Fórum dos Leitores

SUPREMO TRIBUNAL

O Estado de S.Paulo

27 Setembro 2012 | 03h06

Voto de confiança

Após ser sabatinado no Senado, o novo ministro do STF, Teori Zavascki, declarou que, em respeito à lei, se sente impedido de se manifestar sobre processos que estão sendo julgados. Seguindo essa premissa, presume-se que vá respeitar também outras normas determinadas pelo STF, que recomendam a magistrados recém-chegados à Casa abster-se de participar de processo do qual não estejam suficientemente informados, como o que está em curso e já se encontra entre a metade e o fim. Esse respeito à lei demonstrado por Zavascki parece ser um indicativo de que o mais novo membro do STF veio para enriquecer ainda mais a Suprema Corte, que ultimamente tem dado exemplos de independência e patriotismo, na defesa da democracia.

PAUL FOREST

paulforest@uol.com.br

São Paulo

Pacto de São José

O futuro ministro Teori Zavascki não começa bem. Disse no Senado que o Pacto de São José da Costa Rica "não tem estatura constitucional" no Brasil (26/9, A4). Ora, no § 3.º, item LXXVIII, do artigo 5.º da Lei Maior, o Pacto de São José foi o primeiro a receber status constitucional, dado pela Emenda 45/2004, além de ter sido reconhecido pelo Decreto 678/92. Teria sido lapso de memória a afirmação ou preocupação com as perguntas dos srs. senadores sobre sua participação no julgamento do mensalão? A sociedade está atenta, na defesa da democracia e do Estado de Direito.

CARLOS B. PEREIRA DA SILVA

advcpereira@ig.com.br

Rio Claro

CORRUPÇÃO

Questão de ordem

Pergunta ao ministro Ricardo Lewandowski: o ex-deputado Roberto Jefferson recebeu R$ 4 milhões e não usou o dinheiro para pagar dívidas de campanha. A sua tese não caiu por terra diante desse fato? Só se a tese vale apenas para deputados do PT... Mas o parecer jurídico não vale para todos?

TOSHIO ICIZUCA

toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

Alternativa

Qual seria a alternativa ao STF que o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos teria para julgar o mensalão: um tribunal composto por líderes sindicais da CUT, presidido por Rui Falcão?

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugeniojosealati@yahoo.com.br

São Paulo

Sobre o mensalão

O Brasil necessita de maturidade política. O STF existe e está a serviço do País, e não do Estado. Se necessário for fazer uma limpa em todos os partidos, que se faça. Precisamos é pôr o nosso país, e não o Estado, nos trilhos do progresso e da civilidade, e não a serviço deste ou daquele partido. Chega de "partidocracia", o Brasil como país é muito maior do que este Estado que querem impingir à nossa sociedade.

LUIZ FELIPE DE C. KASTRUP

lfckastrup@gmail.com

São Paulo

O partido 470

No linguajar popular, dizer que um sujeito é um tremendo 171 é classificá-lo como estelionatário, pois esse é o artigo do Código Penal que define as atitudes típicas de tal conduta. Com o julgamento do mensalão, cria-se um novo jargão para definir políticos e governantes corruptos: a partir de agora bastará dizer que fulano é um tremendo 470 que todos os brasileiros honestos e atentos saberão quais os "atributos e qualidades" do político, ministro ou governante a que se refere.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

ELIANA CARDOSO

Luta de peito aberto

Quero dar parabéns à professora Eliana Cardoso por ter narrado o seu câncer de mama com garra magistral (Anatomia da esperança, 26/9, A2). Característica de uma vencedora e Educadora - com E maiúsculo mesmo. O seu exemplo certamente salvará a vida de muitas mulheres.

SILVANA IBRAHIM

silvanaib@bol.com.br

São Paulo

Apoio e esperança

Excelente o artigo Anatomia da esperança, de Eliana Cardoso. Sua citação de profissionais e escritores que fundamentaram seu conteúdo e a beleza humana de sua clara comunicação servem de apoio e realmente de esperança às pessoas envolvidas nessa doença. Além de orientar e alertar de maneira pura e simples a conduta de um bom relacionamento médico-paciente. Parabéns, pois aprendemos com esse nível de leitura que o Estado nos brindou.

CLAUDIO BAPTISTA

clabap@ip2.com.br

São Paulo

CONTESTAÇÃO

Ataque ao MP

Em relação à reportagem Presidente da Assembleia ataca Ministério Público (26/9, A12), cumpre esclarecer que ela não reproduz o que falei em meu pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo em 4 de setembro. Na oportunidade, o que falei foi exatamente o seguinte: "Tenho o mais profundo respeito pelo Ministério Público. Tenho grandes amigos no Ministério Público, tenho pessoas que admiro no Ministério Público, não tenho absolutamente nada contra a instituição, muito pelo contrário. Como paulista e brasileiro, sou devedor de tudo aquilo que de bom o Ministério Público tem feito para São Paulo e para o Brasil. A propósito, há um número muito grande de políticos, de empresários e de pessoas em geral que têm sido vítimas de comportamento inadequado de alguns membros do Ministério Público e é sobre isso - dentre um outro problema importante que é o da Santa Casa de Mogi-Mirim - que venho falar. Trata-se da ação que vem sofrendo o prefeito Carlos Nelson Bueno por parte do Ministério Público da cidade de Mogi-Mirim, especificamente de uma promotora - não posso ser injusto e não dar nome porque posso talvez cometer o erro de gerar dúvida ou confusão se lá tiver mais de um promotor. Refiro-me à dra. Cristiane de Souza Corrêa Hillal". Foi isso exatamente o que disse. Solicito, portanto, que transcrevam essa correção.

BARROS MUNHOZ, presidente da Assembleia Legislativa

barrosmunhoz@yahoo.com.br

São Paulo

N. da R. - Ao contrário do que diz o presidente da Assembleia, a reportagem reproduz fielmente o que foi dito em plenário. Vale ressaltar que, em seu discurso, o deputado não se referiu apenas à promotora de Mogi-Mirim. "Infelizmente (estão) aumentando as exceções. E no Brasil demora 30 anos para você provar que uma acusação é falsa", afirmou Munhoz, segundo consta das gravações oficiais da Assembleia.

QUEDA DE ENERGIA

Apagão nunca mais!

Vamos parar com intrigas. Não foi apagão, foi interrupção do fornecimento de energia!

RICARDO MARIN

s1estudio@ig.com.br

Osasco

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

AVACALHAÇÃO

Mais um retrato da avacalhação em que se encontra o País. Um produtor de cinema, que em tempos idos encheu as burras com dinheiro da estatal Embrafilme, hoje encontrou uma nova fonte de renda: o chefe de quadrilha do mensalão, José Dirceu. Pois não é que o tal Luiz Carlos Barreto, o "Barretão", acaba de organizar um abaixo-assinado para enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) exigindo dessa corte isenção no julgamento dos quadrilheiros? Alega, inclusive, já contar com 200 assinaturas, porém muitos dos adesistas preferem o anonimato. Precisa explicar por quê? Tudo isso aguçou minha curiosidade em saber se o pagamento será feito em dólares e em conta no exterior, como é de costume nas hostes do PT, se trata-se de um pacote fechado ou o valor do trabalho será calculado pelo número de assinaturas. Barretão, a lista de picaretas beneficiários do sistema é grande... pensa bem.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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BARRETÃO

Luiz Carlos Barreto, o Barretão, produziu o filme Lula, o filho do Brasil. Deveria filmar a continuação: Lula, o pai da grande corrupção no Brasil. Caber-lhe-ia melhor, dadas as suas manifestações.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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MENSALÃO, O FILME

Mesmo não conhecendo absolutamente nada a respeito de cinema, presumo que, se o cineasta Luiz Carlos Barreto fizer um filme baseado na história do mensalão, creio que será um recorde de bilheteria, principalmente se ele utilizar-se dos atores que criaram o mensalão, e poderão fazer parte do filme não só as estrelas, como os coadjuvantes também.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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APOIO AO ESQUEMA?

Engraçado, esses ladrões do erário, antes de roubarem o dinheiro suado da maioria do povo brasileiro, nem sequer pensaram nos crimes que estariam cometendo e em suas consequências para o País. Agora, aparecem com esta lista de apoio, em que o próprio texto do cabeçalho deixa clara a preocupação com a mídia em não quererem que este julgamento se transforme em show. Ora, senhores, show mesmo foi o tamanho do roubo praticado à luz do dia, respaldado pela impunidade. A repercussão deste julgamento, dito mensalão, causa na nossa sociedade um certo frisson justamente porque jamais se viu em governo algum uma formação de quadrilha tão bem organizada, e ainda tendo entre seus asseclas políticos respaldados pela impunidade tão arraigada em nossa cultura, diante de leis tão frágeis que mais protegem os criminosos do que cidadãos de bem. Ao me negar em assinar, explico que jamais fugi da luta e nem sequer me distanciei de meus ideais. Sou de um tempo em que a luta pela liberdade era uma luta diária, na defesa dos direitos universais de qualquer cidadão do mundo. Perdi alguns amigos na época da ditadura. Na minha juventude, fiz minha parte honradamente. Apenas não acredito em fins (conquista do poder) que justifiquem os meios (roubo). Na minha pequenina opinião, cada um desses senhores que tenham lesado o erário, mesmo que fosse um único centavo, precisam, sim, passar pelo crivo da Justiça, e, se comprovado for, irem não apenas para a cadeia, mas devolverem ao povo brasileiro todo o dinheiro roubado. Brasil, paraíso dos corruptos!

Elisa Toneto elisatoneto@hotmail.com

São Paulo

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GRAVE AFRONTA AO STF

Antigamente, a classe artística e os intelectuais apoiavam a punição exemplar para os considerados culpados do roubo do dinheiro público. Manifestavam-se sem pressionar a Justiça. Não havia defesa prévia nem tentativa de interferências indevidas no trabalho do Judiciário. Cobravam para que os escândalos, como a vergonha do mensalão, fossem passados a limpo. Vejam, portanto, a pérola. Um insulto à mais alta corte da Justiça brasileira. Uma perigosa insinuação de desconfiança. Um verdadeiro pré-julgamento dos ministros do próprio STF, que até aqui têm condenado corruptos culpados no escândalo do mensalão com a máxima isenção e correção. Até a Central Única dos Trabalhadores (CUT) já quis ir às ruas em defesa dos mensaleiros. Profundamente lamentável.

Milton Corrêa da Costa milton.correa@globomail.com

São Paulo

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PATRIOTISMO

Uma manifestação reunindo assinaturas de jornalistas, escritores, professores, entre outros representantes da sociedade foi divulgada na terça-feira (25/9) criticando "parte da cobertura na mídia e até mesmo reações públicas" sobre o julgamento do mensalão no STF. O documento afirma ter "preocupação" com a atribuição do papel de heróis aos ministros do Supremo. A carta é assinada pelo jornalista e escritor Fernando Morais -que está escrevendo a biografia do ex-ministro José Dirceu, um dos réus do processo -, pelo produtor cinematográfico Luiz Carlos Barreto e por outras personalidades, como o arquiteto Oscar Niemeyer e João Pedro Stédile, presidente nacional do MST. Se Stanislaw Ponte Preta fosse vivo, diria "que monte de babacas". Deveriam fazer um abaixo-assinado pela clareza, pela lisura, contra a corrupção que assola o País e, especialmente, o governo Lula na época do Dirceuzinho mineirinho, o papa-quieto. Isso, sim, era patriotismo? Nunca antes neste país um governo teve tantos escândalos e tão vergonhosos. Senhores metidos a beatos, vão para Roma puxar o saco do papa. E tá falado!

Mustafa Baruki mustafa-baruki@bol.com.br

São Paulo

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O MANIFESTO DO DIRCEU

O STF está se conduzindo de forma exemplar no julgamento do mensalão. Baseando-se em provas inquestionáveis foi provado o uso de dinheiro público desviado, e não importa com qual finalidade, se para caixa 2, compra de apoio, "mensalidade de TV a cabo", dinheiro pertencente ao povo brasileiro para benefício de poucos, restando tão somente estabelecer o grau de participação de cada acusado. Ademais, a legalidade está garantida. Não se preocupem. Vivemos em democracia plena, e não em países como Cuba e Venezuela.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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NÃO DUVIDO

Corre notícia em Brasília de que o Ministério Público Federal recebeu denúncia de uma possível articulação do Planalto para, em caso de condenação e prisão de réus do mensalão, como principalmente um Zé Dirceu, Genoino, etc., eles venham a ser beneficiados com o "indulto de Natal" pela Dilma. Apesar de ser esta uma prerrogativa exclusiva da presidente da República, o STF precisa encontrar uma saída para que mais este golpe contra a ética e a sociedade não seja desferido pelo petismo! Onde há fumaça há fogo...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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É GOLPE!

A posse de Teori Zavascki como novo ministro do STF está sendo feita a toque de caixa. Caso os boatos se confirmem, ele poderá pedir vistas do processo do mensalão, o que consequentemente atrasará os trabalhos significativamente. Se isso acontecer, ouso dizer que estaremos diante de um golpe no sentido de livrar a cara dos réus por um tempo indeterminado, posto que terá de ler as 50 mil páginas deste romance. Adeus, punição!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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ZAVASCKI E O JULGAMENTO

Teori Zavascki negou-se a responder à simples indagação lançada pelos senadores Pedro Taques (PDT-MT) e Álvaro Dias (PSDB-PR) sobre sua intenção de participar ou não do julgamento do mensalão, alegando, para isso, um receio (infundado) de ferir o regimento que veda pronunciamento dos ministros da Suprema Corte sobre processos em andamento - achou equivocadamente que, se respondesse, estaria se pronunciando sobre um mérito do processo e seria declarado impedido de participar. Ao optar por não responder à questão, parece que a intenção de Zavascki é de participar do julgamento. Caso assim decida, estará livre para entrar na apreciação do caso, tão logo seja concluída a sua sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Esperamos todos nós, orgulhosos que estamos da atuação brilhante e independente da maioria dos ministros do STF no julgamento, que Zavascki honre a sua biografia limpa e tome a decisão correta quanto à sua participação - que decida não entrar no caso, se achar que não está preparado; ou que entre e atue de maneira técnica e clara, conforme o seu histórico, e não da forma oblíqua pela qual escapou de responder à simples pergunta dos senadores.

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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O JULGAMENTO NÃO VAI PARAR

Não acho que seja necessário que o novo ministro, indicado de forma tão rápida para o STF, participe do julgamento da Ação Penal 470, mais conhecido como mensalão. E, mesmo que venha a participar, se se julgar habilitado para tal, serão duas proposições em que uma exclui automaticamente a outra, qual seja: estar habilitado e pedir vistas do processo. Portanto, inexiste qualquer possibilidade de o julgamento do maior crime de corrupção com dinheiro público no Brasil ser paralisado, interrompido ou neutralizado, mesmo que de forma temporária. Ele (o julgamento) vai continuar. A indicação pela presidente do juiz Teori Zavascki foi realmente imediata, decerto obedecendo a estritas ordens do ex-presidente (ex, será?!) e, certamente, mais uma vez numa vã tentativa do chefão (que deve estar acometido de anormalidade congênita da personalidade por achar estar acima da lei e da ordem) de parar o julgamento do mensalão. Perdeu!

José Eduardo Victor je.victor@estadao.com.br

Jaú

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PREMONIÇÃO

Teori mantém dúvida sobre se julgará o mensalão, da mesma forma que Dias Toffoli também enrolou para não dizer se poderia ou não julgar o caso. Com relação a Toffoli, eu já tinha a sensação do que iria acontecer, e não deu outra: ele optou por votar e acompanhar, no essencial para o governo, o voto de Ricardo Lewandowski. Até aí eu pensava ser dotado de premonição. Com relação a Teori Zavascki, indicado por Dilma Rousseff em tempo recorde (como nunca antes neste país), pelas respostas de Teori ao ser sabatinado, quando confrontadas com as de Toffoli e diante da rapidez para sua indicação, acho que seria presunção minha pensar que eu tinha o dom da premonição. Com o devido respeito ao Sr. Teori, uma análise fria dessas ingerências só podem ser interpretadas como algum interesse do governo em influir de alguma forma no julgamento do mensalão, no mínimo para atenuar as penas de determinados condenados políticos. Esperamos, para o bem do Brasil, que o Sr. Teori, pela sua reputação ilibada, não se preste a finalidades que têm o propósito de deturpar o julgamento do mensalão.

Rubens Stock rsstock@uol.com.br

São Paulo

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MUITA PRESSA

O novo membro do STF foi escolhido em apenas uma semana. Rosa Weber, por exemplo, levou 11 meses para ser indicada. O novo ministro será sabatinado no Senado também em tempo recorde. O ínclito senador Renan Calheiros, presidente da Comissão de Constituição e Justiça daquela Casa, mobilizou mundos e fundos para que sua sabatina se desse pela manhã e a votação em plenário, na tarde de terça-feira. Tudo muito rápido, com muita pressa. Teori Zavascki é um juiz com grande prestígio e reputação. Todavia, não temos motivo algum para confiar em boas intenções do Executivo e menos ainda no Legislativo. Essa gente não dá ponto sem nó. Pediria o novo ministro vistas ao processo do mensalão com o fito de atrasar o julgamento? Cada vez mais firma-se o conceito de que aquilo que o PT - e, portanto, para este governo - acha bom é péssimo para o Brasil. A conferir.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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MAIS UM GARANTIDOR?

Teori Zavascki foi escolhido rapidamente e a dedo pelos petistas para ocupar um assento no STF, pois ele enxergou menos que o Executivo os deslizes de Palocci, que foi defenestrado do governo Dilma por conduta indecorosa. Fará trio com os demais "advogados de defesa" que foram instalados na Corte Suprema com a pecha de garantidores? Alea jacta est (a sorte está lançada)!

Leila E. Leitão

São Paulo

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RIMA

Será por mera coincidência que Teori rima com Toffoli e Zavascki rima com Lewandowski?

Eduardo Henry Moreira henrymoreira@terra.com.br

Guarujá

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TERGIVERSAÇÃO DO QUASE-MINISTRO

Na minha humilde - mas franca - opinião, o ainda ministro do Supremo Tribunal de Justiça Dr. Teori Zavascki, recém-indicado pela presidente Dilma para assumir a vaga no Supremo Tribunal Federal deixada pelo ministro já aposentado Dr. Cezar Peluso, ao tergiversar a respeito de assuntos sobre os quais teria de ser convicto e sobre eles ter posições firmes, além de irrestritas, não deve ser aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. É apenas mais um que, dentre alguns que já lá estão, deverá conseguir, quiçá, assento no pleno da mais alta corte do País mais para satisfação de seu próprio ego - e o de quem o indicou - do que para, efetivamente, cumprir o sagrado e sublime dever de julgar. Já que interrompida e adiada a sua sabatina para depois das próximas eleições, é imperativo que a oposição deixe patenteado o seu descontentamento quando da retomada dos trabalhos daquela Comissão, para que se coloque término à viciada rotina de aprovações implícitas das indicações dos presidentes da República para tão importantíssimas funções. Não só porque queremos mudar e modernizar este país, mas também porque essas são as funções das oposições. Ministros e senhores leitores, na acepção exata da palavra, foi o Dr. Cezar Peluso e ainda é Sua Excelência, o Dr. Joaquim Benedito Barbosa que, até onde se saiba, nunca tergiversaram. Ficou claro e cabalmente demonstrado, agora, que há os que tergiversam antes mesmo de suas posses efetivas! Calculem depois...

João Guilherme Ortolan guiortolan@gmail.com

Bauru

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A ESCORA DE CALHEIROS

Os bandidos continuarão tentando "melar" o julgamento do mensalão até o último minuto. Estão armando-se novamente com o ministro indicado por Dilma, que, se aprovado pelo Senado, terá condições de participar do julgamento e certamente pedirá vistas, o que dará liberdade aos réus, dado o atraso que isso irá gerar. Ainda com a relatoria de Calheiros no Senado, os bandidos estão bem "escorados". A opinião pública e a imprensa devem continuar gritando e protestando contra os amigos dos réus e seus "esquemas". Já se antevê que há dois ministros a favor dos réus. Cuidado, gente.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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OS IMPOSTOS DOS SENADORES

O Senado, aquela casa de tolerância bastante conhecida dos brasileiros, na maior cara de pau, decidiu que vai pagar o Imposto de Renda (IR) não recolhido por senadores sobre o 14.º e o 15.º salários, referente aos últimos cinco anos. Em outras palavras, decidiu que nós, contribuintes, é que vamos receber a conta de uma despesa cobrada pela Receita Federal, com a qual nada temos que ver. Se os senadores receberam os salários sem desconto, que devolvam os valores recebidos a maior, do próprio bolso. Com juros e correção, pois dinheiro adiantado tem que ser reajustado. Chega de meter a mão no nosso bolso.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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ELEIÇÕES - SÃO PAULO

As últimas pesquisas eleitorais sobre a disputa da Prefeitura de São Paulo apontavam Fernando Haddad (PT) com 17%, José Serra (PSDB) com 21% e Celso Russomanno (PRB) com 35%. Engraçado que em menos de uma semana Russomanno se manteve na mesma posição, Serra caiu cinco pontos e Haddad ficou na mesma. O que aconteceu com os cinco pontos perdidos por Serra, se todos os candidatos mantiveram a mesma posição da semana passada? Evaporaram? Viraram pó? Por isso eu não acredito em pesquisa quando o PT está no meio. Eles sempre dão um "jeito" de o candidato deles ficar à frente para influenciar indecisos. Olho vivo, paulistanos!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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DEPOIS DO MENSALÃO...

Haddad em segundo nas pesquisas, ora, só pode ser pesquisa encomendada, depois do mensalão o PT está afundando rapidamente, e para o bem do Brasil, logo estará a pique. Encomendar pesquisas virou uma prática comum nos últimos nove anos, para iludir eleitores ingênuos que ainda acreditam em personagens folclóricos de que agora Lula faz parte, juntamente com Papai Noel, Boi Tatá, Mula Sem Cabeça, Saci Pererê e outros. Não adiantam esses artifícios, pois a derrota está próxima.

Jose Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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HADDAD PASSOU SERRA?

O orgulho que eu ainda tinha de "nossa" capital definitivamente está indo para o ralo graças ao comportamento da sua população, que, em vez de evoluir em educação, cada vez parece emburrecer mais. Meu desabafo é sentir isso com a eleição deste ano e com as últimas pesquisas confirmarem definitivamente essa tendência. Basta ver Serra despencar em sete dias de 22% para 17%, de forma estranha e caindo fora do segundo turno, deixando para o paulistano escolher entre duas das piores espécies de políticos: aquele medíocre escolhido por um "coronel" que o tira do nada e coloca na cadeira de prefeito para servir de marionete o tempo todo do mandato e locupletar-se das verbas municipais. E a segunda opção: o malandro escolado que chega lá apoiado por grupos não importa se econômicos ou religiosos, mas que depois cobrarão dele a fatura que podem ser facilidades em aprovação de projetos, cargos em secretarias que controlem setores que lhes favoreçam, etc., porque não existe gratuidade alguma nessa ajuda. Serra está tendo um nível de rejeição merecido a políticos ladrões como muitos que a população ainda elege, mas não se aplica ao tucano este rótulo - ele paga caro por ter abandonado o cargo para concorrer a outro maior - e a oposição explora isso bem e, pior, ainda conta com a ajuda de alguns traíras bicudos "companheiros" de partido que o deixaram na poeira. A população paulistana está pedindo para amanhã "nossa" capital passar a ser mais uma colônia de Lulândia e, isso acontecendo, em seguida será o Estado, podem apostar. Afinal, somos um grupo de apenas 17% da população que ainda gosta de São Paulo.

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

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VOTO ÚTIL

Se realmente pesquisas eleitorais estão niveladas à realidade, é chegada a hora de antipetistas convictos se unirem e pregarem o voto útil a favor de Serra. Nessa, quem perderá votos será Russomanno. Aguardemos os resultados.

Luiz Felipe Dias Farah felipefarah@gmail.com

São Paulo

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NADA POR SÃO PAULO

O candidato do PT à Prefeitura paulistana vem à TV, várias vezes ao dia, dizer que um candidato tem propostas antigas e que o outro (que coincidentemente, lidera a competição) não tem experiência. Sobre o cabedal que ele teria para governar a cidade ele não fala nada. Entretanto, nós sabemos qual é. O poste Haddad Enem tem apenas dois encostos, a Dilma e o Lula, como ele mesmo fala, que nunca fizeram nada por São Paulo. Se o poste Haddad Enem diz que vai fazer a mesma coisa que os encostos fizeram, por consequência, não vai fazer nada por São Paulo. Donde conclui-se que, por exclusão, o melhor é votar na Soninha. Esta, pelo menos, já foi subprefeita.

Carlos Alberto Ramos Soares de Queiroz soares.queiroz@terra.com.br

São Paulo

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CONSERVADORES

A Srta. Luara Russomanno afirma que seu pai, Celso Russomanno, é um conservador em termos de família. Só essa sua declaração já agregou certamente mais uns 2% de eleitores nas próximas pesquisas eleitorais. Os paulistanos mais conservadores, mas que andavam meio indecisos, certamente optarão por Russomanno. Paulistanos não são muito adeptos de gente "pouco mais avançada".

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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DILMA ROUSSEFF NA ONU

Dilmão discursou na ONU e reclamou da política monetária dos EUA e Europa, que tentam reverter os efeitos da crise. Sem alarde, nosso ministro lácteo reintroduziu o sistema de bandas cambiais, extinto em 1999 por Gustavo Franco, quando era presidente do Banco Central. Ora, se o câmbio é flutuante, desde que não caia abaixo de R$ 2,00 por dólar, por que continuar insistindo nesta bobagem de "inundação" de dólares no mercado brasileiro? Continuamos à deriva! Para completar e piorar, Sepúlveda Pertence renunciou ao seu cargo no Conselho de Ética da Presidência da República. O tal conselho existe, desde que seja para repreender os inimigos. Se forem os amigos, então os conselheiros que ousam tomar ações deste tipo não são reconduzidos ao cargo. Para os amigos tudo, para os inimigos a lei. Essa é a maneira de "administrar" do partido da perda total.

Renato Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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GANHOS 'ESPÚRIOS'

Dilma diz na ONU que ganho com protecionismo é "espúrio". Agradecemos que o encontro Dilma e Obama não repetiu a fantasia "o cara". A nossa presidente foi corajosa na ONU e com inteligência e clareza apresentou até divergências com os poderosos do mundo. Infelizmente, estes senhores são sempre intolerantes e não conseguem digerir posições duras e reais. Parabéns, Dilma!

Jürgen Detlev Vageler vatra_ind@yahoo.com.br

Campinas

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DISCURSO NA ONU

$íria, Pale$tina, I$rael... Bra$il

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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GUERRA FRIA

O discurso da presidente Dilma na ONU deixou claro que a guerra fria continua firme e forte! O mundo continua dividido entre os mocinhos comunistas e os malvados bandidos capitalistas. O fato de o Brasil ser uma democracia capitalista é deixado de lado e a presidente se esbaldou. A queda do Muro de Berlin e o fim da União Soviética são eventos que continuam sendo ignorados pelo Itamaraty, que parece sofrer de avançado estado de demência senil. Só faltou o brado: Viva la Revolución!

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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DILMA DEFENDE CUBA

Será que a nossa nobre presidenta, andar de vaqueiro, não tem nada mais importante, inclusive no Brasil, para se preocupar, além de Cuba? Perder tempo com um país que é propriedade de uma família canalha que faz democracia com as próprias mãos, matando quem não concorda com as ideias antiquadas e ultrapassadas dos Castro. O Brasil tem tantos problemas que nem Dilma nem o PT conseguem resolver, além da crise econômica. É profundamente lamentável.

Antonio Jose Justino anjogoma@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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ISLAMOFOBIA? UM OCIDENTE RENDIDO

Um dos temas dominantes na 67.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas foi a "islamofobia", a palavra da moda. Criei uma notícia fictícia para mostrar-lhes o absurdo da situação da qual os países ocidentais são protagonistas devido ao politicamente correto. Imaginem a notícia: "Na última sexta-feira, protestos violentos explodiram em todo o mundo cristão. Em Roma, uma embaixada dos Estados Unidos foi incendiada e quatro americanos morreram. Os protestos surgiram depois que um cineasta amador produziu um filme que, segundos os cristãos, é ofensivo aos seus valores. O filme, de baixa qualidade, mostra Jesus Cristo em cenas polêmicas, curando leprosos, multiplicando pães, ressuscitando mortos. Numa das imagens consideradas mais ofensivas, Jesus aparece impedindo o apedrejamento de uma adúltera. 'É repugnante, inflamável, e desprezível', disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a respeito do filme. O papa Bento XVI alertou para a violência que pode surgir caso continuem ofendendo a imagem de Cristo". Um completo devaneio, não é? Pois, é esse absurdo que está acontecendo na atualidade. O polêmico filme Inocência dos Muçulmanos é simplesmente baseado nos próprios textos sagrados islâmicos, portanto, onde está a islamofobia? Obama, condenou o vídeo, classificando-o como islamofóbico. Ora, o filme reproduz, por exemplo, o Hadith, Sahi Buchari, onde Maomé, após torturar cruelmente um homem e matá-lo, pega sua filha como escrava sexual. Como o vídeo é islamofóbico? Há islamofobia quando o filme reproduz a história de al-Tabari, VIII, em que o profeta do Islã assassina uma idosa, amarrando-a a dois camelos e rasgando-a ao meio, por se atrever a desafiá-lo? Eu até compreendo a reação dos muçulmanos diante da película. O que é inaceitável é a reação do mundo ocidental em classificar o filme e as charges como as causas, ao ponto de questionar o que tem de mais precioso, que é sua liberdade de expressão, para não ofender o sentimento muçulmano. Mas essa mesma cautela não existe quando se trata de combater os valores cristãos. Agora voltemos à notícia fictícia do início do texto. Se aquele absurdo fosse real, e os cristãos estivessem incendiando o mundo, sabe como seria os pronunciamentos da 67.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas? Seria mais ou menos assim: Os Estados Unidos e os países-membros da União Europeia expulsaram as representações do Vaticano como resposta a um ataque de católicos contra a embaixada francesa no México. "Já passou da hora de a humanidade livrar-se dessa religião retrógrada", declarou Richard Dawkins, convidado de honra da Assembleia. A presidente brasileira, Dilma Rousseff, também condenou o vídeo e a violência cristã: "O filme é provocativo, mas nada justifica a violência. Foi por essas e outras que assim que assumi o governo tirei o crucifixo do meu gabinete". Em defesa da liberdade de imprensa, os principais jornais do mundo publicarão uma charge em que mostra Jesus Cristo e o papa nus. Duvidam que essa seria a reação? Estamos diante de um mundo ocidental dividido em três: primeiro, um bando de covardes que teme as turbas muçulmanas. Segundo, os lacaios da ditadura esquerdista do politicamente correto. E, por último, nós, os "intolerantes", "preconceituosos" e "islamofóbicos", que insistimos em usar nossa liberdade de expressão e pensamento.

Jefferson Nóbrega servcorreio@brb.com.br

Ceilândia (DF)

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LOBATO, O RACISMO E O PRECONCEITO

Movimentos antirracismo tentam barrar as obras de Monteiro Lobato na rede escolar. Depois de Caçadas de Pedrinho, tentam agora censurar o livro Negrinha (Estado, 26/9). O escritor tem de ser compreendido no contexto da sua época. O grande patrimônio do brasileiro é a miscigenação. A cruza de diferentes etnias, fez de nosso povo único e muito apreciado estética e culturalmente. Numa nação como o Brasil não há que se falar sobre cor de pele, origem e até de costumes. Todos somos um pouco de tudo, inclusive das etnias que não fazem parte de nossa linha de ascendência, mas integram a cultura em que fomos criados. O brasileiro é índio, branco, negro, oriental, etc... Nessas condições, os eventualmente racistas agem contra si próprios. Em vez de lutar contra obras literárias ou de adotar posicionamentos que possam exacerbar o racismo, o preconceito e a discriminação, os que sinceramente desejam um país mais justo e solidário deveriam lutar contra a pobreza, a falta de oportunidades, e procedimentos nocivos como, por exemplo, a paternidade irresponsável. Quanto à cor da pele, até por uma questão prática, cada um deveria ter orgulho da sua própria. Bonito ou feio é questão subjetiva, intimamente ligada às atitudes do próprio indivíduo...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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LIVROS PROIBIDOS

Parece que, no Brasil, a Inquisição voltou e o index librorum prohibitorum foi restabelecido (extinto pelo papa Paulo VI em 1966). Mas o interessante do fato é que apenas um escritor é visado: o notável Monteiro Lobato, cujos livros têm sido e ainda vêm sendo lidos com deleite pelas crianças brasileiras (e, por que não, pelos adultos também). E isso acontece com fundamento no racismo e no que seria politicamente correto. Aí está uma atitude que precisa ser severamente coibida, pois senão estar-se-á, com alguma brevidade, vivendo e convivendo com a situação descrita por Ray Bradbury no seu magistral livro Fahrenheit 451, reproduzido por François Truffaut em seu escorreito filme com o mesmo nome.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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O RIDÍCULO MEC

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O Ministério da Educação (MEC) deveria estar preocupado com o analfabetismo funcional que assola o País e com a péssima qualidade do ensino público básico. Não com uma das melhores obras infanto-juvenil existentes. Cresci lendo as histórias de Monteiro Lobato e só guardei ótimas recordações, das quais em nenhuma me lembro de algum teor de racismo. Acho ridículo isso, a depreciação de boas obras por pura ignorância e falta de bom senso de uns pouco instruídos. Essa reunião de vários funcionários públicos (MEC e outros) pagos com o dinheiro do meu imposto, discute uma barbaridade dessas e, além disso, tomam o tempo tão precioso de um juiz do Supremo, que deveria estar ocupando seu tempo a serviço da sociedade. Essas pessoas que propuseram essa ação querem mídia! Tenho pena dos alunos, privados de obras como as de Monteiro Lobato e obrigados a lerem essa produção literária de lixo de hoje em dia. Esse pessoal que sustenta a hipocrisia de defensores antirracistas busca, nessas iniciativas ignorantes, uma notoriedade com objetivos óbvios. Ora, desvalorizar uma obra de tamanha relevância. Ainda bem que a comunidade brasileira, que inclusive é de maioria afro-descendente, não apoia essa iniciativa, visto que as suas lutas são para ações mais pontuais próximas as nossas realidades mais cotidianas. Na realidade, deram um tiro no pé, pois hoje, a não ser os meritíssimos intelectuais, que não fazem nada e ficam rebuscando algo para encher o saco e a paciência dos brasileiros, com certeza são aqueles que buscam o descuido de alguém para contrair algum tipo de indenização fácil. A diminuição ou a erradicação do racismo é processo longo e de transformação que se consolida com as ações presentes e futuras, não para o passado. Passado ficou, as culturas eram outras, bem com o os interesses.

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Antônio Dias Neme antonio.neme@superig.com.br

São Paulo

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OS JECA-TATUS

A polêmica em torno da obra de Monteiro Lobato é obra dos que conspiram contra nosso patrimônio cultural. Essa praga de depreciar o que é produzido aqui é tipicamente brasileira. Vários de nossos autores, se tivessem nascidos em países verdadeiramente civilizados, seriam considerados gênios da humanidade, mas no Brasil ficam a se revirar em seus túmulos, insultados por questões menores. Somente países totalitários têm essa mania de revisar a história. Até parece que a indolência que Lobato tanto criticava no Jeca-Tatu está fincando raízes nos cérebros brasileiros. Não bastasse nossa juventude transformada em verdadeiros analfabetos funcionais, ainda temos de aguentar os achaques desses melindrados tardios. Desse jeito, logo não serão necessários controles nas fronteiras brasileiras, bastará instalar mata-burros, daqueles de fazenda, que ninguém passará.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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NOVA CENSURA AO 'ESTADÃO'

Só mesmo no Brasil: para impedir um ficha suja a se candidatar, é preciso haver uma decisão colegiada condenando-o por alguma ilicitude, ou seja, necessita-se de um processo de longa tramitação até se chegar à 2.ª instância - quando o impedimento derivar de decisão judicial , mas, para a censura à imprensa, fragilizando-se a democracia em favor da bandidagem política, é bastante apenas a sumária decisão de um juiz singular. Até quando isso ocorrerá?

Lafayette Pondé Filho lpf41@hotmail.com

Salvador

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'ESTADÃO' AINDA SOB CENSURA?

Por decisão judicial, o Estadão está sob censura há 1.153 dias. Até quando vamos ter que aturar isso? Se nem "deus" Lula conseguiu censurar a revista Veja, que publicou uma matéria explosiva, colocando-o como o verdadeiro chefe do mensalão, segundo fontes próximas de Marcos Valério, por que o Estadão continua censurado? Será que o ministro Francisco Falcão, atual corregedor-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), não poderia verificar o que está ocorrendo, pois esta decisão judicial está prejudicando todos os assinantes e leitores do jornal e o nosso direito de ter acesso às informações. Na minha opinião, essa decisão judicial prejudica a imagem do Poder Judiciário como um todo.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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PARA REFLETIR

1) Poder Judiciário do Rio de Janeiro libera criminosos que invadiram hotel e fizeram reféns (criminosos livres). 2) Senado vai pagar com nosso dinheiro Imposto de Renda de senadores sonegadores (criminosos oficiais). 3) Presidente da Comissão de Ética da Presidência da República sai do cargo (ele já suspeita do que vem por aí). Percebe-se que nosso país está em estado terminal do ponto de vista jurídico, institucional, moral e ético. E o pior: não há nenhuma autoridade hoje no País que tenha credibilidade e coragem para mudar esse quadro.

André Luis O. Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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BOM SENSO E CONSCIÊNCIA

O presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, declarou que a invasão do Hotel Intercontinetal no Rio foi um caso excepcional, caracterizado pela participação de bandidos perigosos mas que a lei trata como ladrões de galinheiro, justificando assim a decisão do desembargador Siro Darlan, ao determinar a libertação de sete dos nove invasores. Por outro lado, sugere que o espírito da decisão deve orientar-se pelo bom senso do magistrado, devendo este, no entanto, agir de acordo com sua consciência. Mesmo o cidadão comum, não versado em leis, conclui então que não era absolutamente necessária essa absurda decisão, sob alegação de "prazos não cumpridos". Ou será que consciência de magistrado segue uma lógica diferente daquela que deve prevalecer quando se trata de zelar pelos interesses da sociedade? É o que a impactada e ameaçada população carioca se pergunta.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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MENSALÃO PAULISTANO

O mensalão federal está em julgamento em Brasília. Nesta época de eleições municipais, convém lembrar-se do mensalão paulistano, que foi pago pela Associação Imobiliária Brasileira (AIB) ao prefeito Gilberto Kassab e a inúmeros vereadores, na oportunidade do último pleito. Convém lembrar que o prefeito e inúmeros vereadores foram condenados à perda de seus mandatos - o que foi infelizmente adiado porque eles interpuseram recursos judiciais. Convém lembrar-se disso tudo para o paulistano consciente não votar neles ou em seus indicados de forma que eles devidamente percam seus mandatos - agora através das urnas.

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br

São Paulo

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ELEIÇÕES ANUAIS

Conforme noticiado na matéria 60% do caixa gasto de uma só vez (Estadão, 8/9), os contratos da Secretaria Municipal de Habitação de São Paulo publicados no último dia 7/9 equivalem a 60% de toda a verba da gestão Gilberto Kassab (PSD) restante na conta da Prefeitura. A decisão de Kassab de gastar a maior parte dos recursos no fim de seu mandato é certamente eleitoreira, como aliás acontece em quase todos os governos. Se for para fazer tudo no último ano, as eleições poderiam ser anuais.

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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'CONTRARREFORMA NA PREVIDÊNCIA'

De quando em vez uma voz se levanta contra os critérios das aposentadorias no Brasil e no mundo. Na edição de 22/9 (página A2), o sr. Fabio Giambiagi propõe novamente alterar as regras das aposentadorias. Para ele, o resultado de pesquisas mostra que a população está envelhecendo cada vez mais e, assim, crescerá o número de aposentados. A mesma pesquisa mostra que cresce a concentração de renda, mas isso o comentarista ignora. O noticiário mostra desvios de verbas públicas em volume cada vez maior, mas isso serve apenas para vender jornais e para discussões nos bares da vida. A sociedade só valoriza o entretenimento, pagando salários exorbitantes para jogadores de diversas modalidades e para artistas. Os pobres mal podem sustentar-se, mas aplaudem essa valorização excessiva de artistas e jogadores. O custo de cada medalha na Olimpíada é astronômico, mas enche de orgulho a sociedade. Artistas internacionais que sempre ignoraram o Brasil, agora correm para cá para faturar o que já não conseguem em seus países. São aplaudidos. Milhares de brasileiros viajam para o exterior para gastar divisas. Beleza! Nada importa. O que preocupa é aposentadoria. Esse é o drama da humanidade. No Brasil, a previdência social nasceu com as Caixas, que depois viraram institutos. Todos eles tinham seus departamentos atuariais para orientar a multiplicação dos recursos a fim de atender as obrigações futuras. Um Brasil rural não apresentava oportunidades de aplicação do dinheiro arrecadado para ser multiplicado. A aplicação na construção civil não era bem vista pelos sindicalistas que queriam que o dinheiro dos trabalhadores beneficiassem os trabalhadores e não aceitavam que o dinheiro fosse aplicado na construção de prédios da classe média. Aí veio um ministro da Fazenda que viu que a arrecadação da Previdência Social era uma mina de dinheiro para as obras do governo. Aí fundiu todos os institutos e passou a usar a arrecadação para financiar obras públicas que beneficiaram a sociedade em geral, não só os aposentados. O dinheiro da Previdência Social não voltava a ela acrescido de rendimentos, como seria correto. No governo JK, inúmeras obras faraônicas foram construídas utilizando-se o dinheiro da Previdência. Nunca li em jornais balanços da previdência que mostrassem como se multiplicavam os recursos para atender as necessidades futuras, já que na época ainda era pequeno o número de aposentados. Os políticos foram criando auxílios diversos com o dinheiro da previdência, onerando-a. Foi preciso depois acabar com eles, mas o caixa já havia sido prejudicado. Se o dinheiro da Previdência Social tivesse sido bem administrado, hoje não estaríamos com essa preocupação de como sustentar aposentados. A sociedade se beneficiou dessas políticas, agora tem que arcar com o ônus de sua imprevidência. Mas não é o que acontece. Desvincularam as aposentadorias do salário mínimo para melhorar o padrão de vida das classes menos favorecidas. Era preciso aumentar o poder de compra do salário mínimo. Mas à custa dos aposentados? Por que não da sociedade em geral? Não foi a sociedade quem se beneficiou do uso do dinheiro da Previdência? Os antigos empregados chegaram a contribuir na base de 20 salários mínimos, mas hoje recebem 4 a 5 salários mínimos. Muitos só recebem uma parte do teto do benefício atual. Isso é justo? Comecem a pensar em formas de reduzir a concentração de renda e não haverá desequilíbrio nas contas públicas por causa da Previdência Social.

Raul Nina G. Soares raulngs@gmail.com

São Paulo

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DIREITO DOS APOSENTADOS

Como vai ficar a situação dos aposentados e pensionistas do INSS que se aposentaram ganhando acima de um salário mínimo, se ficar provado durante o julgamento dos réus do mensalão os deputados venderam seus votos para aprovar a reforma da Previdência conforme desejavam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a atual presidente da Republica Dilma Rousseff? O Brasil todo sabe que esses presidentes sempre combateram os verdadeiros direitos dos aposentados e pensionistas que foram outorgados pela nossa Constituição.

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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ABERRAÇÃO DO DECRETO 7.808

A Federação dos Aposentados informa que o governo publicou no Diário Oficial da União o Decreto n.º 7.808, que cria a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo. Capciosa, a entidade irá beneficiar somente os funcionários específicos e só Deus saberá como vai funcionar, criando assim, mais privilégios para os funcionários do setor já tão protegidos. E sem querer defender os demais funcionários públicos - onde é que ficam os aposentados do setor privado já que essa tal Funpresp nascerá como mais um protecionismo aos já detentores de inúmeras facilidades, "elitistas" que são, provando, mais uma vez que a nossa Constituição nada representa quando determina que "todos são iguais perante a lei" - pura balela governamental. É a maneira de o governo financiar, legalmente, aposentadorias complementares e não deixar que tais elementos deixem de usufruir de suas benesses.

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis (RJ)

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A CONTUSÃO DE PH GANSO

Lamentável a reportagem com o presidente do Santos, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, publicada em 25/9 ('Contusão de Ganso é incurável', diz cartola). Se ele vendeu um jogador com uma lesão irreversível, pelo módico preço de R$ 23,9 milhões, ele é um estelionatário. O duro é acreditar que o São Paulo Futebol Clube, cercado dos melhores médicos do esporte que militam em São Paulo, entraria nessa. Além da falta de respeito com o profissional e ser humano PH Ganso a postura do presidente do Santos mostra a todos que ele não tem nível para estar onde está. E pensar que a mídia saudou a entrada dele no futebol como um alento para melhorar a mesmices dos "cartolas" existentes.

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

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DECLARAÇÃO INFELIZ

O presidente do Santos fala pelos cotovelos ao declarar, de maneira infeliz, que a contusão do jogador é "incurável". Não recebeu o que queria? Fica no seu cantinho. Deixa o jogador seguir a vida dele.

Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

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DOR DE COTOVELO

Não sou são paulino e muito menos santista, mas o presidente do Santos, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, foi infeliz e perdeu a compostura, para não dizer outra coisa, ao se manifestar alegando que a contusão do meia Paulo Henrique Ganso, vendido ao São Paulo, é incurável. Duas observações importantes a salientar: 1) Se a contusão é tão grave e incurável, como afirmou, por que ofereceu um salário maior que o São Paulo para manter o jogador no clube? 2) É sabido no mundo que o São Paulo tem um dos melhores Centros de Recuperação de atletas, com médicos e fisioterapeutas de alto nível, portanto certamente fizeram baterias de exames para se certificarem do estado físico do jogador. A verdade é que a incapacidade em conduzir as renegociações lhe causou "dor de cotovelo", fazendo com que falasse bobagens desnecessárias, denegrindo-o.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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CARTOLAS

O Brasil, cada dia que passa, demonstra o nível dos cartolas que dirigem os clubes brasileiros. As declarações do presidente do Santos, Luis Alvaro, de que a contusão do jogador Ganso é incurável, são profundamente desrespeitosas para um atleta que sofreu a acidente defendendo a sua camisa. Como diz o jargão, o peixe morre pela boca, o SPFC deveria obter essa gravação ou as reportagens sobre isso para no momento oportuno fazer seu uso. Se realmente o caso se confirmar, entrar no Justiça para se ressarcir dos prejuízos. E, como todos esperam, o jogador voltar a mostrar toda sua inegável qualidade, desqualificar esse dirigente e torná-lo persona non grata pelo clube. Que se cuide o Neymar, porque o futuro é tenebroso para ele e demais atletas santistas.

João Ernesto Varallo jevarallo@hotmail.com

São Paulo

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GANSO

O presidente do Santos, Luiz Álvaro de Oliveira, depois da venda do Ganso para o São Paulo, disse que o problema do jogador é incurável. Pergunta: o São Paulo não sabia disso ou comprou o Ganso para fazer patê de fígado?

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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SANTOS F. C.

O Peixe, glorioso e campeoníssimo alvinegro praiano, nunca foi somente Pelé F.C. nem pode ser apenas Neymar F.C.. Depender de um único craque para decidir partidas é como ter uma só bala no revólver. Se falhar o tiro...

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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