Vaga temporária reflete alta da demanda

Pesquisa da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem) mostra que indústrias e empresas de varejo e de serviços em geral pretendem contratar 115 mil funcionários temporários em dezembro

O Estado de S.Paulo

05 Outubro 2017 | 03h06

Indicadores recentes apontam para um aumento da oferta de vagas temporárias de trabalho, cujo preenchimento é necessário para que as empresas possam atender à demanda do final do ano. A expectativa é de que parte das vagas temporárias se transforme em definitivas, o que depende do ritmo da atividade econômica nos próximos meses e da aptidão dos contratados para a função desempenhada.

Pesquisa da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem) mostra que indústrias e empresas de varejo e de serviços em geral pretendem contratar 115 mil funcionários temporários em dezembro, comparativamente a 109 mil pessoas de fato contratadas em dezembro do ano passado. Para o último quadrimestre de 2017, a expectativa é de contratação de 374,8 mil trabalhadores, 5,5% mais do que os 355,3 mil admitidos em igual período do ano passado.

Os números foram mais elevados no passado. Em 2014, foram criadas 490,4 mil vagas temporárias e, em 2015, quase 393 mil vagas.

A existência de contingente de desempregados estimado em 13,1 milhões de pessoas parece ter sido fator decisivo para elevar a disposição dos candidatos de pleitear uma vaga temporária. Mostra disso é que 77% dos currículos cadastrados no portal Vagas.com.br revelava a disposição de conseguir um trabalho temporário neste fim do ano. “Foi o maior resultado desde que a pesquisa começou, em 2013”, notou o coordenador do levantamento, Rafael Urbano.

O mercado formal de trabalho tem características sazonais conhecidas. Se a indústria demanda mais pessoal no terceiro trimestre, para atender às encomendas, no varejo isso ocorre no quarto trimestre. Das vagas abertas pelo varejo dependerá, portanto, alguma melhora no comportamento do mercado de trabalho no último bimestre. Dezembro, historicamente, é o pior mês para as contratações (em 2016, foram cortadas 462,3 mil vagas).

A perspectiva de maior oferta de vagas temporárias é um sinal de que o varejo espera que a recuperação em curso se torne mais forte. Essa recuperação já é visível em grandes empresas varejistas do setor, como nos ramos de eletrodomésticos, roupas e calçados. A FecomercioSP informou que 6,2 mil postos de trabalho foram abertos no Estado de São Paulo em julho, melhor mês para o emprego no varejo desde novembro do ano passado.

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