Fórum dos leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

19 de janeiro de 2020 | 03h00

ECONOMIA

Reajuste dos fretes

Engraçado como o governo federal encara os problemas pontuais e alguns surgidos aleatoriamente, como esse imbróglio que é a tabela de fretes para os caminhoneiros. De pronto, não deveria haver nenhuma tabela. Os embarcadores-transportadoras, indústrias de transformação, agroindústria, etc., de acordo com suas planilhas de custo, ofereceriam os valores dos fretes aos caminhoneiros, ficando para eles a decisão de aceitar ou não tais valores. Quanto ao destino, tipo da carga, peso, combustível, pedágio, etc., já viriam inclusos nos valores. Nos transportes rodoviários, valores dos fretes deveriam ser referenciados pelo mercado (oferta e procura), sem interferência do governo. Onde ele se mete, vira problema, cria incertezas e descontentamentos. Eis um exemplo atual: nossos caminhoneiros estão descontentes com os fretes e com o preço do diesel. A continuar nessa toada, logo transportadoras e indústrias terão aumentadas as suas frotas próprias e nossos sofridos caminhoneiros autônomos perderão completamente o seu filão de sobrevivência.

ALOÍSIO A. DE LUCCA

aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

Mais uma conta

Governo bonzinho. Reajusta a tabela do frete dos caminhoneiros e com toda a certeza sobrará para nós pagarmos. Só que não aguentamos mais pagar a conta das mazelas dos governos! O poder público não atende às necessidades do povo. Sai um, entra outro, e só mudam as moscas. Até quando?

EDMAR AUGUSTO MONTEIRO

eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo

De Poderes 

Não entendo mais nada. Tudo bem que sou das antigas, da época em que o Brasil tinha três Poderes distintos – Executivo, Legislativo e Judiciário. E cada um na sua casa. Agora o meio de campo está tão embolado que o governo central (o presidente) assina um decreto (o aumento dos fretes), mas ele só vai valer se o Supremo Tribunal Federal o referendar, pois a nossa Constituição permite ene interpretações.

MAURÍCIO LIMA

mapeli@uol.com.br

São Paulo

Recessão 

Entre 2015 e 2018, 17 fábricas fechadas por dia. E ainda há alienados louvando Lula e Dilma! Precisamos virar essa página urgentemente. A pobreza avança de elevador, enquanto a recuperação vai de escada.

JOSÉ ROBERTO IGLESIAS

rzeiglezias@gmail.com

São Paulo

Finanças

Ao longo de décadas nossas difíceis economias financeiras, minhas e de milhões de brasileiros, foram conservadoramente aplicadas em poupança e/ou renda fixa, pois nosso objetivo nunca foi especulativo. A idade vai chegando... Agora reduzem rápida e drasticamente as taxas dessas aplicações e somos tentados diariamente a modificar nossos investimentos, poupados ao longo de décadas. Não defendemos juros altos e especulativos. Mas o governo dizer que não há inflação?! Diferentemente da esposa dos cidadãos comuns, as dos que decidem não vão à feira e ao supermercado. Cuidado, já vi esse filme (Bolha especulativa no mercado de capitais?, 15/1, A2). 

CLAUDIO BAPTISTA

clabap45@gmail.com

São Paulo

BRASIL NA OCDE

Combate à corrupção

Os requisitos para o Brasil fazer parte da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é dificílimo de ser cumprido. A cada meta atingida o País recebe um “selo” de reconhecimento – e olhem que são 253 pontos exigidos. O controle fiscal e o da inflação são obrigatórios. A Casa Civil do governo Bolsonaro informou que já cumpriu 82 e outros 66 estão em análise. Na verdade, um dos itens mais desafiadores, e que certamente não será para essa geração, é o combate à corrupção, às tramoias, às trambicagens. Requisitos quase insuperáveis. 

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

ESTAÇÃO ANTÁRTICA

Contribuição da Lava Jato

A inauguração da Estação Antártica Comandante Ferraz, um dos principais centros de pesquisa brasileira em diversas áreas, como oceanografia, hidrologia, geologia, meteorologia e meio ambiente, é mais um benefício da Operação Lava Jato. Digo isso porque as obras foram feitas com rapidez inédita, entregues no prazo, com alto padrão de qualidade, prevalecendo até o final o preço combinado. Não houve roubos nem superfaturamentos. Como? É que tudo foi feito por uma empreiteira da China. Nossos empreiteiros amigos diletos do ex-presidente Lula da Silva não puderam entrar no negócio – quiçá cobrando preço dez vezes mais alto, para não entregarem obra nenhuma – por estarem entalados até o fundo da alma nos processos de corrupção na Lava Jato. Enquanto os chineses trabalhavam, diretores das empresas nacionais estavam confessando crimes, fazendo delações premiadas e cumprindo penas de prisão. Eis aí, pois, mais um benefício direto da Lava Jato, que é sua grande contribuição à pesquisa científica no Brasil ao permitir que a reconstrução da Estação Comandante Ferraz chegasse ao fim sem maiores percalços.

PAULO R. KHERLAKIAN

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

CULTURA

Ex-secretário Alvim

Alguém precisa avisar ao “intelectual” que Lohengrin não foi a última ópera de Wagner. O comentário do ex-secretário de Cultura deixa claro que ele desconhece Parsifal. E mais uma vez fica provado que empáfia danifica o cérebro.

HELENA RODARTE C. VALENTE

helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

Culpa do estagiário

Um dia falam em queimar livros, outro dia discurso de Joseph Goebbels. Não dá para saber se é para rir ou para chorar. Bom, essa do ex-secretário Roberto Alvim, só rindo. Até parece coisa plantada!

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI 

fransidoti@gmail.com

São Paulo

Filme B do PT

Ninguém sai ganhando com a história fictícia, omissa e partidária de Democracia em Vertigem. Façam suas apostas: qual será o presidiário escolhido para levantar a estatueta? Perde o Oscar, perde o Brasil.

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

“Ainda estamos sofrendo pelas dívidas deixadas 

pelo PT, não sabemos quanto deixou em aberto 

e por quanto tempo!”

LAERT PINTO BARBOSA / SÃO PAULO, SOBRE A CRISE ECONÔMICA LEGADA AO BRASIL

laert_barbosa@globo.com

“Perguntar não ofende: temos magistrados suficientes para introduzir a figura do juiz de garantias, mas não para julgar os 337.214 presos sem sentença e resolver os 78,7 milhões 

de processos que entopem cada Fórum brasileiro?”

OMAR EL SEOUD / SÃO PAULO, SOBRE O PODER JUDICIÁRIO 

elseoud.usp@gmail.com

ESQUIZOFRENIA PURA

“Eu fico me contendo, mas que direito um cidadão tem, mesmo sendo juiz, procurador do Ministério Público ou delegado com prerrogativas constitucionais, de dizer que eu roubei?” (frase, acreditem, pronunciada por Lula da Silva, em evento recente na Faculdade de Direito da UFRJ). Num país onde uma filha que lidera o bárbaro assassinato dos pais, num dos crimes mais hediondos de que se tem notícia, mas merece ainda hoje “saidinhas” da prisão e serve de tema para livro de certa forma justificando o terrível homicídio, cometido com o auxílio do namorado e do cunhado, tudo se pode esperar, inclusive a ressureição política, com possibilidade de candidatura, do principal protagonista do maior escândalo de corrupção da história do Brasil – fartamente comprovado em juízo – e que acaba de confessar, ao longo do referido discurso, que seu grande erro foi não regular, durante o período petista, a imprensa, a mesma instituição que tacha hoje o atual governo de supressor da liberdade de expressão. Esquizofrenia pura.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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CONTINUA O MESMO

Lula não percebeu que seu partido não está mais no governo e continua dando suas costumeiras declarações infundadas. Quando ficaremos livres de tantas asneiras?

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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PARA ESCAPAR DO ATOLEIRO

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, será entrevistado no programa Roda Viva, da TV Cultura, amanhã. E, por tal, o jornalista Glenn Greenwald usou seu perfil no Twitter para se manifestar dizendo que seria indesculpável e um tanto covarde para o Roda Viva permitir que Moro fosse entrevistado sem colocar um jornalista do The Intercept Brasil no painel para participar da discussão. No entanto, acredito que o Brasil esteja mais interessado, agora, num possível futuro melhor, inspirando-se nos construtivos trabalhos e contribuições do ministro Moro, do que interessado em ficar sapateando e derrapando nas intermináveis mesquinharias maniqueístas políticas que ainda ficam focadas exclusivamente em detalhes que muito pouco importam para quem deseja, realmente, escapar do atoleiro constrangedor criado pelo PT e seus acólitos para aprisionar o Brasil num determinado momento histórico, querendo reviver politicamente um personagem já declarado inelegível. Não bastasse o péssimo exemplo político de uma Venezuela, parece que certos segmentos políticos ainda alimentam a ilusão de que o ex-presidente Lula irá retornar ao cenário político nacional montado num cavalo branco, aos moldes de um Bolívar, para a redenção do lulismo.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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FÁBRICAS FECHADAS

O PT, que roubou o Brasil literalmente, também quebrou a nossa economia, promoveu o desemprego e o fechamento de empresas como jamais foi visto em tempo algum no País. E na última semana o Estadão trouxe uma notícia que comprova essa derrocada econômica e social: o Brasil perdeu, entre 2015 e 2018, 17 fábricas por dia. No período indicado, um total de 25.376 unidades industriais cerraram suas portas. É o que atesta com exclusividade para o jornal um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O Brasil tinha 384.721 indústrias de transformação em 2014, que se reduziram para 359.345 em 2018, queda de 6,6%. Os mais prejudicados foram o Estado de São Paulo, que perdeu 7.312 indústrias, e o do Rio de Janeiro, que perdeu 2.535. Ainda que hoje as expectativas de retomada do crescimento econômico sejam favoráveis, dificilmente, com a média prevista de PIBs em torno de 2%, o número de indústrias em atividade vai voltar ao patamar de 2014. E menos ainda, infelizmente, haverá trabalho com carteira assinada para os 12 milhões de desempregados que o País tem hoje. Eis a herança petista, que traumatizou a família brasileira.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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REFORMAS ESTRUTURAIS

Há mais de década fala-se em reformas estruturais – política, administrativa, tributária, federativa, etc. –, das quais depende a solução de nossos grandes problemas. Muitos as conceberam como condição ao perfeito êxito do plano real. Entretanto, passados anos e governos, tudo está estagnado, por falta de engenho, coragem e compromisso com a República. Transcorrido um ano de um governo que vendeu esperanças, um de seus aspectos pungentes, a reforma previdenciária, encerra-se a trancos e barrancos. Seguem-se unânimes e indolentes os dias, o que se nos faz lembrar o poeta: “Esse tic-tac dos relógios / é a máquina de costura do Tempo / a fabricar mortalhas” (Mário Quintana).

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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TERRIVELMENTE BRASIL

Temos um presidente evangélico, seu ministro da Advocacia-Geral da União, terrivelmente evangélico, um presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), terrivelmente petista, juízes terrivelmente garantidores dos poderosos, governadores, prefeitos, vereadores, deputados e senadores terrivelmente espoliadores do poder e dos cargos que ocupam. Agências reguladoras terrivelmente empresariais, índices de correções e reajustes do mês de janeiro maiores que o da inflação acumulada em 2019 (planos de saúde em 13%), menos o salário mínimo, INSS, Detrans terrivelmente deficientes, saúde, educação, transportes, segurança, salário mínimo terrivelmente miseráveis, imprensa terrivelmente escandalosa e por aí vai uma série de terríveis acontecimentos que fazem do Brasil um país de cidadãos terrivelmente acuados, que sobrevivem só de birra, só de raça! 

Eliton Rosa elitonrosa@gmail.com

Rio de Janeiro

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ESTE É O BRASIL 

No Brasil tudo acontece e ninguém fala nada. Ora, o chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Fábio Wajngarten, está dos “dois lados do balcão”. Ao mesmo tempo como secretário do governo Bolsonaro fechando contratos com TVs e outros veículos de comunicação e, do outro lado, é sócio da empresa que recebe esses recursos. Aliás, também o presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) saiu em defesa da água pútrida, fedorenta e turva apresentada pelos repórteres naquele Estado e chegou a negar os problemas questionados, mas se negou a experimentar um copo da mesma água que defendia. Estes são alguns dos “singelos” problemas que o Brasil enfrenta, mas, sem nenhum comprometimento, não há providências. Até mesmo quando o presidente é instado a responder, ele pergunta: “Você está falando da tua mãe?”    

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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SECOM

“Carluxo” na Secretaria de Comunicação do governo federal? Só pode ser a primeira boa piada do ano... 

José Roberto dos Santos Vieira jrsvieira@bol.com.br

São Paulo

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BOLSONARO E A IMPRENSA

Em mais uma demonstração inequívoca de incontinência verbal e destempero agudo, o presidente Bolsonaro, em discurso na frente do Palácio da Alvorada, disse (16/1) em tom exaltado que não tomará nenhuma medida para censurar a imprensa, mas que ela tome vergonha na cara e deixe seu governo em paz. Por oportuno, cabe dizer que quem deve tomar vergonha na cara é o governo JB, que adotou desde o primeiro dia de mandato uma postura de beligerância explícita absolutamente indevida e desmedida contra a imprensa em geral, adotando um viés populista, autoritário e antidemocrático que evoca os terríveis e piores tempos de quatro décadas atrás. No Estado Democrático de Direito em que o País vive, a tão duras penas reconquistado após a interminável noite dos anos de chumbo grosso do regime de exceção da ditadura militar, de lamentável memória, ter uma relação conflituosa gratuita com a imprensa é desprezar os mais básicos elementos do regime republicano. Liberdade de expressão e impressão, sempre, censura nunca mais. Basta!

J. S. Decol  decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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ASSINATURA PARA QUÊ?

Quando assinamos um documento, estamos concordando e aprovando seu teor. Entretanto, na Câmara dos Deputados, especialmente em Brasília, vale nada! Ficou claro quando as excelências assinaram a PEC anti-Mourão, aquela que impede o vice-presidente de assumir o mandato em caso de afastamento do titular. Com a pressão das redes sociais e das ruas, a chapa esquentou. Nos últimos dias, “chove” requerimentos pedindo para retirar suas assinaturas. A maioria dos nobres deputados alega que nem sequer leu o que avalizou. Alguns tentaram consertar: “Não me recordo do momento em que assinei” ou “jamais apoiaria um projeto que desnatura o papel do vice”. Dizer o que de mais este episódio ruim, patrocinado por estes políticos? Papelão!

José Perin Garcia jperin2014@icloud.com

Santo André

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TRISTE ESPÍRITO

Mateus, capítulo 7, versículo 12: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas”. Dito popular: faça que eu digo, mas não faça o que eu faço. Não sou cidadão muito religioso nem tenho vezo de palmatória, apenas analiso fatos na sua integridade, por isso as duas sentenças acima. Iniciei minha mensagem dando a ideia de como nós, contribuintes, assistimos à atuação de nosso atual Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da Corte, Dias Toffoli, tenta regulamentar a atuação do juiz de garantias no País, mas o que vale para outros não vale para ele nem para o tribunal do qual ele faz parte. Por que limitar o juiz de garantias a determinadas áreas do Judiciário? Se este juiz é bom, tem de ser aplicado indiscriminadamente por todo o Judiciário. No STF, com mais propriedade ainda. Tenho justificativas para tal colocação? Sim, e as apresento. No caso do STF, onde temos 11 juízes, somente 1 teve experiência anterior como juiz: Rosa Weber. Ainda assim, ela atuou na Justiça do Trabalho. Pelas argumentações dos defensores do juiz de garantias, a atuação deste se focaliza muito mais na área criminal, e crimes de colarinho branco são o que prepondera atualmente no STF. Pois bem, essa falta de experiência, por si só, recomenda juiz de garantias também no Supremo. Diante desses fatos – notem, são fatos –, fico até autorizado a entender que o senhor Toffoli esteja liberando bile em decorrência de jamais ter conseguido aprovação para exercer a magistratura, ou seja, seria vingança contra aqueles que lhe causam inveja. Triste nossos governantes terem esse espírito.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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STF É ÓRGÃO POLÍTICO?

Discute-se muito sobe o procedimento dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Há restrições quanto à competência e até à moral de alguns ministros. Um ex-procurador-geral da República até quis matar um. Quanto à competência, no que se refere à capacidade de interpretar casos e leis, todos são competentes ao apresentar seus votos, tanto pelos conhecimentos pessoais quanto pelo subsídios que recebem de assessores altamente qualificados, o que não falta na instituição. As críticas feitas aos membros, alguns deles em especial, dão-se quando certas decisões põem em dúvida a inteireza moral de juízes em determinados julgamentos, especialmente quando o tema envolve interesses políticos. De fato, sempre haverá nos julgamentos da Suprema Corte algum teor político, consequência da lei que determina o modus da escolha de um ministro, isto é, o presidente da República, a seu critério, escolhe um nome e indica o escolhido para aprovação do Senado. Uma ação política do começo ao fim da nomeação. O resto, a posse do ministro assim nomeado e sua história na sede do Poder Judiciário, será mera consequência, não é mesmo, Lewandowski? Não é assim, Toffoli? Há anos espera-se uma mudança do processo, o que tem sido de muitos comentários e nenhuma ação real que cuide de mudanças.

Nilo Sírio nilojosesirio@gmail.com

São Paulo

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PESQUISA

Está rolando nas redes sociais uma pesquisa sobre os ministros do STF capitaneada pela Gazeta do Povo. Fiquei frustrado com a traição de meu coração e sentimentos! A minha “generosa” avaliação alcançou 2,3, abaixo da média, até então 2,6. Vou deixar a poeira assentar e recorrer ao supremo poderoso Gilmar Mendes. Quem sabe eu fique bem na fita se, em decorrência, o ministro decidir que a nota máxima,10, corresponderá ao citado 2,6, para todos os efeitos.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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DIAS TOFFOLI

Para os corruptos, o ministro mudou a lei para que fossem libertados, mas contra o dr. Sérgio Moro segue a Constituição à risca! Este ministro não tem amor ao Brasil.

Lourdes Migliavacca lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

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AQUI NÃO!

O ministro Toffoli disse que a figura do juiz de garantias não vale para o STF. Claro! Eles não julgam nenhum caso de detentores de foro privilegiado, mesmo!

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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INDECISÕES

As tentativas de impunidade continuam no improviso. Vide decisão de Dias Toffoli sobre o juiz de garantias, sabido desde o começo como inviável. 

Luiz Frid  luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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MISSÃO IMPOSSÍVEL

Em 2010 o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) concluiu que o juiz de garantias era “incompatível” com a estrutura da Justiça brasileira. Mesmo assim, os parlamentares aproveitaram a votação do projeto anticorrupção para “contrabandear” essa pérola jurídica. O projeto foi sancionado prontamente como tal pelo presidente Jair Bolsonaro, só “para não contrariar”. O ministro Dias Toffoli até realizou uma audiência pública para, supostamente, determinar como realizar esta missão impossível. Cinismo à parte, o verdadeiro objetivo de toda esta farsa não é introduzir mais garantias no processo, mas atrasar ao máximo o pronunciamento das sentenças e, quem sabe, livrar da punição por prescrição de prazo. Simples, não?

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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ALIADO

 Os advogados de defesa do Brasil estão em festa, e não é para menos, posto que a implantação do tal “juiz de garantias” será um aliado poderosíssimo dos ilustríssimos causídicos. Defensores públicos dizem que esse recurso é um grande avanço jurídico. Ora, afinal, querem enganar quem? Não é preciso ser nenhum gênio para concluir que é um avanço, sim, mas em direção à impunidade, que já é galopante neste país. Só para dizer o mínimo!

  

Maria E. Amaral marilisa.amaral2020@bol.com.br

São Paulo

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PAREM POR AÍ

Adiamos o tal “juiz de garantias”. Temos a primeira e a segunda instâncias, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Supremo Tribunal Federal (STF) e criaremos a “quinta instância”. Espero que parem por aí. Viva a impunidade!

Cláudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo

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CORRUPÇÃO E ÁGUA SUJA NO RIO

O governador Wilson Witzel disse que a despoluição do Rio Guandu passa pelo leilão. Mas a poluição é culpa do Estado. Agora, a histórica e indesculpável demora do Estado em resolver essa questão será transferida para o leilão. Arranjaram um subterfúgio para privatizar água e saneamento, que, na minha opinião, têm de ficar com o Estado. A privatização tem outro foco, outras finalidades. Vide as da telefonia. Prometem velocidade tipo the flash e te oferecem velocidade de cágado. A empresa quer recuperar o seu investimento e pular fora. A empresa não tem o foco social do serviço. Só querem saber do lucro, mas a situação de penúria a que chegou o Estado, com dívidas, não vê outra saída do que privatizar. É um perigo. O empresário não está nem aí para o bem estar da população e o social. Hoje estamos bebendo esgoto por culpa de governos passados e do atual também. A corrupção não deixa dinheiro para atender às necessidades da população. 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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