Preço de imóveis sobe mais em áreas mais ricas

A tendência dos preços parece ser positiva: comparando os índices anual e mensal, cresceu o número de cidades com registro de alta

O Estado de S.Paulo

18 Novembro 2017 | 03h10

Os preços médios de venda de imóveis nas 20 principais cidades do Brasil ficaram estáveis entre setembro e outubro, segundo o Índice FipeZap, da Fundação Instituto de Pesquisa Econômica da USP e do portal ZAP. O indicador baseia-se em valores pesquisados na internet do metro quadrado de apartamentos prontos. Embora se trate de preços pedidos pelos vendedores – raramente observados nas operações concluídas –, os valores sugerem que alguns dos grandes mercados de imóveis do País já iniciam a recuperação, depois de um período de grandes dificuldades. E a retomada é mais forte em áreas mais desenvolvidas.

Entre outubro de 2016 e outubro de 2017, o índice FipeZap caiu, em média, 0,37%, mas subiu em 7 das 20 cidades pesquisadas, destacando-se Belo Horizonte, Florianópolis, São Paulo e Curitiba. Já na comparação entre setembro e outubro de 2017, o índice não variou, mas os preços pedidos subiram em 11 cidades pesquisadas. Os destaques de alta foram São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Florianópolis, Curitiba e Porto Alegre.

A tendência dos preços parece ser positiva: comparando os índices anual e mensal, cresceu o número de cidades com registro de alta.

O índice FipeZap está sendo muito influenciado pelo Rio de Janeiro, onde os preços médios pedidos por metro quadrado são os mais altos do País. O índice relativo à antiga capital mostrou os maiores tombos: 0,47% no mês e 4,07% em 12 meses. Também nos primeiros dez meses do ano a maior queda ocorreu no Rio, de 3,9%, seguindo-se Fortaleza, Niterói e Distrito Federal.

Parece evidente que a falta de segurança e a situação econômica difícil da capital fluminense, onde é elevado o número de servidores inativos, influenciam negativamente o mercado imobiliário. No Distrito Federal, onde é excessivo o peso do funcionalismo e a dependência do orçamento público, o mercado imobiliário também demora a reagir.

A retomada econômica deverá contribuir para a recuperação do segmento imobiliário, já visível em indicadores do SecoviSP e da associação dos incorporadores (Abrainc). Será melhor se essa recuperação ocorrer por causa do aumento da demanda, e não da escassez da oferta. Em São Paulo, por exemplo, regras restritivas de zoneamento têm dificultado o lançamento de novos empreendimentos.

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