Fórum dos Leitores

POLÍTICA ECONÔMICA

O Estado de S.Paulo

29 Setembro 2012 | 03h07

Redução do crescimento

O governo mais uma vez reduz a previsão de crescimento da economia, de 2,5% para 1,6%. A nova meta já havia sido prevista por um banco suíço no meio do ano e na ocasião o ministro Guido Mantega, da Fazenda, ficou irritado e fez chacota. Afinal, o ministro tem formação em Ciências Econômicas? Entende de economia?

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

De piadas

Mantega está mal assessorado por seu "guru", pois, de todas as previsões que fez até hoje, não acertou uma sequer. Tanto é que, quando analistas financeiros previram mais uma queda no crescimento do produto interno bruto (PIB) abaixo de 2,5%, ele considerou o fato uma "piada". E essa redução agora anunciada (1,6%) provavelmente até o fim do ano será zerada ou até negativada. Isso acrescido do aumento da inflação de 4,9% para 5,2%, com tendência a chegar perto dos 6%. Porém Mantega diz que devemos ficar tranquilos porque os juros não subirão. Só que os bancos já procederam à "lei da compensação" e reajustaram as taxas bancárias, algumas passando de 190%...

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Banco Central e economia

O nosso Estadão foi justo ao chamar de "humor negro" o brincar de casinha do trio Dilma-Mantega-Tombini (Banco Central) com a economia. Mas falta algo. Para sermos mais precisos podemos afirmar que se trata de um "humor negro petista", pois a cartilha é a usual do partido quando se vê numa enrascada. Cria-se uma fantasia e, com absoluto desprezo pela realidade e pela inteligência das pessoas, desliza-se na maionese. O trio de trapalhões, secundado por um Conselho Monetário Nacional caricato e irresponsável, arma enredos econômicos dignos de samba-enredo saído do estro de um crioulo doido baratinado. E a "tiazinha irritadiça" ainda vai à Assembleia-Geral da ONU arrazoar ridículas abobrinhas. Mas até aí, tudo bem. A reunião de condomínio em que se transformou a Assembleia da ONU é para isso mesmo. De Dilma ao façanhudo iraniano.

ALEXANDRE DE M. MARQUES

ammarques@uol.com.br

São Paulo

INFRAESTRUTURA

Infraero

É a joia da coroa de papel, ou um dos cabides de empregos mais queridos na tradição política do País. Não são raros os exemplos de indiferença e arbitrariedade cometidos contra o público viajante. Essa decisão de eliminar num passe de mágica 556 vagas de estacionamento, quando existe um déficit histórico de mais de 3 mil, mostra como os "dirigentes" estão preocupados com o público usuário do aeroporto de Cumbica. A primeira ação a ser implantada é a retirada de todas as vagas reservadas para essa turma despreparada e insensível. Melhor ainda, mandá-la pra casa e antecipar a transferência plena para a concessionária já. Resta a pergunta: se a nova concessionária acredita poder suprir 10 mil novas vagas em 24 meses, o que a Infraero fez nos últimos 24 anos, além de aumentar as taxas de embarque e acomodar os amigos dos amigos?

AXEL VON HULSEN

avonhulsen3@gmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

Julgamento do mensalão

Se o ministro Lewandowski não vê compra de votos no mensalão, o que seria o pagamento, então? Prêmio de produtividade?

BASÍLIO JOSE BERNAL

bernal@roloflex.com.br

São Paulo

Dúvida

Ao ler - algo apressadamente, confesso - o que o ministro Lewandowski sustentou, ocorreu-me uma pergunta. O PT admite ter tomado dinheiro emprestado - para pagar a perder de vista, e no fim pagou com atraso monumental - para repassar recursos aos partidos aliados. Quanto a isso acusados e acusadores estão de acordo. Uma tese sustenta tratar-se apenas de caixa 2 e que esses recursos não se destinaram à compra de votos. Essa compra não passaria de conjetura, de acordo com a tese do ministro revisor. OK. Mas os partidos agraciados tinham dívidas de campanha no montante exato dos repasses? Alguém conferiu esse "pormaior"? Ou essa generosidade, caso a doação tenha excedido as dívidas, foi por conta de campanhas futuras, sem intenção alguma de influir em nenhuma votação? O fato de perguntar, que sabidamente jamais ofende, não guarda semelhança com uma tentativa de "golpe das elites". É só uma tentativa de entender em que consiste a tal "política profissional", vítima de "desprezo aristocrático", no conceito do presidente da Casa de Rui Barbosa.

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

E os tesoureiros?

O PT diz que repassou dinheiro aos partidos aliados apenas para pagamento de dívidas de campanha. O dinheiro para esse fim, supõe-se, deveria ser recebido por quem? Obviamente, por quem cuida das finanças dos partidos: os tesoureiros. O PT só repassou dinheiro a deputados cumprindo mandato. Alguém sabe por quê?

JOSÉ ROBERTO PEREIRA DA SILVA

j.roberto1968@hotmail.com

São Paulo

Piada de salão...

Acabou a pesca com vara curta. Começa a pesca dos tubarões (Delúbio Soares, José Dirceu e José Genoino).

ROBERTO TWIASCHOR

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

Lulopetismo e o 470

O petismo lulista começa a entrar numa encruzilhada complicada. Pensou que o STF já estava aparelhado, mas até os "pontas de lança" lá plantados já dão mostras de não se entenderem. Tomara que tudo dê certo e essa cambada toda vá plantar batatas, pois para a cadeia não vai mesmo.

ARIOVALDO BATISTA

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

Sem surpresas

No julgamento do mensalão pelo STF há uma certeza, aliás, duas: Dirceu e Genoino serão absolvidos pelos ministros Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli de todas as acusações. Sem surpresas, pois julgamentos semelhantes começaram com as absolvições de João Paulo Cunha, coincidentemente, também membro do PT. Que Deus nos ajude!

AMAURY MARASSÁ CORRÊA

amrycor@uol.com.br

São Paulo

Comissão de Ética

Como a Comissão de Ética Pública da Presidência da República perdeu seu presidente, sugiro à sra. presidenta o nome de João Paulo Cunha, que reúne os predicados requeridos para o cargo.

MARIO HELVIO MIOTTO

mhmiotto@ig.com.br

Piracicaba

 

 

PERDEU O JUÍZO

A baixaria petista entra em cena! Lula, enlameado pela falta de ética e de ter escancarado as portas de seu governo para corrupção, afirma que o julgamento do mensalão não é vergonha. Para um cara de pau como ele não é mesmo. Porque, se tivesse essa tal da vergonha na cara, e respeito às nossas instituições, após as denúncias do mensalão, em 2005, teria renunciado a seu mandato de presidente. Não o fez porque era cúmplice direto desta roubalheira. Aliás, um dos mais importantes membros desta máfia supervisionada pelo Zé Dirceu, o Marcos Valério, afirmou à revista Veja que Lula era o chefe da quadrilha que ora é julgada no Supremo... E para atazanar mais ainda nossa paciência, não satisfeito com suas baboseiras e lorotas, o ex-presidente, sem ruborizar, afirmou também que tem orgulho de ter combatido a corrupção em seu governo. Aí já é demais! É caso de polícia, ou de psiquiatra...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PRETENSÃO E ÁGUA BENTA...

Lulla I e último, se os brasileiros quiserem, disse que não tem por que se envergonhar do mensalão, programa de compra de votos, como nunca antes visto na história deste país. Coincidência ou não, a bobagem foi proferida um dia após algum instituto publicar pesquisa indicando-o como o “candidato” mais lembrado para 2014. Se nossa ex-excelência não tem apreço pelas instituições e acha que governar significa passar por cima de tudo e de todos, por que se envergonhar do maior escândalo de corrupção do País?! Como diz o velho ditado, pretensão e água benta cada um usa quanto quer.

Renato Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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NÃO É VERGONHA

O ex-presidente afirma que o julgamento do “mensalulão” não é vergonha, principalmente para quem não tem! Realmente o julgamento não, mas a “sujeira” causada pelo “mensalulão” não tem precedentes, é uma vergonha mundial. Pior que ainda diz ter “orgulho” de combater a corrupção no seu desgoverno. Pode? Será que os eleitores “cativos e assistidos” do PT ainda acreditam? Essas são as conhecidas palavras de “efeito” com o único objetivo de enganar e ludibriar os humildes cidadãos brasileiros. Dias atrás se dizia estar “ofendido”, do que afinal? Na realidade é o verdadeiro “cara de pau”.

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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CÉREBRO OCULTO DO MENSALÃO

Não é de admirar a declaração do ex-presidente Lulla quando disse que “julgamento do mensalão não é vergonha”, porque nunca se investigou tanto a corrupção como em seu governo. Pode até ser que as investigações ditas “café pequeno” tenham sido feitas, mas e as inúmeras CPIs que a tropa de choque do seu governo impediu? A Petrobrás está sofrendo agora o prejuízo de R$ 65 bilhões deixado pelo presidente Gabrielli amigo do peito de Lulla cujas investigações foram barradas pela tropa de choque liderada pela hoje ministra Ideli Savatti! Os casos de corrupção que foram investigados foram graças ao Tribunal de Contas da União (TCU), órgão que Lulla tentou impedir sua independência lembram? O julgamento do Mensalão expõe apenas uma parte desse iceberg que foi o governo petista no Brasil e esta declaração estapafúrdia de Lulla expõe sua provável amoralidade, dando a entender que conviver com o mau feito seja normal. Lastimável, mas tem lógica, já que ele era o cérebro oculto do mensalão.

Beatriz Campos

São Paulo

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SONHO

Sonho esquisito noite dessas... Nostradamus, com uma plaquinha na mão onde se lia “Centúria 470” e, na outra mão, uma varinha a mexer na água, profetizava: o homem dos pingos nos is, o homem das grandes chuvas e o homem original, ao verem a água suja chegar-lhe ao pescoço, empreenderão fuga por terras sulinas, conduzidas pela viúva negra, e aportarão à margem do grande mar, que os espera o Idólatra de Bolívar, para, enfim, bandearem-se definitivamente à porção insulada pelo mar, dominada pelos Irmãos Imperadores, fumantes de charuto. Atenção, dizia ainda o profeta no sonho, escaldado, o homem que furta crucifixos também pensa em dar no pé. Sonho estranho, acho que foi a feijoada noturna...

José Roberto da Rocha robertorocha.adv@gmail.com

Cubatão

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FORMAÇÃO DE QUADRILHA

As razões explicitadas pelo senhor procurador da República para taxar de "formação de quadrilha" o bando que faz parte da Ação 470, parece que não estão sendo levadas em consideração por alguns dos ministros julgadores. Quando várias pessoas se reúnem de maneira organizada para roubar de forma escandalosa dinheiro público, para alçar espuriamente benefícios, onde prevalecem seus interesses ou para controlar uma atividade de um grupo em detrimento dos cidadãos, se não é uma organização criminosa, máfia ou quadrilha, do que estaríamos tratando? Por que estaria livre de punição esse conjunto organizado em questão? Na visão do atento publico pagante, com a devida licença senhoras ministras Carmem Lúcia e Rosa Weber, é isso que está a mostrar o trabalho minucioso do senhor ministro relator.

Leila E. Leitão

São Paulo

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QUADRILHA

Acho que a ministra Rosa Werber nunca assistiu ao filme 11 homens e um segredo e suas continuações, para saber que “quadrilha” não necessita de ser constante, e, sim, quando lhe interessa são formados, inclusive com os mesmos ou novos companheiros. E os “quadrilheiros” da Ação penal 470, vulgo mensalão, só não continuaram com o esquema, e nisto temos de agradecer ao sr. Roberto Jefferson, que os denunciou. Se continuassem, provavelmente hoje a nossa liberdade de imprensa teria sido reduzida, bem como outras interferências no nosso cotidiano. Não se deixe influenciar pela nomeação!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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JUÍZES DO MENSALÃO

Os ministros do STF estão sendo aclamados como heróis nas redes sociais e outros meios de comunicações, simplesmente por cumprirem suas respectivas obrigações de votar conforme seus conhecimentos jurídicos, conhecimento do processo e convicções, além de seus polpudos rendimentos pagos com nosso dinheiro. É verdade que, dependendo do voto, há o risco de terem o mesmo destino de Celso Daniel, Toninho de Campinas e outros. Entretanto, se os ministros não têm a segurança para manifestação democrática, o que dizer de nós, pobres mortais?

Carlos Gonçalves de Faria cgfaria@ajato.com.br

São Paulo

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A ARENA DO SUPREMO

Entre o céu e o Supremo Tribunal Federal há mistérios que nem sonha a nossa vã filosofia jurídica. Essa paródia de Shakespeare pode ser aplicada nos acontecimentos que envolvem os ministros do Supremo, tendo como enredo principal o julgamento dos personagens envolvidos no mensalão e a atração em que se tornou o embate entre o relator, ministro Joaquim Barbosa, e o ministro Ricardo Lewandowski, revisor. Importa notar que ambos foram indicados para o Supremo pelo governo, mas a toga da impunidade se reflete numa quase subserviência e gratidão do revisor pela indicação. Joaquim Barbosa quer botar na cadeia uma quadrilha que superou o feito de Alfonse Capone, enquanto Lewandowski, com visão diferente dos autos, pretende ter posse das chaves. Ser ou não ser grato ao padrinho, eis a questão. As absolvições do ministro Lewandowski estão dando o que falar.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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DENTADURAS E DESPESAS DE CAMPANHA

Lewandowski, filho da amiga de Maria Letícia, após meses revisando e deitado sobre os autos da Ação Penal 470 insiste em alinhar sua tese com a do marido de Maria, de que o dinheiro sujo e não contabilizado do caixa 2 oferecido às siglas de aluguel, mais conhecidos como partidos políticos, se destinaram apenas a saldar dívidas de campanhas. Ora, Lewandowski !, se assim fosse, os partidos, em sua defesa, teriam apresentado suas contas, fazendo bater a Entrada com a Saída, como qualquer empresa faz para se manter administrável. Onde estão esses comprovantes das despesas de propaganda fornecidos pela indústria gráfica, produtora de cartazes, banners, santinhos, volantes, folhetos, cartilhas etc., de material promocional como bottons, faixas, cavaletes, camisetas, bonés etc., produtoras de jingles, filmes, spots etc., veículos de mídia impressa e eletrônica, fábricas de dentaduras, botinas, óculos genéricos, cestas básicas e outros utensílios utilizados pelo coronelato na compra de votos? Epa! Aqui se complicaria a lucubração do Ministro revisor, pois estaria caracterizada a destinação dos recursos para a compra de votos! Ora, digo eu, a tese não é conscientemente sustentável, mas sim, encomendada, para que abra caminho mais ameno às penas a serem imputadas ao núcleo da quadrilha formada por José Dirceu, Delúbio e Genoíno, embora ausente o chefão, que até agora tem conseguido escapar da espada da Justiça. A tese tanto não se sustenta, pois quando pressionado pelo ministro Joaquim Barbosa, de maneira objetiva, consistente e contundente, mesmo socorrido pelo ministro Marco Aurélio, que tentou substituir a pedra pelo algodão doce, Lewandowski vacilou, titubeou, se atrapalhou com os papéis e admitiu estar cheio de dúvidas e ainda alterando seus votos de acordo com o andar do julgamento, como se tempo não tivesse tido até agora, para suas conclusões. Problemas com a consciência? Bom seria.

Otoni Gali Rosa otoni.ogrcom@uol.com.br

São Paulo

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LEWANDOWSKI, SEMPRE

O ministro Lewandowski mostrou que a sua proximidade com os petistas não é acidental. Na sessão de quarta feira, provocou de forma desagradável e deselegante o ministro relator, Joaquim Barbosa, de um jeito muito característico do que se convencionou chamar de “petralha”: mesquinho, pequeno, maldoso, pretensamente ardiloso, arrogante e, ao mesmo tempo, fazendo-se de vítima. Lewandowski fez o que vemos os petistas de alto escalão fazerem há muitos anos. Foi coisa triste de se ver em um ministro da nossa Suprema Corte.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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LOBO EM PELE DE CORDEIRO

O ministro revisor Ricardo Lewandowski tem demonstrado ser um lobo em pele de cordeiro, se valendo de um linguajar fustigante e lancinante com candura para comover os demais ministros. Ele fazendo bem a lição de casa tem suscitado esgarçadamente que está desempenhando uma missão partidária e demonstrando gratidão à família Silva que o ungiu a ministro do STF. Ministro, na década de 90, quando V. Excia. era professor da Faculdade de Direito da USP quando foi cognominado de “Semandowski” porque sempre se mandava para não dar aulas e agora, com dissimulada estratégia de corrosão do tempo se presta a dedicar ensinamentos jurídicos a alunos de Faculdades de Direito presentes à Sessão Plenária. Lewandowski, faça o mesmo agora no julgamento do mensalão e se manda enquanto é tempo, porque a sua desmoralização parece iminente com a derrubada de suas frágeis teses que ao invés de serem expressadas em análise breve com o fito de revisar o voto do relator, tem optado por oferecer um voto paralelo longo, extenuante e infrutífero.

Mafalda Guida Leme mg.leme@hotmail.com

Santos

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INCAPACITADO

Algo pode estar acontecendo com o ministro do STF Lewandowski, ou é problema de saúde (talvez cansaço, anemia, distúrbios generalizados, etc.), ou a falta de vontade de estudar o processo em si e a legislação aplicável, pois, para haver tanta divergência entre o relator e os seus pares, dá-se a impressão de que ele quer aparecer ou está incapacitado para ser o revisor. Ainda bem, que o STF atualmente é formado por dez ministros, sendo que nove deles não tem tendências políticas.

 

Darci Trabachin de Barros   darci.trabachin@gmail.com

Limeira

 

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MENSALÃO VOTO SUTIL

O ministro revisor e principal advogado de defesa do PT e do núcleo político, esta utilizando de uma sutileza bárbara em preparar o terreno para absolver o Zé Dirceu. Com seus votos, mesmo quando condenatórios, procura não caracterizar a utilização das fortunas desviadas na compra de votos de políticos, na tentativa de influenciar o restantes dos juízes a entrarem nessa linha de raciocínio e dessa forma, tornar descaracterizado o uso do esquema no interesse político de compra de apoio e por conseqüência, esvaziar as denúncias que recaem em José Dirceu e, indiretamente, sobre Lula.

Marco Aurélio Rehder marcoarehder@yahoo.com.br

São Paulo

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CADA CABEÇA...

Em razão das divergências entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), interpelado o ministro Marco Aurélio Melo, educadamente usou a expressão: “cada cabeça uma $entença”. Cada ministro tem uma convicção dispare quanto as leis, uma questão de interpretação. Será que é de acordo com outros intere$$e$? É inadmi$$ível?

Maria Teresa Amaral mteresa0409@2me.com.br

São Paulo

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ESCLARECIMENTO OPORTUNO

Roberto Jefferson aproveitando o foco dos holofotes pela sua condenação pelo STF por corrupção passiva no escândalo do mensalão, aproveitando as vésperas do julgamento de seu desafeto José Dirceu no mesmo processo e aproveitando o seu provável ostracismo daqui para frente no cenário político nacional, poderia continuar por mais um tempo nas manchetes dos jornais, se esclarecesse para todo o Brasil, a verdadeira história daquele olho roxo apresentado no dia 30 de Junho de 2005 quando foi depor na CPI dos Correios. A versão de que o causador do inchaço foi resultado de um acidente doméstico, quando parte de um armário o atingiu ao tentar alcançar um CD do Lupicínio Rodrigues, logo após ter denunciado José Dirceu como o chefe da quadrilha do mensalão em cadeia nacional de radio e televisão, continua difícil de engolir...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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MANIFESTAÇÃO PRÓ-DIRCEU

Chocado, li a notícia que vários ícones brasileiros assinaram um texto-manifesto a ser enviado ao Supremo Tribunal federal favorável mensaleiro José Dirceu e demais réus. É no mínimo intrigante saber que Niemeyer, arquiteto, famoso comunista, que quase sempre foi contratado dos diversos governos, tenha assinado este manifesto. Estes ícones perderam uma bela chance de ficarem afastados deste julgamento. É óbvio que a opinião pública quer ver a condenação dos políticos corruptos. Este assunto tortura o povo desde a época do Brasil colônia e esta é a hora de renovar o país, de extirpar este câncer que aos poucos empurra o país para a ignorância, fundamento básico para suportar o esquema de corrupção implantado.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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MÃO NA M...

Manifesto lançado por Luiz Carlos Barreto recolhe assinaturas entre intelectuais e artistas pedindo que não haja prejulgamento dos réus do mensalão. Barretos esquece que o povo pode julgar e prejulgar o quanto quiser, quem não pode são os ministros do STF. Neste caso, ao fazer este manifesto Barreto está pressupondo que os ministros do Supremo Tribunal Federal são parciais e não isentos em suas decisões? Ou mesmo pretende coagir os ministros com assinaturas de peso como a de Oscar Niemeyer, Alceu Valença, Flora Gil e outros? Quero lembrar que o artista global Paulo Betti, quando estourou o escândalo do mensalão soltou esta pérola em defesa de seus amigos petistas: “Não dá para fazer política sem botar a mão na m...”. Pelo visto a opinião de Barreto e dos que assinam este manifesto em defesa de José Dirceu ainda pensam o mesmo...

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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SUCESSO MERECIDO

Não é preciso ser muito inteligente para concluir que o sucesso que o ministro Joaquim Barbosa vem alcançando junto à população espelha o grande repúdio que se tem aos corruptos, ladrões do nosso dinheiro. Finalmente, os eleitores estão tomando consciência de que os recursos públicos se fossem utilizados devidamente não teríamos tanta miséria, tanta gente doente padecendo nas imensas filas nas portas dos hospitais e nem milhares de crianças e adolescentes fora das escolas. Todos esses milhões desviados para o esquema da corrupção, fizeram falta para se manter escolas e hospitais em condições dignas de atendimento e profissionais melhores remunerados.

Odiléa Mihnon cardosomignon@gmail.com

Rio de Janeiro

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PARA PRESIDENTE

Para presidente da República, Joaquim Barbosa. Simples assim!

Jacy Lori Artico Mattedi jacymattedi@globo.com

São Paulo

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COM BARBOSA, CHEGAREMOS LÁ?

Estava eu, há muitos anos, como research-scholar, na Universidade do Sul da Flórida, quando, na viagem que fazia entre os hospitais de Tampa e San Petersburgh, o colega americano que dirigia o carro, quando lhe perguntei a quem pertenciam as ricas propriedades, com mansões, plantações, animais, que eu via, deslumbrado, surpreendeu-me com a resposta de que eram do ex-administrador público da região. Curioso, perguntei-lhe para quem tinha vendido. Ele, rindo, me respondeu: para ninguém... Mais curioso, perguntei-lhe: Ninguém?! E ele, surpreso, apenas disse: O governo, por sua justiça, condenou-o, por improbidade e estelionato no exercício de suas funções públicas, e tomou-lhe tudo... Ainda curioso, inquiri-lhe: E hoje ele está pobre?! Sério, dentro do american way of life, disse-me: Está enjaulado, condenado a 30 anos de prisão, aqui mesmo! Hoje, com o caso do mensalão, fico pensando: Com o Joaquim Barbosa, chegaremos lá?!

Sagrado Lamir David david@powerline.com.br

Juiz de Fora

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ABAIXE A BOLA, JOAQUIM!

O ministro Joaquim Barbosa, relator do mensalão, tem recebido merecidos afagos da sociedade. Por onde passa é tratado como Dom Quixote. Não demora vai ao programa da Fátima Bernardes e terá papel destacado na próxima novela das oito. Alguns setores já chamam o ministro Joaquim de Rui Barbosa. Contudo, nada justifica, a meu ver, que o ministro Barbosa trate com invulgar grosseria um colega ministro, no caso o revisor Ricardo Lewandowski, por discordar de partes do seu relatório. Exemplo lamentável e antidemocrático do ministro Barbosa, exibido ao vivo para todo o país. Barbosa não deve jamais se considerar melhor ou superior aos demais ministros. Todos os 11 ministros são iguais. Têm as mesmas tarefas, deveres e atribuições. As recentes crises de estrelismo de Joaquim Barbosa só podem ser atribuídas ao cansaço. Nada justifica que trate os outros com destempero. Tanto que o espetáculo de verborragia de Barbosa foi prontamente repelido pelo ministro Marco Aurélio de Melo. Espera-se que quando assumir a presidência do STF em novembro, Barbosa mostre-se mais tolerante e educado com seus pares.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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CARROS OFICIAIS

É aviltante a utilização de carros oficiais para usos particulares. O Supremo Tribunal Federal (STF) fez uma “recomendação” para que magistrados deixem de utilizá-los em suas andanças por bares, restaurantes, compras, etc. Essa prática deveria estar abolida há muito tempo. Nos EUA, os magistrados, quando não vão em seu próprio veículo para o trabalho, vão mesmo até a pé. Se suprimissem, pelo menos 50% da frota de veículos oficiais da União, Estados e municípios, alocando motoristas para ambulâncias e bombeiros, a população aplaudiria com muita ênfase. Mas é o tal negócio da “cultura enraizada”.

Sebastião Paschoal s_paschoal@hotmail.com

Rio de Janeiro

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DENTRO DA LEI

Com raras exceções, como podemos esperar que juízes de uma forma geral, os quais são determinados, designados para impor as leis e fazer com que as mesmas sejam obedecidas, tenham capacidade para tanto, se eles mesmos não as acatam, cumprem e obedecem por conveniência e benefício próprio? Como no caso da utilização de veículos oficiais junto com seus motoristas para levá-los a bares, shoppings, restaurantes, supermercados, levar e buscar filhos na escola, etc. Essa observação na verdade vale para todos que têm um veículo designado única e exclusivamente para utilizá-lo nas suas funções oficiais.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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ASSUNTO PARA A CAMPANHA

Dois assuntos que considero importantes na campanha eleitoral da capital até agora não foram explorados: 1) A maior causa dos buracos e desníveis das ruas da capital é devida à péssima qualidade do serviço de restauro executado pelas concessionárias de gás, telefonia, água e luz da cidade. São Paulo é, com certeza, uma das piores cidades no mundo nesse quesito, boa parte por culpa dessas concessionárias. O asfalto possui ondulações graves e buracos que derrubam motos, ciclistas e provocam acidentes. De nada adianta recapear inúmeras ruas se elas estarão destruídas no dia seguinte. Sugestão: a prefeitura precisa criar um padrão de qualidade mínimo para o restauro do asfalto, aumentando a fiscalização e adotando medidas severas (com multas e punições) contra a concessionária que não seguir esse padrão. 2) A despoluição dos rios Tietê e Pinheiros, que hoje são a maior vergonha do paulistano.

Ricardo Acedo Nabarro ricnab@gmail.com

São Paulo

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CAMPANHAS ROBOTIZADAS

Vendo foto da mulher beijando a boca de Serra (Estadão, 28/9, primeira página), o que me impressionou foi o sorriso dos auxiliares (seguranças). Analisando com serenidade, concluí como sendo algo triste, ridículo envolvendo um candidato a cargo de vulto! Fez-me lembrar da cena dos juízes e advogados de defesa da Ação Penal 470 festejando em Brasília! Cinismo e deboche ao povo esperançoso de dirigentes dignos. Este modelo de campanha robotizada, de frases repetidas e sorrisos artificiais tende a ser extinto.

Paulo Vaz de Lima avacanoeiro@hotmail.com

Limeira

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SELINHOS

A julgar pelas fotos dos candidatos recebendo beijos de fãs publicadas pelo Estadão (28/9), José Serra (PSDB) ganha disparado no primeiro turno!

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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MARKETING POLÍTICO SEGURO

O marketing político seguro recomenda fazer discursos somente para plateia previamente selecionada em recinto fechado com seguranças nas entradas, assim manifestações contrárias, sapatadas, bolinhas de papel são impedidas, facilitando a edição do vídeo do evento.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br

São Paulo

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A TERCEIRA VIA

A efetiva, porém pouca, participação da presidente Dilma nessas eleições à Prefeitura paulistana, com o tempo regulamentar de campanha se esgotando, em nada ou muito pouco influenciará a decisão dos paulistanos. A alta taxa de rejeição de Serra só favorece nesta altura dos acontecimentos o candidato Russomanno. A presidente vem aí, tira votos de Russomanno pró Haddad e o segundo turno é provável acontecer com Russomanno e Haddad. Os eleitores de Serra no segundo turno não votam em Haddad e são até eventuais eleitores de Russomanno. O pessoal do PSDB, leia-se Serra, jamais votará em candidatos do PT. Queiram ou não, Russomanno foi a terceira via, foi a alternativa, disso tudo que está aí. Foi a disputa dos ruins com os péssimos, de todos os envolvidos.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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NOME DE GUERRA, FALTA DE PROGRAMA

A dez dias das eleições, um paraquedista que explorou o descontentamento diário dos consumidores, submetidos diuturnamente a agravos emanados de monopólios de rapina não fiscalizados pelas agências do governo federal que o candidato defende, vem a surpresa de um chefe de campanha que usa nome de guerra; e confessa o bom moço não ter um programa para governar uma das maiores metrópoles do mundo. Ao dizer que irá “aprofundar” o programa, em verdade confessa que não tem programa algum. Nossa cidade, se eleita essa figura, estará perdida no espaço e sujeita a ser vítima da rapinagem de um grupo notoriamente descompromissado com princípios éticos. Nossa brava gente, que proporciona a maior parte do PIB nacional, não merece esse destino trágico.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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APOSENTADOS PAULISTANOS X HADDAD

Aposentados paulistanos, não se esqueçam de que o partido de Fernando Haddad (PT) faz parte do mensalão, esquema de compra de votos de parlamentares para que eles não deixassem passar a reforma previdenciária, prejudicando nós, aposentados, a continuarmos a receber miséria de aumento. Agora é a nossa vez, vamos dar o troco nas urnas – a ele, Haddad, e também ao Lula.

Ana Maria Gmachl amaeleitora@hotmail.com

Jundiaí

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MORTE À LIBERDADE

Dois casos de atentado a liberdade de expressão chamam a atenção esta semana, o “super” agente de Polícia Federal e dublê de deputado Protógenes Queiroz querendo proibir a exibição de um filme ao qual nunca deveria ter levado seu filho por ele não ter a idade suficiente conforme a classificação indicativa do filme; e a proibição de um “super” juiz e dublê de talibã proíbe a veiculação pelo Youtube do filme Inocência dos Muçulmanos. No caso do deputado cabe questionar se o Conselho Tutelar da região foi informado sobre o fato deste Sr. levar o filho de 11 anos assistir a um filme classificado para 16 e informar que faz isto com frequência. No caso do juiz, cabe o seguinte questionamento: se o juiz reconhece que nossa Constituição consagra a liberdade de expressão e ele prefere atender a uma demanda que cerceia este direito, tem ele competência para exercer sua profissão? Estamos vendo um processo contínuo de ataque a este direito que deveria ser sagrado, estamos assistindo a morte da liberdade de expressão.

Douglas Cavalcanti cavalcanti.68@hotmail.com

São Paulo

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O CASO ‘TED’

O comunista (sic) deputado/SP Protógenes Queiroz pediu à justiça que elevasse a censura do filme Ted para maiores de 18 anos (o filme está classificado como +16). O filme é sobre um urso de pelúcia muito louco, que bebe, se droga, xinga, entre outras aventuras nada convencionais. Porém, não há ali imoralidade que não vemos cotidianamente nas novelas da rede Globo, ou em outros canais vulgares abertos à sociedade e crianças brasileiras. Vemos que vocês nada fazem aí, e quando atiram, miram o alvo errado. Vocês são cegos em meio ao tiroteio.

Luiz Fabiano Alves Rosa fabiano_agt@hotmail.com

Curitiba

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DENÚNCIA SEM FUNDAMENTO

Posso estar equivocado, mas essa polêmica criada pelo deputado Protógenes Queiroz acerca do filme Ted está me parecendo que não passa de um bem bolado merchandising. Ouvi muita gente dizendo que irá ver o filme apenas para conferir a “denúncia” do deputado. Denúncia essa sem o menor cabimento.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

Tatuapé

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MONTEIRO LOBATO E O RACISMO

Ganhei meu primeiro Monteiro Lobato aos 8 anos, Geografia de Dona Benta. Nunca mais parei. Ganhei de meu irmão e li toda a coleção infantil: 17 volumes. Começava do primeiro, Reinações de Narizinho, e ia até o Volume 17, Os Doze Trabalhos de Hércules, Tomo 2. Lobato enveredou por praticamente todos os ramos do conhecimento, abordando desde o folclore brasileiro (O Saci), passando pela Geografia (Geografia de Dona Benta), política de petróleo (O Poço do Visconde), Astronomia (Viagem ao Céu), Mitologia Grega (Os Doze Trabalhos de Hércules, em dois volumes; O Minotauro), abordou temas aparentemente chatos em Aritmética da Emília e História das Invenções), ficção (A Chave do Tamanho), etc. Com Lobato aprendi a cultivar valores superiores, como Humanismo, gosto pela cultura e pelo conhecimento, respeito a opiniões alheias, etc. Como li e reli pelo menos umas cinco vezes a coleção completa, guardo na memória abordagens altamente elucidativas, e que valorizam o Homem, de quem Lobato era grande cultor. No livro Geografia de Dona Benta, onde graças à imaginação de seu autor, a turminha do Sítio do Picapau Amarelo viajou mundo afora num brigue. Ao chegar a Paris, visitando o Louvre (imagine eu, um menino de oito anos, tomando conhecimento da existência e importância dos museus, bem como da grandiosidade do Louvre!), depararam com a estátua grandiosa de Napoleão Bonaparte, e diante da estupefação das crianças, ante obra tão grandiosa, Dona Benta, do alto de sua sabedoria, por ser mulher de muita leitura, compara Napoleão com Sócrates, dizendo que a passagem de Napoleão pela Terra custou 2 milhões de vidas, por causa das guerras em que se meteu e a seu país. Já Sócrates, um filósofo, desconhecido de praticamente todo mundo, condenado a beber cicuta, um veneno terrível, por seu comportamento tido por subversivo, ao conversar e educar jovens, ocupava um cantinho do museu. Desde que li tal colocação do grande Monteiro Lobato, eu me posicionei pela cultura e conhecimento, ficando as guerras em posição secundária na minha cabeça de menino. Em outro livro, Lobato conta a fábula de um burro (animal) fazendo discurso para uma audiência seleta e sendo rejeitado pelas asneiras que proferia. Achando-se, porém, um grande orador e sábio, procura um bando de macacos, onde faz o mesmo discurso, sendo ovacionado, carregado nos ombros. Ao passar pela primeira audiência, lança um olhar de desprezo: “Viram, agora? Reconhecem a minha importância?”. Ao que alguém dali retruca: “A opinião da qualidade despreza a opinião da quantidade”. Essa frase foi o marco da minha infância. Nos meus 10 anos, se tanto, que então contava, decidi enveredar pelo caminho do estudo e da cultura. Racista, Lobato? Guardo, da leitura de outro livro, não lembro qual, que Tia Nastácia se negou a cortar as penas das asas de um anjinho que as crianças haviam trazido do céu, por achar que fosse sacrilégio. Resultado: o anjo, saudoso de seu lugar de origem, o céu, acabou voando e fugindo. A reação de fúria veio da Emília: “Negra beiçuda! Deus que te marcou, alguma coisa em ti achou!” – gritou, soluçando. Realmente, Lobato, em mais de uma obra, fazia essas colocações, sempre pela boca da Emília, a irreverente boneca de pano. Monteiro Lobato nunca justificou essa postura da boneca, limitando-se a transcrever o que ela dizia, como se vida própria tivesse. Talvez tenha errado. Não podemos, porém, julgar (e censurar) Monteiro Lobato por esse possível deslize. Eram outros tempos, outra realidade, outra postura. Não nos é lícito censurá-lo, ou pior ainda, proibi-lo. Em primeiro lugar, porque Lobato era um homem, imperfeito, portanto. Se teve intenção racista, é-nos difícil julgar. Creio que dado o grande e positivo conteúdo de sua obra, talvez se deva, sim, colocar em obras suas alguma observação elucidativa de como e por que tal postura seja errada. Censurar ou proibir Monteiro Lobato é crime!

Adilson Lucca Sabia adilsonsabia@gmail.com

São Paulo

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DEU A LOUCA NO MUNDO

Matéria no caderno Economia do Estadão (23/9) relata que o degelo recorde que acomete a Groenlândia e a região do Ártico está sendo comemorado por empresas e países, que querem lá explorar novas reservas de petróleo e gás. Quer dizer que o aquecimento global derrete todo o gelo e, em vez de refletirem sobre esse impacto ambiental, os países citados (China, Japão e potências europeias) querem aumentar a produção de combustíveis fósseis? O mundo enlouqueceu de vez, ou sou eu que estou absolutamente por fora das coisas?

Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo

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TIRO NO PÉ

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) deve estar exultante com o resultado da greve dos seus bancários. Foi um ótimo teste para verificar a capacidade da grande maioria dos clientes dos seus bancos associados, de recorrer ao serviço bancário eletrônico. Mais uns dois ou três testes desse tipo, de custo irrisório, e o serviço estará definitivamente instalado e aceito, permitindo aos banqueiros uma economia sensível de mão de obra nas suas agências de varejo. Vem aí desemprego no setor. Viva a internet!

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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PREVIDÊNCIA

Estou em fase de pré-aposentadoria e sempre contribui durante 34 anos ininterruptos pelo valor máximo. Jamais me utilizei de qualquer serviço previdenciário. O valor máximo pelo qual contribuo me dá o direito a uma aposentadoria de aproximadamente R$ 3.900 – graças ao fator previdenciário, isso é reduzido em aproximadamente R$ 1.600. Isso num cenário econômico em que as oportunidades de emprego aos mais velhos estão cada vez mais escassas. Tenho duas perguntas: é justo mudar regras de um “contrato” no meio do caminho? Será que a conta atuarial não “fecha”, como dizem alguns, ou o dinheiro é desviado para bancar déficits de outras pastas ministeriais? Isso, sim, merece investigação e reforma.

José de Almeida Soares josedealmeida.soares@yahoo.com.br

Indaiatuba

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JUSTIÇA SOCIAL

A edição do Estadão de 22/9 apresentou em seu caderno de Economia, página B11, um texto sob o título Funpresp acaba com fantasma de contas públicas, diz Miriam. Num dado momento de sua entrevista a ministra observa que “estamos dando aos servidores federais e aos demais trabalhadores brasileiros um tratamento isonômico. Isso é muito importante”. Onde está o tratamento isonômico? O trabalhador da iniciativa privada, por exemplo, tem recursos no fundo de garantia que lhe permite até mesmo adquirir uma casa própria. Para falar em isonomia o Ministério do Planejamento deveria levantar todas as obrigações e todos os benefícios existentes na legislação, relativos ao servidor público e ao trabalhador da iniciativa privada, e compatibilizá-los. Aí, sim, haveria a tão propalada justiça social.

Helena M. C. Carmo Antunes helena.antunes@gmail.com

São Carlos

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‘ANATOMIA DA ESPERANÇA’

O artigo Anatomia da esperança (26/9, A2), de Eliana Cardoso, comoveu-me até as lagrimas “diante do mistério da nossa existência”. A autora perdeu uma parte do seu corpo (mastectomia), mas, como diz Groopman, é “mais do que um conjunto de órgãos, músculos e pele”. Eliana é alguém que “pratica o ritual da poesia” e os poemas não apenas “aliviam o desgosto”, mas são capazes de nos unir ao belo, ao ideal, à fantasia e nos levam a compartilhar as dores e alegrias do poeta e a nos encantar com ele, como ela fez com os leitores do Estado. O melhor dela está preservado: o poder de encantar, seduzir, emocionar, fazer refletir... Obrigada.

Marisa Fleury Charmillot gulifle@terra.com.br

Jundiaí

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CUMPRIMENTOS

Quero deixar aqui meus cumprimentos a este grandioso jornal Estadão, pelo brilhantismo das matérias publicadas no Espaço Aberto do dia 26/9/2012 (página A2).

Sebastião Luiz Amorim sebastiao.amorim@gmail.com

São Paulo

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PERDAS E LIÇÕES

Prezada professora Eliana Cardoso, intelectual que bem representa o País, cumprimento-a pelo artigo Anatomia da Esperança (O Estado de S. Paulo – 26/9/12), e agradeço o elogio à equipe médica. A autora do artigo desnudou o seu mais íntimo sentimento de maneira extremamente refinada. O artigo é clara exibição de elevadíssimo nível de reflexão que nós, humanos, precisaríamos ter para lidar com as nossas perdas, e, tirar dela, reflexão, o melhor caminho para nossa vida produtiva. Não é tarefa simples, mas somente elaboramos na plenitude a reflexão da perda quando somos capazes de absorvê-la como parte de um crescimento que nos leva a um estado melhor, que nos traz conforto e serenidade. No trapézio da vida, a essência do malabarismo está em utilizar as perdas como rampa de projeção. A essência do malabarismo está não no equilíbrio, mas no equilibrismo. A cada situação de perda fica a pergunta, o que eu posso ganhar com esta perda? Mais uma vez, congratulações.

Américo Marques americo@apm.org.br

São Paulo

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ESPERANÇA

Idosa também lê e repensa o mundo. O Estadão é meu companheiro à noite, embalando meus sonhos, imagens turbulentas de um mundo que perdeu seu tino e siso.

Cacilda Amaral Melo cacilda09@uol.com.br

São Paulo

   

 

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