Fórum dos Leitores

POLÍTICA ECONÔMICA

O Estado de S.Paulo

06 Setembro 2012 | 03h08

O que é isso, companheira?

Não quero ensinar o Pai-Nosso ao vigário, mas vejamos a decisão tomada pelo governo Dilma Rousseff de aumentar os impostos dos importados, incluídos insumos para fabricação de medicamentos. Essa é mais uma prova contundente da nossa ineficiência e do nosso atraso em produzir de forma competitiva, como automóveis mais baratos e de qualidade para competirem com os importados. Urge uma reforma tributária para que os empresários sejam incentivados a produzir produtos mais baratos e de qualidade, até mesmo com o fim de exportá-los para todo o mundo, como está fazendo a China. Fica evidente que a coisa aqui não está andando nos trilhos, como proclamam os ministros do governo Dilma. A quem eles pensam que estão enganando com esse tipo de atitude retrógrada de paisinho de Terceiro Mundo?

TURÍBIO LIBERATTO

turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

Efeito maléfico

A matéria do Estado de ontem comenta sob vários aspectos a medida usurpadora de aumentar o imposto de importação de cem produtos, mas nenhum deles é o efeito maléfico que ela trouxe para o bolso de 190 milhões de brasileiros. Pois é, mais uma vez o governo impõe a todos, no País, comprar produtos piores por maior preço, em benefício de uns poucos que têm acesso aos ouvidos dos ministros, dos políticos e da presidente da República, com os quais trocam favores na época das eleições para que defendam seus interesses particulares contra os de todos nós, que queremos comprar os melhores produtos pelos menores preços, venham de onde vierem. O bem comum não é mais importante que o bem individual? Em vez de insistir com o governo para enfiar a mão no nosso bolso e nos fazer gastar mais do que o que o mercado internacional cobra por esses produtos, o que prejudica sobremaneira a capacidade de compra e de poupança do povo brasileiro, esses empresários deviam exigir dos seus amigos e parceiros no Executivo e no Legislativo a criação de um sistema fiscal internacionalmente competitivo e uma infraestrutura compatível com o nível de competitividade que eles querem atingir, sob pena de não se fazer doação a campanha eleitoral enquanto nosso sistema fiscal e nossa infraestrutura permanecerem caóticos, como são hoje. Por outro lado, já que os empresários usam o princípio "farinha pouca, meu pirão primeiro", sugiro boicote a todos os produtos nacionais que se beneficiarem de alíquota de importação maior que 10% enquanto durar essa esbulhadora medida.

SERGIO MOURA

saamoura@uol.com.br

Ribeirão Preto

Medicamentos

Concordo com o aumento de taxas para determinados produtos importados, em especial os de fácil e inútil consumo. Mas quanto aos medicamentos, como os brasileiros que dependem de remédios importados vão poder continuar a adquiri-los? Dona Dilma, por favor, mão na consciência!

JOÃO BATISTA CHAMADOIRA

jobachama@uol.com.br

Bauru

Agronegócio

O editorial Agronegócio, o setor moderno (4/9, A3) retrata claramente sua importância para o País. Na contramão do setor industrial, o agronegócio é um dos grandes responsáveis pelas exportações, favorecendo assim a balança comercial. A indústria, responsável pela produção das matérias-primas essenciais à agricultura tem um papel fundamental para tornar o segmento ainda mais competitivo e dinâmico. As nossas fábricas vêm trabalhando intensamente para desenvolver produtos que auxiliem na oferta de alimentos, com maior produtividade, em harmonia com a natureza. Só assim o Brasil continuará a cumprir seu papel de destaque na oferta mundial de alimentos.

DOLIVAR CORAUCCI, presidente da Ourofino Agronegócio

mauro.arbex@grupomaquina.com

Cravinhos

ELEIÇÕES MUNICIPAIS

Gestor competente?

Li que após conversar com Lula (porque sem o amparo do padrinho ela se sente insegura) Dilma entra na campanha de Fernando Haddad (5/9, A1), que será apresentado como "gestor competente". É o cinismo dos petistas. Esse candidato não consegue caminhar sozinho. No debate na TV, sem luz própria, só respondia a perguntas mencionando aquelas duas figuras. E como qualificar esse neófito de competente, se nem o Enem ele foi capaz de aplicar sem problemas? De competentes desse nível queremos distância.

FRANCISCO G. SALGADO CESAR

fgscesar@hotmail.com

Guarujá

Perguntar não ofende

De fato, se não foi capaz de administrar os exames do Enem, como será capaz de administrar a cidade de São Paulo?

JOSÉ DA SILVA

jsilvame@hotmail.com

Osasco

Dilma apoia Haddad

A medíocre campanha de Fernando Haddad apela novamente aos caciques do PT, tentando vender um candidato sinônimo de incomPeTência. O insípido candidato à Prefeitura de São Paulo agora conta com o apoio da "presidenta". Novamente ouviremos os elogios cínicos e eleitoreiros já repetidos incessantemente por Lula: "O melhor ministro da Educação da história". Sim, cumpanheros, é esse o excelentíssimo ministro que insultou milhões de estudantes com sua administração vergonhosa do Enem. Veja, Dilma, como Haddad é símbolo de "gestão competente"! Sendo vestibulando, perco o sono com a possibilidade de Haddad ser eleito. Por si só, a hipótese tornaria mais exequível a eleição do PT para o Estado. Isso significaria para São Paulo a mesma gestão de universidades que Haddad praticou no ministério. Assim, veríamos a destruição de um dos maiores patrimônios paulistas: as excelentes universidades estaduais. Primeiramente, a tradicional Fuvest, conhecida pela probidade e pela organização, seria desmantelada e trocada pela piada do Enem. Logo depois a USP se tornaria instrumento da demagogia eleitoral da última absurda lei das cotas. Leitores, é isso que desejamos para São Paulo? Aqui, repitamos, PT nunca mais!

DANIEL ARJONA DE A. HARA

haradaniel734@gmail.com

Cotia

Outro poste

O candidato petista à Prefeitura paulistana sempre precisa de um arrimo para sustentá-lo. Afinal, existe quem "aposte" nele e se anime a apoiá-lo. A melhor forma de acabar com um produto ruim é anunciá-lo.

FLAVIO MARCUS JULIANO

opegapulhas@terra.com.br

Santos

Incógnita

Vendo e ouvindo a campanha para prefeito de São Paulo, ainda não entendi quem é o candidato do PT, se o criador ou a criatura.

CARLOS ALBERTO DUARTE

carlosadu@yahoo.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DE VOLTA AO NOSSO COFRE

Depois de 12 anos de investigações, a Justiça suíça vai devolver aos cofres públicos brasileiros parte da fortuna do ex-juiz Nicolau dos Santos Neto que estava no paraíso fiscal há duas décadas. Até que enfim uma boa notícia para nós, trabalhadores e pagadores de impostos no Brasil. Mas com certeza a notícia é muito ruim para os "espertinhos" que estão por aí desviando dinheiro público. Neste momento, eles devem estar se perguntando onde vão guardar o dinheiro obtido com a corrupção, pois paraíso fiscal, agora, só em países não muito confiáveis. Vamos torcer para que a Justiça brasileira não apenas condene os bandidos do mensalão e de outros processos que estão em andamento, mas que consiga trazer de volta aos cofres públicos o dinheiro subtraído de forma ilegal de obras superfaturadas, de taxas de sucesso, etc. Mesmo que isso demore 20 anos.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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FELIZ RETORNO

Será Maluf o 2.º da fila encabeçada por Lalau?

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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A HORA DA VERDADE

O Tribunal Federal suíço rejeitou, na terça-feira, o terceiro recurso apresentado pelo ex-juiz e decidiu que seus ativos deverão ser repatriados para o Brasil. Desta vez, não cabe recurso e os US$ 6,8 milhões que estavam congelados em Genebra devem ser transferidos nas próximas semanas. O caso surgiu em 2000, quando o então procurador de Genebra, Bernard Bertossa, passou a suspeitar de uma movimentação milionária na sucursal do Banco Santander de Genebra, não condizente com o salário do ex-juiz. O procurador informou as autoridades brasileiras, que já haviam iniciado a investigação sobre o desvio de verbas nas obras do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo. Só falta agora o amigão do Lula, o Maluf, devolver os bilhões que desviou da Avenida Águas Espraiadas e de tantas outras obras. Eu não sou Maluf e não concordo com o "rouba, mas faz" e o "estupra, mas não mata". Isso é coisa do Haddad e seu novo guru.

Mustafa Baruki mustafa-baruki@bol.com.br

São Paulo

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ONDE ESTÃO AS CAVERNAS?

Depois de longos anos, a Advocacia-Geral da União (AGU) divulga que recuperou US$ 6,8 milhões desviados por Nicolau dos Santos Neto. De um total que, devidamente corrigido, já está perto de R$ 1 bilhão. O maior problema do combate eficaz à corrupção no Brasil está em que ninguém sabe onde se situam as cavernas nas florestas que se abrem magicamente sob o som das palavras "Abre, ó Sinsin" (Abre-te, Sésamo, em português). Há um número enorme de patrimônios indisponibilizados em ações de improbidade administrativa, mas jamais recebemos notícia da AGU de quanto, efetivamente, do dinheiro do povo brasileiro foi recuperado e reposto aos cofres nacionais.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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O CUSTO DA CORRUPÇÃO

Gaudêncio Torquato (Moeda do escambo: propina, bola, pedágio, 2/9, A2) escreveu que a estimativa do valor da corrupção no Brasil é de R$ 80 a R$ 100 bilhões, aproximadamente equivalentes a US$ 40 a US$ 50 bilhões, ou 4% a 5% - e não "mais de 20%" - do total anual mundial de corrupção estimado em US$ 1 trilhão. Assim, o problema brasileiro é menor que ele escreve. Não reflete ainda o potencial da oitava economia do mundo. É que, apesar da "herança pesada" descrita tão precisamente no artigo do ex-presidente FHC, o lulismo não teve chance de prosperar aos níveis pretendidos. O maldito Jefferson apitou, o Supremo Tribunal Federal, após uma pequena demora de somente sete anos, agiu, e as condenações estão saindo. Que ninguém esteja na cadeia não deve ser surpresa: quer apostar que o João Paulo Cunha continua recebendo integralmente seu salário?

William W. B. Veale william.veale@terra.com.br

São Paulo

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É SACANAGEM DA GROSSA

Tomei conhecimento, por meio da imprensa, que Brasília está totalmente paralisada em virtude das eleições municipais. Deputados e senadores resolveram abandonar seus postos de trabalho para fazer campanha em seus municípios, deixando em segundo plano todos os projetos importantes que estão para serem votados no Congresso Nacional, deixando só para depois das eleições, inclusive paralisando a CPI do Cachoeira. Porém, cabe uma pergunta: É legal o que nossos deputados e senadores estão fazendo? Afinal de contas, eles são nossos funcionários, e nós somos seus patrões, que pagam seus polpudos salários. Se a mesma conduta for feita por um funcionário de uma empresa privada, com certeza ele teria uma punição exemplar, quando não a demissão por justa causa, por abandono de emprego. O que eles estão fazendo só tem uma justificativa: que o nosso povo é omisso e não cobra de nossas autoridades mais responsabilidade com a coisa pública, principalmente porque, além de salário, esses parlamentares recebem incontáveis mordomias pagas por nós, contribuintes. Como não temos poder de decisão, cabe ao leitor dar o troco em 2014 e demitir todos esses maus funcionários!

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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WALQUÍRIA ULTRAJADA

Tirando até mesmo o brilho que emanava do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em seus costumeiros artigos principescos, fez severas críticas aos oito anos de governo do ex-presidente Luiz Ignácio Lula da Silva, colocando como ponto central, uma "herança maldita" deixada nas mãos de sua "criatura", o que é indiscutível, pois, decorridos quase dois anos de mandato de Dilma, uma maldição tão maldita que parece ter sido produzida no Monte Calvo faz o atual governo amargar derrotas que deixam a equipe tal qual uma barata cascuda num galinheiro. Nem por ódio e/ou vingança se pode comparar a estatura política do estadista e do populista, havendo uma profundidade abissal entre os dois termos. Julgando que o Brasil não passa de um Arraial dos Canudos, sob as asas protetoras do Conselheiro Lula, Dilma desceu da sua autoridade máxima na República para duelar com Fernando Henrique, com tamanha virulência de invejar os personagens criados por Alexandre Dumas. Se a intenção dos três era ofuscar o brilho do STF, o tiro saiu pela culatra. A indignação foi geral, porque, na verdade, Dilma deve cuidar do "pibinho" e Fernando Henrique, de ajudar o PSDB nessa guerra religiosa que pode ser o "réquiem" do partido em São Paulo.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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POVO CANSADO

Dilma reage a artigo, diz que FHC quer "reescrever história" e vê "ressentimento" (Estado, 4/9/2012, página A4). Ela que fique quieta e pare de usar o nosso dinheiro para visitar o patrono. Governe sozinha e não tome medidas econômicas tempestivas, sem conhecer nada da crise econômica global, instalada na União Europeia, Brics, EUA e a América Latina, sem falar em África. Cuide de nossas crianças nas creches, como já lhe sugeri (sem resposta), da nossa saúde em todos os pontos da Pátria e das instituições de ensino, sem citar várias outras mazelas. Valorize os seus abnegados colaboradores, destinados à miséria e à vergonha. Senhora, (re)escrever a história é a preservação dos antecedentes, bem antes dos egípcios. No momento do julgamento e da limpeza do "mensalão" e do "Cachoeira", não se exponha ao ridículo. O povo está cansando!

Jürgen Detlev Vageler vatra_ind@yahoo.com.br

Campinas

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A HERANÇA É BENDITA

O artigo de FHC (Herança pesada, 2/9, A2) sobre a herança Lula é deprimente... Questionar troca de ministros? A corrupção deve ficar oficializada para "demonstrar" que a escolha foi boa? É assim que o PSDB governa? Um presidente que desembolsou cifras monstruosas para aprovar a reeleição? Um governo que impediu toda e qualquer investigação da Polícia Federal, ou de outros órgãos, para que seus mensalões não fossem investigados? Ah! Poupem-nos desse "balela" FHC e amigos "estadistas". Se a presidenta Dilma fala em seu artigo que recebeu uma herança bendita do governo Lula, eu quero clamar a Deus: "Deus nos livre da volta de um governo como o de FHC, esse 'maldito' capitalismo liberal, em que o dinheiro vem acima de tudo".

Alessandra Giarola Garcia legiarola@gmail.com

Belo Horizonte

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SOBRE O ESTADISTA

Nossa presidente da República é conhecida por gostar de debater. Logo, não poderia deixar de se manifestar sobre o artigo de FHC (2/9) sobre os tempos de Lula e suas consequências para o futuro do Brasil. Afinal, é debatendo que a humanidade avança na trilha da civilização. Destaco da nota da sra. presidente da República o trecho que segue "Lula é um exemplo de estadista"! Para tanto, vale lembrar algumas ações ou iniciativas de Lula, quando na presidência. Um grande momento seu como estadista foi a entrevista que deu num charmoso gramado de Paris, para uma desconhecida jornalista, explicando didaticamente que seu PT, como todo mundo, usava "caixa 2" para suas campanhas e atividades correlatas. Há outros momentos inesquecíveis que marcaram a era Lula, por exemplo, a tentativa de expulsar do Brasil jornalista americano que "escreveu sobre as relações de Lula com bebidas alcoólicas". Vale lembrar que um dos gurus da sra. presidente, Leonel Brizola, muito antes já havia falado publicamente sobre esse mesmo tema. Ainda mais, somente um exemplo de estadista como o sr. Lula poderia, quando chefe de Estado e de governo, ter uma política externa de apoio a ditadores de todos os continentes, somada a efusivas manifestações de amizade pessoal. Enfim, fiquei com uma dúvida sobre a frase "Lula é um exemplo de estadista", uma vez que não explicita qual a qualidade do exemplo.

Carlos Antônio Barros de Moura carlos@barrosdemoura.com.br

São Paulo

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LULA E CARMINHA

Lula, em vez de estadista, é um excelente artista, não enganou só o Tufão, há décadas vem enganando todo um povão...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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SOB PRESSÃO

Contrariando aquilo que no fundo sabe ser a verdade sobre a publicação de FHC, Herança pesada, e com a faca lulopetista em seu pescoço, me pergunto, até quando a presidente Dilma irá suportar a pressão exercida pelo PT, obrigando-a a contrariar seu bom senso, forçando-a a substituir lealdade pela verdade?

Amâncio Lobo Amancio lobo@uol.com.br

São Paulo

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'REGENTA'

E a Dilma tentou seduzir o FHC quando ele fez 80 anos... Acho que a paixão acabou. É que Dilma - por dever ideológico - valoriza mais um companheiro do que um futuro namorado. E Dilma não é nem presidente nem presidenta. Dilma é regenta. Ela está na regência guardando o lugar da Presidência para o companheiríssimo Lula.

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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CIUMENTO

Tenho o pressentimento de que o artigo de FHC teve completo assentimento e o péssimo exemplo de estadista que o sucedeu é que transpira ressentimento ou dor de cotovelo com grande aumento.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

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EDUCAÇÃO

Educação não é o forte da presidenta nem do ex-presidente Lula. Nós já vimos de tudo, desde que a ditadura se foi. Mas falta de educação de quem chega ao Poder é grave, e desde Lula este detalhe está presente. Lula já falava que educação não é importante para se chegar ao poder. Mas na hora do trabalho ele chama os pós-graduados, aqueles que tem o conhecimento, para fazer a máquina andar. A falta de educação, faz com que a pessoa não saiba se comportar no poder. Não sabe o limite do cargo que ocupa, não sabe o que significa, pois não conhece a História do Brasil e do mundo. Como, quando e por quê? Ele se limita ao seu mundo pequeno, sem conhecimento para deduzir que ele é o melhor. E esta falta de humildade dele e da atual presidenta mostra o quanto FHC está longe deles. Simples, educado, inteligente, social, culto, humilde. Qualidades totalmente fora do curriculum vitae dos dois. Estadista para Lula é aquela pessoa que muda de um Estado para outro. Ave Maria!

Tiago Homem de Melo C. Silva tihmcs@ig.com.br

Campinas

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PARTIDO OU GOVERNO

As críticas de Fernando Henrique Cardoso (2/9, A2) foram, na verdade, uma disputa ou crítica partidária, e não uma disputa de governo. Portanto, quem deveria dar uma resposta seria o partido PT, e não a presidente Dilma através de "nota oficial do Planalto", onde ela afirma que aprendeu com os erros de governos anteriores, ou seja, de FHC e Lula. Calma, "companheiros"! O julgamento do mensalão está só em andamento.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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SUPORTE MATERNAL

Dona Dilma, sugiro parafrasear o deputado Vaccarezza (PT-SP) e, com esse ar meigo que lhe é tão peculiar, diga: "Não se preocupe, Lula, você é nosso e nós somos teu (sic)". Com certeza isso seria o suficiente para dar-lhe o suporte maternal do qual elle tanto carece quando FHC bota o dedo em suas feridas.

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

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A ONÇA REAGIU MAL

Com artigo de sua autoria publicado no Estadão do último domingo, abordando a "herança pesada", Fernando Henrique Cardoso cutucou sem querer a "onça brava" que reagiu, primeiro, com uma nota oficial desaforenta contra o ex-presidente e, agora, resolveu se envolver na campanha de Haddad para a Prefeitura de São Paulo. Cutucar fanáticos não é um bom negócio (nem com elogios), melhor é ignorá-los. Sempre.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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DILMA REBAIXADA

Dona Dilma passou para si atestado de capitis diminutio com sua postura em face de artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Bem o demonstrou o leitor Sr. Nelson Penteado de Castro, ao observar que as interferências quase que diárias do Luiz Inácio na governança do País revelam, mesmo, o exercício de um terceiro mandato (Fórum dos Leitores, 4/9/2012, carta Terceiro mandato). Aliás, a vexação está mais presente ainda diante do fato de Dona Dilma ir consultar o Luiz Inácio antes de emitir sua "nota" a respeito do "incidente".

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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COMO NOS TEMPOS DE LULA

Na defesa de seu guru, só faltou dona Dilma evocar a "herança maldita".

Paulo de Souza Cavalcanti paulo_souza_cavalcanti@ig.com.br

São Paulo

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ESTAVA INDO BEM...

Presidente Dilma, a senhora estava indo bem até o momento em que chamou o ex de grande estadista. Fiquei perplexo e preocupado, pensando em qual seria o seu entendimento sobre um estadista.

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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AS 'VIÚVAS DE FHC' NÃO PERDOAM

Não sou eleitor nem simpatizante do PT, muito pelo contrário. Mas impressiona ver o tamanho do ódio e ressentimento que certos leitores do Estadão nutrem pelo PT e por Lula. São as chamadas "viúvas do FHC", eternamente inconformadas com as derrotas nas urnas. Se esquecem do escândalo que foi a aprovação da reeleição de FHC e de como ele saiu mal e por baixo do governo, com alto desemprego e grave crise econômica. Já ensinam os velhos ditados populares: "o pior cego é o que não quer ver e não adianta querer tapar o sol com peneira". É preciso um mínimo de isenção, objetividade e imparcialidade. Sem isso, vira um Fla-Flu ideológico, numa discussão estéril, sem argumentos pertinentes e sem base nos fatos.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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PRÁ FRENTE, BRASIL!

A troca de "gentilezas" entre FHC, Lula e Dilma Rousseff sobre herança maldita ou bendita não levará o País um metro à frente. Os brasileiros, herdeiros de fato e de sangue dos erros e acertos de seus dirigentes, querem que sua parte na herança seja de progresso e desenvolvimento. O bate-boca presidencial não acrescenta nada e só causa constrangimento e mal-estar. Prá frente, Brasil!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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A VERDADEIRA PIADA DE SALÃO

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Rui Falcão, faltou com a compostura pela forma como se dirigiu ofensivamente à Suprema Corte, dizendo que o julgamento do mensalão é um "golpe" da oposição e da mídia, que querem "destruir o PT", e ainda ameaçou: "Não mexam com o PT, porque quando o PT é provocado ele cresce, reage". Estamos a esperar que se cumpram as promessas intimidadoras, pois até agora tudo o que foi dito para esconder o "mensalão" e desqualificar o Julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) não provocou nenhuma revolta do povão, pois contra provas não há argumentos. E mais: estamos ainda num país democrático. Defender o indefensável, mais uma vez, fazem papel de truões. A piada de salão em que se tornaria o mensalão, tão propalada por Delúbio Soares, se traduz justamente nessa atitude "pitoresca" de derrotados pelo desvendar da farsa negada.

Leila E. Leitão

São Paulo

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JULGAMENTO DO MENSALÃO

Ilustríssimos ministros do STF, sou mais um entre tantos brasileiros que acompanha com muito interesse o julgamento do mensalão. Sim, mensalão, mesmo que alguns queiram eliminar da memória ou do conhecimento dos mais incautos, essa ação penal tem muito mais que apreciação técnica ou jurídica, tem um valor moral à Nação. Pois então, mensalão supera toda e qualquer apreciação estritamente judicial, derivando para o enlace moral com que a mesma será apreciada pelos livros de história e pelos brasileiros mais afortunados com o conhecimento das letras ou mesmo os menos afortunados que nem por isso deixam de ter o senso moral pautado pelas ações da sociedade. Tampouco pelas apreciações do Judiciário. Pois bem, senhores ministros da República, Suas Excelências estão sob o holofote da Nação, sob a pauta da história, gerações serão afetadas pelo resultado final dessa ação penal. Antes de proferirem os votos, seja pelo embasamento técnico ou jurídico, lembrem-se que seus filhos, netos e todos cidadãos serão afetados pelos mesmos. Até a data de hoje já podemos ver quem está ao lado da Nação ou quem se esconde diante de argumentos técnicos tais como supostas falta de prova, como se um malfeito dessa magnitude deixasse corpo de delito. Para minha revolta e da maioria dos cidadãos de bem, vemos votos sem a devida coragem e independência, votos de cabresto que envergonham e revoltam a Nação. Nem tanta surpresa se levarmos em conta o modus operandi de aparelhamento de Estado que o cappo dessa ação penal, juntamente com o cappo dei tutti capi que de forma surreal não está diante das barras do tribunal, impingiram à Nação sob forma deletéria. Que agora mostra sua cara de forma inconteste. Estamos de olho, mesmo que, com as belas palavras, os longos e prolixos textos rebuscados com português castiço tentem desviar ou buscar chicanes para a absolvição do malfeito e dos malfeitores, nós brasileiros de bem, honestos na nossa consciência estaremos julgando de forma implacável os maus brasileiros que ainda tentam perpetuar um modelo pútrido e imoral aos destinos da Nação. A história é um tribunal implacável em que a verdade se faz valer, mesmo que tardia. Os senhores entrarão para a história. De que forma cada nome, cada ministro entrará para a mesma, será a atitude moral, brasileira e justa com que cada um se portará.

José Carlos Bartholi jcbartholi@uol.com.br

São Paulo

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DESNECESSÁRIO

O governo mais uma vez, ao elevar impostos de importação de 100 produtos, sob o estúpido pretexto de proteger fabricantes brasileiros da concorrência internacional, vai contra a lei do livre mercado (que o petismo nunca soube respeitar), e isso certamente elevará os índices de inflação - que já está acima do centro da meta, de 4,5%. Com isso penaliza o consumidor, que vai pagar mais caro por esses produtos, porque não existe almoço grátis... Só quem acredita que os importadores não vão reajustar os preços para o consumidor final é o fantasioso Guido Mantega, da mesma forma que ele sustentava teimosamente que o PIB do País seria de 5% em 2012, e as previsões já indicam no máximo 1,5%! A única justificativa do governo Dilma para essa majoração da carga tributária sobre esses 100 produtos é a sanha de arrecadar mais e mais impostos, assim como ocorre com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), para cobrir os buracos de caixa do erário, em tempos de PIB medíocre e bondades fiscais para setores amigos do governo. Para exemplificar, bem diferente acontece com o Chile, o Peru e o México, portanto nações em desenvolvimento, como a nossa, onde seus presidentes não criam barreiras alfandegárias tolas nem ficam culpando, como faz a Dilma, a crise da zona do euro ou nos EUA, pelos seus possíveis fracassos. E esses países citados devem crescer, em 2012, em torno de 5%, e repetindo o do Brasil, o raquítico 1,5%. Ou seja, o nosso grave problema se caracteriza pela má gestão do governo federal. O resto é história para otário dormir...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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GENIALIDADE

O governo eleva imposto de importação de 100 itens de países não pertencentes ao Mercosul, esquecendo-se de que Cristina Kirchner, presidente Argentina, já tomou decisões similares contra produtos brasileiros. Acho que o governo brasileiro acredita em Papai Noel, pois acha que os países atingidos não farão o mesmo com os produtos nacionais. Ou seja, ao invés de o governo ativar e estimular as exportações com isenções de taxas e tributos, prefere dificultar as importações. Ou seja, fica o dito pelo não dito. Gênios!

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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FARC

O início das negociações de paz entre as Farc e o governo colombiano, na Noruega, terá a participação dos governos de Cuba e Venezuela. Ficam de fora o Brasil e os EUA. O Brasil tudo bem, não consegue manter a paz nem nas favelas "pacificadas" do Rio de Janeiro, mas os EUA, que colaboraram com o governo da Colômbia durante muitos anos, é uma surpresa! Negociar com as Farc tendo como interlocutores Hugo Chávez e os irmãos Castro é, no mínimo, uma piada. Se os traficantes exigem a manutenção das rotas de tráfico de drogas na Colômbia após o fim das Farc, escolheram os parceiros certos, pois Chávez e os irmãos Castro são os fiadores ideais para esse tipo de maracutaia, foram escolhidos porque, sem as rotas da Colômbia, o PIB paralelo do narcotráfico de vários países da América do Sul, que chegam a superar o PIB oficial da região, seria seriamente afetado e, como os EUA são os maiores consumidores da cocaína produzida pela América do Sul, com uma única paulada matam-se vários coelhos. Hugo Chávez e Fidel se vingam dos EUA, os velhos comunistas do Brasil, também, apesar dos atuais altos cargos e salários, a produção de coca e o narcotráfico não são afetados e os países produtores mantêm o povo em suas mãos e os votos, nas urnas. E a América do Sul finge que está tudo bem e todos votam com alegria de viver numa democracia, como na Venezuela, na Bolívia, na Argentina (Cristinalândia) e por aí vai, para o ralo, a credibilidade de toda a América do Sul.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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O QUE ACONTECERÁ?

Não é possível imaginar qual será o desenvolvimento das anunciadas negociações de paz entre o governo da Colômbia e o comando das Farc. Como um dos lados não possui características de Estado, constituindo até hoje uma organização clandestina, subvencionada pelo narcotráfico, pergunta-se: qual será a originalidade diplomática empregada para estabelecer os parâmetros das discussões? Estará disposto o governo colombiano a abrir mão do controle de regiões e populações? Como serão administrados os territórios afetados? Haverá formas de indenização? Ficará caracterizado definitivamente o narcotráfico como uma força com grande poder de barganha? O que terão no bolso do colete os seus poderosos controladores? São questões perturbadoras, cujas respostas e repercussões o mundo aguarda com um misto de apreensão e curiosidade.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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UM AVISO

Comunicar à presidente Dilma Rousseff o começo do fim do conflito entre o governo colombiano e as Farc, tudo bem. Mas asilo político, não. Que rumem para Cuba.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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RANKING DAS UNIVERSIDADES

O que mais interessa ao estudante na escolha de uma boa universidade? Uma universidade que lhe dê perfil acadêmico tradicional ou aquela que o inclui no mercado de trabalho? De acordo com pesquisa efetuada, cientistas optam por aquelas de ensino acadêmico e aprofundamento em pesquisas. Já para profissionais de recursos humanos, aqueles que saem à procura de bons profissionais o que conta é o peso de se estudar numa boa universidade, capacidade de inovação e por ultimo pesquisa. O que realmente move todos os estudantes? Engano achar que são ideais acadêmicos e sim salário digno, oportunidades de crescimento no mercado de trabalho e preparo para enfrentar a concorrência! Quem alimenta a família é salário digno e não sonho! Se no Brasil o estudante acadêmico fosse bem valorizado, com verbas para pesquisas, reconhecimento, etc., tudo bem. Mas essa não é a realidade, senão não veríamos tantas greves federais exigindo boa remuneração.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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ANALFABETOS FUNCIONAIS

No Fórum dos Leitores de 3/9, destacavam-se as mensagens das leitoras sras. Maria Tereza Murray e Mabel Correa Franco Guimarães, entre outras, pois a educação oferecida pelos petralhas não poderia ser melhor mesmo. O que esperar de um governo que apresenta entre universitários 38% de analfabetos funcionais?! A história vem de longa data, pois nós, que trabalhamos nas escolas estaduais e municipais, a conhecemos bem, desde que passaram a usar a metodologia pregada por Paulo Freire, que aceita a fala e a escrita dita popular, e não a forma culta, culminando com o último ministro da Educação, atual candidato a prefeito de São Paulo. E que falar do atual ministro dessa mesma pasta, que delegou ao Ministério do Planejamento a negociação com os professores grevistas das universidades federais? Interessa aos atuais governantes que a greve continue, pois assim o governo não precisa investir em educação. Quem perde muito com isso são os alunos, mas muito mais perde o Brasil. Dessa forma continuaremos a ter analfabetos funcionais, já que alunos bem formados podem virar uma arma contra os governantes atuais. É tão poderosa que pode destruí-lo.

Maria de Mello nina.7mello@uol.com.br

São Paulo

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INCÊNDIOS NAS FAVELAS DE SP

O povo quer saber quais são as razões para a ocorrência de tantos incêndios nas favelas de São Paulo. Seria o tempo seco? Fatalidade? Grupos empresariais interessados nas áreas? Representantes dos grupos de movimento pró-terras e moradia, que logo após os incêndios levam as pessoas para acampar no centro de São Paulo e patrocinam barracas, comida, muitas promessas e, principalmente, passeatas? Por estarmos em tempo de eleições? Vi, num telejornal, entrevista num desses acampamentos, com mãe e filha, ambas razoavelmente vestidas e bem articuladas, comunicando-se com a repórter. Falaram da situação e dos seus sonhos. Os comentaristas do telejornal concordaram que aquela família não queria se desestruturar, mas gostariam de saber, como eu também, qual o histórico da família? Qual o trabalho que fazem para viver? Por que não conseguiram ter uma residência fixa até agora? A quem interessa a exposição de todas as mazelas dos governos municipal e estadual e nunca a exposição do que foi realizado com sucesso? Vamos esperar a votação e confiar que o eleitor tenha condição de separar o joio do trigo.

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br

São Paulo

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FOGO

Anteontem (3/9) em São Paulo mais uma favela pegou fogo, queimando mais de 200 barracos e, por mais que se culpe uma série de causas que podem ter provocado esse incêndio, é de estranhar a sequência desses em ano de eleições e próximo da data de votação, ao ponto de estarem ocorrendo quase que semanalmente. Antes, quando isso acontecia, era fato incomum, que chegava a provocar comoção, e hoje parece algo tão corriqueiro que, tirando os que perdem seus pertences, as demais pessoas veem agora na TV e minutos após nem se lembra mais do acontecido. Há poucos dias, quando houve de um evento igual na zona leste, a população atingida foi a uma rodovia próxima e bloqueou o trânsito quando da chegada da polícia, enfrentou a mesma com paus e pedras. Pior ainda foi quando nesse incêndio alguns desordeiros tocaram fogo nos trilhos do trem de subúrbio, ação que pode se configurar em ato de terrorismo e aqueles que o provocaram devem ser tratados como terroristas e sofrer penalidades aplicadas nesses casos. Por isso torna-se necessária uma punição pesada para os anarquistas como os desse episódio, que parecem buscar um confronto com a polícia e esta responda a bala, com ocorrência de mortes. Também é para estranhar a coincidência a quantidade de panes que está acontecendo no sistema de transportes da capital, no Metrô ou nos trens suburbanos, que mesmo num sistema que apresenta falhas, a quantidade essas foge a normalidade e creio merecer uma investigação mais apurada da polícia, porque tanto os incêndios como as falhas citadas, atingem as administrações municipal e estadual, com prejuízos pesados aos candidatos que representam essas.

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

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RECORDE DE INCAPACIDADE

Cometem-se diversos absurdos neste país. Um deles é deixar queimar nada menos do que 32 favelas somente em 2012, somente em São Paulo, sem que nada em termos de prevenção eficaz seja realmente efetuado. Nós, brasileiros, somos, pelo visto, muito bons em levantamentos de dados, em armazenagem dos mesmos visando efetuar relatórios extensos e inócuos. A cada nova tragédia ocorrida por meio de incêndios, muitas explicações são dadas, porém sem fundamento lógico. Absurdo dos absurdos, deixar gente vivendo igual a animais, convivendo com lixões, em pleno século 21. Parece até que desconhecemos a obra de Sabetai Calderone, sobre os bilhões perdidos no lixo, em que o mesmo afirma que poderiam ser construídas nada menos do que 450 mil casas populares somente com o dinheiro desperdiçado pela não reciclagem dos resíduos somente em um ano como 1996. Governantes atuais, ou candidatos quando eleitos, deveriam tomar atitudes sérias visando extirpar este câncer social que se traduz em lixões, favelas, gambiarras para alimentação elétrica dos lares do pessoal de baixa renda. Platão afirmava que as cidades devem ser felizes por inteiro e não em sua minoria de privilegiados. Quanto ao treinamento de prevenção e combate ao fogo, não é a primeira vez que escrevo sobre isto. Caso alguma rede de televisão séria ou jornal de ampla divulgação, ou ainda revista de renome, quiser me procurar, posso mostrar como o mesmo poderia ser dado para milhões de pessoas, por meio da reprodução de CDs, da minha autoria com meus dois filhos, sendo um engenheiro mecânico e outro comunicador. Trata-se de um conjunto de teoria e prática virtual. Depois, é só colocar o Corpo de Bombeiros para treinar brigadistas voluntários, inspecionar, e alertar para as não conformidades. Em caso de reincidência, multar, interditar. Servare legem (cumprir a lei). Creio que o Estado assume a culpa grave (dolo), por não tomar medidas sérias preventivas, educativas e finalmente de mudança de atitudes, pois possui a ultima ratio. Espero que este problema seja sanado semel pro semper (uma vez para sempre)! Sermo datur multis, animi sapientia paucis (a palavra é dada a muitos, a sabedoria da alma, a poucos)!

Santelmo Xavier Filho santelmoxf@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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COINCIDÊNCIA

Primeiro, quero parabenizar o jornal por mencionar "favelas" ao falar das mesmas na rádio ESPM. Acho que é esse o nome. Foi um tremendo engodo mudar o nome de favela para comunidade, a intenção de acalmar os favelados até que funcionou. Meu contato é para tratar de incêndios nas favelas. Nas últimas semanas, têm ocorrido incêndios em favelas de São Paulo e, excluindo o fato do clima seco e dos gatos na rede elétrica (maioria das causas de incêndio), percebe-se que na tragédia de hoje e em outras recentes, pelo menos até quando ouvi, não houve vítimas. Ainda bem! Mas é muita coincidência, não é? O que vai acontecer com essas pessoas? Vão receber toda assistência dos governos e, conforme aconteceu no Rio de Janeiro, moradias de graça, que depois algumas são vendidas ou até alugadas, conforme mostrou a TV recentemente? Quem paga? O contribuinte.

Márcio Francisco da Silva marciofsilva2@yahoo.com.br

São Paulo

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ILEGAL E IMORAL

Pelo menos dois ministros de Dilma Rousseff vêm prometendo mais verbas ao município que eleger candidatos do PT. Informem-nos que o dinheiro que eles pensam direcionar pertence ao povo, e não ao partido. É o nosso dinheiro, pois o governo federal não produz nada. Que o governo federal governa amarelos, azuis, verdes e vermelhos, e não representa um partido. Que, antes do prefeito do partido "A" ou "B", os principais prejudicados serão os cidadãos das cidades que não cederem à chantagem. E, por fim, que eles não têm este direito. A isso se dá o nome de chantagem e "favorecimento", que seria pessoal, se o PT fosse uma pessoa. E isso é simplesmente ilegal, além de imoral.

M. Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@gmail.com

Florianópolis

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E O TRE?

Ouvi essa semana no rádio o programa eleitoral gratuito, dedicado aos candidatos a vereador da cidade de São Paulo, e fiquei espantado em constatar que a velha prática de adotar apelidos esdrúxulos para fazer "propaganda" continua sendo permitida pelo Tribunal Eleitoral do Estado. Um candidato se intitula "Motorista Maluco", vejam só que absurdo! Outro é o "Papai Noel", e outro ainda é o "Cabra Bom"! Um país que pretende alcançar o status de desenvolvido, ao lado dos mais modernos do mundo, não pode tolerar práticas como essas, que só denigrem o processo eleitoral. Esperávamos que os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) fossem mais desenvolvidos, mas não são.

Sergio Lopes sergio.lopes940@gmail.com

São Paulo

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A QUEDA DE SERRA

José Serra não sabe por que está perdendo, mas as famílias de mais de 30 mil (trinta mil) advogados sabem o porquê, porque ele não pensa agora e nunca pensou nas pessoas, ele deixou em situação lastimável um grande número de advogados que estavam prestes a se aposentar quando ele num gesto de "algoz" extinguiu sem mais a carteira de aposentadoria dos advogados contribuintes do Instituto de Pagamentos Especiais de São Paulo (Ipesp). Agora sabe, Serra, porque está perdendo e perderá tantas outras eleições em que ele e sua "turma" entrarem. É assim, continuem pensando só em vocês.

Ariel J. Soares ariel.soares@amcham.com.br

São Paulo

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ELEIÇÃO NO RECIFE

Só mesmo a aloprada militância petista do Recife, dominada pela cegueira opcional implantada por lideranças sem caráter, não consegue perceber que a candidatura de Humberto Costa para a Prefeitura do Recife já "foi para o brejo". Os abestados estão acreditando piamente que a situação será revertida com a vinda de Lulla ao Recife, acreditando que o ex-presidente venha para potencializar um confronto com o governador Eduardo Campos. São uns bobinhos! Afinal, tanto Lulla pode sequer vir ao Recife ou, mesmo que venha, não irá comprar uma briga com Eduardo Campos, colocando em risco a candidatura de Fernando Haddad, em São Paulo, por conta de um candidato decadente como Humberto Costa, capaz de sequer figurar no segundo turno das eleições, se continuar despencando nas pesquisas, como tem feito nos últimos dias. O PT se prepare para a derrota no Recife, pois tanto Lulla quanto a Direção Nacional do PT, entre continuar com a prefeitura do Recife, ou ter a possibilidade de ganhar a Prefeitura de São Paulo, já tomaram a decisão que é melhor para o partido: deixarão Humberto Costa e João Paulo "pendurados no pincel".

Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com

Recife

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COBERTURA DA ELEIÇÃO

Outro dia este Estado trouxe importante informação sobre origem e destino das verbas de campanha dos candidatos à Prefeitura de São Paulo. Segunda-feira, 3 de setembro, nos brinda com retrospectiva da atuação política de cada candidato. Apesar de ter, na primeira ocasião, se valido de recurso, a meu ver, um pouco Notícias Populares, "aquele jornal que, se espremesse, saía sangue" - pegando uma carona no "espetáculo" do julgamento do mensalão, em que políticos do PT são destaque, ao trazer manchete sobre o candidato desse partido (apesar de não ser, o candidato Haddad, nem o de maior verba, nem menor, nem a melhor ou pior explicada) - os textos tanto daquela reportagem quanto dessa retrospectiva de agora oferecem oportunidade para que nós, eleitores e leitores (desculpem a fonia trocadilhesca) reflitamos sobre nossos votos. Claro que a liberdade de pensamento é algo de foro íntimo, não tem, na prática, como alguma outra pessoa nos usurpar. Mas o que fez, por exemplo, a revista Veja durante as campanhas do PT à Presidência, oferecendo oportunidade não para reflexão, não para o exercício daquela liberdade, mas para a prática nefasta e perigosa do ódio irracional, mostra que outras formas de portar-se como empresa de comunicação social são possíveis. Gostei de ver a desvinculação entre este Estado e aquela revista, na campanha por assinaturas. A propósito, o mote "ter de pagar mico para ler o Estado" da propaganda do mágico de rua que "transforma" o Estado numa pomba para poder lê-lo depois, do meu ponto de vista, é ótimo e poderia ser usado com outras variações, desde que a piada não perdesse a graça por repetição. Bem, como eu dizia, ainda bem que temos um jornal como o Estado, que passa longe daquele péssimo jornalismo. Ganha o jornal, ganham seus leitores. Perde a turba ignara clamando por sangue, torcendo para que os leões estraçalhem os cristãos. Confesso que quando li a manchete do site, 'Estado' desvenda o passado dos candidatos a prefeito de São Paulo, traumatizado pelo comportamento pregresso da chamada "imprensona", da qual esse Estado faz parte pelo tamanho organizacional, empresarial, por um instante pensei: "Lá vem a 'meteção de pau' no PT, de novo". Não que os editores de uma empresa jornalística não possam ter preferências. Mas é que essas preferências, quando expressas de forma exagerada e fora do espaço dedicado explicitamente à editoria, acabam por negar o espaço para reflexão por seus leitores; acabam, senão conseguindo - já que liberdade de pensamento é atributo do pensante -, pelo menos tentando restringir essa reflexão. E o leitor, que não é bobo nem nada, acaba repetindo para si aquela máxima: "Se você mente, eu fico sem saber a verdade. Mas sempre saberei que você está mentindo". Não que eu seja a favor do PT, especialmente - voto em candidato, não em partido -, mas sou absolutamente contra a "meteção de pau", seja contra quem for. Gosto do esporte boxe, mas nunca gostei de farsescos "telecatches". Preciso confessar, também, que o que pensei primeiro estava errado. Ficam os elogios a este Estado e a seus editores, a quem parece interessar que seus leitores aprofundem suas responsabilidades, sua consciência, na hora de exercerem sua cidadania. Ficam elogios pelo alinhamento deste Estado aos ideais republicanos e democráticos, e pela oportunidade que oferece de fortalecimento, de amadurecimento da sensatez das pessoas que o leem.

Renato Martins Lazzari rmlazzari@gmail.com

São Paulo

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