Fórum dos Leitores

APAGÕES

O Estado de S.Paulo

27 Outubro 2012 | 03h08

De competência

Qual era mesmo o governo dos apagões? Se não me falha a memória, no governo FHC houve racionamento de energia, dada a grande estiagem. Neste governo e no de Lulla, o que há é apagão de competência. Não só no setor elétrico, mas em todos. Vide educação, saúde, obras do PAC... Isso é o que acontece quando se aparelha o Estado com os apaniguados.

VERA OGUMA

vera.oguma@uol.com.br

São Paulo

Contínuos e amargos

A sra. Dilma Rousseff "cantava glórias" em 11, 12 de setembro, que quando titular de Minas e Energia acabou com os apagões de energia elétrica no Brasil da época de FHC. Agora eles são contínuos em todo o País, os últimos, noturnos, anteontem e ontem. Não fale do que não entende, sra. Dilma. E ainda ofende FHC para conquistar demagogicamente incautos eleitores neste domingo. Trabalhe, senhora, e não use o nosso dinheiro para amenidades fiscais e ressuscitar o Lula.

JÜRGEN DETLEV VAGELER

vatra_ind@yahoo.com.br

Campinas

Postes inúteis

Um poste atrás do outro, um apagão atrás do outro. Se a ex-ministra de Minas e Energia, atual poste da Presidência, ocupasse o seu tempo trabalhando, em vez de se lançar em palanques pelo Brasil afora, talvez alguma responsabilidade ocorresse neste país, cujos apagões sucessivos são apenas a ponta do iceberg das incontáveis falhas de competência que estão levando a Nação literalmente ao caos. Para repetir o chavão popular, imaginem na Copa do Mundo... PT, do mensalão ao apagão, passando pela cadeia.

RONALDO PARISI

rparisi@uol.com.br

São Paulo

Só o que interessa

A presidente Dilma está tão preocupada com a Copa e a Olimpíada que liberou mais R$ 500 milhões em créditos para empresas estaduais de energia a fim de evitar apagões por ocasião dos eventos. Agora, para saúde, segurança, educação e transportes, obrigações mínimas e básicas de um governo perante a sua população, só se ouvem promessas em época de eleições. E depois essas áreas ficam à deriva, como sempre.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

ELEIÇÕES E SAÚDE

Menos leitos hospitalares

Se em sete anos o governo petista desativou em todo o País 45 mil leitos hospitalares da rede do SUS, por que razão o sr. Fernando Haddad (PT) construiria hospitais em São Paulo?

ALBERTO NUNES

albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

Saúde em Osasco

Perguntar não ofende: será que, se eleito, Haddad pretende adotar o mesmo sistema de saúde de Osasco? Aqui, após a consulta, a passagem por especialista pode demorar até seis meses!

JOSÉ DA SILVA

jsilvame@hotmail.com

Osasco

Carteiraço petista

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, mobilizou a estrutura da pasta para garantir atendimento, ontem, a uma líder comunitária petista, a pedido do ministro Aloizio Mercadante (Educação). Ambos são apontados como pré-candidatos do PT ao governo de São Paulo em 2014. Genésia Miranda, de 54 anos, foi uma das fundadoras, nos anos 1970, de Heliópolis, que já foi considerada a maior favela de São Paulo. Desde 1995 milita no PT. Por mensagem de texto, Mercadante pediu que Padilha entrasse em contato com Buiú. A troca de mensagens foi flagrada: "Ligue para (número do telefone) pessoa chamada Buiú a pedido do ministro Mercadante. Caso de uma mulher de Heliópolis que teve enfarte e está no hospital de Heliópolis". Depois Padilha escreve para Mercadante: "O Ministério da Saúde vai ligar agora para tomar todas as providências". O Incor é referência em cardiologia na cidade e o Hospital São Paulo, ligado à Unifesp, recebe verbas federais. Mercadante, por meio de sua assessoria, admitiu a intermediação, mas disse não ter feito "nada fora da lei". E acrescentou: "Fiz e faria de novo". Segundo ele, era "uma cidadã que estava em situação difícil" e pediu "orientação ao ministro Padilha". E como serão atendidos os demais cidadãos paulistanos? Será que Padilha interferirá por mim também, simples e mero cidadão paulistano, aposentado, hipertenso, precisando de ajuda médica? Certamente esses PeTralhas demandariam para ser atendido na porcaria do SUS. Este é o estilo do Partido Trambiqueiro: para os amigos, tudo; para os demais, nada. Esse será o candidato de Lulla para concorrer ao governo do nosso Estado. Mais um verdadeiro poste que a partir de agora chamaremos de Alexandre Quadrilha. Anotem e lembrem-se disso na hora de votar, domingo.

CARLOS ALBERTO DE QUEIROZ

soares.queiroz@terra.com.br

São Paulo

Sem passado

Por que Lula só escolhe candidatos que nunca participaram de eleições? A resposta é simples: não tinha outra opção. Os veteranos estavam queimados. Berzoini, Dirceu, Mercadante, Marta, Genoino, Vilagra eram alvos fáceis. Seguindo a mesma trilha, ele já começa a construir a imagem de outro debutante. Alexandre Padilha será o próximo "novo".

HELENA RODARTE C. VALENTE

helenacv@uol.com.br

São Paulo

Moeda corrente

Cada poste que Lula escolhe para "iluminar o Brasil" custa bem caro e a moeda corrente chama-se "ministério". Não é à toa que existem quase 40 no estoque.

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@terra.com.br

São Paulo

Bandeira/Santificada

"E houve um brasão mameluco/ Que disse 'Non ducor, Duco!' (não sou conduzido, conduzo)/ E um São Paulo que disse 'EU'!" Paulistano, ouve os versos que louvam a nossa independência, pois querem, à distância, nos conduzir outra vez. Já resistimos antes, fomos a última trincheira a lutar contra um governo federal que andava errado em 1932, era outro governo sem lei. Então vota no homem honrado, honra o sangue ancestral derramado, que o inimigo agora é sutil: inocula o veneno enquanto sibila o elogio. Vai votar, paulistano, "como um apóstolo, soldado, gente paulista a teu lado, pela lei e pela Grei". Lutemos, pois, por São Paulo, que esta cidade é nosso orgulho e a cereja do bolo que elles ainda não têm.

STANISLAW CORDEIRO

ratles2@hotmail.com

São Paulo

Resposta

Neste domingo, vamos dar um apagão no partido dos apagões!

FRANCISCO AMARANTE

francisco.e.amarante@gmail.com

São Paulo

 

PARA O PRÓXIMO PREFEITO

Algumas dicas para o candidato à Prefeitura de São Paulo. 1ª Sugestão: Reestruturação da CET – importante fazer essa empresa passar por um processo de reciclagem para que ela possa melhorar seus serviços. Como sugestão, que ela pare de inventar ações que, segundo ela, irão melhorar o trânsito. Ações como extensão das calçadas, ora em construção; bloqueio de ruas sem a devida justificativa, como ocorre agora diariamente na rua lateral à estação Butantã do Metrô (Linha Amarela); colocação de cones no acesso à Avenida Principal, como ocorre no acesso à Avenida Francisco Morato, para quem vem pela Lineu de Paula Andrade, fato que ocorre quando algum marronzinho tem vontade e que só serve para atrapalhar o trânsito; reciclagem dos marronzinhos para que eles ajudem o trânsito, ao invés de somente aplicar multas. 2ª Sugestão: Instalar faróis de pedestres em lugares críticos – Como exemplo, o cruzamento da Rua Frei Caneca com a Avenida Paulista. É impossível ao motorista acessar a Paulista sem que um pedestre esteja na faixa. Tentem fazê-lo, verão que tenho razão. Nem que vocês fiquem horas parados. 3ª Sugestão: Realocar faixas de pedestre, como foi feito em alguns pontos da Paulista. Vejam o caso da faixa da Rua Augusta, esquina com Paulista. Mesmo tendo farol de pedestre, todos atravessam sem prestar a mínima atenção a esse farol. 4ª Sugestão: Retirar pontos de ônibus próximos a esquinas. Como exemplo, o ponto da Bela Cintra, quase esquina com a Luis Coelho. Quem vai virar nessa rua tem de esperar o ônibus sair para poder acessá-la. Deslocar o ponto para o próximo quarteirão evita o congestionamento que ali se forma. 5º Sugestão: Retirar o poste da Eletropaulo que existe na calçada, no acesso da Avenida Francisco Morato para a Marginal, nos fundos da loja Tok & Stock. Só essa ação já resolveria grande parte do congestionamento que ali se forma durante todo o dia. Bem, essas são algumas sugestões. São simples, em sua maioria, e de baixo custo. Basta olhar nossa cidade e certamente encontraremos outras situações similares. E que, se forem resolvidas, ajudarão de forma considerável nosso trânsito e nossa cidade

Eduardo Lyra Prado eduardo.prado@allianz.com.br

São Paulo

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BILHETE ÚNICO

Análise básica de implementação sistêmica das propostas de melhorias do bilhete único em São Paulo. O aumento do tempo de integração do bilhete único de 3 horas para 6 horas é de fácil implantação sistêmica, pois apenas um parâmetro é alterado, portanto pode ser disponibilizado já em poucos meses. O bilhete mensaleiro, como é conhecido pelo paulistano, é de alta complexidade sistêmica e deverá levar vários anos para disponibilizar em processo operacional para o usuário. Além de necessitar de um sistema muito seguro, no mesmo nível que os sistemas bancários, para armazenar todos os dados pessoais dos usuários. Imaginem o vazamento deste cadastro de dados pessoais de todos os cidadãos paulistanos usuários de transporte urbano, como quando ocorreu o vazamento das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Vários cartões clonados serão feitos na conta pessoal do usuário, para dizer o mínimo.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br

São Paulo

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QUEM FICARÁ COM A CHAVE DO COFRE?

Qual é o Estado mais rico da Nação? São Paulo. Qual a cidade mais rica do Brasil e da América do Sul? São Paulo. Com a mesma gula que o PT avançou no erário (bolso do povo), criando o que já foi provado ter existido, o projeto de poder alcunhado de mensalão, de igual forma as riquezas de São Paulo ficarão à mercê da fome do PT, caso Fernando Haddad vença em São Paulo. A chave do cofre paulistano na mão dos petistas, já pensaram nisso? Assino este comentário, pois, diante dos fatos comprovados pelo TSE, tudo me leva à esta conclusão. E liberdade de imprensa ainda existe...

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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ÚLTIMOS MOMENTOS

A possibilidade de o PT se apoderar da Prefeitura de São Paulo me lembra aquela história do passarinho que, hipnotizado pelo olhar da cobra, vive seus últimos momentos.

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

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MAIS POSTES

Corremos o risco de sermos governados por títeres colocados em postos estratégicos de prefeituras, pela cara denominado “deus” dos petralhas, quando a meta que eles perseguem é o poder total, não apenas em São Paulo, mas no País todo, fato que já acontece hoje. Postes carregados podem ficar apagados. Os pobres das periferias são atraídos com promessas vazias de esmolas e ajudazinhas, sem mostrar-lhes que o único caminho de ascensão social e econômica é mediante o estudo e a superação individual, fato que candidatos com mais experiência, seriedade e comprometimento fazem, oferecendo mais escolas, mais cursos técnicos, mais hospitais, mais CEUs e creches, enfim, programas para melhor qualidade de vida. Eleitores votando em corruptos e incompetentes tornam-se cúmplices e de nada poderão reclamar amanhã, quando mais processos cheguem ao Supremo Tribunal Federal (STF) para julgamento, a respeito de formação de novas quadrilhas. Sem esquecer que a falha de decidir na hora de votar deixará os corruptos satisfeitos, com tudo dominado.

Guillermo Estrella guillermoestrella@yahoo.com.br

Salto

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NUNCA ANTES

O PT revelou-se, de fato, um partido autêntico. Dizia nos primórdios da sua vida que era um partido que diferenciava dos demais. Porque não fazia o que os demais faziam. É verdade! O tempo demonstrou total veracidade àquele bordão. Isso porque nunca antes neste país tivemos um partido cujos próceres tivessem sido julgados e condenados por uma Suprema Corte. No entanto, o que mais me preocupa é ver este mesmo partido angariar votos. Ver que os nomes dos seus candidatos são sufragados. Em última análise, estes próceres eleitos, como diriam os homens de antanho, são farinha do mesmo saco! E a minha preocupação vai além, na medida em que observo que a ética e demais valores que dignificam o homem deixaram de ser o apanágio maior. Enquanto a maioria da sociedade aceitar a tese do rouba, mas faz, estaremos fadados a sermos governados por verdadeiros régulos.

Dárcio Mendonça Falcão dmfalcao@aasp.org.br

São Paulo

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AS VERBAS FEDERAIS

O que mais me impressiona é o governo federal, por meio da própria presidenta Dilma – assim ela gosta de ser chamada –, dizer que vai contribuir com verbas federais caso o seu candidato Haddad ganhe a eleição. Será que São Paulo não merece investimentos federais caso o Serra ganhe a eleição? É incrível como Lula não quer largar o “osso”, quer o PT na Prefeitura de qualquer jeito. Será que o povo paulistano vai fazer o favor de colocar esse bando de volta no comando da prefeitura da nossa querida São Paulo? Justamente o povo paulistano, que já colocou para correr a Martaxa, o Pitta e a Erundina?

Marcus Villar marcoslvillar@zipmail.com.br

Itapevi

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APELO

Paulistas, façam como os mineiros, repudiem o petismo-lulismo.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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SENTINDO NA PELE

Perguntei a um petista: o mensalão mudou o seu voto? Ele disse não. Eu perguntei por quê? Porque sempre houve mensalão. Então fiz a seguinte colocação: vamos supor que você tivesse um empregado na sua empresa que sempre te roubou. Um dia você descobre o roubo o que você faria? Eu o demitiria e o levaria a sentar no banco dos réus. E por que você não pensa como o caso do mensalão, roubo sempre existiu, deixa pra lá. Ah, mas aí é o meu dinheiro que está sendo roubado. Perguntei no caso do mensalão o dinheiro roubado é de quem? Ele me disse entendi. Vou mudar meu voto. Simples assim, basta o sujeito sentir na pele.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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MENSALÃO NA PERIFERIA

A afirmação do vereador Toninho Vespoli (PSOL), em entrevista à TV Estadão, de que mensalão “não pega muito” na periferia, é bastante ilustrativa. O vereador foi até delicado nas suas palavras, pois o que ele quis mesmo dizer é que as pessoas simples não têm formação e consciência suficientes para entender as falcatruas políticas. E é disso que se aproveitam determinados partidos, como o PT, por exemplo, para perpetuarem-se no poder: personalidades carismáticas, discursos dogmáticos e falsas promessas.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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‘DESORGANIZANDO O CONSENSO’

O título do livro de Fernando Haddad (Desorganizando o consenso) explica por que temos agora as quotas nas universidades, contrariando o consenso do mérito. Inclusive já ouvi pregações contra a meritocracia, sistema inventado pela natureza (há quem acredite na mão de Deus) para a sobrevivência da vida no nosso planeta. Na insistência de que não houve mensalão ou quadrilha, como pensamos usando o consenso de uma sociedade organizada do período pré-PT. Que caixa 2 é normal, portanto, legal! Que jovens podem delinquir! Que presidiários recebam auxilio reclusão, visitas íntimas e votem! Etc. Agora vejo que a subversão dos valores pré-PT é intencional e parte do projeto de dominação desse grupo.

Oscar Seckler Müller oscarmuller2211@gmail.com

São Paulo

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RESPONSABILIDADE

Os eleitores de cidades onde haverá segundo turno têm uma grande responsabilidade em demonstrar que não apoiaram o mensalão e, portanto, não apoiam a corrupção no uso dos cargos públicos. Muita atenção nas palavras do próprio Lula, se colocando como fazendo parte da quadrilha ao dizer que foi julgado e inocentado pelo povo nas eleições de seu segundo mandato. Só pode ser inocentado ou não quem faz parte de uma transgressão. Ele se inclui? Depois de tantas mentiras, não dá mais pra acreditar em falsas promessas. Depois não adianta se queixar com o bispo.

Leila E. Leitão

São Paulo

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PESQUISAS ELEITORAIS

Se comprovadas as pesquisas para os candidatos na corrida para a Prefeitura de São Paulo, desta vez José Serra não precisará deixar a Prefeitura para concorrer a outros cargos políticos.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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MARGEM DE ERRO

As pesquisas eleitorais estão certas, o que está errada é a margem de erro, não pode ser de dois ou três pontos, o correto é de quinze a vinte pontos para cima ou para baixo, certíssimo! Daí com certeza sempre estarão certas... Acertei?

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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ALHOS E BUGALHOS

Vendo, lendo e ouvindo as pesquisas eleitorais (não acredito muito nisso, haja vista Celso Russomanno), não posso acreditar que alguém ainda possa acreditar nas promessas dos PeTralhas. Eu voto há 61 anos sem nunca ter pensado em tirar proveito próprio. Se der PeTralhas em São Paulo, veremos quantos eleitores não pensam em “patriotismo, brasilidade, honestidade etc.” O colunista José Nêumanne nos ensina “nada de confundir alhos com bugalhos” e os PeTralhas confundem “Jesus Cristo com Zé Bochudo”. Pensem nisso na hora do voto.

Paulo Corrêa Leite paulocleite@bol.com.br

São Bernardo do Campo

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VERGONHA

Pela primeira vez na minha vida sinto vergonha de ser paulistana ao ver pesquisas eleitorais apontando a liderança do partido do mensalão. Ou será que o bando não tem nada que ver com PT?

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

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FICHAS-SUJAS

Entre nove políticos já condenados pelo STF estão líderes do PT, tais como José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, além de outros petistas, o que configura o PT como um partido ficha-suja. Pode-se também afirmar que o Haddad, candidato a prefeito que tem o apoio de corruptos e do grupo da quadrilha de fichas-sujas não assume atitude alguma com a moralidade do nosso país e do governo. Mas o Brasil e São Paulo exigem e merecem fichas-limpas em todos os setores do governo. A única solução possível seria convencer os nossos eleitores a tirar suas conclusões e votar conscientemente. Votem corretamente e não votem em branco.

Evaristo Ribeiro Filho evaldib@uol.com.br

Barueri

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MAIS UM...

Depois de eleger Maluf, Pitta, Erundina, Marta, agora vem o Haddad. Realmente, o eleitor paulistano é de lascar!

Luiz Carlos Tiessi tiessilc@hotmail.com

Jacarezinho (PR)

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O RETORNO DE MALUF

Será que o paulistano deixará isso acontecer, Maluf e Lula controlando São Paulo? Está programado jantar de confraternização entre os grupos petista e malufista. Informações de que Lula e Maluf se encontrarão em local não divulgado com suas assessorias, para definir os rumos do novo governo de S Paulo e a divisão das secretarias e sub-prefeituras. A informação foi confirmada hoje pelo secretário do partido de Maluf e estarão presentes Marta, Suplicy, Haddad e Ruy Falcão. Uma das disputas entre os grupos está a Secretaria das Sub-Prefeituras, cargo dos mais disputados no governo.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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APOIO POLÍTICO

Maluf apoiou Pitta. Agora apoia Haddad. Pense nisso na hora de votar.

Roberto Twiaschor rwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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CADA POVO TEM O QUE MERECE

Eleito Haddad, teremos de volta, como retrocesso, as figuras de Maluf, Erundina e Marta, todos eles deixaram a desejar nas suas respectivas gestões, e certamente influenciarão na nova. A população não pode reclamar, afinal de contas, cada povo tem o governo que merece.

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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PROPAGANDA IRREGULAR

Se o senhor Fernando Haddad deseja realmente ser prefeito de São Paulo, ele e sua equipe de auxiliares deveriam pelo menos zelar pela limpeza da cidade. No dia 24 de outubro, entrei às 10h48, no Terminal Varginha, em um ônibus da linha 5370, em direção ao Largo de São Francisco; durante a viagem, no interior do ônibus, uma partidária de Haddad distribuía “santinhos” e propaganda eleitoral do candidato, e o cobrador do mesmo chegou a sacudir a publicidade do mesmo dentro do veículo – atos que, a meu ver, caracterizam irregularidades; com isso, ao final da viagem havia material de campanha do candidato jogado no chão e um adesivo colado em um banco, outro prática, para mim, irregular, por representar dano, ainda que leve, ao patrimônio público. É dessa forma que Haddad pretende governar São Paulo?

Carlos da Silva carlos_dunham@yahoo.com.br

São Paulo

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ATAQUE À SAÚDE

Haddad em campanha continua atacando a saúde pública de São Paulo. Na maior cidade nordestina do país, não conheço um “nordespaulistano” que não tenha trazido para se tratar nos nossos hospitais um parente que não consegue ser atendido em seu estado. Enquanto nos outros Estados do País a saúde pública “SUS” não for de excelência, São Paulo continuará sendo a “mãe” de todos os brasileiros. A começar dos políticos.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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O QUE O PT QUER DE SÃO PAULO

O PT, onde entra, acaba os recursos, por sua corrupção contumaz, e estão precisando manter sua ultracara manutenção, e resta São Paulo, que está muito bem administrada e com dinheiro em caixa, ao contrário da tristeza que ocorreu quando tanto na saída da prefeita Erundina como na de Marta, o prefeito que as sucedeu teve de esperar de chapéu nas mãos, até implorou para quem pudesse pagar adiantado o IPTU e o IPVA, que ele não tinha como atender nem emergências. Quem quiser lembrar, pegue noticiários da época. Se tem uma coisa de que São Paulo não precisa é do PT.

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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TODO CUIDADO É POUCO

Os eleitores de São Paulo devem tomar muito cuidado amanhã, pois a quadrilha pretende tomar de assalto a cidade mais rica do Brasil, além do mais, já tem o PCC que dá bastante trabalho para a polícia. Portanto, não acreditem nas mentiras que estão cada vez mais criativas e absurdas, lembrem-se do desastre que foi o mandato da Martaxa, São Paulo virou um verdadeiro lixão. Todo cuidado é pouco, PT nunca mais!

Jose Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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COMÉRCIO BILATERAL

Nem definido está quem será prefeito em São Paulo e o PT já iniciou disputa interna por cargos em eventual gestão. Sem dúvidas teremos um grande comércio bilateral entre partidos aliados que o apoiaram, fazendo disso uma grande troca de interesses, cargos e favores. São Paulo vai virar uma verdadeira central de distribuição política.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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A JOIA DA COROA

Uma vitória de Haddad em São Paulo pode fazer da joia da coroa um presente de grego, como anotou Dora Kramer esta semana, o que se verá nas próximas eleições municipais e no Estado então contemporâneo da caótica cidade de São Paulo. O “espírito da história” de Hegel é tido como puro idealismo, mas, vez ou outra, esse espírito baixa. Um fracasso na administração de São Paulo, fundada em coligação espúria, na “repartição do angu”, como disse o guru, ao lado do recrudescimento do problema penal do partido com a materialização das penas, poderá decretar um enfraquecimento ainda mais sensível do Partido dos Trabalhadores.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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OPÇÃO PELA DIGNIDADE

Entra no supermercado um homem jovem, vestido com roupas simples e bem postas, vem até o caixa onde estou e diz para a caixa: “Quero pegar um brinquedo para uma criança e não posso pagar”. A caixa olha para ele e explica com calma e delicadeza que “Isso é um supermercado, não uma entidade social, e para o senhor levar terá que pagar”. E a resposta do homem vem direta e sem contornos: “Sou pobre, favelado e tenho direito (de pegar e não pagar)”. A caixa, agora com espanto, educadamente repete o que já havia dito, e o homem dá a volta e se vai. Sucedem-se com triste frequência histórias reais de estudantes e trabalhadores não comprometidos, irresponsáveis, arrogantes. O Brasil é a cada dia mais violento, brutal, socialmente desajustado. Este é o Brasil do nunca antes de Lula, da construção de um populismo vulgar e barato que se utiliza da fraqueza sem escrúpulos. O discurso do “sou pobre e tenho direito” é a desconstrução desrespeitosa da história de cada um de nós e deste país. Partir do zero e se fazer é lugar comum à história desta brava gente brasileira. O que guiou a todos estes foi dignidade, responsabilidade, retidão, tentar fazer o melhor de si, construir um futuro melhor. Ou seja: uma forte determinação. “Sou pobre e tenho direito” pode parecer lógico e justo para os ingênuos, mas é corrosivo, devastador para a construção de qualquer espírito vencedor. O Brasil que vem desconstruindo a pobreza antecede décadas a Lula e sua pseudoesquerda inconsequente e oportunista. É desonesto negar a história. Ordem e Progresso. Leia-se “direitos, deveres e responsabilidade para Ordem; e seriedade e qualidade de trabalho para Progresso”. Sem isto não existe equilíbrio social. Aliás, sem isso não sobrevive um país.

Arturo Condomi Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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FALTA DE CARÁTER POLÍTICO

O apedeuta se superou em termos de ser uma metamorfose ambulante, como já tinha se declarado, pois, junto com o PT lançou o seu candidato a prefeito de São Paulo como “o novo” sendo o melhor para os paulistanos. Já em Diadema, onde o candidato a reeleição é do PT, o apedeuta, durante um comício, gritou para a plateia que o ouvia para “tomar cuidado” com “o novo”. Disse ainda que Collor se lançou como o novo e deu no que deu. A meu ver, isso mostra falta de caráter político e desrespeito com o povo brasileiro. É de se perguntar: Por que não te calas?

José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo

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VELHO DITADO

Antes de votar, compare as realizações de ambos os candidatos e lembre-se do velho ditado: “Diga-me com quem andas, que eu te direi quem és”.

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br

São Paulo

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DIFERENÇA

Maiores de 70 anos não são obrigados a votar. Vamos convencer aos maiores de 70 anos a votarem, pois esses votos podem fazer a diferença.

Thomas Erico Presch tpresch@uol.com.br

São Paulo

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A IDIOSSINCRASIA DE SERRA

O candidato José Serra tem um jeito muito peculiar e dissimulado de comportar-se em relação a fatos reais. Vide o exemplo dos “papeizinhos” na sua vida política. Na eleição passada para prefeito, recebeu uma inofensiva bolinha de papel na cabeça e simulou que se tratava de um míssil, sendo examinado por famoso neurocirurgião e fazendo tomografia computadorizada do cérebro. Em contrapartida, assinou um documento registrado em cartório, comprometendo-se em cumprir, se eleito, os quatro anos de mandato, renunciou e considera que tal documento não passa de um “papelzinho”. De quem humilhou o FHC na última eleição presidencial, blindando e fazendo propaganda política utilizando-se a foto do Lula, pode-se esperar tudo.

Paulo Sergio Fidelis Gomes psf.gomes@ig.com.br

São Paulo

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‘PRIVILÉGIO AOS CLUBES’

Lendo o editorial Privilégio aos clubes (26/10, A3), concordo plenamente com a opinião ali exalada. Realmente, atitude demagógica e, por isso, interesseira do prefeito Kassab: querer demagogicamente “perdoar” dívidas dos clubes, administrados de maneira sem-vergonha por péssimos e irresponsáveis dirigentes Como pode uma pessoa dessas – chegou a fundar partido para fugir de outro, o DEM – merecer ter votos em alguma eleição? Cuidado, Sr. Serra, o prefeito não lhe traz votos. Pior, ainda, se contar com o interesse dele de estar entre os próximos ministros de Dilma Rousseff. Que vergonha ter essa figura como prefeito da maior cidade do País. Lamentável.

João Batista Chamadoira jobachama@uol.com.br

Bauru

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DEVO, NÃO NEGO...

O editorial do Estadão de 26/10 sobre os privilégios aos clubes, bem como o artigo de 23/10 deixam qualquer cidadão indignado. De um lado, os dirigentes de clubes de futebol apoiando Fernando Haddad de olho na anistia de dívidas fiscais – INSS e Imposto de Renda –, da ordem de R$ 3 bilhões a R$ 5 bilhões, e, do outro lado, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) apresentando um projeto à Câmara para anistiar os débitos de clubes esportivos que utilizam áreas públicas na cidade de São Paulo. Conforme o prefeito Kassab, os clubes são “verdadeiros espaços de lazer na cidade”, só que ele esqueceu de citar que, para desfrutar desses espaços, precisa ser associado e pagar mensalidades. Para os clubes de futebol endividados e que gastam fortunas com jogadores e técnicos, vale o “devo, não nego, e pago as minhas dívidas se quiser”. Como tem gente ordinária neste país!

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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A MÁSCARA CAIU

Estarrecida, li o artigo O PT não é uma quadrilha (25/10, A2), de Demétrio Magnoli. Sempre o tive em alta consideração, lendo seus artigos postados nessa página do jornal ou vendo-o na TV. Suas colocações, sempre muito coerentes, e nunca demonstrou ser um petista, mas, diante de tudo o que escreveu – aliás, uma bela propaganda, não sei se de graça, para o partido dos mensaleiros, que está enterrado até o pescoço de tantas falcatruas, agora julgadas pelo STF, e seus principais integrantes, o do tal Campo Majoritário, no banco do réus e começando a ser condenados. Acabei entendendo que uma hora ou outra a máscara cai. Sr. Magnoli, meus pêsames, o senhor prestou um desserviço ao povo brasileiro e, principalmente, aos paulistanos, que não querem ser governados por uma quadrilha, sim, o PT é uma quadrilha, quer o senhor queira ou não.

Agnes Eckermann agneseck@yahoo.com.br

Porot Feliz

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LEVANTOU SUSPEITAS

Demétrio Magnoli afirma que o PT não é uma quadrilha. Não precisava dizer, era evidente. Eu me pergunto: Por que ele teve de afirmar isso do PT? Será porque a cúpula do partido está sendo julgada por formação de quadrilha e a cúpula representa bem o partido? Ora, onde há fumaça há fogo! Com essa afirmação ele levanta suspeitas...

Luiz Roberto de Barros Santos luizroberto.santos@gmail.com

São Paulo

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DEBATE DEMOCRÁTICO

Sou seu leitor assíduo dos artigos de Demétrio Magnoli, e na quinta-feira (25/10) li com atenção seu artigo O PT não é uma quadrilha. Concordo com Demétrio que o PSDB vem faz tempo errando em suas campanhas e na atual do Serra, o erro foi maior. Atacar o PT, quase que somente, pelo seu lado criminoso não leva a nada, por que, como está na conclusão do seu artigo, “não é assim que se faz oposição”. Considerando estarmos em campanha para prefeitura, o PSDB deveria mostrar a péssima qualidade da gestão governamental do PT. Começando por mostrar as inúmeras "obras lançadas com muito foguetório e que nunca ficam prontas". Há vastíssima informação sobre isso. Quanto à afirmação “o partido não é igual à sua direção nem uma emanação da vontade de Dirceu o de Lula”, lembro o caso de Paulo de Tarso Venceslau, que foi expulso do PT por denunciar nos anos 1990 esquema de geração de caixa 2 para campanhas eleitorais, em prefeitura comandada pelo PT, via contratos obscuros com empresa de consultoria de compadre do “grande líder do PT”. Paulo foi absolvido pela Comissão de Ética do PT, mas foi expulso por exigência de Lula e Dirceu. (ver farta veiculação na imprensa na época dos fatos.) Ainda mais, a participação do PT “na construção de um sistema político democrático” é controversa. O PT tem entre seus líderes figuras do velho Stalinismo, que não tem o menor interesse em “sistema político democrático”. Um pequeno exemplo, a luta permanente do PT para conseguir “o controle social dos meios de comunicação”! Juntam-se aos stalinistas, alguns espertos, que são bem conhecidos. Fechando, artigos como o do Demétrio Magnoli são vitais para o debate das questões nacionais, porque é do debate que nasce e prospera a Democracia.

Carlos Barros de Moura carlos@barrosdemoura.com.br

São Paulo

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SURPRESA

Causa-me surpresa o colunista Demétrio Magnoli não considerar o PT uma quadrilha, se o próprio STF considerou, e, além disso, acusar o candidato Serra de estar utilizando isso na campanha contra o candidato do PT. Vamos supor que tudo o que aconteceu fosse ao contrário, que quem estivesse sendo condenado fosse o PSDB, o ex-presidente seria FHC, o atual seria Alckmin ou Serra, que teria sido eleito por ele. Demétrio, você já imaginou como estaria este país com todas as centrais sindicais (CUT e outras ) nas ruas, a UNE com o estudantes protestando, o MST e a pastoral da terra fazendo piquete nas estradas e no campo, etc., etc.? E você acha que o Serra está exagerando? Cadê a UNE, os caras-pintadas, para fazer passeata e falar que o PT é a maior quadrilha que já esteve no poder (palavras dos ministros do Supremo). O Collor teve o seu impeachment por causa de R$ 30.000,00 de uma Elba, e cadê os petistas éticos? foram todos embora do PT, vide Helio Bicudo, Marina Silva e todos do PSOL. Só posso entender uma coisa, você foi comprado, como todos acima (centrais sindicais, UNE, MST, Pastoral, etc.). Lamento esta sua posição, pois até o momento o considerava uma pessoa ética e que defendia com unhas e dentes os valores republicanos e éticos deste país, mas ou você está sendo chantageado ou se vendeu para o outro lado.

Sebastiao Pimentel Neto pimaneto@uol.com.br

São Paulo

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PARTIDO BANDIDO

Demétrio Magnoli, minhas desculpas, mas a acusação de Serra é bem fundamentada. Vamos listar: 1) O estrategista do PT, o comandante, acabou de colar na pele o rótulo chefe de quadrilha. 2) O ex-presidente da República declara descaradamente que o brasileiro não liga para corrupção. A classificação do Palmeiras é mais importante. 3) O partido, diante de provas irrefutáveis e acachapantes, proclama: “Dirceu guerreiro do povo brasileiro”. 4) O “corpo e alma do PT” repete continuamente que foi absolvido nas urnas. 5) O partido desmoraliza a imprensa e o Supremo Tribunal Federal. 6) Na campanha de 2010, a ética foi estraçalhada dentro do Palácio do Planalto e nos eventos oficiais. Questionar a vocação democrática da oponente é um deslize ínfimo no confronto desleal. 7) O Bancoop é um grande silêncio. 8) Celso Daniel continua insepulto. 9) Constatada a escassez de credibilidade das estrelas do PT, o partido descobriu a fórmula mágica nas eleições: candidatos sem passado. Os dilmas, haddads, pochmanns e padilhas. Não é um partido bandido? O grande problema do Serra é não combinar com o Oi Oi Oi dos dias atuais.

Helena Valente helenacv@uol.com.br

São Paulo

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REALMENTE...

Concordo plenamente com o articulista Demétrio Magnoli. O PT não é uma quadrilha, pois analisando-se as ramificações dos núcleos operacional, financeiro e político, juntamente com os milhões desviados, chegamos à conclusão pura e simples de que, na verdade, trata-se de uma megaquadrilha.

Maurício Rodrigues de Souza mauriciorodsouza@globo.com

São Paulo

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UTÓPICO

O artigo de Demétrio Magnoli (O PT não é uma quadrilha), no meu ponto de vista, é utópico. De fato, muitos petistas são idealistas, mas não lhes cabe qualquer poder decisório. Já o vimos em várias decisões de reuniões, simplesmente descartadas. Os que mandam, fartamente divulgado, são os mesmos. Se a oposição fala para o “povão”, como evitar a linguagem que choca, em condição de provável derrota?

André C. Frohnknecht anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

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ESTÁ QUADRILHA

A página A2 da edição de quinta-feira estava ótima com os artigos dos Srs. desembargador Aloísio de Toledo Cesar e Dr. Demétrio Magnoli. O desembargador nos lembra a todos sobre a imprescritibilidade por disposição constitucional para com os ilícitos por improbidade administrativa envolvendo dinheiro público. Portanto, na condição de contribuintes ao Tesouro Nacional deveremos ser informados sobre a “capturação” de todos aqueles recursos que nos foram surrupiados. Lembra ainda o Sr. desembargador que o “grande chefão também seja responsabilizado”. Pergunta: Quem deve iniciar tal responsabilização? Já o artigo do Dr. Magnoli afirma que o PT não é uma quadrilha! Claro que não é! Nenhuma entidade pessoa jurídica, com CNPJ e endereço, mesmo com sede própria, tem personalidade própria ou responsabilidade sobre as atitudes de sua diretoria. Esta, sim, define, por suas próprias decisões, todos os maus adjetivos a elas (entidades) imputados. Portanto, o PT não é uma quadrilha. O PT está uma quadrilha! Creio que todos aqueles que poderiam ter feito do PT um partido altamente considerado já puxaram os seus carrinhos, vide a esportista, o sr. jurista, o sr. industrial e outros tantos de menores nomeadas. Aqueles que são bem preparados e hoje estão com o partido são apenas oportunistas ou inocentes úteis.

Régis D. C. Fusaro rxfusaro@hotmail.com

São Paulo

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MAIS UMA VIÚVA

Contesto o artigo de quinta-feira do Sr. Demétrio Magnoli ao querer desqualificar as acusações e decisões do próprio STF que julgou que o PT se transformou numa quadrilha incrustada no âmago do poder para roubar o erário e corromper as instituições democráticas. Num malabarismo de acusações infundadas, mais uma vez, e tal como Lula, o Sr. Demétrio, talvez mais uma viúva do PT, acusa a oposição e a imprensa como responsáveis pelo mensalão. Por muito menos o PT, quando na oposição, parou várias vezes o País, três dias só no “fora Collor”, agora imaginem se o mensalão fosse na época do FHC? O PT certamente iria dar um golpe de Estado.

Edvaldo Angelo Milano e_milano@msn.com

Limeira

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PREFERÊNCIA

O PT não é uma quadrilha é o título do artigo do emérito professor Demétrio Magnoli no Estadão de 25/10; porém, minha moral e consciência, além de postura democrática e republicada, prefere ater-se ao significado do também emérito ministro Celso de Mello: “Uma quadrilha que é apenas comparável àquelas que fragorosamente prejudicam aos brasileiros no Rio de Janeiro; assim como aquela conhecidíssima que atua no Estado de São Paulo”. Não se separa a cúpula dos seus seguidores, assim como a cabeça que comanda o corpo. O domo é a essência da podridão que rege tudo mais, e no caso em questão, os seguidores e eleitores agem por livre arbítrio. Não há desculpas e nem rebeldes sem causa; há sim amorais de alto e baixo escalão, tal qual numa organização criminosa. Todos unidos pelo caráter da ganância desmedida e pela sumária falta de princípios morais.

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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OS BONS JÁ SE FORAM

Sou admiradora e respeito sempre as opiniões e análises políticas sempre marcantes do sr. Demetrio Magnoli. Seu artigo de quinta-feira no Estadão parece ser de alguém que vive em um país de Primeiro Mundo. Concordo quando diz que a oposição há muito está sem discurso e sem orientação. Porém no caso atual o que o acha que o PT faria se fossem do PSDB os condenados pelo STF? Iriam respeitar o partido pela sua história? Serra tem, sim, de falar sobre o mensalão, o povo não está tão ligado assim nisso, digo pessoas comuns que não costumam ler jornais e nem prestar atenção no que se passa no País, olhando sempre seu universo bem próximo – condução, saúde, vagas nas escolas. Mas que é honesto e trabalhador e nem entendeu bem esta história de compra de votos e de uso do dinheiro público. O PT teve história e discordo quando diz que não é a emanação de seus líderes. Atualmente é o que é, um bando de oportunistas, sindicalistas sem honestidade intelectual suficiente para pensar no que tudo isso que fizeram (tomada de poder, cooptação de políticos sem caráter) e querem fazer (controle da mídia, da Justiça) fez e fará de mal ao País. Estamos numa democracia “meia-boca” e o principal partido do País é, sim, uma quadrilha, os bons e honestos já saíram e se sobrou algum que está cooptando com eles, portanto se tornou um deles.

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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IMPOSSÍVEL SEPARAR

Como um cidadão comum, que vê política todos os dias, eu não consigo separar o lula e zé dirceu do pt. Nem escrever com letras maiúsculas seus nomes e sua sigla. E foi formada uma quadrilha de dentro do gabinete do presidente. Todos os petistas passam o tempo todo defendendo não só o pt, mas a quadrilha do lula também, o que para mim, não os diferencia. Não vejo assim o Hélio Bicudo, Plinio, Eloisa Helena embora não seja simpatizante da esquerda. Penso que é impossível separar, exceto se os petistas do bem formassem outro partido sem o lula e sua quadrilha. Mas parece que eles não querem, pois, sumiriam sem o lula. Penso que vai ser impossível separar.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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LEITURA PERTINENTE

Escrevo para dizer a Demétrio Magnoli que gostei muito do seu texto no Estadão de quinta-feira. Na crítica atual ao PT, vemos ecoar por toda parte esse discurso do mensalão, de que são todos ladrões etc., em detrimento de uma discussão mais importante que é o rumo do País através da política. A sua leitura dos desvios de conduta do PT e as alianças com o conservadorismo como a busca de estabelecer um projeto de poder é muito pertinente; não é de hoje que essa é a forma predominante de se fazer política no Brasil (o famoso “toma lá dá cá”). Não foi o PT que inventou a corrupção; ao se taxar um dos lados do jogo de antiético, estamos nos privando de darmos um olhar mais atento sobre as reais causas e consequências do jogo. Por trás da dinheirama que vemos rolar (140 milhões no mensalão, 84 bilhões na máfia do Cachoeira etc.) está um jogo de interesses que vai além do simples enriquecimento ilícito: que influências esses dinheiros compram? Depois de toda essa batelada de julgamentos, será que os votos dos parlamentares continuam à venda? Não podem as questões de real interesse do País ser votadas por pura adesão dos representantes do povo e não por interesses privados? Por trás de tudo isso, aprendemos que os políticos na verdade não são meramente agentes sociais para zelar pelos interesses do povo, mas também representantes de setores econômicos, de famílias, de nichos de mercado. E nesse sentido, não podemos ver outra solução para o País a não ser um investimento massivo em educação, para que ao menos se combata o desperdício de recursos na defesa dos interesses desses setores, e que num futuro não muito distante a governabilidade seja possível no Brasil através do diálogo, sem a prática da chantagem e de outras manobras. Nossa democracia é muito recente, e vejo de forma otimista a alternância de poder num futuro próximo. Cada vez mais os políticos vão precisar lidar com conquistas legítimas de seus opositores, e aprender a respeitá-las. É o que a oposição de hoje precisa para se fortalecer e tornar mais democrática a discussão dos nossos rumos.

Fábio Cardelli mortadello@gmail.com

Santana de Parnaíba

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RESPEITO

Professor Demétrio Magnoli, leio seus artigos publicados no Estadão com certa admiração. Reconheço como premissas sua honestidade de propósitos e a coerente adoção da uma lógica bem intencionada. Que o PT tem gente séria, honesta é uma verdade. Porém não tem conteúdo moral nem ético. Não tem embasamento sociopolítico. Está focado única e exclusivamente em manter-se no poder a qualquer custo. Faz aliança até com Satanás se puder tirar proveito político. Ficou escancarado que o mensalão ocorreu não apenas para comprar votos de outros parlamentares desonestos visando aprovar projetos do governo Lula, o que já seria grave ilícito penal. Mas o verdadeiro objetivo era realizar acordos pecuniários com esses mesmos parlamentares para consolidar-se eternamente no poder. E não foram mencionadas as “sobras pessoais” ou o troco liberado a cada um. O modelo deles é o de Cuba, Venezuela e outros, adaptados ao momento brasileiro, todos falidos econômica e socialmente. Essa é a gentalha a que os dirigentes do PT se associa. Os membros do STF são indivíduos selecionados pelo saber e pela conduta moral e ética. Constituem a ultima instancia valorosa da cidadania nacional. Quando por maioria, as vezes unanimidade, se pronunciam sobre determinado assunto, especialmente quando sob a forma do colegiado, o que decidem é a verdade! Quando um ministro declara que “um grupo delinqüente degradou a política”, que “pessoas que ultrajam as instituições atraídas por perversa vocação para o controle criminoso do poder”, nada resta a ponderar. Porem quando o ex-presidente excluído do processo, só Deus sabe por que, declara que “o resultado do julgamento é hipocrisia” e mentor de tudo depois da condenação quase unânime, declara que “o mais importante é ganhar a eleição em São Paulo” nada mais é necessário para concluir que a cúpula e seus agregados do partido todos foram condenados. Quando o partido agora como instituição se multiplica em manifestações de apoio e homenagens aos réus, significa apoiarem a conduta imoral, antiética e criminosa dos protagonistas desse vergonhoso episodio da estória política brasileira e portanto assumem ostensivamente o que na verdade são. Não há duvida. Nessa sequência, espero do professor, sociólogo e articulista uma reflexão sobre seu posicionamento, para que seus leitores possam respeitá-lo como um homem de bem.

Roberto Amorosino ramorosino@terra.com.br

São Paulo

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O QUE TEMOS PARA HOJE

O brilhante artigo de Demétrio Magnoli nos suscita a uma reflexão quanto ao momento político que vivemos. Concordo que a oposição no País esteja em estado falimentar – basta ver que petistas fizeram e desfizeram em dez anos de governo e ainda assim continuam a receber votações expressivas –, mas daí a dizer que (a campanha de Serra) envereda agora por “perigosa narrativa política” e que esteja “inoculando veneno no sistema circulatório da democracia” parece-me um pouco demasiado. Evidentemente que o PT não se confunde com seus dirigentes, e que a história do partido não possa ser simplesmente esquecida, mas, para o momento, o que temos é, sim, um bando de quadrilheiros condenados na liderança. Como agravante, travam ainda alianças com outros cuja história, além de politicamente oposta, entrelaça-se com condenações e fugas. Não há, em meu entendimento, que se distinguir o político do policial. O discurso é o mesmo. Eleitores vão coroar um partido que, independentemente de sua história pregressa, tem em seu curriculum condenações, parcerias espúrias e uma posição no mínimo duvidosa quando o assunto é corrupção em seus próprios quadros? Questionar a oposição por centrar seu discurso na propaganda negativa, concordo ser justo. Mas questioná-la por vincular política à polícia, como tenta Serra e sua campanha, não me parece nenhuma violação à regra do jogo. Os adversários tomaram essa decisão ao dar início às práticas ilegais e seus correligionários, ao não se desvincularem do partido. PT e sua trupe são, sim, no dia de hoje, um caso de polícia. E, para isso, bem diz o ditado, “para o dia de hoje é o que temos”.

Max Guimer Simões Toledo max.toledo@hotmail.com

Guarulhos

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