Lançamentos de imóveis aumentaram em novembro

O aumento dos lançamentos de imóveis, reativando a construção civil, é essencial para a melhora das condições de emprego

O Estado de S.Paulo

27 Janeiro 2017 | 03h00

As últimas estatísticas sobre o desempenho do setor imobiliário ainda não configuram uma recuperação, mas indicam que as empresas incorporadoras estão a caminho de superar uma das mais profundas crises de sua história. As vendas de imóveis em todo o País totalizaram 10,1 mil unidades em novembro de 2016, crescimento de 9,8% em comparação com o mesmo mês de 2015. No total acumulado até novembro, porém, as vendas (93,3 mil unidades) apresentaram queda ainda elevada de 8,8% em comparação com igual período de 2015, de acordo com estudo da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Os números são ainda mais encorajadores no tocante a lançamentos de imóveis residenciais, que atingiram 9,8 mil unidades em novembro, alta de 76,1% em relação a novembro de 2015. A retomada não foi tão vigorosa como pode parecer, considerando que os meses finais de 2015 foram muito ruins, o que significa que a base de comparação é muito baixa. Já os cancelamentos de vendas caíram 20,2% em confronto com novembro de 2015.

A situação na cidade de São Paulo obedece a um padrão semelhante. O avanço das vendas em novembro foi de 1.724 unidades, 14,4% mais em relação a outubro, segundo o Sindicato de Habitação de São Paulo (Secovi-SP). Mas, na comparação com o mesmo mês de 2015, houve recuo de 30,3%. No acumulado anual, a queda foi de 18,7%.

Já os lançamentos somaram 3.214 unidades, volume 45% superior a outubro. Apesar dessa reação, o número de lançamentos na capital paulista foi 8,8% inferior ao de novembro de 2015. No acumulado do ano, a queda é de 19,5%. Apesar disso, há um renascer de esperança. Segundo Celso Petrucci, do Secovi-SP, “a quantidade de lançamentos em outubro e novembro comprova a volta, ainda tímida, da confiança dos incorporadores na economia e no funcionamento de nossas instituições”.

O aumento dos lançamentos de imóveis, reativando a construção civil, é essencial para a melhora das condições de emprego, o maior desafio para a economia nessa fase de ajuste.

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