Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2020 | 03h00

ORIENTE MÉDIO

Desemprego e terrorismo

Domingo, duas notícias dispararam um alerta em minha mente. A primeira (B1) diz que os jovens brasileiros estão frustrados pelos efeitos da recessão e das novas tecnologias, não se vendo capazes de atingir a mesma posição que os pais alcançaram na mesma idade. A segunda (A6) traz a afirmação de especialistas de que o Brasil não tem estatura para se envolver no conflito entre EUA e Irã. Mas também alerta para a influência do Irã na instalação de células do Hezbollah na América Latina. Ora, jovens frustrados são vulneráveis e presas fáceis para o aliciamento terrorista. Já vimos esse filme antes, não é mesmo? Que medidas podem ser tomadas para proteger nossa juventude?

SANDRA MARIA GONÇALVES

sandgon46@gmail.com

São Paulo

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EDUCAÇÃO

Governança é a chave

Magnífico o artigo Melhor governança, mais resultados na educação (5/1, A2), de Priscila Cruz, Guilherme Lacerda e Lucas Fernandes Hoogerbrugge. Não se poderia esperar menos de três educadores consagrados. Entretanto, o diagnóstico e a solução cogitados são de enorme complexidade. Impõe-se, então, um desafio. O Brasil tem cerca de 20 mil escolas públicas de ensino médio. Dentre elas, pelo menos 700 funcionam satisfatoriamente, abrangendo todas as unidades da Federação. Uma causa preponderante desse sucesso: a ação dos diretores das escolas. Ademais, a direção é a menor unidade de gestão. Resulta daí a seguinte sugestão para o ensino médio: o treinamento da maioria dos diretores para copiarem os processos bem-sucedidos da direção das escolas que funcionam bem. Apenas essa ação simples e fácil tem potencial transformador em curto prazo (menos de três anos). Claro, as demais ações preconizadas pelos estudiosos devem ser desencadeadas simultaneamente, visando a impactar a complexidade do sistema e impor sustentabilidade. Mudando o que for necessário, o que ora está sendo proposto pode ser aplicado a todas as 160 mil escolas de ensino básico do Brasil.

ALÉSSIO RIBEIRO SOUTO

souto49@yahoo.com.br

Brasília

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Eficácia

Já que os municípios, os Estados e o governo federal não se entendem, é bom saber que existe gente competente pensando em tornar nosso ensino mais eficaz.

ALBERTO JABUR

ajabur15@gmail.com

Curitiba

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EMENDAS PARLAMENTARES

Recorde

O famoso “toma lá dá cá”, estabelecido no Brasil provavelmente desde o Descobrimento, nunca muda: sai governo, entra governo e só se fortalece. Nada se faz, nada se consegue sem polpudas recompensas em contrapartida para parlamentares a fim de que aprovem medidas tanto na Câmara como no Senado. Como informa o Estadão de ontem (A4), o presidente Jair Bolsonaro pagou um valor recorde para aprovar emendas parlamentares no primeiro ano de mandato. Em 2019 foram desembolsados R$ 5,7 bilhões, mais que os R$ 5,29 bilhões liberados pelo ex-presidente Michel Temer em 2018, por mais importante e necessária que fosse a aprovação, como no caso da reforma da Previdência. Com uma agravante: pouco se sabe sobre o real destino desse dinheiro, embora seja liberado para saúde, educação, transportes, etc. Será que de fato foi direcionado para essas áreas, dado o estado caótico em que se encontram?

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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BAILE FUNK

Manifestação cultural

Sem entrar em todos os aspectos da questão, espero que as discussões sobre o funk na Câmara dos Deputados contemplem o direito da população, especialmente os moradores do entorno desses bailes, ao descanso, ao sono e ao silêncio.

RUI ALVES

ruifralves@gmail.com

São Paulo

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SISTEMA CONSTRUTIVO

Renascimento

Oportuna a reportagem Tendência, prédios de madeira chegam à cidade (1.º/1, A8). Por questão cultural, ainda achamos que a madeira é mero acessório na construção ou, no máximo, serve para construir barracos de favela ou casas de campo. Ao contrário de países com cultura madeireira mais desenvolvida, onde esse material é muito utilizado na construção há séculos, a alta tecnologia industrial madeireira tem evoluído para a utilização de diversos elementos construtivos fabricados com madeira, que permitem a construção de edifícios altos, conhecidos lá fora como tall wood buildings. Esse tipo de construção é baseado na utilização de elementos construtivos denominados internacionalmente como cross laminated timber, no Brasil renomeados recentemente como madeira lamelada colada cruzada, desenvolvidos e utilizados em alguns países europeus há mais de 30 anos. No Brasil, com o amadurecimento do setor de cultivo de espécies madeireiras e com o maior desenvolvimento tecnológico do setor industrial madeireiro, tendo como aliada a evolução da mentalidade conservacionista voltada para a sustentabilidade, parece que o cenário está mudando rapidamente, colocando a madeira no lugar que ela merece como material de engenharia. Afinal, trata-se de recurso natural renovável, de ciclo curto, produzido pela única “fábrica” não poluente do mundo: a árvore (cultivada).

FLAVIO C. GERALDO, ex-presidente da Associação Brasileira

de Preservadores de Madeira

flavio@fg4mad.com.br

São Paulo

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ELEIÇÃO MUNICIPAL

Covas e a esquerda

Ao admitir procurar a esquerda para se candidatar à reeleição para a Prefeitura de São Paulo (Estado, 3/1), Bruno Covas admite que não é o candidato natural do seu partido, o PSDB, que teve seu avô Mario Covas como um dos fundadores, mas hoje tem “dono”, o governador João Agripino Doria, que já procurou, entre outros, Joice Hasselmann e Tabata Amaral para a candidatura do partido à Prefeitura paulistana.

MARCOS BARBOSA

micabarbosa@gmail.com

Casa branca

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Em vez de o prefeito Bruno Covas ficar procurando aliança com a esquerda para tentar a reeleição, deveria trabalhar mandando recapear as ruas da cidade, que estão todas esburacadas. Nessa toada de pensar só na reeleição, acabará perdendo centenas de milhares de votos e nem chegará no segundo turno. Os taxistas que o digam!

WALTER ROSA DE OLIVEIRA

walterrosaoliveira@gmail.com

São Paulo

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“É estúpido demais começar 2020 com uma guerra! Diria injustificável”

RICARDO C. SIQUEIRA / NITERÓI (RJ), SOBRE O CONFLITO EUA X IRÃ

ricardocsiqueira@globo.com

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“Todos sabemos que ninguém dá apoio político de graça. Cargos serão negociados com a esquerda para esse apoio a Bruno Covas ser oficializado.

Enfim, o prefeito vai ganhar apoio da esquerda e perder o meu voto”

CARLOS ALBERTO DUARTE / SÃO PAULO, SOBRE AS NEGOCIAÇÕES EM ANDAMENTO PARA A REELEIÇÃO

carlosadu@yahoo.com.br

O IRÃ DOS AIATOLÁS


As consequências da eliminação do segundo homem forte do Irã, ordenada por Donald Trump, são imprevisíveis, só o tempo dirá. Poderão ser desde inócuas até catastróficas. Fato é que Qassim Suleimani não era nenhuma flor que se cheire. Implantou o terrorismo regional e mundial – diga-se, atentados terroristas sistemáticos – como método de resistência à influência norte-americana na região, tendo sido responsável pela morte de centenas de civis inocentes, sem o mínimo pudor. (Soa nada menos que patética e debochada a afirmação do chanceler iraniano, Mohamad Zarif, de que o assassinato foi um “ato de terrorismo internacional”). É falha e algo ingênua, a meu ver, a argumentação de que o atentado irá desestabilizar ainda mais a região. O Oriente Médio não sabe o que é estabilidade há muito tempo e um dos mais importantes interessados e fomentadores dessa instabilidade, desde a revolução islâmica de 1979, é justamente o Irã dos aiatolás, que nunca teve o mínimo interesse genuíno na paz – apenas em alianças de conveniência. Colocar os pingos nos is de vez em quando não faz mal algum.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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ATREVIMENTO IRANIANO


Ao jogar pela janela o acordo nuclear, o Irã lança-se num terreno perigoso. Com poucos aliados e grande antipatia mundial, qualquer ação extrema tomada pelo país persa pode culminar em consequências drásticas, para si próprio.


Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz


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POVOS DO MUNDO


Em momentos anteriores, por mais extremos que tenham sido os conflitos entre o Ocidente e o Oriente, não se registraram manifestações de massa tão expressivas quanto as verificadas no Iraque e no Irã nos últimos dias, principalmente no cortejo fúnebre do general Qassim Suleimani, comparáveis às grandes emoções dos povos nesses acontecimentos históricos. Um terrorista torpe não teria recebido tão colossal homenagem de chefe de Estado. Os povos do mundo se encontram em posições antagônicas, geradas por seus governantes e minorias donas do poder. A raça humana é conduzida a seu drama universal, enquanto alguns tentam justificar suas estratégias atrozes.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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DAVI E GOLIAS


A respeito da alta tensão no Oriente Médio após o assassinato do general terrorista iraniano Suleimani, e diante das graves ameaças de vingança do governo do Irã contra os EUA, cabe, por oportuno, destacar que além de cerca de 80 mil militares americanos na região, espalhados por 12 bases em 27 países, as Forças Armadas do país contam com nada menos que mais de 50 armas atômicas dez vezes (!) mais potentes que a lançada sobre Hiroshima, em 1945. Neste caso, convenhamos, Golias esmagará Davi, pois não?


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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ROSNAM, MAS NÃO SE MORDEM


A possibilidade de um confronto nuclear entre as nações possuidoras de mísseis de longo alcance é tão provável como ganhar a Mega Sena da virada sozinho. O confronto entre portadores de artefatos nucleares e as grandes nações de potencial nuclear corre paralelo no projeto de antecipar a Batalha do Armageddon ou a chegada dos Cavaleiros do Apocalipse, nas visões de João (Bíblia). É evidente que o noticiário escrito e o televisado, que tiram proveito dessas pré-catástrofes que levam os 7 bilhões de terráqueos a um medo-pânico em que a criatura se volta contra o Criador, despertando a fúria própria dos deuses, faz a sua criatura repensar no texto de Gênesis 3:19: “Tu és pó e em pó te tornarás”. Dois contendores de forças paralelas não se arriscarão a entrar na História como um novo Pirro. A Terra é o melhor lugar do Sistema Solar para viver.


Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)


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TERRORISMO


Os EUA seguem sua velha cartilha de Estado terrorista imune às leis e normas civilizadas. A bola da vez é o Irã, de olho no petróleo do Oriente Médio. Já invadiram e destruíram o Iraque e, agora, vão para cima do vizinho persa. Donald Trump, além de ser um desequilibrado mental, é um terrorista armado e perigoso, que deveria estar num hospício para loucos, em camisa de força. A comunidade internacional não pode permitir que o Direito Internacional seja jogado no lixo por uma superpotência terrorista. Estados terroristas como EUA e Israel deveriam ser isolados e boicotados, assim como ocorreu com a África do Sul nos tempos sombrios do apartheid.


Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo


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GUERRA MIDIÁTICA


Dependendo da solidariedade que ocorra, o Irã poderá sentir-se forte para iniciar a 3.ª Guerra Mundial. Entretanto, a somatória do Iraque não acrescentaria muito aos desejos iranianos. Ressalte-se que o poder bélico dos EUA está apto a atingir qualquer ponto que lhe seja interessante, com muita rapidez, inviabilizando as forças iranianas. De outro lado, em apoio aos EUA, a Inglaterra e a França já mobilizaram suas tropas, engrossando o apoio diplomático já ocorrido. Analisando forças e possibilidades, dificilmente teremos uma 3.ª Guerra Mundial, mas, com o retraimento do Irã, os EUA ganham terreno para as imposições contra as manifestações e exigências iranianas. Assim, os EUA ganham a guerra diplomática, midiática e Trump fica bem forte para o ganho das eleições nos EUA, porque será uma grandiosa vitória.


José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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O JUDICIÁRIO BRASILEIRO


Para quem não é da área jurídica, certas opiniões são incompreensíveis. É o caso de tantos elogios ao Supremo Tribunal Federal (STF) traçados no artigo da advogada Luiza Oliver (O futuro do Supremo, Estadão, 6/1, A2). Resta constatar pelas pesquisas que a população em geral não tem uma opinião muito favorável a esse órgão máximo da Justiça. Entre outras barbaridades de descumprimento das normas jurídicas, o tribunal convive muito bem com juízes (quase todos) que fazem escárnio do teto de remuneração. Uma juíza de Pernambuco recebeu quase R$ 900 mil em dezembro último. O STF não age por quê? Qual a média salarial dos funcionários do Judiciário? Qual a sua carga diária de trabalho? Quantos feriados têm por ano. E as férias de suas excelências?


Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo


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SENSO DE JUSTIÇA


Impressionante a defesa dos ministros Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Gilmar Mendes pela advogada criminalista Luiza Oliver. Discordo, que fique claro, de reações violentas e desequilibradas, como algumas citadas no texto. Mas, de acordo com suas colocações, ainda que se considerem a “tecnicidade” e a “coragem” dos ministros, os “não garantistas” e a maior parte da sociedade devem ter um senso de justiça completamente equivocado. A autora se esquece de que a revolta da maioria se deve a anos de impunidade e aos intermináveis recursos ao alcance somente dos ricos e poderosos. Quem faz as leis? O Congresso. De acordo com quais interesses?


Rita de Cássia Guglielmi Rua ritarua@uol.com.br

São Paulo


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AO ARREPIO DA CONSTITUIÇÃO


Gostaria de saber a opinião da ilustra advogada Luiza Oliver sobre o comportamento do ministro Ricardo Lewandowski no episódio do impeachment, quando ele propôs que Dilma Rousseff continuasse com seus direitos políticos, ao arrepio da Constituição.


Jose Elias Salomão jsalomao@ism.com.br

Rio de Janeiro


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O ESTADO DO DIREITO


Num contraponto respeitoso ao artigo de Luiza Oliver, tenho mais dúvidas para serem esclarecidas do que posições definidas. Em princípio, eu discordaria de pontos por ela defendidos, mas, como não sou da área do Direito, tenho minhas deficiências. Apesar de a articulista se fixar mais na defesa de Celso de Mello e Marco Aurélio, num relance ela também faz elogio a Gilmar Mendes. Em primeiro lugar, parece-me estranho que no STF, de 11 juízes, somente um, Rosa Weber, tenha sido juiz anteriormente. Para o leigo, isso soa no mínimo estranho. Não é preciso que em cada carreira e/ou função a pessoa tenha experiência anterior? Por outro lado, como ela se detém na defesa de garantistas, outra vez me soa estranho. Sendo um juiz, não deve, como espera a sociedade, a pessoa ser imparcial e isenta? Um juiz que já tem posição definida acaba perdendo a isenção. Ademais, os exemplos mais recentes que surpreendem a sociedade deixaram de ser avaliados pela articulista. Lewandowski não deu péssimo exemplo no caso do impedimento de Dilma Rousseff, garantindo os direitos políticos dela? Não houve descuido de Toffoli quando impediu troca de informações entre órgão do governo nas investigações financeiras? Não se comprova o descuido de Toffoli quando, logo a seguir, se anula o que ele fez numa votação por 9 x 2? Não surpreende que o único voto que acompanhou Toffoli tenha sido de Gilmar, justamente um dos juízes que Luiza Oliver elogia? A soltura, por meio de habeas corpus, em grande frequência, sobretudo por Gilmar Mendes, de inúmeros condenados que detidos estavam só para evitar interferência nas investigações não se constitui em liberalidade excessiva? Um caso se destaca nesse tópico. O homem dos transportes no Rio de Janeiro, Barata, tendo tido Gilmar como padrinho de casamento de sua filha, poderia ter tido seu hc julgado por Gilmar? Note-se que o mesmo cidadão recebeu três liberações pelo mesmo Gilmar. Quanto ao juiz Celso, homem de alta erudição, não parece que a linguagem por ele usada impede que o grosso da sociedade fique sem bem entender o que ele diz? Quantos processos esse mesmo juiz tem sob sua responsabilidade, alguns por pedidos de vista, os quais ficam indefinidamente com ele? Ele não desrespeita a regulamentação interna do STF, que obriga devolução de processo sob vista em prazo definido (resolução 278: dez dias para devolução)? Quanto ao juiz Marco Aurélio, já por duas vezes se retirou antecipadamente do plenário, uma para viajar e outra para assistir ao jogo do Flamengo. Parece-me que, garantista ou não, gente com esse comportamento está aquém do que a sociedade necessita como serviço do STF. Fica para mim a impressão de que a articulista fez a análise que fez voltada exclusivamente para a área do Direito, aqui o direito como área de saber. Mas ela parece deixar de lado as interferências do que o STF influi na sociedade. Em tudo me parece dever de todos analisar problemas na sua totalidade, e a simples ocorrência de ser garantista em nada suporta o direito do cidadão. A bem da verdade, na linha do artigo, fica-me a impressão de que o que se pretende defender não é o Estado de Direito, mas sim o Estado do Direito.


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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AOS PRIVILEGIADOS


O artigo O futuro do Supremo, de autoria da advogada criminalista Luiza Oliver (6/1, A2), defende com brilhantismo o espaço privilegiado dos criminalistas ao elogiar a atuação de dois dos ministros que vão se aposentar em breve e de um outro campeão de habeas corpus de gente endinheirada e poderosa enroscada com a Justiça.


José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos


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‘O FUTURO DO SUPREMO’


Acredito que o artigo da criminalista Luiza Oliver (Estadão, 6/1, A2) foi de pura provocação ou corporativismo. No regime democrático, o Supremo Tribunal Federal é um dos um dos poderes mais importantes, mas uma parte dos atuais ministros está longe da imparcialidade e do notável saber jurídico que o cargo exige.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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TCHAU, MINISTROS!


A respeito do artigo O futuro do Supremo (Estadão, 6/1, A2), da já saudosa, pelo visto, advogada criminalista Luiza Oliver, tecendo loas a babilônicos pronunciamentos dos corajosos (?) ministros Celso de Mello e Marco Aurélio Mello, ambos a caminho da inatividade, e também, na carona, ao petulante ministro Gilmar Mendes, indago: qual o peso para o Supremo Tribunal Federal (STF) dos ministros que se manifestam contrariamente aos supremos protagonistas da matéria? Et pour cause, podemos chamá-los de covardes? Eu, hein! Para ficar mais verdadeiro e transparente o interesse escuso da classe, a criminalista está a dever um artigo complementar, abordando a obra (?) dos ministros Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Doutora Oliver, parafraseando o deputado palhaço Tiririca, afirmo: com a saída dos nada saudosos Mellos, pior do que está o STF não ficará! Sem qualquer saudade, já ecoa às ruas o grito da sociedade: Tchau, ministros!


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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A MESMA MOEDA


A matéria Desemprego dos pais empurra filhos mais cedo para o mercado de trabalho (Estadão, 5/1, B1) explicita somente uma das muitas tristes consequências decorrentes do alto índice de desocupação ainda vigente no País, herança do desastre petista. Por outro lado, constata-se também o fator oposto, oriundo do mesmo melancólico legado, configurado pelo estreito acesso à primeira colocação, sério obstáculo enfrentado pela nossa juventude, que obriga os pais a adiar a aposentadoria ou procurar outras fontes de renda após consegui-la. São duas faces da mesma moeda.


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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DISPARATE


O artigo 7.º da Constituição federal, em seu item IV, estabeleceu que o salário mínimo deve ser capaz de atender às necessidades básicas vitais de uma família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social. Tudo isso com os míseros R$ 1.039,00, quantia suficiente para bancar a compra de 74 copos de refrigerante numa rede de lanchonete. Fiquei pasmo, boquiaberto, estarrecido e revoltado com os R$ 13,90 desembolsados por um copo de 300 ml de Coca-Cola no McDonald’s. É de arrepiar!


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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EM ‘BOA FORMA’


Estadão de ontem, em Sinais Particulares, apresentou uma charge de Eunício Oliveira, ex-presidente do Senado (MDB-CE), com uma fisionomia alegre, com um sorriso de grande contentamento, por ter corrido 10 km em Miami, como que querendo dizer “vejam como eu estou em ótima forma física”. Quanto à política...


Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

São Paulo


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145 ANOS DO ‘ESTADÃO’ E 50 DA ‘AGÊNCIA ESTADO’


Como leitor de O Estado de S. Paulo há mais de 70 anos, quero transmitir meus parabéns à família Mesquita e à equipe de colaboradores do jornal O Estado de S. Paulo pelos 145 anos de existência e pelos 140 anos de vida independente com coerência em suas posições a favor da democracia, da liberdade de opinião, da educação e da cultura, entre outros temas sempre presentes em suas páginas. Aprendi a ler o jornal na casa de meus pais, que o assinavam, e desde que passei a ter minha própria residência, em 1961, sou assinante, com permanente satisfação de ler suas páginas. Quero cumprimentar também a equipe pelos 50 anos da Agência Estado, que vi surgir e se desenvolver sob a direção competente de Rodrigo Lara Mesquita, bem como pelas recentes inovações na área de mídia eletrônica.


Mario Ernesto Humberg marioernesto.humberg@cl-a.com

São Paulo


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145 anos na defesa intransigente dos princípios da Justiça e da Liberdade. Cumprimentos efusivos da Academia Paulista de Letras Jurídicas e do Conselho Superior de Estudos Avançados, em nome de todos os nossos acadêmicos e conselheiros.


Ruy Altenfelder, presidente ruyaltenfelder@uol.com.br

São Paulo


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Parabéns ao Estadão pelos 145 anos de independência, fidelidade, justiça, liberdade e informações fidedignas, durante estes quase 53 mil dias. Continuem, como sempre, na vanguarda, informando o povo brasileiro sobre a verdade. O País merece essa proteção.


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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Meu filho, Rodrigo Jose de Almeida Vieira Dias, dedicou-me um presente inesquecível: a assinatura do O Estado de S. Paulo, que comemora 145 anos. Parabéns a um veículo que se constitui em orgulho da imprensa brasileira e de respeito internacional.


Ernesto José Dias ernestojdias@gmail.com

São Paulo


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O Estado de S. Paulo faz 145 anos. Isso é para poucas instituições. O jornal é uma delas. Eu participo dessa alegria desde que me lembro, quando ainda sem saber ler eu usava o lápis vermelho e azul que ganhei do meu pai para desenhar letras nas páginas impressas. Praticamente aprendi a ler com o jornal. Poderia, aqui, rememorar diversos episódios em que o jornal ajudou a minha formação como homem e cidadão. Isso não significa absoluta concordância com a linha editorial do jornal. Muito ao contrário. As diversas cartas enviadas ao editor criticando a postura do Estadão sobre política, principalmente, são prova de divergência de opinião. Mas, no entanto, devo ressaltar que a independência, em muitos momentos mesclada com tais divergências, a busca da verdade e da informação fidedigna sempre foram o guia deste jornal. Continuarei criticando e elogiando o jornal e seus jornalistas, com o objetivo de colaborar com seu aperfeiçoamento e preservar o bem maior de um povo: a liberdade e o direito à opinião. Esse bem maior se reflete na imprensa livre e honesta. Parabéns.


Celio Mello dallimmello@icloud.com

Curitiba


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Cumprimento o Estadão, em nome da Diretoria do Sindi Clube e em meu nome pessoal, pelos 145 anos de fundação completados no dia 4 de janeiro. A importância da comemoração está evidenciada pela presença do jornal na vanguarda dos principais eventos históricos do País nesse período, e por sua importante contribuição para a construção de um país livre, democrático e economicamente e socialmente desenvolvido.


Paulo Movizzo, presidente diretoria@sindiclubesp.com.br

São Paulo


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Parabéns, Estadão, por 145 anos de uma raríssima fonte que nutre e oxigena a civilidade e a democracia. Sugiro uma profunda reportagem sobre o nosso currículo escolar que é nocivo para a sociedade, fonte de todos os problemas e causa do caos social e institucional que vivemos. Nosso currículo escolar não promove a formação pessoal, profissional e social. Não educa. Não ensina a viver, a conviver e sobreviver. Não forma, só deforma. Cria bloqueio mental, evasão escolar, aversão ao conhecimento e criminalidade. Nem alfabetiza mais. O problema da educação não é falta de verba ou a qualidade. É o conteúdo. A finalidade.


João Favareto joaofavareto@gmail.com

Osasco


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Em nome da Covac Sociedade de Advogados e em meu nome pessoal, cumprimento o Estadão pelos históricos 145 anos de fundação. As atuais e futuras gerações de brasileiros têm muito a comemorar nesta data pela reconhecida e decisiva participação do jornal em todos os principais acontecimentos do País nesse período, sempre em defesa da ordem constitucional e dos valores democráticos e na busca incessante da modernização e do progresso econômico e social da Nação.


José Roberto Covac jr.covac@advcovac.com.br

São Paulo

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