Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

10 de janeiro de 2020 | 03h00

ORIENTE MÉDIO

Queda de avião

recusa do Irã de entregar a caixa-preta do Boeing 737 que caiu em Teerã pode ir além de simples “birra” com os EUA, o país que produz a aeronave acidentada e tem todos os meios de avaliar a causa do acidente. Não está afastada possível ocultação de evidências. Por que motivo o Irã tentaria dificultar as investigações de um acidente com dezenas de mortos, entre eles 82 iranianos? Receio de que gravador de bordo aponte, por exemplo, um ataque com míssil? Em 99% dos casos em que aconteceu a queda inesperada de aviões a causa sempre esteve ligada a um ataque vindo do solo. O que esperar de um regime que tem tão pouco apreço pela vida que apedreja mulheres até a morte e enforca homossexuais em praça pública, em nome dos hábitos e costumes?

PAULO R. KHERLAKIAN

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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Credibilidade abalada

Neste último embate com o Irã, os EUA têm a celebrar a morte de Qassim Suleimani, o aumento das sanções ao regime dos aiatolás e o fato de nenhum soldado americano ter morrido nos ataques iranianos. Como sempre, a versão da agência iraniana de notícias relata uma fantasia bem ao seu estilo: teriam sido mortos 80 americanos, 200 foram os feridos e os EUA teriam saído humilhados. Curiosamente, as redes americanas aliadas aos democratas flertaram com os inimigos dos EUA, ignorando a realidade, com o intuito de denegrir Trump e encobrir a responsabilidade de Barack Obama e de sua administração no imbróglio. Só que ao fazer isso numa situação de segurança nacional puseram em jogo sua credibilidade perante o público, seu maior patrimônio. O tamanho do prejuízo que vão sofrer em decorrência disso ainda não é conhecido, mas não será pequeno.

JORGE A. NURKIN

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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APROPRIAÇÃO INDÉBITA

BPC

Li no Estadão de ontem que uma família com renda per capita de R$ 24 mil mensais recebia indevidamente o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que foi criado para atender idosos e pessoas com deficiência. Além de causar asco saber que gente rica, sem nenhum pudor, se apropria de um benefício destinado exclusivamente a pessoas necessitadas, ficam as perguntas: esses apropriadores devolverão as quantias roubadas? Sofrerão algum tipo de punição, prisão, por exemplo, ou tudo ficará por isso mesmo? Enquanto isso, milhares de beneficiários do BCP tiveram os seus benefícios cortados por problemas burocráticos. Muitos tinham esse benefício como única fonte de renda e agora estão passando fome. Por que não se orientam essas pessoas, que são tão fragilizadas, grande parte delas analfabeta, informando-lhes que precisam atualizar cadastros, fazer prova de vida, etc.? Mas é mais fácil cortar benefícios e depois se vangloriar de que milhões de reais foram economizados, sem dizer as consequências disso para os miseráveis.

JOSÉ MILTON GALINDO

galindo52@hotmail.com

Eldorado

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SERVIÇO PÚBLICO

Marmelada?

Também li no Estadão que 20% do quadro de funcionários do INSS está afastado em licença-saúde. Já imaginaram se nas empresas privadas um em cada cinco empregados se afastasse por alegados problemas de saúde? O INSS está fazendo auditoria (corretamente) nos segurados que recebem auxílio-doença. Não deveria começar por seus próprios funcionários? Brasil, o país da marmelada...

ADEMIR VALEZI

valezi@uol.com.br

São Paulo

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ECONOMIA

País dos impostos

Sem a menor sombra de dúvidas, o Brasil é o país dos impostos e taxas. Eles estão por toda parte e engordando os bolsos de muita gente. Um exemplo claro disso é o sistema cartorário, que por uma simples chancela arranca o couro do cidadão. E o imposto sobre as transações imobiliárias é um dos mais perversos do País. Para comprar ou vender um imóvel, ou apenas registrá-lo, mesmo que seja para moradia própria, a facada é muito grande. Tanto que muita gente faz a escritura, mas deixa para registrar o imóvel quando conseguir juntar recursos para isso. O malfadado ITBI, mais um imposto que temos de pagar sempre que houver transferência do imóvel, chega a 3%, além de uma porção de outros impostos e siglas que vão sendo criados para arrancar o tão escasso dinheiro do povo brasileiro. Espero que o presidente Jair Bolsonaro se debruce sobre a questão, acabe com essa pouca-vergonha, que já é crônica no nosso país, e alivie um pouco a vida dos cidadãos, que não aguentam mais pagar tantos tributos.

ELIAS SKAF

eskaf@hotmail.com

São Paulo

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DPVAT

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, voltou atrás e restabeleceu o valor do prêmio de seguro do DPVAT fixado pelo governo. Há poucos dias Toffoli atendeu ao pleito da seguradora Líder e manteve os valores vigentes em 2019. Não vou entrar no mérito da questão, embora ache que o governo está certo. Mas essas idas e vindas só causam insegurança jurídica. Quem vai acreditar e investir num país onde as decisões dos juízes parecem obedecer a interesses ou depender do humor de quem julga?

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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EM SÃO PAULO

Eleições 2020

A região central de São Paulo, em torno do marco zero, está literal e metaforicamente entregue às baratas. Bairros como Santa Cecília, Higienópolis, Perdizes, Pacaembu, Consolação, Campos Elísios e Barra Funda estão sem asfalto decente, sem limpeza, sem semáforos após meia dúzia de pingos de chuva, sem conservação de bueiros – que até mato crescendo dentro têm –, sem fiscalização de guias e calçadas estropiadas. O IPTU, no entanto, só aumenta. No meu caso, foi de R$ 1.173,20 em 2015 para R$ 2.346,30 em 2019, ou seja, 100% de aumento em quatro anos! Ainda assim, o sr. prefeito Bruno Covas insiste em se candidatar na próxima eleição municipal? Sem noção.

MARCIA MEIRELLES

marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

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Esvaziamento da Prefeitura

Zeladoria minguando, aumento das passagens de ônibus, e o prefeito não está nem aí para os munícipes, que enfrentam enchentes e buracos em todas as vias. Em pleno ano de eleições, um marasmo geral. Socorro, precisamos de um prefeito de verdade!

RONALDO ROSSI

ronaldo.rossi1@terra.com.br

São Paulo

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“Ainda não ouvi o aiatolá Khamenei declarar que vai tirar os EUA do mapa, como diz o tempo todo a respeito do Estado de Israel”

LUIZ FRID / SÃO PAULO, SOBRE AS AMEAÇAS IRANIANAS

luiz.frid@globomail.com

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“Como seu eleitor, espero que o presidente Jair Bolsonaro não ceda às pressões por reajustes salariais dos já muitíssimo bem pagos servidores federais”

HERMAN MENDES / BLUMENAU (SC), SOBRE O LOBBY DO FUNCIONALISMO E SEU IMPACTO NAS FINANÇAS PÚBLICAS

hermanmendes@bol.com.br

NÃO PODE SAIR BARATO


reportagem de 9/1 no Estadão sobre famílias de servidores do Distrito Federal, com altos salários, que recebiam não só o benefício voltado para o atendimento de idosos e pessoas com deficiência com baixa renda (BPC), como o Bolsa Família, ambos indevidamente, é de um absurdo inominável. Como aponta o título da reportagem, Família com R$ 24 mil de renda recebia benefício para idosos e deficientes. Essa pilantragem vinha sendo aplicada por 310 famílias de servidores do Distrito Federal que, apesar de receberem renda significativa, afirmavam que cada membro da família tinha um rendimento de R$ 100. No caso do Bolsa Família, que é de R$ 499, a auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) identificou que 248 servidores do Distrito Federal receberam tais recursos no ano passado, apesar de alguns terem rendimentos de até R$ 27 mil. A Secretaria do Desenvolvimento Social do Distrito Federal afirmou que conhece as conclusões da CGU desde fevereiro de 2019 e que a “principal informação” é de que, desde a suspeita, os benefícios foram suspensos. Ora, o fato principal é que esses criminosos cometiam o crime de falsidade ideológica, com penalidade prevista no artigo 299 do Código Penal de um a cinco anos de reclusão, por se tratar de documento público. A administração do Distrito Federal já teve tempo de sobra não só para denunciá-los à Justiça, como para abrir procedimento disciplinar para a exoneração dessas pessoas, “a bem do serviço público”, como está previsto nos estatutos dos servidores públicos em toda a administração pública do País. As verbas que esses criminosos furtaram do governo do Distrito Federal, com certeza, fizeram muita falta nos hospitais públicos daquela administração, onde pessoas esperam anos para serem atendidas e muitos morrem nas filas de espera. Decididamente, não se trata de um crime comum e não pode ser tratado com tal morosidade. Enquanto os governantes não tratarem esses casos com o extremo rigor que merecem, as administrações públicas deste país sempre estarão sujeitas à roubalheira. A única exceção que eu conheço hoje é a dos juízes que cometem crime de peculato. Nestes caso, a penalidade é a aposentadoria compulsória, sem perda de vencimentos, o que, obviamente, é um absurdo.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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SEM CARÁTER


O fato de servidores públicos com altos salários receberem Bolsa Família não é apenas roubo ou corrupção. Mostra que parte do funcionalismo e, de quebra, parte da população brasileira não têm caráter nem ética. Fruto de mentalidade criminosa imposta pelos bandidos que governaram o País na triste época petista.


André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas


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A RECEITA E O BOLSA FAMÍLIA


Acerta o governo quando pretende que a Receita Federal fiscalize o Bolsa Família, como publicou o Estadão em 8/1. Em cruzamento com as declarações do Imposto de Renda, certamente a Receita teria mais condições de, com eficiência, verificar as fraudes, que não são poucas, neste importante programa social. Criado na gestão de FHC como Bolsa Escola, o programa teve seu nome mudado para Bolsa Família, espertamente, por Lula. Hoje, o valor médio mensal que recebem os beneficiários do programa é de R$ 187,00, e ele atende a 13,9 milhões de famílias, com gasto anual do governo de R$ 31,3 bilhões. Este pente-fino no Bolsa Família com a ajuda da Receita pode beneficiar milhares de outras famílias que precisam e mais se enquadram às regras do programa, se as fraudes forem eliminadas.


Paulo Panossian paulopaqnossian@hotmail.com

São Carlos


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VISTORIA DA RECEITA


Por que só agora a Receita vai ajudar a fiscalizar o Bolsa Família? Porque só agora temos um governo disposto a exterminar os comunistas do “pudê”, simples como é. O Bolsa Família foi uma estratégia comunista de garantir a pobreza, que por sua vez garante o comunismo e o petismo, em particular. Não foi à toa que foi inventado por FHC (o comunista tucano) e implementado por Lula (o pelego sindicalista).


Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo


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ASSISTENCIALISMO ETERNO


A se manter o programa Bolsa Família nos mesmos moldes desde a sua criação, ou seja, o assistencialismo puro e absoluto, certamente nada irá mudar e, dessa forma, estará perenizada – como de fato já está – a inaceitável política dos falsos discursos inflamados, meramente populistas, que usualmente vertem da boca de políticos inescrupulosos e de baixíssima qualidade moral. Esse tipo de assistencialismo que se utiliza da ignorância alheia tendo como objetivo a busca maciça pelos votos somente se presta a manter essa gente totalmente acorrentada, estagnada no tempo e no espaço, na mais profunda linha da pobreza, sem qualquer perspectiva de ascensão na escala social. Além disso, deve-se tomar em conta o enorme estrago que se faz nas contas públicas para manter cerca de 7% desta população, que nada ou muito pouco produz. Há somente uma saída para que este maligno círculo vicioso tenha fim ao longo de algumas gerações: iniciar pela assistência, seguindo em paralelo com educação, capacitação, profissionalização e colocação profissional (geração de empregos), o que certamente gerará renda, consumo e arrecadação. O atual governo tem de ter a coragem de mudar e dar um basta nesta mamata, indo ao encontro daquilo que realmente trará vida e dignidade aos menos favorecidos, e, claro, reduzindo em muito o rombo anual das contas públicas.


David Zylbergeld Neto dzneto@uol.com.br

São Paulo


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DA CALMARIA À TEMPESTADE?


Excelente o artigo A crise Irã x EU(9/1, a2), do coronel Paulo Roberto da Silva Gomes Filho. Em primeiro lugar, mostra que os militares brasileiros estão preparados não somente para as táticas da arte da guerra, mas também para compreender e interagir com as múltiplas facetas do relacionamento internacional, coisa aparentemente relacionada somente à Diplomacia. A assertiva de que a morte do general Suleimani não deverá provocar um conflito de grande intensidade foi confirmada ontem com o abrandamento do discurso de Trump. Entretanto, o posicionamento do Brasil toma outra dimensão em relação à tradicional neutralidade. Se é verdade que as manifestações oficiais do governo não apoiaram de forma explícita os EUA, também nos permitem fazer outras leituras de um alinhamento àquele país, fato que pode trazer consequências para nós, de uma guerra que, até o momento, não nos pertencia. O chamado de nossa Chargée d’Affairs em Teerã, que representa um puxão de orelha na linguagem diplomática, ainda pode trazer outras nuances no comércio, afetando nossa economia, além do aumento do petróleo, que, de resto, voltou a se acalmar ontem. Como resultado prático, EUA, Reino Unido e outros países que dependem dessa commodity estão de volta à calma, enquanto o Brasil poderá sofrer redução na balança comercial com o Irã, superavitária em mais de US$ 2 bilhões. E ainda tem a questão do terrorismo islâmico internacional, que poderia colocar o Brasil na lista de seus alvos... tudo a verificar. Como conclusão, nossas Forças Armadas devem estar cada vez mais preparadas e aparelhadas corretamente para cumprir suas atividades fim de defesa externa da Pátria. Os brasileiros acabaram por aprender que tropas militares só servem para fazer intervenção de GLO e atuar em missão de paz da ONU, aliás, duas missões de muito valor. Ledo engano, pois a calmaria – se é que podemos dizer que um país com índice de mortes por crime compatíveis com dados de conflitos de alta intensidade é calmo – pode virar tempestade do dia para a noite.


Marco Antonio Caffé marco_caffe@hotmail.com

Brasília


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CEDO DEMAIS


Donald Trump cantou vitória antes de terminar a luta. Os foguetes iranianos lançados contra bases americanas no Iraque podem ser apenas cortina de fumaça. A tão propalada vingança dos aiatolás pode vir não mais de ruidosos foguetes, mas de convencionais tiros de fuzil Kalashnikov ou de pistola Glock. Será?

            

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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NEUTRALIDADE DIPLOMÁTICA


A respeito do oportuno editorial Alinhamento e agronegócio (9/1, A3), cabe dizer que a única postura diplomática do País deve ser com o crescimento de suas exportações para qualquer parte do mundo, não importando o alinhamento ideológico político, mas sim o incremento da safra de dólares nos cofres públicos. Como em briga de elefantes quem sempre perde é a grama, o Brasil não deve tomar partido em nenhuma das disputas atuais no planeta, seja entre os EUA e a China ou com o Irã. Como uma nação em paz há mais de um século, cabe ao governo Bolsonaro manter a neutralidade sem correr o risco desnecessário de expor sua preferência e causar problema com um dos lados envolvidos, torcendo apenas para que as “guerras” não prejudiquem nossa bilionária pauta de exportações.


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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‘ALINHAMENTO E AGRONEGÓCIO’


É bastante sabido que o agronegócio responde por aproximadamente 25% de nosso Produto Interno Bruto (PIB), porcentagem que, além de ser a maior contribuição entre todos os segmentos produtivos, tem a característica de permanência, com pequenas variações para cima ou para baixo. Daí resulta, então, uma grande responsabilidade do governo e especialmente dos ministérios das Relações Exteriores e do Meio Ambiente. Eis que o Brasil, no momento presente, não precisa fazer opções nem adesismo, necessitando de ficar na posição que defenda os nossos interesses comerciais e industriais. Muito importante, pois, o editorial Alinhamento e agronegócio (9/1, A3) deste jornal, porque foca a forma e o meio de o Brasil continuar caminhando bem e ao lado de seu campeão de negócios rurais. O agronegócio merece toda a atenção governamental.


José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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PREOCUPAÇÃO


Muita gente no Brasil está preocupada com a possibilidade de o Irã deixar de adquirir nossos produtos agropecuários, em vista de nosso atual alinhamento com os EUA. Mais preocupados deverão ficar os iranianos, se tiverem de comprar alimentos dos grandes produtores norte-americanos.


Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas


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VIAGEM CANCELADA


Conflito entre Estados Unidos e Irã cancelou a ida do presidente Bolsonaro ao Fórum de Davos. Parabéns, presidente, cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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O MINISTRO E O PORTUGUÊS


Depois de escrever paralisação com “z” e impressionante com “c”, só falta o ministro da Educação pedir sua demissão com “ç”.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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‘EDUCASSÃO’


Mais que evidente! O ministro Weintraub sabe escrever. As letras é que atrapalham...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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POBRE VERNÁCULO


Péssimo, mas nos acostumamos com atropelamentos e petardos em nosso vernáculo. Muitas vezes, das tribunas, nas Câmaras e Assembleias. Muito ruim aceitar, mas engolimos. Agora, é inaceitável o polêmico ministro da Educação dar uma trombada dessas. O mínimo que se espera dele, além das desculpas, é sua demissão.


José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André


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ERROS CRASSOS


Com as desculpas que o cargo de ministro merece, os erros de ortografia de Abraham Weintraub nos levam a deduzir em qual estágio de educação que vive o Brasil.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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IMPERDOÁVEIS


Os erros de Português do ministro da Educação são imperdoáveis. Eu compreendo que possa haver algum pequeno deslize na escrita e na fala, porém não compreendo a falta de correção ou de revisão de seus assessores. A liturgia do cargo não deve ser desrespeitada, sob pena de ridicularizar o governo. Qualquer trabalho que vise à melhoria da qualidade de ensino do País pode ir por água abaixo por causa de um pequeno ruído no pronunciamento de um representante do Poder Executivo. A Língua Portuguesa é sofisticada e rica, entretanto é repleta de armadilhas ortográficas. Quem souber dominá-la terá uma ferramenta poderosa de expressão e comunicação a sua disposição.


Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro


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PORTA DOS FUNDOS


suspensão, pela Justiça, da exibição do especial de Natal do Porta dos Fundos A primeira tentação de Cristo foi devida, justa e necessária. A relativização de valores, especialmente os religiosos, sem sóbrias ponderações e de modo total, leva ao risco de a sociedade transformar arbítrios quaisquer em supostas manifestações artísticas e culturais, e, sendo assim, por que então se haveria de respeitar leis que protegem raça, cor, sexo e condições sociais específicas, se a religião não encontrar esses respeitos e limites? A falta de empatia e respeito demonstrada pelo grupo devidamente censurado faz entender que houve, sim, um apelo grosseiro à publicidade inidônea e ao chamamento de atenção de modo vergonhoso e antiético. Ser artista é, antes de tudo, ser cidadão, e a falta de respeito com o próximo não autoriza nem uma nem outra dessas duas condições.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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MUITO QUE APRENDER


Já ouvi de tudo nestes últimos dias, até que a Porta dos Fundos mudou de nome para Porta do Inferno. E assim vamos, demonizando tudo – a Arte e a própria História, considerando, e isso não dá para negar, que o Cristo é uma figura histórica, que nasceu, viveu e morreu em determinado tempo e num local geográfico específico. E, ao me deparar com ambas as notícias – tanto a do lançamento do tal vídeo quanto a do ataque à produtora –, só posso concluir que nem um nem outro lado tiveram uma atitude, digamos, cristã, no sentido político da palavra. Isso porque, na raiz, seus atos passam anos-luz da mensagem que, penso, a maioria dos habitantes do planeta conhece com o nome de cristianismo. E por que não trazer para o centro da reflexão também o conceito de Arte? Será, mesmo, que tudo é Arte? Ou será que chegamos a um momento em que, de tanto flexibilizar, o tema assumiu a informe consistência de uma geleia? Na verdade, para mim, os últimos acontecimentos só mostram que ainda temos muito que aprender em termos de liberdade, responsabilidade e respeito, não só para com alguns grupos de pessoas, mas para com a Nação como um todo, com toda a sua diversidade. Por enquanto, os fatos só mostram que nem o conceito de Arte nem o de Cristianismo parecem estar sendo bem compreendidos.


Eleni Kronka elenikronka5@gmail.com

São Paulo


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RESPEITO E AUTOCRÍTICA


Nada justifica a agressão à produtora do Porta dos Fundos, mas também é verdade que nem todos os humoristas podem ter o seu tipo de humor comparado a outros, como Chaplin, por exemplo, e existe também agressão em alguns programas humorísticos. Não creio que ridicularizar pessoas, entidades ou o que quer que seja possa ou deva ser motivo de riso ou caçoada, mas é, sim, apenas falta de respeito e educação. Muitas vezes as piadas ditas politicamente incorretas podem ser muito divertidas, mas os limites deverão sempre estar presentes para que pessoas não sejam magoadas ou ofendidas, e para isso se faz necessária uma dose justa de competência e autocrítica que nem todos têm.


Vera Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo


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HUMOR


Quem pediu à Justiça a censura do episódio do Cristo homossexual produzido pelo Porta dos Fundos? Foi o Movimento LGBT? Qual o problema do ator Gregório Duvivier ter um caso gay com Fábio Porchat? Nenhum! Por que tanto escândalo com Cristo? Um autorretrato da homossexualidade dos referidos atores seria muito mais... engraçado! Engraçadíssimo!


Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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