Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2019 | 03h00

EMPREGO

Oitavo mês de alta

Se as perspectivas para 2020 são de crescimento econômico de 2,5%, maior do que o 1,2% estimado para 2019, uma boa notícia vem também dos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged): a criação de 99.232 postos de trabalho com carteira assinada em novembro. É o melhor resultado para o mês desde 2010, quando foram criados 138.247 empregos. No mesmo período de 2018 foram apenas 58.664 novos postos. Já no acumulado entre janeiro e novembro deste ano houve 948.344 novas vagas, ou mais 10,5% do que as 858.500 de 2018. Os melhores resultados vieram do comércio, com a criação de 106.834 empregos, e do setor de serviços, 44.287. Na contramão desses bons resultados, porém, a indústria fechou 24.815 postos, a agricultura, 19.161 e a construção civil, 7.390. Lembremos que em janeiro, após as festas de fim de ano, sempre há dispensa de trabalhadores contratados temporariamente. Diante desse quadro já um tanto animador, torçamos para que a nossa economia não retroceda.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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País em crise

Para se ter ideia da gravíssima crise econômica que o País atravessa após os 13 intermináveis anos de desgovernos petistas, sobretudo o de Dilma Rousseff, de lamentável memória, basta ver os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do IBGE. Em meio à gritante dificuldade de recuperação dos postos de trabalho formais extintos – mais de 12 milhões (!) de desempregados –,o Brasil tem atualmente 670 mil pessoas que passaram a trabalhar em casa, 905 mil entregadores a bordo de bicicletas e motos, 2,304 milhões (!) de ambulantes, entre legalizados e irregulares, e nada menos que um exército de 3.586 milhões (!) de motoristas de aplicativos. Com efeito, será preciso um verdadeiro milagre da equipe econômica de Paulo Guedes para reverter quadro tão desolador. A que ponto chegamos!

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com

São Paulo

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Tecnologia e desemprego

O sonho do empresariado capitalista está pronto para virar realidade: não ter mais empregados nem salários a pagar. Só máquinas trabalhando e computadores gerenciando. Mas, em não havendo mais trabalhadores e seus salários, quem vai comprar os badulaques que alimentam a sociedade de consumo? Quem comprará casas, carros, geladeiras, TVs, computadores, celulares e as mil inutilidades produzidas pela indústria que mantêm os governos com o pagamento de impostos? É o trabalhador assalariado que carrega o mundo nas costas. Avanços tecnológicos, ótimo. Menores custos, ótimo. Mas sem trabalhador ganhando dinheiro e gastando a festa acaba. Será o fim.

PAULO SERGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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A tecnologia é um fator deveras importante para o desenvolvimento. Mas precisa ser bem avaliada na sua aplicação, pois paralelamente é criado um sério problema no campo social, com a possibilidade de perda considerável de vagas para empregados com carteira assinada. Cabem, no caso, algumas observações. A carteira assinada não significa necessariamente nível salarial adequado. Milhões de trabalhadores são pressionados a aceitar valores que não permitem inseri-los no mercado consumidor ou numa habitação condizente. E sem emprego esses milhões de trabalhadores podem ser coagidos a agir de forma irregular. Há outros pontos a considerar, mas um tem de ser destacado: diante das pesquisas sobre tecnologia avançada, especialistas precisam avaliar as alternativas, pois a produção sofisticada ou mesmo as coisas mais simples também dependem do mercado de consumo. Todas essas questões, portanto, precisam ter a devida consideração.

URIEL VILLAS BOAS

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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Construção civil

Excelente artigo Por favor, não façam isso!,de Romeu Chap Chap (20/12, A2). Muito prático, de fácil compreensão, uma bela exposição de nossa realidade, embora focado mais na construção civil. Comemora discretamente nosso ensaio de recuperação, mas também chama a atenção para a necessidade de muito mais, expondo os números reais e as metas que devem ser alcançadas para atingirmos a plena recuperação. Popularizar esse tipo de manifestação é essencial para criar otimismo e estimular o esforço de toda a Nação, que ajuda, e muito, a encurtar o tempo para atingirmos atividade produtiva plena, criando os empregos de que o País precisa, com equilíbrio entre a oferta e procura, tão importante para manter a inflação em nível baixo. Apesar das falas polêmicas do nosso presidente, não devemos colocá-lo na berlinda, promovendo desconfiança e pessimismo. Devemos destacar as realizações positivas de sua equipe, que tem dados bons resultados. Pois o que realmente interessa é o que se realiza, não o que se fala.

LUIZ AUGUSTO CASSEB NAHUZ

luiz.nahuz@gmail.com

São Paulo

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O Brasil tem jeito

É uma árdua tarefa, mas aos poucos o nó deixado pelos governos petistas vai sendo desfeito e o Brasil avança. Tivemos a reforma da Previdência, o imposto sindical virou opcional, não se fala mais em invasões urbanas e rurais, a economia dá sinais positivos, cresce o número de empregados. Mas ainda temos um longo caminho. A máquina pública é onerosa e ineficiente, com altos salários, penduricalhos em profusão, e suave no combate à corrupção, daí prevalecerem a impunidade ou penas simbólicas para os graúdos e a falta de recursos para amenizar as carências em saúde, educação e infraestrutura. É até crime torrar R$ 2 bilhões para sustentar campanhas de 32 partidos – e em via de se criarem mais cem! A menosprezada educação é a chave do sucesso para corrigir o desequilíbrio social, solucionar muitos problemas e alçarmos voo de gavião. Nossos políticos não são adversários que após as eleições se unem em prol do Brasil, mas inimigos. Os perdedores difamam o País no exterior para que nada dê certo, a fim de retornarem ao poder. O Brasil tem jeito, basta elegermos políticos que deem prioridade aos interesses da Nação.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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BOAS-FESTAS

Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano-novo de Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração, Associação Comercial de Sorocaba, Cacau Guarnieri, Comunicação da Associação Brasileira pela Conformidade e Eficiência de Instalações (Abrinstal), SOS Mata Atlântica e Thais Abrahão – Presstalk Comunicação.


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“Toda família tem sua ovelha negra, em algumas há um rebanho. Que

o digam Lula e Bolsonaro”

J. A. MULLER / AVARÉ, SOBRE ACUSAÇÕES DE CORRUPÇÃO

josealcidesmuller@hotmail.com

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“Dependendo das intenções – educativas e disciplinares –, que sejam bem-vindos os radares”

JAIME EUFRASIO SANCHES / SÃO PAULO, SOBRE A VOLTA DESSES EQUIPAMENTOS ÀS ESTRADAS DETERMINADA PELA JUSTIÇA, DERRUBANDO DETERMINAÇÃO DO PRESIDENTE JAIR BOLSONARO

jaime@carboroil.com.br

TRANSPARÊNCIA


O senador Flávio Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão de investigação que o envolve. Essa é a tão propalada transparência de quem não tem nada a esconder? Com a palavra, o STF. A conferir...


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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HABEAS CORPUS PARA FLÁVIO


Parece que nem o próprio advogado de Flávio Bolsonaro deve estar confiando em sua inocência, uma vez que já entrou com pedido de habeas corpus no STF a favor de Flávio. Sorte ou não, o caso caiu nas mãos de Gilmar Mendes... A estúpida decisão de Dias Toffoli de conceder liminar suspendendo as investigações baseadas em dados do Coaf, que beneficiaria principalmente sua esposa e o senador Flávio Bolsonaro, de nada valeu para o filho do presidente. A operação realizada pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, de busca e apreensão na Assembleia Legislativa, em loja de chocolates do ex-deputado estadual Flávio Bolsonaro e em residências, envolvendo ele e outras pessoas, como a ex-esposa e o sogro de Jair Bolsonaro, escancarou de vez os supostos crimes de lavagem de dinheiro e peculato com a participação do hoje senador. E o pai presidente, já muito atordoado com este evento, disse: “Não tenho nada a ver com isso”. E ninguém está lhe acusando...


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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TUDO SE COPIA


Na televisão, como a política, nada se cria, tudo se copia. O filho do “cara” é um “Ronaldo dos negócios”, e Flávio é o “Neymar” do chocolate.


Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo


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CASA DE VIDRO


Os “pimpolhos” deveriam saber que moradores de casa envidraçada não deveriam atirar pedras.


Itamar C. Trevisani itamartrevisani@gmail.com

Jaboticabal


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NA COZINHA


O senador Flávio Bolsonaro já mostrou suas habilidades gastronômicas com laranjas e chocolates. Seu desempenho culinário será aferido, doravante, sem o auxílio do seu assistente de cozinha, o ministro Dias Toffoli, presidente do STF, que por meses o desincumbiu de descascar pepinos e abacaxis. Mas, pelo visto, se depender da Justiça fluminense, o paladar do primogênito do presidente Jair Bolsonaro terá de se contentar, em breve, com as quentinhas do sistema prisional.


Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte


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‘GILMARZADA’


Senador Flávio, pode passar as festas de final de ano tranquilo com a família, pois está a caminho mais uma gilmarzada.


Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo


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FALTA DE APOIO


O presidente Donald Trump sabe que pode contar com o seu partido republicano para permanecer no cargo, mesmo depois de sofrer o impeachment na Câmara dos deputados. No Brasil, as coisas não são tão claras: o presidente da República não tem partido, em tese, Bolsonaro não sobreviveria a um eventual pedido de impeachment. A ideia não é ruim, Bolsonaro tem sido sempre parte do problema e raramente parte da solução, o envolvimento de seus filhos em ações criminosas cria um evidente embaraço e fragiliza muito o governo do papai Bolsonaro. Um acordo envolvendo a renúncia de Bolsonaro pode ser uma opção muito positiva para a economia e para o País, que não sentirá falta alguma do presidente mais grosseiro da história.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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CAÇA ÀS BRUXAS NA ODEBRECHT


A Construtora Odebrecht está fazendo mais vítimas. Agora, é a vez de o filho Marcelo responsabilizar o pai, Emílio, e outros executivos por levar a empresa à recuperação judicial. Todavia, na hora da corrupção e das tramoias para obter benesses, tudo valia. Agora, que “o bicho pegou”, começou a caça às bruxas. Será que, novamente, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, vai responsabilizar a Operação Lava Jato por esta briga doméstica, como já fez anteriormente? Ora, como dizia aquela senhorinha de Taubaté: “Meu filho, cada macaco em seu galho!”.


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo                                                             


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RACIOCINO LÓGICO


Numa entrevista recente, o empresário Marcelo Odebrecht afirmou que o dinheiro da propina a Lula, segundo as provas que apresentou à Justiça, veio do caixa da empresa, e não de contratos com o setor público. Como todo mundo sabe, que dinheiro não tem o carimbo de procedência e o que importa em qualquer doação é a motivação, podemos concluir que a cadeia deve ter afetado o raciocínio lógico do ex-empresário, ou é somente fruto do profundo desrespeito que ele nutre pelo nosso.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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COMBATE À CORRUPÇÃO


A corrupção no Brasil vem de décadas entre nós, conforme se avalia na declaração recente do ex-presidente do Grupo Odebrecht, de que havia pagamentos indevidos desde os idos dos anos 80. Tal anomalia precisa continuar a ser severamente combatida, para que possamos ter um desenvolvimento sustentável rumo à construção da grande nação que temos condições de ser, beneficiando a maioria de nossa sofrida população.


José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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NOBRE DELATOR


Condenado 12 vezes (!) na Lava Jato a penas que somam nada menos que 266 anos (!) e preso desde novembro de 2016, o famigerado ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral assinou acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal, em que se compromete a devolver aos cofres públicos a exorbitância de R$ 380 milhões, recebidos como propina, e implica importantes e conhecidos nomes do Judiciário. Fale, Cabral, o Brasil é todo ouvidos.


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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BENEFÍCIO POSSÍVEL


Não há qualquer delação premiada possível que possa compensar qualquer benefício concedido ao ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. O nível de ardilosas sujeiras alcançado por este criminoso genocida não autoriza qualquer acordo possível que possa beneficiá-lo no que quer que seja. Por favor, ofereçam a ele, em contrapartida às suas possíveis revelações, apenas uma garrafa de pinga de seis em seis meses, para que se afogue em suas próprias mágoas, ou para tentar, enfim, esquecê-las.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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O MAPA DA MINA


E aí, a Operação Mapa da Mina, da Lava Jato, deflagrada no dia 10 de dezembro, chegou ao filho de Lula Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. E a imprensa panfletária o Supremo Tribunal Federal (STF), a partir de então, o que dirão? Que é mentira, invenção da Lava Jato, assim como o papai bonzinho, que à época disse “se ele está errado, ele paga”? Certo? Errado, o papai saiu em defesa do filhinho, antes um simples funcionário do zoológico de São Paulo e hoje um rico empresário, e chamou a operação de “canalhice”. Conforme divulgado, a trama que envolveu o filho de Lula, Bittar e Suassuna tinha um objetivo: ganhar dinheiro sem cumprir contrato. O material reunido pelos policiais e procuradores reforça a ideia de que a quadrilha tinha informações privilegiadas do governo e influenciava a agenda do então presidente Lula. Nada se falou sobre o filho de Lula e sócios se meterem no governo de Lula – já os filhos de Bolsonaro, por vezes, falam algumas bobagens, mas estão muito longe da corrupção que nos mostrou esta operação envolvendo Gamecorp, Brasil Telecom, Oi, Telemar e Grupo Gol. Caberá ao povo fazer a distinção correta e à Justiça punir os responsáveis.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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DECEPCIONADOS


Impossível ser verdade! O Brasil está chocado! Lulinha, em quem depositávamos tantas esperanças pela dita genialidade financeira, filho do ex-presidente da República (o mais honesto dos seres humanos na face da Terra), envolvido em fraudes de mais de R$ 300 milhões em serviços não prestados para a empresa de telefonia Oi! Para onde teria ido esse dinheiro todo? Fazendas? Vacas? Imóveis? Carros de luxo? Relógios? Aviões? Pedras preciosas? Joias? Obras de arte? Bancos de Cuba? Da Venezuela? Angola? Guiné Bissau? Paraísos fiscais? Será Lulinha, agora, mais um saqueador da nação brasileira a ser salvo ad aeternum pelo “excesso de zelo” constitucional de Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Lewandowski, Rosa Weber, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello – essa eficiente máquina de blindagem de criminosos do STF!?


Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia


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ANULEM TUDO


Defesa de Lulinha pede suspensão e retirada do inquérito da Vara da Lava Jato. Esperemos que o tribunal de Curitiba mostre sua sabia competência e condene mais um do clã dos corruptos.


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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LULA E LULINHA


No aquário da vida, filho de peixe peixinho é. Lava Jato neles.


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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PODE ACONTECER


Não está longe de acontecer: Lula solto e Lulinha preso. Mas a ordem pode ser invertida brevemente. Na verdade, filho de peixe peixinho é. E ambos, soltos ou presos, seguem mentindo para o Brasil e enganando milhares de desavisados e tolos.


José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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EMOCIONAL


Lula virou um emocional. Na quarta-feira, no Rio de Janeiro, em encontro com artistas petistas e políticos idem, como não tem mais assunto após a prisão, voltou-se ao governo Bolsonaro. Desinteressado, como sempre, não vê nada de positivo ocorrendo, sobretudo quanto à corrupção, que, se no governo dele, Lula, imperava, há um ano não se ouve falar. Lembro que no governo Dilma seis ministros foram demitidos em seis meses de governo, pela corrupção, endêmica, implantada pelo partido que “não roubava nem deixava roubar”. E assim vamos continuar, até quando não sei, suportando as lamúrias do mais honesto dos homens.


Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo


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DESCRÉDITO ARGENTINO


Sobre a matéria Alberto Fernández dá passo atrás em pacote emergencial, publicada no Estadão em 18/12, o novo presidente argentino parece ter ficado mais cauteloso, pois os canos que o Estado peronista já deu no passado sobre empréstimos mostram que, diferentemente do Brasil, onde ainda se honram ou se honraram as dívidas, lá nos pampas existe pouco espaço para pessoas ou bancos fazerem empréstimos emergenciais a um governo, notadamente um esquerdista. Lá, o crédito do Estado na praça é quase zero, só sobrando o FMI, este mesmo já queimado com inadimplências no passado. A ficha cadastral do possível cliente é a pior possível.                   


Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)


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BARCA FURADA


O novo governo argentino anunciou que aumentará os impostos das exportações agrícolas. O objetivo é controlar a inflação. Essa medida é parte daquela grande lista de medidas econômicas heterodoxas que já foi exaustivamente tentada pelos argentinos e pelo Brasil sem qualquer sucesso de longo prazo. Parece que os brasileiros aprenderam, mas os argentinos definitivamente adoram embarcar nas mesmas “barcas furadas” conhecidas esperando resultados diferentes. A incapacidade de aprender dos argentinos é assustadora. Podemos esperar mais do pior dos hermanos.


Oscar Thompson OscarThompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba


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FERNÁNDEZ, O POPULISTA


Como reza a Lei de Murphy, se alguma coisa pode dar errado, dará, e da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível. Assim se desenrola a política na Argentina. Após o ex-presidente Mauricio Macri implantar uma política bem intencionada e pró-mercado sem o devido acompanhamento, a situação econômica do país acabou resultando num descontrole da economia, levando a inflação do país a 50%, com um baixo crescimento econômico. Já Alberto Fernández, o poste de Cristina Kirchner recém-empossado presidente, seguiu o caminho do populismo, aumentando os custos para empresas que demitirem empregados sem justa causa, sobrecarregando o setor produtivo que gera emprego e produz riquezas e ignorando a regra de que, aumentando o custo para empregadores em caso de demissão, haverá menos contratações, uma vez que na iniciativa privada só sobrevive quem conseguir gerar lucro. Se, por um lado, Fernández se diz preocupado com o desempregado, por outro, não é aumentando o custo para o empregador que vai estimular a criação de empregos. Trata-se do raciocínio típico socialista: “para combater o desemprego, vamos punir os empregadores”.


Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


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GROSSERIA DE CONCEITOS


Ainda quando dois mundiais sistemas de produção se entrechocavam, batiam-se entre conceitos profundos e grosseiros. A paz, por exemplo, para os bolcheviques, existia quando voltada à final sociedade sem classes. Senão, não era paz e a luta deveria continuar. Do mesmo modo, para o capitalismo, se a paz houvesse sido conquistada com sacrifício dos lucros, era mera trégua que se dissiparia ante a falta de acumulação. O salário de um trabalhador soviético, ainda que inferior ao de um americano nas mesmas funções em empresa similar, era mais justo, porquanto episódio do grande idealismo às avessas – o materialismo histórico. E o do americano, se menor, nas mesmas condições, era maior, porque fazia parte do “iter” de criação da próspera sociedade capitalista. Essa grosseria foi usada pelo chanceler brasileiro Ernesto Araújo ao dizer que o socialismo caminha a passos largos na América Latina; logo, é preciso combatê-lo concentrando a renda e recrudescendo a opressão. Incapaz de perceber que é precisamente essa circunstância que medra uma guerra civil – não necessariamente com objetivos comunistas –, nosso grande diplomata, de fazer inveja a Joaquim Nabuco, troca moinhos de vento por exército inimigo, sem perceber que caminha em direção à própria entropia.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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