Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

04 de janeiro de 2020 | 03h00

PACTO POSSÍVEL

Por amor ao Brasil

Entramos em 2020 com um cenário político em que, a menos que haja mudanças radicais possíveis, teremos nas eleições de 2022 um primeiro turno repetindo 2018: dois extremos (PT x Bolsonaro) dominando um centro atônito e populoso. Uma mudança pouco provável, mas que resolveria a disputa entre extremos já no primeiro turno, seria a candidatura de Sergio Moro a presidente. Outra difícil, mas viável, seria um pacto, claro e público, entre todos os candidatos do centro-esquerda ao centro-direita, a 12 meses da eleição, abdicando da candidatura à Presidência em apoio ao mais votado entre eles em pesquisas de opinião. Seria uma ótima demonstração de superação de interesses privados por amor ao Brasil.

LUIZ ANTÓNIO RIBEIRO PINTO

larprp@uol.com.br

Ribeirão Preto

EDUCAÇÃO

Compra de vagas

O escândalo da compra de vagas de Medicina na Universidade Brasil mostra o descalabro dos seguidos governos ao abrirem irresponsavelmente tais vagas em locais sem nenhuma condição de formar um médico e permeados de corrupção, objetivando só o lucro. São esses médicos tenebrosos que compram vagas que vão atender – e matar – até os políticos que só vão a hospitais de ricos. É urgente um exame de ordem para todo médico que venha a se formar, para impedir pessoas sem a devida formação de atender. E que o MEC faça uma real fiscalização desses cursos de Medicina, já que a feita atualmente é um faz de conta, haja vista as péssimas escolas que nunca foram fechadas.

RAPHAEL CÂMARA MEDEIROS PARENTE, conselheiro do CFM

raphaelcmparente@hotmail.com

Rio de Janeiro

‘MP das universidades’

A respeito do editorial A MP das universidades (3/12, A3), penso que pode ser uma ótima oportunidade para os envolvidos apresentarem suas posições no Congresso. O que não pode continuar é a falta de cuidado que se verifica em vários câmpus: pichações, sujeira, instalações inadequadas, falta de compromisso com o calendário e falta de transparência no uso dos fartos recursos públicos – sem nenhum ônus para os alunos, mesmo os que têm boa condição financeira. É um absurdo a universidade federal ser de graça para quem pode pagar. Vejam-se, por exemplo, os cursos de Medicina. Grande parte dos alunos é de classe abastada. Não precisa pagar R$ 10 mil por mês, como nas particulares, mas têm que fazer alguma contribuição. Os tempos são outros, as universidades precisam se adequar em todos os aspectos.

PAULO ROBERTO REIS

paulorobertodelgado@gmail.com

São Paulo

A falta de urgência e relevância já torna a MP inconstitucional, ferindo o próprio Estado Democrático de Direito quando seu objetivo é apenas satisfazer o desejo do Executivo. É imprescindível o controle desses atos normativos a fim de evitar o abuso de poder. E que a MP seja devidamente devolvida ao Planalto.

JOÃO PEDRO DE SOUSA

pedrojo46@gmail.com

São Paulo

MEIO AMBIENTE

Desmates na Amazônia

Agora é a hora de apertar a fiscalização na Amazônia. Nesta época de chuvas ninguém fala dela. A calmaria é aparente, pois sob as nuvens carregadas continuam as invasões de terras e os abates ilegais e “legais” de árvores. Os legais têm o suporte do Incra e criam condições para novas queimadas quando o período de seca chegar. As toras abatidas, todas com cerca de um metro de diâmetro, são levadas por pesados caminhões ao longo de trilhas de devastação na floresta até a serraria mais próxima. Todas as serrarias são alimentadas dessa forma. Cortada, a madeira desce para o sul pelas estradas federais ou descem os largos rios amazônicos em barcaças que, preferencialmente, operam à noite. O que é mais fácil de fiscalizar do que serrarias na floresta, visíveis em imagens aéreas? Identificadas, é fácil ver as trilhas usadas pelos caminhões. Também parece ser fácil fiscalizar o transporte da madeira pelas BRs e pelos rios. Aparentemente, o governo fica assistindo e, de forma surpreendente, tem apoiado alguns grileiros, dando-lhes títulos de terras que invadiram e desmataram. Terras que eram da Nação, de todos nós.

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com.br

Cotia

POLUIÇÃO SONORA

Insuportável

Verifica-se que diversos municípios Brasil afora que têm prefeituras atuantes começam a tomar medidas efetivas contra a insuportável poluição sonora provocada pelas motos – e automóveis, em menor escala. No Jardim Paulista, entre as Avenidas Brasil e Paulista, região que conta com grande número de restaurantes, pizzarias, hamburguerias, serviços de entregas, etc., a situação é simplesmente aterrorizante. Além do barulho descontrolado, dia e noite, produzindo um incrível “fundo musical” ininterrupto, há o absoluto descaso com regras elementares de trânsito. Trafegam pelas calçadas, na contramão e sinal vermelho não existe para os motoqueiros, quase sempre com escapamento aberto, produzindo poluição punível pela legislação vigente. Além das infrações apontadas, há mais uma que merece ser coibida imediatamente. As motos, dezenas delas nas vizinhanças de restaurantes e deliveries, estacionam em locais proibidos e atravancam a entrada dos edifícios, além de os motoqueiros ficarem nas calçadas, ou promovendo conversas em altos brados, ou simplesmente dormindo. Isso em regime de 24 horas por dia. Quando é que nossa Prefeitura vai tomar medidas para coibir tais absurdos?

NELSON PENTEADO DE CASTRO

pentecas@uol.com.br

São Paulo

AEROPORTO

Inundação em Cumbica

Paguei R$ 430 de taxa de embarque no Aeroporto de Guarulhos e as áreas de revista e imigração do terminal 3, na tarde de quinta-feira (2/1) inundaram! Todos os passageiros tiveram de andar mais de 30 minutos para ir e voltar do terminal 2, para realizarem lá tais procedimentos.

CÁSSIO MASCARENHAS CAMARGOS

cassiocam@terra.com.br

São Paulo

ANIVERSÁRIO

145 anos do ‘Estadão’

Cumprimentos ao Estadão nosso de cada dia pelos 145 anos de fundação – 140 de vida independente –, sempre primando de forma intransigente e inabalável pela liberdade de expressão e de impressão da verdade. Por oportuno, cabe citar Miguel de Cervantes, em Dom Quixote: “E a História é a mãe da verdade, testemunha do passado, exemplo e aviso do presente, advertência para o futuro”. Vida longa ao jornalismo que defende os ideais republicanos e democráticos.

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com

São Paulo

“De nada adianta atacar a Porta dos Fundos. É preciso atacar os problemas do Brasil pela porta da frente, que ainda por algum tempo tem Bolsonaro como

o guardião das chaves”  

ROBERTO TWIASCHOR / SÃO PAULO, SOBRE

INTOLERÂNCIA E VIOLÊNCIA

rtwiaschor@uol.com.br

“Nas comemorações de virada do ano, com gastos de milhões das prefeituras, vemos imagens de pessoas felizes olhando os fogos nos céus e deixando toneladas de lixo no chão. A cada ano, novos desejos, mas a educação e os maus hábitos continuam os mesmos”  

CARLOS GASPAR / SÃO PAULO

carlos-gaspar@uol.com.br 2020 COM CRESCIMENTO

A economia brasileira experimentou um crescimento de 7,5% em 2010. Em 2011, o PIB foi de US$ 2,6 trilhões. Em 2016, chegamos ao fundo do poço com o PIB de US$ 1,8 trilhão. Considerando a hipótese de um crescimento anual de 3% desde 2011, hoje estaríamos com um PIB de US$ 3,3 trilhões. Infelizmente, a realidade do Brasil é bem pior. O PIB de 2019 ficará abaixo de US$ 2 trilhões. A última década foi um verdadeiro desastre para a economia brasileira. As reformas administrativa e tributária são a esperança para o Brasil. Precisamos do Congresso para apressar a votação dessas reformas, possibilitando ao País voltar à rota do crescimento. Parlamentares, vamos trabalhar!

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

**

FORA DA REALIDADE

Agora, sim, a pobre e miserável população brasileira poderá respirar aliviada ante a coragem e a astúcia do governo, que, após analisar todos os prós e contras, concluiu por determinar este superaumento do salário mínimo para 2020, passando-o de R$ 998 para R$ 1.039, ou seja, um significativo aumento de R$ 41 mensais. Concluímos que diante de tão significativa quantia os beneficiados poderão dar-se ao luxo, dependendo da ocasião, de comprar um quilo de carne pata festejar. Enquanto isso, temos juízes espalhados pelo Brasil desconectados da realidade, aproveitando-se do cargo que ocupam para se autodeterminarem valores estratosféricos a título de vale-refeição. Como exemplo podemos citar os de Pernambuco, que recebem R$ 4.787 mensais; do Amapá, R$ 3.546; do Espírito Santo, R$ 2.240; de Roraima e Rio de Janeiro, R$ 1.895; do Acre, R$ 1.773; da Amazônia R$ 1.774. E por aí afora!

ANGELO TONELLI angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

**

SALÁRIO MÍNIMO

O salário mínimo, conforme consta na lei que o criou, deve ser capaz de satisfazer as necessidades normais de alimentação, habitação, vestuário, higiene e transporte do trabalhador. O salário mínimo a vigorar no presente ano é de R$1.039. Como pode uma pessoa ver suas necessidades básicas satisfeitas com esse valor? Entretanto, mais de 10 milhões de brasileiros sem emprego perambulam por intermináveis filas em busca desse mísero salário, que no papel lhes garantiria uma vida normal. Cerca de 3 milhões desse total assim se encontram há mais de dois anos. E pensar que vários privilegiados, a título de “auxílio-alimentação”, recebem valores da ordem vários salários mínimos, além de seus vultosos salários.

JOMAR AVENA BARBOSA joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

*

MEGA-SENA DA VIRADA

Sabemos que o prêmio da Mega-Sena foi de R$ 304,2 milhões. Gostaria de saber – acho que todos gostariam – quanto foi arrecadado ao todo. Uma rede de TV anunciou ter sido mais de R$ 1 bilhão. Será?

JAIME EUFRASIO SANCHES jaime@carboroil.com.br

São Paulo

**

RESGATE DAS ELEIÇÕES E DOS POLÍTICOS

Virado o ano e mudada a década, levamos renovadas as esperanças de sucesso e melhora nas condições de vida tanto individual quanto coletiva. Para esses bens se concretizarem é preciso atitude. Plantar ações diferentes das anteriores para colher novos frutos. A Nação é a soma de todos os indivíduos; se todos fizerem o melhor, teremos efetivamente o ano novo de que se fala por ocasião das festas. 2019 terminou com avanços, especialmente na economia. 2020 é ano de eleições municipais. Os quase 150 milhões de eleitores de todo o País serão chamados a eleger prefeitos, vice-prefeitos e vereadores dos 5.568 municípios. Depois de tantos escândalos político-eleitorais que levaram ao cárcere destacadas figuras da política e da vida empresarial, espera-se que os atuais governos (presidente e governadores) não se metam nas eleições municipais e, principalmente, não apliquem recursos públicos para beneficiar alguns candidatos em prejuízo de outros. O povo tem o direito de escolher livremente. Dessa neutralidade é que sairão as futuras lideranças políticas do País, a restauração da dignidade e o fim da desgastada imagem da classe. Chega de eleição viciada!

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

**

ANO ELEITORAL

Pensando em reduzir despesas, com a arrecadação de impostos em queda livre nos anos anteriores, com a chegada de 2020, ano eleitoral, uma sugestão viável para a maioria das mais de 5,5 mil Câmaras Municipais, em particular as sete do ABC paulista: reduzir o número de cadeiras de vereador, não só para cortar gastos públicos, mas principalmente para dar um basta na inoperância ou ociosidade de muitos parlamentares acomodados em seus gabinetes. As sete cidades do ABC têm, no total, 142 vereadores pra fazerem muito pouco pelo gasto que dão, sendo São Bernardo com 28, Mauá com 23, Santo André e Diadema com 21, São Caetano com 19, Ribeirão Pires com 17 e Rio Grande da Serra com 13. O salário do cargo de vereador tem como teto o valor de R$ 18.991,68, que pode variar de acordo com o município. Mas chega a causar aos cofres públicos da região um impacto de nada menos que R$ 32,3 milhões por ano, com muito pouco de retorno para os cidadãos, que são seus verdadeiros patrões. Segundo a Constituição federal, o número de vereadores eleitos por cidade varia de acordo com a população. A quantidade de vereadores por Câmara Municipal é de no mínimo 9 e no máximo 55, caso da capital paulista. Municípios de até 1 milhão de habitantes podem ter de 9 a 20 vereadores. Os com mais de 1 milhão e menos de 5 milhões têm entre 33 a 41. Logo, vem a pergunta: o que impede cada cidade do ABC de ter apenas 9 vereadores? É difícil convencer alguém a perder a boquinha, mas não é impossível na era das redes sociais reivindicando mudanças!

TURÍBIO LIBERATTO turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

**

PROTAGONISMO

O nobre presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, busca protagonismo na área social, ao lançar pacote de projetos para combater a pobreza? Desculpe, excelência, mas para mim essa é mais uma da série “me engana, que eu não gosto”! Isso tem cheiro de populismo barato visando à candidatura à Presidência. Quisessem mesmo – ele e seus nobres e bem nutridos pares – combater a pobreza, abdicariam de todas as vantagens, benesses e mordomias a que estão acostumados, que, além de onerar o erário, fazem falta ao necessário – educação, saneamento, segurança, infraestrutura – para essa população miserável que, hipocritamente, alegam defender.

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

**

AULA MAGNA DE HISTÓRIA

Lourival Sant’Anna, em magnífico texto sobre política econômica internacional, deu aula magna de História no Estadão de 29/12. Uma análise perfeita do que realmente está acontecendo no mundo atual, em brilhante e didática coluna. O nacionalismo prevalecendo sobre o liberalismo e a mudança da dicotomia capital-trabalho, pelo choque antiglobalização e entrada da China no cenário dominado por Estados Unidos e Inglaterra durante muitas décadas. Uma coluna para fazer parte do currículo de curso universitário.

PAULO SERGIO ARISI paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

**

AMERICANIZAÇÃO DO DIREITO CRIMINAL

O móvel do artigo “A americanização do Direito Criminal brasileiro” (1.º/1, A2),  no campo da cultura e história de assuntos jurídicos, mostra que o autor não tem uma boa formação, pois ao citar o Direito americano esqueceu que este se originou no britânico, que antes da Revolução Francesa não era tão diferente do resto do que seria o europeu continental, mas que mudou profundamente depois com a introdução do Direito codificado.  No Direto brasileiro esqueceu que a transação já existia também aqui, que pode ser confirmada pela traição de Silvério dos Reis no processo de Tiradentes, baseado nas Ordenações Filipinas. O problema da volta à transação penal se deu nos EUA, país onde o crime organizado, tão glamourizado pelos gângsteres de Chicago, só começou a ser utilizado para combater a Cosa Nostra, quando se admitiu perdão ou diminuição da pena se alguém de dentro testemunhasse. Com essa solução nas terras do Tio Sam se conseguiu combater essa forma de criminalidade com algum sucesso. Quando Sergio Moro, baseado na legislação brasileira,  se deparou com o crime politicamente organizado, o qual encastelado no Estado levou a corrupção a níveis nunca dantes praticados, descobriu que o problema penal poderia ser resolvido com a delação de personagens secundários na trama, ou seja, os doleiros que faziam as transações para lavagem dos recursos  e daí obter-se elementos concretos para condenações. Um modelo nos States que foi usado para uma espécie de crime organizado, o comum, foi usado no Brasil em outro contexto muito diferente, com sucesso, para solucionar penalmente um problema gerado pela corrupção, do crime politicamente organizado encastelado no Estado. Como na Europa continental o crime organizado nunca chegou aos níveis dos EUA, não é de lá que surgiu uma solução penal para esse tipo de problema. Na Itália, onde existe o crime organizado histórico comum (Máfia, Camorra, Ndrangheta e outros), mesmo com a existência de transação não se conseguiu ainda resolver esse problema satisfatoriamente. Para o acadêmico e doutorando, algumas leituras melhores de política e influência cultural no mundo melhorariam sua visão, bem como também mostrariam que vivemos num mesmo planeta, onde existem desde priscas eras influências mútuas. A Lava Jato não foi uma importação inadequada, mas sim uma solução bem-sucedida, inspirada em outra solução lá fora, mas que ocorreu em outro contexto muito diferente. No Estado americano, uma corrupção tão generalizada como a que houve no Brasil do PT e aliados não seria possível, pois lá há regulação suficiente que não permitiria  chegar-se a esse ponto.  Será que o bem-sucedido (em termos) dr. Zanin foi a fonte inspiradora de uma suposta importação inadequada à nossa realidade? Será que a tese a ser defendida estaria no campo do garantismo, perceptível já na chamada da matéria? Interessantes questões a serem cogitadas!

ULF HERMANN mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

**

ESTRANGEIRO QUER CARIMBO SUSTENTÁVEL PARA INVESTIMENTOS

A entrevista com Sandrine Ferdane, presidente do BNP Paribas no Brasil (30/12), nos suscita uma interessante dicotomia. Ao longo de toda a entrevista ela não esconde o grau de investimentos franceses no Brasil,  grande parte deles, ou toda, na área industrial. Por outro lado, esses investimentos vêm de empresas, ou seja, da iniciativa privada, o que denota a confiança dos empresários na evolução brasileira. Ao lado disso temos um presidente francês com comportamento bem típico. Ele se lançou como crítico de queimadas no Brasil e, infelizmente, encontrou eco em alguns outros governantes, curiosamente de países também sujeitos a importar produtos do agronegócio brasileiro. Também curiosamente, ele se calou diante de incêndios nas matas de Estados Unidos, Alemanha, Portugal e mais recentemente na Austrália. Acho que sou maldoso, vejo comportamento intencional de Emmanuel Macron. Se assim não fosse, há explicação para que a iniciativa privada francesa acredite cada vez mais no Brasil e um presidente que não consegue se livrar dos coletes amarelos se lance contra nosso país? Na resposta da entrevistada para a última pergunta há uma ponta de hipocrisia. Se a sustentabilidade é desrespeitada no Brasil, ela diz isso em certos pontos e eu discordo radicalmente, como é possível a visão tão otimista relatada na última resposta?

ABEL CABRAL abelcabral@uol.com.br

Campinas

**

‘RÉQUIEM PARA AS ÁRVORES MORTAS’

Excelente o artigo do ex-desembargador TJSP sr. Aloisio de Toledo César (1.º/1, A2). Os peles-vermelhas americanos chamaram a atenção já no século 19  para o perigo da devastação das florestas. Árvores nobres estão sendo cortadas na Amazônia em enorme quantidade, ano após ano, sem enxergarmos uma ação eficaz para o combate do desmatamento. Como leigo no assunto, pergunto: não dá para proibir a exportação dessas madeiras nobres durante algum tempo? O embarque para o exterior estaria proibido a partir de tal data, nenhum metro cúbico a mais. As empresas envolvidas que procurem um plano B para sobreviver. Hoje em dia muitas empresas e pessoas usam o plano B para tal.

KÁROLY J. GOMBERT kjgombert@gmail.com

Vinhedo

**

RESPOSTA DO CHEFE ÍNDIO

Mandei enquadrar a afirmativa que o chefe Seatle fez a Washington quando lhe foi oferecida a compra de parte das terras indígenas. Uma beleza! Emocionante. Cumprimentos ao preclaro desembargador Aloísio de Toledo César pela bela ideia de  nos revelá-la e ao Estadão por publicá-la. Mais um gol de placa.

ADRIANO J. B. V. DE AZEVEDO adrianojbv@uol.com.br

São Paulo

*

PIRRALHA MUDA

A Austrália derrete e queima. O sol é para todos e a sombra, para os que a merecem. Esgoela aí, Greta!

A. FERNANDES standyball@hotmail.com

São Paulo

*

MEIO AMBIENTE

Gozado, onde estão o presidente da França, sr. Macron, a garota prodígio Greta e a sra. Michelle Bachelet, do meio ambiente da ONU? Incêndio no Brasil foi o fim do mundo, mas o da Austrália, que está matando a população e animais, aí é normal? Eu só queria entender por que eles não se manifestam...

MILTON BULACH mbulach@gmail.com

 Campinas-SP

**

ENTREVISTA

O sociólogo Renato de Lima deu uma entrevista ao jornal que a intitulou “Bolsonaro e Moro surfam na onda da redução de crimes”, que termina com a seguinte “sugestão”: precisamos investir em avaliações robustas e em análises qualificadas da realidade. O sr. Lima é o diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança pública. Desqualificando a ação do Executivo (Presidência e Ministério da Justiça) com o desnecessário modismo “surfar”, diz quase textualmente que as análise que demonstram a redução de crime no País não são confiáveis. Diante da disparatada entrevista, tal diretor merece, no mínimo, a demissão. Que vá fazer uso de sua sociologia alhures.

MÁRIO RUBENS COSTA costamar31@terra.com.br

Campinas

**

CARTA FORA DO BARALHO

Bastante temerária a colocação do presidente Bolsonaro quando afirma que “Lula é carta fora do baralho”. Graças ao jeitinho que o STF deu para libertar Luiz Inácio da Silva, vulgo Lula, deixando-o livre para falar e fazer tudo aquilo que bem entende, ciente da plena certeza da sua impunidade, e diante da total leniência e garantia da parte dos seus padrinhos do alto escalão, não tenhamos dúvidas que a partir de agora, por ser uma ano eleitoral, o Brasil pode se preparar para conviver com as balbúrdias, invasões e agressões de tempos ainda recentes. Que não se duvide ou se subestime esse senhor já condenado por três instâncias. Parece ser óbvio que este virá como um trator desgovernado e destruidor, frio, calculista, arrogante, com o ódio à flor da pele e a não menos agressiva e carcomida verborreia. E não virá sozinho: o condenado será respaldado e amparado por outros criminosos – também condenados em segunda instância e que receberam os mesmos beneplácitos do STF – e por asseclas  fanáticos, na tentativa de conturbar o País visando a desestabilizar a democracia, enfim, com o único objetivo de virar o País de cabeça para baixo, provocando um retrocesso inimaginável. Ainda há tempo de brecar que esse individuo retorne aos velhos tempos e se preste a fomentar atitudes malignas que somente trarão consequências gravíssimas e deletérias a toda a Nação brasileira.

DAVID ZYLBERGELD NETO dzneto@uol.com.br

São Paulo

**

DPVAT

Sob a interferência do Supremo Tribunal Federal (STF),  o malfadado seguro obrigatório DPVAT foi salvo mais uma vez, ao apagar das luzes de 2019, pelo ministro plantonista Dias Toffoli. Segundo o certeiro e brilhante jornalista José Roberto Guzzo, Toffoli atuou no caso como “advogado” de um “cartório”, utilizando para tanto uma “coragem” que é “uma coisa sobrenatural”. Não bastante participar da banca de advogados supremos para defender e anistiar ex-chefes e companheiros corruptos, à luz dessa nova frente de trabalho cartorial, o audacioso presidente do STF contabiliza a mais-valia de suas reprovações em concursos públicos. Com o ofício de ativista judicial a favor de corporações, malabarista da lei em franca evidência, para que possuir notório saber jurídico, talento que lhe falta? Bastam bons padrinhos e uma submissa. Arrepio-me ao imaginar as barbaridades que o “sobrenatural” ministro ainda cometerá nos 22 anos que ainda lhe faltam para se aposentar. O Brasil não merece!

CELSO DAVID DE OLIVEIRA david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

**

BRASIL LTDA.

Do artigo “Urbanização: o desafio de Sísifo”, do economista Josef Barat (1.º/1, B2), cabe destacar o que segue: “A tradição brasileira, herdada dos portugueses, é patrimonialista em sua essência, por não fazer distinções claras entre os interesses público e privado. A sociedade brasileira tem o Estado como protetor do patrimonialismo e preservador da desigualdade. Ou seja, o fortalecimento do Estado por cinco séculos significou criar uma cultura de opressão, uma usina de geração de privilégios e, por fim e não menos importante, a restrição das iniciativas individuais. Enfim, uma sociedade dependente ao extremo do poder estatal e represada por legislações intencionalmente detalhistas e prolixas, para não funcionarem e abrirem brechas para a corrupção. Na verdade, o objetivo foi sempre o de 'mudar, para que tudo permanecesse o mesmo' – expressão máxima da preservação da ordem estabelecida, tão bem lembrada por Lampedusa em ‘O Leopardo’” Com efeito, enquanto o Brasil S/A for maior do que o Brasil Ltda., o País continuará na mesma por mais outros séculos à frente. Nas necessárias, prementes e inadiáveis reformas estruturais que devem ser implementadas daqui por diante, urge que seja seguido à risca o mote “mais Brasil, menos Brasília”.

J. S. DECOL decoljs@gmail.com

São Paulo

**

PEDRADAS NA PISTA DA AYRTON SENNA

Uma vergonha o paulistano ser vítima de pedradas na Rodovia  Ayrton Senna para assaltos. Deixar para a Polícia Rodoviária, que só serve para multar, não vai resolver o drama dos motoristas. O governador, até agora ausente, deveria convocar a Rota para coibir essa tragédia. Socorro!

RONALDO ROSSI ronaldo.rossi1@terra.com.br

São Paulo

**

CRAQUE NÃO DESAPRENDE

Apesar de avaliado como uma das “promessas fracassadas” do ano velho pelo jornal italiano Gazzetta Dello Sport, Paulo Henrique Ganso, a meu ver, continua sendo o melhor e mais lúcido meia-armador do futebol brasileiro. Ganso responderá às críticas descabidas, lá e aqui, com boas atuações, em 2020, pelo Fluminense, merecendo chance na seleção brasileira.

VICENTE LIMONGI NETTO limonginetto@hotmail.com

Brasília

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.