Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2020 | 03h00

NACIONALISMO

Retrocesso histórico

Muito oportuno o editorial do Estadão de ontem a respeito dos riscos do nacionalismo (Nacionalismo, risco global, A3), que se casa perfeitamente com as sábias observações da chanceler alemã, Angela Merkel, constantes da mesma edição. Ela lembrou muito oportunamente que as Nações Unidas, e também a União Europeia, foram criadas depois e como consequência da tragédia que foi a 2.ª Guerra Mundial, com o objetivo de assegurar a paz e a convivência harmônica entre as nações, em oposição ao período entreguerras das décadas de 20 e 30 do século 20, marcado por nacionalismos exacerbados que culminaram no maior conflito armado da História da humanidade. Guerras entre as principais potências europeias não houve mais, apenas conflitos nos Bálcãs, foco histórico de paixões nacionalistas incontroláveis. As duas principais nações anglo-saxãs – Inglaterra e EUA –, porém, que sempre se reivindicaram, sem fundamento nos fatos, um “excepcionalismo” perante as demais nações, estão minando as bases desse globalismo com políticas retrógradas e agressivas, a primeira com o Brexit e a segunda com a adoção do protecionismo, de sanções no campo econômico e ataques militares, medidas tomadas de modo unilateral e ilegal, sem consulta e aprovação de seus Parlamentos e das instituições internacionais criadas, ironicamente, por sugestão dos próprios EUA. Não há como evitar o sentimento de que com o primeiro-ministro Boris Johnson e o presidente Donald Trump estamos vivendo um retrocesso histórico nas relações entre as nações.

PAULO A. DE SAMPAIO AMARAL

DRpaulo@uol.com.br

São Paulo

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VENEZUELA

Delírios bolivarianos

O ditador da Venezuela bravateou que a Força Armada Nacional Bolivariana está pronta para “arrebentar os dentes” do Brasil e da Colômbia em caso de ataque militar, pois conhece seus planos imperialistas. A Venezuela passa por forte crise econômica, com inflação altíssima e salário mínimo reajustado agora para US$ 3,71. De duas, uma: ou Maduro encontra outra distração para desviar a atenção da economia interna, ou muda os rumos de sua orientação político-ideológica, pois o bolivarianismo, como o marxismo, perdeu a validade há tempos, este desde o término da primeira fase da revolução industrial e aquele desde que o sonho de unificação da América espanhola, de Bolívar, naufragou com a formação dos países sul-americanos.

MARCELO GOMES JORGE FERES

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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GOVERNO BOLSONARO

Plágio nazista

O obscuro cidadão que até ontem ocupava a Secretaria de Cultura do governo Bolsonaro, Roberto Alvim, não contente em encenar discurso de apologia à ideologia nazista, ainda o fez na forma de plágio descarado de Joseph Goebbels, o famigerado ministro da propaganda de Hitler. E usando recursos públicos! Aqui não cabem meias-palavras para amenizar tal discurso, classificando-o como “fascista”. Aquilo foi apologia do nazismo mesmo, da forma mais virulenta e midiática. Quem já leu o livro LTI: A Linguagem do Terceiro Reich, de Victor Klemperer, sabe do que estou falando.

RENZO GALUPPO

renzo.galuppo@gmail.com

São José dos Campos

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‘Insustentável’

Roberto Alvim, demitido da Cultura pelo presidente Jair Bolsonaro por sua declaração nazista, cometeu suicídio político. Só para lembrar: Goebbels matou-se, com a esposa e seus cinco filhos, ao lado de Hitler, quando os aliados invadiram Berlim, em 1945, acabando com a 2.ª Guerra Mundial.

PAULO SERGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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MEIO AMBIENTE

Resíduos plásticos

Como dominá-los? Em primeiro lugar, impedindo que cheguem aos recursos hídricos. Em segundo lugar, substituindo materiais de demorada degradação por biodegradáveis. Essa substituição só poderá ser paulatina e, assim mesmo, incompleta. Os resíduos sólidos não degradáveis, entre os quais figuram os plásticos, em todo caso precisam ser capturados. Trata-se de uma questão de ordem e disciplina. Isso significa: de educação, de cultura, de atitudes e de organização da administração pública. Em seguida seriam ou reciclados/reutilizados ou destruídos/queimados. Dominar os resíduos plásticos não é tarefa tão difícil para qualquer sociedade. E é possível medir o empenho por meio de um índice de recolhimento e eliminação.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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EM SÃO PAULO

Culpa de quem?

Enchentes em São Paulo, como de costume. Programas de televisão apenas criticam os políticos por anos de descaso, só para “ganharem moral”. Mas e a falta de educação e civilidade da população, com seu péssimo hábito de sujar as ruas e entupir as bocas de lobo? E a mania de votar nos mesmos vereadores de sempre e em prefeitos ruins? E a falta de compromisso, qualidade e descaso dos servidores públicos e prestadores de serviço?

ANDRÉ COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

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Semáforos

Todos os últimos prefeitos de São Paulo prometeram dar prioridade à atualização do sistema de semáforos da cidade. Mas, até agora, só o caos!

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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Nova lei para poda

Concordo plenamente com a opinião do biólogo Ricardo Cardim publicada no Estado de ontem. Infelizmente, ainda há muitos cidadãos que veem as árvores como um estorvo e suas folhas caídas no chão como simples sujeira. A nova lei da Prefeitura sobre a poda de árvores constitui um avanço, mas será necessário, como em todas as leis, verificar sempre o seu estrito cumprimento.

VERA BERTOLUCCI

veravailati@uol.com.br

São Paulo

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Recapeamento

A Prefeitura está recapeando a Avenida Morumbi, mas em frente ao número 108 ficou uma depressão que futuramente vai formar um buraco para ser remendado e, assim, vamos pagando diversas vezes pelo mesmo serviço. Onde estão os fiscais de obras?

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

ggveiga@outlook.com

São Paulo

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“Em 26/12 o sr. prefeito Pinóquio informou que o IPTU da cidade de São Paulo seria reajustado este ano em 3,5%. O meu foi aumentado em 6,5%. No ano passado foi a mesma conversa e tive reajuste de 10%. E o nariz só cresce!”

SYLVIO FERREIRA / SÃO PAULO, SOBRE A GESTÃO BRUNO COVAS

sylvioferreira@hotmail.com

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“Maduro prometeu ‘arrebentar os dentes’ do Brasil. Estou morrendo de medo...”

PAULO MARIO B. DE ARAUJO / RIO DE JANEIRO, SOBRE AS BRAVATAS DO DITADOR BOLIVARIANO DA VENEZUELA

pmbapb@gmail.com

UM NAZISTA NO PLANALTO


Inaceitável a desculpa dada pelo agora ex-secretário de Cultura Roberto Alvim e uma verdadeira afronta aos homens de bem deste país ele afirmar cinicamente que foi uma “coincidência retórica” seu discurso plagiado de forma aberta e descarada de um discurso do não menos criminoso Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazista de hitler (com minúsculas, mesmo) e um dos próceres do nazismo. Pior ainda quando ele propositadamente coloca ao fundo do vídeo de sua desastrada e nojenta apresentação a ópera de Wagner que foi o hino amado e preferido pelos nazistas – no regime que foi responsável pela dizimação de 6 milhões de Judeus (holocausto) e outros tantos milhões de seres humanos durante a Segunda Guerra Mundial. Somente uma mente insana, esquizofrênica e maligna, como a deste indivíduo, poderia apresentar esta desculpa ridícula, muito mais que esfarrapada. Este senhor não pode nem deve representar a cultura do Brasil, em hipótese nenhuma. O presidente da República tomou a atitude mais correta ao demiti-lo prontamente. Quem sabe, agora, a legislação brasileira possa de alguma forma punir este desqualificado.


David Zylbergeld Neto dzneto@uol.com.br

São Paulo


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A DEMISSÃO DE ROBERTO ALVIM


Nossa democracia reagiu rapidamente à manifestação nazista desse indivíduo que já tinha mostrado sinais de desequilíbrio. Temos de continuar atentos para continuar resistindo e destruindo essas manifestações que, com muita frequência, provêm de nosso presidente.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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IMBECILIDADE


O agora ex-secretário de Cultura, em seu pronunciamento, escolheu Wagner como fundo musical. Mas plagiou o discurso nazista do Goebbels, fina flor do pior da época. Imaginando sucesso. Foi imbecilidade. Dançou! Nem bem foi nomeado, foi exonerado. Os radicais não têm espaço algum no Brasil de hoje.


José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André


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SURPREENDENTE?


O governo Bolsonaro vive de se declarar da extrema-direita sem entender muito bem o significado disso. Os eleitores mais fiéis e menos críticos de Bolsonaro o elegeram justamente por suas manifestações radicais, intolerantes e agressivas. Pouco importam as frequentes demonstrações públicas de ignorância e despreparo de alguns integrantes semialfabetizados da equipe do governo. Ou será que é justamente isso com que o eleitor se identifica tanto? Foi realmente surpreendente que, na tentativa patética e infeliz de se informar rapidamente sobre a ideologia de extrema-direita, um integrante do governo Bolsonaro eventualmente tenha soltado uma frase de um nazista de alto escalão?


Henrik Monssen hmonssen@yahoo.com

São Paulo


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DISCURSO COPIADO


Seguindo, então, a lógica dos entendidos que veem no discurso do ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro – que teria copiado trechos de um discurso de certo líder nazista – a marca indelével da extrema-direita nazista no próprio governo Bolsonaro, sugiro que todos os integrantes do governo, a partir de agora, copiem trechos dos discursos de John Kennedy, Martin Luther King, Mahatma Gandhi, Nelson Mandela e tantos mais, para que as críticas possam ser, então, apenas de louvor, consagração e reverências ao atual governo do Brasil.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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POBRE BRASIL...


Não bastasse ao presidente Bolsonaro ter como guru ideológico da política o famigerado “filosofólogo” Olavo de Carvalho, agora as artes do País vinham tendo como patrono inspirador ninguém menos que o criminoso ministro da propaganda nazista, Joseph Goebbels. A que ponto chegamos!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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NO MÊS QUE VEM


O jornalista Eugênio Bucci finalizou seu artigo Um véu de religiosidade para o fascismo (16/1, A2) com a seguinte pergunta: “E no mês que vem?”. Em seu texto, criticou a censura e a liberdade de expressão do polêmico vídeo do Porta dos Fundos. Concordo 100% com ele. Mas, sobre o mês que vem, já temos uma resposta. Mês de carnaval e já começaram as críticas nas redes sociais sobre o que é fantasia e o que não é. Pode tirar sarro de Jesus e dos cristãos, mas não pode homem vestido de mulher, fantasia de índio, fantasia de algumas profissões fetichizadas (enfermeira, bombeiro), entre outras. Afinal, até onde vai a liberdade de expressão? O humor é sem limites ou não? Quem fiscaliza o que pode e o que não pode? Tanto argumentos pró como argumentos contrários – referentes à polêmica do Porta dos Fundos – podem ser utilizados para pautar o que pode e o que não pode usar na folia de carnaval. Mas parece que há dois pesos e duas medidas.


Tiago Rasia Martins Lage tiagormlage@gmail.com

São Paulo


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LIBERDADE DE EXPRESSÃO


O jornalista diz que o Porta dos Fundos não cometeu heresia com o tal filme, a que ainda nem assisti. Minha pergunta a ele é: se tivesse cometido, ele acha que a censura se justificaria, como ele parece argumentar com a sua lógica canhestra no seu artigo de 16/1 no Estadão? Furioso é o autor, que se revela um Godzila da liberdade de expressão. Sexualidade reprimida foi o que fez o desembargador censurar o filme?! Essa piada, com certeza, o Porta dos Fundos vai aproveitar.


Otavio Durão otaviodurao@hotmail.com

São José dos Campos


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OS SUBVERSIVOS


Conforme a definição que consta dos dicionários, subversivo é todo “aquele que prega ou executa atos visando à transformação ou derrubada da ordem estabelecida”. E dentro dessa ordem está o respeito às opiniões, às convicções (sejam elas religiosas, políticas ou futebolísticas), aos credos, etc. Aliás, pelo artigo 120, até a gafieira exige respeito, porque é bom e todos gostam. No que diz respeito aos credos, dados da CIA indicam que os cristãos representam 28% da população mundial, os islamitas são 22%, o hinduísmo congrega 15% e o budismo 8,5%. Ou seja, quase 75% da população mundial (aproximadamente 6 bilhões de habitantes) têm alguma crença religiosa, cada uma delas possuindo um líder. Cristo, Maomé, Brahma e Buda. Apesar dos conflitos existentes entre essas religiões, o que se observa é que nenhuma delas “desrespeita” os líderes das outras. Essa é uma “ordem estabelecida”. Mesmo os outros 25% de pessoas sem religião, ateus, agnósticos e que tais, na sua esmagadora maioria, respeitam esse costume. Ocorre, no entanto, que nessa faixa existe ainda uma ínfima minoria de subversivos que se acham no direito de desrespeitar tudo e todos. Trata-se de uma escória humana que em nome da liberdade de expressão ou opinião acha que pode e deve ridicularizar quaisquer pessoas, entre elas os líderes religiosos. E com que finalidade? Para aplacar suas frustrações sociais, profissionais, sexuais, etc. O mais recente caso é o da “produção humorística” A primeira tentação de Cristo, na qual Jesus, sua mãe e todos os que o seguiam foram desrespeitados ao extremo. E quando um desembargador, chocado pelo que viu no filme, ordenou que ele tivesse sua exibição retirada do canal que o exibia, os defensores de sempre da subversão geral voltaram sua artilharia verbal contra os que apoiavam a atitude do desembargador. Até um professor de Comunicações e Artes (sic) escreveu artigo acusando a medida de fascista, castração simbólica, censura judicial, de mordaça, que “sufoca a vida cultural (sic) brasileira”, quando não é nada disso. Não pode uma minoria debochada, a pretexto de exercer a liberdade de expressão ou opinião, desrespeitar quem quer que seja, mormente um líder religioso que é respeitado por 2 bilhões de fiéis. Não aceitar isso é subverter a ordem a qualquer preço. O que faria este mesmo professor (sic) se um seu desafeto estacionasse o carro, equipado com um potente alto-falante, em frente à casa da família do mestre e começasse a chamar a senhora sua mãe de prostituta, seu pai de pederasta e seus irmãos e demais parentes de viciados em bebida e drogas? De duas, uma: ou pediria a intervenção policial para acabar com a ação desrespeitosa ou se calaria, numa atitude covarde, como é comum se observar nestes tipos de subversivos.


José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo


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LEI DE NEWTON


Nas entrelinhas, à luz da terceira Lei de Newton, da ação e reação, viu-se que o intempestivo e provocativo relatório Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil, da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), que apontou alta de 54% em ataques à imprensa e a jornalistas, sendo o presidente Bolsonaro responsável por 58% desse total, buscou dar seguimento à covarde estratégia da mídia esquerdista para desestabilizar o governo federal. Evidente que esses inconsistentes e violentos dados, que receberam amplo destaque no periódico O Globo em 17/1, teriam maior vulto se o presidente desse ouvidos a todas as fake news disseminadas no dia a dia. Imagino o quanto devem fuxicar sobre as cores de suas meias e roupas íntimas! Presidente, já dizia o saudoso Ibrahim Sued, “os cães ladram e a caravana passa”. Não lhes dê plateia. Que essa imunda, inidônea, parcial e espetaculosa mídia e seus prepostos socialistas (?), adictos do caviar e bebidas sofisticadas, se atenham à verdade e à ética, assumindo, curto e grosso, sem mágoas e ressentimentos, os cortes das generosas e indecentes boquinhas institucionais, concedidas em governos anteriores por conveniência política. Pensem grande! Pensem no Brasil, que voltou a dar certo.


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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ATAQUES À IMPRENSA


Governantes populistas não gostam da imprensa livre, sempre foi assim aqui e em outros países. O ex-presidente Lula, nunca é demais lembrar, tinha como objetivo, verbalizado por diversas vezes, o controle dos meios de comunicação. Em contrapartida, Michel Temer e Fernando Henrique Cardoso nunca tiveram problemas com a imprensa durante seus governos, mesmo em momentos difíceis. O populista por excelência Jair Bolsonaro foi o responsável por 121 ataques a veículos de comunicação e jornalistas, no ano passado, segundo dados da Fenaj. O presidente frequentemente usa o versículo bíblico João 8:32 (“e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”) ao dirigir-se a jornalistas. Seria interessante saber se neste mesmo evangelho há alguma orientação sobre o que fazer quando a verdade dói.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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NOSSOS POLÍTICOS


Somos 210 milhões neste nosso Brasil. São 81 senadores e 513 deputados que conseguem trabalhar sempre a favor deles mesmos. Verdade que temos uma minoria que está procurando moralizar a política, e não consegue. Votamos num presidente que prometia acabar com a velha política e acabar com a corrupção, mas o que temos? Um pavão que desmoraliza seu ministro da Justiça a cada momento e, mesmo aconselhado em contrário, para salvar sua prole, sanciona a criação do juiz de garantias, salvando também, assim, a prole de Lula. Nos países onde existe o juiz de garantias não existem as quatro instâncias de Justiça que temos e muito menos prisão apenas depois do trânsito julgado. Agora, o presidente ataca a imprensa de uma maneira tosca porque não tem argumentos. A continuar assim, boa coisa não vai dar!


Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo


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BOCA SUJA


Não tem limites o destempero de Bolsonaro com jornalistas. O ranço de estupidez e falta de educação do presidente jorra abundante, como a água suja que os cariocas estão bebendo.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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CRISE DA ÁGUA


poluição das águas advindas da adutora do Guandu é o reflexo do descaso com a educação ambiental das populações localizadas a montante do município do Rio de Janeiro. A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) deveria ter interesse em implementar um programa vigoroso de educação das populações responsáveis pelo despejo de lixo e esgoto nos rios. Os políticos e responsáveis pelos municípios da bacia hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, o grande fornecedor de água para o Estado do Rio e parte do Estado de São Paulo, também deveriam ser objeto destas informações ambientais referentes ao lixo e poluição das águas. Vamos privatizar logo a Cedae e expulsar os irresponsáveis e parasitas do dinheiro público que estão instalados na empresa.


Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro


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INSEGURANÇA


Que segurança ou proteção tem o sistema da Cedae no Guandu? Pelo visto, nenhuma. Não há barreiras de proteção ou filtragem contra corpos estranhos? Como é que as algas foram se misturar à água tratada que vai ser consumida pela população? Que sistema é este? Que falha é esta?


Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro


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CEDAE


Curiosa e ineficaz a providência que a Cedae adotou em face do problema da água no Rio de Janeiro. Exonerou o chefe da limpeza da água. Deveria ser demitido, mas, como é uma empresa pública, ele vai virar mais um aspone. Se já tivesse sido privatizada, talvez fosse a medida correta. Então, por ser pública, o demitido deveria ser o presidente, que é um cargo político. E a água continua suja.


Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro


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O REAJUSTE DA TABELA DE FRETE


A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), temendo nova paralisação dos caminhoneiros, estabeleceu novas regras para a cobrança do frete rodoviário, conforme resolução publicada quinta-feira (16/1). Mediante tal medida, o piso do frete aumentou em até 15%. Não questiono o mérito da questão, muito menos os direitos deles, mas somos obrigados a perguntar: quem obteve reajustes dessa ordem no Brasil? Evidentemente, essa medida refletirá diretamente sobre o custo de tudo, pois dependemos quase que exclusivamente do transporte rodoviário no País, especialmente no que tange à área da alimentação. Supermercados, feiras livres, hortifrutigranjeiros, atacadistas, etc. repassarão imediatamente o reajuste ao preço final dos produtos. Portanto, quem o pagará seremos novamente nós, a população – aliás, como sempre, né não? Para que tal situação não ocorra, se a intenção é auxiliar os caminhoneiros, por que não optar em reduzir o preço do diesel, dos pedágios, dos impostos, etc., para que eles possam obter uma margem melhor? Pelo simples fato de ser muito mais simples, prático e conveniente ao governo reajustar o preço, pois a população aceita pacificamente tudo.


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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ERA FELIZ E NÃO SABIA


Foi anunciado a todo pulmão pelo presidente Jair Bolsonaro o subsídio à energia para os templos religiosos, mas, percebendo a reação negativa dos homens de bem, a intenção foi abortada, como muitas outras pérolas presidenciais. Afinal, se pensasse um pouco antes de falar pelos cotovelos, Bolsonaro não teria “tanta oposição” dos brasileiros, como disse. Aliás, o desabafo chegou às raias ao dizer que “sua vida praticamente acabou depois das eleições”. Ou seja, ele era feliz e não sabia. Fale menos e pense mais. Fica a dica!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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CRISE NO INSS


Questiono: por que recrutar 7 mil militares da reserva para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e não os experientes servidores já aposentados da Previdência Social, que teriam melhores condições que os inexperientes militares para celeremente eliminar a maior fila da história: de 1,3 milhão de trabalhadores que solicitaram há tempos a aposentadoria? Humilhados, eles não estão sendo atendidos com dignidade pelo INSS. Justo seria se o governo, no lugar desta insanidade ou estupidez, pedisse desculpas à Nação e, principalmente, a esses contribuintes, porque no seu primeiro ano de mandato Jair Bolsonaro nada fez para resolver o grave problema dos trabalhadores brasileiros. O Planalto só reagiu depois que a mesma imprensa que ele odeia deu voz a esses trabalhadores, que denunciaram o desinteresse do governo pela questão. Com esta decisão de preferir militares, que ainda vão ter de passar por um longo curso, e desprezar os servidores da Previdência Social já aposentados e com larga experiência na concessão de benefícios e com imediata produtividade, Jair Bolsonaro incentiva ao vivo e a cores o desprezível viés – tal qual o PT – do “nós contra eles”. “Nós” são os militares, evangélicos, policiais civis e militares, aliados e bajuladores, e “eles” são o resto do Brasil. Porém, e felizmente, é bom enaltecer que a cúpula das Forças Armadas se disse completamente contrária a esta absurda convocação de 7 mil militares da reserva pelo Planalto. Ainda bem.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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MILITARES NO INSS


Os militares prestaram ótimos serviços à sociedade brasileira no passado de forma mais ampla, e agora vão ajudar novamente, no INSS. Vai ser uma prestação de serviços relevante para tornar esse órgão mais ágil e desburocratizado. Se eles conseguiram livrar a Nação do comunismo, mexer com papelada vai ser mais fácil.


Reinner Carlos de Oliveira reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba


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PESADELOS


Será necessário mobilizar 7 mil militares da reserva para reforçar o atendimento do INSS e acabar com as filas, quem sabe até outubro. Teremos número parecido de “juízes de reserva” para evitar o caos e a demora do julgamento dos processos, previstos após a inclusão da figura do juiz de garantias no processo penal? Não causa estranheza que procuramos um não-problema (lisura do processo), ao invés de enfrentar o verdadeiro pesadelo, a lentidão da Justiça brasileira, com 337.214 presos sem sentença e 78,7 milhões de processos pendentes (dados do Conselho Nacional de Justiça para 2018)?


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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