Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2020 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Mais atraso digital

Sou do tempo em que os militares decidiram que o Brasil faria seus próprios computadores, reinventando a roda. O atraso foi imenso, produziu trambolhos para um enorme mercado a eles reservado e explica em parte a falta de produtividade de nossa economia até hoje. Viajar para o exterior acirrava o sentimento de inferioridade e desânimo ante um progresso de que o brasileiro não tinha o direito de participar. Pois agora o presidente Jair Bolsonaro e seu ministro Marcos Pontes decidiram que só em 2022 teremos internet de quinta geração, o 5G, que representa enorme avanço em termos tecnológicos, com influência decisiva em muitos campos, com possibilidade de mudar para melhor o mundo como o conhecemos, a ciência, a informação, a medicina, as profissões, os meios de transporte, as coisas ao nosso redor, enfim. Corremos o risco de ficar outra vez na rabeira, novamente invejando nações que olham o futuro como possibilidade, não o atraso passado como objetivo. Por trás dessa decisão parecem estar o interesse mesquinho das operadoras no Brasil de serviços públicos de telecomunicações e dos EUA, que ainda resistem ao inevitável protagonismo chinês na tecnologia 5G e, consequentemente, na economia mundial.

ADEMIR VALEZI

adevale@gmail.com

São Paulo


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Imposto de Renda

Brasil, país do passado, do presente e do futuro... dos “políticos”: Fundo Partidário, fundo eleitoral, isenção de luz para templos religiosos, bolsa disso, bolsa daquilo, penduricalhos e mais penduricalhos, etc., etc. Para ajudar a compensar todas essas aberrações, 103,87% (!) na defasagem da correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física. Aí pesa no bolso, no estômago, na saúde, na educação, na segurança e outras coisas mais.

WALTER MENEZES

wm-menezes@uol.com.br

São Roque

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EDUCAÇÃO

Sem bolsa

Sou professora da rede estadual de São Paulo e com o intuito de aperfeiçoar minha carreira fui atrás de um curso de mestrado. Achei um na PUC-SP e como já dou aulas como tutora na faculdade não pensei duas vezes para me inscrever. Com meu pré-projeto pronto e inscrição feita, fui informada de que a bolsa Capes está suspensa desde 2019. Indignada, guardei o projeto na gaveta, porque a mensalidade do mestrado é de R$ 1.950. Como uma professora do Estado conseguiria pagar esse valor? Qual será o futuro dos mestres? Serão uma espécie em extinção?

RENATA PADOVANI

renata_padovani@icloud.com

São Paulo

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Ainda os livros

Excelente a reportagem do Estado (11/1, A16) dando conta das peripécias do MEC acerca dos quase 3 milhões de livros didáticos em via de serem descartados. Os livros, multidisciplinares, hoje armazenados em caros depósitos, foram comprados com dinheiro dos contribuintes e jamais chegaram aos alunos das escolas públicas do Brasil. O descarte, segundo o MEC, deve-se à “desatualização” das matérias, por estarem “vencidos”, serem “obsoletos”, “irrecuperáveis”, etc. As razões alegadas, a meu ver, são ridículas. Pois disciplinas como Matemática, Física e Ciências Naturais não ficam obsoletas. Evoluem através dos tempos desde Euclides, Galileu, Newton, Pasteur, Fleming...

JOSÉ SEBASTIÃO DE PAIVA

jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

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COISAS DO BRASIL

Tempos estranhos

Recebi em rede social as seguintes ponderações: piada com homossexual é homofobia, piada com negro é racismo, piada com mulher é machismo, piada com gordo é gordofobia, piada com índio é preconceito, piada com Jesus é liberdade de expressão. Em conformidade com a Constituição de 1988 (Título II – Dos Direitos e Garantias Fundamentais, Capítulo I – Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos), são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. Realmente, “são tempos estranhos, geradores de grande perplexidade”, como disse ministro do Supremo Tribunal. Mas, e daí?

SÉRGIO AUGUSTO TORRES

sergio.torres47@gmail.com

São Paulo

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Para refletir

Morreu uma pessoa por ter consumido uma cerveja – ainda não se sabe a real origem do problema – e três dias depois fecham a cervejaria. Morreram 270 e ainda há pessoas desaparecidas por causa de uma mineradora e ninguém é culpado, passado um ano. E a mineradora segue funcionando normalmente.

PAULO CESAR AZEVEDO MEYER

meyertour@hotmail.com

Carrancas (MG)

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RECONHECIMENTO

Zilda Arns e seu legado

Nestes dez anos da morte da médica Zilda Arns, vítima de terremoto no Haiti, é importante lembrar seu grande legado em prol da saúde das crianças pobres, com a Pastoral da Criança, a partir de 1983, a convite da CNBB. Formada em saúde pública e pediatria, seu programa, felizmente, continua em vigor, graças à colaboração de milhares de voluntárias, diminuindo significativamente a mortalidade infantil no País. E a custo baixíssimo, longe dos gastos elevados, e até superfaturados, do setor público de saúde, que em muitas regiões continua um caos. Muito justo ver Zilda Arns reconhecida como digna protetora das crianças pobres do Brasil. Por solicitação de sua família, a dra. Zilda tem seu processo de canonização em andamento para reconhecimento da Igreja Católica.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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Grande brasileira

Finalmente alguém se lembrou de que a grande responsável pela queda da mortalidade infantil no Brasil foi a dra. Zilda Arns. Geralmente esse sucesso é erroneamente atribuído a governos que, na verdade, nada fizeram. Dra. Zilda, grande brasileira!

SARAH DE CASTRO F. BARBOSA

sarahdecfontesbarbosa@gmail.com

São Paulo

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MEMÓRIA

Julio de Mesquita Filho

Colega do Carlão no Liceu Pasteur e tendo a oportunidade de receber, como secretário-geral do Movimento Estudantil pró Eduardo Gomes, lições sobre política proferidas pelo ilustre jornalista Julio de Mesquita Filho no escritório do Estadão, fiquei emocionado relembrando minhas atividades como universitário. Meus cumprimentos por permitir que a atualidade conheça esse grande homem.

AFFONSO RENATO MEIRA

ar.meira@terra.com.br

São Paulo

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“Que tal o governo pensar em subsidiar a energia elétrica dos recicladores de plástico, que evitam que seus resíduos sejam descartados na natureza?”

FAUSTO WAJCHENBERG / SÃO PAULO, SOBRE A DEFESA DO MEIO AMBIENTE E AS BENESSES QUE O PRESIDENTE DA REPÚBLICA QUER OFERECER A IGREJAS À CUSTA DOS CONTRIBUINTES

faustowaj@gmail.com

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“Imprudentes foram os seus eleitores!”

FAUSTO FERRAZ FILHO / SÃO PAULO, SOBRE O EDITORIAL ‘A IMPRUDÊNCIA DE BOLSONARO’ (12/1, A3)

faustoferraz15@gmail.com

USADIA FATAL

 

O Irã reconheceu a culpa pela derrubada do avião ucraniano em Teerã, que matou mais de uma centena de civis. Demonstrou, assim, o mortal perigo de dar poder de decisão a pessoas não qualificadas. Foi uma boa lição aos chefes dos destemperados, ávidos em mostrar eficiência naquilo que não dominam o suficiente. O Brasil que se cuide, notadamente em exageros da política externa.

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

 

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BODE EXPIATÓRIO

 

O príncipe saudita saiu ileso no caso do desaparecimento do jornalista Jamal Khashoggi, na Turquia. Em seu lugar, cinco sauditas foram apontados como os responsáveis. Agora, é a vez de um iraniano ser declarado culpado pelo abate criminoso e irresponsável de um avião comercial ucraniano com 176 passageiros nas proximidades de Teerã. Os governantes lavam as mãos e sempre alguém “paga o pato”.

 

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

 

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176 MORTOS

 

Presidente diz que Irã derrubou o avião sem querer. Declaração muito semelhante à frase “esbarrei e o vaso caiu”. Frieza digna de terrorista.

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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‘SEM QUERER’

 

Faz muito tempo que eu fico indignado com o enquadramento de crime na categoria de culposo, especialmente em acidentes de trânsito, a exemplo de: sem habilitação, em excesso de velocidade e bêbado, culposo ou no máximo como dolo eventual. Vejam este caso recente, do país que derruba um avião que acabou de decolar, usando um míssil, e diz que foi sem querer. Morrem 176 pessoas e as “autoridades” agem como se tivessem derrubado uma goiaba que não estava madura. As balas perdidas também são sem querer?

 

Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

 

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PERGUNTE AO PÓ

 

O acidente com o Boeing em Teerã aconteceu depois de lançamentos de mísseis iranianos contra duas bases americanas, numa operação de retaliação pela morte do general iraniano Qassim Suleimani, no Iraque. Erro humano, falha de percepção do militar iraniano, que confundiu o avião com um míssil americano. Os passageiros tinham expectativas de reencontros, realizar negócios, fazer turismo, mas no átimo do momento tudo acabou para estas 176 vidas. Existiu o efeito casualidade, em que o evento causa, o míssil que matou o general iraquiano, se não fosse lançado, não haveria o erro. São cenários que não existiriam sem a tecnologia de hoje. O ser humano morre há centenas de milhares de anos, mas a morte hoje é instantânea e o perigo pode estar em qualquer lugar.

 

João Misael Tavares Lantyer misael51@terra.com.br

Salvador

 

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‘GOVERNO PERDIDO’

 

A respeito do editorial Governo perdido (13/1, A3), sobre o polêmico e errático primeiro ano do mandato de Jair Bolsonaro, cabe, por óbvio, citar Sêneca: “Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir”. Governar é preciso, tuitar não é preciso. Avante, Brasil!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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TIROS NO ESCURO

 

Baseado no que li no editorial Governo perdido, no Estadão de ontem (13/1), eu o considero imparcial e absolutamente verdadeiro, além de muito sensato. Até o presente momento, de fato, pouco se viu de eficácia do atual governo em medidas e atitudes relevantes para realinhar o Brasil em direção a obter resultados sólidos e reais. Com exceção da reforma previdenciária aprovada – embora não na sua totalidade, como foi solicitada inicialmente –, não houve nenhum outro fato marcante no primeiro ano de mandato Bolsonaro. O mais importante, a redução do índice absurdo de desempregados, continua praticamente o mesmo, a indústria patina, o comércio está estático e os serviços, à espera. Agora, porém, neste segundo ano, Bolsonaro lança diversas situações e ideias que só geram discussões e danos desnecessários, como, por exemplo, a polêmica envolvendo a cobrança do DPVAT. Inicialmente, o governo a extinguiu; depois, atribuiu-se a ele um valor e, em seguida, o reduziram. Agora, lança-se um estudo para subsidiar a conta de luz de igrejas, que giram em torno de 300 mil do País, junto com a mudança no Bolsa Família prevendo aumento do benefício para os 10 milhões de inscritos no programa. Enquanto isso, determinou-se um aumento miserável de R$ 41 no salário mínimo, e agora estudam a possibilidade de reajustá-lo, por ter ficado abaixo da inflação, enquanto o governo comprometeu-se a dar reajuste aos agentes de segurança do Distrito Federal e editou medida provisória para aumentar o benefício de alguns delegados federais, além de interferir, por meio de medida provisória, nas regras de escolha dos dirigentes das universidades federais. Tudo indica e nos leva a crer estar Bolsonaro dando tiros no escuro para tentar acertar qualquer alvo, né não?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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FARO AGUÇADO

 

Auditoria da KPMG sobre as contas da Líder mira elo de DPVAT com pessoas próximas ao Supremo Tribunal Federal e outras “pessoas politicamente expostas”. Isso é mais um fato que prova que Bolsonaro tem olfato canino, um faro bem aguçado, e sente o cheiro das feridas de longe.

 

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

 

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DPVAT

 

Sobre a entrevista com Luciano Bivar (‘Governo ficou ensandecido para pegar o dinheiro’Estadão, 12/1, A6), o sr. Bivar, enquanto deputado e operador do DPVAT por intermédio da Líder Seguradora, nunca pensou em legislar em favor do cidadão, elevando via PL o valor pífio da indenização de R$ 13 mil para, digamos, R$ 500 mil.

 

Aparecido J. G. Silva ajgs@uol.com.br

Santana de Parnaíba

 

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PERDENDO ESPAÇO

 

Infelizmente, o presidente Jair Bolsonaro não consegue acertar uma e continua perdendo espaço. Muito enciumado, coloca, mais uma vez, o ministro Sérgio Moro – considerado o salvador da Pátria pelo povo de bem – de lado e aprova projetos contrários à proposta original ministerial. Aliás, com “cara marrenta” o presidente resolveu não comparecer ao Fórum Econômico Mundial de Davos, e nem percebeu que abriu espaço para o governador de São Paulo, João Doria, e até mesmo para o apresentador Luciano Huck. Como já dizia aquela senhorinha de Taubaté, “depois não vem chorando para casa”.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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ROUBAM NOSSO FUTURO

 

Quando será que o povo brasileiro vai sair de seu torpor omissivo e encarar a escolha de candidatos preparados e capazes? Em razão de um radicalismo extremado, elegeu-se um presidente da República que nem sequer tem um plano de governo, com atuação intempestiva e pontual, sem ao menos avaliar as consequências de seus atos e palavras. Saímos de um barco furado e caímos no mar revolto, com previsão de mais três anos de tempestade. Com as recorrentes práticas – nada republicanas – de nossos gestores, parlamentares e as ditas lideranças políticas, está cada dia mais difícil de reconhecer o Brasil como uma nação. Será que nosso futuro será eternamente roubado, sem qualquer reação de nossa parte?

 

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

 

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‘FORA DA BOLHA’

 

A iniciativa do governador do Maranhão, Flavio Dino (PCdoB), de tentar falar para “fora da bolha”, com o objetivo de tirar a esquerda do isolamento e, assim, construir oposição consistente a Jair Bolsonaro em 2022, pode até ser procedente, embora a especulação sobre uma eventual chapa Luciano Huck/Flávio Dino soe um tanto estranha no momento. Entretanto, há um evento histórico envolvendo o governador que não quer e não pode calar: logo após a aprovação do impeachment de Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, em 2016, foi Flavio Dino quem convenceu o então presidente interino da Casa, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), a anular o processo do impedimento, alegando tecnicalidades jurídicas estapafúrdias, o que causou grande revolta na opinião pública, na imprensa e no Congresso, culminando na revogação da medida, no mesmo dia, pelo próprio deputado. O governador pode até estar bem intencionado ao conversar com setores tão díspares da esquerda ortodoxa, mas ficar com um pé atrás em relação a ele seria de muito bom tom.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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JURÁSSICO

 

Acho totalmente coerente o PCdoB lançar um “dino” como candidato. Só falta uma vice com apelido de “Ju” para tudo combinar. Nada mais jurássico do que o comunismo. O restabelecimento da monarquia seria menos retrógrado.

 

Celso Francisco Álvares Leite celso@celsoleite.com.br

Limeira

 

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‘SEM PARTIDO’

 

Estadão de ontem (13/1, A4) apresentou em Sinais Particulares Paulo Hartung, ex-governador do Espírito Santo, com a camisa aberta no peito, onde está escrito “Sem Partido”. Depois de passar por cinco legendas, Hartung quer demonstrar que encontrou seu lugar na política: sem partido. Cuidado, ex-governador, seu contentamento pode acabar, porque há um ditado popular que diz que “uma só andorinha não faz verão”.

 

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

São Paulo

 

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CANDIDATURA AVULSA

 

A manifestação do competente político Paulo Hartung (13/1, A4) dá a dimensão de algo que muita gente quer negar. Disse ele, segundo a Coluna do Estadão: “Finalmente, encontrei meu lugar na política: sem partido”. Pode haver algo mais eloquente em favor de candidaturas avulsas do que tal colocação?

 

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

 

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QUE CENÁRIO!

 

Exercício de ficção: imaginem 513 candidatos avulsos eleitos para a Câmara de Deputados. Ou bem será uma Torre de Babel ou, para a coisa andar, se formarão “partidos” não oficiais, panelinhas sujeitas a regra nenhuma e com o agravante de que delas o povo não participará. Que cenário!

 

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

 

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ELEIÇÕES 2020

 

Já estamos pensando nas eleições de outubro. Nos 5.568 municípios brasileiros os eleitores escolherão prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Aqueles que estão concluindo o segundo mandato no Executivo vão, com certeza, tirar umas férias para se livrarem do estresse acumulado durante os oito anos em que trabalharam com responsabilidade para garantir a melhoria da qualidade de vida dos habitantes das cidades que administraram. Quem é votado para um segundo mandato dificilmente não foi um bom gestor. Com certeza, cuidou da saúde, educação, habitação, meio ambiente, assistência social, lazer, transporte e segurança. Deixam as prefeituras e vão-se embora convictos de que não decepcionaram aqueles que lhes cofiaram seu voto. Muitos que estão terminando o primeiro mandato tentarão a reeleição. É preciso avaliar bem o trabalho que o pleiteante desenvolveu durante os quatro anos. Vejam como ele se saiu em políticas públicas. A vida da comunidade melhorou? A cidade foi bem cuidada e está mais bonita que antes? Cuidou das estradas vicinais? Levou benefícios à zona rural? Não vacile. Se fez só o feijão com arroz, tchau, não merece continuar. É necessário que se faça um levantamento da vida daquele que busca o primeiro mandato. Vejam como o candidato administra a sua vida pessoal. Se não a administra bem, não estará apto para cuidar do interesse coletivo. Na escolha para a Câmara Municipal, é bom lembrar que o eleito vai aprovar leis que regulamentam a vida da cidade. Vai aprovar ou rejeitar projetos de lei, elaborar decretos legislativos e pareceres, e para isso é preciso ter conhecimento. Já soube de vereador que fez um projeto para plantar bananeira na rua principal da sua cidade. Ainda bem que não foi aprovado.  Saibamos escolher.

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

 

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CRUZEMOS OS DEDOS

 

As eleições municipais de 2020 certamente vão diminuir a quantidade de pulsos de esperança de crescimento, em relação aos observados ao longo de 2019. Os debates visando às fundamentais reformas, sem as quais o programa de recuperação da economia estará comprometido, sofrerão atrasos, pois constituirão objetos de frequentes condicionantes. As colocações em pauta, pelos presidentes das casas parlamentares, das respectivas votações, serão influenciadas pelos interesses eleitorais, sob a forma de instrumentos de chantagem, que afetarão os projetos do governo federal, na medida em que os pleitos para prefeituras e câmaras de mais de 5 mil municípios, em face da capilaridade dos resultados, são fundamentais para a sobrevivência política dos deputados e senadores. Cruzemos os dedos.

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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MALDITAS ELEIÇÕES

 

No período pré-eleitoral, que leva mais ou menos um ano, e no período pós-eleitoral, que leva mais ou menos um ano também, em razão da escolha e/ou troca do secretariado e/ou ministério, o País simplesmente para e fica em segundo plano. E, como vivemos quase sempre em eleições, é por isso que estamos nesta draga... Acorda, Brasil, vamos trabalhar, vamos produzir. Só quem produz paga conta.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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OSCAR 2020

 

Maiorais do PT comemoram a indicação do documentário Democracia em Vertigem ao Oscar 2020. Trata tal documentário indicado do impeachment de Dilma Rousseff, sob uma visão pessoal de sua diretora, Petra Costa. Porém, reiteremos que, num segundo momento após o referido impeachment, a democracia brasileira acabou saindo vitoriosa, e o PT, celebrante em demasia, não recuperou, afinal e pelos votos diretos dos cidadãos brasileiros, a Presidência da República perdida.

 

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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SAGA COMPLETA

 

Com a indicação de Democracia em Vertigem e do filme do “cara, filho do Brasil”, acaba a saga do partido.

 

Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

 

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CARNAVAL NO RIO

 

abertura do carnaval carioca com o Bloco da Favorita terminou em confusão. Transformaram Copacabana, local do evento, em praça de guerra. Arrumam sarna para se coçar. Sabem que estas aberturas com blocos nunca acabam bem, com raras exceções. Havia até sexo explícito. Deve ser a tal liberdade de expressão. O País rasgou todos os princípios de moralidade, respeito, bons costumes, etc. com o PT no poder. Vale tudo. Sodoma e Gomorra são Disney.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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DROGAS

 

Cumprimento o professor Carlos Alberto Di Franco, por colocar o dedo na ferida (Drogas – não dá para ficar em cima do muroEstadão, 13/1, A2). O assunto drogas serve para golpistas se elegerem. Uma vez eleitos, se esquecem das promessas. Vimos diversas manobras para lidar com drogados, desde interná-los compulsoriamente até bancar aluguel para viciados, espaços para fumarem tranquilamente e deixar para lá. Deixados de lado, estão abandonados à própria sorte. O fato do pacote de Sérgio Moro não ter passado é o eterno dilema, há uma força poderosa que controla o tráfico de drogas, sob a proteção de um Congresso irresponsável que faz vista grossa. Quem tem poder maior compra a droga e recebe em casa, quem é envolvido pelo vício e não tem como sair fica na dependência dos traficantes. O depoimento do adicto que Di Franco exibe revela o desespero de quem se droga. Graças a uma overdose, o cidadão acordou para a realidade. Foi atrás de se curar e resolveu. Onde estão os pseudomarqueteiros que nada fazem diante dessa tragédia? Eu respondo: aguardando as próximas eleições. Infelizmente, vão ficar em cima do muro. A política transformou-se num espetáculo dantesco.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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