Pesquisa indica onde melhora o setor de imóveis

Segundo pesquisa, foram comercializadas 2.613 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo, aumento de 80,5% em relação a fevereiro

O Estado de S.Paulo

18 Maio 2018 | 04h00

A recuperação do mercado imobiliário já não se limita à capital, chegando agora a todos os 39 municípios que formam a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). Não há sinais de euforia, mas de retomada paulatina da atividade imobiliária, guardando proporção com o crescimento lento da atividade econômica em geral.

Em março, segundo a Pesquisa do Mercado Imobiliário, do sindicato da habitação (Secovi-SP), foram comercializadas 2.613 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo, aumento de 80,5% em relação a fevereiro e de 111,9% comparativamente a março de 2017. Nos últimos 12 meses, até março de 2018, as vendas alcançaram 26.729 unidades, superando em 67,4% os números relativos aos 12 meses anteriores. O crescimento foi quase ininterrupto entre março de 2017 e março de 2018.

O comportamento do mercado na capital supera o das outras 38 cidades da RMSP, onde a crise foi mais intensa e só aos poucos começa a ser revertida. Em março de 2018, foram comercializadas 810 unidades na RMSP, excluída a capital, aumento de 36,1% em relação a fevereiro e de 78% em relação a março de 2017. Nos últimos 12 meses, as vendas alcançaram 8.619 unidades, superando em 11,3% o resultado dos 12 meses anteriores.

Predominam as vendas de imóveis com dois dormitórios e área útil de até 45 m² na capital e entre 45 m² e 65 m² na RMSP. A comercialização é mais rápida nos imóveis com preços de até R$ 240 mil, muitos dos quais enquadráveis no Programa Minha Casa, Minha Vida. É nesse segmento que as construtoras têm obtido melhores resultados, ao contrário do que ocorre com aquelas cuja atividade está dirigida para as classes média e média alta.

Outro indicador relevante é o da oferta final, que atingiu 19.307 unidades em março, 2,1% inferior à de fevereiro e 16,6% menor que a de março de 2017. O estoque ainda é expressivo, mas tende a diminuir devido ao avanço mais lento dos lançamentos.

Em março, segundo a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), os lançamentos de 1.266 unidades foram inferiores aos de 1.661 unidades lançadas em março de 2017.

Na média, os preços dos imóveis estão estagnados, não acompanhando sequer a inflação, segundo levantamentos recentes. Mas esta situação tende a mudar se os estoques continuarem diminuindo.

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