Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

13 Setembro 2012 | 03h10

Cabala?

A nomeação de Marta Suplicy para o Ministério da Cultura (MinC) ocorreu oito dias após sua declaração de apoio a Fernando Haddad e quatro dias depois de sua primeira aparição nas ruas ao lado do candidato do PT à Prefeitura de São Paulo. Dá para creditar, como declarou Haddad, que não é do feitio da presidente Dilma Rousseff esse tipo de toma lá, dá cá? Será, então, que se trata somente de espécie de cabalismo cronológico? Ou será a política no seu pior modelo subterrâneo? O eleitor, que em última análise decidirá a eleição, jamais saberá.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

Toma lá, dá cá

Não existe almoço grátis nem apoio político sem troca e troco. Ingenuidade pensar o contrário. Toma lá, dá cá. Simples assim.

J. S. DECOL

decoljs@globo.com

São Paulo

Critério cultural

Martaxa não queria apoiar Haddad, mas, tendo cultura petista, mudou de ideia. Após essa demonstração de aculturamento, por mérito ganha um ministério, apropriadamente, o da Cultura.

MARIO SILVIO NUSBAUM

mario_silvio@hotmail.com

São Paulo

Mãezona

Ao assumir o MinC - afinal, para ser ministro basta ser amigo do rei, ou da rainha -, Martaxa tem a responsabilidade de levar cultura ao povo. Espero que, questionada sobre eventual insucesso, ela não responda: se não tem cultura, relaxa e goza. Triste Brasil! Competência e mérito não são palavras de ordem nas nomeações políticas. Para completar, Dilma pensa que ainda é a madrasta do PAC?! Alguém precisa avisá-la de que seu mentor já conseguiu elegê-la. Reduzir tarifas de energia, entre outros entraves econômicos, deveria ser função das agências reguladoras, criadas por FHC e loteadas, como toda a administração federal, pelos petralhas. Aliás, depois de endurecer com os grevistas, baixou o espírito maternal na mãe do PAC e, para surpresa da Nação, os bandalheiros que pararam portos e aeroportos, entre outros serviços essenciais para a população, receberão 50% do salário descontado! Dilma é realmente uma mãe, e não só do PAC.

RENATO CAMARGO

natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

Politicagem

Gostaria que alguém me respondesse se, durante o governo FHC, ele trocou algum ministro em época de eleições para ajudar os candidatos de seu partido. Recado para Dilma: a senhora não está fazendo política, mas politicagem, e isso é muito grave para um país que ainda é uma criança em sua democracia. Quem vai querer investir no Brasil depois dessa palhaçada? Que segurança se tem para investir aqui, sabendo que o governo federal pode mudar as regras do jogo só para atender a seu partido? Depois não vá jogar a culpa na "herança maldita" de FHC.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Abandono de cargo

Marta foi eleita para representar São Paulo no Senado por oito anos. Agora abandona o cargo para, como lídimo expoente da cultura nacional, ir brincar noutro quintal. Parece que ninguém da "campanha" de José Serra percebeu quantos petistas já abandonaram seus cargos! É uma pena...

NELSON PENTEADO DE CASTRO

pentecas@uol.com.br

São Paulo

Suplente de Marta

É impossível! Quando tudo isso terá fim? Após a rápida nomeação da sra. Marta, ex-Suplicy, para o cargo de ministra da Cultura, teremos de engolir seu suplente, o sr. Antonio Carlos Rodrigues, também conhecido como Carlinhos (mais um Carlinhos para os brasileiros). Pergunto: qual o resultado das várias denúncias contra o sr. Carlinhos? Vamos relembrar: 1) Em 2009 foi acusado pela Polícia Federal de receber propina da construtora Camargo Corrêa para interceder no Conpresp (órgão municipal de preservação do patrimônio histórico) pela liberação de um terreno. 2) Em 2010 o Superior Tribunal de Justiça acatou recurso contra decisão de segunda instância que o condenou a devolver R$ 32,7 milhões aos cofres públicos em razão de um contrato firmado pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo quando ele presidia a companhia, em 1992. 3) Por fim (se é tudo do que temos conhecimento) é investigado desde agosto pelo Ministério Público de São Paulo pela suspeita de enriquecimento ilícito. Pra frente, Brasil, que a Copa de 2014 tá chegando!

VERA LÚCIA CORRÊA

correa.vera@uol.com.br

Vinhedo

Cultura desprezada

O Ministério da Cultura, desde sua criação, lembra um anjo que todos reverenciam, mas nunca ninguém viu a cara. À Cultura foi relegado o "quarto da bagunça" do Palácio do Planalto. Nesse quartinho, entulhado de coisas maravilhosas e quinquilharias quebradas, os presidentes costumam confinar os que, envaidecidos com a "deferência" e com as possibilidades outras que se abrem, se limitam a curtir a liturgia insossa do cargo. E assim, na atual conjuntura, e nas mais recentes também, o jogo político segue sujo, mesquinho e, sobretudo, antidemocrático. Faltou apoio a Ana de Hollanda, sim, e desde sempre. Ela não comungava da mesma cartilha dos que sempre imaginaram que o ministério fosse posse exclusiva deles. Bombardeada dentro do próprio PT, torpedeada por correntes comprometidas com mudanças na questão dos direitos autorais, tendo a ampará-la tão somente - e olha que isso não é pouco, não - alguns nomes com algum relevo na área cultural, dentre eles Chico Buarque, restava-lhe o apoio direto de Dilma. Apoio esse que não tardou a ser posto de lado para contemplar uma barganha sórdida, envolvendo o apoio de Marta Suplicy ao candidato preferido do Planalto à Prefeitura de São Paulo. Essa troca é mais uma demonstração da forma desonesta como os políticos encaram o futuro da Nação. Desde que levem o seu, o resto que se dane; desde que levem os seus cupinchas aos postos-chave, para facilitar as maracutaias, que se ferrem todos os outros. E assim, em meio a "tenebrosas transações", se faz a política brasileira. Uma lástima. O futuro do MinC, desde sempre, foi o de ser moeda de troca. A ganância faz algumas pessoas politicamente espertas não se darem conta de que para o País que dirigem, muito mais importante do que o Banco Central é a cultura! Estou certo de que Ana de Hollanda, Tibério Gaspar e outros que estiveram ao lado da ex-ministra devem estar sentidos, claro, mas eles saem de cabeça erguida pela convicção do dever bem cumprido. Apesar da forte maré contra, eles saem do ministério mais dignos ainda do que quando lá entraram. Repito agora o que sempre ouvi dizer, e já até esqueci quem tanto gritava isso (eh, he): a luta continua, companheiros!

AQUILES RIQUE REIS

aquilesreis@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O PREÇO DE MARTA

Agora já sabemos quanto custou o apoio de Marta Suplicy ao candidato do PT à Prefeitura de São Paulo: o cargo de ministra no Ministério da Cultura. Para pagar o preço cobrado por Marta, a presidente Dilma teve de dispensar a Sra. Ana de Hollanda, ministra "competente, que de forma brilhante administrou o ministério até o momento". Alguém poderia me dizer o que essa senhora fez de importante para merecer o salário que recebeu durante o tempo em que esteve à frente do ministério? E qual vai ser o grande papel que a Sra. Marta vai desempenhar no Ministério da Cultura? Com certeza, a herança que Dilma deixará para os brasileiros será ainda mais maldita do que a herança deixada por Lula.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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MARIONETES

Lula apostou todas as fichas em Fernando Haddad na eleição para a Prefeitura de São Paulo. Primeiro, convenceu Marta Suplicy, a virtual candidata, a abdicar da candidatura, gerando insatisfação. Deixou baixar a poeira e, em troca do apoio a Haddad, prometeu um ministério. Teria de ser jogo rápido, antes das eleições, e foi. Dilma cedeu e está tudo arranjado. É uma prova incontestável de que Lula detém o domínio sobre suas marionetes.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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PAGANDO BEM...

Marta nega "toma lá, dá cá" em convite para ministério. Ora, Dona Marta, não se dê ao trabalho de negar ou explicar! Sabíamos que seu apoio a Fernando Haddad custaria alguma coisa e que Lula não chamou Dilma em São Paulo por nada. Conhecemos bem a filosofia do PT: "Pagando bem, que mal tem?".

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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ALGUMA SURPRESA?

É de surpreender? Na cartilha lulopetista, ministério sempre foi moeda de troca. Sai Ana de Hollanda, entra Marta Suplicy, que, abduzida, não escondeu sua "surpresa" tecendo loas à presidenta e salientando a grande "sinergia" (sic) que rola entre ambas no amor às artes e à cultura. E quanto à Ana? Ah! Mas que serventia tem a irmã do Chico agora? É muita ingratidão sem nenhum pudor! Saibam os manda-chuvas do PT que cinismo e hipocrisia têm limites! Até os mais humildes, os que votam no PT por causa das bolsas-auxílio que recebem, sabem identificar o que significa um chute no traseiro, ao colocar outra pessoa no lugar quando lhes é conveniente. Mas esse é o jeito petista de governar.

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

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SURPREENDENTE

O convite para assumir o "Mistério da Curtura" foi, hipocritamente, meio surpreendente. Para esta nação, inculta e bela, o convite foi inteiramente surpreendente, pois a Cultura estará em mãos erradas, mais uma vez.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

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É CERTEZA MESMO

Relaxa, Dona Marta, ninguém vai achar que a sua indicação ao ministério da Cultura seja uma compensação pelo seu apoio na campanha do Haddad. Neste caso não há achismo, todo mundo tem certeza mesmo.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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POLÍTICA

Toma lá (um Ministério), dá cá (o teu apoio).

Alberto Arditti a.arditti@terra.com.br

São Paulo

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INCLUSÃO

O lullopetismo fez o Brasil mais justo: agora até senador tem bolsa-cultura...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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EIS A RESPOSTA

Afinal, nada como um dia após o outro. A apresentadora Patricia Poeta deve estar feliz da vida, mesmo tendo decorrido tanto tempo. A resposta da presidente Dilma tardou, mas chegou. Agora, sim, está explicado o que é o "toma lá, dá cá" daquela célebre entrevista intimista, no Palácio do Planalto, que havia deixado a jornalista embasbacada. Tá aí, e vamos em frente. O Ministério da Cultura estará bem servido.

Fausto da Silva Baptista fausto.baptista@terra.com.br

São Caetano do Sul

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A RECOMPENSA

Quem disse que brasileiro não tem memória? Tem senadora que acha que sim. Não compareceu à convenção do seu partido que oficializou o candidato à Prefeitura de São Paulo e disse que não participaria da campanha! Mas bastou aceitar fazer carreatas e incursões no horário político para se tornar ministra da Cultura. Realmente, não foi uma surpresa, como ela diz. Tudo conversa para boi dormir.

Moisés Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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VALEU A PENA

Valeu a pena se curvar não é, dona Marta? Afinal, você ganhou um ministério como recompensa.

Luiz Antonio Machado machalui@gmail.com

São Paulo

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GOSTARIA DE ENTENDER

Por que Marta Suplicy é tão importante para a campanha de Haddad, se em campanha para reeleição à Prefeitura de São Paulo, vale dizer, usando a máquina administrativa a seu favor, perdeu para José Serra? E depois, o PT não perdeu para Kassab? Qual é o cacife eleitoral dela? Aproveito para perguntar, esperando que alguém me explique, como um universo de mil eleitores pode dizer como votariam mais de 5 milhões? Alguém conhece alguém que tenha sido, uma vez que seja, ouvido pelos entrevistadores de tais pesquisas de intenção de voto? Como é que o eleitor paulistano rejeita Serra, porque deixou uma vez a Prefeitura, se o elegeu para ser governador do Estado? Penhoradamente agradeço por explicações plausíveis.

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

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'RELAXA E GOZA'

Se, quando ministra do Turismo, o lema era "relaxa e goza", agora, nomeada ministra da Cultura, Marta Suplicy deve manter o "relaxa e goza". Assim os brasileiros ficam agradecidos e continuam aplaudindo a guerrilheira Dilma em suas nomeações, sempre extremamente técnicas.

Dalton Antonio S. Gabardo dalton@ggp.adv.br

Curitiba

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ESCOLHA TIRIRICA

Mercadante na Educação, Marta na Cultura. Estão subutilizando o Tiririca. Mas sempre é tempo...

Guto Pacheco daniguto@uol.com.br

São Paulo

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OS MINISTROS DE DILMA

O grande problema dos governos é garantir os cargos aos aliados. Se assim não fosse, muitos nomes poderiam dirigir os ministérios do Turismo e da Educação, vindos da iniciativa privada e que são competentíssimos por suas experiências e currículos. Marta Suplicy foi uma péssima ministra do Turismo. Sua passagem marcante por aquele ministério foi para "relaxar e gozar"; na Cultura, Marta deverá "gozar e relaxar". Pobre Brasil, o País está a pé na Educação com Mercadante, que não soube conduzir uma greve de professores que durou mais de 60 dias, e vai ficar pior mais ainda com Marta Suplicy na Cultura, mas esse é o pagamento pelo apoio ao candidato Haddad e também os suplentes precisam se garantir. O ditado proferido por Ruy Barbosa ilustra bem esse atraso no País: "Há tanto burro mandando em gente de inteligência que às vezes fico pensando que a burrice é uma ciência".

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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A 'BÍBLIA' DO PT

É uma pena que a presidente Dilma não tenha feito a fusão das pastas da Educação e da Cultura, recriando o tradicional Ministério da Educação e Cultura de antigamente; as áreas são irmãs, e a difusão eficiente da cultura tem na educação seu principal instrumento. Mas infelizmente Dilma e seu partido pensam mais em "estado", "cargos" e "nomeações". É a Bíblia do PT.

Sergio Lopes sergio.lopes940@gmail.com

São Paulo

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MARTA BASTA

Pela importância que o governo federal dá à cultura, não precisaria ninguém mais do que a Marta para assumir o posto de ministra. E ainda tem a cara de pau de negar de que isso não foi a paga pela mobilização a favor do Haddad. É o velho PT.

Henrique Massarelli hermassa@uol.com.br

São Paulo

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RECADO

Eu tinha certeza de que no almoço entre Lulla e Marta, do qual ela saiu toda regateira, dizendo que ia participar da campanha do Haddad, havia sido prometida alguma coisa em troca. Ela ganhou o Ministério da Cultura. O primeiro recado ao povo: "Relaxem e gozem, vocês vão ter de me aguentar".

José Saez jsaez2007@gmail.com

Curitiba

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FANTOCHE

A nomeação da Marta Suplicy para o Ministério da Cultura tira qualquer dúvida ainda existente: quem ainda governa este país infelizmente é o Lula. A Dilma não passa de um fantoche, que posa de durona, mas que não manda nada e tem de engolir o que o "chefe" lhe determina.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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UMA PRESIDENTE DEPENDENTE

Quando imaginamos que a presidente Dilma está se afastando do governo anterior e de seu antecessor, ela nos surpreende com atitudes que se mostram sob total subserviência, repetido os mesmos modelos e reverenciando seu criador. Que pena, pois perde boa oportunidade para mostrar ao Brasil e ao mundo que tem capacidade para governar com independência e decência.

Heloisa Ribeiro Silva novorumo.helo@uol.com.br

São José dos Campos

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A PEDIDO DO CHEFÃO

Marta Suplicy, quando o poderoso chefão pediu para ela fazer a campanha do afilhado dele, simplesmente disse que Haddad teria de gastar muita sola de sapato, pois para ela ele não pagaria enem placê. E agora, com o cargo de ministra, ela vai com tudo, relaxa, mas não goza.

Natal Sapia n.sapia@hotmail.com

Guarujá

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MODO DE GOVERNO

Os paulistanos haverão de agradecer a providência, a elevação da senadora Marta Suplicy ao cargo de ministra. Sabedores do modo petista de governar, prontamente as primeiras denúncias pipocarão, envolvendo de modo tal a política ao ponto de obrigá-la a renunciar.

Caio Lucchesi cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

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FAVORES SUBMISSOS

Nem precisava duvidar do troca-troca pré-anunciado: Marta entrou na campanha do Haddad após reunião com o papa e os bispos auxiliares. A indicação submissa de nossa presidenta, a conceder um Ministério como forma de compensação, ou a algo "sublime às necessidades do País" a Marta Suplicy faz verdadeiros milagres, muda identidades, concepções e posições. Parabéns, presidenta, isenta ou identa!

Luiz A. Bernardi luizbernardi@uol.com.br

São Paulo

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O PT, A MARTA E A DIGNIDADE

A mercadoria vendida por Marta Suplicy (?) obteve bom preço no mercado em que sempre gostou de negociar. Mesmo chutada pelo PT, levantou a cabeça e ganhou prêmio. Vamos ver o resultado da troca para Ana de Hollanda, porque a Luísa Erundina, com aquela da fuga, parece que ficou a chupar o dedo. Com essas e mais outras caminha a politicalha nacional, tendo à frente o grande baluarte da dignidade e da moralidade, o PT. Como as grande nações, neste mundo, decaíram pela devassidão e os maus costumes, o PT também vai-se diluindo e, logo mais, com certeza, poderemos vê-lo, com seus próceres, enterrado no jazigo do esquecimento. E com os dizeres: aqui jaz um partido político que enganou e mentiu, por castigo dos que ainda acreditam na ética e na moralidade política.

José Carlos de C. Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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A VERDADEIRA MARTA SUPLICY

Qual é a verdadeira Marta Suplicy? Esta que, em entrevista à jornalista Cristiana Lobo, com voz sussurrante, contida e meiga, prometeu trabalhar no Ministério da Cultura concretizando projetos surpreendentes e criativos nesta área (arrepio-me só de pensar) ou aquela Marta prefeita de São Paulo, que esqueceu estar diante das câmeras de TV e destratou em voz alta e irritada uma dentista que reclamava que estava com seu consultório debaixo d'água, enquanto a Prefeitura gastava fortunas com o plantio de palmeiras em avenidas da zona sul da cidade. Ou, ainda, aquela Marta que, diante da revolta e desespero de viajantes que reclamavam do caos aéreo em São Paulo, sugeriu a eles: relaxem e gozem! A Marta Suplicy de ontem não existe, nós, de São Paulo, a conhecemos bem! Espero que seu eterno assessor, o petista Mário Moysés, que a acompanha desde sempre e que chegou a ser preso em agosto de 2011 em decorrência das ilegalidades investigadas pela Operação Voucher, da Polícia Federal, quando ele ocupava o cargo de secretário executivo do Ministério do Turismo sob a gestão da senadora, não a assessore nas novas funções...

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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OPORTUNISMO

Iludi-me redondamente sobre Marta Suplicy: julgava-a independente, quando na realidade não passa de uma oportunista. Meus pêsames, "ministra"!

Ruth de Souza Lima e Hellmeister rutellme@terra.com.br

São Paulo

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RELAXADA

Vai gozar no Ministério? Relaxada ela já parece...

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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PARCERIA PERFEITA

Caros missivistas do nosso Fórum dos Leitores, qual a surpresa pela nomeação da Dona Marta para essa pasta? Lembrem-se de que o ex do PT nomeou para seu Ministério o Dirceu, o Palocci, criou o imprescindível Ministério da Pesca e teve Haddad como ministro, o trapalhão dos vazamentos e protestos em todo o País no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Agora, com a conselheira (do "relaxa e goza") dos sofridos passageiros nos caóticos aeroportos brasileiros, a parceria é perfeita. Infelizmente, o palanqueiro-mor não gosta de ler e cultura não é uma pasta importante.

Wilson Lino wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

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A MESMA IDENTIDADE

Marta ministra da Cultura, realmente no PT não existe ninguém em igualdade de condições para competir com ela, que, possuidora de inteligência acima da média petista, tem a maior facilidade de expressão entre os espécimes de língua presa, alguém com a capacidade de criar uma frase como "relaxa e goza" merece ser ministra deste governo, eles se merecem.

Jose Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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FUNGOS, TRAÇAS E BARATAS

A troca efetuada pela presidente Dilma no Ministério da Cultura - saiu Ana de Hollanda e entrou Marta Suplicy - somente acrescentará mais fungos, traças e baratas nos museus federais e na Biblioteca Nacional. Quem viver verá!

Sebastião Paschoal s_paschoal@hotmail.com

Rio de Janeiro

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SEIS POR MENOS SEIS

Essa troca de Ana por Marta não foi simplesmente substituir seis por meia dúzia. Foi por menos seis.

Yoshitomo Tsuji y.ts@hotmail.com

São Paulo

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NO MINISTÉRIO, NÃO

Se é para ela relaxar e gozar, tinha outro lugar bem melhor, não precisava desalojar Ana de Hollanda!

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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GENI

Ana foi mandada para a Holanda como se fosse uma Geni? Mais um ministro fora, a Dilma andar de vaqueiro sem dúvida vai para o Guiness.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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TEMPOS MODERNOS

Quem diria, hoje sexo é cultura. Como diria a ministra Martaxa: "Relaxa e goza"!

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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E VIVA A CULTURA BRASILEIRA!

Relaxa e goza, que a nova ministra da Cultura é a Marta Suplicy!

Cyro Galaso www.cyrogalaso.blogspot.com.br

São Paulo

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SE NÃO ENTENDER, RELAXA...

Gostei da nomeação da Marta para o Ministério da Cultura. Na realidade é uma pessoa culta e bem preparada. O Ministério da Cultura abrange grande área envolvendo artes, folclore, letras, diversas formas de cultura nacional, patrimônio histórico, arqueológico, artístico e cultural do Brasil (confesso que me informei melhor no Google). Acho que Marta pode muito bem responder por esse Ministério. Por outro lado, fica mais fácil até para quem não é muito ligado nesses assuntos. Numa exposição, por exemplo, ou numa Oficina Cultural, caso você não esteja entendendo muito bem, basta seguir o conselho da ministra "relaxa e goza". Ufa! Boa sorte, Marta.

Paulo Ramon Gimael ramongimael@hotmail.com

Arealva

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CULTURA

Dilma trocou a ministra da Cultura por Martaxa. Acreditava-se que Ana de Hollanda era culta e tinha de tudo para ocupar o Ministério, mas ela era polêmica, e talvez não aceitasse como agia o governo petralha, do qual exigia verbas para seus projetos e nunca era atendida, causando sempre mais conflitos e polêmicas na equipe ministerial. Assim, Dilma matou dois coelhos com uma só paulada, premiou Marta com um Ministério, talvez por ter resolvido apoiar Haddad em São Paulo (pois tinha sido preterida por Lula e seus capatazes), e eliminou as críticas que recebia de Ana. Presume-se que Marta seja uma pessoa culta com as origens familiares que tem, mas será que terá capacidade para gerir esse Ministério? De qualquer forma, como o PT não está interessado em educação e cultura, e tão somente no poder, talvez Marta se dê bem lá. Por outro lado, o vereador Antonio Carlos Rodrigues, líder do PR, assumirá uma vaga no Senado, sendo que o PR vinha apoiando Serra em São Paulo. Dilma fez um mexido que só beneficiará o PT e seus candidatos, mas não os brasileiros.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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OBRIGADO, MARTA

O vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR), que assumirá uma vaga no Senado com a saída de Marta Suplicy (PT-SP), é investigado pelo Ministério Público de São Paulo desde agosto pela suspeita de enriquecimento ilícito. O Ministério Público não informou a causa, mas o vereador disse que foi intimado a explicar o motivo de manter R$ 360 mil em casa, entre dólares e reais, conforme declarou à Justiça Eleitoral. Nunca antes neste país um governo foi tão corporativista e tão volúvel, afinal já foram trocados mais de dez ministros dependendo do interesse da presidenta e, claro, de seu iluminado e honesto padrinho, o Lula. E também temos de agradecer à agora ministra Marta (ou Martaxa), que mandou a ex para a Holanda com passagem só de ida e ainda a transformou na musa da música do irmão dela, a tal Geni. Esse é o PT ético e correto, sempre a favor dele, e, claro, e descamisados que morram.

Kaled Baruche kbaruche@bol.com.br

São Paulo

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SOLUÇÃO À MODA PT

A política brasileira, por obra e graça de um aparelhamento das instituições, diga-se de passagem, sordidamente bem elaborado, é demonstrada com a tão desejada defenestração da ministra Ana de Hollanda do Ministério da Cultura. A substituição mais uma vez não usou o critério do partidarismo. A subserviência dos petistas ao comando maior do partido é coisa de macular a personalidade humana, quando ela existe. Marta queria ser candidata a prefeita em São Paulo, mas, por "ordem" de Lula, cedeu a candidatura a Fernando Haddad. Mas resistiu à ideia de apoiá-lo abertamente na campanha. Surge, então, a Walkíria-mor e resolve o impasse à maneira PT. Marta deixa o Senado para ocupar a Cultura e Ana é demitida sem jamais ter sido admitida. Todo esse imbróglio em nome da obsessão de conquistar a Prefeitura de São Paulo. E, para completar o capítulo, um vereador, suplente de Marta, assume a cadeira no Senado. Esse aparelhamento subiu mais um degrau com a indicação de um ministro para o Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, que já livrou o "cumpanheiro" Antonio Palocci de encrencas. O perigo reside na possibilidade de Teori julgar o mensalão, havendo quem diga que a sua indicação foi condicionada a não fazê-lo. Tá bom.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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'É DANDO QUE SE RECEBE'

O saudoso deputado Roberto Cardoso Alves, que proferiu na Câmara a franciscana afirmação "é dando que se recebe", deve estar se revirando de alegria em seu túmulo, ao ver mais uma comprovação de seu dito. Dona Martaxa mergulhou na campanha do candidato de algibeira do Lulla e já ganhou um ministério!

F. G. Salgado Cesar fgscesar@hotmail.com

Guarujá

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DOIS COELHOS NUMA SÓ

Na calada da noite, nas altas esferas de Brasília, travou-se o seguinte diálogo:

- Precisamos eleger Haddad em São Paulo a qualquer custo.

- É, tá difícil, o Russomanno tá um verdadeiro arrasa quarteirão.

- É verdade, precisamos da ajuda da Marta. Mas ela está irredutível!

- Tenho uma ideia: que tal oferecer-lhe um Ministério?

- Mas qual, Turismo? Não, não dá, não leva jeito!

- Que tal o da Cultura?

- Boa! Aquele filho dela é esperto, vai lhe dar umas dicas...

- É isso, a Ana de Hollanda meio que já queimou seu filme...

No dia seguinte os jornais noticiam: Ana de Hollanda cai e Marta Suplicy sobe, é a nova ministra da Cultura. Pano rápido!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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SINAIS DE DESESPERO

Agora já se sabe o preço que Marta cobrou para ajudar a "carregar" o Haddad, aquele que nem a prova do Enem conseguiu realizar com sucesso. Também, já não se passam mais de 24 horas sem uma notícia aviltante vinda dos atos petistas, nem bem nos recuperamos do "golpe" do desconto, que encobre a devolução do que foi arrecadado em verdadeira apropriação indébita no entender da Justiça, já a sociedade se coloca em pasmo ao saber da intenção divulgada do "golpe" em preparação pelo governo petista para aparelhar a Advocacia-Geral da União (AGU), passando por cima dos critérios da justiça, da imparcialidade, para "criar" defesa que não encontrou - e não esta encontrando - nas mesas do STF. Tantas articulações em prazo tão curto comprovam a "tremedeira" que balança o projeto de poder petista, sinaliza mais cadeia nos próximos dias e obriga à sociedade a montar plantão rigoroso contra o esperneio da tropa de ataque comandada do alto do Planalto. O descontrole, já demonstrado até em ameaças explícitas contra a sociedade, o atirar para todo o lado, prometem novas e, possivelmente, mais graves arrogâncias e prepotências em direção a tomar o País no poder que ainda resiste, o Judiciário. Esta batalha não pode ser perdida, assim como São Paulo precisa manter sua independência desta infecção que acomete a Nação.

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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POBRE BRASIL! - MAIS UMA VEZ

Após o último toma lá, da cá deste governo lulopetista, cabem as seguintes observações: 1) Marta recebeu um ministério de presente, após ter entrado na campanha de Haddad; 2) Indo para o Ministério da Cultura, Marta deixa de atuar como senadora por São Paulo, ou seja, cargo para o qual foi eleita. E agora? Que moral o PT vai ter em falar em abandono de cargo? Pelo menos, Serra ficou em São Paulo e com maior possibilidade de ajudar também ao paulistanos. 3) Com o presente à Marta, o Brasil terá mais um senador sem votos. Este, como outros, já vem tendo problemas com a Justiça. 4) Já não bastam os outros cabos eleitorais de Haddad pagos com dinheiro público: Lula (que embora não exerce mandato, utiliza em seus deslocamentos diversos seguranças, todos pagos com o dinheiro público); Dilma, que deveria estar administrando o País, que deve R$ 2 trilhões, tem viajado com dinheiro público para fazer campanhas; e agora Marta também vai fazer "boquinha" na campanha paulistana, com dinheiro público? Mais uma vez é de se falar: Pobre Brasil!

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha

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DESCONFIAR SEMPRE

No início da disputa eleitoral para a Prefeitura de São Paulo, a senadora Marta Suplicy finca o pé e não quer entrar na campanha contrariada por ter sido rechaçada em favor de Haddad, leva uma forte ameaça do Lula e, sem saída, sucumbe, faz campanha duvidosa para seu concorrente, mas de sobra ganha o Ministério da Cultura, donde deduzimos que irá "relaxar e gozar à vontade"! Como sempre, nunca devemos acreditar na palavra dada por um político, salvo honrosas exceções, não dura uma chuva.

Leila E. Leitão

São Paulo

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ABANDONADOS PELA SENADORA

A toda hora o candidato à Prefeitura de São Paulo José Serra está sendo cobrado pelo fato de ter renunciado à prefeitura paulistana para se candidatar ao governo do Estado. Nessa ocasião, além de ter sido eleito, ele teve também uma votação muito maior do que a que teve para a prefeitura. E desempenhou seu papel de governador muito bem, tendo saído com grande aprovação. Mas aqueles que ainda o cobram, rememorando um papel por ele assinado apresentado por um jornalista, nada falam sobre outros eleitos pelo povo que deixam os seus cargos para desempenhar outras funções, deixando esses cargos para suplentes desconhecidos e, muitas vezes, incompetentes. Caso mais recente é o da senadora Marta Suplicy, que agora recebeu seu prêmio de consolação para, em troca, ajudar na eleição do candidato petista em São Paulo. Marta disse que não poderia dizer "não" à presidente, pois "é governo e está à disposição do Planalto". Errado, a senadora não é governo, ela é uma senadora do partido da presidente. Ela deve satisfação, sim, a todos os seus eleitores que foram iludidos e votaram nela para representá-los no Senado e não sabiam que seriam deixados na mão de um obscuro político sem experiência. Quem vai cobrar Dona Marta?

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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'MISSÃO' NÃO CUMPRIDA

O povo de São Paulo votou na Marta Suplicy para um mandato de oito anos no Senado Federal para representar este Estado e seus interesses. Ao aceitar o convite para ser ministra da Cultura, ela abandona esta "missão". O suplente, que nem do mesmo partido é, representa as mesmas ideias? Tomará as mesmas posições? Esta não é uma atitude admirável.

Carlito Sampaio carlitosg@estadao.com.br

São Paulo

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ALÔ, OPOSIÇÃO!

O Brasil é mesmo um país sui generis: a oposição ocupa menos de 20% dos assentos no Congresso Nacional e, ainda assim, se comporta de maneira covarde, quase taciturna. A falta de capacidade de articulação do maior partido oposicionista, o PSDB, deve encher os olhos de alguns de nossos vizinhos bolivarianos e de governistas infensos à democracia, como chineses e russos. A oposição no Brasil é uma das mais raquíticas do mundo, e sua desmobilização é proporcional ao gigantesco silêncio que emana de seus componentes. Vemos atualmente o Supremo Tribunal Federal (STF) protagonizar um momento histórico, caminhando, ao que parece, para uma exemplar condenação em massa dos petistas envolvidos com o escândalo do mensalão. Testemunhamos a presidente Dilma recorrer a um vergonhoso toma lá, dá cá ao presentear Marta Suplicy com um Ministério, dias após a senadora entrar na campanha de Haddad à Prefeitura de São Paulo. Temos essas e várias outras demonstrações de que o PT exerce um governo vetusto, anacrônico, em pleno ano 2012. Enquanto isso, por onde andam os representantes de quase 45 milhões dos votos da última eleição presidencial?

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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A AÇÃO DA ROTA

No Estadão de ontem, Bruno Paes Manso analisa as ações da Rota, em especial a que resultou na morte de oito delinquentes em Várzea Paulista. Não conheço as especializações deste senhor, que o sei jornalista, mas deve ser um alto estrategista e ter larga experiência no planejamento e comando de operações contra a ação de bandidos armados. Sem estar presente no momento dos fatos, desconhecendo o palco das operações, as informações, parcas ou generosas das quais dispunha a Rota, a dinâmica em que desenvolveram as ações, a capacidade profissional dos policiais militares empenhados e desprezando o grau de periculosidade dos meliantes e seu alto poder de fogo, ele toma uma única variável, a morte de oito marginais, para medir a eficiência dos policiais e a eficácia do planejamento. A priori, pelos resultados da operação divulgados pela imprensa, julgo-a coroada de êxito, pois, dos 16 bandidos envolvidos, 8 foram presos e 8, mortos, farta quantidade de armas de alta potência foi apreendida, inclusive bananas de dinamite, cinco carros recuperados, quatro reféns libertados, sem que nenhum inocente ou policial militar saísse ferido. Mas quem sou eu, com apenas a experiência de 35 anos de planejamento e combate a criminosos, para afrontar tal especialista? Será que ele é da filosofia implantada na pacificação dos morros cariocas, de deixar um roteiro de fuga aos bandidos, para evitar confrontá-los?

Ralph Rosario Solimeo ralphsolimeo@terra.com.br

São Paulo

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MASSACRE

Deixa ver se eu entendi uma coisa: a Rota foi chamada para impedir um suposto assassinato e acabou provocando 9, inclusive da suposta vítima. Parabéns à política de segurança pública do governo tucano, que provoca um massacre do Carandiru por mês! Esse governo é o mais letal do mundo. Stálin ficaria com inveja!

José Milton Galindo galindo52@hotmail.com

Eldorado

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DE QUE LADO ESTAMOS?

A Polícia Militar (PM) de São Paulo investiga um tribunal do PCC, organização paralela que quer controlar a comunidade, impondo suas leis, condenações e penas de morte até. Há um confronto depois de a inteligência da PM descobrir o local do pseudo-tribunal, oito bandidos são mortos. E a operação não acarretou ferimentos nos PMs. Haverá algum tipo de elogio à polícia, pois não esqueçamos que a organização tem a premissa legal de usar da força quando necessário? Não, o fato serve como insinuação de que a PM foi arbitrária. Por outro lado, na mesma edição do jornal, seis adolescentes inocentes são assassinados cruelmente por bandidos do Rio. Há alguma crítica velada ao modo como esses verdadeiros criminosos agiram. Não, a questão aí encontra origem em problemas sociais e políticos. A matéria passa ainda a ideia de que os culpados foram os jovens brutalmente assassinados, que entraram em uma zona proibida. Afinal, de que lado estamos?

Marcelo Furtado mrijofurtado@gmail.com

São Paulo

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CHACINA DA BAIXADA FLUMINENSE

A espantosa e cruel chacina, ocorrida no último final de semana, na divisa dos municípios de Nilópolis e Mesquita, Região Metropolitana do Rio, cuja autoria é atribuída a traficantes da localidade da Chatuba, em Mesquita, em que seis jovens foram encontrados mortos, com os corpos mutilados, nus, enrolados em lençóis, crivados de bala, esfaqueados e com marcas de tortura, numa chocante cena, de extrema violência e barbaridade, mostra, mais uma vez, que estamos diante de seres irracionais, monstros assassinos, frios e covardes, que portam armas de guera, dotados de elevado grau de crueldade e letalidade e de desprezo à vida humana, cuja finalidade precípua é implantar o terror ao próximo, onde o poder público, afrontado em grau máximo, como medida urgente de defesa social, acaba de decidir pela implantação, na localidade sob o império do medo, de uma companhia integrada da Polícia Militar, composta por mais de uma centena de homens. Primeira e necessária medida de desencorajamento às ações de ousados bandidos e de pronto restabelecimento da lei e da ordem. Tal episódio, de suma violência e de gravíssima afronta ao poder público, demonstra também que a doutrina narcoterrorista, por disputa de territórios do tráfico, no âmbito da Região Metropolitana do Rio, está muito longe de acabar. A Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) os enfraqueceu nas finanças, os fez migrar de habitat, além da desarticulação de suas lideranças, já presas em penitenciárias de segurança máxima fora do Estado, mas não os fez recuar no grau de ousadia e violência e na crença da possibilidade de manter-se atuante, desafiando e enfrentando, sempre que oportuno o poder legal. Uma criminalidade atípica e violenta que intimida pelo poderio do fuzil de guerra de última geração, cujos redutos do tráfico (morros e favelas), os aquários onde os peixes traficantes precisam para sobreviver, continuam sendo abastecidos por drogas e armas de destruição humana. Num país de legislação mais dura e realista tais facínoras - normalmente agem sob o efeito de drogas - perderiam definitivamente o direito de conviver em sociedade pelo crime hediondo cometido. Ao invés de propor, como recentemente, a perigosa descriminalização e legalização de drogas, como capítulo do anteprojeto do novo Código Penal, numa grave ameaça à juventude brasileira, a Comissão de Notáveis deveria propor, como defesa urgente da sociedade, a emenda constitucional para implantação da pena de prisão perpétua no país em casos de crimes como este, pondo fim a uma anacrônica e indesejável cláusula pétrea constitucional que até agora não permite tal necessária mudança na lei penal brasileira. Para minimizar a dor da saudade e do sofrimento das famílias enlutadas e destruídas, é ponto de honra para a polícia do Rio identificar e prender, o quanto antes, tais covardes assassinos, que ameaçam a vida e a dignidade humana de qualquer cidadão. Vejam, no mesmo fim de semana, o bárbaro assassinato de um cadete da PM na mesma região da Chatuba, onde o corpo foi encontrado todo mutilado e torturado. Estamos diante de bestas humanas que matam com requintes de perversidade e que só o cárcere pode alijá-los do convívio social. À justiça cabe, portanto, condená-los com o máximo rigor da lei. À população fluminense fazer uso do canal do Disque-Denúncia (2253-1177) fornecendo informações que colaborem na prisão dos referidos marginais, Quanto ao aparelho policial cabe a captura permanente e sem tréguas aos perversos assassinos, antes que outros chacinas passem a virar rotina na violência sem fim da guerra urbana no âmbito do Rio de Janeiro. O preço da liberdade, contra narcoterroristas, é a eterna vigilância e o combate policial obstinado.

Milton Corrêa da Costa milton.correa@globomail.com

São Paulo

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CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

Neste mês, o Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990) completa 22 anos de existência e representou à época um grande avanço ao normatizar as relações consumeristas no Brasil. Hoje, fato é que a legislação de proteção ao consumidor está carente de modificações e aprimoramento, frente aos avanços tecnológicos das ultimas duas décadas, principalmente. As notícias de desrespeito ao consumidor nos periódicos são frequentes e, após o advento da internet e, consequentemente, das compras virtuais, compras coletivas, tal desrespeito e descumprimento ao CDC tornou-se fato corriqueiro, infelizmente. Porém ontem, ao ler a reportagem veiculada no Estadão, na qual a jornalista Nina Gazire foi desrespeitada ao questionar sobre a demora na entrega do produto que havia adquirido da loja virtual Visou, fiquei indignado em quão absurdo pode chegar o desrespeito ao consumidor e, ainda, em quão promíscua pode ser essa relação consumerista. Com suaves termos como "vai se fo... (sic) sua comunistazinha de mer…!" ou, ainda, "sua vagabundinha de mer….!", "vai transar sua mal comida do cara…!", o atendente da empresa assim respondeu ao justo pedido da consumidora jornalista. O caso pode parecer hilário, à primeira vista, mas é sério e expõe a fragilidade das relações consumeristas, principalmente aquelas originárias do mundo virtual, ainda carentes de regulamentação específica. Quanto ao atendente aqui mencionado, só um adjetivo talvez explique tamanho absurdo e insolência em seu trato. Precisamos urgente de um novo CDC e menos atendentes FDP (filhos do patrão).

Daniel Bulha de Carvalho dbcarvalho14@gmail.com

São Paulo

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