Fórum dos leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos leitores, O Estado de S.Paulo

20 de janeiro de 2020 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Estadista, precisa-se

Somos obrigados a concordar com os editoriais Bolsonaro e sua circunstância e A tenacidade da imprensa (18/1, A3), críticos das atitudes intempestivas do presidente Jair Bolsonaro, que se refletem nos seus índices cadentes de aprovação. Porque não se compreende um presidente da República que não tenha “papas na língua”. A sua responsabilidade, em decorrência do mais alto cargo de que está investido, exige um comportamento sereno – mesmo quando atingido por inverdades –, capaz de passar à Nação a imagem de uma pessoa equilibrada, respondendo, quando necessário, dentro dos limites da compostura que a chamada liturgia do cargo exige. Enfim, um estadista que ainda não tomou posse. 

ANTONIO CARLOS GOMES DA SILVA

acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

Precedentes

Em primeiro lugar, devo dizer que concordo com a sumária retirada do então secretário de Cultura Roberto Alvim. Dito isso, observo o que o colunista Sérgio Augusto afirmou em sua coluna de sábado sobre o governo Bolsonaro que este distorce números, mente e é ignorante ao extremo. Pois bem, vamos relembrar: Dilma Rousseff forjou números para ganhar a eleição, mentiu descaradamente sobre Pasadena e queria empacotar vento, só para resumir. Sem esquecer que Lula usou os aplausos destinados a Kofi Annan na Assembleia-Geral da ONU como se fossem para ele. Além de ter sido cometido o maior roubo de dinheiro público da História do mundo nos governos petistas. Então, ainda não dá para comparar, sinto muito.

WAGNER JOSÉ CALLEGARI

wagcall@terra.com.br

Limeira

Firme e forte

A performance bizarra e estapafúrdia do agora ex-secretário de Cultura do governo federal Roberto Alvim pegou mal até para fervorosos simpatizantes da direita. A opinião pública e a imprensa reagiram prontamente e Alvim foi exonerado sem mais delongas. Portanto, não faz sentido a tese alardeada nas redes sociais pela esquerda alarmista de que esse episódio demonstra que a extrema direita está em franca ascensão no Brasil. Ao contrário, o episódio mostra que as instituições estão sólidas e a democracia segue forte. Ervas daninhas fazem parte e devem ser extirpadas, sem pânico. 

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Cruz de Caravaca

Cidadão brasileiro de origem húngara, agradeço ao Estado por ter esclarecido que a cruz vista na mesa do ex-secretário de Cultura é uma cruz de Caravaca (18/1, A8). Faço esse agradecimento porque uma historiadora (A8) e uma advogada (A10) equivocadamente fazem referência à “cruz húngara” e ao “brasão da Hungria”, cuja origem remonta ao início do século 14 e, portanto, não têm nada que ver com acontecimentos do século 20.

TIBOR RABÓCZKAY

trabocka@iq.usp.br

São Paulo

Venda de ações

Governo quer arrecadar até R$ 4 bilhões com venda de ações que nem sabia que tinha, diz a manchete do caderno de Economia de sábado – entre elas, papéis dos bancos Itaú Unibanco, Santander, das teles Vivo e Tim e da fabricante de aviões Embraer. É inacreditável! Ora, se o governo desconhecia um patrimônio desse porte, imaginem o que deve ter espalhado, pulverizado e perdido por aí. 

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

SERVIÇO PÚBLICO

Rebeldia no INSS

O mais importante, agora, para o Brasil retomar o crescimento é a reforma administrativa, para evitar os excessos no serviço público. Veja-se o caso do INSS. O governo quer tomar providências emergenciais para resolver o problema de filas e funcionários do órgão ameaçam ir à Justiça para que sejam tomadas medidas que eles acham ser melhores. Por isso é urgente a reforma administrativa, porque quem manda no Brasil é o povo, não servidores públicos.

MARCO ANTONIO MARTIGNONI

mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

Medo dos militares?

Por que será que tanta gente está com medo de militares trabalhando no INSS? Será porque eles podem descobrir milhares de aposentadorias fraudulentas? E se os militares encontrarem aposentadorias ilegais e irregulares para artistas, jornalistas, políticos, servidores...?

ANDRÉ LUIS COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

CRIMES HEDIONDOS

Caso Von Richthofen

A respeito da reportagem Livro revela trama violenta da morte dos Richthofen (18/1), a obra retrata um dos piores crimes que podem ser cometidos, que é tramar a morte dos próprios pais. Isso porque dificilmente alguém poderia conceber ser assassinado pela própria filha, que planejou o crime com o namorado, por motivos fúteis. Conheci Manfred von Richthofen na minha juventude em São Paulo e sempre me lembro com horror desse terrível acontecimento quando leio o noticiário. 

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Linchamentos diários

O linchamento em Fonte Boa (AM), sábado, foi transmitido ao vivo pelo Facebook. O acusado de estuprar e matar uma menina de 10 anos estava preso na delegacia, que foi invadida por moradores da cidade. A turba esquartejou e incendiou o corpo do homem. O Brasil tem uma ocorrência de linchamento por dia. Em 1990, no caso mais famoso, a chacina de Matupá (MT), a morte de três pessoas queimadas vivas foi filmada. Usado como prova, não levou ninguém à prisão. A civilização, o Direito e a cidadania não chegam aos rincões do País. Fazer justiça com as próprias mãos tem sido recorrente, até em grandes centros urbanos.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

EM SÃO PAULO

IPTU e mais aumentos

O IPTU da cidade de São Paulo está chegando com aumentos. Mas os aumentos não são só nas prestações. São nos locais intransitáveis, nos buracos com cones de alerta, nas árvores caídas atrapalhando o trânsito, nos semáforos que piscam ou apagam e no lixo orgânico nas ruas. Em contrapartida, vemos reduções em obras e melhorias e nas ações dos vereadores, que, em recesso num período crítico, não se preocupam que a cidade só envelhece e não melhora.

CARLOS GASPAR 

carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

DAVOS 2020

Dois temas odiados por Jair Bolsonaro e Donald Trump vão dominar a pauta dos ricos em Davos 2020, esta semana: clima e desigualdade social. Trump, que já mentiu 15 mil vezes, vai regurgitar o besteirol de sempre. O “Posto Ipiranga” nacional, como bom Chicago boy, só vai fazer contas e fazer de conta que fecharemos a conta. Na Suíça, é melhor ser pontual, como um bom relógio Cuco.  

        

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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JUROS EM PORTUGAL

Bancos nacionais vão a Portugal buscar grandes fortunas. Será que terão as mesmas regalias (ou molezas) para aplicarem as mesmas taxas de juros, operacionais, serviços, etc., praticadas livremente aqui, no Brasil?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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SOLO ÁRIDO

Governo federal corrige e sobe salário mínimo de 2020 de R$ 1.039 para R$ 1.045. É como diz o ditado, “é melhor pingar que secar”, embora no momento o solo festeje árido demais.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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A MÁGICA DO MÍNIMO

O presidente Bolsonaro reconhece que o salário mínimo brasileiro para 2020 (R$ 1.045 mensais) é pouco, mas é o que se pode fazer. Quero ver quando é que vai aparecer um governo que cumpra o estabelecido na Constituição sobre o valor do mínimo. Não está fixado em valor, mas diz que o salário mínimo tem de ser tal que atenda às necessidades do cidadão com alimentação, transportes, educação, vestuário, lazer, saúde, etc. Pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), este valor seria próximo de R$ 4 mil. Para atender tudo isso com este salário mínimo atual, tem que dar uma varinha de condão, porque só fazendo mágica.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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DÉCADA PERDIDA

O economista Roberto Macedo, em artigo publicado no Estadão com título PIB – 2010 -2019, a pior de 12 décadas, faz uma retrospectiva do crescimento econômico do Brasil de 1901 até 2019, esclarecendo que de 1901 a 1909 o PIB médio foi de 4,6%. Na década de 1970, o País teve média de crescimento econômico excepcional. de 8,8%, no período do tal milagre brasileiro. E o crescimento médio caiu fortemente para 3%, na década de 1980, e mais na de 1990, com apenas 1,8%. E, do ano 2000 a 2009, teve média de 3,4%. Já a década perdida ocorreu de 2010 a 2019, com direito à histórica e desgraçada recessão, herança petista, em que tivemos um PIB médio medíocre de 1,4%. Ou seja, a pior das 12 décadas no Brasil, deixando o País, infelizmente, na rabeira quando comparado com a média de 155 países emergentes ou em desenvolvimento, onde a média de crescimento do PIB foi de 3,2% (1980), de 3,63% (1990), de 6,10% (2000) e de 5,11% (2010). Não é por outra razão que tivemos um PIB per capita de apenas US$ 9 mil em 2018, e em 2019 isso não deve alterar muito, porque o PIB deve fechar em 1,2%, abaixo dos 1,3% da gestão Temer. Como exemplo, na Coreia do Sul, que na década de 1970 tinha um PIB per capita menor que o do Brasil, hoje ele é três vezes maior (quase US$ 30 mil). Isso demonstra que  nossos governantes são realmente incompetentes, não ouvem as ruas e se preocupam somente em se manter no poder. Caso contrário, esta nação não teria 12 milhões de desempregados; 13 milhões de pessoas vivendo na miséria; 28 milhões de brasileiros pobres e 100 milhões de pessoas com serviço irregular de fornecimento de água potável e falta de coleta e tratamento de esgoto. Infelizmente, não há nenhuma perspectiva de que vá melhorar substancialmente a vida dos brasileiros nos próximos anos.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ROUBO DE CARGA

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), somente em dezembro passado foram registradas em 11 Estados e no Distrito Federal  23 ocorrências de assaltos a caminhões de transporte de carne, alguns deles de gado vivo, direto do pasto, apesar da escolta fortemente armada de acompanhamento. Com o aumento de mais de 32,4% do valor da proteína em 2019, um caminhão que transporta carga equivalente a R$ 1 milhão, em média, e torna-se novo alvo de preferência do crime organizado, ao lado de cigarros, superando até mesmo os carros-fortes de transporte de valores monetários. A que ponto chegamos!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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IPVA

Chama-me a atenção o destaque, todo início de ano, apresentado pela imprensa a tal tributo estadual. Entretanto, algumas mesmas perguntas permanecem sem resposta. A primeira é: por que o governo do Estado não restabelece o vencimento deste imposto justamente com o licenciamento anual do veículo? O dono do automotor acerta as contas com o Fisco uma vez por ano, no licenciamento, e pronto. Antes era assim. Lembro-me de que, ao trazer o vencimento para o início do ano, o governador na ocasião visava a manter o poder de compra do tributo, na década de 1990, marcada por elevada inflação. Tinha-se de atribuir valor de mercado aos veículos no fim de cada ano, para a cobrança do imposto no ano seguinte. Atualmente, tal necessidade, com inflação anual em 3,5%, isso não se justifica mais. Cobrar o recolhimento no início do ano de tributos que valem para os 12 meses seguintes certamente alivia o caixa do governo, mas compromete a situação financeira do contribuinte, então às voltas com IPTU, mensalidade e material escolar. A outra pergunta inquietante é: pode-se reduzir o valor do IPVA? Poderiam adotar outro método de cobrança, como um valor igual a todos os veículos, segundo a categoria, como se faz com o DPVAT. Vários países usam esse sistema. Por que 4% do valor de venda do carro a gasolina? Seria o desgaste na rodovia ocasionado por uma Ferrari diferente daquele de um Chevrolet Onix? Por fim, outra questão que se coloca é se se justifica a cobrança do próprio IPVA. Como o imposto visa à construção e manutenção de rodovias, quando o governo as privatiza, induzindo os motoristas a pagar pedágio, isso mais se assemelha à bitributação, uma vez sabido que a manutenção das rodovias é feita pela concessionária, e não pelo Estado. Creio que estejamos no momento adequado para uma revisão da cobrança deste imposto. Além de impactar significativamente o custo das mercadorias, dificulta a recuperação da atividade econômica num país que vive uma recessão há mais de 40 anos. Em alguns trechos no Estado de São Paulo, por exemplo, o pedágio quase se equipara ao combustível. Poder-se-iam, por exemplar, considerar medidas como isenção de cobrança de pedágio durante alguns horários alternativos.

 

Marcos Nogueira Destro mdestro@amcham.com.br

São Paulo

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SÃO PAULO E A REFORMA TRIBUTÁRIA

Se São Paulo reclama de que reforma tributária vai lhe tirar R$ 21,2 bilhões no primeiro ano, sugiro aos reformistas que tirem a economia dos benefícios dos políticos. Ao fazê-lo, com certeza, estes R$ 21,2 bilhões nem serão notados. Ou será que não, que mexer com a máfia política do País é proibido?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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BURRO DE CARGA

São Paulo foi sempre considerado a locomotiva do Brasil; com a reforma tributaria em estudo, será também burro de carga.

Paulo Tarso J. Santos ptjsantos@bol.com.br

Barretos

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A DEFASAGEM DA TABELA DO IRPF

Na edição de 11/1/2020 do Estadão (página B3), citando dados e observações do Sindifisco, foi publicada matéria sobre a falta de correção da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) com estimativa de defasagem desde a última correção, em 2016. Adicionalmente, o sr. presidente do Sindifisco faz considerações sobre uma hipotética decisão política do sr. presidente da República de “corrigir a defasagem histórica da tabela se acabar com a isenção na distribuição de dividendos e tributar os mais ricos (...)”. É uma pena que tal associação com toda sua capacidade técnica de colaborar para uma justa reforma tributária se perca em declarações populistas que em nada contribuem para esclarecer o público sobre as profundas distorções em nosso sistema tributário. Como ele deve saber, o montante de dividendos distribuídos já integrou a base de tributação dos lucros das empresas, logo uma simples tributação dos rendimentos dos acionistas se configuraria em caso claro de dupla tributação. Economicamente, faria muito mais sentido que as empresas deduzissem os valores distribuídos a título de dividendos dos seus lucros tributáveis e, aí sim, os recebedores desses recursos deveriam ser devidamente tributados. Mas, nessa hipótese, os efeitos de tal mudança poderiam ser quase neutros na arrecadação tributária da União, e com isso não haveria como viabilizar o necessário aumento da faixa de isenção da tabela do IRPF. Para tanto, complementando a alteração, agora focando na correção da regressividade atual da arrecadação do IRPF, os rendimentos pagos a título de dividendos deveriam ser tributados na fonte pagadora com a alíquota máxima da tabela do IRPF, permitindo ao contribuinte, ao fazer a declaração de rendimentos anual, incluir essa renda, e assim fazer o devido balanceamento de sua tributação efetiva, recebendo a devida devolução a que tiver direito. O mesmo se aplicaria aos rendimentos pagos a título de juros sobre capital próprio, juros em geral e outros ganhos de capital. Esses deixariam, assim, de ser tributados exclusivamente na fonte com a alíquota fixa e passariam a ser taxados com alíquota progressiva, como já acontece com a renda do trabalho e as aposentadorias. Importa notar que essas alterações propostas não têm como intuito a elevação da carga tributária da economia, muito pelo contrário pois já é muito elevada. Os auditores da Receita Federal certamente devem conhecer outras inúmeras distorções em nosso sistema tributário e poderiam contribuir efetivamente nas discussões ora em curso no Congresso Nacional, com sugestões para a redução dessa carga ao mesmo tempo em que o sistema se torne mais eficiente economicamente e socialmente mais justo.

Eduardo Pedro Paulillo eppaulillo@gmail.com

São Paulo

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POBRE BRASIL NA CULTURA E NA EDUCAÇÃO

Mais uma vez o Brasil virou notícia mundialmente, desta vez na área da Cultura, em que o então secretário Roberto Alvin copiou um discurso de Joseph Goebbels para o lançamento de um prêmio do governo no setor de artes. Por ironia do destino, o presidente Bolsonaro um dia antes, numa live, dissera que Alvim era o melhor secretário de Cultura. Alvim discursou como Goebbels e com música de fundo de Richard Wagner, para impressionar o presidente, dizendo que a arte brasileira seria “heroica na próxima década”. Virou, como no ditado popular, o feitiço contra o feiticeiro. Um tiro na barriga de Bolsonaro, além da facada do Adélio. O presidente teve de demiti-lo de imediato. Lamentavelmente, o Brasil sofre com a falta de Cultura e de Educação, no que ficamos nos últimos lugares no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). Lamentavelmente, no governo do Lula também usaram Joseph Goebbels: “uma mentira repetida mil vezes contra o povo torna-se verdade”. Os dois governos usaram o copia e cola, infelizmente tudo isso contra o sofrido povo brasileiro.

Jose Pedro Naisser jpnaisser@hotmail.com

Curitiba

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TRILHA SONORA

Enquanto Richard Wagner era a trilha sonora dos campos de concentração que levavam judeus ao extermínio, a ignorância, o agora famigerado obscurantismo e a baixeza intelectual são a trilha sonora do modus operandi do bolsonarismo nos costumes. Supor a existência de um mal intencionado na edição do vídeo é uma desculpa patética para uma peça que reproduziu quase que literalmente o que consta na biografia do ministro nazista Goebbels. A carta de demissão não basta, o presidente Bolsonaro, que o nomeou, precisa declarar-se.

Jorge Neto jorgealvneto@gmail.com

Areia (PB)

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‘FRAMBOESA DE OURO’

Roberto Alvim, demitido da Secretaria Especial de Cultura após copiar Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Hitler, num vídeo institucional, pretendeu ser protagonista de algo grandiloquente como O Triunfo da Vontade, filme da diretora alemã Leni Riefenstahl, considerado um ícone da estética nazista. A performance canastrona e asquerosa de Alvim só merece uma estatueta do “Framboesa de Ouro”, paródia do Oscar que “premia” os piores do cinema.

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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POLÍTICA

O presidente Bolsonaro acaba pagando politicamente por suas más escolhas. A repercussão da fala de seu secretário de Cultura Roberto Alvim  deu-se pela porta aberta aos seus apoiadores com forte viés radical. Se aqui a repercussão foi grave, na Europa foi péssimo, pois já têm uma prevenção com este governo. Ruim para o Brasil!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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PRESSÃO

A reação da sociedade, em massa, da direita à esquerda, à fala do secretário Roberto Alvim surtiu o efeito desejado por ela. Falar bobagem todos podem. A sociedade, que não se cala nem consente abusos autoritários, é fator decisivo na preservação dos princípios que quer ver preservados. Valeu a pressão! Estamos vivos!

Helio Alves Ferreira hafstruct@hotmail.com

Osasco

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BOLSONARO, SOBRE O SECRETÁRIO

“Pronunciamento infeliz”, como assim? É absolutamente inaceitável mais este pronunciamento muito mais que infeliz de Jair Bolsonaro. Dado os fatos, “pronunciamento infeliz” acaba sendo mais um desrespeito ao povo judeu. “Pronunciamento infeliz” não traduz o que todos nós, brasileiros, sentimos. Ultraje é muito pouco, muito pouco! Estamos cansados dos constantes desrespeitos por este que está presidente da República e por seus fiéis. Bolsonaro, com os seus, amaina as palavras mesmo em situações nada condizentes com o mínimo decoro necessário na coisa pública. Secretário Especial de Cultura? Secretário Especial Alvim? Como assim? Ele é fiel a qual cultura? Agora sabemos.

Arturo Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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TREVAS

Não basta termos um presidente despreparado emocional e politicamente. Alguns membros do seu governo em cargos-chave são verdadeiros arautos das trevas e da destemperança. Ver e ouvir o então secretário de Cultura Roberto Alvim parafrasear Goebbels, o secretário de Propaganda de Hitler – um sanguinário covarde que obrigou a própria esposa a assassinar os cinco filhos e em seguida a matou e se suicidou –, foi demais. Logo mais irá desmentir e dizer que foi mera retórica. Nada relativo ao período nefasto do nazi-facismo merece sequer ser mencionado, a não ser para condenar e deplorar. O que estamos vendo acontecer no Brasil supera qualquer devaneio e sonho obscurantista. É um verdadeiro pesadelo retrógrado que a sociedade livre tem o dever de combater.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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OS DISCURSOS E A HISTÓRIA

Roberto Alvim, o ex da Cultura, faz apologia ao nazismo – decerto pensou “como o meu chefe é um entusiasta da ditadura, da tortura, da censura, da homofobia, do racismo, poderia expressar a minha verve”, mas lembro também que o atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que desta vez repreendeu a apologia de Alvim, já disse e chamou a ditadura de 64 de movimento.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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COTAS NAS UNIVERSIDADES

O ator Thiago Martins foi criticado após se posicionar contrariamente ao sistema de cotas para ingresso em universidades. Concordo plenamente com ele. O sistema de cotas para negros é completamente preconceituoso contra brancos e pessoas de outras etnias. Existem pobres e ricos que são brancos ou negros, e um estudante branco e esforçado que seja pobre acaba sendo preterido por outro que seja negro, não importando a condição socioeconômica deste ou suas condições de esforço pessoal para alcançar seus objetivos, além do que tal sistema de cotas torna-se uma semente para o possível brotar das disputas de grupos étnicos, gerando separações e, aí sim, preconceitos e dissensões. Ora, os que ingressam em universidades por cotas sempre ocupam as vagas de outros, já que as vagas são limitadas, e onde está esta justiça histórica que se faz, porém, em função de uma injustiça, também histórica? Se, acaso, não tivéssemos tido a escravidão em nossa história e o direito de herança consagrado em nossas constituições de leis como artigo pétreo e, em contrapartida, tivéssemos tido taxações maiores nas transmissões de herança ou sobre as grandes fortunas e, paralelamente, tivéssemos tido grandes investimentos públicos em educação, decerto que a justiça pretendida pelo sistema de cotas melhor se faria, indiscutivelmente, indo dos mais ricos para os mais pobres, e não como está ainda agora, que também vai de pobres, mais capacitados e esforçados, para pobres menos capacitados e esforçados, e assim apenas pela condição da cor de sua pele.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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PRIVATIZEM-SE A SAÚDE E A EDUCAÇÃO

 

Saúde e Educação são “direitos do cidadão e obrigações do Estado”, assim definidos na Constituição. Está tudo muito bem estabelecido, mas a simples inclusão no texto legal não garante a execução dos serviços. A Saúde tem dificuldade para atender a população e a Educação não educa o alunado na forma prevista pelo constituinte. No próximo mês, o governo envia ao Congresso Nacional o pacote da reforma administrativa. Seria interessante, entre as medidas, terceirizar Saúde e Educação. No lugar dos hospitais, ambulatórios e escolas públicas, transferi-los ao particular e garantir o acesso da população através de “vouchers” para a Saúde e bolsa de estudos para a Educação. Isso livraria os governos e a população do grevismo, do absenteísmo, da exploração político-ideológica e de uma série de vícios e distorções que só sobrevivem no serviço público. Existem grupos empresariais e entidades filantrópicas capazes de prestar os serviços em ambas as áreas. O Estado precisa sair de todas as áreas nas quais o serviço pode ser mais bem executado pelo setor privado e, quando se trata de um direito do cidadão, deve pagar para garantir a gratuidade e fiscalizar a qualidade do trabalho.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                     

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