Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

15 de janeiro de 2020 | 03h00

CANDIDATO AO OSCAR

Farsa vertiginosa

O impeachment da presidente Dilma Rousseff foi um processo legal, aprovado pelo Congresso Nacional sob a supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF), instituições da nossa plena democracia, e com direito a amplo e irrestrito direito de defesa. Logo, tem total razão quem pensa que Democracia em Vertigem deveria ter sido indicado à categoria de ficção. Não esquecendo que, como “documentário”, o filme propaga uma farsa e denigre a imagem da nossa consolidada democracia no Oscar, o maior prêmio do cinema mundial.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

*

Xadrez colombino

Lendo no Estadão de ontem os comentários feitos por críticos especializados em cinema sobre o filme Democracia em Vertigem, chega-se à conclusão de que a comparação feita pelo compositor/cantor Lobão é precisa: o comportamento dos petistas é igual ao de pombos jogando xadrez, ou seja, sobem no tabuleiro, derrubam todas as peças, fazem sujeira em todas as casas e saem de peito estufado dizendo que “foi golpe!”. O filme classificado como documentário é, realmente, uma ficção petista.

JOSÉ CLAUDIO MARMO RIZZO

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

*

CORRUPÇÃO

Pituba de propinas

A sede da Petrobrás em Salvador, a Torre de Pituba, foi construída contando com esquema de propinas. As empreiteiras OAS e Odebrecht teriam realizado pagamentos ilícitos a ex-dirigentes da petroleira, do PT e do fundo de pensão Petros. Mário Seabra Suarez e Alexandre Suarez delataram o esquema de corrupção para a força-tarefa do Paraná e os acordos foram homologados pela 13.ª Vara de Justiça Federal, em Curitiba. A Operação Lava Jato constatou fraudes nos contratos firmados com as empresas Mendes Pinto Engenharia, Chibasa Projetos de Engenharia, OAS e Odebrecht. Ou seja, o PT organizou-se em todos os cantos do Brasil para cometer assaltos aos cofres públicos com a ajuda de empreiteiros. Alguma dúvida?

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

*

Moro e a Lava Jato

Apesar de uma alta autoridade ter feito críticas à Lava Jato, nós temos de destacar os aspectos positivos dessa operação, tais como a recuperação de vultosas importâncias para o poder público, a identificação de agentes desonestos, que foram condenados pela Justiça, e, principalmente, a instituição de melhores procedimentos de gerenciamento no setor estatal. Com relação ao ministro Sergio Moro, ele conta com a admiração da grande maioria dos brasileiros e é respeitado internacionalmente por sua atuação. São realmente estranhas as críticas depreciativas de certas autoridades contra o brilhante trabalho da Lava Jato e do então juiz Sergio Moro.

MARCO ANTONIO MARTIGNONI

mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

*

PODER JUDICIÁRIO

Juiz de garantias

O ministro Sergio Moro espera que o STF corrija ‘falhas’ na instituição do juiz de garantias. Na minha opinião, a melhor correção seria usar o apagador.

LUIGI VERCESI

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

*

ECONOMIA

EUA x China

A China é o maior parceiro comercial dos EUA. E os EUA, da China. Essas duas economias são as maiores do mundo. E estão na lista dos maiores parceiros comerciais de todos os demais países. O que significa a “fase 1” do acordo entre EUA e China? Significa que um dos principais fatores de instabilidade da economia mundial está terminando. A princípio, é algo que trará bons frutos para todos habitantes do planeta (menos para os que não gostam muito do presidente Donald Trump). Torcemos, como dizem os chineses, para que “traga uma prosperidade maior do que o oceano e uma longevidade maior que a de uma montanha”. Ou, como dizem os americanos, “dinheiro não é tudo, mas...”

JORGE A. NURKIN

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

*

Propostas para 2020

Fomos informados de que o Ministério da Economia se reuniu em peso para a primeira reunião de 2020. Logo pensamos que estariam definindo prioridades de suma importância. Reformas tributária, administrativa, política, abertura do Brasil à globalização, com redução de empecilhos à livre movimentação de bens e serviços? Não, em discussão o que fazer para implementar a reforma da Previdência, que começamos a discutir em 2016, tinha sua estrutura definida em grandes linhas há mais de seis meses e ninguém pensou na vida que segue. Somos realmente incompetentes!

ALDO BERTOLUCCI

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

*

Doce ilusão

No início do ano passado o Idec fez muito alarde anunciando que fechara acordo com os bancos para liberação da correção da poupança relativa aos planos econômicos. Dizia que o acordo previa a liberação a partir de maio de 2019. Mas até hoje, nada. E não vejo nenhum pronunciamento do Idec a esse respeito. O que aconteceu?

ADALBERTO AMARAL ALLEGRINI

adalberto.allegrini@gmail.com

Bragança Paulista

*

CONTRA ENCHENTES

São Luiz do Paraitinga

Li com emoção a reportagem do Estadão de domingo (12/1) sobre a tragédia no início de 2010 e a recuperação da cidade de São Luiz do Paraitinga: referências à poesia, à resiliência dos moradores, à coragem dos raftistas que salvaram muitas vidas. Mas dói no coração a constatação de que a cidade permanece hoje, dez anos depois da tragédia, no mesmíssimo nível de vulnerabilidade às enchentes em que se achava em 2010. Caso no futuro elas aconteçam de novo, mesmo que não nas mesmas proporções daquela ocasião, os estragos serão equivalentes, restando apenas a torcida para que os trabalhos dos denodados cidadãos e da Defesa Civil surtam efeito para que vidas não sejam perdidas. Sou engenheiro civil e em 2010 participei da competente equipe que projetou as necessárias obras de infraestrutura contra enchentes, as quais deveriam proteger um pouco mais a cidade contra esses eventos. Durante as audiências públicas na época, pude testemunhar a intransigência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) contra o projeto. Resultado: as necessárias obras não foram realizadas. Portanto, se outra tragédia vier a acontecer, deverá ser creditada totalmente ao Iphan.

JOSÉ ROBERTO DOS SANTOS VIEIRA

jrsvieira@bol.com.br

São Paulo

*

“Ministro Paulo Guedes, claro que há brecha para melhorar o salário mínimo. Uma delas é fechar a brecha dos marajás da República, que se assanham por aumento”

PAULO TARSO J. SANTOS / BARRETOS, SOBRE ECONOMIA

ptjsantos@bol.com.br

*

“Assino embaixo o parecer do leitor sr. José Sebastião de Paiva (14/1) de que disciplinas como Física, Matemática, e Ciências Naturais não ficam obsoletas e evoluem através dos tempos. Pelo visto, o MEC pisou na bola.”

EDGARD GOBBI / CAMPINAS, SOBRE OS MILHÕES DE LIVROS DIDÁTICOS DESTINADOS AO DESCARTE

edgardgobbi@gmail.com

*

BEM-VINDO, 2021!


Envergonhei-me ao assistir a um vídeo em que consta o supremo ministro Dias Toffoli afirmando que a sórdida campanha Aqui tem justiça serve “para mostrar ao cidadão, ao povo brasileiro, como o Judiciário brasileiro trabalha”, concluindo: “É o Poder Judiciário que mais trabalha no mundo. (...) Volto a dizer, se não fosse esse STF não haveria o combate à corrupção no Brasil”. Barbaridade! Escudado nas contraprovas jornalísticas constantes da mesma matéria, denunciando indecentes decisões monocráticas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em benefício de amigos corruptos condenados, em especial a vergonhosa libertação do peçonhento José Dirceu, concedida em “carreira solo”, ao arrepio da lei, da ordem e da liturgia do cargo, pela ensaboada e submissa caneta de Dias Toffoli, ex-subordinado do marginal petralha, resta-me brindar, antecipadamente, o bom do calendário de 2020 que está por vir, fartamente compartilhado nas redes sociais. Em 13 de setembro, último dia de mandato de Dias Toffoli na presidência do STF; em 1.º de novembro, aposentadoria compulsória do ministro Celso de Mello (abaixo a PEC da Bengala!). No mesmo pacote de bênçãos, em conexão cronológica, impõem-se reforços nos brindes e nos fogos da virada de 31 de dezembro, último dia de mandato presidencial de Davi Alcolumbre no Senado e de Rodrigo Maia na Câmara dos Deputados. Amém! Seja bem-vindo, 2021!


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


*

DERRAPADAS


Sobre a matéria ‘Barbeiragens’ jurídicas marcam primeiro ano de governo Bolsonaro (Estadão, 12/1, A4), “barbeiragens” jurídicas no governo não devem existir, mas inaceitável, mesmo, são as derrapadas do vaivém do (chefe) do Supremo Tribunal Federal!


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


*

MORO E O JUIZ DE GARANTIAS


Excelente a entrevista concedida ao Estadão pelo ex-magistrado e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro (‘Espero que STF ou CNJ corrija falhas no juiz de garantias’, diz Moro, 13/1, A4). O ministro demonstra grande preocupação com a criação do “juiz de garantias”, depois que Jair Bolsonaro desprezou seu conselho de que esse item, introduzido pelo Congresso no seu pacote anticrime, deveria ter sido vetado, preferindo ouvir o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. Agora, Moro espera que pelo menos o STF, ou o Conselho Nacional de Justiça, corrija falhas de redação da forma como foi aprovada a criação do juiz de garantias. O ministro da Justiça não vê como uma ação “antiMoro” no Congresso o fato de parlamentares modificarem seus projetos. Diferentemente do autoritário Bolsonaro, Moro, polido, diz que é um direito do Parlamento debater e até aperfeiçoar os projetos que chegam às Casas. Essência da democracia. Reconhece que na gestão de Michel Temer houve redução nos índices de crimes no País, mas ressalta que, no primeiro ano sob seu comando, a pasta apresentou uma redução em 2019 “mais significativa”, de 22%, nos assassinatos, 40% em roubos de cargas, 40% nos roubos a bancos, etc. E que o mérito deste resultado se deve ao conjunto de forças de segurança federais, estaduais e municipais. Ou seja, longe de odiar a imprensa­ – como, infelizmente, diz seu chefe no Planalto –, diplomático e transparente, Sérgio Moro prefere o bom diálogo, sem o retrocesso tal qual faz o presidente, de desprezar opositores.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


*

(IN)SEGURANÇA PÚBLICA


Na entrevista ao Estadão (13/1, A4), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, disse que “os crimes caíram significativamente em todo o País durante 2019. Já havia caído em 2018, mas os porcentuais de 2019 são mais significativos. Por exemplo, houve uma redução de 22% no número de assassinatos; nos roubos a banco, 40%; nos roubos de cargas em estradas federais, cerca de 40%. Sempre tenho ressalvado que é um mérito conjunto das forças de segurança federais, estaduais e municipais. Não estamos neste trabalho para obter medalha. Mas sendo um fenômeno nacional e considerando as ações realizadas pelo Ministério da Justiça, não posso deixar de admitir que várias de nossas ações têm também refletido nessa queda. A experiência revelou que é preciso aliar trabalho duro e eficiente, como – permito-me dizer – da equipe do ministério, sem vacilos ou dubiedade. Essa mensagem na área de segurança pública é, em síntese: é preciso reduzir a impunidade para reduzir a criminalidade e, assim, aumentar a segurança para o indivíduo e a sociedade. Isso vale para a corrupção, criminalidade e crime organizado”. A sociedade acuada e amedrontada espera e torce para que o árduo e eficiente trabalho do ministro Moro e das polícias no combate diuturno e sem trégua ao crime organizado e aos malfeitos de corrupção de empresários e políticos siga adiante, reduzindo o altíssimo índice de insegurança da população e pondo atrás das grades por muitos anos os envolvidos na bandidagem, tanto os de colarinho sujo quanto os de colarinho branco e engomado. Viva a Lava Jato!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


*

SÍNTESE


Moro falou tudo: “É preciso reduzir a impunidade para reduzir a criminalidade. Isso vale para a corrupção, criminalidade violenta e crime organizado” (13/1, A4). Qualquer tergiversação é sinal de má-fé.


Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo


*

SÉRGIO MORO


Se o STF corrigir as falhas no juiz de garantias, direi novamente que Deus é brasileiro!


Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo


*

CALMA


Mais uma vez devemos elogiar a conduta do sr. ministro Sérgio Moro, que vem desempenhando suas funções com calma, equilíbrio e competência, quase como um herói solitário, mas provando que quem tem razão não grita. O duro é ter razão sozinho.


Vera Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo


*

JABUTICABA


Quem garante que o juiz de garantia não vai precisar de um juiz de desempate? Vergonha! Não tem mais como enodoar a antes “impoluta toga”. Esta vergonhosa jabuticaba que amadureceu no Congresso para beneficiar corruptos vai ter de apodrecer pelo clamor do povo!


Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo


*

MENDES SOBRE MORO


O sempre mal humorado e sisudo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes afirmou que o governo “contribuiu” ao tirar o juiz Sérgio Moro da Operação Lava Jato, além de também afirmar que a saída de Moro de Curitiba ajudou a retornar a “normalidade” ao País. Essas afirmações podem ser interpretadas de duas maneiras: a primeira é que o presidente Jair Bolsonaro teve outros interesses em dar-lhe o Ministério da Justiça e não foi por considerá-lo apto, capaz e ter méritos para assumir o cargo; e, em segundo lugar, que o ministro Gilmar Mendes receava por algo com Sérgio Moro na Lava Jato.


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


*

AJUDA


Governo ajudou o País ao tirar Moro da Lava Jato, diz Gilmar. Teria ajudado mais se tivesse tirado Gilmar Mendes do STF.


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


*

GILMAR MENDES


E quem vai contribuir com o País retirando Gilmar Mendes do STF?


Luiz Philippe de Faria lphilippefaria@terra.com.br

Pindamonhangaba


*

IMAGINEM...


Irã prende envolvidos na derrubada no avião ucraniano (Estadão, 14/1). Envolvidos entram com pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal...


Paulo Tarso J. Santos ptjsantos@bol.com.br

Barretos


*

JUSTIÇA IRANIANA


Irã anuncia prisão de envolvidos em derrubada acidental de avião. Como é uma ditadura e o “processo penal” deles é mais rápido, temo que algum mal possa acontecer com os envolvidos. Cadê a ONU para fiscalizar o devido procedimento legal? Se foi “sem querer” que derrubaram o avião, foi um erro e é um crime culposo. Mas tem de averiguar se não foi “sem querer,  querendo”,  como diria o Chaves, pois então devem ser submetidos aos rigores da lei, não merecem perdão. 


Reinner Carlos de Oliveira reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba


*

SANGUINÁRIOS


A aeronave ucraniana abatida pelo próprio Irã apenas serve como exemplo trágico do quão cruel, selvagem e demoníaco é este regime dos aiatolás, que destruiu o Irã.


Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz


*

PERIGO REAL


Donald Trump está certo: o Irã não pode ter bomba nuclear. Se com um simples míssil de defesa conseguiram matar 176 pessoas, imaginem quantos não matarão com uma bomba atômica.


Renato Maia casaviaterra@hotmail.com

Prados (MG)


*

SÓ CIVIS


Estados Unidos e Irã, em guerra há décadas, só matam civis passageiros de aviões “abatidos por engano”. Militares são poupados deliberadamente em “bombardeios cirúrgicos”. E, para liquidar um general, precisam de um drone de US$ 11 milhões e de um foguetão de ir à Marte. Em 1988 americanos mataram 290 passageiros. Agora, iranianos mataram os 176 do avião e 56 pisoteados no enterro do general fogueteado.

            

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


*

DESCOBRIRAM A AMÉRICA?


O povo iraniano está “botando as manguinhas de fora”, como se usa dizer.

Manifestantes estão nas ruas contra líderes do Irã dizendo que “eles  estão mentindo que o nosso inimigo é a América. Nossos inimigos estão aqui”. Cá entre nós, nenhuma novidade, o mundo inteiro já sabia disso!


Luís F. Amaral luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)


*

MELHOR CENÁRIO?


O melhor cenário para o conflito no Oriente Médio seria a vitória dos Estados Unidos, a derrubada do regime dos aiatolás e a ocidentalização do Irã e do Iraque. Em pouco tempo, Teerã e Bagdá seguiriam o exemplo de Dubai, muito maiores e muito mais ricas. O preço do petróleo voltaria aos patamares de antes da crise de 1974, antes da Opep – algo em torno de US$ 10 ou US$ 20 o barril. No Brasil, o pré-sal seria abandonado, evitando riscos de novos derramamentos de óleo no mar, a Petrobrás iria encolher muito, quase sumir. As energias alternativas seriam todas inviabilizadas, inclusive o álcool, o que salvaria a Amazônia. Uma vitória do Irã é tão improvável que nem vale a pena especular, petróleo a US$ 200 o barril, e por aí vai.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


*

FOCO


Sobre o conflito entre Irã e EUA, há um conselho prudente que serve para todos, crentes ou não, que vem do chefe do Estado do Vaticano e está num recente boletim informativo: “A boa política está a serviço da paz, toda a comunidade internacional deve colocar-se a serviço da paz, não só na região, mas em todo o mundo”. No Brasil há muito que fazer – que o digam nossos ministros sobrecarregados – e, para conseguir trabalhar bem, temos de manter o foco em nossos problemas. E o texto continua: “Pacta sunt servanda (os pactos assumidos devem ser respeitados), diz uma regra importante da diplomacia”.


Irene Maria Dell’Avanzi irenedellavanzi@hotmail.com

Itapetininga


*

LIVROS DIDÁTICOS


Sobre a matéria MEC estuda descartar 2,9 milhões de livros didáticos nunca utilizados, publicada no Estadão em 11/1/2020, eis um número de livros nada desprezível, que é fruto do desperdício dos governos anteriores, que, pelo visto, antes da publicação não faziam qualquer controle de qualidade do conteúdo, como seria uma boa prática recomendável. No mar de corrupção das administrações anteriores, seria interessante pesquisar quem foram os responsáveis por tamanho desperdício de recursos públicos. Os livros, entre outras coisas, são apenas uma amostra do desperdício e da corrupção que levaram à falência do Estado pelos petistas que antes estiveram no governo.                     


Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)


*

SONHOS DESTRUÍDOS


Quase 3 milhões de livros didáticos serão destruídos...e nossos sonhos também. Nossos governantes são “terrivelmente” ignorantes e incompetentes. “Imprecionante”!


Nivaldo Ribeiro Santos nivasan1928@gmail.com

São Paulo


*

LIVROS: ‘MUITA COISA ESCRITA’


A intelectualidade brasileira é de uma arrogância imensurável. Diz Jair Bolsonaro que os livros didáticos têm “muita coisa escrita”. E aí vêm estes seres eleitos pelos deuses e fazem disso chacota. Lula dizia nunca ter lido um livro e todos riam satisfeitos o seu riso superior. Lula e Bolsonaro têm razão: livros muito extensos desestimulam a leitura de uma população que não tem a leitura por hábito. Um dia fui editor e me propus a editar livros para jovens, digamos, na faixa do 20 a 30 anos. Queria livros de no máximo 200 páginas. Tive de suportar comentários do tipo “este garoto quer publicar livros por peso” ou “um livro, mesmo que não seja lido, merece ser editado”. Tudo balela. Um grupo de mais de 500 escritores elegeu como o melhor livro de todos os tempos D. Quixote de La Mancha. Você leu? Nem eu, até deparar-me com a versão juvenil de Ferreira Gullar. Livros precisam ser atraentes no conteúdo e no visual, até que o próprio leitor queira ascender a outros patamares.


Roberto Maciel maricotinha63@gmail.com

Salvador


*

DOCUMENTÁRIO INFELIZ


Foi no mínimo infeliz a indicação de Democracia em Vertigem ao Oscar de melhor documentário. Não é preciso senso crítico muito aguçado para perceber que o filme é francamente tendencioso, pois só destaca o lado dos que acreditavam, e ainda acreditam, que o impeachment de Dilma Rousseff foi golpe arquitetado pelas “elites”. Não só tendencioso, como pleno de inverdades factuais, como bem apontou o excelente artigo do economista Pedro Fernando Nery sobre o assunto. Num momento delicado da política brasileira, este tipo de documentário só acentua a já exacerbada polarização que tão mal faz ao País. Além disso, foram nada menos que surreais os votos de felicitações manifestados por várias lideranças da esquerda, dentre as quais o ex-presidente Lula, Fernando Haddad e Manuela D’Ávila, à diretora Petra Costa, ignorando (?) o fato de ter sido a indústria cinematográfica hollywoodiana – autêntica representante do chamado “capitalismo selvagem”, segundo a ortodoxia da esquerda – a responsável pela indicação. Se a Academia fez isso deliberadamente não sabemos. Seguramente, existem documentários muito melhores do que este.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


*

FASHION


Democracia em Vertigem só concorre ao Oscar para que Hollywood possa ter uma artificiosa paz de consciência, enquanto conta seus bilhões e se desloca em limusines e jatinhos de uma festa para outra, degustando “farinha”, caviar e champanhe. O documentário maniqueísta e esquerdista da diretora Petra Costa é uma camiseta fashion de Che Guevara bordada com cristais Swarovski, a ser ostentada pela indústria cinematográfica norte-americana no tapete vermelho petista.


Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte


*

A VERDADE E AS VERSÕES


O documentário da cineasta Petra Costa Democracia em Vertigem, indicado ao Oscar, retrata e enaltece os governos Lula-Dilma chegando ao cúmulo de afirmar que o impeachment da “mulher sapiens” foi um golpe das elites. A altíssima taxa de desemprego vigente na atualidade é de responsabilidade do irresponsável populismo dos governos petistas, lembrando que só no governo da ensacadora de vento o PIB recuou 7,4%. Por outro lado, o filme Marighella, do consagrado ator Wagner Moura, ainda inédito nas telonas brasileiras, retrata o terrorista Carlos Marighella como um herói assassinado pelos militares. Todo fato tem três versões: a minha, a sua e a verdadeira. No caso destes dois filmes, prevaleceu a verdade que só interessa aos seguidores do homem “mais honesto” da história brasileira.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


*

EXPECTATIVA X REALIDADE


A impedida Dilma Rousseff e o condenado Lula da Silva estão radiantes com indicação do documentário Democracia em Vertigem ao Oscar. Ora, essa é a expectativa da eufórica dupla petista. Por outro lado, pena da “tigrada” petista quando perceber que tudo se trata de uma singela expectativa. Na verdade, o que realça, mesmo, é a realidade dos fatos, segundo a qual o Congresso Nacional validou o impedimento da ex-presidente e os tribunais superiores confirmaram a condenação do ex-presidente. Assim, não s e deve confundir expectativa com a realidade. Fica a dica!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


*

RIO, A CIDADE DO CAOS


A passeata pré-carnavalesca promovida pela prefeitura de forma irresponsável no Rio de Janeiro, no fim de semana, apenas serviu para gerar baderna, quebradeira e arrastões numa sofrida e abandonada zona sul da cidade. Pior, vendo o mar de gente pobre, população negra na maioria, advinda do subúrbio e de favelas, percebe-se a infinita pobreza desta cidade que nunca, jamais, cuidou dos seus guetos. O Rio de Janeiro tem um nível de desigualdade social absurdo, cidade sem indústrias, sem empregos e sem qualquer investimento massivo em educação básica de qualidade, o que faz gerar esta massa de gente sem perspectivas e sem educação mínima. Criar aglomerações numa zona sul apertada, com péssimo serviço de transportes e um metrô precário e sem estrutura alguma, é criar um nó no trânsito e um caos na cidade. A prefeitura nada faz pela cidade: as vias estão esburacadas, as calçadas, carcomidas, as praças e os monumentos, vandalizados, há sujeira de pichações pela cidade inteira. O entorno da Lagoa está abandonado, lagoas sujas, escolas municipais caindo aos pedaços, túneis escuros, sujos e tomados por população de rua, inexiste qualquer manutenção urbana em canto algum da cidade, e a prefeitura ainda promove o caos na cidade.  


Paulo Roberto da Silva Alves pauloroberto.s.alves@hotmail.com

Rio de Janeiro


*

FUNDO DO POÇO


O que aconteceu ao término da apresentação do Bloco da Favorita, em Copacabana, é o fundo do poço. O bairro, a cidade e a população não mereciam isso. Não deveria ser permitida esta apresentação. Os poderes públicos estadual e municipal foram omissos, irresponsáveis. Parece país de quinta categoria. E tudo em frente ao Copacabana Palace, tradicional hotel. Um hóspede que visse aquela horda de bárbaros de fazer inveja a Átila, rei dos hunos, desceria à recepção, fecharia a conta e iria embora.


Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro


*

APESAR DE TUDO


Segundo o notável neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho, para melhorar o cérebro é necessário estar feliz, de bem com a vida, acordar de manhã e ter o desejo de fazer alguma coisa e ter prazer no que está fazendo. Infelizmente, as inúmeras preocupações que afligem o carioca dificultam a observância das orientações do ilustre médico. O aumento da violência, o total descaso com a saúde pública, o desemprego, o crescente número de moradores de rua e o desleixo com a conservação de ruas e praças são alguns exemplos das várias mazelas presentes na cidade do Rio de Janeiro, fruto da má gestão pública de seus governantes e que impedem a alegria do povo carioca. Que o Rio de Janeiro, assim como o mito da Fênix, possa renascer e voltar a nos proporcionar momentos prazerosos! Rio de Janeiro, apesar de tudo e de muitos, gosto de você.


Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro


*

FRAQUEZA PÚBLICA


O noticiário diário dá conta de ocupações de áreas de preservação ambiental que compõem o complexo de florestas da cidade dita maravilhosa, o Rio de Janeiro. Clareiras ilegais são abertas visando à criação de espaços para construções não autorizadas de imóveis, a serem comercializados por representantes das cada vez mais presentes milícias, que, ao vender as unidades, anunciam garantias e facilidades a quem se aventurar a comprá-las, mesmo sabendo estes que as escrituras públicas e os correspondentes registros jamais serão lavrados. É evidente que cabe ao poder público estancar tais práticas. À medida, porém, que o tempo passa, sem a necessária repressão, o domínio daqueles grupos intimidatórios da população, que já contam com representantes nas Câmaras e na Assembleia do Estado, ficará cada vez mais consolidado, sendo então gradativamente mais difícil a aplicação da lei, o que transformará o poder público em algo mais próximo de uma fraqueza pública. Para onde tudo isso convergirá?


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


*

PPPs EM SÃO PAULO


Uma afirmação do governador João Doria na semana passada ecoou na imprensa sem qualquer questionamento. Durante entrevista coletiva após o anúncio do leilão do sistema rodoviário Pipa no interior do Estado, Doria garantiu que “as novas linhas do metrô que serão todas elas feitas em regime de concessão com investimento privado. O governo do Estado de São Paulo não fará mais investimentos diretos do Tesouro em ampliação de linhas de metrô. Vai utilizar o sistema moderno e eficiente de trabalhar com investimentos privados”. Só se for o governo dele, passando a conta para o futuro. O compromisso, além de irreal, é, digamos o mínimo, irresponsável. Carece de realidade. Ao dizer que o Tesouro não fará mais nenhum tipo de aporte nesses projetos de expansão da malha metroviária da grande São Paulo, Doria dá a entender que as novas linhas serão 100% privadas, o que é algo impossível dadas as tarifas que a condição socioeconômica da maioria da população usuária pode pagar sem comprometer seriamente sua qualidade de vida. Por ser uma concessão, essa infraestrutura pertence ao Estado, embora possa de fato ser bancada parcialmente por um parceiro privado. A questão é que uma obra do porte de uma linha metroviária custa bilhões, valor que qualquer empresa privada só bancará caso tenha perspectivas seguras de obter retorno financeiro. Isso implica receitas certamente só alcançáveis por meio de elevadas tarifas pela prestação desse serviço. Isso está mais do que comprovado pelos inúmeros estudos realizados pelo próprio Estado, que o governador deveria conhecer (ou conhece, mas omite). Em outras palavras, a ideia de uma concessão em que o Estado não arque com um centavo é algo inviável, e fazer uma afirmação desse tipo somente contribui para esconder a realidade e criar o mito, desnecessário ao País e, diga-se, não comprovado até o presente, do governante gestor eficiente, base de sua plataforma para alcançar a Presidência da República. Pegando, por exemplo, a Linha 4-Amarela, operada pela ViaQuatro, a pioneira Parceria Público-Privada (PPP) sobre trilhos, o governo do Estado bancou e ainda está bancando a construção do ramal, mas repassou a operação e toda a parte de sistemas, incluindo os trens, para empresa privada. O investimento público foi imenso, mesmo com boa parte dos investimentos bancada pela ViaQuatro. O mesmo ocorreu com a concessão da Linha 5-Lilás, operada pela ViaMobilidade, dos mesmos sócios da ViaQuatro. Neste caso, o ramal foi totalmente bancado pelo Estado, que apenas terceirizou sua operação, incluindo algumas obras de modernização e melhoria do serviço. São casos semelhantes os das linhas 8 e 9 da CPTM, em processo de concessão,  assim como o projeto do Trem Intercidades, cujo ente privado receberá uma infraestrutura mínima e fará os investimentos complementares. Em todos os casos, o investimento do ente privado foi, tem sido ou será alto, mas nem fez sombra a uma PPP plena como a que o governo do Estado tentou com a Linha 6-Laranja, em que a Move São Paulo faria da construção à operação, mesmo assim com metade do investimento custeada pelo poder público, no presente ou por ressarcimento futuro por meio da contraprestação, o que escapa à permanência do governador no Palácio dos Bandeirantes. João Doria deveria saber, ou sabe e omite, de tudo isso. Mas prefere posar de gestor heroico, falseando a realidade.


Jorge Luiz Babadópulos jorge.babadopulos@geproconsult.com

São Paulo


*

LICITAÇÃO POUPATEMPO


As incongruências (ou barbeiragens) da administração pública. Uma delas diz respeito ao Poupatempo – uma iniciativa que trouxe benefícios reais ao administrado, facilitando a vida das pessoas. A ideia, penso eu, foi de abolir a figura – nem sempre correta – do despachante policial que intermediava o contato do contribuinte com a administração pública. Geralmente, ao invés de facilitar a vida das pessoas, criavam embaraços que nem sempre havia e oneravam o bolso do cidadão, além de tornar o nosso dia a dia ainda mais burocratizado. Aliás, quando dirigia unidades da Segurança Pública – responsáveis por boa parte da demanda da população –, já designava um funcionário para atender as pessoas que ali buscavam algum documento ou serviço (identidade, atestados e até deslocamentos para atendimento médico/hospitalar em outra cidade), sem ônus. Agora, constato que a administração pública, ao abrir licitação para concessão desse serviço a terceiro, está retroagindo algumas décadas, visto que está recuperando a figura do terceiro (prestador de serviço) que irá precificar o seu trabalho para um serviço público, que, a meu ver, deve ser gratuito. É, ou não é, um escárnio diante do interesse do cidadão?


Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)


*

DROGAS E SUPLEMENTOS


Agradeço ao Estadão e ao sempre genial articulista Carlos Alberto Di Franco (Drogas – não dá para ficar em cima do muro, 13/1, A2). Com absoluta profundidade, mencionando depoimentos de vida (um médico), professores de notório saber, além de excelente conteúdo didático e jornalístico, Di Franco alerta a população e, principalmente, os mais jovens sobre este tema. O consumo de drogas, por certo, está presente na imensa maioria das ações de criminalidade, desde roubos até assassinatos cometidos por menores e adolescentes. Aproveito este espaço e, como médico avaliando por mais de 30 anos jovens para a prática cardiológica segura de esporte, mantendo muito próximo contato deste assunto. E o que me assusta? Profissionais cujas posições “científicas” não me cabe aqui discutir defendendo a liberação da maconha, fora de suas reais e necessárias indicações médicas específicas – estas, sim, estudadas e publicadas em revistas sérias. Também políticos influentes, artistas notáveis, entre outros que também o fazem. Mas o meu alerta vai mais longe: “muito cuidado” com o uso dos assim chamados suplementos, sem orientação, pois seu controle de qualidade carece, e muito, de eficiência. Já vi substâncias como marijuana, anfetamínicos, anabólicos, etc. constando de suas formulações. Longe de ser um “ataque”, sirvo-me para orientá-los e também aos pais e aos bons e corretos treinadores. Fiquem atentos: estes podem ser a porta de entrada para o mundo das drogas.


Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo


*

‘COCAINE’


Carlos Alberto Di Franco (13/1, A2), como sempre, franco. Afinal, dependência química é uma doença. Logo, políticas públicas com respeito ao doente que é arrolado por más influências. Maconha é mais “leve”, de fato, mas é no subterrâneo da vida que o usuário de maconha se depara com o “menu de opções”. Porém o cérebro de um adolescente está em formação, ou seja, vai se deteriorando. O artigo de Carlos Alberto joga luz sobre o assunto, que aniquila tanto a classe média como as periferias. O jovem está cada vez mais se tornando usuário precocemente. Não existem saídas fáceis para o adicto, comprometendo todo o seu entorno. Como diria Eric Clapton em Cocaine (1977), “ela nunca mente, ela nunca mente, cocaine”. Família, amigos, trabalho, sua autoestima e asseio, tudo vai para o espaço. Da maconha para o “pó” é um pulo, lembrando, claro, que maconha hoje não é como antigamente, hoje ela é “skank”, viciante. Lembro-me das propagandas na TV sobre dependência química falando sobre os riscos. Hoje, há pouca publicidade sobre o assunto. Igrejas, escolas, artigos como o citado, governos, pais, todos juntos em prol da juventude. Afinal, uma vez lá, tudo fica mais difícil. Basta uma porta de entrada para abrir novas “portas da percepção”.


Leandro Ferreira silvaaleandro619@gmail.com

Guarulhos


*

O ESPETÁCULO DO CRIME


Será produzida uma série para a televisão sobre o assassinato da modelo Eliza Samúdio, que resultou na prisão do ex-goleiro Bruno, do Flamengo. Com a palavra, os especialistas, psicólogos, psiquiatras e pedagogos que têm conhecimentos sobre os efeitos negativos e positivos do protagonismo midiático de criminosos que se tornaram famosos por fazerem coincidir fama adquirida e cometimento de crimes.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.