Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

31 de dezembro de 2019 | 03h00

ADEUS, ANO VELHO

2020 está chegando

Tomara que traga boas-novas para todos nós. Traga emprego, aquecimento da nossa economia, moradia para os brasileiros que vivem embaixo dos viadutos, coleta de esgoto para os 48% da nossa população que não tem acesso a esse serviço, água potável para os 35 milhões de brasileiros que ainda não têm acesso à água tratada, meios para sermos bem cuidados nos hospitais públicos, segurança para vivermos sem medo, transporte público de qualidade e punição para os políticos corruptos. Que 2020 faça nossas autoridades governamentais entenderem que a educação é a mola propulsora do desenvolvimento de um país. Recebamos o novo ano com a certeza de que teremos dias melhores. Bem-vindo!

JEOVAH FERREIRA

jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

Marcha lenta

Ano novo, vida nova, diz o ditado popular, com o otimismo que desejamos ao iniciar um novo ano. Mas para os brasileiros 2020 será ano de eleições municipais, quando os planos de governo andam morosamente e projetos importantes são adiados. Aguenta, coração!

JOSE MILLEI

millei.jose@gmail.com

São Paulo

BALANÇO DE 2019

Corrupção e violência

O Brasil iniciou 2019 com os Poderes da República unidos pela pauta comum de combate à corrupção e à violência urbana, na esteira dos anseios da população expressados pelas urnas em 2018 e pelas manifestações de rua. Dias Toffoli, presidente do STF, aproveitou o início do ano judiciário para destacar a urgente necessidade de dar suporte à segurança pública “visando ao combate à corrupção, ao crime organizado e à epidemia de violência e de homicídios que assola o Brasil”. Já o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), novo presidente do Senado, afirmou na sessão inaugural dos trabalhos no Congresso que os senadores estão lá para “servir ao povo brasileiro”, não para “se servirem dele”, e que os “anseios das ruas” teriam “o protagonismo”. Rodrigo Maia(DEM-RJ), reeleito para a presidência da Câmara, enfatizou na mesma sessão a necessidade de medidas urgentes para reduzir a violência e combater a corrupção. Eleito presidente da República com 57,7 milhões de votos, Jair Bolsonaro fez do combate à corrupção o tema central de sua campanha, sob o slogan “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”. Findo o ano, os brasileiros constatam que os chefes dos três Poderes entregaram o avesso do prometido: abrandaram o combate ao crime e reforçaram os obstáculos para punir corruptos e criminosos de qualquer quilate. Entre incontáveis desvios na rota alardeada, uma pequena mostra: Dias Toffoli, no julgamento da ação que questionou a legitimidade da prisão em segunda instância, formou a maioria do plenário da Corte, votando contra, o que possibilitou a criminosos como Lula e José Dirceu saírem da prisão. Maia e Alcolumbre – com processos no STF – protelaram a votação do tema para 2020 no Legislativo. E Bolsonaro? Não vetou alterações dos parlamentares que desfiguraram o projeto anticrime do ministro da Justiça, Sergio Moro, aprovado pelo Congresso, e confirmou o que já se imaginava: para ele, acima do Brasil e de Deus estão seus filhos – Flávio e Carlos são ambos suspeitos de apropriação de parte do salário de funcionários de seus gabinetes.

SERGIO RIDEL

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

Desarmonia dos Poderes

O editorial O ‘clamor da sociedade’ (27/12, A3) diz que “o governo teria mais sucesso com suas propostas se compreendesse que a harmonia entre os Poderes não significa submissão do Legislativo ao Executivo”. Mas o que temos mais visto, pelo menos eu, com todo o respeito à opinião do Estadão, é o Legislativo se sobrepondo ao Executivo. O ministro Dias Toffoli vem de decidir pela liberação de 50% das verbas das loterias, que estavam contingenciadas, destinadas aos Estados para uso em segurança pública. Em nome da harmonia, não deveria o ministro perguntar ao Executivo a razão do contingenciamento e, conforme a resposta, tomar sua decisão? A atitude do ministro não foi uma decisão monocrática? No meu entender, essa harmonia, prevista na Lei Maior, está prejudicada há muito tempo.

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Meio ambiente

Esclarecedor o editorial Água na fervura (28/12, A3). A mídia internacional tenta induzir a ideia de que o “Brasil é um facínora ambiental planetário”(sic). Mas os EUA são o segundo maior poluidor, de acordo com o Global Carbon Atlas, e a mídia não fala nada, nem a ONU, nem Macron, nem Greta. Infelizmente, o governo Bolsonaro agiu de forma desorganizada quanto à política de meio ambiente e à defesa do Brasil nessa questão.

JOSÉ LUIZ ABRAÇOS

octopus1@uol.com.br

São Paulo

EDUCAÇÃO

Universitários conscientes

O editorial O ranking das universidades (25/12, A3) apresenta o resultado do Leiden Ranking 2019, promovido por instituição de ensino holandesa que avaliou as universidades brasileiras quanto à qualidade das publicações acadêmicas. O editorial cita a questão da “balbúrdia”, a que se referiu o ministro da Educação, Abraham Weintraub, em referência a algumas universidades federais. É possível que a atitude do ministro tenha tido uma avaliação muito negativa de parte da imprensa e talvez o próprio ministro tenha adotado um tom punitivo nesse caso específico. Contudo o problema é real. Existem, e não somente nas universidades apontadas, muitos casos de morte de estudantes universitários em festas, brigas e trotes. Infelizmente, é uma realidade em todo o País. Os jovens vêm adotando um estilo de vida que muitas vezes acaba por lhes tirar a própria vida. Uma das soluções para esse problema foi proposta em artigo acadêmico intitulado Estilo de vida e fatores associados entre estudantes universitários, que aborda pesquisa realizada entre jovens da Universidade Federal do Piauí. Nesse trabalho as autoras acadêmicas, enfermeiras experimentadas no atendimento de emergência de jovens universitários, detectaram que o ingresso na universidade está associado a uma interpretação errada da liberdade individual, o que pode contribuir para o abuso do álcool e o uso de outras drogas. E concluíram que existe a necessidade de intervenções, com a realização de palestras, campanhas e rodas de conversas, para conscientização desses universitários acerca de alcoolismo, uso de drogas e exposição indevida a riscos. É uma tarefa que demanda esforço e paciência, mas necessária. Não teria sentido preocupar-se com a qualidade das pesquisas sem a correspondente preocupação com a qualidade de vida dos universitários.

IRENE MARIA DELL’AVANZI

irenedellavanzi@hotmail.com

Itapetininga


“O que desmoraliza Greta Thunberg e Emmanuel Macron é exatamente não se manifestarem sobre a China, os EUA,

a Índia e a Rússia”

 

LUIS FERNANDO MEIRELLES CARVALHO / SÃO PAULO, SOBRE OS PROTESTOS INTERNACIONAIS DE AMBIENTALISTAS CONTRA O BRASIL (Água na fervura, 28/12, A3)

meirelles@meirellescarvalho.com.br

“Para 2020 que Bolsonaro se lembre das palavras de Goethe: ‘Mandar é fácil, difícil é governar’”

 

VIDAL DOS SANTOS / GUARUJÁ, SOBRE O QUE SE ESPERA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

NO NOVO ANO

vidal.santos@yahoo.com.br

TEMPOS TORMENTOSOS

Dentro de pouco tempo estaremos ingressando no último ano da segunda década deste século, cujos primeiros anos foram marcados por dois governos de fragrância esquerdista. O primeiro, chancelado pelo hoje quase completamente estilhaçado PSDB, sucedido até quase o final do período pelo PT, este declaradamente dedicado à implantação de um projeto de poder partidário de esquerda. Em perspectiva, é lícito suspeitar que, na verdade, se tratou de um mandato contínuo dos dois partidos, configurado pelo apoio de um dos seus principais ícones. Fernando Henrique Cardoso (FHC), sub-repticiamente, prestigiou e até estimulou o estabelecimento por aqui de uma vereda estranha aos anseios da sociedade, apesar de todo o desastre que se vinha desenhando através do populismo nocivo inspirado pelo falso líder, hoje condenado por corrupção, com repercussões funestas para a economia e o comércio – um voo de galinha que durou 20 anos... Oxalá o próximo ano propicie decolagens mais auspiciosas.

PAULO ROBERTO GOTAÇ pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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HÁ O QUE COMEMORAR

Daqui a pouco estraremos nos despedindo de 2019. Há quem diga que não temos quase nada a comemorar e que era esperado mais do governo do presidente Jair Bolsonaro. Eu confesso que tive momentos de desesperança, mas com o passar dos dias comecei a enxergar mudanças para melhor e acredito que o presidente está conduzindo bem o Brasil. Aquele clima político carregado que vivíamos à época em que o Partido dos Trabalhadores estilhaçava o País ficou para trás, Graças ao nosso bom Deus. Só o fato de saber que o Lula hoje é carta fora do baralho é motivo para dizermos que está tudo indo às mil maravilhas. Que clima político agradável este que estamos presenciando. Temos um Congresso que está ajudando, e não atrapalhando. Que bom termos ficado livres, nas eleições de 2018, de um bando de sugadores da Pátria. Ainda restaram alguns, mas sem espaço para fazer as canalhices que faziam. Às vezes a gente chega a pensar que nem estão mais no Parlamento, como Renan Calheiros, que sumiu. Vamos, sim, ter um Brasil melhor. Estejamos todos confiantes. Nas eleições de 2020, quando serão eleitos prefeitos e vereadores, não podemos vacilar, é a grande chance que teremos para terminar a faxina que teve início em 2018. Afugentemos os maus. Feliz ano-novo, Brasil.

JEOVAH FERREIRA jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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2019, O ANO DO ESPANTO

Um ano em busca de definição, 2019 nos contempla, já partindo da estação para a História, como uma esfinge que nos devora por nossa incapacidade em decifrá-lo. Procura-se a palavra-chave que defina o ano enigmático, um ponto fora da curva na história da política mundial. Perplexos diante de figuras como Donald Trump, Boris Johnson ou Jair Bolsonaro, analistas, sociólogos e historiadores não conseguem explicar esta virada de ponta-cabeça na vida política de nações com histórico razoavelmente explicado. Como já disse Umberto Eco, a internet deu voz aos imbecis. O que não se poderia prever é que ela também ajudaria a elegê-los. Populistas de todos os matizes sempre foram bem-sucedidos na política. O que estamos vivendo agora é uma nova onda de tipos escalafobéticos inimagináveis, dando shows estapafúrdios na era do mundo digital, dos algoritmos e da internet quântica. Que a razão e o bom senso ainda prevaleçam quando acordarmos deste pesadelo coletivo que a democracia de pileque nos acometeu.

PAULO SERGIO ARISI paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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HAJA DEMAGOGIA!

A pergunta que não quer calar: só agora foi descoberto que nas Câmaras Municipais, nas Assembleias Legislativas e, muito provavelmente, na Câmara dos Deputados e no Senado sempre existiu o esquema da rachadinha? Até onde se tem notícia, a rachadinha no Brasil é mais antigo que andar pra trás. Como se diz popularmente, é dando que se recebe. Se for confirmado, como parece, só foi o filho do presidente, Flávio Bolsonaro, que praticou a famosa “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro? Quantos funcionários, assessores são coagidos a devolver parte do salário que recebem? Totalmente ilegal e antiético, mas praticamente institucionalizado, dividir o salário de um servidor entre vários é comum dentro dos gabinetes de deputados e vereadores do Brasil todo e faz parte da velha politica, esta anunciada como inimiga pelo presidente da República. Mas como inibir essa prática? Desde que assumiu o Planalto, Jair Bolsonaro elegeu o combate à corrupção endêmica que assola o País desde seu descobrimento como prioridade e atacou boa parte das instituições, como o Supremo Tribunal Federal (STF), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Congresso nacional, além das ONGs. No entanto, em menos de um mês de seu governo já começaram a surgir denúncias e suspeitas do enriquecimento ilícito contra o agora senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente. Segundo o Ministério Público, o ex-assessor de Flavio e ex-policial Fabrício Queiroz teria recebido R$ 2 milhões de 13 colegas do Gabinete do então deputado. No Brasil, como tudo o que é ruim ainda pode piorar, o MP constatou também que o gabinete de Flavio, ovelha negra da família, empregava parentes de milicianos. Queiroz tem relação antiga e íntima com a família Bolsonaro, ele tem afirmado conhecer o ex-policial desde 1984 e que pescavam juntos em Angra dos Reis. Não adianta o presidente acusar o MP de armação contra ele e seu filho prodígio. Quem não deve não teme a Justiça.

TURÍBIO LIBERATTO turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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EXEMPLO PARA O BRASIL:

A cidade de Santo Antônio da Platina, no Estado do Paraná, 50 mil habitantes, acaba de dar um grande exemplo político, democrático e administrativo a todos os demais município brasileiros. Democraticamente os munícipes em massa pararam todos de trabalhar e foram até ao plenário municipal para contestar e exigir a anulação do projeto de aumento de salários que a Câmara Municipal já havia aprovado para o prefeito: de R$ 14.760 para R$ 22 mil, e para os vereadores de R$ 3.745 para R$ 7.500. Com a pressão democrática imposta pela população, houve, sim, uma redução: para o prefeito R$ 12 mil e para os vereadores, R$ 970. Uma vitória justa e exemplar dessa população platinense que vai para todo o Brasil acompanhar. Tomara que os brasileiros aprendam essa grande lição ordeira e comecem aplicando no Senado, na Câmara dos Deputados e até no Poder Judiciário. Esse é o caminho legal e democrático que os brasileiros têm para recolocar o Brasil no caminha da ordem e do progresso.

BENONE AUGUSTO DE PAIVA benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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CENA HORRIPILANTE

Francamente, o País não merece assistir ao circo de horrores proporcionado pelos seus políticos nas últimas décadas. Desgraçadamente o Brasil não tem desfrutado sossego suficiente e de modo contínuo, para alcançar um crescimento econômico, pelo menos decente, que permita tirar da pobreza milhões de brasileiros, por causa, especialmente, desses solavancos na mais alta esfera. Ninguém com uma mente minimamente lúcida e patriótica pode estar exultando com o que tem acontecido. Não se pode ter alegria no fato de, não bastasse um, termos dois presidentes cassados. Acompanhando esse calvário, assistirmos ao flagelo de um escândalo atrás do outro da corrupção levada a efeito no governo petista. Mais. Vivermos o vexame de dois dos nossos presidentes nos trazerem a humilhação de serem presos e, pior, ambos ainda com pendências a serem acertadas com a lei. E agora, um presidente eleito como os demais, democraticamente e que, sejam quais forem seus defeitos, não tendo a pecha de corrupto, ter um de seus filhos envolto num escândalo a ser mais bem explicado, que, muito embora não seja de bilhões, é de milhões. Quando será que teremos a bem-aventurança de ter paz? Pelo andar da carruagem, grandes emoções ainda nos aguardam nos anos vindouros e a tranquilidade tão ansiada pela Nação ainda estará longe de ser alcançada. E a sociedade assiste, agora não mais perplexa, esse filme de horrores que se está banalizando.

ÉDEN A. SANTOS edensantos@uol.com.b

Barueri

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ANO DE BIZARRICES

Mais uma análise perfeita sobre o primeiro ano de mandato do presidente Jair Bolsonaro, como consta no artigo do professor de Teoria Política da Unesp Marco Aurélio Nogueira com título “Um ano de bizarrices sectarismo e ideologia” (28/12, A2). Concordo com o articulista quando diz que temos um “presidente sem compostura ou respeito à liturgia do cargo”. E “também travou uma ‘guerra cultural’ de baixíssimo nível contra escolas, professores, universidades, pesquisadores”. Ou seja, fez do MEC um “deserto de ideias e iniciativas”. Um festival de besteiras assolou o Brasil. Que o aquecimento global é uma balela, o rock é satânico, etc. Sobre zelo ao meio ambiente, outro desastre. Despreza a constitucionalidade nos projetos que apresenta. Não sabe dialogar com a classe política. Intolerante, incentiva, assim como fez o PT, o “nós contra eles”. Autoritário que é, da mesma forma que diz odiar a imprensa, diz a uma jornalista que ela tem “cara de homossexual”. Ora, de que adianta ter no Ministério da Economia, Banco Central, Agricultura, Infraestrutura, e também na maioria das principais empresas estatais, gente competente, se o presidente neste primeiro ano de governo se perdeu pela boca, pelo ódio a seus adversários, e até colocando dúvidas da sua predileção pela democracia? Já que exemplos não faltam de elogios a torturadores e ditadores. Ou seja, Jair Bolsonaro, infelizmente, vive hipnotizado e se alegrando no poder com o entusiasmo de seus bajuladores. E improdutivo, para nossa indignação, conclui um ano de bizarrices.

PAULO PANOSSIAN paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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EM QUE PAÍS VIVE?

Lendo o artigo de Marco Aurélio Nogueira ( A2 - 28/12/2019) percebe-se claramente que o autor vive no seu mundo escolar e que sua ira poderá permanecer até 2026. Mesmo porque, cometendo o atual governo alguns erros, o povo quer comida na mesa, ética e segurança pública. Para isso basta a economia crescer, como se vislumbra, e restará ao articulista continuar sonhando com o milagre da volta do PT...

PAULO CÉSAR PEREIRA pcme.x@hotmail.com

São Paulo

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O OUTRO LADO DA QUESTÃO

Não discordo da opinião “Um ano de bizarrices, sectarismo e ideologia”, do professor Marco Aurélio Nogueira, mas faltou falar do outro lado. Os opositores do atual presidente fizeram também a sua parte, ignorando os pontos positivos (sim, existiram, e não foram poucos) e fazendo tudo para sabotar a administração do governo federal. Houve conquistas, como a reforma previdenciária e a recuperação econômica (ainda lenta, mas consistente). E nenhum caso de corrupção ou desvio de verbas públicas. Se é para criticar os defeitos, deve-se também reconhecer os acertos.

LUCIANO NOGUEIRA MARMONTEL automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

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INSTITUTO LULA

Deu-se mais um mergulho da Justiça no profundo poço de indecências do ex-presidiário Lula da Silva. Relatório da Polícia Federal (PF) aponta que Lula recebeu propinas disfarçadas de doações para o Instituto Lula. Leio que do montante de R$ 28 milhões recebidos pela sua empresa Lils Palestras, Eventos e Publicações Ltda., aquela que agenciava as suas obscuras e desconhecidas palestras (?) em anônimos ambientes e territórios, a empresa Infoglobo Comunicações e Participações, do Grupo Globo, contribuiu com R$ 450 mil em outubro 2013. Aguardemos a nota oficial do referido grupo negando o fato, atacando a PF e atribuindo ao então deputado federal Jair Bolsonaro a responsabilidade pela nebulosa transferência, em 2013. É sabido que a enrolada e redundante defesa do condenado de largo costado está “se virando nos 30” para abafar esse novo “batom na cueca”. Como trabalha, hein! Haja vocábulos, criatividade e inteligência (?) emocional para manter o seu imperecível gado crente de que seu pastor é inocente.

CELSO DAVID DE OLIVEIRA david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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DPVAT

O presidente Jair Bolsonaro tentou acabar com o DPVAT e, por tabela, com a galinha dos ovos de ouro do seu desafeto partidário Luciano Bivar, detentor desse monopólio. Alguns dias depois o Supremo Tribunal extinguiu a eficácia da medida provisória de Bolsonaro. Para continuar sua “perseguição” ao desafeto, determinou que o valor do DPVAT ficasse quase 70% menor. A pergunta que não quer calar: com o novo valor de R$ 5,23, será afetado também o pagamento do seguro aos acidentados? Com a palavra os briguentos de carteirinha!

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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COMUNISTA? EU, HEIN!

O Estadão noticiou que o PCdoB, de Manuela D'Avila, a mesma que foi candidata a vice de poste de Lula e deu uma mãozinha aos hackers dos telefones de autoridades, vai esconder o termo Comunista do nome. Dá pra entender. Afinal, nem os ultraeficientes alemães conseguiram fazer o sistema funcionar. Mas vai substituir por o quê? Camarada? Até faria sentido, não? Os Odebrechts que o digam.

OSCAR THOMPSON oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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BOMBOU NAS REDES

Tábata Amaral diz: “Não podemos tolerar a intolerância, muito menos a violência. Minha solidariedade ao Porta dos Fundos”. Considerando que qualquer agressão é absolutamente indesejada, mas estranhando um juízo desta ordem de quem nasceu numa favela e estudou em Harvard, ou seja, passou pelos dois extremos, o que deveria dar uma larga visão da sociedade, pergunto: a montagem que o Porta dos Fundos fez sobre Jesus não foi uma agressão?

ABEL CABRAL abelcabral@uol.com.br

Campinas

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PORCHAT

Fábio Porchat demonstra claramente seu incômodo por não acreditar em Deus. No fundo ele sente a verdade e se incomoda com isso ao levar ao ar a brincadeirinha de Natal. Fico perplexo com a incapacidade de visão desse cômico, pois sabe ele que a maioria dos brasileiros acredita em Jesus e por isso ficou decepcionada com ele. Só queria saber, quando uma pessoa vai ao seu programa de historinhas, ele a ridiculariza?

GERALDO SIFFERT JUNIOR siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

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PORTA DOS FUNDOS

Espero que um dia o senhor Porchat cresça e seja digno de entrar pela porta principal.

JOTA TREFFIS jotatreffis@outlook.com

Teresópolis (RJ)

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PIADA COM JESUS CRISTO

De acordo com a esquerda, piada com homossexual é crime. Porém, se a piada com homossexual envolver Jesus Cristo, vira arte. Na verdade, a esquerda é uma piada.

ERALDO BARTOLOMEU CIDREIRA REBOUÇAS real742@yahoo.com.br

Poços de Caldas (MG)

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UMA QUESTÃO NÃO RESOLVIDA

Não poderia deixar passar 2019 sem externar minha grande preocupação com a crise global que afeta a todos nós. É preciso enfrentar, com coragem e honestidade intelectual, a questão do papel e funções do Estado na promoção do bem comum. O sistema liberal capitalista, orientado pelas sinalizações do livre mercado, quase sempre movido pela ganância e pelo pensamento individualista, age para atender a demanda de bens e serviços e assim organiza o funcionamento da maioria das sociedades. No entanto, o referido sistema, responsável pelas maravilhosas conquistas da humanidade, em todas as áreas do agir humano, é também o responsável pela miséria e a opressão política que se espalha por todo o planeta. O comunismo dirigista, ateu, inibidor da liberdade, proprietário do sistema produtivo e distributivo, não funcionou no atendimento das aspirações humanas e é uma experiência política ultrapassada, após décadas de ação extremamente ditatorial, desrespeitando os direitos humanos. A social-democracia avançou bastante nos países nórdicos, na promoção do bem comum, mas esgotou suas possibilidades de revolucionar, pelo voto livre dos parlamentos – “o supremo poder” - as formas de operar as sociedades, face às velozes transformações tecnológicas e o descaso das novas gerações para com as responsabilidades solidárias que o necessário viver coletivo impõe. O cansaço cívico e a apatia moral perante o poder político se abate sobre as populações de todo o mundo, sem reação organizada, como se a resolução das questões existenciais e sociais se resumisse na contemplação do atual desastre do Humanismo e da progressiva impossibilidade de comunicação entre as pessoas. A Doutrina Social da Igreja Católica - “perita em humanidade” - um repositório de preciosas reflexões sobre a sociedade e a organização do necessário viver coletivo, é desconhecida pela quase totalidade dos cristãos, numa atitude irresponsável de omissão perante o quadro de crescentes injustiças sociais, que se manifestam em todo o mundo. A Civilização Ocidental, hoje paradigma para todas as demais regiões do planeta, construiu suas estruturas sociais, políticas, econômicas e jurídicas sobre o pensamento greco-judaico-cristão, e tal legado parece que vai se perdendo nos desvãos das sociedades culturalmente fragilizadas e na trepidante e irreflexiva vida contemporânea. A questão central da política continua em aberto desde o século 19: - Qual o papel do Estado no atendimento das necessidades básicas dos povos? Quais os limites de sua ingerência na organização das sociedades de tal forma que garanta a justiça social e os direitos inalienáveis dos cidadãos? Certamente a democracia deverá ser preservada, com o aperfeiçoamento dos mecanismos de eleição de legítimos e competentes representantes dos povos. Igualmente, caberá ao Estado a garantia de um meio ambiente sadio de tal forma que se possa afastar, com urgência, as ameaças de desastres com inimagináveis consequências, como os que já estão sendo provocados pelo aquecimento da atmosfera e pela progressiva escassez de água potável. Também é inegável responsabilidade do Estado criar as condições necessárias para a geração de empregos para todos e providenciar, por meio de políticas públicas adequadas, a diminuição dos desníveis de renda, que humilham milhões de pessoas destruindo suas expectativas e sonhos de vida. Não deve pairar dúvida de que é papel do Estado garantir sistemas de educação de qualidade para todos, como a única forma de ser ter efetiva igualdade de condições de trabalho na vida coletiva, fortalecendo a virtude da solidariedade como principal fundamento da inescapável vida em comum nas sociedades democráticas. Os donos do poder, a classe dominante, que cada vez mais se fortalece com o uso dos mecanismos de ação que lhe são característicos, como o uso intensivo da mídia e agora com o uso da moderna tecnologia da IA, (inteligência artificial), mantém as atuais estruturas de dominação política, com a argumentação que operam o mais eficiente e o mais justo sistema de funcionamento das sociedades – o liberal capitalismo. Apontam os que pretendem alertar para os erros que estão sendo cometidos como comunistas ou anarquistas retrógrados, perturbadores da ordem. Por sua vez a chamada “esquerda”, depois da queda da União Soviética (1989), continua sem saber o que fazer e prossegue na divulgação de soluções pouco eficientes e totalmente impossíveis de serem implantadas por uma população anestesiada e não preparada para o desenvolvimento de um pensamento crítico apropriado ao renascimento do Humanismo Integral – a prevalência da dignidade das pessoas no processo histórico. O risco, se tudo permanecer como está, fato que poucos percebem, é a eclosão de um enorme e irreprimível confronto entre os que cada vez possuem menos, inclusive a possibilidade de empregos e de sonhos, e os poucos que cada vez possuem mais da riqueza gerada e do poder, sem que as lideranças políticas atuais apresentem alternativas para a situação de miséria e injustiça crescentes, com a construção de uma nova ordem social e política que garanta a liberdade, a justiça social, a paz e a solidariedade para a maioria das pessoas, em todo o planeta. Não é tarefa fácil de ser realizada, mas é uma necessidade evidente, se quisermos continuar a existir.

EURICO DE ANDRADE NEVES BORBA, ex-professor da PUC-Rio, ex-presidente do IBGE eanbrs@uol.com.br

Caxias do Sul (RS)

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EM CURITIBA

Tenho notado que seguranças da Rodoferroviária de Curitiba agem com truculência contra cidadãos em situação de rua, que usam o sanitário daquele espaço público para fazer a barba. Alguns desses homens acabam encontrando na rodoviária o único local para este procedimento de higiene, mesmo sem usar cremes ou pastas espumantes, somente o aparelho descartável. Os agentes de seguranças muitas vezes humilham e expulsam essas pessoas em situação de extrema vulnerabilidade desses locais. Absurda tanta falta de respeito com essas pessoas, muitas vezes senhores de idade, que nem sequer podem ter o direito de se sentar. Falta humanismo por parte desses despreparados seguranças da rodoviária, e também da Urbs, que administra o complexo, e da própria Prefeitura Municipal de Curitiba.

CÉLIO BORBA celioborbacwb@bol.com.br

Curitiba

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ITALO FERREIRA

Merece aplausos de pé o surfista Italo Ferreira, do Rio Grande do Norte, que acaba de conquistar mais um título de campeão mundial para o Brasil. É verdadeiramente impressionante sua vitoriosa trajetória de vida, de um menino humilde e sem recursos que começou a conquista da ondas do mar equilibrando-se numa prosaica tampa da caixa de isopor que seu pai carregava para vender peixes. Bravo!

J. S. DECOL decoljs@gmail.com

São Paulo

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TROVA DE ANO-NOVO

Seja um pulsante ano novo,

pro Estadão, pra todos nós:

fatos, apenas, meu povo,

não calando a nossa voz!

ADILSON ROBERTO GONÇALVES prodomoarg@gmail.com

Campinas

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