Importação paulista cresce e confirma melhora

A se confirmar a tendência, será mais um sinal de reativação da economia, pois significa que as empresas instaladas em São Paulo estão ampliando suas compras externas

O Estado de S.Paulo

17 Maio 2017 | 03h14

Há novos sinais de recuperação da indústria paulista. Aumentaram, entre o último trimestre de 2016 e o primeiro trimestre de 2017, os Coeficientes de Importação (CI) e de Exportação (CE) do setor industrial, segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A se confirmar a tendência, será mais um sinal de reativação da economia, pois significa que as empresas instaladas em São Paulo estão ampliando suas compras externas, tanto de insumos necessários à produção quanto de bens de capital para ampliar sua capacidade, e também exportando mais.

O Coeficiente de Importação cresceu um ponto porcentual no período de comparação, passando de 20,5% para 21,5%. Isso significa que mais de uma quinta parte dos insumos é importada, com destaque para derivados de petróleo e biocombustíveis (+5,1%), produtos químicos (+3%) e indústrias diversas (+1,4%).

Os indicadores de alta de importação não são generalizados – oito setores diminuíram as compras externas, tais como produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, produtos têxteis e bebidas. Nestes casos, é possível que os produtos nacionais tenham sido mais atrativos para indústrias e consumidores locais, fato positivo para o produtor nacional.

Já o Coeficiente de Exportação evoluiu de 19,9% para 20,8%, mais pela quantidade exportada – que cresceu 5,5%, com ênfase em veículos automotores, derivados de petróleo, biocombustíveis e coque e metalurgia – do que pelos preços. Mas, ainda que o valor das vendas externas tenha crescido mais lentamente, é possível identificar um aumento da competitividade dos produtos brasileiros no mercado global. Além disso, entre os itens em que a exportação perdeu ritmo estão têxteis, couros, calçados e móveis, que já se beneficiam com a recuperação da demanda interna.

O vigor do comércio exterior deve ser medido menos pela evolução das exportações e do superávit comercial e mais pela corrente de comércio (soma de exportações e importações). Esta mostra o grau de abertura da economia para o exterior. Em 2017, até a primeira semana de maio, a corrente de comércio do País cresceu 16,3% em relação a igual período de 2016, passando de US$ 105,36 bilhões para US$ 121,07 bilhões. Ainda são números baixos, mas sinalizam que a economia brasileira aos poucos retoma o dinamismo.

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