Fórum dos Leitores

SEMANA DA PÁTRIA

O Estado de S.Paulo

07 Setembro 2012 | 03h08

O 7 de Setembro

Em 7 de setembro de 1822 o Brasil proclamou a sua independência de Portugal. Em 2012, via julgamento do mensalão e, como decorrência, da enérgica jurisprudência que está sendo criada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o Brasil começa a declarar a sua independência dos nefastos corruptos que saqueiam os cofres públicos e causam desgraças, principalmente mortes, em estradas precárias, hospitais públicos sucateados e rincões de miséria.

TÚLLIO MARCO S. CARVALHO

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

Bons exemplos

No transcurso de mais um aniversário da nacionalidade brasileira, data, infelizmente, já ignorada por boa parte do nosso povo, quero, como cidadão comum, expressar meus agradecimentos pelos bons exemplos que estão dando juízes do STF e os nossos atletas paraolímpicos. Creio que eles estão restituindo a cada um de nós o orgulho e a satisfação de ser brasileiro. É fundada, portanto, a esperança de vermos o Brasil trilhar outros e novos caminhos, mais solidários e mais justos, em busca do seu grande destino.

ELIAS DA COSTA LIMA

preussen@uol.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Ressentimento lulopetista

O editorial Falta de juízo e compostura (6/8, A3) didaticamente mostra a continuidade da escravidão ao ressentimento do lulopetismo em tudo o que não alcança seus interesses, ao mesmo tempo que ensina ao sr. Rui Falcão noções primárias de compostura. Por décadas usando a máscara da ética, ora desconstruída, agora os petistas demonstram a não aceitação de normas legais e a falta de empatia com a sociedade "conservadora, suja e reacionária" (sic), permitindo crer tratar-se de acentuada sociopatia.

MARIO COBUCCI JUNIOR

maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

Ameaças

As ameaças do presidente do PT (deve ser Partido Terrorista) ao Judiciário e ao cidadão brasileiro, alegando que a Justiça deu um golpe no partido ao condenar o mensaleiro João Paulo Cunha, são um absurdo! Ameaçar todos dizendo que não mexam com o PT, pois o PT cresce e reage, é típico das facções criminosas que levam o terror à população. Infelizmente, o PT não está preparado para a democracia, pois quer corromper, roubar, ameaçar e não ser punido, apenas idolatrado. E quem for contra eles ameaçam, como vivem ameaçando a liberdade de imprensa. Torçamos para que a Justiça não se curve diante de ameaças tão repugnantes!

LUIZ CLAUDIO ZABATIERO

zabasim@ig.com.br

São Paulo

O nosso Stalin

Rui Falcão é a essência do PT. Quando acusa a "mídia conservadora" e o Poder Judiciário de golpistas, mostra claramente que seu partido não respeita as instituições, a democracia e quem dele diverge. Rui Falcão é o Joseph Stalin do Brasil.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

O escorpião

Lembrando a fábula do escorpião e do sapo, nada como uma dificuldade para mostrar a verdadeira face do autoritarismo do presidente do PT e de seu partido. Golpe, não. Decisão da Justiça, sim.

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Valor da justiça

Sem leis claras e aplicadas com eficiência não há justiça. E sem justiça o cidadão honesto, bem-intencionado e produtivo acaba sempre pagando um custo maior. O partido que se diz dos trabalhadores devia ser o primeiro a ter consciência disso, impondo e cumprindo as leis.

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

POLÍTICA ECONÔMICA

Haja pó de arroz!

Para cumprir a meta do superávit primário o governo federal lança mão de manobras não muito recomendáveis no mercado: receber antecipadamente os dividendos da Caixa Econômica Federal e do BNDES. Mais uma vez, para mostrar à sociedade leiga que a economia nacional vai bem, principalmente às vésperas das eleições municipais, o governo está maquiando os números. Mas até quando isso vai ser possível? Pena que os brasileiros que acreditam em Papai Noel e no Lula só vão acordar quando o Brasil voltar à estaca zero ou estiver no mesmo barco que a Grécia.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Manobras estranhas

Se o governo está mesmo preocupado com o mercado interno e o reaquecimento da economia, por que, então, com traquinagens contábeis, suga R$ 1,5 bilhão da Caixa e mais R$ 3 bilhões do BNDES (6/9, A1), só para alardear que consegue o objetivo de atingir a meta do superávit primário? Ora, sendo esses bancos os mesmos que fomentam investimentos, compra de equipamentos, da casa própria, etc., e a Caixa também com participação ativa no financiamento ao consumidor final, esses R$ 4,5 bilhões que, infelizmente, retornam ao Tesouro representam mais um tropeço ou retrocesso de gestão deste governo petista. Sinal claro de que o Executivo federal está perdido na agenda econômica, justificando para o ano um PIB de fim de feira - no máximo 1,5%. Enquanto isso, países como Peru, Chile e Colômbia, para desespero de Dilma, devem crescer em 2012 acima de 5%, confirmando que por lá os governos trabalham com competência, e não apenas discursam...

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

A volta do dragão

A inflação, crescente há meses, atinge seu maior índice dos últimos anos, segundo o IBGE. A Petrobrás ("como nunca antes") teve prejuízo, não dá conta de atender à demanda do País e tem de importar combustível, inclusive álcool. O PIB do País, há anos medíocre, caiu ainda mais. Esse é o resultado destes nove anos do (des)governo federal petista. Eles ainda vão quebrar o Brasil.

PAULO RIBEIRO DE CARVALHO JR.

paulorcc@uol.com.br

São Paulo

Aumento da gasolina

Consultada sobre a previsão do aumento dos combustíveis, a presidente da Petrobrás disse que ainda não tem data definida, mas se perguntarmos a qualquer cidadão de mediana inteligência responderá que o aumento virá após as eleições municipais. O ParTido de que ela faz parte nem pensa nos prejuízos da maior estatal brasileira. Só pensa "naquilo" - nos votos, nas bolsas eleitoreiras...

MARIA TERESA AMARAL

mteresa0409@2me.com.br

São Paulo

INDEPENDÊNCIA

Com o fracasso do esquema de monarquia dual defendido pelos brasileiros nas cortes, a preservação da autonomia passava a pressupor a separação. Caminhava-se, portanto, lentamente, para o projeto da independência. Nessa perspectiva, se o setor conservador continuava preponderante, tinha cada vez que, agora, preservar a autonomia que significava efetivar a independência. Quanto ao príncipe Dom Pedro, embora há meses não viesse cumprindo as ordens das Cortes de Lisboa, parecia titubear, como escreveu sua esposa Dona Leopoldina de Habsburgo-Lorena, nascida como filha do imperador do Império Sacro Romano da Nação Germânica Franz I., a Jorge Antônio Schäffer em janeiro de 1822: “O Príncipe está decidido, mas não tanto quanto eu desejava; os ministros vão ser substituídos por filhos do país, que sejam capazes. O  governo será administrado de modo análogo aos Estados Unidos da América do Norte”. Com a mulher, Dom Pedro informava-se de muitas coisas da Europa. Além de uma boa visão política, ela era a pessoa que mais podia influenciar o príncipe a renunciar do retorno a Portugal. O príncipe regente Dom Pedro viajou a São Paulo em agosto de 1822, para apaziguar a política. No dia 13 de agosto de 1822, Dom Pedro entregou antes desta viagem o poder a Dona Leopoldina, nomeando-a chefe do Conselho de Estado e princesa regente interina do Brasil, com poderes legais para governar o País durante a sua ausência. Partiu, então, para apaziguar São Paulo. Grande foi sua influência no processo de independência. Os brasileiros já estavam cientes de que Portugal pretendia chamar Dom Pedro de volta, rebaixando o Brasil outra vez ao estatuto de simples colônia, em vez de um Reino Unido ao de Portugal. Havia temores de que uma guerra civil separasse a província de São Paulo do resto do Brasil. A princesa regente recebeu notícias de que Portugal estava preparando ação contra o Brasil e, sem tempo para aguardar o retorno de Dom Pedro, Dona Leopoldina, aconselhada por José Bonifácio de Andrada e Silva e usando de seus atributos de chefe interina do governo, reuniu-se na manhã de 2 de setembro de 1822 com o Conselho de Estado, assinando o decreto da Independência. Declarando, assim, o Brasil separado de Portugal! A princesa regente Dona Leopoldina enviou a Dom Pedro uma carta, juntamente com outra de José Bonifácio, além de comentários de Portugal, criticando a atuação do marido e de Dom João VI. Dona Leopoldina exige que Dom Pedro proclame a Independência do Brasil e, em carta, adverte: “O pomo está maduro, colhe-o já, senão apodrece”. O oficial chegou ao príncipe no dia 7 de setembro de 1822. Leopoldina enviara, ainda, papéis recebidos de Lisboa e comentários de Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, deputado às Cortes, pelos quais Dom Pedro se inteirou das críticas que lhe faziam na metrópole em Lisboa. Enquanto se aguardava o retorno de Dom Pedro, Leopoldina, “Matriarca da Independência do Brasil” e governante interina de um Brasil já independente, idealizou a bandeira do Brasil, na qual misturou o verde da casa real de Bragança e o amarelo ouro da casa imperial Habsburgo-Lorena. Outros autores opinam que Jean Baptiste Debret, o artista francês, que desenhou o que via no Brasil dos anos 1820, ser o autor do pavilhão nacional, que substituía o da vetusta corte portuguesa, símbolo da opressão do Antigo Regime. Deve-se a Debret o projeto da bela bandeira imperial, em colaboração com José Bonifácio de Andrada e Silva, em que o retângulo verde dos Bragança e o losango amarelo, cor da dinastia Habsburgo-Lorena, representava a feliz união de duas dinastias. Segundo as investigações do Dr. Francisco Perreira Lessa, essas cores já haviam sido esboçadas muito antes pelo próprio rei Dom João VI, quando o filho, Dom Pedro, herdeiro deste, casara com a arquiduquesa d’Austria Dona Leopoldina. Através desse casamento, o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves ligaria a Casa de Bragança a uma das mais fortes monarquias europeias, além da possibilidade de se livrar do jugo político da Inglaterra. Já para a Áustria, era a possibilidade de participar do comércio de produtos tropicais. Sobre esta composição verde-amarelo colocaram-se depois de setembro de 1822 as armas imperiais brasileiras que flutuaram à frente de nossos soldados e marinheiros na defesa dos nossos brios e da nossa honra nacional no Prata e em todos os cantos do Brasil, onde a discórdia fizera periclitar a própria unidade da Pátria.  
 
Michael Peuser mpeuser@hotmail.com 
São Paulo

*
AMOR À PÁTRIA

Estamos há l90 anos da Proclamação da Independência política brasileira, e gostaríamos neste momento de fazer uma reflexão sobre a comemoração. Crianças, adolescentes, adultos e autoridades da nossa Iguape, ao cantar o Hino Nacional Brasileiro como um dos símbolos da nossa pátria, que constitui um incentivo ao sentimento patriótico e à harmonia de todos os homens de bem desta nação, sentimo-nos frustrados quando ouvimos, com tristeza, nosso hino sem nenhum brilhantismo, cidadãos sussurrando apenas ou abrindo e fechando a boca sem nada dizer. Vamos abandonar este velho hábito, essa antipatia ou vergonha de abrir o coração e cantar o hino da nossa pátria, lembrando a bravura de seus antepassados, e assistir prontamente as solenidades que são realizadas manifestando sempre o sentimento de orgulho e amor à nossa terra. Vamos cantar nosso hino com entusiasmo, para demonstrar nossa paixão pelo Brasil e pelo nosso povo.

Antonio Rochael  antoniorochael@gmail.com
Iguape

*
VOTO, NOSSO LEGÍTIMO LIBERTADOR

Esta é a semana da Pátria. Entretanto, acorrentada pelo medo e pela violência, desafiada pela corrupção, pela desigualdade, a brava gente brasileira transpira, e muito, para fazer valer o respeito à sua dignidade num país onde a abundância de riquezas aguça, de forma febril, a ambição das nações, mundo afora. O Brasil tem apresentado resultados exuberantes em muitas áreas, o que nos enche de orgulho e esperança. Em outras, a qualificação é tão vexatória que nos enche de vergonha – fruto da inércia, do descaso, da impunidade e da ganância sem limites de gestores carentes de escrúpulos. Então, cabe à educação e aos seus profissionais a significante tarefa de conduzir as gerações futuras a conquistar, com ética e muito trabalho, a soberania da nossa pátria, cujos braços, fartos de recursos, abrigam uma das mais generosas economias do planeta, ainda que administradas de forma para lá de duvidosa. Seja como for, a qualidade de nossa gente é capaz de desabrochar a consciência e a responsabilidade da Nação. Mais do que um sonho intenso de esperança, seremos um Brasil impávido. Há, ainda, muito a ser feito. O voto é o nosso legítimo agente libertador, verdadeiro transformador. Com inteligência, pés no chão e olhos bem abertos, atingiremos a nossa posição de soberania, como de fato merecemos. 

José Maria Cancelliero assessoriajp@cpp.org.br 
São Paulo

*
A PÁTRIA É NOSSA?

Não. Pertence a uma minoria corrupta atrelada a capitalistas que desfrutam do alto de suas majestosas torres e mansões sua riqueza oriunda da exploração de um povo sofrido. Fomos uma colônia exploratória escravagista para atender interesses europeus; passamos para uma monarquia imperial após independência (1822), por repúblicas de bananas e ditaduras, civil, com Vargas, militarista a partir de 1964 e, dentro de um modelo econômico neoliberal falido, temos uma social democracia, falha, em todos os sentidos. Pode-se medir o sucesso de um país pelos pilares que o regem: educação, saúde e segurança; e não por PIB, ou seja, nossas riquezas provenientes do suor do povo aguerrido, que os governantes exibem aos estrangeiros, tal como os europeus coloniais exibiam os índios em suas cortes. Somos um gigante cujos pés são feitos de barro. Temos uma classe política literalmente questionada todos os dias, o que pode fomentar animosidades classicistas; uma elite que se exime de suas responsabilidades postadas em pedestais, ou senão, agem de forma arrogante e moldam seus interesses com o dinheiro que se compra os corruptos, que por fim envenenam a nação. Temos inimigos internos. Ladrões. Em altos escalões. O que estou contando não é novidade nenhuma, está na TV, no jornal, na capa da revista. Então, na Semana da Pátria, não se tem muito o quê se comemorar. Por que amarmos uma pátria se ela nos trata como bastardos, nos dando migalhas, junto com o circo? O povo absorve isso por inanição do seu raciocínio, por sua própria inaptidão mental ou fracasso em lhe ensinar e educar corretamente, devido a fissuras familiares e estatais. Em muitos os casos essas coisas se entrelaçam, resultando em uma massa disforme desprovida de ação. E de outra parte pouco interessa exaltar a Pátria. Eles estão mergulhados em argumentos rancorosos, vendo-se sempre como vítimas. Pouco interessaria a eles tal ação, pois suas ideias são de caráter internacionalista. E a odiosa burguesia demorará em sair de suas mentes, pois esta, por sua vez, não vale nada.

Luiz Fabiano Alves Rosa fabiano_agt@hotmail.com 
Curitiba

*
A TRUCULÊNCIA DE SERRA

José Serra, após dez anos, resolve colocar Fernando Henrique Cardoso e Geraldo Alckmin no seu palanque? Isso prova que, como candidato, falta a Serra visão política, porque, se não agisse com tanta picuinha desde 2002, a quadrilha jamais teria tomado conta do Brasil e ele realizaria seu sonho de se tornar presidente. Agiu e age como criança mimada, filho único e birrento.  Será que ainda dará tempo para mudar sua postura e unir o partido? Tomara. Se não, São Paulo terá quatro anos de descompasso e um candidato eleito despreparado por causa de sua truculência partidária infantil!   

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

*
ELEIÇÃO MUNICIPAL

O eleitor paulistano faça o que bem entender do seu voto no pleito de outubro, mas que não chore o leite derramado, decorrido um certo tempo após a campanha pela prefeitura da cidade. No momento, o candidato mais experiente e qualificado para comandar a capital paulista por quatro anos, José Serra – que já explicou, exaustivamente, os motivos legítimos que o levaram a renunciar ao posto de prefeito, em 2006 –, encontra-se em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto. Mantém uma distância pequena à frente de Fernando Haddad, ex-ministro da Educação nos governos Lula e Dilma e responsável último pela desmoralização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e pela abertura de universidades federais sem condições mínimas de estrutura para o atendimento a funcionários, docentes e alunos. E está cada vez mais atrás do atual líder nas pesquisas, um neófito em cargos públicos que responde a alguns processos judiciais e que pertence a um partido chefiado por um controverso bispo. O que teria feito os paulistanos passarem por uma mudança de visão tão forte e em tão pouco tempo? Ora, Serra recebeu mais votos em 2006 do que em 2004, e venceu Dilma Rousseff na capital nas eleições presidenciais de 2010. O tal “abandono” da cidade foi uma questão marginal em 2006 e em 2010. Por qual razão esse assunto virou ordem do dia em 2012?

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br 
Pindamonhangaba

*
VOTO DE PROTESTO NÃO DÁ

Faltando um mês para as eleições municipais em primeiro turno, o que podemos aferir das manifestações até ora publicadas, como o Estadão já chamou nossa atenção, é que os eleitores paulistanos se encontram desiludidos com nossos políticos em geral. Alguns leitores já se pronunciaram neste espaço demonstrando cabalmente tal desilusão. Uns, afirmando que votarão em Russomano por não terem mais ilusões tanto sobre o PT quanto com o PSDB. Uma leitora exprimiu a sua saudade por Cacareco, a simpática rinoceronte que nas eleições municipais de nossa cidade para vereadores em 1959 teve cerca de 100 mil votos, e foi o maior caso do voto de protesto em nosso país. Só que na eleições deste ano, a escolha, além dos vereadores, que a exemplo daquela época continuam a merecer nossa repulsa, mas para eleger o prefeito de nossa cidade, um cargo dos mais importantes do Brasil, não dá para pensarmos em termos de Cacareco. Além de ser a maior cidade, também tem um dos maiores orçamentos da Nação, o que explica a ingerência de todos os caciques políticos do País, inclusive da presidente Dilma Rousseff. Então, em minha opinião, não podemos votar em Celso Russomano porque não acreditamos nos demais, mas somente pelas suas qualidades pessoais e administrativas. E a sua proposta de colocar a guarda municipal dentro das escolas certamente não é uma boa solução nem prerrogativa daquela corporação, assim como a de criar uma ouvidoria e uma corregedoria, que, aliás, já existem na prefeitura, demonstra a sua falta de conhecimento básico do órgão que se propõe governar, isso para dizer o mínimo. Sem dúvida nenhuma, o mais preparado é José Serra, cuja candidatura segue ladeira abaixo nas pesquisas, muito mais por sua ligação com o péssimo prefeito Kassab, do que sua renuncia anterior. Vai ter de se desvincular do prefeito e explicar à exaustão a sua renúncia anterior. Haddad é sem dúvida o poste que Lula tenta impor aos paulistanos, e sua maior notoriedade se deve às trapalhadas nos exames do Enem, enquanto Chalita é a aposta do PMDB, um partido pragmático que nunca teve boa votação em nossa cidade exatamente por tal “qualidade”. Pelo seu partido atual, já pertenceu a vários, não é um candidato confiável, além de tentar amarrar o seu burro em duas estacas simultaneamente, a da presidente e a do governador do Estado de São Paulo. A escolha de um candidato como voto de protesto para prefeito é um erro maior que o dado ao Tiririca, que com as suas sobras na legenda reelegeu Valdemar Costa Neto, um deputado que responde ao processo do mensalão e um dos idealizadores de sua candidatura, sem contar que se tratava de uma eleição do Legislativo, e não do Executivo. 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

*
PROPRIEDADE DO PT?

Entre os mais de 30 partidos políticos do País, o partido mais organizado é sem dúvida o PT, porém comete o grande erro de pensar que o País é propriedade dele, e tudo tem de ser levado no estilo “vamo que vamo”. O fato de o presidente nacional do PT, Rui Falcão, ao acusar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como sendo instrumentos de poder a serviço da oposição (6/9), deixa claro a sua vocação  de apoio a governos populistas e autoritários. Os mensaleiros corruptos agora flagrados não choram e preferem as argumentações eivadas de cinismo.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com
Campinas

*
‘NÃO MEXAM COM O PT’

Declarações semelhantes à do sr. Rui Falcão eu só vi na época da ditadura militar! Era nestes termos prepotentes, arrogantes, ofensivos e pretensiosos que os militares se dirigiam aos cidadãos comuns! Eles se julgavam os donos da verdade e a democracia só era recomendável quando atendia a seus propósitos. Caso for implantada uma ditadura do PT, como ameaça o presidente deste partido, certamente o sr. Rui Falcão dirigirá o DOI-CODI do PT, que enforcará toda a “elite suja” e alguns ministros do STF, com exceção do Dias Toffoli! Então, restará a escória da qual faz parte! 

Eugênio José Alati eugeniojosealati@yahoo.com.br 
Campinas

*
MONÓCULO

Tem falcão que não se enxerga...
 
A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

*
O JULGAMENTO DO MENSALÃO

Pelo desenrolar do julgamento do mensalão do PT, os ministros descobriram o filão da mina de ouro, dos milhões surrupiados, quero dizer, roubados, pelo PT e sua corja de canalhas, sob o comando do grande Dirceuzinho, o mineirinho esperto. Com isso vai ficar fácil encanar toda essa quadrilha e ainda desmascarar seu grande chefe, que sempre disse que o mensalão não existiu, mas deve ter sido uma miragem desertina. Porém não dá para esconder o dinheiro, ele tem rabo, e muito grande. As digitais do PT estão em todos os cantos, e espero, sincera e honestamente, que Deus seja brasileiro e ilumine as cabeças dos cumpanheiros Toffoli e Lewandowski, para condenarem essa trupe e para que comecemos um novo Brasil, sem parasitas, aloprados, mensaleiros e outros menos cotados.
 
Kaled Baruche kbaruche@bol.com.br 
São Paulo

*
‘FALTA DE JUÍZO E COMPOSTURA’

Desde que o PT, na pessoa do presidente Lula, havia tomado o poder no Brasil em suas mãos, estou constante e crescentemente relembrado da minha juventude e adolescência sob o regime nazista, a começar pelo linguajar e a elevação de vozes pelos homens na cúpula governamental. Desde o berço havia aprendido que o bem e o certo não requerem amplificador sonoro, ao contrário do em uso no mal e no errado. Lembro-me de um discurso de Hitler em 1938, quando nem tinha completado 11 anos, no qual vociferou contra os “chamados intelectuais”, e minha mãe ainda comentando ao pai a quem ele se referia: “Não somos nós?”. Sim, foi a mesma “elite conservadora, suja, reacionária”, que não queria tolerar que um operário (naquele caso de Hitler, “cabo da guerra”) tenha mudado. Esquecem, nem percebem estes políticos fanáticos o quanto devem todos os povos no mundo às suas elites em incontáveis benefícios no campo da ciência, cultura e bons exemplos, inclusive de juízo e compostura. Isso uma boa educação ensina, ou, ao menos, devia. Não é por acaso que o regime nazista foi chamado “domínio do terceiro escalão”.

Gerhard Fink gerhardfink@uol.com.br 
Atibaia

*
A FARSA CONDENADA

Há sete anos que o ex-presidente Lula vem mentindo principalmente para os seus milhares de eleitores de que o mensalão não existiu! Se verdade fosse esta afirmação, o julgamento deste evento ora em curso no Supremo, não receberia dos magistrados até aqui esmagadora votação de condenação dos réus,  muito bem denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF). Pior ainda, se no fatiado julgamento da Corte, já temos a decisão da maioria dos ministros que entenderam que a fonte dos recursos desviados pela quadrilha, conforme denuncia veio proveniente do Visanet/Banco do Brasil (recursos públicos), e dos fraudulentos empréstimos do Banco Rural, define a prova cabal de que o mensalão do governo Lula, existiu! Daí para se chegar e condenar o núcleo da quadrilha comandada por José Dirceu, é questão de dias! Porque os ministros do STF já desvendaram a rota deste horroroso crime contra nossas instituições!  Sete dos nove indiciados nestes blocos até aqui julgados foram condenados, só faltando a definição da pena! E nas ruas aos poucos o povo, incluindo eleitores de Lula, a cada esquina da sua vos de indignação e perplexidade pela cara de pau de um ex-presidente, ter permitido que essa quadrilha de petistas e aliados atuasse livremente debaixo de seu nariz, como verdadeiros mafiosos que são, desviando vultosos recursos dos contribuintes! 
A grande farsa na realidade é do próprio Lula, que mesmo sabendo da veracidade deste brutal crime, assim como age um camelô que somente vende produtos pirateados, continuou a vender a idéia de que seus   camaradas criminosos, nada de ilícito praticaram! Isto posto: tivesse esse ex-metalúrgico arrotador de demagogia, que inclusive Deus, lhe conferiu democraticamente galgar a Presidência da República deste País, um mínimo de respeito às nossas instituições, renunciaria sua vida pública! 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

*
OS BILHÕES DE LULA

Pior do que ter um ex-presidente que, segundo a revista Forbes, amealhou US$ 2 bilhões nos oito anos de governo, é  ter  uma Procuradoria-Geral que não investigue o caso a fundo, pois, ao contrário do que diz Lewandowski, a opinião pública é muito mais importante do que suas falsas elucubrações a respeito. Ainda mais: se a Forbes divulga matéria falsa, teria de responder a um sério processo por inclusão, por exemplo, no art. 139 do Código Penal – crimes contra a honra. A Nação aguarda por manifestação de Lula e providências do Ministério Público como um todo.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

*
ENRIQUECER

Publicou a revista Forbes, sob o título The richest people in the world, que uma dessas pessoas mais ricas do mundo é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, titular de uma fortuna estimada em mais de US$ 2 bilhões. A notícia deixa transparecer a perplexidade de como ele chegou a amealhar tal fortuna, visto que esse sucesso (?!) ocorreu precipuamente no período de oito anos em que foi presidente da República. Amealhar tanto dinheiro aprendeu ele com o filho que fez outro tanto em menos tempo? Na realidade, a dignidade da cidadania e as regras da igualdade deviam obrigá-lo a ensinar a todos os brasileiros como atingir esse patamar de riqueza com pouco esforço e pouco trabalho.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br
São Paulo

*
LULA NA ‘FORBES’
 
Segundo estimativa, a fortuna pessoal de Lula, divulgada pela revista Forbes, é de US$ 2 bilhões. Na condição de homem público, ele nos deve uma esclarecedora explicação. Historicamente é do conhecimento geral que Lula, ao longo da sua carreira, exerceu as seguintes funções: torneiro mecânico, fundador e presidente do PT, líder sindical, deputado federal em um mandado, presidente da República em dois mandatos (com direito ao uso ilimitado do “cartão corporativo”), aposentado, beneficiado com a bolsa-guerrilheiro isenta de Imposto de Renda e, mais recentemente, palestrante. Considerando que não recebeu nenhuma herança, US$ 2 bilhões equivalem a R$ 4 bilhões, que em termos populares seria acertar sozinho 400 vezes a Mega-Sena de R$ 10 milhões, ou adquirir 160 mil automóveis populares ao custo de R$ 25 mil. É muita grana...

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 
Vila Velha (ES)

*
HERANÇAS

Depois de sentir ofendida pelas verdades ditas por FHC no artigo Herança pesada (2/9, A2), Dilma Rousseff vai entrar na campanha de Fernando Haddad. Não deveria, pois o cargo que ocupa não tem horas vagas, nos pagamos seu salário por tempo integral, inclusive sábados e domingos, a carga pesada Lula deixou principalmente para o povo brasileiro, pois não é fácil suportar tanta corrupção e desvio de dinheiro publico, jamais vistos na história deste país. Porém FHC também nos deixou uma herança maldita, sendo omisso nas campanhas do Serra e do PSDB. Talvez, se não ficasse tão escondido, Lula não teria sido eleito presidente.

Jose Mendes josemendesca@ig.com.br 
Votorantim

*
NOSSO BRASIL

Dilma declarou que “os erros e acertos do passado lhe ensinaram muito”, deixando de lado a hipocrisia dos presidentes eleitos pelo PT e do próprio partido vejamos : 1) Reeleição aprovada – lulla usou e dillma deverá usar. Ponto para os acertos; 2) Bolsa Escola – foi aprovada pelo lulla e dillma e virou Bolsa-Família. Ponto para os acertos; 3) Privatizações – estão na moda no atual governo (aeroportos, portos, estradas, etc..). Ponto para acertos; 4) Na economia, recebeu um governo com tudo “asfaltado”, bem sinalizado e com guias, iluminação, etc., era só guiar o Brasil para o abraço, e ainda teve a grande sorte de, apesar de mantermos o posto de 24.º maior exportador do mundo, crescemos em reservas de dólares, mas nos mantivemos em 24.º maior exportador, ou seja, o mundo cresceu e crescemos juntos, não foi o lulla que cresceu. Ponto para os acertos. Veja, dillma, o quanto o lulla, a Sra. e o PT devem ao FHC. Um grande abraço e sucesso ao nosso Brasil – ele não é do PT.

L. A. B. Moraes labmoraes@uol.com.br
Santos

*
AGRADECER, E NÃO CRITICAR
 
Quando a presidente criatura defende Lula alegando  ele não ter buscado uma modificação da Constituição que o favorecesse, ela falta com a verdade, porque isso só não aconteceu graças à reação do País diante desse abuso. Nós, sim, temos o direito de criticar FHC,  porque “graças” à reeleição ele nos deixou como “herança” o entulho Lula, responsável por um (des)governo cuja proeza maior foi  criar um Estado de corrupção de tamanho nunca antes visto no País. A presidente criatura, em vez de criticar, deveria agradecer FHC, porque, não houvesse a reeleição hoje, ela seria ninguém na política nacional e, junto com seu criador, talvez até mesmo incluídos no processo do “mensalão”. Melhor será para ela cuidar  do  caos em seu governo do que abrir a boca para falar besteiras, como chamar Lula de democrata e a  piada infame de considerá-lo um estadista. 
 
Laércio Zannini arsene@uol.com.br 
São Paulo

*

CONTESTAÇÃO  PÍFIA

Embora de grande repercussão, a contestação da presidente Dilma Rousseff foi pífia que, em nenhum momento, desmentiu as afirmações de FHC. A demissão de sete ministro por corrupção é muito mais do que uma herança pesada. Por sinal, o artigo, que causou tanto alvoroço, não passa de um simples compêndio dos fatos incontestáveis que ocorreram nos governos do PT. Talvez o único fato, lamentável nesse episódio, seja a pequena ruptura de relacionamento que deve ocorrer entre os dois que tanto se admiram.

Jorge Onoda jorge@onoda.com.br 
São Paulo

*
CANTO DA SEREIA

Falando ainda a respeito do tristemente famoso artigo de FHC veiculado no Estadão no domingo (2/9), é um típico caso daqueles, como se diz por aí,  “a cigana te enganou” ou, ainda, “embarcou no canto da sereia”, e o resultado foi essa grita geral. Mais desastroso, impossível. Privilégio de alguns poucos intelectuais atrapalhados.
 
José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br 
Avanhandava

*
MERO VENTRÍLOQUO

Faltou o ex-presidente acrescentar à herança pesada de Dilma, que resumiu bem, a verdade nua e crua, da herança pesada ao povo brasileiro que foi a Constituição de 1988, amplamente socialista e coronelista, cujo implementador-mor foi exatamente FHC, depois de um período de transição de líderes politiqueiros. FHC implementou a forma comunista de esbulho do povo através dos impostos, apesar de medidas fortes de estadista. Foi um bom estadista comunista, que permitiu a Lula ser o “mau estadista comunista”, como se só o comunismo não fosse suficiente. Dilma é apenas uma guerrilheira por trás dos muros, mero boneco ventríloquo dos donos do PT.
 
Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

*
O MESMO DISCURSO NO CNJ

O novo corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Francisco Falcão, disse que “temos ainda meia dúzia de vagabundos para tirar”. Só? Pode multiplicar isso por uns dez que ainda estará longe da quantidade real. Mas o que importa, se meia dúzia ou mais, é que assume com o mesmo discurso da antecessora. E isso é importante. 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

*
A APOSENTADORIA DE ELIANA CALMON

A baiana Eliana Calmon está de parabéns pelo belo trabalho como corregedora-chefe do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Corajosa e determinada, deu nomes aos bois e ajudou a escancarar a caixa preta do imperial Poder Judiciário brasileiro. É um exemplo a ser seguido e merece homenagens na sua aposentadoria. Nunca o CNJ foi tão atuante e combativo na defesa da transparência e no combate aos crimes e irregularidades cometidos por juízes e desembargadores no País. Seu sucessor, o pernambucano Falcão, já praticou atos de nepotismo e espera-se que não traga um retrocesso nem tenha atitudes corporativistas, que nada beneficiam a sociedade brasileira. Precisamos de mais Elianas Calmon para termos um Judiciário moderno, ético, transparente e comprometido com a justiça, cidadania e a transformação social.
  
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

*
O PATRIOTISMO DE ELIANA CALMON

Prezada ministra Eliana Calmon, aquelas suas lágrimas foram para mim como gotas de orvalho umedecendo o solo da grande seca e erosão que vive o nosso país. Espero que você continue sempre com o seu gigantismo em honestidade e luta para melhorar nosso Brasil, enfrentando aqueles que vivem atrás de suas janelas tendo como cortina um pano acinzentado e não um verde-amarelo, como você e muitos brasileiros querem. Muito obrigada por ter nos mostrado um Brasil que nós desejamos e precisamos. Meu grande carinho e admiração.

Sueli Palermo Rubies erubies@uol.com.br 
São Paulo

*
CORAGEM

A ex-corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, é uma vencedora, pois será lembrada  como a mulher que teve a coragem de, pelo menos,  quebrar o lacre da caixa preta do Judiciário.
 
José Millei j.millei@hotmail.com 
São Paulo 

*
A SUPREMA CORTE JULGADA

Houve verdadeira revolta nos meios jurídicos e judiciários do País quando a eminente ministra Eliana Calmon, do STJ, asseverou que o STF, no caso do mensalão, seria julgado. Mas não errou ela, porque o julgamento do povo está sendo, também, fatiado. O ministro Ricardo Lewandowski já foi julgado pela população do País e condenado a ser execrado anos adentro, ingressando na História da nação como um magistrado que, pelo conjunto das provas, foi incoerente e demonstrou as suas tendências de parcialidade, tisnando, assim, a sua condição de relator da Ação Penal 470. Falou grosso e disse que o seu voto não é pautado por ninguém. Será? Se pensa que o que teve foi coragem, obrou em erro crasso, porque, doravante, toda a sua atividade jurisdicional será posta em dúvida e será sempre vista com os olhos da dúvida e da desconfiança. E assim entrará para a História: com o repúdio do povo mais politizado deste país. Quantos outros ministros seguirão seus passos?

José Carlos de C. Carneiro carneirojcc@uol.com.br 
Rio Claro

*
PLURALISMO

Fantástico o artigo do Sr. jornalista Eugênio Bucci (Pluralismo de fachada, 6/9, A2). Ele tirou as dúvidas por que eu deixei de assinar o jornal do concorrente. Eu não encontrava palavras para encerrar a minha assinatura, agora com certeza peco vênia ao jornalista e plagiá-lo: “a sociedade brasileira ainda tem muito que reclamar dos jornais”. Os artigos do estatuto da ANJ abordados são primorosos: só com o 6.º, em que “deve-se assegurar aos leitores as diversas versões dos fatos e diversas tendências”, falaria ao ombudsman: respeite o assinante e seja “plural” de verdade. Agradeço a Eugênio Bucci , fiquei feliz pela ajuda dada a nós, simples mortais leitores. Corroboro em gênero, número e grau.

Roberto Gomes robertobobgomes@yahoo.com.br 
Santo André

*
ALUNA DENUNCIA ESCOLA NO FACEBOOK

Quem conhece uma escola por dentro sabe que a aluna  Isadora Faber, de 13 anos não mentiu ao relatar os fatos da Escola Básica Maria Tomázia Coelho, em Florianópolis,  no Facebook. Ocorre que a aluna deve ter se cansado de reclamar sem ser ouvida. Com certeza a reforma só saiu porque ela denunciou e os fatos vieram a público. O professor de Matemática só foi demitido após  as denúncias da aluna. Fica até feio para uma escola confessar que estava avaliando o professor desde fevereiro. Quer dizer que em oito meses a equipe pedagógica não foi capaz de avaliar o professor? Ninguém se interessou em assistir suas aulas? Mais um descaso que fica evidente, os alunos da rede pública são cobaias nas mãos de pessoas que deveriam zelar pela aprendizagem das crianças. Que mais Isadoras venham a público denunciar os malfeitos. A internet, essa valiosa  ferramenta, veio para ficar e colocar os pingos nos is. Com relação ao vandalismo, é preciso um trabalho de conscientização na base. Ainda ouvimos alunos dizendo: eu quebro a carteira, pois ela é do governo. Falta a essas crianças alguém pontuar que sendo do governo quem paga são os pais dos alunos enquanto os alunos  não trabalham, através dos impostos recolhidos. Simples assim.

Izabel  Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

*
O DINHEIRO DA EDUCAÇÃO
 
Desde a Constituição de 1934, parte do orçamento público é vinculada à Educação. Durante muito tempo, prefeitos e administradores utilizaram as verbas carimbadas para custear asfalto, iluminação, saúde e outros serviços realizados na escola e no seu entorno. Isso foi corrigido pela Constituição de 1988, que proibiu o procedimento. Mas, mesmo assim, ainda usam esse dinheiro para a compra de aparelhos de ar-condicionado, geladeiras e até caminhões, que mas nada representam para finalidade de educar. Não é à toa que a pesquisa realizada na USP (Estado, 5/9), encontra eficiência apenas no Programa Nacional de Alimentação Escola (Pronae), responsável pela merenda distribuída diretamente aos alunos, e os restantes não produzem os efeitos desejados. Há décadas se vê disparates cometidos com as verbas da educação. Construções de alto custo sem a necessária contrapartida de equipamentos e pessoal para que possa ser chamada de escola. Liquidação da verba carimbada que os prefeitos fazem no final do ano, adquirindo produtos que jamais serão utilizados nas escolas e muitas vezes permanecerão estocados por anos e até se deteriorarão. Os casos de desvios criminosos, quando descobertos, transformam-se em medidas judiciais e resultam em punição. Mas o mesmo não acontece com a compra indevida de produtos. A legislação precisa ser mudada e garantir que as verbas sejam aplicadas efetivamente em Educação. Dinheiro há para dar ao brasileiro a sonhada educação de qualidade. Temos agora é de educar os administradores públicos a investirem no setor e não no próprio ego ou nos seus interesses financeiro ou eleitoral...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

*
A JUVENTUDE FRUSTRADA

É deplorável ver que o governo se preocupa em elevar o nível quantitativo dos universitários e a esqualidez do mercado de trabalho para absorvê-los, conforme noticiou o Estado. Segundo dados da ONU, o desemprego mundial de jovens atinge o número astronômico de 75 milhões. No Brasil, neste ano, 14% dos jovens em condições produtivas. Resultado: frustração, antessala da neurose. Um vulcão prestes a explodir. 
 
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

*
INCLUSÃO DIGITAL
 
O Ceará tem sua população de gente que pouco se importa com política e sofre as consequências de políticos ligados à elite e de interesses particulares e de grupos familiares. Com a urbanização os antigos coronéis associaram-se a grupos econômicos vindos do sul do Brasil e de outros países. Sobrou uma população de pobres que não tem acesso à internet e aos modernismos e que passam dificuldades nas periferias. Os antigos retirantes da seca sofrem hoje com a exclusão digital e com baixos salários. Um dos caminhos que os senhores políticos devem debater é a inclusão digital e a educação para o trabalho na era da comunicação informatizada. Todos tem direito à informação de qualidade!
 
Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@uol.com.br 
Fortaleza

*
PENITENCIÁRIAS LIGHT

O Ministério da Justiça resolveu interromper o financiamento de R$ 1,1 bilhão para construção de penitenciárias no país, depois que laudo do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal constatou que as paredes dos novos presídios que deveriam ter a espessura de 15 cm de concreto, foram contratadas com 7,5 cm e estavam sendo construídas com 3,5 cm. É mais um exemplo do sistema 3 em 1 da administração petista que alia a incompetência à corrupção e ao descaso com o dinheiro público.

Victor Germano Pereira      victorgermano@uol.com.br
São Paulo

*
VALE TUDO POR DINHEIRO?

Aquele carro com que você tanto sonhou. Fez contas de orçamento, quase que impossível, para comprar o novo bem. Sem mesmo ligar para os gastos na compra, ou mesmo após a loucura. Com pedaços caros que compõem a música vaidosa do mundo capitalista, que não é nem pior e nem melhor que o socialista. Apenas diferente. Tudo depende dos olhos que admiram. Ou não, claro. Da vista e mãos dos outros, fome por estar melhor de grana. Comer mortadela e assoprar (para ser mais elegante) caviar. Chegar ao lado do veículo velho do vizinho, dar uma buzinada equivalente à prepotência, e sair andando de novo. Com tempo de dizer: ‘olha, não se esqueça de encher o pneu’. Uma coisa, meu caro amigo, é ter sonho. E buscá-lo, com respeito e cautela. Saber se levar pelos imprevistos e impossibilidades, inevitavelmente vão acontecer. É do jogo. Por exemplo: ver tanta gente passando fome. Pegando grão de milho do chão para comer. E na volta, mais cartazes políticos. Uns até multiplicados por 100 em uma casa, de várias avenidas e ruas. Chuto que todas, quiçá. Sem mesmo ideias de governo. Somente foto, quase que retrato de igreja, e a numeração do lado. Caras que fazem tudo, absolutamente tudo, para vencer uma disputa que nós somos os juízes. E muitas vezes nem escolher nós queremos. Parece um verdadeiro jogo de futebol sem bola, trave e vergonha na cara. Que extravasa pelo cargo público. Alia-se com outros que nunca se imaginou, por minutos, talvez até segundos, na campanha da televisão e rádio. É quase, por pouco, como vender a alma dos nossos índios em leilão, como Renato Russo disse um dia. Muita gente gasta R$ 500 em um tênis, calça ou camiseta. É direito de cada um. Também faço. Trabalhou para isso, brigou e até se entristeceu. Foi lá, conseguiu, e fez. Por mérito próprio, quase sempre. Deixo para lá analogias e ideologias, por pouco tempo. Até ver mais uma poluição visual, destas que a Cidade Limpa proíbe, com santinhos de esquina querendo a tal da benção. Digo: bençalão. Opinião minha: a Prefeitura de São Paulo nunca esteve tão desorientada e sem rumo. Se as opções eram vagas, agora tudo ficou cego. De bom senso e propostas por uma educação melhor, talvez o pior problema do País, que há tempos não é cuidado devidamente. Fica uma boa aula para muitos candidatos a vereadores também (principalmente). Afinal, por que tanta gana assim? Chegando ao ponto de praticamente ficar de joelhos, sem mesmo expor ideais. Só com sigla, que mais parece sopa de letrinhas. O cargo público parece o carro, moto ou roupa que nós tanto sonhamos. Mas, para comprarmos, não vamos colocar milhões de outdoors pelas casas dos outros. É, tem gente serrando tudo. Tá russo, mano!

Guilherme Cimatti guilherme483@hotmail.com
São Paulo

*
CRISE HUMANITÁRIA NA SÍRIA

O Brasil pode dar um exemplo ao mundo de um novo modelo de ação geopolítica e, ao mesmo tempo, de ação humanitária. O novo exemplo de ação geopolítica seria agir em defesa dos direitos humanos de centenas de milhares de pessoas na Síria, garantindo a elas o direito ao refúgio, ainda que não integralmente em seu território. Assim, consolidaria o direito moral de ocupar uma das vagas permanentes do Conselho de Segurança da ONU. Para essa ação geopolítica, o Brasil não precisaria intervir belicamente ou fazer boicotes econômicos. E prescindiria de bases militares no exterior ou de parceria bélica com países em outros continentes. A ação brasileira, necessariamente com fins humanitários e pacíficos, necessita, para a sua implementação, de prévia conversação com a oposição armada síria e o governo de Assad, inclusive com a garantia de não intervenção militar (a Constituição federal veda intervenções militares em assuntos de outros países – art. 4º, IV, da CF). E o Brasil, por seu lado, deve exigir e fazer garantir que os dois grupos envolvidos na luta armada na Síria (oposição armada e governo) permitam a retirada pacífica de todos os civis que desejem buscar refúgio em outro país, levando-os a um país vizinho. Seria uma ação firme, ousada e estratégica, não tenho dúvida alguma, e que exigiria acima de tudo prévias ações de inteligência, inclusive com análise territorial da Síria, com a busca dos melhores pontos para a retirada da população com a segurança necessária. Para isso seria necessário não só dialogar com os grupos sírios, mas sobretudo com os governos de países vizinhos. Essa ação deve envolver a força de Paz da ONU, integrada inclusive por militares brasileiros (que não intervirá belicamente), a fim de garantir a retirada de civis e também a própria integridade física de todos aqueles que desejem abandonar a Síria em busca de um refúgio. A legislação nacional, uma das mais avançadas do mundo, respaldaria essa eventual ação do governo brasileiro. A legislação brasileira prevê a concessão de refúgio na hipótese de grave e generalizada violação de direitos humanos, como vem ocorrendo na Síria em razão da guerra civil (art. 1º, inciso III, da Lei 9.474/1997). E o solicitante de refúgio pode, inclusive, estar em seu território de origem. Não há a necessidade de que o refugiado esteja fora do seu país. Ademais, a Constituição brasileira é expressa ao dispor que a prevalência dos direitos humanos, a defesa da paz, a solução pacífica dos conflitos e a concessão de asilo político, dentre outros, são princípios que regem as relações internacionais brasileiras (art. 4º da Constituição federal). Esta é uma mera proposta que não foi profundamente analisada e estudada, confesso. Contudo, verifica-se de plano que é possível de ser implementada, ainda que com modificações e ajustes, como se percebe pela citação da legislação nacional. Espero que a Sra. presidenta da República e outras autoridades tenham acesso a esta proposta e possam implementá-la com modificações e melhoras em prol de vidas humanas, dentre elas muitas mulheres e crianças.
 
Cyro Saadeh
São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.