Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

21 de janeiro de 2020 | 03h00

RIO DE JANEIRO

Calamidade pública

A desídia dos governantes do Rio de Janeiro está fazendo sua população sofrer demais. O atual governador, que não pertencia ao clã dos anteriores, alguns presos, não consegue fazer nada do que prometeu. A água, que deveria ser potável, está inviável para consumo. Em 1950, na Copa do Mundo, houve um tremendo racionamento por falta d’água e só quando Carlos Lacerda governou o então Estado da Guanabara as coisas melhoraram. Lacerda construiu a represa do Guandu e regularizou o abastecimento de água – fora as magníficas obras que legou. Mas tudo piorou com Leonel Brizola e seu populismo, que acabou no caos que hoje vemos. Lamentável a cidade que era adorada pelo mundo, linda como poucas, estar transformada no que se vê, com má administração na prefeitura e no Estado. Não é hora de ser decretado estado de calamidade pública?

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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Caos e incompetência

O verdadeiro caos, com depredação de estações do metrô, quebra-quebra, arrastões e correrias, é uma demonstração de irresponsabilidade da gestão do Rio de Janeiro, que não tem estrutura para grandes aglomerações. A cidade tem péssimo sistema de transportes, metrô precário, para um oceano de gente pobre, produto de décadas de descaso com nossa gente. Como já bem disse o ex-senador Cristovam Buarque, foram décadas de governos de esquerda que absolutamente nada fizeram pela imensa população pobre deste país. A população do Rio de Janeiro é esmagadoramente favelada, negra e carente. Pior, a cidade não avança em nenhuma direção. Sem projeto, sem educação, sem investimento, o Rio só se degrada e se miserabiliza. Ruas imundas e esburacadas, zona norte abandonada, centro totalmente degradado, uma favelização insana, e nada se faz! Fazemos, sim, carnaval, pão e circo para os miseráveis.

PAULO ROBERTO ALVES

pauloroberto.s.alves@hotmail.com

Rio de Janeiro

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Choque de saneamento

O Brasil precisa de um choque de saneamento básico, não há nada mais importante a fazer do que acabar com a imundície generalizada que impera de norte a sul. O Rio vive o caos, a água que abastece a cidade e todas as praias está poluída e a única preocupação do governo é fazer propaganda do carnaval. O Brasil vai enfrentar novas epidemias de dengue e outras doenças da sujeira. Canalizar e tratar o esgoto deveria ser a prioridade número um do País inteiro. O uso de emissários submarinos já provou não funcionar, todas as praias de São Paulo usam emissários e estão contaminadas. O Brasil precisa dar um salto para o século 21, não será fácil, mas não é impossível, todos os países civilizados já resolveram esse problema. O Brasil nem tentou. Vale usar o Exército, contratar empresas estrangeiras, proibir o pagamento de dividendos da Sabesp. Vale tudo!

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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ECONOMIA

Indústria e câmbio

Interessante o artigo O drama da indústria brasileira, de Affonso Celso Pastore (19/1, B3), mas o tiro de misericórdia, do qual a indústria nunca se recuperou, foi dado no período 2000-2013, quando a cotação do dólar começou em R$ 1,96 e depois de algumas oscilações ficou no mesmo R$ 1,96, enquanto a inflação acumulada no período foi de 126%. O mercado de eletroportáteis, de que nossa empresa era líder vendendo centenas de toneladas de matéria-prima por mês, foi todo transferido para a China e nunca mais voltou. Como dizia o nosso ex-ministro da economia Mário Henrique Simonsen, a inflação aleija, mas o câmbio mata.

ALDO BERTOLUCCI

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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Desemprego inexorável

O desemprego aterroriza, é o quinto cavaleiro do Apocalipse, diz Almir Pazzianotto (O Contrato Verde e Amarelo, 18/1, A2). É o novo flagelo que se alastra por toda a humanidade. Os governos não percebem, ou fingem não perceber, que a automação, a robotização, a tecnologia avançada, a inteligência artificial são fatos irreversíveis. A máquina nasce pronta para o trabalho, enquanto o ser humano demora entre 15 e 20 anos para se preparar – se tiver a educação adequada ao seu alcance. Basta esse descortino para sentirmos a guerra perdida. Contra fatos não há argumentos: logo o homem será substituído em todas as frentes, é inexorável. Toda empresa visa o lucro e salário não nasce em pé de couve, nem por decretos presidenciais. Se a empresa não for próspera, não abrirá as portas para novos empregados. Sobre essa realidade temos a lei da oferta e da procura. Cabe, pois, séria reflexão sobre essa questão, que tanto nos preocupa.

ANTONIO B. CAMARGO

bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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EDUCAÇÃO

Erros no Enem

MEC admite erro em notas do Enem, noticia o Estadão de domingo. Ou seja, aconteceu novamente nesta última edição de 2019. É notória a incompetência dos organizadores do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para realizarem uma avaliação da competência dos estudantes sem nenhum erro, falha, prejuízo, vazamento, corrupção e sei lá mais o quê de problemas. É preciso mudar logo esse cenário. Até em prol da própria credibilidade do Enem.

AILTON DE SOUZA ABRÃO

a.abrao@terra.com.br

São Paulo

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AUTORITARISMO

‘Impostura’

De forma clara e simples, Denis Lerrer Rosenfield (20/1, A2) estabelece uma breve comparação do perfil “democrático” de Lula da Silva e do presidente Jair Bolsonaro. Para reforçar essa comparação vale mencionar aquele que talvez tenha sido o mais importante atentado à democracia brasileira da História recente: o famigerado Decreto 7.037, de 21/12/2009, inserido de forma traiçoeira no Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). Concebido por Dilma Rousseff, Tarso Genro, Franklin Martins, Paulo Vannuchi e assinado por Lula, o decreto criava um poder acima da Justiça, os chamados “conselhos de direitos humanos”, extinguia a propriedade privada e instituía assembleias populares, ao estilo chavista de controle da sociedade. De forma astuta, inseria meios de controle da produção no campo e na produção de livros didáticos conforme o interesse e a orientação do governo. O golpe foi denunciado na época pela imprensa, em especial pelo Estadão. Esse episódio deve ir para os livros de História como prova inequívoca das reais intenções e da vocação autoritária do PT e agregados.

ELIE BARRAK

egbarrak@gmail.com

São Paulo

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“A lamentável linguagem usada pelo juiz substituto da 18.ª Vara do Trabalho de São Paulo, a par de descumprir o artigo 22 e § 1.º do Código de Ética da Magistratura, faz-nos repetir as definições precisas de Goethe, ‘cada um, só porque fala, julga também saber usar da linguagem’, e de Emerson, ‘use a linguagem que quiser, mas você nunca poderá dizer senão o que você é’...”

FERNANDO DE OLIVEIRA GERIBELLO / SÃO PAULO, SOBRE INDECORO E MILITÂNCIA POLÍTICA NO PODER JUDICIÁRIO

fernandogeribello@gmail.com

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“Quem sabe essa briga sirva para esclarecer o caso da Refinaria Abreu e Lima?”

VICTOR RAPOSO / SÃO PAULO, SOBRE A FAMÍLIA CAMPOS-ARRAES

victor-raposo@uol.com.br

REGINA DUARTE NA CULTURA

 

Regina Duarte aceita fazer teste na Secretaria de Cultura de Bolsonaro (Estadão, 20/1). Se Regina Duarte prestar atenção ao que aconteceu com Sérgio Moro e tudo o que Jair Bolsonaro fez para impor a sua vontade para evitar punição aos filhos, deveria desistir, por mais que se sinta em condições de realizar um grande projeto. Juntar-se a este governo é assumir os riscos parecidos de quem se aproxima do banditismo.

 

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

 

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OLHAR DOCE

 

Regina Duarte, por favor, sacrifique-se e aceite o Ministério da Cultura para poupar os brasileiros de qualquer novo desequilibrado que pretenda impor à Cultura o caminho nazista de repetir mentiras até que se tornem verdades. Quanto às fotos de Roberto Alvim e Joseph Goebbels publicadas pelo Estadão em 18/1 (A4), estão quase idênticas quanto ao penteado, à carranca e à ambientação do local, mas nota-se que o olhar de Goebbels parece mais doce que o olhar de Roberto Alvim.

 

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br

São Paulo

 

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BEM-VINDA

 

Finalmente, alguém mais pragmático e menos histérico falando coisas com sentido. As pessoas precisam ser realistas, pelo amor de Deus! É mais que óbvio que este governo não vai aceitar para chefiar qualquer pasta alguém que esteja alinhado com as demandas da esquerda. Precisamos aceitar que a direita chegou ao poder no Brasil e entender que é a melhor forma de lidarmos com isso. Já que a situação está posta até 2022, eu acabo aplaudindo a escolha de alguém que possa mediar a situação de Fla-Flu em que o Brasil se afundou novamente. Sim, precisamos de diálogo para manutenção de espaços que estejam sob risco. Precisamos de gente com sensibilidade artística, inclusive. Só a volta do Ministério da Cultura, caso realmente ocorra (dizem que seria exigência de Regina Duarte para aceitar o convite) já teria sido uma vitória. E vou além: nos últimos anos assisti a muitos trabalhos de Regina Duarte, seja atuando ou dirigindo, todos no teatro. Há trabalhos recentes dela capazes de chocar a “tradicional família brasileira”, de modo que se trata de uma pessoa para quem, efetivamente, a arte não deve entrar nos radares de conteúdo ou censura. Ela é declaradamente de direita, mas é preciso parar com a histeria infantil com relação a isso. Melhor olharmos para o cenário que havia sido desenhado com o anterior nomeado e, agora, lançar um olhar positivo para as décadas de Regina Duarte vivendo da arte no Brasil (inclusive tendo se manifestado contra a nomeação de Alvim e, inclusive, tendo tentado captar recursos da Lei Rouanet para seus projetos). Enfim, Regina Duarte é muito bem-vinda neste momento delicado e turbulento da vida cultural brasileira.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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CORO DOS INCONFIRMADOS

 

A empresária Paula Lavigne elogiou o convite de Jair Bolsonaro a Regina Duarte para que ela integre a Secretaria de Cultura, dizendo que Regina Duarte é de direita, mas não é nazista, havendo, por isso, uma redução de danos. Acredito devermos, principalmente, aos 14 anos de governos petistas, com suas incisivas ingerências nas comunidades acadêmicas, o fato de hoje muitos associarem, tão equivocadamente, o ser de direita como algo negativo, a ser evitado. Ou será que tal associação se faz somente pelos 21 anos de governos militares no Brasil? O certo é que, num caso como no outro, há um equívoco imenso por aqui, pois ser de direita é apenas ser liberal, democrático, republicano e acreditar nos mecanismos de mercado como agentes muito mais eficientes que os mecanismos estatais geralmente eivados de privilégios, corrupções e corporativismos, e ser de direita é, ainda, respeitar as cores da própria bandeira e a própria história, e não importá-las de lugares onde – e aí realmente – ser de esquerda significou barbárie, genocídio, fracasso político-econômico e social e onde reinaram os estados de misérias a que tanto assistimos na história mais antiga ou na mais recente, como na Venezuela e na Coreia do Norte. Fora isso, bem-vinda, Regina Duarte, e sem quaisquer reparos sobre o lado em que te veem, sendo este apenas o lado do bem. A propósito, excelente o artigo Impostura, de Denis Lerrer Rosenfield (20/1, A2)! Realmente, como o articulista reafirma, Lula se colocar como defensor da democracia contra o presidente Bolsonaro é hilariante! E agora ainda, diversos artistas, simpatizantes da esquerda festiva, verdadeiros órfãos e viúvas de Lula, os sem-verbas, vêm ridicularizar o convite de Jair Bolsonaro à atriz Regina Duarte para chefiar a Secretaria de Cultura do governo. O ator José de Abreu, um dos mais exaltados e inconformados com os resultados das últimas eleições democráticas brasileiras, ainda escreveu no Instagram que ela, Regina Duarte, é a mulher ideal para participar do governo nazista-homofóbico-miliciano (sic). E os senhores artistas que ridicularizam uma sua colega de profissão fazem coro com o condenado Lula, em sua contínua brincadeira de tudo o que o mestre mandar.

 

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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LENDA FORJADA

 

O professor Denis Lerrer Rosenfield traçou um arrazoado perfeito sobre a impostura das críticas feitas pelos petistas ao governo Bolsonaro, em seu artigo publicado em 20/1, na página A2, do Estadão. Na falta de assunto para descer a lenha, eles se prendem aos arroubos verbais do presidente, ignorando por completo suas ações, que fazem do primeiro ano de seu governo um exemplo de gestão. Isso, apesar de ter sido adjetivado à exaustão como sendo um indivíduo tosco. Com certeza para eles, Lula, o réu, era um exemplo de polidez e cultura. A despeito desses resultados, os institutos de pesquisa continuam a forjar a lenda de que os índices de aprovação de Bolsonaro despencam. Se fosse pelos números de tais institutos nas vésperas da eleição passada, hoje Fernando Haddad seria presidente do Brasil, para mal de nossos pecados.

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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INCOERÊNCIA

 

Cumprimento Denis Lerrer Rosenfield pela opinião Impostura (20/1, A2). O pt (em minúsculas) sempre foi na prática totalmente contra o discurso de sua teoria. Alguém se dizer contrário à violência, mas defender os piores bandidos da história (Mao-Tsé-tung, Fidel, Lênin, Maduro) e promover o ódio entre classes é, no mínimo, uma grande incoerência que só engana quem não tem maturidade.

 

Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

 

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SÉCULO 20

 

Lula afirma que é a favor do regime democrático e contra o regime de Bolsonaro. Não dá para usar toda a página do jornal para dizer kkk...

 

Luiz Frid  luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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PAI, PERDOA-LHES!

 

Vai entender! Arguindo a liberdade de expressão constitucional e que tais, os profanos profissionais da mídia socialista defenderam um blasfêmico vídeo dos insossos e pornográficos profissionais do Porta dos Fundos, de triste e pobre criatividade, alijado à vala dos insensatos. Igual atenção e defesa constitucional não recebeu o ex-secretário especial de Cultura Roberto Alvim, que se remeteu a frases de Goebbels em recente discurso. Que mídia é esta? O que busca? “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” e, por consequência, desdenham a Lei do Retorno.

 

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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‘O BRUTALITARISMO SANTO’

 

Sobre o artigo O brutalitarismo santo, de Roberto Romano (19/1, A2), a mais clara evidência do brutalismo santo e o Estado não laico é o crucifixo pendurado ostensivamente no Supremo Tribunal Federal.

 

William W. B. Veale william.veale@terra.com.br

Sorocaba

 

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CARTÃO VERMELHO PARA O JUIZ

 

Se havia alguma dúvida sobre o desprestígio que o nosso Judiciário de uma forma geral vem sofrendo diante do comportamento de certos juízes que, ao invés de usarem e lei e a Constituição como baliza para seus atos, usam o cargo para fazer militância, essa dúvida vai se transformando em certeza. O juiz do Trabalho Jerônimo Azambuja Franco Neto, um genuíno militante de esquerda, chegou ao despautério de cunhar o atual momento do Brasil como uma “merdocracia neoliberal neofascista” ao proferir sentença de um processo trabalhista. Não satisfeito com o linguajar de sarjeta, Azambuja foi além, lançando criticas aos principais ministros de Jair Bolsonaro e ao próprio presidente, tachando cada um deles com adjetivos pouco respeitáveis e terminando seu rosário de ofensas acusando o presidente Jair Bolsonaro de “incitar ao genocídio indígena no Tribunal Penal Internacional”. É evidente que o magistrado está sob efeito de um surto autoritário ao fazer discurso político desprovido de qualquer conexão com a realidade, utilizado ainda palavras de baixo calão para atacar o sistema democrático nacional, deixando clara sua predileção a regimes ditatoriais. Esta aí uma prova inconteste de que a Justiça do Trabalho deve ser fechada, como defendeu seu ex-presidente ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho. Um ninho de esquerdistas alucinados que adoram proferir sentenças contra empresários (grandes ou pequenos) achando que são um mal a ser combatido. Um Exemplo acabado do que se tornou o nosso Judiciário, uma guerra de ideologias. Lamentável.

 

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

 

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JUIZ DO TRABALHO

 

A Justiça Trabalhista tem uma nova modalidade de juiz: o merdocrata. Somos rápidos.

 

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

 

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FALTA DE DECORO

 

Nestas horas temos de nos perguntar: por onde anda o Conselho Nacional de Justiça (CNJ)? Existe caso mais contundente do que este para comprovar falta de decoro de um juiz? Como pode um juiz emitir conceitos políticos em sua sentença? E a imparcialidade devida? Quem faz isso uma vez, com certeza, repete. Pode um juiz com tal comportamento ser mantido na magistratura? Rui Barbosa tinha razão.

 

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

 

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ABSURDO

 

Neste Brasil de ponta-cabeça, onde parece que o improvável foi definitivamente abolido e tudo pode acontecer, o juiz substituto do Trabalho Jerônimo Azambuja Franco Neto, da 18.ª Vara do Trabalho de São Paulo, do Tribunal Regional da 2.ª Região, disse com todas as letras, que “o atual momento do País é uma “merdocracia neoliberal neofascista”. O termo “merdocracia” vem sintetizar o poder que se atribui aos seres humanos que fazem merdas e/ou perpetuam as merdas feitas. E tudo isso em nome de uma pauta que se convencionou chamar neoliberal, ou seja, libertinar a economia para que as merdas sejam feitas. Diante do absurdo, cabe lembrar que o artigo 22 do Código de Ética da Magistratura prevê que o magistrado deve utilizar uma linguagem polida, respeitosa e compreensível. A que ponto chegamos!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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LINGUAJAR DE BOTEQUIM

 

Certo “ser humano” manifesta seu descontentamento com o mundo em que vive. Este “ser humano” é um juiz substituto do Trabalho. Jerônimo Azambuja Franco Neto, em suas sentença, condenando o réu, utiliza linguajar próprio de botequim, muito distante do que se espera de um magistrado. Cada um dá de si o que tem a oferecer. Este “ser humano” mostra que tem pouco, ou nada, a oferecer.

 

José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André

 

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EXORBITÂNCIA

 

Sobre a matéria Em decisão, juiz diz que País vive ‘merdocracia neoliberal neofascista’, publicada no Estadão em 20/1, eis um interessante caso em que se pode observar até que ponto um juiz esquerdista extrapola de suas atribuições legais e manifestações num processo, no qual se deve limitar, com suas conclusões, à matéria estritamente legal, limitada ao âmbito do processo, sendo-lhe vedados quaisquer pronunciamentos de natureza político-partidária. Parece que ele faz parte do coral da “resistência petista” inconformada com o resultado democrático das urnas em 2018. Imagino que será urgente uma representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para remoção de tal magistrado do cargo, que se mostrou totalmente incompatível em sua condição de magistrado imparcial, extrapolando fortemente suas atribuições legais. Pensar livremente como cidadão, tudo bem, desde que no âmbito extrajudicial, mas nos processos judiciais falar politicamente, principalmente numa sentença, é uma fortíssima exorbitância, inadmissível ao equilíbrio dos Três Poderes da República.                  

 

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

 

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NOS TEMPOS DE LULA

 

O juiz do Trabalho Jerônimo Azambuja Franco Neto chamou o Brasil de “merdocracia”... O que o Brasil era no tempo de Lula? 

 

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

 

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‘MERDOCRACIA’

 

Quero cumprimentar o ilustre magistrado que tão bem definiu o estado em que vive nosso país (Estado, 20/1, A7). Coincidiu com o momento de agruras por que estou passando com uma concessionária de telefonia que, desde o dia 9, mantém meu telefone mudo, tornando quase impossível qualquer contato com ela, pois, em gravação, alega que o defeito é massivo (!) e desliga. Essa operadora (Vivo) de péssimo currículo continua a provocar seus estragos entre os consumidores, e nenhum “merdocrata” toma providências para despachá-la às suas origens. Excelência, em sua próxima sentença, favor enquadrar as merdoconcessionárias no rol apresentado, pois são igualmente danosas ao desenvolvimento do País.   

 

Manoel Roberto Rego maroberto@terra.com.br

São Paulo

 

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R$ 48 MILHÕES NO LIXO

 

O que o teimoso e destemperado Jair Bolsonaro vai dizer aos seus bajuladores e, principalmente, ao povo brasileiro quando, depois de dez meses de investigação, não foi encontrada nenhuma irregularidade na tal caixa-preta que ele disse em campanha que abriria dos financiamentos do BNDES como os aprovados na era petista para a JBS, o Grupo Bertin e para a Eldorado Brasil Celulose? Mesmo sabendo que dois presidentes do banco da gestão Temer e de ilibada reputação, como Paulo Rabello de Castro e Diogo Oliveira, e de seu governo, Joaquim Levy, terem afirmado que os financiamentos foram realizados dentro das rígidas normas estabelecidas pelo banco, Bolsonaro jogou no lixo R$ 48 milhões de recursos dos contribuintes para pagar a empresa de consultoria estrangeira Cleary Gottlieb Steen & Hamilton LLP. Com este valor, daria para construir 800 casas populares...  

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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AUDITORIA SELETIVA

 

Então o BNDES gasta R$ 48 milhões em auditoria para abrir a caixa-preta e, depois de um ano e dez meses, o banco divulga que não apontou nenhuma evidência direta de corrupção em oito operações com a JBS, o Grupo Bertin e a Eldorado Celulose entre 2005 e 2018? Por que só oito operações e não todas? Pode se dizer que foi uma auditoria seletiva. O ex-economista-chefe da Febraban Roberto Luis Troster afirma que diversas operações do banco com os grupos citados ficaram de fora do relatório milionário. E o financiamento do BNDES de R$ 187,5 milhões para a Friboi, R$ 1,14 bilhão em ações da JBS para financiar a aquisição da Swift Food nos EUA, R$ 995,9 milhões para a aquisição das empresas National Beef e Smithfield também nos EUA, todas essas operações antes de 2010. Se, como afirma Troster, essas operações ficaram de fora, por que isso ocorreu? O que esconde essa gente? Pagar essa fortuna para deixar as mesmas suspeitas e o mistério continua? É, no mínimo, uma falta de compromisso e um desrespeito pelo cidadão que paga a conta desta corrupção desenfreada e ainda por cima é feito de idiota. Não dá para levar este país a sério. O Brasil continua sendo um país de trouxas, governado por experts.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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DAVOS 2020

 

Os assuntos importantíssimos que serão debatidos em Davos são os econômicos e ambientais, como “a Amazônia em chama, quem vai salvá-la?”. Estamos agradecidos ao presidente Jair Bolsonaro por não participar e, melhor ainda, por não ter enviado o ministro “Teflon” Ricardo Salles para não enfurecer a plateia por suas declarações arrogantes e indiferentes sobre o meio ambiente. Nossa imagem já está ruim o suficiente!

 

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

 

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ÁGUAS PODRES

 

Governadores querem se livrar de um problema social que afeta o País todo, o saneamento básico. Mas, em vez de pensar seriamente no assunto, tiram sei lá de onde como solução para ele dar liberdade para o capital estrangeiro investir neste item. Muitas pessoas creem ser este problema um dos poucos em que é dever do Estado manter sua guarda, mesmo porque o investidor nesta área visará apenas ao lucro final, e prova disso é que há poucos dias este jornal publicou uma pequena nota na qual informava que um gigantesco grupo financeiro chinês quer comprar parte da Sabesp, a estatal paulista nascida em 1973, originária da Comasp, que assumira na região metropolitana de São Paulo o serviço de saneamento básico e, após isso, gerencia mais de 300 municípios no Estado, assumidos porque eles não tinham condições financeiras para resolver o tema, e cobra pelos serviços taxas que cabem no bolso dos munícipes. O grupo teria interesse em assumir municípios de populações diminutas, mas necessitando de obras caras em investimento de retorno longo? Tal grupo investiria no Nordeste, onde é crucial o atraso em saneamento básico? Estamos assistindo nestes dias à situação da população carioca convivendo com problemas sérios quanto à água potável fornecida pela estatal Cedae, que está sem capital e cujo investimento em obras necessárias para proteger toda a região da captação de água bruta poluída por esgotos pode chegar a R$ 1 bilhão. A Cedae teria investidores para tais projetos? Quanto a São Paulo, há pouco tempo convivemos com uma situação crítica em relação às chuvas na região dos reservatórios do Sistema Cantareira, quando seus maiores reservatórios, Jaguaré e Jacareí, estiveram com seu leito à mostra. Como parte da solução para minorar crises como esta, há tempos se discute trazer águas do Rio Ribeira de Iguape para a região metropolitana, mas ainda sem um acordo.

 

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

 

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A CATÁSTROFE NO SANEAMENTO

 

A catástrofe do saneamento básico do Rio de Janeiro, que agora com a crise da água todos sofrem e tomam conhecimento, tem décadas de inércia culposa das autoridades fluminenses. A gravidade da situação exigirá das lideranças estadual e municipais severas e urgentes providências saneadoras, no sentido de evitar uma hecatombe assustadora na qualidade de vida, não muito distante, atingindo todos que aqui vivem, independentemente do nível socioeconômico.

 

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

 

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CERVEJA CONTAMINADA

 

Além de paz, honestidade, educação, caráter e bom senso, não sou a princípio defensor de ninguém. Porém vale aqui salientar que o ocorrido na fábrica de cervejas artesanais de Belo Horizonte, com pouquíssimas possibilidades de engano, é algo bem claro e evidente, faltando só comprová-lo, o que tudo indica que o farão em curto prazo, do evento de contaminação ter sido um ato de sabotagem sujo e vulgar e com uma única finalidade: a de prejudicar. Pois em sã consciência ninguém faria algo tão tosco para pôr em risco todo o seu patrimônio e sua tradição, montado há muitos anos na fabricação de um produto de grande aceitação no mercado. Ainda mais considerando que os mesmos possuem laboratório de análises com químicos responsáveis e, portanto, conhecedores do mal provocado, com total risco de morte, pelo dietilenoglicol na composição de suas cervejas.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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ALERTA

 

O dietilenoglicol, que contaminou as cervejas da Backer, provocando uma tragédia social, agora é conhecido de todos. Psicopatas, assassinos, milicianos e potenciais terroristas exultam com seus novos conhecimentos de química. Estes que têm a perversidade na alma aprenderam a usar uma substância inodora, translúcida, adocicada, de venda irrestrita e cujo litro custa uma mixaria, para matar, lesionar e incapacitar, de forma silenciosa, ampla e aterradora. Antecipem-se ao mal, autoridades!

 

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

 

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