Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

25 Setembro 2012 | 03h09

A vida não perdoa

Dilma Rousseff teve a deselegância - para dizer o mínimo - de criticar uma citação (dela mesma) feita pelo juiz Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF). A presidente reafirmou sua surpresa pela rápida tramitação das medidas provisórias que regulariam o setor elétrico, o que (segundo ela) preveniria novos apagões. Como se estivesse sendo punida pelos céus, não é que houve apagão no Nordeste?

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Seis Estados sem luz

Bastou a resposta de Dilma ao ministro Joaquim Barbosa a respeito do marco regulatório da energia elétrica, alegando que a celeridade imposta pela gestão Lula garantiu a ausência de apagões, que o apagão ocorreu em seu governo! Preferimos sem apagão e sem mensalão, se for para escolher...

ANTÔNIO HERBERT LANCHA JR.

lanchajr@usp.br

São Paulo

Nordeste às escuras

Seis Estados do Nordeste tiveram interrupção de energia no sábado, deixando mais de 5 milhões de nordestinos às escuras por 20 a 30 minutos. No ano passado também houve um apagão, que atingiu 13,5 milhões de pessoas em sete Estados - alguns ficaram sem energia por mais de três horas. Pergunto a Dilma: esses apagões ainda fazem parte da "herança maldita" de Fernando Henrique Cardoso ou são incompetência do PT para governar? Afinal, o PT está no comando do País há mais de dez anos... Quantos anos ainda serão necessários para o PT fazer alguma coisa em prol do País? Ou será que a única herança que vamos receber do PT é a corrupção, em julgamento no STF?

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Castigo

Como diz o ditado, "o castigo vem a cavalo". O apagão que se viu no Nordeste durante o fim de semana foi fruto de uma "herança bendita"? Como ficam as críticas de Dilma a fatos semelhantes ocorridos anteriormente?

HELEO POHLMANN BRAGA

heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto

De apagões

Por falar em apagões, não era a sra. Dilma ministra de Minas e Energia quando, em novembro de 2009, houve um gigantesco apagão em 18 Estados brasileiros?

NELSON PENTEADO DE CASTRO

carmen_tunes@yahoo.com.br

São Paulo

COMISSÃO DE ÉTICA

Nem Sepúlveda Pertence...

O ex-ministro do STF e presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, Sepúlveda Pertence, comunicou na manhã de ontem que renunciará às funções de conselheiro desse colegiado. Segundo ele, não há um "motivo determinante", mas Pertence avaliou que houve uma "mudança radical" na composição dessa comissão e lamentou a não recondução de dois de seus membros, que foram indicados por ele. Podemos ver que essa Comissão de Ética da Presidência está perdendo um pouco da sua razão de ser. Se nem Sepúlveda Pertence quer ficar, podemos imaginar quem será indicado para inglês ver - algo absolutamente normal nesse governo PT, pois os petistas se julgam acima de tudo e de todos. Infelizmente.

MUSTAFA BARUKI

mustafa-baruki@bol.com.br

São Paulo

A saída de Pertence

A saída espontânea do ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence da Comissão de Ética Pública, vinculada ao governo federal, é uma perda lamentável. O motivo, não ocultado por esse insigne jurista, que aprendemos a admirar, foi a não recondução, por ele solicitada, dos colegas Marília Muricy e Fábio Coutinho pela presidente Dilma. As coisas ficam claras pelo fato de esses dois membros não reconduzidos terem sido decisivos na apuração das responsabilidades de Carlos Lupi, ex-ministro do Trabalho, e Fernando Pimentel, atual titular do Desenvolvimento (em casos denunciados de suposta corrupção). Zelar pela ética, no Brasil, tem um preço alto, como se vê. E a República tropeça e derrapa numa estrada democrática ainda não devidamente pavimentada.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

O único caminho

Agiu bem o presidente da Comissão de Ética, Sepúlveda Pertence, ao deixar o cargo. Qualquer homem de bem, íntegro, ético e honesto, ao se deparar com situações em que as coisas são feitas de forma suspeita e duvidosa, não tem outro caminho a não ser pegar o boné e ir embora. Não dá para ficar, omitir-se e compactuar com as coisas erradas que são feitas na esfera pública, sem transparência e não pautadas pelo interesse público, coletivo, nem pelos ideais e princípios republicanos e éticos.

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

SÍRIO-LIBANESES

Empreendimentos no País

Foi com grata satisfação que li a reportagem Do Líbano para SP: 125 anos dos Jafets (23/9, C12), pois eles ocuparam o maior espaço entre as famílias biografadas no meu livro Gente do Líbano que Faz no Brasil (Editora CLC), lançado em 2007. Às realizações mencionadas pelo repórter Edison Veiga acrescento que os Jafets, mesmo involuntariamente, contribuíram para a criação de uma escola militar, pois o Hospital Sírio-Libanês (HSL), criado por iniciativa deles, assim que ficou pronto foi requisitado para abrigar a Escola Preparatória de Cadetes do Exército. Era para ser algo provisório, mas o prédio, em Campinas, levou 20 anos para ficar pronto. Por causa do crescimento da cidade nesse período e das adaptações do HSL para abrigar aquela unidade militar, com o longo período de uso o hospital precisou ser reconstruído. Novamente os Jafets arregaçaram as mangas, mobilizaram a comunidade e graças a eles São Paulo tem um centro médico de excelência. O mesmo jornalista, em sua seção Paulistices, destacou meu segundo livro biográfico, recém-lançado, Libaneses e Sírios que Fazem o Brasil, no qual mostro que muitas outras famílias de origem libanesa, como os Jafets, e também sírias, superaram todos os problemas de adaptação à nova terra e deixaram a sua marca nos mais diversos setores da economia, em templos religiosos e em entidades sociais e filantrópicas, contribuindo assim para o desenvolvimento deste Brasil que os acolheu.

CARLOS C. ABUMRAD

sintoniatotal@uol.com.br

São Paulo

MENSALÃO

João Paulo Cunha

Deputado, se o senhor oPTar pela carreira de consultor, vai perceber que o salário de R$ 26.700 não lhe fará falta alguma. Pergunte a seus amigos José Dirceu e Antônio Palocci se eles sentem falta.

MAURÍCIO RODRIGUES DE SOUZA

mauriciorodsouza@globo.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadão.com.br

TANGO DESAFINADO

O povo argentino há muito não consegue eleger um bom presidente para seu país. A atual, Cristina Kirchner, é um fracasso total. Manipula índices de inflação, não tem cumplicidade com o livre mercado e vem expondo a sociedade argentina ao ridículo com suas absurdas leis e invasão de privacidade. Pior ainda, porque essa tragicômica presidente é contra a liberdade de imprensa! E agora exige que o Grupo Clarín, que de longe é o melhor conglomerado de informação jornalística da Argentina, venda até 7 de dezembro parte importante de seus canais televisivos para outros grupos, tudo porque essa empresa não compactua com a corrupção e os rumos pouco convencionais do governo instalado na Casa Rosada. Mas Cristina teve a quem puxar: assim como também o PT de Lula, é muito amiga de governos que desprezam a liberdade de imprensa, como a Venezuela, Bolívia, Equador, Cuba, Irã, etc. Resta ao povo portenho, por enquanto, ouvir a dramaticidade de um sempre belo tango...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ASSEMBLEIA-GERAL DA ONU

Desde 1947 cabe ao Brasil, através do seu presidente, a abertura da Assembleia-Geral da ONU. E o que isso tem trazido de benefício para o País? Nenhum. Os discursos caem no vazio. Vejamos desta feita, hoje, 25/9, com a presidente Dilma o que dirá no seu discurso, embora ache que não dirá nada. Acho que é mais um para ficar no registro da ONU e só. Pela comitiva que a acompanha, excluindo o ministro Fernando Pimentel, os demais são zero a esquerda.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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COMO LEVAR A SÉRIO?

Nesta terça-feira, 25/9/2012, começa então a tão esperada Assembleia-Geral da ONU, esperada ao menos por alguns países que vão lá apenas para fazer média, desabafar e falar bobagens - e o Brasil é um desses países, pois a presidenta Dilma deve, em seu discurso, falar da Rio+20 e se esquece de que a Petrobrás polui o mar. Com isso ela vai na mesma linha do seu antecessor Lula, quando este era presidente, em crítica à Inglaterra por esta se intitular dona de uma ilha que, segundo a Argentina, pertence aos argentinos. Palavras do Lula: "Qual a justificava da Inglaterra para falar que são donos desta ilha que fica a vários mil quilômetros de distância da Inglaterra?". Mas e a Guiana Francesa, ao nosso lado, é de quem? Do Brasil que não. Depois Israel deve fazer seu discurso intencionista de atacar o Irã e falar que o Irã é uma ameaça mundial, o que não é. O Irã pode ser uma ameaça para Israel, pois este país não pode falar pelo o resto do mundo, lembrando que Israel só fala alto por causa do apoio irrestrito dos EUA, pois o Estado Palestino só já não existe por causa de Israel, que quer uma Palestina sem direito a nada. Será que, se Israel não possuísse armas nucleares, o Irã teria tal pretensão? Lembrando que as reuniões da ONU nada mais são que uma teoria, pois na prática nada acontece e, por último, foi numa reunião da ONU presidida pelo glorioso brasileiro Osvaldo Aranha que ficou decidida a criação de dois Estados, o de Israel e o Palestino. Como levar a sério reuniões da ONU?

Paulo Rodrigues de Moura paulorodriguesmoura@hotmail.com

São Paulo

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TSUNAMI OU MAROLINHA?

Não entendo uma coisa. Dilmão segue afirmando que lutará contra o tsunami monetário dos EUA. Nosso ex excelentíssimo e salve, salve, dizia que a crise era uma marolinha. Afinal, temos um tsunami ou marolinha?! Criador e criatura precisavam alinhar as opiniões sobre o tamanho da onda. Aliás, tomar o Aerolula e ir até os EUA para reclamar do tsunami me parece uma tremenda falta de foco de nosso presidente(a)! Dilma, será que não há nada mais importante e interessante para discutir? Tá faltando assunto? Leia o Estadão!

Renato Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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LAMBANÇA OLÍMPICA

Novamente por causa de uns poucos espertinhos, o Brasil deu vexame no exterior. A chamada Lei de Gerson prevaleceu quando funcionários do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) carioca roubaram informações confidenciais do comitê londrino na semana passada. E o pior é que as informações furtadas poderiam ser disponibilizadas em caráter de cortesia, tal como dito pelo comitê organizador, e através delas poderíamos alavancar as "lições aprendidas" de uma Olimpíada bastante organizada e eficiente, tal qual foi a inglesa. Agora, ao perder a confiança, muito difícil recuperá-la... Mas para os pilantras que desconhecem o que representa patriotismo, caráter e ética, "o importante é levar vantagem em tudo". Como se diz em inglês, shame on us (que vergonha nossa). Punição exemplar a eles já!

Artur Lovro artlovro@hotmail.com

São Paulo

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ÍMPETO DEVASTADOR

A Olimpíada no Brasil já começou com roubo dos funcionários do Comitê Organizadores dos jogos do Rio 2016. Podemos imaginar o que irá ocorrer nos próximos quatro anos, com esse ímpeto devastador desses organizadores! Positivamente, o Brasil não é um país sério. Cuide-se, Brasil!

Edward Brunieri patricia@epimaster.com.br

São Paulo

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O BRASIL SEM O PT

Lula disse em comício no ABCD que "o Brasil não seria o mesmo sem o PT". Verdade, depois do mensalão, todos os brasileiros viram quem é o PT. Um partido corrupto que para se sustentar precisou comprar o voto dos aliados pagando bem caro. Uma vergonha! Será que alguém tem orgulho dessa cambada que chegou ao poder para roubar, quando o discurso era o de acabar com a safadeza? Lula adora holofotes e odeia quem está contra ele. A plateia petista é paga para lotar comícios e ouvir lorotas. Sem ônibus e lanche de graça, ninguém vai. Graças ao mensalão, o partido tem muito dinheiro para sustentar sua demagogia. Lula, o insubstituível, agora é também o responsável pela alegria do povo. O cara é prepotente mesmo, se acha um deus e o maior humorista do País que leva a galera ao riso. Como se vê, a alegria, o orgulho só foram despertados nas pessoas depois do surgimento do "deus Lula". Antes os brasileiros eram infelizes e tristonhos. Alô, pessoal do humor, cuidado, vem aí o maior humorista de todos os tempos, o homem que faz rir, quando o cenário deveria ser de choro pela vergonha de ter traído o povo.

Luciana Lins lucianavlins@gmail.com

Campinas

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MÁ NOTÍCIA

Lula disse (sic) "o Brasil não seria o mesmo se não houvesse o PT". Eu concordo, não haveria tanto desvio de dinheiro público, tantas transgressões à lei. Não seríamos tão má notícia, como estamos sendo no exterior. Ou seja: o Brasil não seria, mesmo, este.

João Menon joaomenon42@gmail.com

São Paulo

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PAÍS DE TOLOS

Lulla tem razão quando, em ritmo de campanha no ABC, disse que "o Brasil não seria o mesmo sem o PT"! Realmente. Por mais que eu queira imaginar, não consigo enxergar nosso povo pensando novamente por conta própria, analisando os prós e contra do melhor caminho para ir em frente, escolhas acertadas de futuros dirigentes, lutando por seu lugar ao sol sem viver das migalhas governamentais, enfim, sem a propaganda massificante e hipnotizante que Lulla e petesada inauguraram no País desde que o PT subiu ao poder. Infelizmente, nosso povo saiu das mãos do coronelato e caiu nas dos sindicalistas quadrilheiros. O Brasil realmente, depois do PT, se tornou o país dos tolos!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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UM BRASIL PIOR

Pelo menos num aspecto Lula parece estar certo ao dizer que o Brasil não seria o mesmo sem o PT. Os seguidos maus exemplos dados pelos petistas no poder não funcionaram como convites atrativos para que aumentasse o número dos interessados em tirar proveito pessoal da coisa pública?

Odilon Otávio dos Santos

Marília

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AS VOLTAS QUE O MUNDO DÁ

Nos tempos em que o PT era oposição, Lula, como pretenso guardião da ética na política, cunhou algumas expressões agressivas que ficaram famosas, para caracterizar seus adversários que estavam no governo: "os 300 picaretas do Congresso", "maracutaias", etc. E depois, já durante seus oito anos de governo, Lula inventou outra expressão para se vangloriar de suas realizações como presidente: "nunca antes, na história deste país...". Hoje, já desfeita a auréola de santidade do chamado Partido dos Trabalhadores, e em pleno julgamento do chamado mensalão, a situação se inverte, mas pode ser resumida com as mesmas expressões do ex-presidente, numa espécie de bumerangue: "nunca antes na história deste país houve tantos 'picaretas' cometendo tantas 'maracutaias' em benefício próprio e do partido". Mas nunca é tarde para aprender as lições que a vida ensina.

Tercio Sarli Terciosarli.edicoes@r7.com

Campinas

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O REI DO BESTEIROL

A frase usada pelo ex-presidente Lula tentando defender a indefensável tese de que o mensalão teria sido um "crimezinho de menor importância", dá bem a dimensão do quanto essa petralhada despreza o poder de discernimento do povo brasileiro, partindo do pressuposto de que qualquer "abobrinha", desde que dita com graça e simpatia, é capaz de enrolar o eleitorado. Em mais um festival de "conversa mole", durante um recente comício em Santo André (SP), Lula cunhou mais esta pérola do anedotário político: "O Brasil sem o PT não seria esse país alegre que é. Não seria esse país orgulhoso que é". Ao escutar mais essa "baboseira" dita por Lula, lembrei-me imediatamente de um simpático e agradável dono de um bar localizado na Praia de Morro Branco, no Ceará, onde sempre podiam ser encontrados cervejas estupidamente geladas e alguns petiscos da melhor qualidade, que invariavelmente, ao apresentar a conta, entre sorrisos e mesuras, costumava dizer à clientela: "Não fique impressionado com o preço! Afinal, aqui você pode até ser roubado, mas é bem tratado". Será que Lula também "andou" por Morro Branco, e foi lá, tomando uma geladinha, que teve a "inspiração" para essa sua aloprada afirmativa?

Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com

Recife

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ALEGRIA

Conforme noticiado por este jornal, o sr. Lula discursou em comícios no ABC (Santo André e Diadema) e disse que o Brasil seria um país triste sem o seu PT. Agora, mais do que nunca, creio que esse PT não é um partido, mas uma seita composta por fanáticos ou lunáticos (pelo menos a sua cúpula). Até acredito que haja alegria, sim, no petismo, mas para os mensaleiros, que atualmente andam com aparência de milionários, haja vista os finos ternos e vestidos que eles usam, bem diferente da época de oposição e da pobre militância que ainda acredita nessa quadrilha.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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LULA E SUAS TRUANICES

"Por que não se cala, companheiro?!" É o refrão que Lula deveria ouvir quando abre a boca só pra falar truanices. Em comício no domingo em Santo André, SP, afirmou que os "conservadores" ligam o PT à morte do prefeito Celso Daniel; sem localizar quem seriam esses conservadores se esqueceu de que o Ministério Público recebeu e acolheu uma série de evidencias de que o prefeito morto tinha montado junto com José Dirceu uma forma de desvios de recursos ilícitos para os companheiros e que foi assassinado quando descobriu que havia "gente" se aproveitando dos desvios para enriquecimento próprio. Um esquema de roubo que se assemelha pela corrupção a mesma manobra da Ação Penal 470 agora em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) em escala municipal. Os assassinatos dos dois prefeitos do PT e seus encobrimentos ainda devem tirar o sono de muitos companheiros que prefeririam esquecer ao contrário de ver ser usado como forma de campanha eleitoral feita desrespeitosamente por Lulla. Todos querem saber quem são os mandantes dos assassinatos e, por conseguinte quem são os "conservadores" que tentam incriminar o PT.

Leila E. Leitão

São Paulo

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O PT FEZ

Lula lançou um desafio (24/9, A6): "o Brasil não seria o mesmo sem o PT". Alguém arrisca? Greves no ABC, "pela democracia" ou pelo salário? O candidato de Santo André não se chama Grana? Os conservadores querem "apagar Celso Daniel", ou foi o PT quem o "apagou"? O PT fez "em oito anos" o que os anteriores não fizeram em 50? De fato, bastaram três anos para aparecer o mensalão, que espero ninguém mais faça nos próximos 200!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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O SONHO ACABOU

O sonho acabou, desmoronou, ruiu. Foram com sede demais ao pote e se afogaram. O desespero é perceptível, tentam disfarçar, esconder, mas não conseguem. Ainda se agarram com unhas e dentes, tentam inventar alguma coisa, buscar uma última alternativa, uma tentativa de salvação. Como dizem aí na malandragem: "Vocês perderam". Vai dar trabalho reconstruir tudo que destruíram, valores, instituições, enfim toda a lambança produzida. A sorte do País é que vocês pensam que são muito espertos. Não o são. Ladrões, sim, mas muito pouco inteligentes. Adeus!

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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TELHADO DE VIDRO

Em entrevista concedida em 1993, Lula, então político sem cargo, declarou que sentia "pena" (sic) do recém destituído Collor de Mello, por considerar perdida, pelo ex-presidente, a oportunidade de melhorar o Brasil, face ao enorme apoio popular que marcara sua eleição, acrescentando que a ganância de poder originara uma lamentável formação de quadrilha, destinada a praticar várias formas de corrupção, hoje qualificadas como angelicais diante da magnitude do mensalão, cujo julgamento atualmente constrange a sociedade. No fecho da entrevista, Lula manifestava a esperança de que, a partir do episódio, o povo passasse a prestar atenção em quem votar, elegendo candidatos com história exemplar. Quase vinte anos depois, verificamos, com pesar, que se cometeram os mesmos erros apontados pelo, em 1993, futuro presidente. Ou seja: o povo, ao apoiar e reeleger, não prestou a devida atenção à história dos candidatos.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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CLIMA DE VIOLÊNCIA

O Sr. ex-presidente deveria ser mais moderado. Não pode sair por aí incitando as pessoas ao ódio para preservar sua popularidade, ganhando votos para seus companheiros. O momento lhe é particularmente difícil, quando o mensalão está tirando seu sono, mas, isso não justifica fazer o que vem fazendo pelos Estados do Brasil, é criminoso! Em Santo André, além de trazer Celso Daniel no momento de um comício, apelando à sua memória - será que, depois de assassinado, ele continuaria apoiando Lula? -, estimulou a retirada de propaganda de rua de adversários, a quem julga inimigos. Isso não configura ato de vandalismo e incitamento ao ódio? Fazer oposição faz parte das campanhas, mas são necessárias a devida coerência e tranquilidade, além de ações civilizadas. Aí acontece um assassinato, como o do assessor de Arthur Virgílio, em Manaus, e começam as especulações sobre a causa. Esse clima de violência não cabe neste exercício democrático em que é cedido a todos o direito de defender ideias. Ideias, não ódios.

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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CAMPANHA VIOLENTA

Parece que estamos voltando ao tempo do cangaço e dos coronéis. Há muitos anos não acontecia uma campanha eleitoral tão cheia de assassinatos como desta vez. Um vídeo na internet datado de 3 de setembro mostra que até aquela data 22 assassinatos por motivos políticos já tinham acontecido, e concluo que esta campanha pode ser considerada a mais violenta dos últimos tempos. Hoje fico sabendo que Aldemir Queiroz Feitosa, coordenador de campanha do ex-senador Arthur Virgílio, candidato a prefeito de Manaus, foi executado com cinco tiros na noite de sábado passado. Arthur Virgílio, inimigo figadal do ex-presidente Lula, leva ligeira vantagem sobre a senadora Vanessa Graziotin, do PCdoB...

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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ESPETACULOSO

Comparando com 1954, os motivos que levaram Getúlio Vargas a entrar para a História eram uma mera "poça" de lama, tendo em vista as ilicitudes ora constatadas. Portanto, para garantir um lugar ao lado deste, ao Rasputin do ABC resta cometer algo mais espetaculoso...

Caio Augusto Bastos Lucchesi cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

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O MANIFESTO

Preocupados, os PeTralhas redigiram um manifesto em defesa do "imaculado" Lula, na tentativa de neutralizar as recentes denúncias atribuídas a Marcos Valério, operador financeiro do mensalão. A obra, contendo ataques aos Ministros do Supremo Tribunal Federal (quase todos indicados por Lula e Dilma) e à imprensa não cooptada, foi referendada pelos presidentes do PMDB, PSB, PDT, PCdoB e PRB, que assim procedendo, por via oblíqua, tornaram-se cúmplices do escândalo que está sendo julgado no Pretório Excelso. Os escribas do libelo, equipararam o momento atual ao episódio que desaguou na morte de Getúlio Vargas (?!). Não há motivo para tanta aflição, pois o "semideus" D. Lula I E ÚNICO se ama tanto, tem plena certeza de ser o maior estadista destas plagas, "hepta doutor honoris causa", suprassumo, pairando acima de tudo e de todos, inexpugnável, não tem a mínima vocação para o suicídio...

Ulisses Nutti Moreira ulissesnutti@uol.com.br

Jundiaí

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DESAGRAVO

Depois da descoberta e divulgação do escândalo do mensalão, o ex-presidente Lula teve mais quatro anos para dizer a que veio. Não disse. O mensalão foi a comprovação de que Lula foi, é e sempre será um incompetente administrativo. Lula nunca contou com alguém sem que a chantagem, o suborno ou a propina estivessem presentes. Começou lá atrás, quando chantageava empresários no ABC, depois ofereceu cargos para "inimigos" aliados, bolsas para aliar amigos e finalmente pagou pela aprovação de seus pseudoprojetos no Congresso Nacional. Lula como dirigente de uma nação e, portanto um exemplo a ser seguido e admirado, foi um fracasso. Deixou passar o empurrão que o crescimento da economia mundial poderia ter dado no nosso país e nos manteve atolados na lama do subdesenvolvimento e da ignorância crônica. Lula destruiu o pouco de ético e de moral que ainda restavam na política e também na nossa sociedade. Como administrador público, não passou de um espectro de Robin Hood e se limitou a distribuir, muito mal e porcamente, o dinheiro público. Portanto o desagravo, é para o Brasil e para a nossa sociedade como um todo. A destruição causada pela permanência de Lula durante mais de dois mandatos como dirigente máximo do país, vai levar décadas para ser reparada.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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TEMPOS MODERNOS

Desagravo de cumpanheros, agravo de aliados. É, já não se fabrica honra como antigamente...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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RACISMO

"Não falta nego safado neste país para fazer provocação" ao PT. Lula, na tarde de domingo. A lei do racismo vale para ele?

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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TEM BOI DE PIRANHA NA HISTÓRIA

Por mais que tento, não consigo entender essa celeuma do julgamento do mensalão! O vergonhoso esquema de compra de voto existiu ou não? Lula sempre afirmou que nunca existiu! Se não existiu, por que os deputados e empresários estão sendo julgados e condenados por crimes cometidos, "corrupção", por que deixaram de fora o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que era o responsável por cuidar da coisa pública? Quem governava o Brasil, José Dirceu ou Marcos Valério, no governo do Sr. Lula da Silva? Se existiu o nefasto mensalão, como comprovam os ministros do STF, que já condenaram diversos elementos, por que o chefe da Nação, que jurou defender o povo e a Nação e, consequentemente, ser o vigilante dos cofres públicos, não está sendo também investigado? Por que logo ele ficou de fora das investigações e de possíveis condenações, já que comandava o País? Tem algo de muito estranho nessa história, que exigimos que seja mais bem explicada para os eleitores e para a sociedade como um todo. Se não sabia, como presidente deveria saber, Lula era o responsável por zelar pela coisa pública. Nesse caso, ou foi omisso com seus companheiros ou foi complacente com a corrupção e sua punição deveria ser no mínimo exemplar para que outros não cometam os mesmos erros, "assalto aos cofres públicos". Ou será que o paizão Lula está acima da lei como manda a Constituição federal vigente no País, por sua popularidade e carisma que têm junto da população? Espero resposta convincente das autoridades!

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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PETRALHAS

O Supremo Tribunal Federal já dá os indícios sobre o julgamento do Mensalão e dos mensaleiros: Não vai sobrar PeTralha sobre PeTralha.

Luiz Angelo Pinto luiz.angelo.pinto@terra.com.br

São Paulo

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NOSSO AL CAPONE

Al Capone, o maior "gangster" da história dos Estados Unidos, mandante de dezenas de assassinatos além de outros crimes, nunca foi alcançado pela justiça. O que o levou para a cadeia, depois de muitos anos de investigação da justiça foi deficiência em sua declaração do Imposto de Renda. Essa lembrança me levou logo ao caso de Dirceu, processo 470 do STF. Aparentemente não há provas contra ele, há somente fortes indícios, como no caso de Al Capone. Só que, aparentemente, nossos ministros, em sua maioria, consideraram importantes os indícios. Ao contrário das cortes de Chicago que tinham a maioria dos juízes "comprados" pelo réu, a de Brasília está demonstrando inacreditável imparcialidade da maioria, considerando-se o mau conceito que se fazia de alguns de seus membros. Agradável surpresa para nós. Mas, será esse o nosso verdadeiro Al Capone? Novos indícios estão a demonstrar que não. O verdadeiro ainda não chegou à justiça, como o americano. Talvez o nosso seja pego, também, pelo Imposto de Renda, dado o seu crescimento patrimonial desproporcional aos vencimentos percebidos.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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MINISTRO OU MAIS UM ADVOGADO?

O Brasil decente espera que o novo ministro do "STF" Teori Zavascki, escolhido as pressas pela presidente Dilma Rousseff, se mantenha afastado do processo do mensalão, já que pelas normas do Supremo qualquer magistrado recém-chegado à casa se abstenha de participar de algum processo do qual não esteja suficientemente informado, ou que não tenha acompanhado desde o inicio, como por exemplo esse do mensalão que já se encontra próximo do final. Um simples pedido de vistas do processo feito pelo Zavascki, caso se sinta qualificado a participar do julgamento, comprometeria o andamento da justiça na punição de criminosos, impedindo que a consumação do castigo fosse aplicada aos transgressores da lei em tempo hábil comprometendo assim mortalmente a moral de um governo que tudo faz para manter impunes aqueles que representam a mais seria ameaça aos cofres públicos e nossa democracia. Em breve saberemos a que veio.

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

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TEORI, NA TEORIA

Na teoria, Teori parece ser um jurista preparado para ser conduzido ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal. Em breve saberemos se ele honrará o cargo que irá ocupar ou se será apenas um reforço da tropa de choque governista infiltrada no STF, que busca interferir indevidamente naquele poder, e confirmando o dito que a teoria na prática é outra.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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TENTÁCULOS

O "molusco" tem mais tentáculos e sustentáculos do que se pode imaginar. Como nunca se viu antes, na história deste país! Quando o despudor terá fim?

José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

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LULA ENFRENTA A JUSTIÇA

Até que enfim haverá Justiça neste país. Como poderia o Brasil conviver com o Lula et caterva, fazendo e desfazendo das instituições republicanas em pleno Estado Democrático de Direito experimentado pelo Brasil. Último exemplo foi a presidente, dona Dilma, responder de forma deselegante, antiética, ilegal e antirrepublicana ao texto motivador e fundamentador do referido voto do ministro Joaquim Barbosa na ação que julga o mensalão. Algo ridículo e inadmissível ao maior mandatário do País. Então, temos a auspiciosa notícia de que o Ministério Público Federal (MPF) de Brasília protocolou a ação competente, buscando o ressarcimento ao erário dos recursos financeiros públicos surrupiados pelo Lula em benefício próprio e de seus apaniguados. A medida cautelar proposta pelo MPF pede à Justiça o bloqueio dos bens do Lula, os quais segundo a Forbes, revista americana de idoneidade mundial que lista as maiores fortunas pessoais do mundo, chega aos US$ 2 bilhões. Daí, talvez, a preocupação da dona Marisa em obter para si e seus filhos a cidadania italiana. Fica no ar a seguinte pergunta: Lembrando o caso da não extradição do criminoso comum Battisti para a Itália, será que o Lula não trocou a extradição pela cidadania italiana? Alerta Brasil.

Carlos Benedito Pereira da Silva advcpereira@ig.com.br

Rio Claro

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CAIXA 2

Com a atitude ilógica tomada pelo ilustríssimo ministro do STF Ricardo Lewandowski, o que também deverá ocorrer com o ministro de Lulla, Dias Toffoli, o caixa 2 de agora em diante se torna um instrumento legal em qualquer ramo de atividade no Brasil. Empresas públicas e privadas, poderes executivos, legislativos e judiciários poderão ter seus caixas 2 sem que isto seja um instrumento ilegal de manipulação de verbas do povo brasileiro que passa ao largo de tudo isso! Estes escândalos gerados pelas péssimas e nefastas administrações petistas agora passam a ser um tipo de instrumento legalizado pelo judiciário no que tange a mensagem de Lewandowski e quem mais o seguir neste tipo de pensamento sórdido. Parece que nunca chegamos ao fundo do poço de lama em que o PT de Lulla, Dilma, e seus asseclas nos meteu e continua metendo, sempre há algo a mais a nos surpreender a cada momento em que nos deparamos com colocações esdrúxulas por parte de quem deveria defender as leis e não fazer delas um joguete de palavras para tentar iludir uma população inculta que parece estar mais preocupada com os Big Brothers e outras porcarias que se apresentam na TV do que de péssimo nos impingem a cada dia. Estes políticos de vigésima quinta categoria não se cansam de roubar a população, nos enganam sempre com falsas promessas, nossa oposição nada faz pois parece estar de rabo preso com esta corja que aí esta no poder. Ficamos reféns do pai do mensalão (Lulla da Silva) e seus comandados como se a antiga máfia de Chicago estivesse de volta! Precisaríamos ter um grupo de Os Intocáveis para dar um jeito nesta situação e acabar de vez com estes maus elementos que somente denigrem a imagem do País lá fora. Temos de erguer nossas vozes contra estas pessoas que tanto mal nos fazem e nos roubam a olhos vistos! Só não vê quem não quer! Sei de várias empresas que atuam com caixa 2 e gostaria muito que a Receita Federal soubesse de algumas.

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

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PIZZA

...E a cada dia que passa, mais previsível se torna que os mensaleiros - refiro-me aos principais acusados, ou seja, os de maior prestígio (!) político - serão absolvidos ou terão penas leves, pois, tudo indica, este ou aquele juiz vai lewando, lewando e, no final, a pizza será servida! Quem viver verá. No mais... PT saudações!

Attilio Cerino attiliocerino@yahoo.com.br

São Paulo

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CONTAGEM REGRESSIVA EM SÃO PAULO

Falta pouco para São Paulo ter um novo prefeito. A cada eleição nós que nascemos e vivemos nessa cidade renovamos nossa esperança de termos agora alguém que vá administrar seriamente e com competência esse inferno e esse caos que os prefeitos dos 20 últimos transformaram em realidade. O projeto Cidade Limpa nos deu um alento mas depois o prefeito sumiu! Assim como os antecessores deixa a cidade com mais congestionamento, mais imunda, com mais buracos, com o velho Centro mais decadente. Com a desculpa de priorizar o transporte público, que também deixa pior, não executou uma obra viária sequer. Em dez anos 1 milhão de novos veículos a mais circulando nas mesmas ruas de 30 anos atrás. As mesmas ruas e avenidas com milhares de novas construções verticais, muitas aprovadas de forma irregular. Sempre dizem "construímos mais pronto-socorros, mais creches, blá. Mas um bom prefeito percebe-se quando saímos de casa! Mais uma vez contagem regressiva... será de novo para pior?

Ari Giorgi arigiorgi@hotmail.com

São Paulo

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'ALEA JACTA EST'

Os paulistanos serão os protagonistas do desmoronamento da Babel política que se apossou dos petistas. Não se entendem e procuram no "bunker" do governo uma possível solução salvadora para uma derrota irremediável. Pelo menos levar o seu candidato ao segundo turno já é meio triunfo. Então está em curso a seguinte estratégia que partirá do Planalto: Gabriel Chalita (PMDB) e Paulo Pereira da Silva (PDT) desistiriam da candidatura, com a promessa de o primeiro assumir o Ministério da Educação em 2013. Aloisio Mercadante iria para a Casa Civil, enquanto Gleisi voltaria ao Senado, onde teria tempo para trabalhar a sua candidatura ao governo do Paraná. O País é tratado como se fosse uma capitania de posse hereditária ou um imenso queijo à disposição das obesas ratazanas que, pelas evidências receberão nas urnas uma dose letal de chumbinho eleitoral. Ou então convoquem o flautista de Hamelin. Os petistas remontam aos tempos de Júlio César ao cruzar o Rio Rubicão e invadir a Itália e chegar a Roma, que queria julgá-lo por crimes de guerra. Alea jacta est (a sorte está lançada).

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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'SABOR JABUTICABA'

No meu entender, há equívoco no artigo Sabor Jabuticaba (Dora Kramer, Estadão, 21/9, pág. A6) relativo às urnas eletrônicas brasileiras. As afirmações de reconhecimento internacional e da eficácia da apuração fogem a realidade dos fatos, como procuro explicar a seguir. 1) Reconhecimento internacional: desde 1996, mais de 60 países já enviaram representantes ao Brasil para conhecer nossas urnas. Alguns, instados pelo acordo OEA/TSE levaram urnas para testarem. Mas, depois de tantas avaliações e testes, o resultado final é que nenhum país adotou o modelo de 1ª geração das urnas brasileiras (modelo DRE, de gravação eletrônica direta sem registro material do voto). As próprias urnas brasileiras foram cedidas e testadas na Argentina, na Venezuela, no Paraguai (doadas 15 mil urnas), no México, no Equador e na República Dominicana e foi rejeitada em todos esses países, que já implantaram ou estão implantando sistemas de 2ª ou de 3ª geração. O modelo DRE de 1ª geração também foi proibido na Holanda (2008), declarado inconstitucional na Alemanha (2009), excluído pela norma técnica norte-americana (2007) e substituído no Canadá (2007), Rússia (2008), Índia (2011) e Bélgica 2012. Atualmente, apenas o Brasil continua usando esse superado modelo de 1ª geração! Assim, não há como se falar em reconhecimento internacional de nossas urnas eletrônicas. O realidade internacional claramente desmente esse mote propagandeado, à exaustão, pela autoridade eleitoral brasileira. 2) Eficácia da apuração: para determinar eficácia deve-se antes esclarecer como medi-la. E o que deve ser medido? A celeridade da apuração é uma propriedade desejável em sistemas eleitorais e é fácil de ser medida. O sistema brasileiro tem bom desempenho nesse quesito. Mas essa não é a única propriedade que deve apresentar sistemas eleitorais. A garantia da justa apuração, a garantia de inviolabilidade do voto e a disponibilidade do sistema (o sistema deve funcionar sem falta e na hora certa) são outras propriedade que, mais que desejáveis, são necessárias, são até mesmo obrigatórias. O sistema brasileiro tem atendido bem ao requisito da disponibilidade. Também se pode medir o sucesso aqui. Mas, e os requisitos (obrigatórios) de garantia da justa apuração e da inviolabilidade do voto? O motivo de todos os países que adotaram voto eletrônico terem migrado para sistemas de 2ª geração é porque sistemas de 1ª geração não dão garantia real de justa apuração. Em outras palavras, porque sistemas de 1ª geração não apresentam transparência quanto ao registro e a contagem dos votos. A autora citou o argumento que "sem possibilidade de registro por escrito, o sistema daria margem a fraudes por impossibilitar a conferência". Mas usou o condicional "daria" onde todos os tecnólogos independentes do nosso administrador eleitoral usam o indicativo afirmativo "dá". É aqui que entra a questão da medida. Como medir a garantia da justa apuração? Sem conhecer qual a justa apuração, não se tem como medir a eficácia real de um sistema eleitoral. E é por isso que os sistemas de 2ª e de 3ª geração exigem a materialização do voto, para através dele se comparar a apuração eletrônica com a apuração real e poder se medir a eficácia do sistema eleitoral sob avaliação. Em resumo, sistemas eleitorais de 1ª geração, como o brasileiro, não permitem se determinar a eficácia da apuração justamente no seu requisito mais fundamental e importante que é a garantia da justa apuração! Quanto à garantia da inviolabilidade do voto, a equipe do prof. Dr. Diego Aranha, da UnB, demonstrou cabalmente (para quem sabe ler seu relatório) que as urnas brasileiras, ao contrário do que sempre afirmavam os tecnólogos do TSE, não garantiam o sigilo do voto: era possível se reconstruir a ordem original dos votos abrindo a brecha para o voto de cabresto. O tecnólogos do TSE agora vêm a público dizer que consertaram a fragilidade apontada e que agora o sigilo do voto está garantido. Eu só vejo nisso apenas mais uma "garantia verbal" nada confiável (falando em confiabilidade técnica, medível, e não em confiabilidade cega). Desculpem-me se me alonguei, mas as achei importante alertar que as urnas brasileiras nem granjearam reconhecimento internacional e nem apresentam eficácia na apuração que possa ser avaliada tecnicamente. Com essas duas premissas derrubadas, talvez a conclusão sobre a nossa urna-jaboticaba possa ser outra.

Amilcar Brunazo Filho amilcar@brunazo.eng.br

São Paulo

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GREVE DOS BANCÁRIOS

É profundamente lamentável a falta de autoridade neste país da corrupção. Os bancários, para atingirem seus propósitos, simplesmente retiraram das salas de atendimento eletrônico os envelopes para depósitos, ficando assim os correntistas impedidos de efetuarem tais depósitos. Fica, aqui, uma pergunta: a toda poderosa Febraban, que mantém este país de joelhos, diz que as obrigações deverão ser pagas no seu vencimento, mas, se não é possível depositar e tampouco enviar pelo correio, como proceder, se o recurso a ser depositado para pagamento está em cheque a ser compensado?

Wanderli A. da Silva observern@hotmail.com

São Paulo

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CLIENTE TROUXA

Essa greve dos bancos parece até orquestrada pelos próprios bancos, para mais uma vez forçar seus clientes trouxas a usar a internet para poder dispensar mais bancários, não parece? Desta forma boa parte do serviço de digitação fica por conta do... cliente trouxa. Não é genial? Quanto às multas das contas não pagas dos clientes trouxas, azar o deles, não é? Está na hora de esse governo inútil meter o pau nesses safados!

Ricardo Guerrini ricguerrini@hotmail.com.br

São Paulo

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ORDENS JUDICIAIS

Sobre a greve dos bancários (não bastassem os banqueiros), é imprescindível que também se entenda como essencial, além da compensação de cheques, o cumprimento de ordens judiciais, representadas por alvarás ou guias de levantamentos, em favor de credores das mais diversas naturezas de processos. A execução dessas ordens não é menos importante que a compensação de cheques.

Rosangela Delphino touligada@hotmail.com

São Paulo

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'OS INVESTIMENTOS DE DONA DILMA'

Queria cumprimentar a jornalista Suely Caldas pelo seu artigo Os investimentos de Dona Dilma (22/9, B2). Fico torcendo para que o pragmatismo realmente acorde, passe por cima da ideologia, e possa resultar em ações concretas, de que o País tanto necessita. Mas a realização de grandes investimentos em infraestrutura, com a qualidade exigida, demanda equipes de liderança com elevada competência, não apenas o voluntarismo da senhora presidente. E isso falta. Não será com os ministros que a rodeiam (Planejamento, Casa Civil) - nada contra as mulheres, desde que sejam capazes - que o planejamento e a execução chegarão a bons resultados. Trata-se apenas de uma reflexão, de alguém que teve a experiência de planejar e implantar investimentos de grande porte. Novamente, saúdo a capacidade da jornalista de tratar assuntos da importância e complexidade do artigo de domingo.

Miguel Sampol Pou miguel@sampolconsult.com

São Paulo

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GALEÃO E SANTOS DUMONT

A afirmativa de que os aeroportos Tom Jobim (Galeão) e Santos Dumont estariam congestionados não corresponde à realidade. O Galeão foi duplicado há alguns anos: conta com duas excelentes pistas e dois terminais de passageiros, um doméstico e outro internacional, ambos subutilizados porque a maioria dos voos internacionais foram desviados para Guarulhos (SP); o viajante carioca que quiser voar para o exterior é obrigado a ir a São Paulo. E porque boa parte dos voos domésticos voltaram para o Santos Dumont, por causa de sua comodidade, depois que sua pista foi homologada para pousos e decolagens para aviões a jato e que a estação de passageiros foi duplicada: uma para embarques e outra para desembarques. O que ambos aeroportos necessitam é de apenas pequenos reparos de manutenção.

Roldão Simas Filho rsimas@aos2.com.br

Brasília

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DINHEIRO PERDIDO

Quando fazia campanha eleitoral, a "presidenta" Dilma Rousseff falava com muita ênfase dos aviões não tripulados que iria adquirir para fiscalizar a Amazônia. Li uma reportagem que mostra que o avião que fora adquirido está sem voar há vários meses, por falta de contrato. Segundo a imprensa, esse avião custou aos cofres públicos a bagatela de R$ 80 milhões, que sem dúvida é dinheiro dos contribuintes.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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O 'COMBATE' AO TRÁFICO DE DROGAS

Reportagem publicada ontem informa: "Uma das estrelas da campanha da presidente Dilma Rousseff (PT), em 2010, o avião não tripulado que seria a principal arma para combater o tráfico de drogas nas fronteiras não voa desde janeiro deste ano por falta de contrato de manutenção". Que tipo de combate (?), de política de segurança e de administração é isto? Imaginem as consequências se isso ocorresse num empreendimento privado!

Ennio Rezende enniocr@uol.com.br

Cotia

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BIOCOMBUSTÍVEIS DE AVIAÇÃO

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) diz que procedimentos de pouso da Trip são de "alto risco" (Estado, 22/9, B1). Evidentemente este procedimento de pouso é uma agressão ao cliente-passageiro que voa sob "alto risco", sem saber. A Trip não é certificada, portanto não autorizada, e a afirmação de seu presidente, de "que é uma técnica moderna e muito segura", é falsa e cínica; talvez entenda de ônibus! A fusão com a empresa Azul já é um sinal de relevantes irregularidades e não adianta o senhor Beting falar de idoneidade, isso não evitará a morte de passageiros. A Azul que reveja os seus procedimentos e que seja cautelosa com os biocombustíveis de aviação, pois eles não estão prontos. Simpósios como o de 13/9 e 14/9/2012 na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Brasília (DF) não permitirão a sustentabilidade da utilização, antes de dez anos.

Jürgen Detlev Vageler vatra_ind@yahoo.com.br

Campinas

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SERGIO LOPES

Meu pai, Sergio Lopes, escrevia sempre para o Fórum dos Leitores, e muitas de suas cartas foram publicadas. Era assinante desde que se mudou para São Paulo, em 1973, e um de seus maiores prazeres era ler o jornal, de cabo a rabo, todos os dias. Quando se aposentou, fez dos e-mails para o Fórum um hobby. Faleceu na sexta-feira, dia 21 de setembro. Esse era meu pai. Atravessou o rio. Papai se foi, aos 72 anos. Sergio Lopes, o melhor pai do mundo. Custo a acreditar que vou passar o resto da minha vida sem vê-lo, sem falar com ele, sem pedir suas opiniões e suas explicações para os assuntos mais variados. Tudo o que sei aprendi com ele e minha mãe. Tudo o que sou, sou graças a eles dois. Tudo o que tenho, graças a eles também. Meu pai foi o homem mais honesto, mais íntegro e mais generoso que conheci. Gostava de incentivar as pessoas, acreditava que todos sempre podiam melhorar, evoluir. Sua alegria e seu entusiasmo eram cativantes. Gostava de todo mundo, e todo mundo gostava dele. Criou os três filhos com dedicação total. E agora ajudava a criar o netinho. Ah, o netinho... Um era o amor da vida do outro. Gostava de contar que estava comendo uma rabanada na lanchonete da Perinatal quando apareceu o vídeo anunciando que o netinho tinha nascido. Saiu gritando pela maternidade, e levou uma salva de palmas de quem estava ali. "Fiz um escândalo!" Foi a maior surpresa que eu tive na vida, meu pai como avô. Dava mamadeira, botava para dormir, trocava fralda, dava banho, levava no parquinho. Chorou de felicidade quando levou o netinho para cortar o cabelo. Ia buscar a gente no aeroporto, saía do carro de braços abertos gritando "Netinho!", e o netinho corria para o colo dele. Não tinha um amigo que não tivesse visto pelo menos uma foto do netinho. E agora o netinho ficou sem seu Uouô. Meus irmãos e eu ficamos sem nosso pai, minha mãe, sem seu companheiro de mais de 50 anos, Leandro, sem o sogro-quase-pai, o Felipato e a Biazinha, sem o vovô Sergio, o prédio, sem o síndico vitalício, o América, sem um torcedor fervoroso, o Estadão, sem um comentarista fiel, os amigos, sem um contador de histórias talentoso, o mundo, sem uma pessoa maravilhosa. Mas meu filho ganhou um anjo da guarda para o resto da vida, e é nisso que eu vou acreditar daqui para a frente.

Valéria Narezzi valleria.lopes@uol.com.br

São Paulo

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