita a que a presidente Dilma deveria atentar-se é o povo (digo os honestos) ter de assistir, especialmente os mais jovens, à verdadeira escola de graduação para o crime em que se transformou o Poder Executivo federal, replicado em cascata para os executivos estaduais, municipais, órgãos e instituições públicas, ONGs, etc. E assim formam-se os cidadãos do amanhã, de onde também aflorarão os novos dirigentes públicos, com valores morais e éticos influenciados pela cultura epidêmica da vantagem. É triste, mas infelizmente é assim.

Flavio Langer diretoria@spaal.com.br

São Paulo

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A DOR DA VERDADE

Diz o dito popular: "A verdade dói, e como dói". Só assim entender a reação raivosa da presidente Dilma, rebatendo o texto (Herança Pesada) do ex-presidente FHC.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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O PESO DA HERANÇA

Nossa presidente nega com veemência ter recebido uma herança pesada. Afirma tratar-se de uma herança bendita. Há herdeiros indulgentes, assim como há herdeiros ingratos, por vezes dentro da mesma agremiação partidária. É muito fácil listar episódios em que o governo adotou linhas de conduta discutíveis , bem como outras verdades incômodas, sem merecer, por essa observação, o rótulo de ressentido. Fácil, mas aparentemente isso não passa de um exercício estéril. A postura oficial consiste em "denunciar", através de porta-vozes de plantão uma tentativa de golpe, de "destruição" do PT, tudo temperado com considerações endossadas por militantes indignados com a "torpeza das elites reacionárias". Da mesma forma que não faz sentido negar méritos de diversas ações deste governo e do que o antecedeu, sem tornar-se eco de sua propaganda, o ato de endeusar o grande guia, omitindo erros cometidos por ele, a seu mando, ou seguindo sua orientação representa a tentativa de criar uma versão que não resistirá à apreciação objetiva da História. Vale lembrar que um crítico não se situa acima do bem e do mal, ao expressar suas opiniões, seja ele "acadêmico inovador", ou autor de "uma tentativa menor de reescrever a história". "É importante" - sustentava Baltasar Gracián, alguns séculos atrás - "discernir o homem que dá palavras daquele que dá efeitos". Querer quebrar os espelhos do reino não tornará o príncipe mais fotogênico.

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com

São Paulo

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AUTOENGANAÇÃO

A quem a presidenta Dilma quer enganar rebatendo o artigo de FHC? Ela mesma.

Marcelo Stoppa Gomide stoppagomide@gmail.com

Uberlândia (MG)

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NOSSOS PUTIN E MEDVEDEV

Dilma Rousseff repudiou o artigo de Fernando Henrique Cardoso no Estado, o ex-presidente foi benevolente com ela e com Lula, não citou nem um milésimo dos desmandos do governo Lula e do seu apêndice a Mãe do PAC. A presidente, com essa gritaria, só confirmou que é a versão feminina de Dmitri Medvedev, porque Lula sempre foi um Vladimir Putin, tupiniquim.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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ESTADISTA

Alguém precisa esclarecer a presidente "marionete" Dilma que estadista não vai à TV fazer campanhas aos berros e fazendo acusações levianas a seus concorrentes, que um estadista não joga seu povo uns contra os outros, que um estadista não seria contra o Plano Real, que um estadista não viaja a turismo por oito anos com dinheiro público, que um estadista não chefia esquemas bilionários de corrupção, um estadista governa para toda a Nação, e não para aqueles que ele determina se são pobres ou ricos, um estadista não pensa em acabar com a liberdade de imprensa, enfim, um estadista não fica querendo aparecer quando sai do governo democraticamente. Um estadista sabe reconhecer que conseguiu governar sem mexer em uma linha da economia, das leis ou da política de FHC e da estabilidade que foi construída pelo verdadeiro estadista, FHC! Basta ver as eleições na internet e na TV de quem foi a pessoa mais importante do Brasil nas últimas décadas. Afinal, um estadista respeita a opinião democrática de sua população!

Luiz Claudio Zabatiero zabasim@ig.com.br

São Paulo

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O MENSALÃO, AGORA, É GOLPE

O presidente do PT, Rui Falcão, diz que seu partido é vítima de um golpe do Judiciário, referindo-se à condenação do deputado petista João Paulo Cunha pela maioria do STF na semana passada. O que o sr. Falcão está a dizer é que os juízes de nossa Suprema Corte constituem um bando de golpistas destinados a destruir a sigla política mais pura e decente que já apareceu por essas terras! Para o sr. Falcão, os magistrados da instância máxima de um dos poderes da República fazem parte de uma suposta elite reacionária e conservadora que se propõe a eliminar o partido de vestais incapazes de cometer crimes como o mensalão - que, a despeito do veredicto proferido pelos juízes, é e sempre será, na visão desses patriotas, uma farsa cometida com o intuito de derrubar o governo do "estimado líder" Lula! Ao mesmo tempo, a presidente da República, Dilma Rousseff, em vez de se preocupar com suas atribuições, lança uma nota oficial eivada de ataques furiosos ao ex-presidente Fernando Henrique, membro do partido adversário, dando assim uma resposta aos fanáticos petistas incomodados com o tom amistoso mantido por ela junto ao tucano nos últimos meses. O PT é assim: confrontado com verdades inconvenientes, faz-se de indignado e injustiçado, posa de vítima, abomina o confronto civilizado de ideias e dispara sua metralhadora giratória para todos os lados, certo de que a oposição, atualmente raquítica, não responderá para restabelecer a verdade dos fatos. O PT é assim: quando decide se comportar como PT, ganham o sr. Falcão, Lula, Dilma e cia., e perde a jovem democracia brasileira.

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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ÓTICA VESGA

Rui Falcão, presidente do PT, afirma que o julgamento do mensalão é um golpe orquestrado pelos ministros de nossa Suprema Corte. Visto pela ótica da democracia sustentada pelo PT e apoiada pelos bolivarianos, ele tem razão. Principalmente porque o PT nunca assinou nossa Constituição de 1988, que preservou os direitos democráticos dos cidadãos. Na visão vesga dos petralhas, democracia é a do Hugo Chávez, na Venezuela. Cristina Kirchner, na Argentina. Evo Morales, na Bolívia. Rafael Correa, no Equador. E dos irmãos Castro, em Cuba. A nossa democracia segue a Constituição de 1988, que considera roubo de dinheiro público ato de bandidos e que, para tanto, existe lei que pune. Sob esse prisma qualquer atitude contrária ao método "democrático" dos petralhas é considerado golpe. Ainda bem que o mensalão não deu certo, senão nem a escrever sobre isso os brasileiros hoje teriam direito.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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AMEAÇA

Senti um tom de ameaça nada velada no discurso do presidente nacional do PT, Rui Falcão. São suas as palavras "não mexam com o PT, porque quando o PT é provocado, ele cresce, ele reage" (4/12, A10). Na verdade, é o PT quem está "mexendo" com a Justiça e as leis.

Cléa Correa cleacorrea@uol.com.br

São Paulo

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VÃO IGNORAR A AFRONTA?

Após saber que, durante um comício, o presidente nacional do PT, sr. Rui Falcão, declarou que o julgamento do mensalão é um golpe para derrotar o seu partido, gostaria de saber se o presidente do STF e o procurador-geral do Ministério Público vão tomar alguma medida judicial ou se vão ignorar essa afronta, aceitando a afirmação do PT de que o mensalão é um golpe?

José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo

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PT, DE RÉU A VÍTIMA

O discurso do PT muda conforme a música.

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com

Bauru

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FALCONICES

O senhor Rui Falcão mostrou claramente o seu autoritarismo inato ao reagir à condenação do deputado João Paulo Cunha pelo STF. A sua reação hidrófoba é prova que para ele é mais importante defender o companheiro de partido do que acatar a decisão da justiça.

Carlos Alberto M. Ciscato cacaciscato@yahoo.com.br

São Paulo

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VALENTÃO

O presidente do PT (quem é mesmo o individuo?), dando uma de valentão: "Não mexam com o PT, porque, quando o PT é provocado, ele reage". Qual foi a provocação? Fecharam o cofre? Qual será a reação? A mesma que tiveram com o Celso Daniel? Observe, e analise (até onde sua capacidade intelectual lhe permitir), que falta ainda muita gente boa para sentar no banco dos réus, e que, se condenadas, aí, sim, irão provocar em toda a população um sentimento de uma completa limpeza e de um total alívio de caráter ético, moral e criminal.

Luiz Carlos Cunha luiz.cunha@terra.com.br

São Paulo

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DESRESPEITOSO

Fiquei impressionado com a petulância do Sr. Rui Falcão em dizer que a condenação de João Paulo Cunha pelo STF foi um "golpe dos setores conservadores e reacionários" da mídia e do Judiciário. No meu entendimento, ele está chamando a Suprema Corte do País de golpista e a creditando à imprensa a criação de uma fantasia que jamais existiu. Ele ainda complementa seu discurso com uma ameaça: "Não mexam com o PT. Ele cresce, ele reage". Vamos ver essa "reação e crescimento" nas eleições municipais, em que o PT fará no máximo, um prefeito de capital. Rui Falcão não tem estatura para ser presidente nacional de um partido que detém a cadeira da Presidência da República. É desrespeitoso para com as instituições, demais partidos e segmentos da sociedade, pois se dirige aos seus adversários como se estivesse se dirigindo à uma matilha. Ele deveria olhar para o próprio umbigo e lembrar que fez parte do governo petista da capital, este sim envolvido em escândalos com lixo, máfia dos perueiros e linhas de ônibus, além de ser autor de obras desastrosas e de péssima qualidade como os túneis "anfíbios" da Avenida Rebouças.

David Batista do Nascimento davidbatistadonascimento@hotmail.com

Itapetininga

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O QUE DIZ A JUSTIÇA

Para o Sr. Rui Falcão a condenação de João Paulo Cunha foi um golpe articulado?! Para a justiça, golpe articulado foi tudo o que hoje está sendo devidamente condenado.

José Sergio Trabbold jsergiotrabbold@hotmail.com

São Paulo

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GOLPISTAS?

O presidente do Supremo Tribunal Federal e também o procurador-geral do Ministério Público devem tomar a providência cabível, pois é inadmissível que Rui Falcão, presidente nacional do PT, faça a afirmação que fez em comício procurando embaçar o intelecto dos participantes do evento. Referindo-se ao julgamento que está sendo levado a efeito naquele tribunal, afirma que o caso do mensalão é um "golpe" do qual estaria participando o Poder Judiciário. Ou seja, golpe idealizado pelo procurador-geral (apresentante da denúncia) que estaria sendo abonado pelos ministros do STF, golpe, segundo diz, para derrotar o seu partido, o PT. É pena, talvez, que aqueles a quem o dr. Falcão dirigiu suas palavras não tenham tempo e paciência para ouvir as manifestações dos ministros do STF. Se o fizessem, teriam ouvido que o mensalão não é uma fantasia, mas, sim, um intenso procedimento de corrupção, cuja existência foi muito bem demonstrada nos votos já proferidos e que se fundamentam nas entusiásticas provas coligidas e constantes do processo. O que o dr. Falcão ainda não percebeu é que os petistas constituem um grupo político (do qual faz parte) que não tinha outra meta senão, como já salientou o deputado punido João Paulo Cunha, a tomada do poder. E, como durante oito anos tivemos de suportar o Luiz Inácio e mais um ano e meio de sua sucessora, se for verdadeira sua observação, realmente já está na hora de "derrotar o partido", o PT é claro: chega dos males tipo mensalão e outras modalidades, que os sequazes do petismo já causaram a este país em todos os níveis de governo. Isso, essa derrota, já se atingiu algumas vezes e agora só falta por ainda mais às claras os métodos utilizados para a permanência no poder. Quando o dr. Falcão afirma que um operário mudou a realidade do país, a veracidade dessas palavras tem o mensalão por documento comprobatório da natureza dessa mudança, nos termos e forma de como está sendo demonstrado pelos ministros do STF que revelam os objetivos inerentes ao decaído projeto de tomada do poder. Exemplo arrebatador da demonstração são os motivos pelos quais o deputado João Paulo Cunha foi condenado pela quase unanimidade dos ministros dos STF. Hoje, o drama dos cidadãos brasileiros é a possibilidade de crescimento do PT, coisa que não mais se deseja, visto que o que cresceu até agora já fartou. Só falta enfartar, o que parece está em processo. E como tudo tem um limite, aqueles que foram atingidos pela frase "aqueles derrotados três vezes" nas eleições aos quais o dr. Falcão se refere como golpistas, estes devem por seu lado promover as medidas judiciais cabíveis pela imputação que se lhes foi feita de prática de crime.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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PT OU PCC?

Com o pronunciamento de Rui Falcão em Osasco, ele é presidente de qual partido, do PT ou do PCC?

Paulo Francisco Siqueira dos Santos paulof.santos@hotmail.com.br

Santa Rita do Passa Quatro

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NÃO ESTAMOS MORTOS

Para o democrático presidente do PT, Rui Falcão, a condenação de João Paulo Cunha foi ato de uma oposição "conservadora, suja e reacionária". Sob prisma mais profundo, a Suprema Corte foi um torpe objeto dessa oposição. E a maioria dos ministros, nomeada pelo ex-presidente Lula, é uma horda de traidores. Foi um golpe. Se forem condenados os demais próceres do partido, será um golpe de Estado. E ameaça: "Não mexam com o PT, porque quando o PT é provocado ele cresce, ele reage". Uma clara ameaça ao STF. Saiba o Sr. Falcão que, para defender a Constituição, a lei e a ética, o povo brasileiro não está morto.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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A MULHER DO PIOLHO

Condenação de João Paulo é golpe, diz o presidente do PT, Rui Falcão. Tal teimosia me fez lembrar a história da mulher do piolho, cujo tema principal é a teimosia. Os petralhas, apesar de todas as evidências e provas no julgamento do mensalão, continuam desmentindo tudo. Esquecem que, quando a teimosia é demais, mesmo estando no fundo do poço, preferem morrer afogados a se render aos fatos.

Maria Eloiza Rocha Saez m.eloiza@gmail.com

Curitiba

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A FACE FASCISTA DO PT

Esta é a face fascista do PT, transformando o fato do mensalão em lenda do golpe. O PT hoje é a elite política do País e tem de assumir que o que acontece hoje no Brasil é sua responsabilidade! Não dá mais para atribuir ao passado ou às forças ocultas de uma elite. Fico extremamente preocupado com este tipo de posição e declaração. Pois pretendem assim "moldar" a opinião da população carente de educação política, usurpar as instituições democráticas para usá-las com apoio da opinião popular e por fim manterem-se no poder asfixiando a oposição. Prática comum usada em regimes socialistas e fascista que comprovadamente não funcionou em nenhum país do mundo ao longo de toda a nossa história.

Fabio Barnes fabio.barnes@yahoo.com.br

São Paulo

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OS 'INSTRUMENTOS' DO PT

Merece uma profunda reflexão a declaração do presidente do PT, Rui Falcão, que classificou como golpe a condenação pelo STF do mensaleiro João Paulo Cunha, e disse que "são esses mesmos conservadores que junto com setores da grande mídia perderam nas urnas e tentam nos derrotar por outros meios. Quando são derrotados nas urnas, lançam mão de instrumentos de que ainda dispõem, desde a mídia conservadora, passando pelo Judiciário, para tentar nos derrotar". Dá muito que pensar a colocação dos "instrumentos que ainda dispõem", no meio de sua declaração. Será que o PT pretende algum dia calar a mídia que lhe opõe e colocar todo o Judiciário a seu serviço?

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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UM A MENOS

Tal como Rui Falcão entende ter sido boa a decisão de João Paulo Cunha desistir da candidatura pelo PT à prefeitura de Osasco (SP), após decisão dos magistrados do STF, não deve ser muito diferente a opinião da presidente Dilma em relação a José Dirceu. Com seus botões, e bem sozinha, com ela mesma, enfim, deve estar pensando que será um a menos a ficar lhe fustigando através de fogo amigo extremamente perturbador suas decisões, principalmente o caráter de suas políticas como presidente. Isso tudo, evidentemente, após decisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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