Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

16 Outubro 2012 | 08h21

A volta da inflação

Pão francês, 20% de aumento; arroz, 35%. Que será isso? Inflação? Para dona Dilma e seu ministro Mantega, não parece, não conta para obter o índice de inflação. Ora, a incompetência não consegue enganar tanta gente o tempo todo! É evidente que copiam a fórmula posta em prática no governo militar: quando o ministro da Fazenda era Delfim Netto, todos os meses a inflação não passava de 15%. Certamente por manipulação, era tabelada por decreto. E agora não é diferente, inflação maquiada de forma bem amadora, que não consegue evitar que as economias do povo se percam a cada mês, sem recuperação. Pelo jeito, a inflação voltou com tudo para destruir o Real, uma conquista que se está perdendo por pura incompetência.

JOSÉ MENDES

josemendesca@ig.com.br

Votorantim

Tudo aumenta

Até que enfim, diminuídas as notícias das eleições e da Ação Penal 470 (mensalão), aparecem os números de algo que já se vinha manifestando pesado nos nossos bolsos: a inflação! Quase tudo o que consumimos no dia a dia subiu muito. Para quem come fora de casa principalmente. E se conversamos com o dono do restaurante, ele diz que está fazendo malabarismo para manter a qualidade e não aumentar os preços, para segurar a clientela. Gostaria de saber onde o pessoal do governo que calcula os índices de inflação faz as compras para ir comprar lá também. E só quero ver quando os combustíveis aumentarem o que for necessário para não piorar o prejuízo da Petrobrás, para onde vai a "danada" (inflação). A não ser que da cartola saia mais um truque...

ROGÉRIO MESSENBERG

rogberg@terra.com.br

Piracicaba

O pior dos mundos...

... é este: falta de crescimento da economia e aumento assustador da inflação. E a meta inflacionária, já fora de controle, evidencia que em 2013 teremos uma grande caminhada para o desenvolvimento e o controle da inflação. Preços públicos e privados elevam-se, mas o poder aquisitivo permanece destoante. Enquanto isso, o governo procura arrastar a taxa Selic para baixo, o que não convence, eis que no conjunto a desarrumação da casa é maior e a expectativa, a par das eleições, não é animadora.

CARLOS HENRIQUE ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

ELEIÇÕES MUNICIPAIS

Eleitores de Chalita

A leitora sra. Maria Carmen Del Bel Tunes diz no Fórum (Segundo turno, 13/10) que gostaria de saber qual será a escolha dos paulistanos que votaram (no meu caso, por exemplo) em Gabriel Chalita. E eu respondo que votarei em José Serra, pois estou indignado com o apoio que Chalita está dando ao outro candidato em troca de cargos e até de ministério.

DOUGLAS JORGE

douglasjorge23@yahoo.com.br

São Paulo

Felicidade e subserviência

De estarrecer a felicidade e a subserviência de Gabriel Chalita ao declarar seu apoio a Fernando Haddad. Se admirava tanto o petista, por que saiu candidato à Prefeitura de São Paulo?

ELIANA PACE

pacecon@uol.com.br

São Paulo

Sem limites

O PT, por intermédio de Gilberto Carvalho, aconselha o PSDB a não utilizar o mensalão para eleger Serra. Imaginem, se a coisa fosse invertida, o que o PT não faria com o resultado do julgamento. Um partido que até inventou dossiês fajutos não teria limites.

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

Pleito em Osasco

Na eleição realizada em 7/10 foram apurados os seguintes resultados: Jorge Lapas, 138.435 votos; Osvaldo Vergínio, 38.705; Delbio Teruel, 36.164; Alexandre Castilho, 8.190; Reinaldo Mota, 8.019; e Celso Giglio, 149.549 votos. Analisando os resultados, podemos afirmar que a democracia no Brasil é uma falácia, pois a população de Osasco foi tolhida em sua soberania, ou seja, foi impedida de escolher o melhor governante para sua cidade. Que o processo eleitoral tem de ser aperfeiçoado todos nós concordamos, mas que se crie um simples mecanismo investigativo no início do processo para impedir um cidadão de ser candidato caso seja constatada alguma anormalidade em sua trajetória de vida. O que não se pode, de maneira alguma, é mudar as regras no meio do jogo. A Justiça Eleitoral deve uma satisfação à população de Osasco, pagadora de impostos, que quer o melhor para sua cidade: são quase 150 mil os votos que foram jogados no lixo. Com todo o respeito aos ministros Cármen Lúcia e Marco Aurélio Mello (TSE), remanejar 1,25% da educação para a saúde é crime?! O Ministério Público de São Paulo não encontrou nenhuma irregularidade nas contas de Giglio. E, conforme declaração do juiz José Tadeu Picolo Zanoni, da Fazenda Pública de Osasco, que concedeu a liminar suspendendo o Decreto Legislativo 32/11, causador do processo gerador na impugnação de Giglio, não houve dolo nem ato de improbidade administrativa. Porém essa liminar foi cassada no sábado à noite por um juiz e a população nem sequer ficou sabendo, isto é, a trama foi orquestrada na calada da noite e, o pior de tudo isso, com total conivência da Justiça. Por isso, e não só por isso, mas por tudo isso, doravante passarei a fazer coro com os que pregam o voto nulo. E tem mais: S. Exas. têm de explicar a todos os eleitores do Brasil o porquê dos 42,03% de votos nulos em Osasco. Mais os 17% de abstenções e 6% de votos em branco, o candidato vencedor terá menos de 25% de sufrágios do total do eleitorado da cidade. Como cidadão brasileiro, faço um apelo à Justiça Eleitoral: que seja efetuada nova eleição com regras claras e definidas para que a população de Osasco possa fazer uma escolha livre de qualquer suspeita.

JOSÉ DA SILVA

jsilvame@hotmail.com

Osasco

Voto nulo

Em toda época de eleições corre pela internet campanha para anular votos. Sempre acham um motivo para incentivar essa tática e quem entra nessa campanha sem pensar não reconhece que por trás desses e-mails existe sempre um político que quer ganhar as eleições a qualquer custo, mesmo sabendo que quem perde é o próprio cidadão. Porque quem vota nulo ou em branco não terá jamais moral para exigir absolutamente nada de seu município, Estado ou Nação. Não poderá reclamar que seu bairro está abandonado. Que seus impostos não estão sendo usados como deveriam. Que a energia elétrica não chega à sua rua. Que a escola dos seus filhos não presta. Que determinado político da sua cidade é incompetente. Que faltam leis para segurança pública, etc. Quem vota em branco, nulo ou não comparece às urnas não pode jamais exercer sua cidadania plena. Vale a pena?

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadão.com.br

O MENSALÃO NAS ELEIÇÕES

"Vamos vencer as eleições." José Dirceu prioriza a vitória nas urnas municipais ao jus sperniandi contra o Supremo Tribunal Federal (STF). O mote eleitoral é factível. Grande parte do eleitorado ainda compartilha do "rouba, mas faz". Um projeto de poder arquitetado para durar no mínimo 20 anos, sob coalizões com os corruptos e conservadores que no passado o PT desancava, por meio de um esquema criminoso repugnante como o do mensalão, desconfigura a democracia e a boa política, mas é desimportante para escolher o prefeito por milhões de despolitizados.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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AGORA, CORRUPTO

Tempos atrás, o Sr. José Dirceu afirmou que o PT não roubava nem deixava roubar, mas agora o STF o condena por corrupção ativa. E é este o partido político que quer governar São Paulo? Deus nos livre!

Salustiano Sanchez Cano sanchezcano77@yahoo.com.br

São Paulo

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POR QUE NÃO HADDAD?

O núcleo do PT foi considerado "golpista" pela Suprema Corte. O paulistano, assim, não pode desprezar o fato de que, em colocando Haddad na Prefeitura, estará permitindo a reafirmação em nossa amada cidade das mesmas práticas cometidas pelos mensaleiros. Basta ver que José Dirceu, parte principal do núcleo golpista, está à frente da campanha do candidato petista, como se não estivesse com uma condenação nas costas, enfrentando os paulistanos com sua falta de vergonha na cara, no maior cinismo. Parece querer-nos dizer: "Vou continuar, sim, quero ver se este Supremo vai ser suficiente para me barrar!" Ou seja, dão mostras de que vão continuar delinquindo. Que o paulistano observe que este partido não respeita nossas instituições. Mais dois exemplos: Lula chamou de "hipocrisia" as condenações pelo STF de seus companheiros; e participou de uma vaia contra o Judiciário - eu disse contra o Judiciário! - a pedido do presidente da CUT. E ainda há pessoas que o consideram um "estadista"?! Como se não bastasse tudo isso a depor contra Haddad, ainda nossa presidente, digo, presidente do Brasil, em horário de trabalho, veio a São Paulo para discutir as eleições daqui, como se nada tivesse acontecido, reafirmando as mesmas práticas mensaleiras do uso do dinheiro público para fins do partido. Com essas atitudes, Lula, Dilma e Dirceu estão a debochar da instituição responsável pela aplicação das leis e manutenção da ordem pública, qual seja, o Judiciário. Os petistas não têm limites e não aprenderam nada com o julgamento do mensalão. Estão sempre a dizer: "Podemos e vamos fazer o que quisermos fazer!" Além do risco de instalar o PT em nossa querida cidade, com seus vícios já declarados golpistas, com sua mais alta cúpula líder de "uma grande organização criminosa que se posiciona à sombra do poder", há a incompetência de Haddad para gerir ou gerenciar, comprovada com sua passagem pelo Ministério da Educação (MEC), quando destruiu o bom funcionamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), seguindo-se logo à sua saída do ministério intermináveis greves das universidades federais, trazendo enormes prejuízos aos universitários. Paulistanos, queremos isso para nossa cidade? Lembrando que "mudança" pode ser para pior.

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÃO EM SP

Quem vota Haddad obedece a Dirceu.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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QUE PAULISTANOS SOMOS NÓS?

Chega a ser indecente que as principais vozes do PT atribuam as condenações dos réus envolvidos no mensalão, sobretudo as de José Dirceu e José Genoino, a um golpe da oposição e da mídia, como se o verdadeiro golpe não tivesse sido o próprio esquema do mensalão. Por tudo isso, como paulistana, penso ser estarrecedor o fato de Fernando Haddad (PT) aparecer em primeiro lugar nas pesquisas de intenções de voto para o 2.º turno de São Paulo. Será que nos transformamos numa raça de neo-paulistanos sem sangue nas veias? Eu me reconheço uma antiga paulistana. Mas, aos neo-paulistanos, recomendo que leiam a "cartinha" de Eduardo Suplicy publicada neste Fórum dos Leitores em 12/10 (Renda básica). Tenho certeza de que vocês vão amar as ideias "geniais" ali enunciadas e que fazem parte do programa de Fernando Haddad, se vencer as eleições.

Thereza A. Whitaker thereza.a@terra.com.br

São Paulo

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CONTRA A PRIORIDADE DE DIRCEU

Mais uma vez, apesar de não votar em São Paulo, causa-me espécie a dianteira de Haddad nas intenções de voto em São Paulo. Talvez sirva como referência às avessas para o paulistano a consideração de José Dirceu de que "o importante é ganhar" em São Paulo: agora, sim, a escolha deve ser Serra! Entre um candidato sério e um aventureiro como Haddad, que somente quer "perpetuar-se no poder", para seguir a bandeira de seu partido. Com o voto, ou com a palavra, o eleitor de São Paulo.

Wander Cortezzi w.cortezzi@uol.com.br

São José do Rio Preto

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UMA DÚVIDA

Quem está elaborando as pesquisas para o segundo turno por acaso não estudou matemática pela cartilha do MEC, distribuída em junho de 2006 durante a gestão de Fernando Haddad, onde se aprende, por exemplo, que 10-7=4 e que 16-8=6? Apenas para refrescar a memória dos paulistanos, o Ministério da Educação gastou R$ 14 milhões para distribuir material didático com erros de Matemática e Português a 37 mil escolas de educação. Não é isso que queremos ou sequer merecemos. Ou Fernando Haddad vai fazer coro com o seu mentor e declarar que nada sabia também.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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DISPARATES

Já que o candidato Haddad optou para propaganda política no segundo turno bater que São Paulo precisa do novo, vamos falar da trajetória que o "novo" fez no Ministério da Educação. 1) Kit gay: o malfadado kit de Haddad, em vez de ensinar aos alunos respeito pelas diferenças em geral, sendo gordo, magro, mal vestido, gay, e evitando bullying em qualquer situação, incentivava o jovem a experimentar o "diferente". Mulheres beijando mulheres. Meninos indecisos se gostavam de homem ou mulher. O pior de tudo é que, se o projeto não tivesse sido barrado pela presidente Dilma, já estaria sendo veiculado em todas as escolas do País. 2) Máquina de camisinhas, em vez de criar nas escolas públicas aula de informação sexual, educando e dando responsabilidade aos alunos sobre uma gravidez precoce; de mostrar os riscos de contrair doenças graves; de ensinar o uso de contraceptivo para meninas, já que camisinha, pelas estatísticas, a maioria se sente constrangida para exigir do parceiro. No entanto, o projeto de Haddad seria colocar uma máquina de camisinha em cada escola pública para doar aos alunos. Assim, o Estado lavava as mãos. Se essa é a cabeça do "novo", como diz a propaganda do Haddad, francamente prefiro ficar com o "velho", que até hoje não causou nenhum disparate desta natureza.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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SEGUNDO TURNO

Serra e o eleitor paulistano devem se preparar para o mais feroz ataque das "forças federais" desde 1932. A ordem de Dirceu é vencer ou vencer, e, depois do mensalão, não é só pelo poder, é por ódio! Imagine-se o clima nas reuniões com Lula, Dilma, Dirceu, Falcão, etc. Salve-se quem puder!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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MENSALÃO

O ministro Sr. Gilberto Carvalho agora se arvora em conselheiro político, pretendendo alertar para a impropriedade de usar o mensalão do PT contra o PT, com a alegação de prejuízo próprio. Espertinho, não? Como todos sabemos, e o próprio Lulla vaticinou, o povão "não está nem aí" para qualquer coisa que não seja veiculada na novela da Globo, ou, como disse, para o infortúnio do Palmeiras. Essa é a explicação do relativo êxito desse partido nas eleições do fim de semana. A campanha política deste segundo turno é a ocasião de divulgar esta ignomínia, para que muitos desavisados entendam que chegou a hora de passar o Brasil a limpo. Espero que o candidato José Serra não deixe passar esta oportunidade, como deixou em 2010 quando não brandiu o "Manifesto em Defesa da Democracia".

Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

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QUE ESPERTOS

Os esPerTos do País avisam aos adversários políticos do segundo turno da eleição municipal que vão se dar mal se usarem o mensalulão como tema de debate. Por que será? Pelo visto acham que o povo brasileiro é idiota. Os candidatos da oposição devem utilizar, sim, e sem limites o mensalulão, que é a maior vergonha nacional e mundial de corrupção. Quem gosta de bandido é cadeia... PinTou "sujeira" PinTou PT, não é mesmo?

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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PINGOS NOS 'IS'

Há alguns anos, José Dirceu disse que colocaria os pingos nos "is" a respeito do mensalão. Como o tempo passou e ele não fez isso, com a superveniente condenação pelo STF, uma pergunta é inevitável: Será que havia insuficiência de pingos para tantos "is"?

Odilon Otávio dos Santos

Marília

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'O ESPERNEIO DO CONDENADO'

O editorial intitulado O esperneio do condenado (12/10, A3) retrata a agonia e o inconformismo daquele que foi um dos principais símbolos do desrespeito de um partido que sempre se valeu do corporativismo e do fisiologismo para alcançar e se estabelecer no poder. O que é mais lamentável na atitude de José Dirceu é a apologia que ele faz contra uma instituição constitucionalmente estabelecida, tal é o caso do STF, que, inclusive, foi alvo da atuação do governo dos últimos dez anos, ao indicar duas pessoas que sempre votaram a favor de Zé Dirceu e Cia. neste julgamento do mensalão. Dessa forma, manifesto minha satisfação em ver que os corruptos estão sentindo a mão pesada da justiça e, ao mesmo tempo, minha preocupação, pois a condenação em si não tem valor algum se os condenados não forem levados, de fato, à prisão. Ademais, frise-se aqui o fato de que a corrupção perdeu uma batalha, mas a guerra contra ela continua. Ainda falta ao Judiciário, em parceria com órgãos como os Ministérios Públicos (MPs), Tribunal de Contas e demais órgãos com atribuições de controle e correição, varrer o parasitismo que foi alimentado pelo PT e seus aliados nas mais diversas instâncias de órgãos e entidades da administração pública direta e indireta. Trata-se de investigar e punir servidores, empregados públicos, gestores e terceiros que vêm causando prejuízos ao erário por meio de desvios de recursos, contratos e contratações suspeitas. Para tanto, a atuação da população também é importante, seja protestando, seja acionando esses órgãos de controle pelos canais que eles disponibilizam (atendimento local, internet, etc.). Somente assim os corruptos pensarão bastante antes de se locupletarem à custa do dinheiro do trabalhador assalariado, que recebe migalhas, enquanto parasitas recebem fortunas. Essas são as palavras de quem já foi servidor público federal, viu e ainda vê colegas de boa índole sendo perseguidos pelos que estão a serviço da Nomenklatura petista e que acredita na competência de servidores e membros dos MPs, Tribunal de Contas da União e Controladoria-Geral da União para coibir essas práticas perniciosas que só afrontam a moralidade e distorcem a percepção que o mundo tem acerca de nosso país e nosso povo, que trabalha de domingo a domingo para ganhar menos de mil reais por mês e que, ainda assim, não foge à luta.

Pedro Papastawridis ppapastawridis@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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CHALITA SE RENDE

Incrível ver o ex-candidato e ex-secretário da Educação do Estado de São Paulo senhor Gabriel Chalita apoiando o candidato do PT no segundo turno. Foi, para mim, como professor, ex-fã de Chalita, uma das maiores decepções que um homem culto e católico (?) poderia praticar. Vejam, prezados leitores do Estadão, até que ponto pode chegar a ânsia pelo poder, que é o desejo supremo da cúpula petista, que chega a desqualificar nossa Corte Suprema da Justiça, por ter ela condenado uma prática criminosa da cúpula petista, que, como disse o ministro Carvalho, "apelo moral não funciona", pois para o PT o que funciona é o mensalão, o que equivale a dizer que todos nós podemos ser comprados com o dinheiro sujo. Que vergonha!

Carlos Rolim Affonso profrolim@globo.com

São Paulo

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O RIGOR DA LEI PARA TODOS

Para não ser considerado um julgamento de exceção, como alegam os acusados do mensalão do PT, o STF terá que ser rigoroso com os integrantes dos mensalões de Brasília (DEM), de Minas (PSDB), ou quaisquer outros que surgirem, com foi com os petistas. Neste caso, o STF alterou as regras para julgar e condenar José Genoino e José Dirceu, entre outros, usando mais indícios do que provas, e a teoria do Domínio do Fato, nunca antes aplicada no Brasil. A jurisprudência criada neste caso não pode ser revertida. E a Lei da Ficha Limpa também tem de ser aplicada com rigor. A democracia só tem a ganhar!

Elisabeth Fernandes R. Oliveira beth_fro@hotmail.com

Rio de Janeiro

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REFORMA POLÍTICA JÁ

Até parece novidade quando deparamos com o deflagrado mensalão do PT. Basta verificar, nessas eleições municipais, campanhas milionárias, candidatos a prefeitos de vários partidos, na maioria pobretões, sem recursos, gastando como loucos dinheiro de quem? Partidos? Empreiteiras? Banqueiros? Industriais? Sonegadores? Bicheiros? Traficantes? Até quando iremos ver essas maracutaias acontecerem? Esse lamaçal aumenta cada vez mais, e a cada dia o consumidor fica mais no atoleiro, no final, quem paga a conta.

Antonio Carlos Ribeiro ribeiro@penacol.com.br

Presidente Prudente

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DOCE DE COCO OU BANANADA?

Escutando a propaganda política, a necessária tortura diária, eu prestei atenção no que o PT dizia. Primeiro, que nós estávamos enjoados de José Serra, como enjoa uma pessoa que come doce de coco em excesso. Segundo, os petistas "perceberam" que São Paulo queria o novo, a tal mudança, pois decidiram os petistas que nós, paulistanos, estamos cansados do velho, e a prova disso seriam as pesquisas acusando essa insatisfação. Ah, foi aí que o marqueteiro deles errou na propaganda, pois com essa frase eu descobri o porquê das pesquisas estarem apontando números que nós temos certeza serem falsos. Os petistas, para sedimentar suas bobagens, precisavam de um argumento "técnico". Sinto informar ao PT que São Paulo experimentou o tal "novo" por duas vezes, e lamentamos o erro até hoje. E o novo tem o que para nos oferecer? Uma quase implosão do Enem, um kit-gay a ser usado nas escolas e que por ser tão "novo", digamos assim, foi vetado pela própria Dilma; a legalização do aborto, os livros já distribuídos nas escolas que tiveram de ser recolhidos, pelos erros absurdos que continham? Se o que Haddad fez como ministro da Educação não atingiu nem o patamar de satisfatório, obrigada, PT, mas nós paulistanos deixamos esta "bananada" inteirinha para você. Bom proveito!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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UM HOMEM E SUA OBRA

De fato, o programa de governo de Haddad traz indícios fortes de que ele pretende implantar algo como o "kit gay" nas escolas paulistanas. Não querer mais falar no assunto e considerá-lo "ataque pessoal", não responde as perguntas dos paulistanos, que têm todo o direito de saber o que ele pretende. Haddad sai pela tangente, demonstrando ser bastante imaturo. Um homem e sua obra!

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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COMPARAÇÃO

Creio que os eleitores que, como eu, sufragaram o nome de Celso Russomanno pretendiam estabelecer uma terceira via. Agora, porém, que o segundo turno está definido com a mesma polaridade PT x PSDB, devemos analisar quem pode ser mais útil ao nosso município. Comparando os currículos de ministros de ambos os candidatos, Serra e Haddad, é certo que o primeiro, como ministro da Saúde, foi muito mais eficaz do que o segundo, como ministro da Educação, haja vista a campanha do "kit gay", os Enem com fraudes, o desperdício de recursos federais, o uso da máquina com finalidades partidárias. Já o ministério de Serra, além do remédio popular e das quebras de patente, primou pela lisura no trato da coisa pública. Somos sabedores da quebra do sigilo das declarações de bens da família de José Serra, que, no final, ficou por conta de um "laranja" achado às pressas. Fora os dossiês apócrifos que aparecem na época das eleições. E nunca se acham os culpados, ou, quando o fazem, estes agiram por conta própria... O lema de São Paulo é non ducor, duco, ou seja, "conduzo, não sou conduzido". Portanto, mesmo que eu não morra de simpatia pelo candidato José Serra, vou votar nele, pois entendo que é melhor ter um antipático competente do que um apaniguado do Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, que, por sinal, deveria acrescentar oficialmente em seu nome a palavra teflon, pois, por muito menos do que se viu em seu governo, o ex-presidente Nixon teve de renunciar à presidência e abandonar a vida pública americana. Entretanto, sob a alegação de que não sabia de nada, o Sr. Lula Teflon da Silva permaneceu seus oito anos na Presidência e, certamente, hoje está invejando seu companheiro Hugo Chávez, que está indo para 20 anos de mandato "democrático".

Ricardo Bunemer rbunemer@terra.com.br

São Paulo

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SEGUNDO TURNO

Em momentos atuais, essa eleição será de expressiva importância, não apenas do ponto de vista administrativo, mas para evitar que a semente (Haddad) da erva ruim (mensalão) não brote formando raízes (PT) em terra paulistana, exigindo de novo o uso de agrotóxicos (STF) para deixar o campo produtivo (moralidade pública)!

Pablo L. Mainzer plmainzer@hotmail.com

São Paulo

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VERDADES CONFERIDAS AOS PREFEITOS

Antes de quaisquer considerações, é preciso enfatizar a realidade de que a inflação manipulada pelo governo é muito menor do que a inflação real. Assim sendo, o IPTU não cobre a inflação e, para ganhar a eleição e cumprir as promessas, o candidato eleito cumpre o prometido, mas já tem nas mangas outro meio de recuperar ou até ter vantagens para substituir as receitas que vai eliminar, mas sempre pior para o povo. Se não, vejamos os exemplos: Marta Suplicy (2001-2004) introduziu a taxa do lixo (TRSD), foi um inferno e causou muitos prejuízos. Principalmente à classe mais pobre; Serra (2004-2008), eleito com a promessa de acabar com essa taxa, realmente acabou, mas já tinha nas mangas mexer no IPTU, onde milhares de pobres perderam a isenção do IPTU para sua sobrevivência. Imóveis com valor venal abaixo de X reais não pagavam impostos, aí ele só direito a 1 (um). Ainda não satisfeito, cancelou comodatos de vários clubes de São Paulo, que tiveram de recorrer para obter uma liminar a fim de continuarem funcionando até o término da vigência do que fora estabelecido. Imagine uma cidade de pedra como São Paulo sem esses clubes; Gilberto Kassab, após Serra e atual prefeito, aprovou lei para só conceder benefícios de IPTU a um único imóvel, se o proprietário tinha desconto no IPTU, por tempo de aquisição, perderia também todos os direitos de isenção. Só podia ter direito a um único benefício. Serra acabou com isenção de uma parte e Kassab acabou de vez. Ainda assim, devido à defasagem do imposto territorial urbano fictício, por inflação manipulada, Kassab introduziu a Inspeção Veicular. É uma vergonha, mas o povo já absorveu e quer sossego; Agora Haddad, candidato à Prefeitura 2012, promete acabar com a Inspeção Veicular e não sabemos quais os planos para substituir essa receita. Cada mudança causa milhões de problemas, principalmente para a classe mais pobre e menos esclarecida. Por último, acho que o Serra amadureceu e só promete coisas viáveis e honestidade, por isso, apesar dos pesares, merece o meu voto.

Rubens Stock rsstock@uol.com.br

São Paulo

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PROJETOS VITORIOSOS

Em quatro anos de gestão a prefeita Marta Suplicy implantou, entre outras coisas, o Bilhete Único e os Ceus. O Serra, recorrentemente, em sua propaganda política, faz referência a esses dois projetos vitoriosos que saíram do papel. Em oito anos da fracassada e rejeitada gestão Serra-Kassab, qual projeto importante saiu do papel?

Paulo Sergio Fidelis Gomes psf.gomes@ig.com.br

São Paulo

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SERRA X HADDAD

O candidato Serra deveria lembrar aos seus eleitores o quanto eles economizaram ao adquirir medicamentos genéricos, por ele criado quando era ministro da Saúde. Quanto ao candidato Haddad, o eleitor deveria lembrar os desastrosos exames do Enem "organizados" por ele quando era ministro da Educação. Um dá lucro certo e o outro... só deu prejuízo!

Luiz Oscar Cumer luiz.oscar1933@terra.com.br

São Paulo

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CONTRA MALFEITOS

Não sou paulista nem paulistana, mas faço parte deste grande Estado. Ora, como professora e como genitora de quatro filhos paulistas. Não acredito que esta maravilhosa cidade de São Paulo seja entregue a pessoas que não a merecem. Paulistanos, façam como os meus mineiros. Reajam com seriedade, sensatez contra tudo o que está malfeito. São Paulo e os brasileiros agradecem.

Gema Heloiza de Souza Scuccuglia gemah@ig.com.br

Santo André

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A RENÚNCIA DE SERRA

A importância dada pelos petistas para atacar a renúncia de Serra da Prefeitura de São Paulo em 2006 não corresponde à votação maciça do mesmo para o governo do Estado à época. Assim, os paulistanos não deram tanta importância ao fato que está sendo usado pelo PT por total falta de encontrar defeitos para acusar o homem e político probo e excelente administrador do PSDB, como provam suas realizações em todos os cargos públicos por ele exercidos. Só concorda com a tese infundada dos petralhas os ignorantes, ingênuos ou presunçosos.

Leila E. Leitão

São Paulo

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CHORO DE PERDEDOR

José Serra deixou a prefeitura de São Paulo em 2006 para ser candidato a governador do Estado de São Paulo e foi eleito no primeiro turno. O então vice-prefeito Gilberto Kassab seguiu na Prefeitura de São Paulo e foi reeleito em 2008, derrotando Marta Suplicy. Essa é a prova factual de que o eleitor paulistano aprovou a mudança. Somente os petistas não gostaram, pois perderam para governador e prefeito em duas eleições seguidas.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br

São Paulo

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RENÚNCIAS

Por falar em renúncias, espera-se que, entre outras de membros do PT, Serra saiba explorar aquela bem recente de Marta Suplicy, que abandonou o cargo de senadora para ir brincar na Cultura.

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo

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'OS MARGINAIS DO PODER'

Marco Antonio Villa é uma destas raras exceções no meio universitário das Ciências Humanas que se recusa a comer alpiste ideológico e a papaguear lugares-comuns fáceis ao agrado de iletrados leitores de orelha de livro em troca de admiração rasa e sem qualidade. Feliz é este jornal, que o tem como articulista, cujo artigo último, publicado no sábado (Os marginais do poder, página A2), além de bem demonstrar sua cultura histórica capaz de levá-lo a análises brilhantes como a do referido texto, por tabela ainda nos lembra "cadê a oposição", que não está fazendo o seu dever democrático? Pois é, cadê?! E na mesma linha da lógica do professor Villa, que clama pelo funcionamento das instituições republicanas, eu pergunto: Cadê o Banco Central deste país, que ainda nada fez administrativamente contra o Banco Rural, banco este mais que comprovadamente envolvido em falcatruas contra a República via mensalão petista, coisa que, aliás, não é de hoje (governo Collor e seu Fiat Elba)?!

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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À SOMBRA DO PODER

Deste magistral artigo, Os marginais do poder, do historiador e professor da Universidade Federal de São Carlos Marco Antonio Villa, publicado no Estadão (13/10, A2), peço vênia para destacar, pela sua importância eleitoral, como o Estadão o fez, um trecho que é uma verdadeira orientação para os eleitores paulistanos votarem conscientemente no próximo pleito do 2º turno para prefeito da nossa capital: "o núcleo duro do PT foi considerado golpista e duramente condenado pela Suprema Corte". Aí está a razão do maior golpista do mensalão, José Dirceu, dizer que o julgamento do Supremo Tribunal Federal, para ele, não tem a menor importância, pois sua prioridade é vencer a eleição em São Paulo. Imaginem, um condenado falar em prioridade! Subestimando a decisão da maior Corte judicial do País. Que insensatez ou...! Os paulistanos patriotas e bem formados politicamente também têm suas prioridades: ver a trilogia José Dirceu, chefe da quadrilha, "Ingenoino" e o Delúbio Soares no fundo de uma cela, curtindo suas próprias ignomínias. Senhores ministros do STF, ao fixarem as penas aos condenados, nada de fixá-las em penas que, cujo número de anos, ensejam cumpri-las em liberdade condicional, como determina o Código de Processo Penal, eles não merecem, pois, como disse o ministro Celso de Mello, suas "práticas criminosas foram perpetuadas á sombra do poder".

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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CRISTALINO

Os marginais do poder - Cristalino o artigo do professor Marco Antônio Villa. Pena que a maioria dos brasileiros não o leiam.

Bernardo Antunes Espinosa berantesp@yahoo.com.br

Campinas

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MARCO ANTONIO VILLA

Quero cumprimentar o professor Marco Antonio Villa pelo grandioso artigo que escreveu ao povo brasileiro, Os marginais do poder.

Sidney Cantilena sidneycantilena@bol.com.br

São Paulo

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OPOSIÇÃO INCOMPETENTE

Excelente o artigo do professor Marco Antonio Villa (Estadão, 13/10, A2). Ao final o mestre fala da oposição, que, ao meu ver, é incompetente e frouxa e a cada dia mais se apequena. Certamente, os 30% de abstinência, votos brancos e nulos, sejam reflexo dessa lassidão.

Jose Candido Viveiros Corte jccorte@gmail.com

São Paulo

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ESPERANÇA E REALIDADE

Caro professor Marco Villa, talvez ainda se esteja soltando rojões antes da hora. Justiça só pode ser completa se quase todos os pilantras foram condenados, mas condenados ao quê? O petismo fez a asneira de idiotas, pensaram que a política se faz de crápulas apenas. O Judiciário é talvez a única entidade republicana composta de "profissionais", o resto é composta de honestos e picaretas, estes muito mais numerosos na República tupiniquim fundada em cima de pilantragens, já tivemos apenas sete Constituições fajutas em pouco mais de 100 anos de República. Compare com nações civilizadas! A burrice petista chegou ao cúmulo de pensar que já tinha "aparelhado" todo o Judiciário, e está apenas descobrindo que mexeu com os brios profissionais, exceto de dois pelegos que enfiou goela abaixo do povo brasileiro. Mas condenar no "circo das merengas jurídicas" é uma coisa, "condenar" de fato é outra. Estima-se que rolou quase R$ 200 milhões nessa porcaria toda, e que na era petista, tenha sido desviado do erário perto de R$ 1 trilhão. Quem vai atrás disso? Nosso Judiciário? Espero que o eminente professor esteja certo na sua esperança, que para mim me parece ainda muito mais esperança do que realidade. Contudo, como se diz no ditado, em terra de cegos, quem tem um olho já é rei.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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CAÇA AOS POLICIAIS

Temos de considerar um fato excepcional, uma distorção da ordem natural das coisas, das regras da sociedade. Somente neste ano, 67 policiais da ativa foram assassinados, e apenas 3 estavam em serviço. A família da vítima recebe um benefício de R$ 100 mil se a vítima foi morta em serviço ou a caminho do trabalho. A seguradora só paga se estiver no quartel ou em serviço. A pessoa foi morta porque o assassino sabia que ele era policial, independentemente de estar ou não usando farda. Em outros casos há demora na análise dos documentos para o pagamento do seguro, como o caso do soldado Osmar Santos Ferreira, morto em 22 de junho. Alguns juízes aceitam o argumento de que a família tem direito mesmo fora de serviço. Das 67 vítimas neste ano, o número chega a 84 somando-se os policiais militares (PMs) reformados. A maioria foi morta em dias de folga ou no bico, o que os torna alvo fácil para o bandido. Os números são alarmantes e as autoridades não podem permitir que essa onda de caça aos policiais se transforme numa inversão de valores e atitudes. O bandido é que deve ser caçado. Se reagir, o soldado é que deve permanecer vivo. Dezenas de famílias sem o provedor e orientador dos filhos. A força é do aparelho policial e ao governo cabe cimentar essa condição.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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INSEGURANÇA PÚBLICA

A matéria veiculada na noite de domingo pelo Fantástico, de criminosos organizados para matar policiais, revela a existência de grupos terroristas novamente em funcionamento no Brasil. Não são criminosos comuns, mas, sim, verdadeiros inimigos do Estado brasileiro, e como tal deveriam ser tratados. Para quem não se recorda, em 12 de maio de 2006 eclodiu uma onda de violência nunca antes vista na história do Brasil, atingindo vários estados, como Paraná, Minas, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo, organizada pelo grupo terrorista Primeiro Comando da Capital (PCC). Só em São Paulo foram 73 rebeliões simultâneas em presídios. Aconteceram atentados com bombas de fabricação caseira e granadas, viaturas, quartéis, delegacias e postos policiais foram metralhados ou explodidos. Ônibus depredados e queimados. Muitas mortes. Nossas forças de segurança pública, que pela Constituição federal deveriam nos proteger, ficaram reféns do medo. Os alvos eram claros: delegacias, quartéis, policiais e suas famílias, causando pânico e desespero entre todos nós, que pagamos impostos. No dia 16 daquele mesmo mês, noticiou a Folha de S.Paulo que o governo paulista teria realizado um "acordo" com o PCC para por fim ao conflito, o que nunca ficou bem claro. Todavia, acabaram os ataques de forma inexplicável. Agora, mais uma vez criminosos se organizam para matar nossos combalidos policiais. Isso significa que em breve um novo "acordo" será feito. Ou melhor, depois de um período de pânico, casualmente os atentados deixarão de acontecer. O crime só é organizado porque o Estado é uma bagunça. Efetivamente, não há segurança pública, apenas um embuste que, quanto exigida, demonstra ser falaz. Motivos são inúmeros, mas fico com os principais: os policiais são mal remunerados pelo risco que correm, e a existência de duas polícias, uma civil e outra militar, ambas mal equipadas. Somadas a morosidade da justiça e a sensação de impunidade, temos os ingredientes perfeitos para o fomento de um comando paralelo ao oficial. Mas é absurdo aceitar passivamente que de tempos em tempos esses grupos terroristas, que existem e não são efetivamente combatidos, aterrorizem a sociedade sem parcimônia. Em pleno século 21, num Estado que se denomina Democrático de Direito como o nosso, isso soa intolerável. Infelizmente, a estatura dos nossos homens e mulheres públicos está muito aquém dos cargos que ocupam.

Vladimir Polízio Júnior vladimirpolizio@gmail.com

Baixo Guandu (ES)

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A QUE REGRAS ESTAMOS SUJEITOS?

A Polícia Militar não pode ser colocada como a única responsável pela segurança pública. Este é um setor que exige um grande planejamento, sem a limitação de criar efetivos maiores ou menores. E a segurança começa com a prevenção, com o envolvimento dos efetivos necessários às investigações, com todos os equipamentos para cumprir bem a difícil missão. E, sobretudo, com a integração nas várias comunidades para onde forem destacados. Não esquecendo também que os integrantes das várias corporações devem ganhar um salário decente, para exercerem os cargos de forma exclusiva, sem a necessidade de fazerem "bicos autorizados". Cabe, então, a indagação aos responsáveis por uma área tão importante como a segurança pública. Eles podem assegurar à população de um Estado como o nosso que o policiamento de que dispomos vai definir de forma positiva a luta atual contra a facção criminosa que está ditando regras e cometendo crimes, inclusive contra os policiais, nas mais diferentes localidades? A população não pode ficar sujeita a regras ditadas por criminosos.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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VIOLÊNCIA X PM

Nunca se matou tanto por tão pouco neste país do "faz de conta que temos leis". Mata-se porque o PM está fazendo bico, mata-se porque a inteligência dos marginais está ligada, mata-se porque o vizinho aumentou o som, mata-se porque se fecha alguém no trânsito, mata-se porque os filhos brigam na escola, enfim, a matança é ampla, geral e irrestrita. E ninguém aborda o tema correta e efetivamente, nem o governo federal, que está mais preocupado em eleger seus cumpanheiros. Já passou da hora de as nossas ridículas e esdrúxulas leis serem mudadas e o tal dimenor ser transformado em bandido, como é efeito em todos os países que prezam a vida. Será que, independentemente da boquinha para os amigos, os candidatos, sejam eles de onde forem, não vão priorizar a segurança pública? Ou será que vamos ficar mais quatro anos vivendo de emoção, esperança e rezando? A hora é agora.

Alice Baruk alicebaruk@bol.com.br

São Baulo

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MUDANÇAS

O constante aumento da criminalidade em todo o País tem que provocar uma indignação de toda a população brasileira e proporcionar uma comoção nacional, com uma modificação da Constituição federal. As drogas e armas que entram pelas fronteiras aérea, marítima e terrestre e que abastecem o tráfico, o câncer da sociedade, devem ser de total responsabilidade da poderosa União. O ministro da Justiça e o da Defesa precisam se unir para combater este problema que já se tornou de segurança nacional. O povo precisa de uma boa política de segurança que valha para todo o Brasil, comandada pelo poder central. Primeiro é necessário garantir a vida das pessoas e depois pensar na economia do país. O governo federal só tem se movimentado com energia para proteger esta economia que abastece os bolsos de alguns. Urge que a presidente Dilma se empenhe pessoalmente nisso, com todo o seu poder, inteligência, vigor e sua elevada popularidade, para o bem de todos.

João Coelho Vítola jvitola@globo.com

Brasília

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COTAS

A presidente Dilma assinou decreto da "Lei das Cotas", que prevê que "universidades e institutos técnicos federais reservem pelo menos metade das vagas a quem tenha cursado todo ensino médio em escolas públicas". Com o ensino médio público fraco e falido, como deverá ser o conteúdo das universidades? Todos sabem que os alunos saem do ensino médio com falhas na escrita e leitura. Como, então, vão entender textos complexos? Como serão nossos futuros médicos, engenheiros, advogados?

Therezinha Stella Romualdo there.stella@hotmail.com

Santos

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NEGROS E PARDOS

Cota para negros na universidade, tudo bem. Cota para negros no serviço público, tudo bem. Cota para os que se declaram pardos? Nem que fôssemos um país totalmente educado, erudito, culto, altruísta, honesto, autêntico, totalmente socializado seria possível garantir uma declaração verdadeira sobre ser pardo.

Regina Moretti ferrari@tavola.com.br

Santana de Parnaíba

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ESPERANÇA NO FUTURO

O que esperar do futuro de um país onde a fonte do conhecimento não vale praticamente nada, se comparado com outras profissões? Afinal um professor vale em termos salariais menos que um décimo de um grande político. Mesmo assim eles insistem em passar para as futuras gerações o conhecimento que ninguém rouba. Eles são muitas vezes incompreendidos, aviltados, humilhados, não são reconhecidos e insistem na profissão. Ontem (15/10) foi o Dia do Professor, dia de olhar com gratidão para quem sempre olha com esperança para o futuro de nossos jovens.

Manoel José Rodrigues manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

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DIA DOS PROFESSORES OU DOS PALHAÇOS?

Quanto mais eu amo fazer a diferença na vida dos jovens , mais me sinto num circo de palhaçadas pois a realidade atual de uma escola é de chorar de rir. Tanta situação catastrófica que mais parece um globo da morte, onde motoqueiros giram, sem parar num globo velho e mal ajustado de um cirquinho de bairro. Profissionais que não sabem nem o próprio idioma e muito menos como agir com a clientela moderna. Regras e normas que só ficam no papel, pois as leis super protegem crianças sem limites. Malabaristas incríveis e lindas ameaçam cair lá de cima porque a rede está furada. Palhaço sendo atirado de canhão como professores recebendo na cara palavrões, objetos e reorganização do sistema que leva à escala zero, aquele que estava no topo da carreira. Nosso aplauso é receber a notícia de que um aluno é feliz na sua profissão. Ele conseguiu ver além da nossa maquiagem e sobreviveu a tudo e venceu! Por ele, por nós. Mas... o espetáculo precisa continuar... e, apesar de tudo, sou, estou, vivo a...

Professora Jussara, do IE Fernando Costa porto-ju@hotmail.com

Presidente Prudente

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O VALOR DO PROFESSOR

Bons tempos aqueles em que o salário era o maior problema do professor. Ontem, 15 de outubro, dia do professor, nem sequer houve menção da data em muitos jornais, portais, revistas, etc. Isso no Estado de São Paulo, a "locomotiva" do Brasil... E ainda tem gente que se admira com a falta de mão de obra qualificada, com o analfabetismo funcional, etc. Tristes dias presentes, mais tristes ainda os dias futuros que nos espreitam. Pão, circo e redes sociais neles!

Sérgio Luís Salvador sergiosalva@ibest.com.br

Serra Negra

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