Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

26 Setembro 2012 | 03h21

PeTulância

Muita PeTulância desse ser. Luiz Carlos Barreto colher 200 assinaturas para enviá-las ao STF solicitando a "preservação dos direitos constitucionais" dos réus do mensalão, alegando ser esse documento de caráter impessoal. Ora, todos sabemos de sua amizade com José Dirceu, Lulla, Dilma e outros petralhas. Pergunto: e cadê a preservação dos direitos constitucionais do povo brasileiro, quando da farra do mensalão, com o dinheiro público? Apenas para lembrar, esse senhor é que fez o filme sobre "deus", O Filho do Brasil!

ANTONIO CARELLI FILHO

palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

Ameaça?!

Engraçado que cidadãos como o sr. Barretão, amigo e aliado de governos popullares e de governantes mais popullares ainda, se sintam ameaçados pelo julgamento da Ação Penal 470. Eu, simples mortal, que não pertenço a nenhum partido político nem tenho amizade com pessoas do poder, mas com impostos e que tais sustento, juntamente com alguns milhões de cidadãos também comuns, toda essa parafernália governamental corrupta e eivada de companheiros, não me sinto nada ameaçada pelo resultado do julgamento. Curioso, não?

EUNICE MARIA BASTOS

eunicemariabastos@gmail.com

Mogi das Cruzes

Visão turva

A classe artística exibe sua faceta infeliz, sem se preocupar com o desenrolar das evidências por ministros que dominam o terreno em que atuam. Muitos desses artistas vivem pendurados nas benesses do poder, fazem sua arte com subsídios que saem do nosso bolso e, portanto, deveriam ter um pouco mais de respeito pelo suor do povo. O que exatamente defende o sr. Barretão: a impunidade, o acumpliciamento da Justiça? Ou acredita mesmo que a toga nacional possa unir-se contra os direitos constitucionais? A formação de quadrilha está em outro ponto da questão, basta o cineasta e seus parceiros examinarem com imparcialidade, sem a visão turva dos interesses escusos e dos vícios da amizade.

DOCA RAMOS MELLO

ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

Lula e a defesa do PT

Durante comício em Santo André, domingo, Lula disse: "Sem o PT o Brasil não seria esse país alegre nem esse país orgulhoso". Esqueceu-se de dizer que também não teria o maior escândalo de corrupção do País, o mensalão.

DARCI TRABACHIN DE BARROS

darci.trabachin@gmail.com

Limeira

Meia verdade

Realmente, tenho de concordar com Lula, mas só em parte: o Brasil não seria o mesmo sem o PT. Pois sem o PT dos últimos dez anos o Brasil não teria a corrupção do mensalão. Com o dinheiro desviado dos cofres públicos teríamos mais escolas de qualidade, mais infraestrutura fundamental para o desenvolvimento e uma economia transparente, com indicadores verdadeiros, a Petrobrás não estaria estagnada nem seria cabide de emprego de políticos e tampouco serviria como fonte de recursos para políticos.

MARCO AURÉLIO REHDER

marcoarehder@yahoo.com.br

São Paulo

Fogo amigo

"Chegaram a dizer que o PT tinha alguma coisa com a morte do Celso Daniel", disse também Lula, no comício. O PT está envolvido desde quando Gilberto Carvalho ia de Fusquinha até São Paulo entregar o dinheiro extorquido em Santo André ao então presidente nacional do PT, José Dirceu, segundo um dos irmãos da vítima. Sem dúvida, a execução, maquiada de crime comum, de Celso Daniel foi o caminho mais curto para abortar o primeiro escândalo de corrupção da era Lula.

JOSÉ FRANCISCO PERES FRANÇA

josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

Ainda o desagravo

Pior que ter incluído seu partido (PSB) na lamentável carta de apoio a Lula, criticando o irretocável julgamento do mensalão pelo STF, foi a envergonhada e esfarrapada desculpa que Eduardo Campos usou para justificar seu apoio a essa tresloucada atitude. Dizer que ele assinou uma quarta versão, menos catastrófica que as anteriores, não serve de justificativa para referendar um texto que pôs o STF sob suspeição e atentou contra os mais básicos princípios da democracia. Mostrou que não está preparado para voos mais altos e estará sempre disposto a dizer amém aos poderosos da vez em troca de vantagens, como a indicação de sua mãe para o TCU.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

Na defesa

José Genoino declarou em sua defesa no processo do mensalão: "Sou inocente e não cometi nenhum crime. Fui só presidente do PT". E precisa mais?

CLÁUDIO MOSCHELLA

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

COMISSÃO DE ÉTICA

Sepúlveda Pertence

Um probo homem público e honorável jurista dá um exemplo lapidar de honradez, lidimidade e licitude. O presidente da Comissão de Ética da Presidência da República, Sepúlveda Pertence, renunciou ao cargo sem apontar, no esplendor de sua honorabilidade, algum motivo predominante, mas lamentou que os conselheiros Marília Muricy e Fábio Coutinho, indicados por ele, não tivessem seu mandato renovado pela presidente Dilma Rousseff, o que reputa ser um fato inédito na história da comissão. Ao meu livre-arbítrio e com a devida vênia, atribuo a controvertida saída dos respeitáveis conselheiros a um expediente de mera desforra. Marília recomendou à presidente, no ano passado, a exoneração do então ministro Carlos Lupi e Fábio, em junho, defendeu a aplicação de advertência a Fernando Pimentel, ministro e amicíssimo da presidente. Ao dr. Sepúlveda Pertence, um símbolo ético-social, rendo as mais nobres homenagens.

MARIA OLÉSIA LEME

mo.leme@hotmail.com

Santos

Respingos

Fez muito bem o presidente da Comissão de Ética Pública do governo em renunciar ao cargo. Deveria ser acompanhado por todos os membros. Este governo não tem nenhum compromisso com a ética. A ética não vale para ele, só para os outros. Aliás, nem sabe o que é ética. Pertence fez o que qualquer homem sério e íntegro faria. É bom sair deste governo antes que a sujeira respingue nele.

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

QUEDA DE ENERGIA

Nomenclatura

O "curto-circuito" que provocou falta de luz em 11 Estados, se fosse no tempo do Fernando Henrique Cardoso seria "apagão".

NEIL FERREIRA

neil.ferreira1804@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DILMA ROUSSEFF NA ONU

O discurso da presidente Dilma Rousseff na Assembleia-Geral da ONU foi um misto de platitudes, propagandas do governo petista e mentiras escandalosas em relação a algumas questões pontuais. Desfilou uma sequência de obviedades sobre as crises no Oriente Médio, listou aquilo que ela vê como formidáveis conquistas da sua administração, espalhou duras broncas sobre os formuladores de política econômica dos países ricos e, em seu momento mais vergonhoso, citou a América Latina como um "exemplo para o mundo no que se refere ao Estado de Direito". Em que ela se apoia para elaborar tal argumento, sendo o Brasil vizinho de um governo autoritário como o de Hugo Chávez, na Venezuela? Desde quando Cuba, onde os cidadãos não podem sequer expressar livremente sua contrariedade ao regime vigente, pode ser citada como nação onde vigora o Estado de Direito? Há democracia na Argentina, onde Cristina Kirchner vem perseguindo sistematicamente veículos de comunicação críticos à sua gestão? Nota zero para a presidente.

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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A EMBROMAÇÃO TEM LIMITES

Quem teve a oportunidade de ouvir o discurso da presidenta Dilma e rapidamente fazer uma pequena reflexão, percebeu claramente que vivemos no presente, mas com pensamentos num passado distante ao defender ditaduras (Cuba) e com posição à "tucana" (em cima do muro) sobre a situação na Síria. O pior de tudo foi que, logo após seu discurso, veio um cidadão que tem uma facilidade de juntar palavras e mandar mensagens "claras, concisas", apregoando valores e, ao mesmo tempo, alertando o Irã, claramente, de que a "embromação" tem limites. Mas e daí? Daí que descobrimos qual a diferença entre "democracia e demagogia".

Haroldo Eustaquio Rocha haroldoerocha@ig.com.br

São Paulo

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CONTRADIÇÕES DO DISCURSO

Entre outros deslizes, Rousseff afirmou que o Brasil está fazendo a lição de casa: reduzindo os impostos (?), investindo em infraestrutura (?), defendendo a democracia, mas elogiando Cuba. Ignorando a plêiade secular de economistas europeus e americanos como Marx, Smith, Mirdal, Keynes, Rustow, Galbraith, etc., baseada no sábio economista Guido Mantega, orientou os países europeus e os EUA para a saída da presente crise. Ignorando os gênios balizadores da política do velho mundo e da América através dos tempos, como Machiavel, Locke, Lincoln, Bolivar, Churchill, Roosevelt, Weber, Gorbachev, etc., ancorada pelo ideólogo Marco A. Garcia, disparou: "A América Latina deve servir de exemplo para o mundo". Esqueceu-se do Hugo Chávez, de Cristina Kirchner, Evo Morales e Rafael Correa.

José Sebastião de Paiva j-paiva2@hotmail.com

São Paulo

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DILMA E O CONSELHO DE SEGURANÇA

Na abertura da 67.ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Dilma Rousseff defendeu reformas no Conselho de Segurança da ONU, cujo formato com 15 integrantes dos quais somente 5 têm assentos permanentes, é a pedra no sapato de Lula/Dilma - eles não se conformam de o Brasil não participar deste Conselho. A respeito da situação beligerante no Oriente Médio, principalmente na Síria, Dilma acha que "o uso da força vem ganhando ares de opção inaceitável". Podemos raciocinar diferente: o Conselho de Segurança da ONU só usa a força como meio de contenção da violência exacerbada, da verdadeira carnificina praticada por alguns governantes contra seu próprio povo e a Síria de Bachar Al-Assad é um bom exemplo. Além disso, é esquisito ver Dilma criticar o uso da força pelas tropas da ONU, quando o governo do Brasil nunca se pronunciou contra a violência cometida por Ahmadinejad, por Saddam Hussein, por Kadafi, muito menos contra a violência que o regime do mumificado Fidel Castro pratica contra os cubanos que ousam divergir das imposições do "amado mestre". Por essas e outras é que o Brasil não consegue um assento no Conselho de Segurança da ONU...

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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DE FACHADA

Se em outros governos democráticos que administraram o Brasil não se conseguiu um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, não vai ser com Lula e Dilma dando assentimentos constantes a governos violentos que desrespeitam os direitos humanos, que impedem a imprensa de livre expressão e onde há constantes prisões e mortes de jornalistas e opositores. Quem dá crédito aos golpistas Fidel Castro e Hugo Chávez, entre outros, não pode pleitear algo tão significativo. O mundo está de olho nos governos "democráticos" de fachada, principalmente da América Latina.

Leila E. Leitão

São Paulo

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VAMOS BEM, OBRIGADO

Como de praxe, o Brasil abriu a 67.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas com as considerações da presidente Dilma sobre economia mundial e política internacional. Para variar, a presidente não se esqueceu de repetir o tradicional embargo econômico à sua "querida Cuba", e acabou se esquecendo de falar sobre as restrições da liberdade de imprensa na Venezuela e os problemas do Mercosul . De resto, a presidente finalizou no estilo do ex-presidente Lula: o Brasil vai muito bem, e é um exemplo para o mundo.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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RETÓRICA IMPRODUTIVA

A Dilma, incapaz de dar rumos positivos à nossa economia, continua a culpar a agenda externa pelos nossos tropeços do PIB. E, em seu discurso na ONU, não foi diferente, o tsunami dos dólares e euros se referindo às ações BCs dos EUA e da zona do euro de irrigar seus mercados. E se não fosse essa providência adotada pelos EUA, principalmente desde a crise de 2008, talvez o nosso PIB em 2012 não seria o medíocre e provável 1,4%, mas de uma economia em recessão e crescimento negativo, assim como foi com Lula em 2009. A estupidez do Planalto é de não reconhecer que o problema da nossa economia, diferentemente dos nossos vizinhos da América do Sul que crescem a taxas acima de 5%, é a altíssima carga tributária, infraestrutura caótica, e baixo nível de escolaridade, que impedem a redução do custo Brasil e o aumento da produtividade. E para ruborizar mais ainda os incompetentes destes petistas no poder, os EUA, mesmo carregando uma grave crise interna, com alto desemprego e mercado fragilizado, devem crescer em 2012, mais que o Brasil, algo próximo a 2%. E na terra tupiniquim, com um consumo interno vigoroso e emprego pleno, esse governo mesmo assim não consegue colocar a economia nos trilhos... A diferença é que o governo americano olha para o seu próprio umbigo, com responsabilidade, e sem subterfúgios trabalha para cumprir suas promessas! Já aqui, no Brasil, nem um ministério digno se convoca, se dá as costas para a corrupção, para as promessas de campanha e, assim como Dilma, se acha que, convocando pronunciamento de cadeia de rádio e TV, ou arrotando vantagens e outras importantes mídias, se consegue produtividade, superávit primário, saldo positivo na balança comercial e até a fajuta autossuficiência da Petrobrás, etc... Chega de tantas balelas...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PAÍS RICO

Alguém pode fazer o favor se avisar a presidente Dilma que o Brasil é um país rico. Por qualquer ângulo ou critério que se use, o Brasil é um dos países mais ricos do mundo. Está mais do que na hora de o Brasil mudar esse discurso, superar o complexo de inferioridade e se posicionar de outra forma no cenário mundial.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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ELEGÂNCIA

Além da coerência em seu discurso no início dos trabalhos da ONU, em Nova York, queiram ou não, nossa presidente Dilma apresentou se elegante e impecável em seu conjunto. Parabéns, presidenta!

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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UMA LONGA SEMANA

Êta semaninha dura de acabar para Dona Dilma: 1) entrou em atrito com o Supremo Tribunal Federal (STF) à toa, para defender o indefensável; 2) perdeu Sepúlveda Pertence e toda a credibilidade; 3) falou só asneira na ONU - nada que agregasse valor à crise atual. Só falta, agora, defender a presidente da Argentina com relação ao grupo Clarín e contra a liberdade de imprensa, ou o louco do Correa, também babando para cercear a imprensa no Equador. E a semana só está começando...

Jose Guilherme Santinho msantinho@uol.com.br

Campinas

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A NOTA PÚBLICA DE DILMA

Não há dúvida de que o apoio e a simpatia do povo brasileiro que a presidente Dilma granjeou com o início auspicioso do seu governo, marcado por relativo afastamento do PT e por uma compostura grave e respeitosa no exercício do cargo que faltou ao seu antecessor, vêm evanescendo desde o momento em que resolveu vestir a camisa lulopetista. Primeiro, foi a nota a respeito da "herança pesada" apontada por FHC em artigo primoroso numa das edições dominicais deste jornal e, agora, é a nota a respeito da citação de seu nome que o ministro Joaquim Barbosa fez em seu voto. A propriedade e argúcia da observação feita pelo ministro relator são inquestionáveis: que prova mais cabal, contundente e insuspeita se poderia ter da compra de apoio no Congresso pelo mensalão do que a manifestação de surpresa da ministra-chefe, feita presidente, diante da rapidez da aprovação do novo marco regulatório do setor elétrico? A ilação perfeita do ministro Barbosa a partir das palavras da presidente ditas em 2009 não está absolutamente fora do contexto, o que está fora do contexto e mentirosa é, ao contrário, a explicação que a nota inventou agora para justificá-las. O setor elétrico não estava absolutamente na iminência de quebrar, nem havia a situação-limite de reformar ou quebrar em 2003, mesmo porque, se existisse, não seria uma reforma que afastaria o perigo de uma quebra, já que é sabido que, em se tratando do setor elétrico, tudo o que se pode fazer é sempre mirando o longo prazo. E, não poderia deixar de ser, ela teve de invocar novamente de modo distorcido o "apagão" de 2001, eterno leit-motiv dos petistas para desacreditar o governo de FHC, como se tivesse sido de responsabilidade dele, e não do regime pluviométrico de escassez verificado naquele ano. Realmente de se lastimar a involução por que passou a presidente desde o instante que resolveu obedecer ao seu mentor.

Paulo Afonso de Sampaio Amaral drpaulo@uol.com.br

São Paulo

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INGENUIDADE

Quanta ingenuidade da presidente dizer que na votação do marco regulatório do setor elétrico o que motivou a rapidez dos congressistas em sua aprovação foi a compreensão das forças políticas das dificuldades do setor. Como sabem as pessoas de bem deste país, o que motiva a maioria dos parlamentares são os "estímulos não contabilizados", como com grande competência, clareza e dignidade demonstrou o ministro Barbosa. Será mesmo ingenuidade ou tática lulopetista de ludibriar a Nação?

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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IDENTIDADE

A presidenta Dilma refere-se, indubitavelmente, e com certo caráter de subserviência, ao seu padrinho político, o presidente Luiz Ignácio Lula da Silva, em suas estocadas, tanto na primeira, ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quanto na segunda, ao ministro relator do STF Joaquim Barbosa. Presidenta, a senhora não precisa disso, continue buscando sua própria identidade, humana e política, junto dos brasileiros, seus eleitores e fãs.

Fausto da Silva Baptista fausto.baptista@terra.com.br

São Caetano do Sul

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AÇÃO PENAL 470

Realmente é muita prepotência da Mãe do PAC criticar o Sr. Joaquim Barbosa, digníssimo ministro do STF, por ter sido citada na Ação Penal 470 (mensalão). Aliás, na CPI do Cachoeira, bem como pelo Tribunal de Contas da União (TCU), foi levantado que 60% das obras do PAC 1 e PAC 2 foram superfaturadas e ganhas pela Delta, ou seja, a Mãe do PAC, aquela que era a única que sabia tudo sobre o PAC (dito por Deus), não tem nada que ver com esses 60% das obras ganhas pela Delta? Inclusive, neste momento muito oportuno, cadê aquele avião movido sem tripulação, de fabricação israelense, que seria usado para fiscalizar as nossas fronteiras contra o tráfico de drogas, prometido na campanha política de 2010? Assim como as obras de transposição do São Francisco, que estão totalmente paralisadas, inclusive estragando aquilo que já estava construído desde 2010? Pobre daquele padre italiano que fez greve de fome contra a transposição do Rio São Francisco, sem a mínima necessidade. Ora, como é demonstrado constantemente pelo PT, que as obras iniciadas nunca são totalmente terminadas, podemos dizer que não há nada de novo no Reino da Dinamarca, continuamos com a mesma podridão e desperdício do dinheiro público. Acorda, Brasil!

Antonio Carelli Filho Palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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APAGÃO

Pergunta a Dona Dilma: este último apagão em 11 Estados é também culpa do FHC?

Ulysses Fernandes Nunes Junior twitter: @Ulyssesfn

São Paulo

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A IRRITAÇÃO DA PRESIDENTE

A presidenta Dilma não gostou de ter seu nome citado pelo relator do mensalão, Joaquim Barbosa. Ora, ela não tem de gostar ou deixar de gostar. Se todos são iguais perante a lei, qual é o problema? Afinal, estamos numa democracia, ou não? Ela não pode se esquecer que participou do governo Lula, aquele que disse que elegeria até um poste. Sem comentário!

José Milton Galindo galindo52@hotmail.com

Eldorado

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MOMENTO ERRADO PARA FALAR

A presidenta Dilma Rousseff perdeu a oportunidade de ficar calada, provavelmente por orientação do seu padrinho político e criador, falou. Ela poderia passar despercebida se não desse tanta ênfase para as declarações do grande ministro Joaquim Barbosa, que neste momento é o brasileiro mais aplaudido do Brasil. Presidenta, só para lembrá-la, a Sra., à época, fazia parte do governo mais corrupto que o Brasil já teve, portanto tinha obrigação de fazer parte dele em todos os trabalhos honestos ou não, portanto a sua declaração de surpresa foi bem colocada pelo ministro relator, não venha com outras surpresas.

Humberto Afonso Freitas humberto_freitas@uol.com.br

Imirim

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JOAQUIM BARBOSA

Sugiro que alguém, de coragem idêntica à do homenageado erga uma estátua a Joaquim Benedito Barbosa. Sinto orgulho de ser contemporâneo desse brasileiro, que é uma luz nesta escuridão de vilipêndios que assola todos os cantos do nosso país. Se os Estados Unidos têm Barack Obama, não ficamos atrás, com um águia que não tem medo de alçar voos, mesmo com um céu bem encoberto.

Paulo de Tarso M. A. Bogaciovas tarsobogaciovas@globo.com

São Paulo

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ESTRATÉGIA DOS HERMENEUTAS

A) O ministro Joaquim Barbosa nos honra com sua retidão, honestidade, notável saber jurídico, firmeza e impessoalidade no seu voto, que com certeza, nessa se linha se conduzirá até o fim. B) O ministro revisor Ricardo Lewandowski, contradiz e tende por voto de algo como "malfeito" tipo caixa 2 (como se fosse pouco!). C) A presidente rebate o ministro relator Joaquim Barbosa. D) Quando então, o guru-mor dará a ordem para a "revolta das ruas" contra as "zelites" usurpadoras?

Paulo Vicente de Oliveira leoscavassa@yahoo.com.br

Águas de São Pedro

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CAIXA 2

Tenho tentado entender a lógica do ministro Lewandowski, homem de grande cultura e formação intelectual muito acima da minha e de tantos brasileiros, quando conclui pela possibilidade do dinheiro desviado ter sido em razão de entendimentos prévios para cobrir despesas de campanha de outros partidos. Ora, como um partido político, que não tem o dinheiro nem patrimônio para garantir empréstimos tomados de bancos, vai tomar dinheiro emprestado, pagando juros, para dar a outros partidos pagarem despesas de campanha? E sem nenhuma contrapartida?

Osmont Niccolini osmont1@yahoo.com

São Paulo

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A QUEM INTERESSOU?

A discussão é oportuna - e foi o PT quem a provocou. A estratégia é antiga - quando acuado, o petismo tenta se igualar aos demais partidos políticos. Ao tentar escamotear "mensalão", argumentou que todos se utilizavam do "caixa 2" nas campanhas políticas. Agora propaga que o "mensalão" começou em Minas Gerais, durante a campanha "tucana" para o governo estadual - coincidentemente, a acusação foi feito pelo mesmo publicitário que serviu ao PT. Oportuno lembrar aos petistas que em Minas Gerais o chefe do Poder Executivo foi apontado como principal interessado na compra de votos e responde ao processo - ainda não julgado. Pelo menos por ora não se tem notícia de que o chefe do Executivo federal, à época dos fatos, cujo governo foi beneficiado com a "compra de votos" no Parlamento, ainda não foi convidado a explicar-se perante a Justiça. Espera-se que a isonomia reclamada pelo petismo seja reconhecida e seu grão-mestre, tal qual o "mensaleiro mineiro", no momento oportuno, venha a ser chamado a prestar conta e defender-se, como os demais envolvidos.

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

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DE OLHO

Lembrete aos senhores ministros do Supremo Tribunal Federal, principalmente aos Srs. Lewandowski, Dias Toffoli e Rosa Weber, que absolveram João Paulo Cunha. Os seus salários, que não são baixos, são pagos por nós, contribuintes, e não pela Dilma, Lula ou PT. O Srs. são nossos funcionários, a não ser que na calada da noite, em São Bernardo ou nos porões do Palácio do Planalto, recebam alguns R$ por fora. Povo brasileiro, fique de olhos e ouvidos bem abertos, pois do pessoal do PT pode-se esperar tudo

Paulo Roberto Guimarães Lopes fla.goes01@gmail.com

São Paulo

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PATÉTICO

Se não fosse tão revoltante seria cômica a atitude do PT cobrando ética dos outros partidos no que se refere ao mensalão. Logo o PT, que, com certeza, estaria chafurdando na lama do mensalão, caso essa sujeira toda tivesse sido de responsabilidade da oposição. O PT precisa entender que o uso do mensalão pelos partidos de oposição não é um golpe, e, sim, um contragolpe, ou seja, se não tivesse havido um golpe, não haveria um contragolpe. Golpe, segundo se entende, é o desvio de dinheiro público para uso pessoal, ou ainda, maneira desonesta de lesar outrem. E Lula, o mais espertinho da turma, como fica? Não vai ser chamado a responder sobre as supostas denúncias que pesam sobre ele? Esse cidadão está acima da lei? Essa, sim, deveria ser a principal preocupação desse partidinho que tanto mal já fez ao País.

Iara Moraes iaramoraes1@hotmail.com

Bragança Paulista

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SEPÚLVEDA PERTENCE

Os ataques peçonhentos do petelulismo querendo envenenar e manter sob seu domínio os Poderes Legislativo, Judiciário e Executivo é algo de vergonhoso, maléfico e indecente à população brasileira submissa, anestesiada e manipulada por esse partido do mal denominado PT. Porém ainda temos homens de bem, honrados e honestos, que não se vendem nem se submetem a compartilhar atos ilícitos. É o caso do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Sepúlveda Pertence, que renunciou à presidência da Comissão de Ética Pública da Presidência da República. Isso porque Dilma Rousseff não reconduziu aos cargos dois de seus indicados e simplesmente indicou dois "cupinchas" de seu interesse e do PT.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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ÉTICA DA COMISSÃO

Será que Sepúlveda Pertence chegou à conclusão de que a ética da Comissão que presidiu não estaria sendo a mesma daquela observada pelo cidadão comum?

Odilon Otávio dos Santos

Marília

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PERDA

Presumo que, com a saída de Sepúlveda Pertence, há Comissão de Ética da Presidência da República perderá um pouco de sua ética.

Virgílio Meelhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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VALA COMUM

Aos poucos a presidente Dilma demonstra que, como outros companheiros petistas, não tem grande compromisso com a ética. As tentativas de salvar ministros corruptos em seu governo deixaram em dúvida se havia sido contaminada por seu mentor. Aparentemente, foi contaminada. Para salvar seu amigo pessoal e ministro Pimentel, ela afasta dois exigentes membros do Conselho de Ética Pública e provoca a saída de seu desprestigiado presidente. Desconstruindo seus discursos de seriedade e ética no trato da coisa pública, a presidente cai na "vala comum" do petismo corrupto.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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DESPEDIDA

Na Comissão a Ética a "Deus", Pertence.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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AUTODEMISSÃO

A ética pública do governo para Sepúlveda está sepultada.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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COMISSÃO DA VERDADE

O ex-ministro da Justiça e atual membro da Comissão da Verdade José Carlos Dias declarou segunda-feira, 24/9, que em encontro em sua casa com os integrantes, Maria Rita Kelh, Paulo Sérgio Pinheiro e Rosa Maria Cardoso Cunha decidiram que vão investigar também empresários que financiaram a Oban durante a ditadura. É, decididamente, uma comissão maniqueísta e unitarista com expressiva conotação revanchista. Por que não apurar, também, os crimes cometidos pelas organizações terroristas, como ALN, VPR, dentre outras, sobre cujas vítimas pesava-se apenas suspeitas ou que foram confundidas? Reportemos aos casos do empresário Henning Albert Boilesen, que presidia a Utragás quando foi assassinado em 15/4/1971, em São Paulo, pela ALN, acusado de financiar a Oban; do major do exército alemão Edward E. T. O. M. Von Westernhagen, que foi executado, em 10/5/1970, por ter sido confundido com Gary Prado, que prendeu Che Guevara na Bolívia; do capitão do exército americano, Charles Rodney Chandler, que foi morto pela VPR falsamente acusado como membro da CIA e da morte do soldado Mário Kosel Filho, de 18 anos, vitimado por um caminhão-bomba lançado pela VPR contra o QG do 2.º Exército, no Ibirapuera, em São Paulo. É uma Comissão fadada a frustrar a expectativa de significativa parcela da sociedade que almeja ampla e irrestrita investigação nos termos da lei criada pela presidente Dilma.

Mafalda Guida Leme mg.leme@hotmail.com

Santos

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VLADIMIR HERZOG

Após uma longa espera de 37 anos, enfim, a Justiça determinou que se alterasse a causa da morte do jornalista Vladimir Herzog, que foi brutal e covardemente torturado e assassinado pela ditadura militar, em 1975. Era um acinte que constasse "suicídio" como a causa da morte de Herzog. Até mesmo a crédula Velhinha de Taubaté sabia que Herzog foi assassinado pela ditadura nos porões do Dops, em São Paulo. O médico legista que assinou tal atestado de morte deveria estar preso. A sociedade brasileira espera que os torturadores e assassinos da ditadura militar que assolou o Brasil (1964/85) sejam julgados e punidos com o máximo rigor, para que a justiça seja feita e para que tais fatos hediondos jamais voltem a se repetir no Brasil.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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UM PRIMEIRO PASSO

O Estadão de 25/9/2012 reporta a decisão da justiça de alterar a causa mortis de Herzog, o que deve ser saudado por todos os que estão em busca da reconciliação, em nosso país. As pessoas que foram mortas ou sofreram perseguição durante uma ditadura, como foi o caso, precisam ter o registro histórico alterado, também para o bem-estar dos seus familiares e da sociedade, em geral. O caso de Herzog, jornalista, assemelha-se ao da perseguição aos Mesquitas durante o Estado Novo e nos adverte que apenas a exposição livre e desinteressada dos fatos favorece a liberdade. Esperemos que este seja apenas uma passo nessa direção.

Pedro Paulo A. Funari ppfunari@uol.com.br

Campinas

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ABUSOS DA DITADURA

Não entro na questão se a tortura foi ou não uma política de Estado durante o período do governo dos militares. O fato é que nos governos de Stálin (1927-1953) e Mao Tsé Tung (1949-1976) aproximadamente 43 milhões e 77 milhões de pessoas, respectivamente, foram mortas em campos de concentração ou assassinatos. Por causa disso foi natural que surgisse uma certa "neurose" pela propagação do movimento comunista nas Américas. Isso é fica bem claro pela posição que o Estados Unidos tomou por algum tempo com a doutrina Macartista e que acabou influenciando, de maneira um pouco mais tardia, a política de nosso país durante o regime militar. Entendo que a 3ª Lei de Newton serve para descrever as ações dos militares: "A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade". Ainda assim a intensidade da força aplicada pelos militares não foi a mesma. Na verdade, em uma escala bem menor. Infelizmente no mundo em que vivemos, o uso da violência pelas autoridades é a única "linguagem" que os violentos entendem. É preciso entender também que em toda guerra, conflito, tumultos ou revoluções sempre haverá inocentes que perecerão. Não é assim quando a polícia enfrenta bandidos, em que inocentes ficam entre essas duas forças e acabem feridos ou mortos. Nisso tudo concordo com Clausewitz que diz que: "A guerra é a continuação da política por outros meios". Se mandantes de abusos são procurados, é bom começar as investigações pelos governos americanos da época que emitiram suas ordens a todos os seus aliados.

Felippe Rocha olenka228@hotmail.com

São Paulo

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FICÇÃO OU REALIDADE?

O deputado e também delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz criticou os Ministérios da Justiça e da Cultura por liberação do filme Ted para maiores de 16 anos, no Brasil. Argumenta que o filme, entre outras coisas, satiriza o consumo de álcool e instrui o espectador a "não estudar e a não trabalhar". Não concordo! Pessoas comuns e outros que não devem ser tratados como cidadãos comuns, até presidentes, adotam ou adotaram tais comportamentos.

José Carlos Alves jcalves2@gmail.com

São Paulo

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INCITAÇÃO À VIOLÊNCIA

A participação do ex-presidente Lula em um comício a favor de Luiz Marinho, que deveria ser um exemplo de responsabilidade e democracia, provou que o suposto chefe do mensalão, continua irresponsável e não tem noção do que fala, ao incitar e ordenar a militância petista a saída as ruas para lutar contra a oposição e arrancar faixas e cartazes de candidatos que não sejam do PT, dando um claro exemplo de que não respeita as leis nem a democracia, onde todos tem o direito de divulgar suas candidaturas e participara de forma limpa e honesta de uma eleição! O Ministério Público precisa investigar e punir estas incitações de violência que o Sr. Lula vem cometendo por todos os locais que passa, inclusive na TV! Ele precisa aprender que lutamos muito por uma liberdade de expressão, de imprensa, de eleições livres e por leis justas!

Luiz Claudio Zabatiero zabasim@ig.com.br

São Paulo

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LULA E A LEI

Em comício em São Bernardo, Lula incitou os presentes a retirar e destruir material de propaganda dos outros candidatos. "Nós temos que tirar a faixa daqueles que não estão apoiando o Marinho", disse para cerca de 3 mil pessoas. Vamos ver se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) faz valer a lei para o eterno inimputável. Afinal, segundo o Ministério Público Federal (MPF) é proibido: alterar, danificar ou impedir propagandas realizadas dentro da lei.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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CANSAÇO

Cansado de tantos comícios, Lula dorme e sonha com um Brasil transformado em uma gigantesca São Bernardo do Campo.

Fausto Ferraz Filho faustofefi@ig.com.br

São Paulo

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MENSALÃO

Lula teria ficado contrariado ao ver a ex-quadrilha virar fumaça!

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com

São Paulo

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LADEIRA ABAIXO

Lula já não é mais o mesmo: não está tendo sorte com a escolha de candidatos nas eleições municipais/2012 e pelo jeito não vai conseguir eleger mais nenhum poste. Humberto Costa, seu escolhido para disputar à Prefeitura do Recife, que no início da campanha estava em primeiro lugar nas pesquisas, atualmente ocupa a terceira posição. Fernando Haddad, seu escolhido para disputar à Prefeitura de São Paulo, também apareceu em terceiro lugar na última pesquisa divulgada. Apenas alguns exemplos para mostrar ao Lula, que sua imagem está em baixa e pode piorar ainda mais, se virar réu em um futuro processo para averiguar sua participação nas falcatruas ocorridas durante o seu governo. Agora que o STF já confirmou a existência do mensalão e está condenando os envolvidos, a revista Veja publicou matéria informando que o Lula não só sabia do mensalão como era o chefe da quadrilha, gostaria de saber qual seria o índice de aprovação do governo Lula? Se aqueles 80% da população ainda acreditam no Lula ou se mudaram de ideia?

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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PESQUISA ELEITORAL

Na última eleição presidencial, quando Dilma estava num mau momento o instituto de pesquisa Vox Populi saiu com uma pesquisa naquele momento totalmente na contramão do que indicavam todas os outros institutos, escrevi na ocasião para o Fórum dos Leitores do Estadão protestando pela indução do eleitorado a mudar seu voto. Agora, novamente na eleição para a Prefeitura de São Paulo, o mesmo instituto sai com uma pesquisa coincidindo com a queda de intenção de votos do candidato do PT Fernando Haddad e uma semana depois de o Instituto Datafolha ter dado na sua pesquisa uma pequena subida do candidato do PSDB, José Serra, e uma queda do candidato do PT, Fernando Haddad, eliminando inclusive o empate técnico. Então eu me pergunto como pode haver tanta discrepância com os mesmos cidadãos sendo pesquisados? Caros eleitores, fiquem espertos, pois estão novamente tentando induzi-los neste momento a fazer com que mudem seus votos de última hora.

Henrique Schnaider Hschnaider@terra.com.br

São Paulo

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VOX POPULI

Mais uma vez as pesquisas do Vox Populi apresentam resultados que não dá para serem levados a sério. São números que parecem que foram feitos por encomenda, para mostrar uma situação totalmente diversa da que vemos na realidade e com a intenção de favorecer os candidatos ligados ao ex-presidente Lula. Mas se o antigo provérbio "vox Populi, vox dei" significa que a voz do povo é a voz de Deus, nada mais justo do que o instituto de pesquisas só divulgue o que é do interesse de Lula. Afinal, Marta Suplicy não nos revelou que Lula é Deus?

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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CONSERVADORISMO FAVORECE RUSSOMANO

Este jornal trouxe no domingo (23/9) o resultado de uma pesquisa Datafolha recente que indica o conservadorismo em São Paulo como fundamental na campanha de Celso Russomano. Não é novidade, porque boa parte desse é de um público avesso à informação e mostra exatamente sua ignorância sobre o currículo desse político. Serra, por exemplo, também é um dos favoritos em porcentual menor e sua política voltada mais ao liberalismo não junta todos, principalmente numa metrópole onde a colônia nordestina é imensa e vota no indicado pelo Lula, seu padim Ciço atual, bem como a evangélica, seguindo seus pastores. Com a desculpa de abandono de mandato, seus adversários usam isso como uma forma de alerta de, se agora levar o cargo, ele o abandonará amanhã, algo que, por mais que me tenha se decepcionado com o Serra na época, duvido que desta vez fará o mesmo. Não tem mais idade nem cacife para aventura maior e, no momento, cabe ao eleitor paulistano crer na capacidade operacional e honestidade do candidato tucano acima dos concorrentes, em vez de consertar a burrada só daqui a quatro anos.

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

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MAS UMA MARACUTAIA

Não bastou entregar o Ministério da Cultura para Marta Suplicy. Em vez de crescer, Fernando Haddad caiu dois pontos na pesquisa Datafolha de intenção de votos na eleição para a Prefeitura de São Paulo. Agora Dilma, pressionada por Lula, estuda entregar o Ministério da Educação para Gabriel Chalita, do PMDB, em troca da desistência da sua candidatura. E um outro ministério para Paulinho da Força Sindical também sair da disputa. Com isso, o PT espera alavancar Haddad para o segundo turno. É o vale-tudo na reta final da eleição paulistana. Isso é uma vergonha! Certamente os dois novos candidatos à ministro vão se vender e aceitar a oferta da presidenta Dillma...

Carlos Alberto Ramos Soares de Queiroz soares.queiroz@terra.com.br

São Paulo

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JUROS

Após anos e anos de exploração desenfreada dos clientes, os bancos com o maior cinismo agora dizem que estão reduzindo os juros dos cartões de crédito em quase 50%, porque o aumento das operações compensa as receitas menores. É caso de crime confesso de estelionato? Ou usura pura e simples a que se acostumaram sem ninguém que os impedisse, principalmente no governo Lula? Ou cansaram de ganhar dinheiro fácil? Ou simplesmente resolveram criar juízo, antes que seja tarde?

Paulo Serodio pserodio@uol.com.br

São Paulo

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CARTÃO DE CRÉDITO

Ainda não é o justo, mas com certeza ameniza o bolso do brasileiro. O cartão também é boa alternativa, pois andar com dinheiro em mãos é pedir para ser roubado, pois segurança neste Brasil é zero. Meu marido tinha um cartão Kalunga/Cetelem, e não é que os juros cobrados dentro de poucos meses quase foi igual ao capital emprestado? Entramos em contato com a Cetelem, e quem disse que chegamos a um acordo? E ainda vem no boleto uma proposta, que considero indecorosa e impossível de ser paga: 11,90% ao mês.

Elisete Serres Pacheco elisecontab@superig.com.br

Itaberá

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NADA A RECLAMAR

Na minha opinião o governo pode reclamar de juros escorchantes praticados pelos bancos particulares que atuam no País, mas não das empresas operadoras de cartões de crédito. Dos bancos, que recolhem depósito compulsório, o governo pode exigir e até intervir com o objetivo de atrelá-los à taxa Selic para manter o juros mais baixos, mas, das operadoras de cartões de crédito, não. Usa o cartão de crédito quem quer, conhecendo sempre e de antemão, as condições de pagamento que lhe oferece, preferencialmente, pagamento em até trinta dias ou em três pagamentos, todos sem juros. Quem paga em dia, não tem o que reclamar. Aquele consumidor, que o governo adora ver consumir, mas que não tem condição de pagar a vista, deve procurar linhas de financiamento no Banco do Brasil que deixou de ser "todo dele" para se tornar "bom para todos"... desde que tenha "consciência" do uso crédito.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte santo de Minas (MG)

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CONSUMO CONSCIENTE

Na reportagem do Estadão de ontem, no caderno de Economia, sobre a pressão do governo para que sejam diminuídos os juros que incidem sobre os financiamentos das compras com cartões de crédito, no meu ponto de vista há (pelo menos) duas incongruências de raciocínio. A primeira incongruência é não deixar evidente que as vendas com cartões de crédito realizadas pelas lojas como "sem juros no cartão" são feitas já trazendo embutidos os juros do custo de financiamento do capital de giro de cada empresa, que, em princípio, é a taxa cobrada pelas administradoras dos cartões para descontar seu fluxo de recebíveis gerados pelas vendas parceladas com os cartões. O que temos na verdade por parte das empresas comerciais é a agregação de um custo financeiro a todas as mercadorias - penalizando indevidamente quem paga a vista, embora algumas dessas empresas negociem um desconto nesses casos - para permitir que possam fazer os parcelamentos "sem juros" e aumentar suas margens na medida em que vendam tais produtos à vista sem desconto. O problema de inadimplência das empresas de cartões de crédito reside portanto não no fato das vendas serem realizadas em "parcelas sem juros", mas simplesmente no fato do prazo de pagamento não levar em consideração a capacidade de pagamento do consumidor. O que nos leva à segunda incongruência, qual seja a das administradoras de cartão de crédito cobrarem os juros sem levar em consideração o risco de crédito efetivo de cada tomador, generalizando a respectiva taxa - penalizando indevidamente quem paga em dia - o que, também, a exemplo do que acontece no comércio, aumenta suas margens dado que uma boa parte dos clientes paga suas contas no vencimento. Isso sem considerar que uma parte dos recebíveis de cartões são descontados com direito de regresso contra a empresa comercial... No meu ponto de vista está na hora de colocar "os pingos nos is" com relação ao financiamento do consumo, dois dos quais me permito desde já colocar: o primeiro é de que o crédito financeiro não é um direito do consumidor como o governo - com o apoio de muitos empresários - vem tentando vender, mas sim uma obrigação que se assume de acordo com a capacidade de geração de renda de cada um; o segundo é de que as instituições financeiras/ de crédito têm como obrigação analisar a capacidade econômico-financeira de cada tomador classificando o risco potencial de cada um e praticando taxas de juros de acordo com uma escala que leve tal fato em consideração, deixando de socializar o custo de sua incompetência. Se esses dois "pingos" forem assumidos teremos sem duvida alguma uma diminuição nas taxas de juros ativas das instituições financeiras. O grande problema é que provavelmente também teremos uma diminuição nas vendas do comércio... Afinal quem irá pagar a inadimplência daqueles que não têm capacidade para tomar crédito a médio/longo prazos?

Jorge Alves jorgersalves@2me.com.br

Jau

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ALÉM DOS JUROS

A toda evidência, os juros dos cartões de crédito são abusivos, mas em primeiro lugar os preços praticados são mais ainda. Temos valores de preços superiores aos países desenvolvidos, talvez pela falta de concorrência interna e avidez do lucro. Cabe ao governo, portanto, não somente cuidar dos juros, mas estabelecer concorrência a fim de que os preços caiam naturalmente e a população tenha poder aquisitivo para não se endividar como agora.

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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PNAD

Vejo as estatísticas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2011, sem esquecer que as mudanças na América do Sul são cíclicas e se dão em bloco, com pequenas variações regionais, como aconteceu com o surgimento e arrefecimento das ditaduras militares, da hiperinflação, na volta de eleições e no surgimento de presidentes bufões de ambos os sexos. Mais do que iniciativas locais há decorrências da conjuntura internacional. A mudança mais importante das últimas décadas, todos sabem, é a emergência da China, que se reflete particularmente nos países primordialmente produtores de alimentos e exportadores de recursos naturais. Não há iniciativas originais, temos presidentes mais ou menos informados, mais ou menos afortunados. Não há grandes estadistas e em hipótese nenhuma salvadores da pátria e dos pobres. Percebem-se sintomas continentais de que os bufões estão perdendo seu carisma. Seria muito bom se as eleições municipais no Brasil fossem um deles.

Leonardo Giannini leogann930@terra.com.br

São Paulo

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EXEMPLO DE FURNAS

As boas perspectivas que o editorial A reestruturação de Furnas (23/9, A3) vê para a empresa - depois de anos de aparelhamentos e uso político descontrolado - só está sendo possível porque a presidente Dilma Rousseff colocou para presidir o seu Conselho de Administração o senhor José da Costa Carvalho Neto, uma pessoa do ramo e com reconhecida idoneidade técnica e moral. Para estender às demais estatais reformas como a que se iniciam em Furnas o caminho será, sem dúvida, pelo conselho de administração pois é ele que define os rumos da empresa e elege a diretoria executiva. Se os nossos políticos, incluindo a oposição, quiser contribuir com esse processo de moralização das nossas entidades estatais, basta propor, através de lei, dispositivos que imponham condições e pré-requisitos para o exercício desses cargos. Havendo vontade é fácil, bons exemplos não faltam.

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo

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