Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2020 | 03h00

JUIZ DE GARANTIAS

Limitações

A criação do juiz de garantias começa agora a ser estudada com mais profundidade e já surgem sérias limitações, como as levantadas pelo ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal (Toffoli limita atuação de juiz de garantias no País, 16/1, A4). Ao que tudo indica, só quem atua do lado dos réus, como advogados criminalistas e defensores públicos, não vê limitações a essa figura estranha a nosso meio.

JOSÉ ELIAS LAIER

joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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Reformas sistêmicas

O juiz de garantias constitucionais, adiado por Toffoli por seis meses, provavelmente não será materializado no Brasil em tempo algum, ou enquanto o Estado estiver mergulhado na crise das finanças públicas. Sua criação, como tantas outras coisas na política mundial, não passa de uma sombra na caverna de Platão, correspondente aos olhos da alma e aos olhos do corpo. A história do nosso Judiciário demonstra abundância e liberalidade de recursos, em especial com pensões vitalícias e outras transmitidas por gerações. As finanças públicas estilhaçadas impactam gravemente a saúde, a educação, a Justiça e demais instituições. Só reformas sistêmicas nos podem salvar. E a aptidão política para fazê-las? E a coragem para combater privilégios?

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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Impunidade

Ao limitar a ação do juiz de garantias, em especial nos casos de violência doméstica, sob o argumento de que eles “exigem uma disciplina processual específica, que se traduza em procedimento mais dinâmico”, o ministro Toffoli acaba por confessar que a Justiça se torna mais morosa para o julgamento dos demais casos criminais, colaborando para a impunidade.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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FORO PRIVILEGIADO

Medidas de proteção

O fim do foro por prerrogativa de função foi uma vitória contra a impunidade. Mas os parlamentares já lutam por medidas que os protejam e garantam impunidade. Com o fim do foro privilegiado deputados e senadores seriam alcançados por medidas cautelares de juízes de primeira instância. Agora, adicione-se a isso o juiz de garantias e teremos o retorno da impunidade.

ANTONIO M. VASQUES GOMES

amavago@gmail.com

Rio de Janeiro

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ECONOMIA

Fábricas perdidas

Não nos surpreende a perda de 17 fábricas por dia entre 2015 e 2018 (16/01). Foi o resultado da nefasta administração lulopetista que dizimou a economia do Brasil, mediante corrupção desenfreada e roubalheira estratosférica. O curioso é que, enquanto o setor financeiro tem ido de bem a melhor (bancos em constante recorde de ganhos), o setor produtivo, que agrega valor e saúde financeira ao País, vai de mal a pior. Como explicar?

PAULO EDUARDO GRIMALDI

pgrimaldi@uol.com.br

Cotia

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Perdas da poupança

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) informa ao leitor sr. Adalberto Amaral Allegrini (Doce ilusão, 15/1) que desde a homologação do acordo mais de um R$ 1 bilhão já foi pago dos processos de planos econômicos. Entretanto, apesar de termos ingressado com ação civil pública para garantir o direito dos poupadores em geral, apenas os que são nossos associados e entregaram a documentação necessária para as ações poderiam participar conosco do acordo nesse momento. Vale lembrar que o prazo para adesão ao acordo ainda está aberto e o pagamento é de responsabilidade dos bancos. O Idec continua atuando para garantir o direito de todos os consumidores.

CARLA YUE, gerente de relacionamento do Idec

imprensa@idec.org.br

São Paulo

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CENSURA

Só queria entender...

“Sou contra a censura”, diz Caetano Veloso em entrevista ao Estado (16/1). Mas não foi ele que em 2013 apoiou, junto com Gilberto Gil e Chico Buarque, o nefasto movimento Procure Saber, cuja bandeira era exatamente censurar as biografias deles próprios? O “é proibido proibir” só vale para os outros?

LUCIANO NOGUEIRA MARMONTEL

automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

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EM SÃO PAULO

Prefeitura paulistana

Todo ano é a mesma coisa: atrasos na entrega do material escolar. E agora os uniformes, por suspeita na licitação, novamente. Parece notícia velha, que demonstra tão somente a incompetência generalizada de administrações e, principalmente, o vício que são essas licitações. Mas como já disse o prefeito Bruno Covas, ele será candidato à reeleição e poderá dizer em seu palanque que acabou com os canudinhos, copos, talheres de plástico, mesmo que a cidade não tenha uma política, aliás, nem estudos, sobre os resíduos sólidos. A coleta de lixo é vergonhosa e a reciclagem não existe em números relevantes.

MARCOS BARBOSA

micabarbosa@gmail.com

Casa branca

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Falta reciclagem

São Paulo, a maior cidade da América Latina, produz anualmente em torno de 80 mil toneladas de lixo reciclável, mas a Prefeitura recicla apenas 7% do total, o restante vai para o lixão comum. O sr. Bruno Covas agora proíbe copos, talheres e canudos de plástico, mais quaisquer objetos descartáveis, obrigando o uso de material reaproveitável. Obviamente, teremos aumento no consumo de água e de detergente, que poluirá os rios, o que já não é pouco – esperneia aí, Greta. E mais: a meu ver, e não considero alarmismo, dada a baixíssima qualidade na higienização em muitos estabelecimentos comerciais, é bem provável um aumento de doenças contagiosas, acarretando sobrecarga no sistema de saúde pública, ausências no trabalho, etc. Sazonalmente já temos sarampo, catapora, rubéola, conjuntivite ou, no mínimo, as chamadas “boqueiras”. A exemplo das sacolinhas de supermercado, devemos, então, portar o material de que faremos uso – haja bolsas! Eis aí uma gestão tão moderna quanto o dito popular que prega matar a vaca para acabar com o carrapato. A propósito, nas garrafas PET ninguém toca, né?

MARCIA MEIRELLES

marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

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Descartável

Acho que a única coisa descartável é essa canetada eleitoreira e populista do prefeito.

ADEMIR ALONSO RODRIGUES

rodriguesalonso49@gmail.com

Santos

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“Consultei o valor do IPTU do meu imóvel no site da Prefeitura e fiquei estarrecido ao ver que o imposto foi majorado em mais de 20%. Em que planeta vive o sr. Bruno Covas?”

LUIZ M. LEITÃO DA CUNHA / SÃO PAULO, SOBRE AUMENTO TRIBUTÁRIO MUITO ACIMA DOS ÍNDICES DE INFLAÇÃO

luizmleitao@gmail.com

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“Ao atacar a imprensa, Bolsonaro lembra o provérbio hindu ‘quem não sabe dançar põe a culpa no assoalho’...”

VIDAL DOS SANTOS / GUARUJÁ, SOBRE AS CRÍTICAS DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

vidal.santos@yahoo.com.br

ATÉ QUANDO?


Dados recentemente divulgados dão conta de que o Brasil viu 17 fábricas por dia fecharem suas portas entre 2015 e 2018, período marcado pela recessão resultante da incompetência e da ânsia de populismo da era petista, que convergiram para o atual índice angustiante de desemprego. Apesar do pragmatismo ácido e do egoísmo individual, em detrimento do interesse público, chocados em ambiente fechado, longe dos olhos da população, nos complexos de vidro da estação espacial pousada no Planalto, operada  por mandarins políticos e por representantes da Justiça de alto nível, blindadores de corruptos poderosos, números de hoje anunciam uma lenta recuperação que, no entanto, dificilmente restaurará o nível de atividade econômica de alguns nos atrás – a resiliência do País é limitada. Até quando a sociedade terá  a capacidade de envergar e voltar a um arremedo do estado anterior? Quando, finalmente, reagirá e deterá esta locomotiva louca?


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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DESINDUSTRIALIZAÇÃO DO BRASIL


Como se sabe, a indústria de transformação, um dos mais importantes setores do parque fabril nacional, está em franco e aparente insolúvel processo de deterioração. Segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em apenas quatro anos, de 2015 a 2018, nada menos que 25.376 unidades encerraram suas atividades, numa impressionante média de 17 por dia. O estudo da CNC mostra que o País tinha 384.721 unidades industriais de transformação em 2014, que caíram para 359.345 em 2018. Entre os Estados, São Paulo teve a maior perde de unidades produtoras – 7.312, equivalente a uma redução de 7% –, enquanto o Rio de Janeiro perdeu 2.535 unidades, queda de 12,7%. Enquanto a desindustrialização do País segue de vento em proa, milhões de desempregados continuarão aos deus-dará, sem colocação profissional e sem perspectivas positivas para o futuro. Pobre Brasil, a que ponto chegamos.


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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PRIVILÉGIOS – DA BOCA PARA FORA


O presidente Bolsonaro desistiu de dar desconto na conta de luz para as grandes igrejas. Espero que sim. É por isso que as reformas, mudanças que se pretendem neste país, são da boca para fora e os sacrificados são sempre os mesmos: o povo. Há quantos anos se fala em reformas neste país? Os que apoiam ou concordam não querem que mexam com o bolso deles, ou os direitos deles. Sempre dizem “eu apoio, desde que não mexa comigo”. A reforma da Previdência, na surdina, manteve privilégios. O Congresso, que se diz representante do povo e por ele deveria lutar, se omitiu. Procurou manter privilégios de algumas categorias trabalhistas. O discurso de campanha não era esse. É bom, mesmo, cortar esse desconto. Se não vai ser mais um igual aos outros e outra frustração. Ou, então, chuta o balde e vamos ver o que vai acontecer neste país. Denuncie as dificuldades que tem para governar, aponte os responsáveis e vamos ver no que vai dar. O que não pode é o povo continuar sendo enganado, usado, enquanto os políticos mantêm seus privilégios, transformando o Congresso num feudo familiar. Quando o pai não tem cargo o filho tem, e vice-versa, por exemplo. O povo já cansou.


Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro


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APOSENTADORIA DA VIDA TODA


A recém-aprovada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) “aposentadoria da vida toda”, que beneficia apenas aqueles que tiveram a concessão liberada de dez anos para cá, já chega cometendo injustiças. Isso porque ninguém sabia da existência desta lei e deste direito. Todos os aposentados há mais de dez anos, muitos dos quais que poderiam ser beneficiados, não foram sequer informados sobre isso, nem pelo INSS, por advogados, entidades de defesa do aposentado ou a mídia de um modo geral. Todos foram pegos de surpresa, o que revolta sobremaneira aqueles que buscam alternativas para melhorar seus parcos benefícios. Num país sério, o INSS abriria esta chance a todos, sem exceção, e lhes daria um prazo para buscarem estes direitos. É difícil de conviver com as injustiças de um país que omite esse direito dos aposentados e torce para que eles não recorram a estes benefícios. Torçamos para que nossos legisladores e entidades que defendem os interesses dos trabalhadores se sensibilizem contra esta injustiça e busquem alternativas para oportunizar os desavisados aposentados sobre seus legítimos direitos.


Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo


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CAOS NO INSS


É simplesmente lamentável o caos observado no atendimento nas agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Mais de 2 milhões de brasileiros encontram-se à espera de aposentadorias, pensões e auxílios. Essas pessoas não estão esperando por caridade e sim por algo que lhes é devido e que, por imprevidência, vem sendo negligenciado. Que vergonha! Quanto desrespeito ao cidadão brasileiro!


Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro


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‘ADMINISTRAÇÃO DE IMPROVISO’


A respeito do assunto abordado no editorial do Estadão de 15/1 (A3), tenho o seguinte comentário: temos um problema crônico de mau atendimento e atrasos na concessão dos benefícios do INSS há muitos anos e muitos governos, sem uma solução adequada à população. Diante deste cenário histórico, sem solução, o governo atual se propõe a lançar mão da mão de obra do Exército brasileiro para tentar equacionar ou pelo menos reduzir em muito este problema. Não vejo essa iniciativa como um improviso. Obviamente, militares não foram recrutados para ser escriturários ou atendentes do INSS, mas é uma tentativa de solução de algo sobre o que há décadas ninguém fez nada. Qual o mal nisso? Temos um contingente de militares sem grandes atividades nos quartéis. Ajudem a população, sim e imediatamente, no INSS, na construção e reforma de rodovias, na construção de creches e presídios. Se tudo isso acontecer e der certo, ótimo! Parabéns pelo improviso.


Cláudio Ferro cferro14@gmail.com

São Paulo


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DECISÃO ESDRÚXULA


A decisão de contratar 7 mil militares para atender os pedidos de benefícios em atraso no INSS é “terrivelmente” esdrúxula. Isso porque desconsidera preliminarmente o chamamento de servidores aposentados desse órgão, já conhecedores das funções, e propõe entregar esse atendimento aos militares reformados, função completamente estranha ao universo militar, portanto não possuindo estes qualquer experiência para exercerem tais funções. Já uma opção construtiva e bem-vinda seria a contratação emergencial de pessoas escolarizadas, porém amargando um desemprego há anos. Pelo benefício da remuneração, certamente seriam bem mais suscetíveis a um rápido treinamento e, consequentemente, com eficiência laborativa superior às duas opções anteriores. Por essas e outras, sr. presidente, já passou da hora de começar a pensar o Brasil como um todo e eliminar essas velhas práticas políticas de beneficiar uns poucos aliados, aliás, promessa de campanha que até o presente não foi cumprida. Decisões esdrúxulas como esta, desconsiderando os 12 milhões de desempregados com renda “zero”, que poderiam se beneficiar com essas vagas, leva-nos à percepção de que seu governo, a cada dia, está mais parecido com os anteriores.


Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto


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SANTO DE CASA FAZENDO MILAGRES


Enquanto o presidente Jair Bolsonaro busca solução para acabar com as filas no INSS realocando soldados do Exercito que já estevam aposentados, os 13 milhões de desempregados continuarão procurando emprego...


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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BOLSONARO E O IMPROVISO


Pelo visto, Bolsonaro ama o improviso e despreza o programado. É só ver o caso atual do INSS, as manifestações sobre diversos temas e o caso do juiz de garantias. Se não der certo, é só se arrepender, o que já fez dezenas de vezes.


José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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ENQUADRAR A MÁQUINA PÚBLICA


O mais importante, agora, para o Brasil retomar o crescimento, é a reforma  administrativa para evitar os excessos que ocorrem no serviço público, pois vejam: agora, o governo quer tomar providências emergenciais no INSS para resolver o problema de filas e funcionários do INSS e estão ameaçando ir à Justiça querendo que sejam utilizadas medidas que eles acham melhores. Vamos todos agora contribuir para a reforma administrativa, pois quem manda no Brasil é o povo, e não servidores públicos.


Marco Antonio Martignoni mmartignoni@ig.com.br

São Paulo


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INDECISÃO E INSEGURANÇA


Agora, sim, está parecendo brincadeira. Depois de tanta discussão envolvendo a procedência da figura do juiz de garantias, com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, praticamente fechando a questão sobre o assunto, ele agora muda radicalmente de ideia. De supetão e sem explicações lá muito plausíveis, ele limitou o alcance da atuação desta figura, excluindo casos de violência doméstica e familiar, crimes contra a vida e processos que tramitam na Justiça Eleitoral. Ora, vai sobrar o quê, então? Além disso, a prorrogação da implementação do programa por seis meses demonstra claramente que o ministro finalmente se convenceu das dificuldades operacionais e legais que envolvem a criação do juiz de garantias. O STF, na figura de seu presidente, estreia 2020 com indecisão e insegurança, sem garantia alguma de melhora futura.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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SÓ PARA QUEM PODE


Cada dia que passava, aumentava nossa impressão de que os juízes de garantias tinham vindo apenas para reforçar a defesa dos investigados (e condenados, se possível) por crimes cometidos por políticos e poderosos. Eis que anteontem o presidente do STF, após consulta aos presidentes da Câmara e do Senado, acabou com qualquer dúvida: o juiz de garantias deve servir para  garantir direitos apenas aos investigados por crimes dos tipos geralmente denominados “crimes do colarinho branco”. Ou seja, principalmente os da Lava Jato e similares. Missão cumprida: mais um esforço para beneficiar os que usam o poder público em benefício próprio.


Luiz Antonio Ribeiro Pinto larprp@uol.com.br

Ribeirão Preto


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JUIZ DE GARANTIAS


De acordo com o Supremo Tribunal Federal, o juiz de garantias só valerá para defender os políticos corruptos e os ladrões de colarinho. Se não bastassem os advogados especializados em defendê-los...


Godofredo Soares godofredocaetanosoares@gmail.com

São Paulo


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O JUIZ E O MONOTRILHO


A impressão que fica é de que o conceito de juiz de garantias é similar ao monotrilho. É sofisticado e atraente, bonitinho e divertido para passear em parques temáticos específicos, mas sua aplicação em grande escala é desprezível. O juiz de garantias existe na França e em outros países da Europa, somente em casos determinados, sob solicitação da Procuradoria. Outras nações testaram o conceito e o abandonaram, por ser caro e prejudicial à Justiça. Talvez a saída institucional seja manter um pequeno grupo federal de magistrados especializados, que atuarão unicamente em poucos processos, após convocação da Procuradoria. Na França, o porcentual de tais casos parece ser inferior a 5%. Monotrilho e juiz de garantias, que seu uso seja restrito e que os critérios para escolha e aplicabilidade sejam manejados por engenheiros e técnicos politicamente isentos, no primeiro caso, e por procuradores categorizados e independentes de lideranças políticas tendenciosas, no segundo. Definir obrigatoriedade de qualquer dos dois, na “baciada”, procurando soluções universais, seria a mais insensata jabuticaba a atormentar um povo que precisa de mobilidade urbana e de uma Justiça ágil e efetiva.


João Crestana jbat@torrear.com.br

São Paulo


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A CREDIBILIDADE DO JUDICIÁRIO


Segundo o presidente do STF, Dias Toffoli, a criação do cargo do juiz de garantias servirá para garantir a imparcialidade de uma decisão jurídica tomada por outro juiz. Está bom assim ou querem mais? Toffoli admite que existe parcialidade nos julgamentos (ele deve saber do que fala) e com isso anula a credibilidade do Judiciário brasileiro, além de dar um pontapé na nossa mal costurada e já esgarçada Constituição. Falta tanto para terminar este mandato... um ano inteiro ainda!


Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo


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POSTERGAÇÃO


Impressionante como o presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, foge da possível atuação do juiz de garantias: não só postergou para o meio do ano sua aprovação, como está limitando sua atuação. Estaria ele, em nome dos seus dez outros companheiros, colocando obstáculos ou mesmo dificultando sua aprovação? O que será que o amedronta tanto?


Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo


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RESPONSABILIDADE


Em algum momento, em algum lugar, com ou sem juiz de garantias, o Judiciário vai responder por seus atos.


Francisco José Sidoti  fransidoti@gmail.com

São Paulo


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NEGÓCIOS NA SECOM


ligação do secretário de Comunicação do governo federal com empresas de publicidade, incluindo os jornais, rádios e televisões, mostra uma situação que exige explicações racionais e  transparentes. E, pelo visto, ele não aceita críticas e considera como inverdades as informações colocadas nos meios de comunicação. Uma posição inaceitável.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO


Data vênia, o Congresso não está em recesso. Como a oposição quer convocar o ministério, fica para depois do carnaval.


Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo


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FÁBIO WAJNGARTEN


Fábio Wajngarten vai se demitir, ser demitido ou n.d.a.?


Carlos A. Idoeta carlosidoeta@yahoo.com.br

São Paulo


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RENOVAÇÃO POLÍTICA


“Brasil precisa renovar suas lideranças políticas do topo para a base”, disse Luciano Huck no Estadão de 16/1. O Brasil realmente precisa renovar seus quadros políticos, da base ao topo, com homens e mulheres preparados, competentes e com perfil de estadista para a Presidência da República, e não com figuras populares de TV, que precisariam de um “Posto Ipiranga” para governar. A elite “Farialimer” procura novo poste?


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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‘UM VÉU DE RELIGIOSIDADE PARA O FASCISMO’


No artigo Um véu de religiosidade para o fascismo (16/1, A2), Eugênio Bucci, como todo articulista que se encanta em demasia com as facilidades do maniqueísmo e do reducionismo, decreta que não há sentimentos religiosos verdadeiros, porém só anseios fascistas criminosos, no desconforto de muitos com a representação do Cristo como um ser humano comum, sujeito às angústias e dúvidas da sexualidade e de outros pormenores da vida cotidiana de qualquer um. Ora, conhecer os verdadeiros sentimentos religiosos cristãos, e vivenciá-los e senti-los, por certo, não é exigência para a feitura de artigos jornalísticos, porém respeitá-los em sua devida dimensão é dever de qualquer um e de todos nós. Não, senhor Eugênio, eu não sou fascista nem facínora, porque não incendeio portas de fundo ou da frente daqueles de quem discordo, porém jamais diria, nem em entrelinhas, qualquer coisa sobre a sexualidade de qualquer um, mormente líderes religiosos se, totalmente, desconheço tal assunto. E a tal liberdade liberal e democrática, se acaso não tiver limites quaisquer, é porque há muito deixou de ser liberdade, liberal e democrática.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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SEM ESPAÇO


Quanta certeza “absoluta” tem o sr. Eugênio Bucci (16/1, A2). Todos os que não comungam do seu pensamento, junto com os do grupo de vândalos, são absolutamente “relativos”. São ignorantes, fascistas, terroristas, repressores, autoritários, anticivilizados, neuróticos, sexualmente engessados, ultraconservadores, obedientes cegos à autoridade e à disciplina militar, facínoras, sem senso de humor, selvagens, lobisomens, apavorados, brutais, carolas, panfletários da ditadura e fraudadores trágicos das liberdades. Incrível! Será que existe espaço para a dialética na sua cabeça?


Ligia Orru ligiaorru@gmail.com

São Paulo


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ESTRANHOS INTOLERANTES


Eu gênio! Não, um simples leitor. Há falante rabugento para todo gosto, como os que não aceitam as críticas a uma produção dita humorista, de péssimo gosto, mas ofensiva às tradições cristãs. Longe de apoiar vandalismos. Quem gosta que se empanturre, mas que não seja intolerante, certo esteja de que, passada essa falação, o filminho será esquecido.


Paulo Tarso J. Santos ptjsantos@bol.com.br

Barretos


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FÉ E TREVAS


A respeito do artigo de Eugênio Bucci no Estadão de 16/1, intitulado Um véu de religiosidade para o fascismo, passo ao conhecimento dele as seguintes palavras: parafraseando o poeta maior Catulo da Paixão Cearense, permita-me aconselhar-lhe que deixe de lado toda a sua biblioteca e, se um dia quiser conhecer mais sobre Deus, nosso Senhor Jesus Cristo, rogue a Ele que lhe abra as portas do coração. Bucci pode nos chamar de censores, mas fique sabendo que todo este seu saber, toda esta sua inteligência, todo este seu orgulho, todo este seu zelo pela liberdade do homem não valem uma palavrinha daquelas coisas bonitas que Jesus Cristo disse numa tardinha nos altos de uma montanha. Quando uma pessoa é alheia ou ignorante de qualquer coisa relacionada à fé no Senhor e, consequentemente, a uma verdadeira vida espiritual ou celestial, dizemos que ela está nas trevas. O profeta Jeremias, inspirado pelo Espírito Santo e falando por Deus, diz: “Deveras o Meu povo está louco, já não Me conhece; são filhos néscios, e não entendidos; são sábios para fazer mal, mas não sabem fazer o bem” (Jeremias 4:22).


Pascoal Marmo pascoalmarmo@gmail.com

São Paulo


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O BRASIL NO OSCAR


Já não se contam história, como História. Basta ver o enredo do filme representante do Brasil na festa do Oscar: Democracia em vertigem, de Petra Costa. Concorre como documentário, mas expõe fatos falsos ou distorcidos. “Viva Dilma!” Pode ter até alguma qualidade como filme de ficção ou de roteiro adaptado, mas nunca poderia concorrer como documentário. Não sei quem financiou, pode ser até a própria diretora, que é oriunda do grupo petista e de empresa ligada ao mensalão e ao petrolão. Pode até ganhar o Oscar. Mas, como aquele outro filme do “deus Lulla”, financiado com dinheiro público, que não conseguiu emplacar nas indicação ao Oscar e que, além dos puxa-sacos de sempre, ninguém viu e ninguém quis ver, como documentário, deve ocupar o seu lugar na história: o lixo.


Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha


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DÉCADAS


Na edição de 16/1, em dois assuntos, o primeiro sobre PIB e o segundo sobre aquecimento global, indicam que a segunda década do século 21 está entre os anos de 2010 e 2019. Infelizmente, essas notícias causam desinformação, uma vez que a primeira década do século 21 aconteceu entre 2001 e 2010. A segunda década vai terminar em 31 de dezembro de 2020. Assim, creio que seria mais construtivo trocar a palavra década por “os últimos dez anos”.


Marcus Bonito marcusbonito@hotmail.com

São Paulo

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